REUTERS: Chefe do Google na França diz que está procurando parceria com seguradoras

Fonte: Reuters

O Google está tentando parcerias entre seguradoras e alguns dos negócios de sua controladora, a Alphabet, incluindo o Nest, que faz termostatos inteligentes e detectores de fumaça, disse o diretor administrativo de sua divisão francesa.

Mas a empresa norte-americana não está focada em entrar diretamente no mercado de seguros, acrescentou Nick Leeder. “Com algumas das coisas que fizemos com Nest, temos trabalhado com seguradoras na França como AXA e Allianz para desenvolver pacotes de produtos que misturem tecnologia e hardware com seguros”, disse Leeder numa reunião anual do setor em Monte Carlo nesta terça-feira.

“Temos mais clareza sobre o papel que desempenhamos e o que podemos acrescentar e estamos buscando parceiros.” Mais de 40 por cento das seguradoras veem o Google como um potencial rival e ameaça, devido à sua forte marca e capacidade de gerenciar dados dos consumidores, descobriu um relatório da consultoria Capgemini neste ano.

ROE anualizado do conjunto de resseguradores locais chega a 15,6% no 1o. sem

Captura de Tela 2016-09-27 às 19.13.39Veja a prévia do Terra Report, divulgado pela Terra Brasis, com dados das resseguradoras locais referentes ao primeiro semestre de 2016. A íntegra será publicada brevemente:

• O volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 4,9 bilhões, aumento de 11,5% em relação aos R$ 4,4 bilhões apresentados no mesmo período de 2015.

• Deste volume cedido, R$ 3,6 bilhões foram colocados nas Resseguradoras Locais (crescimento de 7% em relação ao primeiro semestre de 2015) e R$ 1,3 bilhões colocados nas Resseguradoras Offshore (crescimento de 25% em relação ao primeiro semestre de 2015).

• Estimamos que o resseguro aceito pelas Resseguradoras Locais relacionado a Riscos do Exterior teve um crescimento perto de 37%, ficando em R$ 706 milhões nos seis primeiros meses de 2016, contra R$ 515 milhões apresentandos no mesmo período do ano anterior.

• No primeiro semestre de 2016, a sinistralidade bruta das Resseguradoras Locais ficou em 72% (64% para o IRB e 82% para o conjunto das outras locais) contra 85% do mesmo perído do ano anterior. No mesmo período, o Combined Ratio ficou em 99% (93% para o IRB e 107% para o conjunto das outras locais) em comparação aos 101% apresentados no mesmo período de 2015 .

• O Resultado após impostos foi de R$ 510 milhões (R$ 414 milhões do IRB) tendo sido de R$ 445 milhões (R$ 342 milhões do IRB) no mesmo período do ano anterior. Com estes números, o R.O.E. (Return on Equity) anualizado do conjunto de Resseguradores Locais foi de 15,6% (26,3% para o IRB e 3,0% para o conjunto das demais Resseguradoras Locais), sendo que no mesmo período do ano anterior, o R.O.E. foi de 14,7% (23,3% para o IRB e 6,6% para as demais Resseguradoras Locais).

BR Insurance contrata Stephanie Jeg Fazis como CFO

Stephanie Jeg FazisComunicado

A BR Insurance, a maior corretora nacional multiprodutos do mercado, anuncia a contratação da venezuelana Stephanie Jeg Fazis como nova Diretora Financeira, de Controle e de Relações com Investidores da companhia. A chegada da executiva representa um importante reforço para a empresa e consolida o processo de reestruturação que a BR Insurance vem executando.

Graduada em economia, Stephanie Jeg Fazis agrega mais de 15 anos de experiência em seu currículo. A profissional possui especialização em Administração de Empresas, Finanças e Marketing pela Universidad Católica Andrés Bello Venezuela, e conta com ampla experiência na área econômica, tendo ocupado diretorias estratégicas no Grupo Atento em países como Venezuela, Espanha e Brasil. Na Atento do Brasil foi responsável pela Diretoria Executiva de Finanças, Administração, Eficiência e TI.

De acordo com o CEO da BR Insurance, Marcelo Epperlein, “Stephanie traz em seu portfólio uma ampla experiência em finanças e chega com a missão de consolidar a sinergia da empresa com as necessidades dos investidores, contribuindo de maneira significativa para o nosso crescimento”, finaliza.

Tokio Marine lança seguro auto com rastreador com preço 50% menor do que o produto tradicional

luiz padial

Com o moto de conquistar novos clientes com seu seguro Auto e proporcionar mais oportunidades de negócios para seus corretores e assessorias, a Tokio Marine lança o “Tokio Marine Auto Roubo + Rastreador”, produto que oferece vantagens como cobertura básica para furto, roubo e incêndio. Com assistência 24 horas, prevê a instalação em comodato gratuita do rastreador. O produto pode custar, dependendo das coberturas escolhidas, até 50% mais barato em relação aos produtos tradicionais, com a garantia e a qualidade da Tokio Marine.

