Acontece hoje no Rio o 2º Fórum da Saúde Suplementar

Especialistas e autoridades se reúnem nesta quarta e quinta-feira, no Rio, no 2º Fórum da Saúde Suplementar Escolhas Necessárias para discutir as escolhas da sociedade para garantir a sustentabilidade do setor e debater o retrato atual do mercado e os caminhos possíveis para o seu desenvolvimento nos próximos anos. Estão confirmadas as presenças do diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, José Carlos Abrahão; vice-presidente de Finanças Globais, Edson Carlos de Marchi, superintendente do hospital do Coração (HCor), Ary Ribeiro; presidente do Conselho de Medicina e Saúde da ACRio, Josier Villar; desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, Ney Wiedemann Neto; ministro do Superior Tribunal de Justiça, Paulo de Tarso Vieira Sansevereino; além do presidente da CNseg, Marcio Coriolano; e a presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes, entre outros.

Trata-se de uma grande oportunidade reunir essas autoridades e especialistas para debater os atuais desafios do atendimento ao sistema de saúde. A partir dessas discussões, precisamos apontar caminhos para o desenvolvimento do mercado. O momento exige mudanças e o compromisso de todos governo, operadoras, prestadores e beneficiários. Precisam sair de suas zonas de conforto em prol do futuro da Saúde Suplementar. Temos que fazer escolhas e o consumidor precisa estar consciente disso, como agente participativo, afirma Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da FenaSaúde.

O 2º Fórum de Saúde Suplementar trará palestras e painéis sobre os desafios das escolhas impostas pelo cenário macroeconômico, com crescimento do desemprego e queda na geração de renda, resultando na perda de 1,6 milhão de beneficiários de planos de saúde e no encolhimento do poder econômico das famílias brasileiras; as decisões necessárias diante do envelhecimento populacional e consequente transição demográfica, da incorporação tecnológica acrítica e sem avaliação de impacto do custo-efetividade, a escalada crescente das despesas na saúde e, historicamente, acima das receitas e, ainda, a redução da capacidade de pagamento da população.

O fórum ainda promove a discussão do custo dos procedimentos médicos e a qualidade dos serviços oferecidos como fatores fundamentais para a tomada de decisão do consumidor, tornando-o mais consciente e participativo na gestão de sua própria saúde; a utilização de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) apenas com suporte em evidências médicas, dificultando fraudes e o implante sem a real necessidade comprovada; e, por fim, as escolhas do Poder Judiciário, que se refletem no aumento das despesas assistenciais em razão da ausência de pareceres técnicos de profissionais de saúde que possam embasar a tomada de decisão dos magistrados no sentido oposto, iniciativas como os Núcleos de Apoio Técnico (NATs), formados por especialistas da área de saúde, são experiências positivas para diminuir o impacto da judicialização da saúde.

ARTIGO: Do excesso de elefantes às Insuretechs: 50 anos do decreto-lei 73/66

Pois é….Isso aí…

Fonte: Migalhas, em 21.11.2016.

Por Pedro Souza, Caroline Kimura, Rafael Edelmann e Felipe Blanco (*)

Ao longo desses 50 anos, o mundo mudou. A preocupação com os elefantes agora gira no sentido oposto: teme-se pela sobrevivência da espécie.

Em 21 de novembro de 1966, há exatamente 50 anos, foi editado o decreto-lei 73. Naquele dia, os jornais noticiavam com preocupação a superpopulação de elefantes na África. A elevada multiplicação da espécie causava temor nas autoridades locais.

Nas eleições de 15 de novembro de 1966, poucos dias antes, a Arena sairia como a grande vitoriosa no Senado, restando poucas cadeiras ao MDB. A Guerra Fria estava longe de terminar. No Vietnã, a operação Rolling Thunder, marcada por terríveis bombardeios, estava no auge. Por outro lado, a geração Baby Boomer florescia, com novos ideais culturais e artísticos. No Brasil, as rádios tocavam Negro Gato, e Eu te Darei o Céu. Os Beatles estouravam com Yellow Submarine e Eleanor Rigby.

Na economia, Castelo Branco lançava o PAEG – Programa de Ação Econômica do Governo idealizado pelo então Ministro da Fazenda Delfim Neto, com o objetivo de combater a elevada inflação, aumentar investimentos em infraestrutura, diminuir as desigualdades regionais e atrair investimentos externos.

Naquele ano a arrecadação em prêmios de seguros no Brasil atingiu o equivalente a R$ 3.76 bilhões (CPES), contra R$ 95.7 bilhões em 2015 (SUSEP).

Vigia o Código Civil de 1916. O IRB carregava o sentimento nacionalista e concentrava a função de regular as operações de resseguro e desenvolver operações de seguros em geral. A fiscalização das companhias securitárias ficava à cargo do Departamento Nacional de Seguros Privados e Capitalização, vinculado ao Ministro da Fazenda.

Foi nesse contexto que nasceu o DL 73, principal marco regulatório das operações de seguros e resseguros no Brasil. A norma manteve o monopólio do IRB, instituiu o Sistema Nacional de Seguros Privados, composto por Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP, Superintendência de Seguros Privados – Susep, corretores habilitados e as sociedades seguradoras autorizadas, além do próprio IRB. Além disso, criou avanços sistêmicos como o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, até hoje vigente.

