Governança combate corrupção sistêmica

Seminario-Controles-Internos2016-governanca-internaFonte: CNseg

O advogado Walfrido Jorge Warde Junior, sócio da Warde & Lehmann, Warde & Monteiro Advogados, começou sua apresentação durante o 10º Seminário de Controles Internos e Compliance nesta quinta-feira, 22, em São Paulo, afirmando achar muito apropriado o título de seu painel: “Governança corporativa – o caminho para a lucratividade e a longevidade das empresas”. Governança corporativa que, segundo ele, é muito debatida hoje em dia, mas ainda pouco compreendida.

E para ajudar na compreensão do tema, foi bastante didático em sua apresentação, afirmando que governança corporativa é, basicamente, o conjunto de regras internas que tem o objetivo de ajustar as relações entre os interesses dos diferentes grupos de poder existentes dentro de qualquer empresa (acionistas, alta administração, funcionários).

Em primeiro lugar, cabe à governança corporativa deixar claro a função de cada um desses grupos. Em segundo, fiscalizar o cumprimento dessas regras e aplicar punições em caso de não conformidade. Por conta disso, a governança corporativa bem aplicada é também um meio de valorização da própria empresa junto aos acionistas, tendo um importante papel na liquidez das ações.

Por outro lado, a regulação privada tem um limite para sua atuação, já que o objetivo fim de qualquer empresa capitalista é o lucro. Além disso, afirmou Walfrido, esse capitalismo brasileiro ainda é profundamente dependente do Estado, tanto para o financiamento, quanto pela grande quantidade de contratos firmados com a administração pública. E essa dependência se reflete até no mercado de capitais, pois são justamente as grandes empresas estatais que dão robustez a ele. Dependência esta que ajuda a explicar a atual paralisação da economia, junto com a ainda baixa presença de mecanismos de Controles Internos.

E já finalizando sua apresentação, disse que, enquanto a importância da governança corporativa não estiver devidamente introjetada na mentalidade empresarial brasileira, continuaremos a conviver sempre com essa corrupção sistêmica.

O receituário de Luis Adams para segurança jurídica

Adams: A iniciativa privada tem voz pelas entidades como a CNseg, para propor ao Estado uma estrutura de compliance
Adams: A iniciativa privada tem voz pelas entidades como a CNseg, para propor ao Estado uma estrutura de compliance
Adams: A iniciativa privada tem voz pelas entidades como a CNseg, para propor ao Estado uma estrutura de compliance

Fonte: CNseg

As empresas precisam usar o espaço democrático para mudar o Estado. Esse foi o recado do ex-advogado geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, na manhã desta quinta-feira, na 10ª edição do Seminário Controles Internos & Compliance – Auditoria e Gestão de Riscos. Durante sua palestra “O Desafio da Segurança Jurídica no Combate a Corrupção no Brasil”, Adams enfatizou que há oportunidades das empresas estabelecerem com o Estado um padrão de relacionamento no qual possam conviver e crescer. “Não é um relacionamento de uma via”, diz, acrescentando que o setor público tem que ter compliance e responder em tempo coisas questionáveis para que se crie um ambiente de maior segurança jurídica, primordial para estimular os investimentos que o Brasil tanto necessita para voltar ao ciclo de crescimento da economia.

As empresas privadas são produtoras de emprego, de crescimento e são pagadoras de impostos e por isso têm de ter no Estado um agente de apoio. “Não é viável esperar até cinco anos para obter uma resposta do judiciário. O fato, diz, é que o nível de aplicação da legislação passa por diversos problemas. Até de redação. “Essa dificuldade é inerente ao processo democrático mas precisa ser discutida e ajustada para trazer segurança jurídica e fechar o cerco a fraudes”, disse.

Ele também citou a função da jurisprudência, vital para produzir estabilidade, mas não é o que temos visto no Brasil. “O nosso sistema é produtor de jurisprudências erradas que precisam ser revistas e desconsideradas”, afirmou. Para ele, esses fatos citados que geram a dinâmica de um número tão elevado de processos judiciais. Há 100 milhões de processos judiciais no Brasil. Para cada dez novos casos, somente dois são resolvidos. Existem 55 mil casos pendentes de julgamentos do STF.