Ao longo desses 50 anos, o mundo mudou. A preocupação com os elefantes agora gira no sentido oposto: teme-se pela sobrevivência da espécie. A geração Baby Boomer interage de modo complexo com a chamada geração Y no mercado de trabalho.

Na política, o DL 73 assistiu ao fim da era de bipolaridade leste-oeste, ao fim de um regime militar, uma nova CF e a (“re”) construção da democracia. O fenômeno da globalização, muito intenso a partir da década de 1990, criou nova dinâmica da vida no mundo. O desenvolvimento fenomenal dos transportes aeronáuticos, da tecnologia da informação e das telecomunicações encurtaram as distâncias e subverteram as noções de espaço e tempo. Consolidou-se uma sociedade de risco, dinâmica e imprevisível.

No campo jurídico da atividade estatal, o modelo regulatório de interação piramidal top-down entre Estado e mercado, iniciado no new deal pós-29, clama por um modelo de governança na forma de rede, apto a contemplar múltiplos interesses.

Para além desse clamor e da efervescência da sociedade de risco, a atividade securitária se depara com novos desafios. As necessidades de proteção securitária são hoje muito mais complexas. Buscam-se garantias de pés de jogadores de futebol a satélites. De bens a cyber risks. De variações climáticas a riscos políticos. Da tradicional atividade agrícola à tecnologia da informação. Clama-se por coberturas inimagináveis há 50 anos, demandando os ramos tradicionais, como vida, bens e responsabilidade.

Eis que surge a revolucionária insuretech, impondo ainda maiores desafios à regulação. Tal como as start-ups financeiras, denominadas fintechs, inovaram na atividade bancária pela virtualização da moeda, as insuretechs, equivalentes securitárias, brevemente modificarão a forma de interação entre segurados, seguradores e Estado.

A ideia das insuretechs é utilizar ferramentas de alta tecnologia, como blockchain, smart contracts, oracles, internet of things, entre outras, para solucionar problemas e criar novas possibilidades. Do efetivo controle de fraudes à custódia de valores e reservas técnicas, há em curso uma revolução auspiciosa para os seguros.

Os quinquagenários DL 73 e instituições nele criadas, que honrosamente cumpriram a dura missão de alçar o mercado securitário brasileiro a patamar robusto, veem-se desafiados. A nova revolução bate à porta. A tradicional tutela estatal da relação seguradora–corretor–segurado terá de se adaptar à nova realidade.

O decreto-lei 73, de 21 de novembro de 1966, nascido em meio ao excesso de elefantes, merece ser reformulado para não ser atropelado pela superpopulação de gadgets em nível mundial.

(*) Pedro Souza é sócio do escritório SABZ Advogados.

(*) Caroline Kimura, Rafael Edelmann e Felipe Blanco são advogados do escritório SABZ Advogados.

Mercado segurador fatura R$ 170,8 bi até setembro, alta nominal de 7,2%

No acumulado do ano, de janeiro a setembro de 2016, o crescimento das vendas foi de 7,2%, para R$ 170,8 bilhões, menor do que os 12% registrados em mesmo período do ano passado, como mostra a tabela

por Lauro Faria, da Economista da Escola Nacional de Seguros

A arrecadação do mercado de seguros regulado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) foi de R$ 56,9 bilhões no 3° trimestre de 2016 aumentando, em termos nominais, 8,7% ante o mesmo trimestre de 2015 e permanecendo constante em termos reais (descontada a inflação). É um resultado auspicioso em tempos de recessão, porém, muito variado conforme os diversos grupos de seguros.

Assim, no mesmo período, a arrecadação bruta de produtos de acumulação cresceu 23,6%, fortemente influenciada pelo comportamento positivo do VGBL. Já o faturamento dos produtos de risco de seguros de pessoas aumentou apenas 4,1% em termos nominais (portanto, queda de 4,3% em termos reais). E as arrecadações de seguros gerais e de planos de capitalização decresceram fortemente: 4% e 0,7% em termos nominais, respectivamente, e 11,7% e 8,7% em termos reais.

Na área da Susep, as indenizações de sinistros e pagamentos de resgates de previdência e de capitalização e sorteios somaram, no 3° trimestre de 2016, R$ 29,3 bilhões, 4,5% acima do resultado de idêntico trimestre de 2015 em termos nominais, e -3,8% em termos reais. Notáveis foram as indenizações de sinistros em seguros de pessoas, com alta de 15,3% no período citado, e a módica evolução dos resgates em produtos de previdência e capitalização, com crescimentos de apenas 6,6% e 6,7%, respectivamente, preservando-se assim captações liquidas positivas nesses produtos.

As seguradoras têm procurado se ajustar à situação econômica vigente. No 3° trimestre, é visível, por exemplo, a contenção de despesas adminis- trativas (evolução de -7,1% em termos reais ante o mesmo trimestre de 2015) bem como o aumento no resultado financeiro (alta real de 0,7%). No entanto, não foi possível obter no período crescimento do lucro líquido, que caiu 4,9% em termos nominais e 12,6% em termos reais. A rentabilidade do patrimônio líquido permaneceu elevada, alcançando 21,3%.

O carro-chefe dos seguros gerais – o grupo de seguro de automóveis – tem sentido duramente a recessão econômica. Tal grupo teve queda nominal da receita de 2,2% no 3° trimestre de 2016 ante o mesmo trimestre de 2015, correspondendo a uma perda de 10% em termos reais. Ao mesmo tempo, experimentou acréscimo de 4,8% nas indenizações de sinistros (-3,6% em termos reais).

A recessão, determinando forte retração nas vendas de veículos novos para o mercado interno, explica esse resultado negativo: no 3° trimestre de 2016, as vendas reais no varejo desses bens caíram 16% em comparação com o igual trimestre de 2015, resultado pior do que o observado no trimestre anterior.
A volta do crescimento desse grupo de seguros depende do fim da recessão, o que se espera ocorrer no primeiro semestre de 2017, mas uma ajuda importante veio do CNSP que deu nova e mais flexível regulamen- tação ao seguro do carro popular.

De fato, a Resolução CNSP n° 340, de 30/09/16 passou a permitir a utilização de peças similares às originais, com garantia dos fabricantes, o que não era previsto no normativo anterior que obrigava o uso de peças provenientes apenas dos desmontes de veículos. As seguradoras devem informem aos segurados o uso de tais peças o que significa implicitamente a necessidade de aval do segurado. Dado que a frota não segurada no país, especialmente de carros usados, é alta, a nova resolução é de fato muito positiva para um setor do mercado de seguros que se mantem atrativo no médio e longo prazo.

Evento da FenaSaúde recebe especialistas e autoridades para debater as escolhas necessárias para o setor

Fonte: Fenasaude

Últimos dias de inscrições gratuitas para o 2º Fórum da Saúde Suplementar – Escolhas Necessárias para o futuro, que acontecerá nos dias 23 e 24 de novembro, no Rio de Janeiro. A proposta do evento é discutir as escolhas da sociedade para garantir a sustentabilidade do setor e debater o retrato atual do mercado e os caminhos possíveis para o seu desenvolvimento nos próximos anos. Para garantir sua participação, clique aqui.

O fórum terá a presença de especialistas e autoridades, como o diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, José Carlos Abrahão; vice-presidente de Finanças Globais, Edson Carlos de Marchi, superintendente do hospital do Coração (HCor), Ary Ribeiro; presidente do Conselho de Medicina e Saúde da ACRio, Josier Villar; desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, Ney Wiedemann Neto; ministro do Superior Tribunal de Justiça, Paulo de Tarso Vieira Sansevereino; além do presidente da CNseg, Marcio Coriolano; e a presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes, entre outros.

“Trata-se de uma grande oportunidade reunir essas autoridades e especialistas para debater os atuais desafios do atendimento ao sistema de saúde. A partir dessas discussões, precisamos apontar caminhos para o desenvolvimento do mercado. O momento exige mudanças e o compromisso de todos – governo, operadoras, prestadores e beneficiários. Precisam sair de suas zonas de conforto em prol do futuro da Saúde Suplementar. Temos que fazer escolhas e o consumidor precisa estar consciente disso, como agente participativo”, afirma Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da FenaSaúde.

O 2º Fórum de Saúde Suplementar trará palestras e painéis sobre os desafios das escolhas impostas pelo cenário macroeconômico, com crescimento do desemprego e queda na geração de renda, resultando na perda de 1,6 milhão de beneficiários de planos de saúde e no encolhimento do poder econômico das famílias brasileiras; as decisões necessárias diante do envelhecimento populacional e consequente transição demográfica, da incorporação tecnológica acrítica e sem avaliação de impacto do custo-efetividade, a escalada crescente das despesas na saúde e, historicamente, acima das receitas e, ainda, a redução da capacidade de pagamento da população.

O fórum ainda promove a discussão do custo dos procedimentos médicos e a qualidade dos serviços oferecidos como fatores fundamentais para a tomada de decisão do consumidor, tornando-o mais consciente e participativo na gestão de sua própria saúde; a utilização de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) apenas com suporte em evidências médicas, dificultando fraudes e o implante sem a real necessidade comprovada; e, por fim, as escolhas do Poder Judiciário, que se refletem no aumento das despesas assistenciais em razão da ausência de pareceres técnicos de profissionais de saúde que possam embasar a tomada de decisão dos magistrados – no sentido oposto, iniciativas como os Núcleos de Apoio Técnico (NATs), formados por especialistas da área de saúde, são experiências positivas para diminuir o impacto da judicialização da saúde.

Evento: 2º Fórum de Saúde Suplementar – As Escolhas Necessárias para o Futuro
Datas: 23 e 24/11
Horário: 08h30 às 18h (dia 23) e 9h às 12h35 (24)
Inscrições gratuitas: clique aqui
Local: Hotel Sofitel
Shopping Cassino Atlântico – Av. Atlântica, 4.240, Copacabana, Rio de Janeiro.

Programação: http://www.cnseg.org.br/fenasaude/servicos-apoio/noticias/2-forum-da-saude-suplementar-e-o-poder-da-escolha-do-beneficiario.html

Boa parte das empresas aéreas renegocia seguro com descontos

Os principais seguros das empresas aéreas são renovados no período entre novembro e fevereiro. As negociações estão intensas e envolvem o mundo todo, uma vez que os custos de indenizações com a queda de uma aeronave são enormes e por isso suportados por um pool de seguradoras e resseguradoras espalhadas nos quatro continentes.