Esse fato ocorre porque o Estado está aplicando mal a lei diante de tanta concorrência entre as normas expedidas por diversos órgãos de controle”, disse ele. Ele apresentou um slide comparativo com a Lei Anticorrupção, 12.846, de 2013; a Lei 12.529 de Defesa da Concorrência, de 2011; a Lei 8.429 de Improbidade Administrativa, de 1992. “Além desses, temos normativos de diversos órgãos reguladores. Nos Estados Unidos, por exemplo, temos apenas duas fontes de questionamentos: o Departamento de Justiça e a SEC, equivalente a nossa Comissão de Valores Mobiliários (CVM)”.

A dinâmica vista hoje abre uma oportunidade de revisão, enfatizou ele aos 300 participantes do evento, em sua grande maioria profissionais de compliance das seguradoras. “Hoje temos um Estado que vive um momento jurídico de insegurança. A iniciativa privada tem voz pelas entidades como a CNseg, para propor ao Estado uma estrutura próxima da norma de compliance já adotada pelas empresas privadas”, sugeriu, incitando que os empresários façam campanhas e usem o estado democrático para mudar o que a Lava Jato começou como questionar o financiamento do modelo politico e trouxe à tona a fragilidade de normas e condutas. “Temos de ter regras e também bom senso para evitar desvios e fraudes”, disse.

Infraestrutura – Para ele, que foi um dos negociadores dos acordos com o Ministério Público no maior acidente ambiental do Brasil que envolveu a Samarco e suas acionistas Vale e BHP, o seguro é um importante mitigador de riscos, além de baratear o custo dos projetos de investimentos. “Nas Parcerias Público Privada (PPP), a racionalidade do seguro para garantir melhores preços foi importante e está claro que redução do risco é elemento central de eficiência, pois têm vários fatores exôgenos que geram interrupção de projetos e inconsistências finais”, comentou em entrevista concedida no final do painel.

Porém, o ex-advogado geral da União ressaltou que é preciso estar atento para fazer uma apólice bem feita e com seguradoras idôneas. “Na época que estava próximo das negociações descobrimos que tinham empresas que ofertam seguro garantia e não eram seguradora. Há um mercado paralelo e mal intencionado que exige que todos fiquem bem atentos”, alertou.

Os propósitos do 10º Seminário de Controles Internos e Compliance

IMG_3843Fonte: CNseg

Debater como as empresas do mercado segurador devem se preparar e se fortalecer para enfrentar os desafios que o delicado momento atual brasileiro impõe, seja pela ótica econômica e política, seja pelos aspectos morais e éticos, é um dos principais objetivos do 10º Seminário de Controles Internos e Compliance, afirmou o superintendente executivo técnico da CNseg, Alexandre Leal, ao detalhar os propósitos do evento que ocorre, em São Paulo, nesta quinta-feira, 22 de setembro.

O presidente da Comissão de Controles Internos da CNseg, Assizio Oliveira, destacou que a Comissão da CNseg está em atividade há quase uma década, tendo em vista a publicação da Circular Susep 249/2004, sobre a constituição obrigatória de estruturas de Controles Internos, o que foi um enorme desafio para o mercado. E, para conseguir encarar esse desafio, a Comissão investiu fortemente em capacitação, lembrou o presidente, tendo realizado workshops, produzido livros e cartilhas e, ainda, um curso universitário sobre o tema, com o apoio da Escola Nacional de Seguros.

Representante da Escola Nacional de Seguros, Lauro Faria, assessor da Diretoria da instituição de ensino, apresentou, ainda na solenidade de abertura, o primeiro livro da série “Textos Didáticos”. Trata-se da obra “O Sistema de Controles Internos no Mercado Segurador Brasileiro”, de autoria de Assizio Oliveira. Até o final do ano, mais quatro livros da série serão lançados, todos escritos por professores da Escola.

Abordando os enormes desafios enfrentados pela Saúde Suplementar, tais como a assimetria de informação, o envelhecimento da população, o impacto dos avanços tecnológicos nos custos médicos e a judicialização da saúde, a assessora da presidência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Angélica Carvalho, apontou, contudo, a recuperação da confiança e da credibilidade como o principal problema. Nesse sentido, disse, os sistemas de Controles Internos têm um papel fundamental ao apontar as melhores práticas e implantar processos de gestão de risco, entre outras funções. Por fim, informou que a ANS está em processo de implantação de um processo de gestão de riscos, já tendo capacitado mais de 200 gestores da agência.

O outro regulador presente à mesa de abertura, o coordenador do escritório de representação da Susep em São Paulo, Carlos Queiroz, disse que Controles Internos e Compliance, além de serem temas essenciais para a atuação da Susep, também o são para a manutenção de todo o mercado segurador. E comprovando que a Susep está mesmo atenta a essa realidade, lembrou que a autarquia criou recentemente duas diretorias relacionadas ao tema: uma de Solvência; e outra de Supervisão de Conduta.

O 10º Seminário de Controles Internos e Compliance segue ao longo do dia, aprofundando os debates sobre os temas levantados em sua abertura.

Seguro garantia é destaque em obra sobre operações imobiliárias

1_Capa do livro Operações ImobiliáriasPor Márcia Alves

Os profissionais do mercado imobiliário terão a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a finalidade e a importância do seguro garantia (performance bond) para a realização de obras de construção civil no livro “Operações Imobiliárias: Estruturação e tributação”. Lançado no último dia 15 de setembro, o livro coordenado pelos advogados Renato Vilela Faria e Leonardo Freitas de Moraes e Castro traz um capítulo sobre seguro assinado por Debora Schalch, titular da Schalch Advogados.

Em dez páginas, a coautora da obra apresenta um panorama do performance bond, abordando desde os riscos na construção civil e os riscos de performance até a regulamentação do seguro garantia e suas principais modalidades. De acordo com Debora Schalch, o sucesso técnico e financeiro de qualquer projeto de construção civil está ligado à capacidade do construtor de identificar e mensurar os riscos e alocá-los de forma eficiente entre os diversos participantes do projeto.

Dentre esses riscos, a coautora destaca o de performance, cuja materialização é capaz de gerar impactos sobre o cronograma físico-financeiro da obra e até de inviabilizar o projeto de construção civil. No capítulo de sua autoria, ela esclarece que o seguro performance bond garante o cumprimento de determinada obrigação contratual de construção, fornecimento ou prestação de serviço.

“O performance bond é uma boa alternativa de garantia contratual, na medida em que desonera ativos do construtor, que ficariam indisponíveis nas garantias convencionais, constituindo-se, ainda, em um relevante instrumento para promover a continuidade de um projeto, quando o tomador deixar de executar sua obrigação”, diz.

Mas, Debora Schalch adverte sobre a necessidade de gestão das apólices junto à seguradora para evitar a perda de direito indenizatório. Segundo ela, uma situação bastante comum que pode levar à perda de indenização é a alteração das obrigações contratuais sem o conhecimento da seguradora. “É fundamental para a manutenção e eficácia do seguro informar previamente à seguradora todas as alterações introduzidas no contrato, para que esta possa avaliar e, se for o caso, emitir endosso para cobertura dos novos elementos agregados ao risco”, orienta.

Mais sobre o livro

O livro “Operações Imobiliárias: Estruturação e tributação”, editado pela Saraiva, analisa e responde as principais questões e dúvidas legais sobre empreendimentos imobiliários, desde a concepção e estruturação do projeto, aquisição do terreno, passando pelos desdobramentos da construção e terminando com as suas diferentes formas de exploração. A obra traz a coletânea de 84 artigos de diversos especialistas, distribuídos em 1.056 páginas.