O blog Sonho Seguro foi entrevistar um dos corretores mais atuantes neste segmento. Veja o que Kedma Fonseca, diretora de resseguros da Aon Brasil, contou sobre o tema:

Como está o cenário mundial para renovação das apólices de aeronaves?

Em 2016 estamos vivenciando uma continuidade do soft market, principalmente para as empresas que não precisam comprar limites muito altos, pois podem beneficiar-se do excesso de capacidade que o mercado oferece. Para aquelas que necessitam utilizar quase toda a capacidade disponível do mercado, e especialmente as empresas que não têm uma sinistralidade muito boa, as renovações têm sido mais desafiadoras. Foi observada uma redução de 8% no prêmio de Cacos e Responsabilidade Civil em 2016 até agora. Um pequeno aumento em relação a 2015, que registrou 7% de redução. O excesso de capacidade é o grande responsável por essas reduções, pois a competição é grande e, às vezes, bastante agressiva.

Ao contrário de anos anteriores, neste não tivemos muitos acidentes. Isso ajudou a reduzir as taxas?

A sinistralidade está de fato inferior à média registrada nos últimos anos, porém os prêmios diminuíram tanto que mesmo agora, no início de novembro, os sinistros registrados no período são superiores à expectativa de prêmios para o ano. Isso significa que a baixa sinistralidade não tem sido o motivador da redução nas taxas. O que tem feito as taxas caírem é o excesso de capacidade e a competição daí advinda.

Por outro lado, temos uma crise mundial instalada e uma grande preocupação com a qualidade das manutenções. Isso tem sido um ponto observado na subscrição de risco?

Com o crescimento da indústria e uma busca por maior eficiência de combustível, a frota mundial tornou-se mais moderna. As técnicas de construção melhoradas resultaram em muito poucas falhas de Casco, sendo a causa provável dos acidentes mais atribuída a erro humano do que falhas na produção. Como resultado, quando acontece um acidente, o foco tem sido menos nos fabricantes de aeronaves e mais em outras partes envolvidas, como fabricantes de motores e oficinas de manutenção. Do ponto de vista da subscrição, essas empresas (oficinas de manutenção) que tem um resultado ruim estão tendo mais dificuldade em renovar seus seguros, mas isso não está afetando os níveis de preços para as Companhias Aéreas.

Os contratos fechados no Brasil têm a mesma taxa dos contratos globais?

Alguns critérios relacionados ao local de operação das aeronaves podem influenciar os níveis de taxação, como áreas do mundo com pouca infraestrutura de aviação, ou empresas que operam nos Estados Unidos (pelo seu caráter litigioso). Mas, as principais companhias aéreas brasileiras são cotadas com base em seus próprios méritos, e não em razão de uma classificação generalista.

Qual a diferença das taxas para o risco de voos nacionais e voos internacionais?

Do ponto de vista da Responsabilidade Civil, um vôo internacional tem uma chance muito maior de transportar pessoas de alto patrimônio líquido e passageiros internacionais, e consequentemente, em caso de acidente, haverá uma tentativa de levar o processo para ser julgado nos EUA, cujo histórico de indenizações é muito mais elevado. Quando os seguradores vão cotar um risco eles levam isso em consideração, sendo um dos critérios de subscrição o percentual de vôos internacionais da companhia.

Como anda a preocupação com o risco terrorismo?

O perfil da aviação significa que o terrorismo sempre será motivo de preocupação tanto para as companhias aéreas quanto para a indústria de seguros. A indústria da aviação, no entanto, vem conseguindo adaptar-se ao risco e, consequentemente, tem havido muito poucos incidentes graves atribuídos ao terrorismo desde 11 de setembro. A cobertura para riscos de Guerra e Terrorismo está, portanto, em grande parte estável ou mesmo em queda de preço.

E o risco de ataques de hackers, é algo que preocupa?

Um ataque cibernético a aeronaves é, sem dúvida, uma preocupação tanto para as companhias aéreas quanto para as seguradoras. Embora tenha havido ataques cibernéticos relacionados à venda de bilhetes e sistemas de bagagem, felizmente até agora não houve nenhuma ocorrência envolvendo uma aeronave ou Torre de Controle. Se isso acontecesse, o mercado de seguros reagiria rapidamente, mas por enquanto não há nenhum sinal de mudança relacionado a esse tipo de risco.

Qual o principal temor das empresas aéreas?

Sem dúvida, uma companhia aérea seria mais qualificada para responder a esta pergunta, mas o nosso entendimento é de que as principais preocupações seriam:

– Uma queda no tráfego de passageiros e/ou carga devido a condições econômicas ou outras, tais como pandemia, etc.
– Aeronaves no solo
– Má publicidade
– Custos Imprevistos

Briga entre Fenacor e Youse se intensifica

ATUALIZADA AS 19:20 DO DIA 19 DE NOVEMBRO DE 2016

A briga entre a Youse, seguradora digital da Caixa Seguros, e a Federação dos Corretores de Seguros ganha proporções semelhantes aos taxistas e o aplicativo Uber. Digo mais: pode acabar arranhando a imagem do setor, que investiu muito dinheiro, tempo e dedicação para alcançar o patamar que conquistou nos últimos dois anos. Ambos tem dado munição aos jornalistas para detonar um ao outro que todos serão prejudicados: eles e o setor.