SURA é a única companhia latino-americana do setor de Serviços Financeiros Diversos inserida no Índice de Sustentabilidade Dow Jones

Batt: temos agora um leque maior de produtos para ofertar

Batt: temos agora um leque maior de produtos para ofertar
Batt: temos agora um leque maior de produtos para ofertar
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Pelo sexto ano consecutivo, o Grupo SURA, acionista da Seguros SURA – uma das maiores seguradoras da América Latina – foi reconhecido como a única companhia latino-americana do setor de Serviços Financeiros Diversos e Mercado de Capitais a fazer parte do Índice de Sustentabilidade Dow Jones, graças a sua gestão responsável em questões econômicas, sociais e ambientais. Seu destaque se deu tanto no Índice Mundial como no de Mercados Emergentes.

O índice reconhece a melhora dos relatórios de informação pública, além das questões ambientais e sociais apresentadas pelo Grupo SURA. Entretanto, o Grupo mantém sua busca continua em fortalecimento da Gestão Corporativa, com foco na melhoria da definição de métricas e metas em informações não financeira. Além disso, investe também em iniciativas que contribuam para a ecoeficiência e, em geral, que continuem incorporando as melhores práticas corporativas, em especial com os novos negócios que se integram à Companhia.

Diante dos ótimos resultados, David Bojanini, presidente do Grupo SURA, comenta: “Para nós, é motivo de orgulho continuar fazendo parte de um índice com tão alto reconhecimento mundial, especialmente em um setor como o Financeiro, que ainda enfrenta desafios representativos na América Latina. Nós nos submetermos a uma avaliação integral da nossa gestão e sermos equiparados às companhias que possuem os mais altos padrões de sustentabilidade ao redor do mundo demonstra nosso compromisso de realizar uma gestão responsável. Em particular, destaco nosso avanço nas questões ambientais e sociais, às quais seguiremos integrando as melhores práticas do mercado”.

Thomas Batt, o CEO da Seguros SURA no Brasil, umas das empresas do Grupo SURA, concorda com Bojanini e afirma que a companhia no Brasil se empenhará para continuar crescendo no país. “Assim como a nossa matriz, buscamos agir com excelência para aumentar nosso impacto positivo no mercado. Queremos que a Seguros SURA continue beneficiando todos os segurados que confiam em nosso trabalho, sem deixar de lado questões importantes como a sustentabilidade dos nossos negócios e dos negócios de nossos parceiros e clientes”.

O Grupo SURA entende a importância de ser notada com altos padrões de gestão empresarial. Por isso, busca melhora contínua para que seus esforços se convertam em um compromisso público com a incorporação de práticas que favoreçam o desenvolvimento sustentável dos negócios e da sociedade em si. Atualmente, este índice representa uma fonte relevante para a análise e tomada de decisões em matéria de investimento por parte dos mercados financeiros.

O Índice de Sustentabilidade Dow Jones é uma plataforma global, que desde 1999, reúne uma série de indicadores que monitoram o desempenho das empresas líderes em todo o mundo, e nos diferentes aspectos que condizem aos padrões de sustentabilidade. Este índice é reconhecido como uma das maiores certificações que uma companhia pode obter em nível mundial e é uma referência-chave em termos de decisão de investimento.

Liberty Seguros lança seguro com coberturas customizadas para igrejas e templos religiosos

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A Liberty Seguros lança o Liberty Organizações Religiosas, um seguro destinado a igrejas, conventos, seminários e templos religiosos. Além das coberturas básicas contra incêndios, quedas de raios, explosões ou implosões e quedas de aeronaves, o seguro oferece proteções customizadas, como a cobertura de danos causados a instrumentos musicais por motivos de queda, dentro ou fora do local segurado.

“Temos investido na criação de produtos customizados para atender cada vez melhor às demandas do mercado e dos consumidores”, diz Rosy Herzka, diretora de Seguros Patrimoniais da Liberty Seguros. “Um dos nossos principais compromissos é que os clientes se sintam seguros e protegidos com o produto contratado”, explica.

Outra cobertura oferecida pelo Liberty Organizações Religiosas é a do descarte responsável, que auxilia na retirada e descarte de móveis e equipamentos, retirada de entulho e resíduos de obras. Atualmente, a Liberty Seguros oferece mais de 25 seguros patrimoniais customizados, que trazem proteção para diversos segmentos, com foco em pequenas e médias empresas.