De um lado o governo tem todo o interesse em agilizar a regulamentação para que a Youse conquiste logo a sua licença como seguradora da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Isso porque a seguradora digital da Caixa pode acrescentar alguns milhões de reias ao IPO da Caixa Seguridade, que está na agenda do governo para 2017.

De outro, os corretores estarrecidos com a propaganda agressiva da Youse, que afirma quer o profissional de vendas totalmente dispensável. O que não é para muitos casos. Em outros, pode até ser, mas sempre haverá o pagamento de uma comissão para uma corretora, ainda hoje uma exigência no arcabouço regulatório do setor. E é esse valor pago na compra de todos os seguros que mantém instituições, juntamente com parte dos recursos do DPVAT. Instituições que investem em educação, treinamento e políticas necessárias para o crescimento sustentável do mercado segurador.

Enfim, a notícia de ontem é que o juiz Alberto Nogueira Junior, da 10ª Vara Federal do Rio de Janeiro, deferiu, nesta sexta-feira (18/11), liminar impetrada pela Fenacor e determinou que a Youse cesse imediatamente a comercialização de quaisquer modalidades de seguros.

Segundo release da Fenacor, a liminar também veda a divulgação de publicidade sobre os produtos da Youse, que fica ainda impedida de renovar as apólices contratadas até hoje. O juiz também estabeleceu que a empresa publique a íntegra da decisão em seu sítio na Internet, assim que receber a intimação.

Segundo a diretoria da Fenacor, essa é uma conquista histórica não apenas em defesa dos corretores de seguros, que estavam sendo desrespeitados pela Youse, mas também do mercado e, principalmente, dos consumidores brasileiros.

Isso porque a Youse vinha atuando irregular e ilegalmente, comercializando apólices de seguros mesmo sem ter a devida autorização legal do órgão regulador do mercado, a Susep.

Diante das atitudes da direção da Youse e de sua controladora, a Caixa Seguros, não restou alternativa à federação que não fosse buscar a tutela jurisdicional do estado para frear essa atuação ilegal e imoral, que desrespeitava a lei e o órgão regulador.

A semana promete o revide da Youse, que certamente irá gerar mais revides da Fenacor. Nesse fogo cruzado, espero que surja um bom gestor de crise para colocar esse imbroglio nos trilhos.

CNseg anuncia os finalistas da 6ª edição do Prêmio de Inovação em Seguros

Fonte: CNseg

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) anunciou nesta sexta-feira, 18, os 15 finalistas do Prêmio Antônio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, edição 2016 . Agora, os autores e coautores dos projetos selecionados, divididos nas categorias Processos, Comunicação e Produtos e Serviços, farão a defesa oral de seus trabalhos para a comissão julgadora do Prêmio. Esta etapa ocorrerá entre os dias 28 e 30 de novembro, na sede da CNseg, no Rio de Janeiro.

Nesta edição, a Comissão julgadora é composta pela economista Maria Eugenia Buosi; a Defensora Pública Estadual Patrícia Cardoso Maciel Tavares; o professor de economia da Unicamp Antônio Márcio Buainain; o gerente geral da Associação Palas Athena do Brasil, Julio Albuquerque Bierrenbach; o diretor da Associação Brasileira de Gerentes de Riscos e cronista do jornal Estado de S. Paulo, Antonio Penteado Mendonça; o presidente nacional do Brasilcon, Bruno Miragem; o economista Sergio Besserman; o professor de Direito Constitucional da FGV – RJ Joaquim Falcão; e o economista e professor da UFRJ Helio Portocarrero.

Para a vice presidente da CNseg e presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes, a indicação de um projeto como finalista do Prêmio, já resulta em uma valorização das empresas e profissionais envolvidos. ”A indicação desses projetos como finalistas, mais do que um estímulo ao empreendedorismo e ao desenvolvimento de carreira dos autores, é algo que agrega valor ao negócio e ao cliente. Acreditamos que isso gere ainda mais valor às marcas”, afirma Solange.

Ao final do processo, 1º, 2º e 3º lugares de cada categoria receberão prêmios de R$30 mil, R$15 mil e R$10 mil, respectivamente. Os vencedores serão conhecidos durante cerimônia de confraternização do mercado segurador, a ser realizada dia 15 de dezembro, no Rio de Janeiro.

Confira abaixo a lista dos classificados:

Categoria Processos

APP Rede UNNA – Autor: Carlos Roberto Montefusco – Empresa: Odontoprev
Casa Protegida: Regulação de Sinistro com WhatsApp – Autor: Alexandre de Souza Vieira – Empresa: Tokio Marine Seguradora
Integração: A Evolução ao Alcance das Nossas Mãos – Autor: José Roberto Bezerra de Lima – Empresa: Bradesco Seguros
Recurso de Glosa Eletrônico (RGE) – Autor: Alexandre Nicola – Empresa: SulAmérica Seguros e Previdência
Agro Field Inspector App – Autor: Seetharam Guruvayoorappan – Empresa: Tata Consultancy Services do Brasil
Comunicação