Saúde suplementar: desafios e perspectivas

Saúde Suplementar - Solange Beatriz Palheiro Mendes

Saúde Suplementar - Solange Beatriz Palheiro Mendes
Saúde Suplementar – Solange Beatriz Palheiro Mendes
Fonte: FenaSaude

O segmento de saúde suplementar representa hoje cerca de 40% de toda a arrecadação do mercado de seguros e responde por mais de 50% das indenizações pagas. Diante dessa relevância, um auditório lotado assistiu a palestra de Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), que abordou a visão da Federação sobre o atual cenário da saúde privada no Brasil, bem como suas perspectivas e prioridades. O evento foi realizado pelo Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG), nesta quarta-feira (21/9), em Belo Horizonte, e reuniu corretores de seguros, representantes de seguradoras, de operadoras e profissionais que atuam no ramo.

De acordo com a presidente da Fenasaúde, o encontro foi uma oportunidade para apresentar as entregas do segmento à sociedade e os desafios que ameaçam sua própria sobrevivência: “A sociedade reconhece a saúde suplementar como setor que agrega valor e que é pertinente ao sistema de saúde. E o setor público começa a entender a necessita de parceria com a assistência privada. Afinal, nossas dificuldades são as mesmas, ou seja, os recursos são escassos e a demanda está além da capacidade de pagamento”.

Segundo João Paulo Moreira de Mello, presidente do CSP-MG, a palestra contribuiu para elevar o conhecimento e encontrar caminhos para a sustentabilidade do sistema. “Foi uma visão atual e abrangente do mercado de saúde suplementar. Todos saem daqui com mais informações, mais instruídos. Obtivemos um panorama das principais prioridades e desafios da área e foi uma oportunidade de nos atualizarmos a respeito”, considerou.

Desafios – Em sua apresentação, Solange Beatriz apresentou números para ilustrar a importância do setor, que em 2015 registrou uma arrecadação de R$148,3 bilhões. E conta com 48,5 milhões de beneficiários, apenas em planos de assistência médica. Somente no ano passado, a saúde suplementar realizou, aproximadamente, 1,4 bilhão de procedimentos.

A presidente da FenaSaúde também demonstrou os desafios do setor, que, com a crise econômica, amargou a saída de 3,3% beneficiários de planos de saúde – cerca de 1,7 milhão de pessoas. De acordo com a executiva, as próprias empresas contratantes do serviço enfrentam a elevação dos custos com a saúde de seus empregados. Se em 2000, o custo dos benefícios de saúde na folha de pagamento estava na ordem de 10%; em 2015, saltou para 11,57%. Outro dado que mostra o impacto da elevação das despesas assistenciais é a chamada inflação do setor. Entre 2007 e 2016, a inflação médica alcançou 228,46%, enquanto que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) atingiu 74,74%.

O combate ao desperdício é outro ponto-chave do setor. De acordo com a executiva, 30% do que é gasto na saúde do Brasil é desperdício. Em paralelo, a transição demográfica também é um fator preocupante, como aponta Solange Beatriz. A previsão é que, em 2050, 29,4% da população ou 66 milhões de brasileiros terão mais de 60 anos de idade.

Em relação às implicações das inovações tecnológicas para o setor, a presidente da Fenasaúde apresentou diferenças de preços entre as regiões – por exemplo, o preço de um marcapasso CDI varia de R$29 mil, na região sul, a R$ 90 mil, na região norte. Para evitar distorções e melhorar o controle sobre novos procedimentos, a executiva defende o desenvolvimento de critérios para discriminação das inovações, com intuito de identificar quais devem ser adotadas no sistema de saúde, sem trazer qualquer prejuízo no atendimento prestado à população.

Quanto ao modelo de remuneração, Solange Beatriz considera que é o momento de mudar de fee-for-service (por unidade de serviço; procedimento) para o pagamento por performance (por desempenho-metas do prestador; qualidade do cuidado). Na visão da FenaSaúde, o ideal é que o prestador receba valores compatíveis em razão do tratamento de cada paciente.