Somos Todos Ouvidores – Autora: Gisele Garuzi Oggioni de Araújo – Empresa: Bradesco Seguros
Plano de Comunicação de Combate à Corrupção – Autora: Cassia Cristina Ferreira de Sousa Monteiro – Empresa: SulAmérica Seguros e Previdência
O Arthur Vai Amar – Autora: Larissa Amado Osório de Almeida – Empres: Icatu Seguros
Painting Experience – Autora: Fernanda Nepomuceno de Oliveira – Empresa: IRB Brasil RE
Vídeos Personalizados – Autora: Etienne da Costa Gonçalves – Empresa: Liberty Seguros
Produtos e Serviços

Protector Bikes – Tecnologia e Inovação em um Único Produto – Autor: Fernando Figueiró Cantreras – Empresa: Argo Seguros Brasil
Projeto Parto Adequado – Autora: Janaína Consolação Ferreira – Empresa: SulAmérica Seguros e Previdência
BB Seguro Residencial na Internet – Autor: Ismael Tessari Grandi – Empresa: BB Corretora de Seguros e Administradora de Bens
Telemetria: Direção em Conta – Autor: José Luiz Pessoa de Mello – Empresa: Liberty Seguros
A Solução que o Mercado de Turismo Aguardava – Autor: Waldir de Menezes Júnior – Empresa: Ifaseg Corretora de Seguros

Sobre o Prêmio

O Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros busca reconhecer trabalhos que contribuem para a inovação no mercado. Lançado pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), a premiação, que está em sua sexta edição, tem como objetivo estimular a evolução do setor e o aprimoramento das relações com o consumidor.

O nome de Antonio Carlos de Almeida Braga foi unânime ao se pensar em um prêmio de inovação em seguros. Nascido em 1926, filho de engenheiro português dos setores imobiliário e de seguros, ele fez da Companhia Atlântica uma das maiores seguradoras da América Latina. Foi ainda o fundador, posteriormente, da Icatu Seguros, além de ter sido o pioneiro na distribuição de produtos de seguros por meio da rede bancária. Com seu espírito inovador, foi capaz de aperfeiçoar o atendimento no mercado. Por isso, mereceu esta homenagem e serve como inspiração para os seguradores da atualidade.

thinkseg traz o seguro “pague conforme você usa” para taxistas

Com o download do aplicativo thinkseg no smartphone do taxista, a condução do veículo passa a ser monitorada por meio das variáveis: tempo do trajeto, modo de aceleração, maneira da freada e jeito de fazer as curvas. Essa é a novidade que a thinkseg propõe aos taxistas no Brasil. A tarifa do seguro do carro é mais alta para o taxista, quando comparada a dos automóveis particulares. Isso ocorre porque as seguradoras consideram que existe um maior risco de acidente pelo fato do taxista rodar o dia inteiro, transportando mais pessoas no veículo.

Em outras palavras, o estilo de condução do motorista do taxi vai indicar a abordagem profissional dele e o risco que ele representa para a seguradora. Quanto mais prudente no volante, mais descontos haverá no preço do seguro. Há perspectivas de descontos de até 40% no seguro de veículo comercial.

Segundo estimativa da British Insurance Brokers’ Association (Biba) – Associação dos Corretores de Seguros na Inglaterra – o modo de condução do taxista, por meio de aplicativos com telemática, deve alcançar 500 mil usuários no final de 2017 na Inglaterra. Estes são dados de um mercado segurador evoluído, no qual várias grandes companhias de seguros já aderiram a esse tipo de programa. No Brasil, a thinkseg é a primeira plataforma online a trazer essa inovação que está em expansão na Inglaterra e também nos Estados Unidos.

Para os jovens condutores de carros que usam aplicativos direto com os seus passageiros no Brasil, o monitoramento do estilo de condução, proposto pela plataforma online thinkseg, pode evitar a alta taxa inicial de seguro que esses condutores pagariam em uma cobertura padrão.

A thinkseg é independente, de “low cost” e transparente. É independente por não ter ligação com os grandes conglomerados financeiros do País. A eficiência do novo modelo, sem a burocracia das grandes empresas, resulta em soluções ágeis – tudo pelo smartphone-, com menor custo.

Já a transparência faz parte de todo o processo na thinkseg, desde a comunicação do sinistro até a indenização final. Cada etapa será monitorada e visualizada pelo segurado e pelo corretor em tempo real, por meio do aplicativo thinkseg no smartphone.

O seguro “pague conforme você usa”, modelo inovador da thinkseg para o Brasil, começa a partir de determinado valor. Quem tem bons hábitos de condução, tem descontos no prêmio do seguro. Em breve, a thinkseg lançará uma campanha de conscientização das pessoas no volante, ressaltando os descontos para os bons condutores. Já os motoristas mais arrojados ou imprudentes apenas não terão esses descontos.

O aplicativo thinkseg foi disponibilizado para alguns motoristas em São Paulo que estão sendo monitorados. O app só passa a ser comercializado assim que os testes e ajustes estiverem finalizados.

Prejuízos com violência no trânsito poderiam ser revertidos em investimentos para áreas sociais

Release

Em tempos de recessão, com recursos cada vez mais escassos, sobretudo no setor público, imagine se o Brasil pudesse construir 28 mil escolas de Educação Básica, a um custo de R$ 2 milhões cada unidade? Cada estado poderia comemorar mais de 1037 escolas para os cidadãos.

E se o Governo Federal, em reposta a crise crônica no sistema de saúde, pudesse anunciar recursos par a construção de 1800 novos hospitais para o país, custando R$ 30 milhões cada – o que daria mais de 66 hospitais por estado computando-se os 26 estados e o Distrito Federal?

Tudo isso poderia ser realidade se a violência no trânsito não “sequestrasse” todo ano esses recursos para pagar os custos das mortes e tratamentos das vítimas e sequelados nas vias. E essa conta alta não para aí. O Brasil perdeu com a violência no trânsito em 2014 (último ano com os dados consolidados de mortes no trânsito pelo SUS), 56 bilhões de reais, o correspondente a todo o repasse de recursos do Governo Federal para a região Norte (sete estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), mais estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Se considerarmos os últimos 5 anos de dados disponíveis, esse montante chegaria a quase 250 bilhões de reais, o equivalente a: 125 mil escolas, ou mais de 8 mil hospitais.

Os números de mortes por acidente de trânsito no país são preocupantes e nos levam a crer que o país dificilmente atingirá a meta de redução do número de mortes estabelecida no contexto da Década Mundial de Ações para a Segurança Viária. O gráfico a seguir mostra a evolução no número de mortes no pías de acordo com os dados oficiais do Ministério da Saúde.

Desse total de mortes, em 2014, por exemplo (ano com informações mais recentes disponíveis), cerca de 1/3 concentra-se em apenas 3 estados brasileiros: São Paulo (7032), Minas Gerais (4396) e Paraná (3076). Há de se ponderar, no entanto, que estes também são os estados que concentram parcela significativa da população e frota no Brasil. Ao analisarmos índices de acidentes, percebe-se que a situação é muito mais crítica nos estados do Piauí (taxa de mortes por 10 veículos igual a 13,62), do Maranhão (taxa de mortes por 10 veículos igual a 13,19) e de Alagoas (taxa de mortes por 10 veículos igual a 12,33).

Esse conjunto de dados que revela a dimensão dos prejuízos com a violência no trânsito no Brasil é o principal alerta que o OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária, em conjunto com o SindSeg-SP, traz à sociedade para marcar o Dia Mundial das Vítimas de Acidentes de Trânsito, que será lembrado no próximo dia 20 deste mês, terceiro domingo de novembro, em todo o mundo. Dados detalhados para o estado de São Paulo mostram a evolução das mortes no gráfico que segue.

A data foi instituída em 1993 pela Road Peace, uma organização do Reino Unido, em prol das vítimas de acidentes rodoviários; e, em 2005, adotada pela ONU – Organização das Nações Unidas – para mobilizar países de todo o mundo para lembrar essas vítimas e também conscientizar sobre os prejuízos de toda ordem com os acidentes rodoviários. De acordo com a ONU, mais de 1,3 milhão de pessoas morrem em acidentes de trânsito por ano, em todo o mundo.

Com a proposta de sensibilizar a sociedade para esse enorme problema, o OBSERVATÓRIO ainda levantou mais comparativos para reflexão nesta data. A cada minuto no país, uma pessoa fica com sequelas permanentes, resultantes dos acidentes nas vias e rodovias do país. Os inválidos permanentes, de acordo com dados do DPVAT , foram quase 600 mil cidadãos só em 2014. O gráfico a seguir mostra a evolução do número de pagamentos de indenizações do Seguro DPVAT por invalidez permanente em acidente de trânsito.

Probalidade de mortes nas vias

Outros paralelos também podem ser feitos com esses prejuízos. Em tempos de intenso uso das redes sociais, tendo o país 99 milhões de usuários do facebook, nos próximos cinco anos (2016-2021), seis dos seus amigos do facebook perderão a vida; ou serão sequelados de forma permanente; ou, ainda, sofrerão com a perda de alguém para a violência no trânsito. Essa conta foi feita considerando que cada pessoa tenha 200 amigos no facebook. Se forem 300 amigos, seriam 9 vítimas. 400 amigos, 12 vítimas. 500 amigos, 15 vítimas. Só pra caso queiram complementar.

Com esse apanhado de dados, o OBSERVATÓRIO quer alertar a sociedade que o somos todos vítimas da violência no trânsito; e a conta a pagar por isso é muito alta. De acordo com o presidente, José Aurélio Ramalho, há uma penalização em série com a violência no trânsito: somos punidos com as perdas das vidas, com as perdas emocionais, com os prejuízos/custos dos acidentes. “Perde a sociedade, perde a saúde, perde a educação, perdem os programas sociais que poderiam ver os prejuízos no trânsito serem transformados em investimentos para as mais diversas necessidade da população brasileira”.

Para engrossar a lista de comparações, Ramalho cita que tudo que o Brasil gasta, por exemplo, com o Bolsa Família, poderia ser triplicado, se os R$ 56 bilhões de gastos com a violência no trânsito fossem usados nesta área”.

Ele esclarece que a adoção dessa ação, que tem como slogan “Somos todos vítimas”, no Dia Mundial das Vítimas de Acidentes de Trânsito, inclusive com a mesma hashtag, busca quantificar as enormes perdas do trânsito para toda a nação. Os esforços para essa conscientização vão estar focados nesta primeira etapa do trabalho na imprensa em geral e nas mídias sociais, sites, facebook e twitter. O objetivo é ressaltar esses comparativos, comprovando que a prevenção não é só economia, mas fonte de recursos para outros investimentos.