Por fim, a presidente da FeanSaúde mostrou os números de judicialização em Minas Gerais. O estado está em segundo lugar em ações judiciais na saúde, segundo levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizado em 2014. De acordo com informações do Tribunal de Justiça do Estado, o numero de demandas judiciais envolvendo a saúde suplementar é de 19.290 (dezembro de 2015).

Quem é quem – Marco Antonio Castro, presidente do Lloyd’s of London no Brasil

marco castroMarco Antonio de Simas Castro é o diretor presidente & Representante Geral do Lloyd´s no Brasil desde 2008 quando o Lloyd’s recebeu sua licença no país como um Ressegurador Admitido. Possui mais de 35 anos de experiência na indústria de seguros e resseguros tendo ocupado posições relevantes em empresas como Itaú Seguros, VARIG e Willis Resseguros Brasil. Tem MBA em Administração Empresarial pela Universidade Federal Fluminense do Rio de Janeiro, é graduado em Administração de Empresas pela Universidade Cândido Mendes Ipanema do Rio de Janeiro e frequentou diversos cursos de especialização no Brasil e no exterior. Marco Castro é membro do Time de Liderança Senior do Lloyd’s de Londres e Vice-Presidente da FENABER – Federação Brasileira das Empresas de Resseguros.

O Lloyd’s of London anunciou em setembro de 2016 lucro de US$ 1,96 bilhão no primeiro semestre de 2016. Os números mostram um aumento de US$ 350 milhões no lucro em relação ao mesmo período do ano anterior, retorno sobre o capital anualizado de 11,7% e índice combinado de 98%. “Esses resultados refletem o ambiente altamente competitivo em que estamos operando, mas eles demonstram que o Lloyd’s permanece com solidez financeira”, comentou Marco Antonio de Simas Castro, presidente da unidade brasileira.

Esses resultados refletem um aumento em grandes sinistros principalmente em decorrência dos incêndios de Fort McMurray em Alberta, Canada, em conjunto com a pressão contínua sobre os prêmios devido ao ambiente desafiador em que o mercado tem operado, informa o comunicado, que também destaca o Brexit. “Claramente o referendo do Reino Unido em relação à saída da União Europeia é uma questão importante para lidarmos e estamos agora focando nossa atenção para colocar em prática, planos que garantam a continuidade da comercialização por toda a Europa”, destacou.

De modo tranquilizador, afirma, apesar do referendo da União Europeia e do turbulento cenário macroeconômico, as classificações de risco do Lloyd’s permanecem extremamente fortes com o Fitch “AA-”, a A.M. Best reafirmando seu status “A” e a Standard & Poor’s “A+”.

Castro afirma que olhando para o futuro, o Lloyd’s permanece focado em continuar o crescimento no acesso ao mercado global, modernizando o setor e promovendo a inovação. Essas prioridades serão críticas para o Lloyd’s nos próximos meses e anos.

Detalhes completos dos resultados intermediários do Lloyd’s podem ser acessados em: www.lloyds.com/interims2016.

Genoma, prevenção de doenças e suas questões éticas

Fonte: CVG-RJ

Sob os pontos de vista médico, jurídico e técnico, um ponto é unanimidade quando o assunto é genoma: ele deve ser utilizado para melhorar a qualidade da vida humana, nunca para criar limitações. O tema foi abordado pela médica Marisa Gazel, pelo advogado Paulo André Minhoto e pelo atuário e consultor Sergio Rangel no Café com Seguro, da ANSP. O evento aconteceu nesta quarta-feira, 21 de setembro, e contou com mediação do presidente do CVG-RJ, Marcello Hollanda. “Em 2007, quando o projeto genoma ainda estava em desenvolvimento e muito ainda havia a ser descoberto, o Clube publicou em sua revista uma reportagem especial sobre os seus impactos no Seguro de Pessoas”, lembrou o executivo.

Nove anos depois, os desafios ainda são grandes. A doutora Marisa Gazel explicou que, hoje, o exame de DNA é utilizado, principalmente, para diagnosticar doenças em pacientes que apresentam determinados sintomas. “Ele também é realizado para identificar cadáveres, em suspeitos de crimes sexuais, testes de paternidade e durante o pré-Natal”, listou. O caso mais polêmico, entretanto, é o de pacientes assintomáticos, mas com doenças em seu histórico familiar. “O exame indica se o paciente tem ou não a mutação genética, mas nem sempre o resultado positivo significa que ele desenvolverá a doença”, explica a médica.

Para tratamentos, ela informa que, “mesmo ainda sendo caro, o procedimento elimina a necessidade de diversos outros, pois garante diagnósticos precisos, além de permitir que ações sejam tomadas antes que doenças se manifestem”, aponta Marisa. Foi esse o caso da atriz Angelina Jolie, que, após perder sua mãe, tia e avó para o câncer de mama, retirou mama, ovários e trompas. “Ela tinha 90% de chance de desenvolver a doença”, diz a doutora.

Por outro lado, emergem questões relacionadas à discriminação que pode ocorrer por conta do código genético, como em casos de HIV. Marisa diz que, em 1998, a Unesco proibiu esse tipo de prática. Mas, para ela, “considerando os formulários usados para aceitação de segurados, que já têm o objetivo de classificar as pessoas em classes de risco, a utilização do genoma não mudaria tanto a situação”. Ela exemplifica citando perguntas sobre a data de falecimento dos pais, doenças de familiares etc.

Já na visão de Paulo André Minhoto, é preciso tomar cuidado com os impactos de um procedimento médico sendo utilizado em atividades comerciais. “Apenas 10% das doenças detectáveis pelo exame não têm cura. Ou seja, a maioria não serve para cálculo de riscos, pois depende de fatores externos ao indivíduo”, argumenta. Segundo ele, o assunto envolve questões como autonomia, consentimento e dignidade. “A identificação de um risco pode interferir na vida não só do paciente, como na de seus parentes, e usá-lo como fator de precificação de seguro seria alienar o direito universal à dignidade, pois criaria grupos humanos distintos”, opina.

A doutora Marisa lembrou também, em sua palestra, que a confidencialidade é garantida no país, e em países do G8 e da Europa existe uma lei que protege o cidadão, desobrigando-o da declaração de doenças. No Brasil, a norma não vigora. “Mesmo assim, é preciso frisar que o seguro depende do mutualismo. Se o paciente tem acesso ao exame e a seguradora não, acontece o que se chama de seleção adversa, em que uma parte tem informação privilegiada”, explica. Minhoto concorda, mas aponta que o contrato de seguro tem como base o princípio da boa fé.

Em termos técnicos, fatores como o limite da longevidade podem ser aperfeiçoados com o advento do projeto genoma. “A genética pode ser responsável por até 25% de nossa esperança de vida”, diz o atuário Sergio Rangel. A análise do DNA permite a definição da idade biológica de um indivíduo, que, segundo o especialista, substituindo a cronológica, seria mais adequada à precificação de prêmios. “O cálculo atuarial da Previdência Privada, por exemplo, se baseia nessa variável, que é aleatória”, explica Rangel.

Além disso, o segmento vem experimentando a melhora da mortalidade, que requer mais recursos. “Como financiar os segurados em uma situação de desequilíbrio do mutualismo, no qual os que vivem mais são financiados pelos que vivem menos, pois todos passam a viver mais?”, questiona. Para ele, a genética pode ajudar a prever o que está por vir.

“O exame permite ainda atenuar, atrasar e até evitar doenças”, acrescenta. Voltando ao caso de Angelina Jolie, ele lembra que as despesas com exames ou procedimentos que seriam feitos por ela no futuro foram antecipados, e com isso o custo foi menor. Essas e outras mudanças afetarão, na opinião do consultor, a forma de atuação dos atuários. “Modelos preditivos já utilizados levam em consideração fatores que vão muito além de idade e sexo, como hábitos, saúde familiar, IMC e educação, que, como a genética, definem melhor a mortalidade”, alega Rangel.

O grande dilema fica por conta de que modelo adotar: o do risco coletivo, em que se usa a solidariedade para calcular uma média de preço, ou o individual, ajustado aos riscos pessoais, que em muitos casos poderia ser comparado à discriminação. De qualquer forma, ele frisa que todos têm o direito de saber se possuem doenças, mas também o de não saber. “Essa é uma questão ética e legal”, conclui.