Os reflexos negativos dos acidentes, lembra Ramalho, não afetam apenas as famílias dos vitimados, mas toda a sociedade (por isso, o #somostodosvítimas). Os acidentes precisam deixar de ser vistos como fatalidade e, sim, como ocorrências que podem (e devem) ser evitadas. “O trânsito no Brasil está doente. E todos nós temos de nos envolver na busca de outro cenário, ou seja, na cura para este mal”, ilustra.

Por conta disto, o diretor-presidente do OBSERVATÓRIO apela também aos veículos de Imprensa para que divulguem em seus canais de comunicação o material preparado pelo OBSERVATÓRIO, como forma de colaboração na tarefa de conscientização da sociedade para a construção de um trânsito mais seguro e sem vítimas no país. As peças publicitárias enfocarão a relação entre acidentes e seus custos para TODA a população e não só para a dos vitimados. Todas as peças, que serão divulgadas nos canais de comunicação do OBSERVATÓRIO e de seus parceiros, contam com espaços para a inclusão de logomarcas dos apoiadores.

Mais sobre o Dia Mundial das Vítimas de Trânsito

O Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito foi criado em 1993, pela Road Peace, uma organização do Reino Unido, em prol das vítimas de acidentes rodoviários. Desde então, a Road Peace, a Federação Europeia e as organizações parceiras, realizam essa mobilização em todo o mundo.

Em outubro de 2005, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a Resolução 60/5 para melhorar a segurança rodoviária no mundo. A resolução convida os Estados-Membros e a comunidade internacional a designar o terceiro domingo de novembro como o Dia Mundial de lembrança às Vítimas do Trânsito.

A celebração do dia é uma oportunidade para aumentar a consciência pública em relação ao custo dos acidentes rodoviários e enfatizar a necessidade de intensificar os esforços para controlar este importante problema de saúde, além de desenvolver apoio às vítimas. De acordo com estudos da ONU morrem a cada ano em acidentes de trânsito em todo o mundo cerca de 1.3 milhão de pessoas.

Mapfre discute revolução digital em Investor Day e afirma meta de faturar 31 bi de euros em 2018

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Mais de 880 analistas e especialistas financeiros reuniram-se em Madri no primeiro Investor Day da Mapfre, celebrado em 16 de novembro. A iniciativa integra o esforço que a empresa está realizando em prol da transparência, visando aumentar a quantidade e qualidade das informações que os diferentes stakeholders da Mapfre recebem sobre a companhia.

Ao longo dos últimos dias, a Mapfre também realizou a reunião internacional de CEOs da companhia, na qual a estratégia de crescimento para os próximos anos foi analisada.

Na última Assembleia Geral de Acionistas realizada no mês de março passado, o presidente da Mapfre, Antonio Huertas, mostrou-se convencido da capacidade da empresa para alcançar os objetivos financeiros e estratégicos assumidos para o período de 2016-2018.

Na revisão da evolução do Plano Estratégico lançado este ano, o presidente reconheceu que o alcance dos compromissos assumidos representa um desafio para a companhia, ao mesmo tempo em que demonstrou estar convencido de que a Mapfre conta com a estratégia adequada, recursos e pessoal necessários para alcançar estes objetivos.

Huertas reafirmou ainda que “também estamos totalmente seguros de que, diante da transformação digital pela qual este setor passará nos próximos anos, satisfazer esses compromissos é a alavanca necessária para colocar a Mapfre em uma sólida posição de competitividade”.

O Plano Estratégico 2016-2018 está focado no crescimento rentável com base nos quatro pilares básicos para a companhia: foco no cliente, transformação digital, excelência na gestão técnica e operacional, e cultura e talento humano.

Ele inclui, ainda, objetivos financeiros, tais como a previsão de atingir receitas no valor de 31 bilhões de euros no fechamento de 2018, remunerar seus acionistas com, no mínimo, 50% dos lucros do grupo durante o período, manter o índice médio combinado abaixo de 96% e obter um ROE médio que não fique abaixo de 11%.

Participaram no Investor Day alguns dos principais executivos da companhia. Esteban Tejera, vice-presidente da Mapfre, e Fernando Mata, atual diretor corporativo de Estratégia e Desenvolvimento e novo Chief Financial Officer (CFO) a partir de janeiro, após a aposentadoria de Tejera, foram as pessoas responsáveis pela apresentação do evento. A posição financeira da companhia e a evolução da estratégia também fizeram parte dessa apresentação.

O CEO da Mapfre na área territorial da Iberia, José Manuel Inchausti, explicou, do mesmo modo, a situação do grupo na Espanha e em Portugal. Aristóbulo Bausela, CEO da LATAM a partir de janeiro, e Wilson Toneto, CEO da Mapfre no Brasil, por outro lado, explicaram a situação na América Latina.

Por outro lado, Jaime Tamayo e Alfredo Castelo, respectivamente CEOs da Mapfre na Área Internacional e na América do Norte a partir de janeiro, fizeram uma revisão da situação do grupo nesses mercados, enquanto que o CEO da Mapfre Re, Eduardo Pérez de Lema, explicou o negócio de resseguros do Grupo. O diretor geral corporativo de Investimentos, José Luis Jiménez, explicou, por sua vez, a gestão de ativos da companhia.