Participaram do encontro os diretores da ANSP José Américo Peón de Sá e Edmur de Almeida, o vice presidente do CVG-RJ, Carlos Ivo Gonçalves, o diretor executivo do Sindseg-RJ/ES, Ronaldo Vilela, e a diretora de ensino técnico da Escola Nacional de Seguros, Maria Helena Monteiro, entre outros.

Seguro garantia judicial em debate nesta quinta-feira

juizAs mudanças causadas pela Lei de Execução Fiscal, em novembro de 2014, que, entre outras questões, equiparou o Seguro Garantia Judicial ao depósito em dinheiro e a fiança bancária, permitiu grandes avanços para as companhias brasileiras em processos cíveis, tributários e trabalhistas. O tema, que hoje é parte integral da agenda de Diretores Jurídicos, Risk Managers e Diretores Financeiros, continua a evoluir, moldando novas oportunidade e discussões sobre o seu desenvolvimento. Este é justamente o tema do Seminário de Garantia Judicial, promovido pela Marsh no próximo dia 22 de setembro.

Para o debate de um tema tão complexo e ainda em franca evolução, o evento contará com a presença de influenciadores, especialistas e líderes de mercado para falar da conjuntura econômica atual e o papel crescente do Seguro Garantia neste contexto. A Líder para Prática de Garantia da Marsh Brasil, Tabata Melo, debaterá com as executivas Juliana Amaral, da Fator Seguradora; e Fernanda Felício, da Pottencial Seguradora; sobre o tema o tema “Evolução do Garantia Judicial”. “À medida que o cenário econômico se tornou mais desafiador, as empresas têm buscado o Seguro Garantia como alternativa ao depósito judicial e fiança bancária, isto porque mantém a empresa com mobilidade em seu patrimônio e não afeta sua linha de crédito bancário, bens ou capital”, disse a executiva da Marsh.

Além disso, o CFO da Marsh Brasi, André Takahashi falará sobre o assunto de acordo com a ótica financeira, divindo o painel “uma Análise Sob a Ótica do Mercado Financeiro”, com o Diretor de Tesouraria do Walmart Brasil, Carlos Caldas; e o Diretor Financeiro do Bank of America Merrill Lynch, Felipe Beltrão. “A discussão sobre as novas perspectivas para o seguro garantia, seja pela ótica de mercado, jurídica ou financeira, é muito importante para o aprimoramento dessa ferramenta, que tem facilitado as operações das empresas para garantias caucionadas”, analisou Takahashi.

Além das mesas de discussão com os executivos da Marsh, o evento também reunirá especialistas jurídicos e tributários para observar o tema sobre outras óticas. A mediação do Seminário de Garantia ficará com a jornalista Carla Vilhena.

Confira a programação completa:

Cenário Macroeconômico Atual e de Crédito no Brasil
José Roberto Mendonça de Barros | MB Associados

09h45 – Evolução do Garantia Judicial
Dra. Juliana L. Amaral | Fator Seguradora
Dra. Fernanda Felício | Pottencial Seguradora
Tábata Melo | Marsh Corretora de Seguros

Contexto do Garantia Sob a Ótica Jurídica & Tributária
Gabriel Manica Mendes de Sena | CBSG (Castro, Barros, Sobral, Gomes Advogados)
Cassio Gama Amaral | Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados

Painel: uma Análise Sob a Ótica do Mercado Financeiro
André Takahashi | CFO – Marsh Corretora de Seguros
Carlos Caldas | Diretor de Tesouraria – Walmart Brasil
Felipe Beltrão | CFO – Bank of America Merrill Lynch

Serviço

Seminário: Novas Expectativas para o seguro garantia judicial

Local: MUbe – Museu Cultura Brasileira

Av. Europa, 218 – São Paulo

Data: 22 de setembro

Horário: das 08h30 às 12h30

Mais informações: https://novav5mi.smarteventscloud.com/portal/page.ww?id=4223