Entre os principais diferenciais de mercado estão a possibilidade de inclusão de cobertura para terceiros – responsabilidade civil danos materiais e corporais – vidros, carro reserva e todas as demais coberturas e serviços de seguro Auto, destaca a seguradora em nota divulgada. “Com o Tokio Marine Auto Roubo + Rastreador, vamos ampliar significativamente as oportunidades de negócios dos profissionais que comercializam nossos seguros e suprir as necessidades da parcela de consumidores que não contratam seguro porque não encontram preços acessíveis. Somos a primeira grande seguradora a oferecer um seguro de qualidade com rastreador, em vez de um rastreador com seguro”, afirma o Diretor de Automóvel, Luiz Padial. O pagamento pode ser efetuado em até 6 vezes sem juros ou 12 vezes fixas.

Em 2015, a Tokio Marine cresceu 19,3% neste segmento, enquanto o mercado avançou 2,8%. De acordo com Padial, a expectativa da Empresa é fechar o ano com um crescimento entre 5% e 6% em relação ao ano passado, mantendo o melhor desempenho entre as congêneres. A Tokio Marine tem 1,2 milhão de veículos segurados, incluindo os seguros Auto, Auto Clássico, Auto Frota, Caminhão e Utilitário Carga, e registrou R$ 1,108 bilhão em produção no primeiro semestre de 2016. Com esses números, a participação de mercado da seguradora passou de 6,8% para 7,3%. “Atribuímos esse desempenho ao nosso foco na qualidade dos produtos e serviços, à flexibilidade dos seguros Tokio Marine e ao apoio dos mais de 20 mil corretores que trabalham conosco”, diz o executivo.

AGENDA: CSP-MG e ClubCor-MG recebem Nilton Molina para debater longevidade e os impactos na previdência

almoco palestra nilton molina“Impacto da longevidade na sociedade e na Previdência Social e Privada”. Esse é o tema do almoço palestra que o Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG) e o Clube dos Corretores de Seguros do Estado de Minas Gerais (ClubCor-MG) promovem no dia 4 de outubro, a partir das 10h, no Automóvel Clube, em Belo Horizonte.

Uma das maiores autoridades no assunto do País, Nilton Molina atualmente preside o Conselho de Administração da Mongeral Aegon Seguros e Previdência, é diretor da CNSeg e membro titular do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC).

O presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, destaca a importância do evento. “Temos o prazer de receber o Sr. Molina neste importante momento, quando estamos às portas de debater mais uma reforma na Previdência Social brasileira e os impactos da longevidade na sobrevivência do sistema. Vamos discutir como a iniciativa privada pode contribuir nesse processo”.

Já o presidente do ClubCor-MG, Helder Lara Barbosa, chama atenção para o atual cenário da Previdência no País: “Vivemos hoje no Brasil o chamado bônus demográfico, momento ideal para alavancar o crescimento econômico, ideal para uma profunda reforma da Previdência Social e, também, para buscar um aumento da poupança interna, via planos de previdência privada. A hora não poderia ser mais propícia para ouvir um especialista no assunto e divulgador institucional da previdência, como o Molina”.

O evento tem o apoio da Escola Nacional de Seguros, Sindseg MG/GO/MT/DF e Sincor-MG e patrocínio das empresas apoiadoras do CSP-MG e ClubCor-MG. As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de setembro somente pelo e-mail secretaria@cspmg.com.br.

Serviço

Almoço palestra: “Impacto da longevidade na sociedade e na Previdência Social e Privada, com Nilton Molina”

Realização: Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG) e Clube dos Corretores de Seguros do Estado de Minas Gerais (Clubcor-MG)

Apoio: Escola Nacional de Seguros, Sindseg MG/GO/MT/DF e Sincor-MG

Data: 04/10/2016 (terça-feira)
Horário: 10 às 12h30
Local: Automóvel Clube, Av. Afonso Pena, 1394, Centro, Belo Horizonte-MG
Inscrições gratuitas: secretaria@cspmg.com.br até 30/09, sujeitas à lotação do espaço.

Aumento do custo de capital e regras de Solvência II devem elevar demanda por resseguro

Grupo de participantes no evento Alarys, nas Bermudas, com Rodrigo Protasio, da JLT
Grupo de participantes no evento Alarys, nas Bermudas, com Rodrigo Protasio, da JLT
Grupo de participantes no evento Alarys, nas Bermudas, com Rodrigo Protasio, da JLT

O aumento do custo de capital e Solvência II devem elevar a demanda por resseguro no médio prazo. Em 2017, porém, o mercado permanece soft e competitivo. Essa é a tendência que se pode observar no primeiro dia do congresso Bermudas 2016, promovido pela Associação Latino-Americana de Gerenciamento de Riscos (Alarys), em Hamilton, Bermudas, que tem como tema riscos emergentes e não tradicionais, segundo Rodrigo Protásio, CEO da JLT Resseguros, que faz parte da delegação brasileira presente no evento, que teve início no dia 25 e termina amanhã, dia 27.

“Essa é tendência de preço para 2017, com a ausência até agora de uma grande perda catastróficas. Até o momento, a temporada de furacões está poupando os Resseguradores de perdas importantes, com atividade baixa, o que deve aumentar a liquidez de mercado”, disse ele ao blog Sonho Seguro. De acordo com Protasio, as taxas de juros norte-americanas deveram ser aumentadas em dezembro pelo FED mas acredita-se que o aumento será igual ou menor que 1% e que já estaria elasticamente precificado. “Tudo isso aponta para uma contínua redução de taxas para o próximo ano, com reduções para os bons seguradores e programas de 10% aproximadamente”, afirma.

Para o especialista em risco da WEG Vanderlei Moreira, o congresso da Alarys é uma demonstração de como o mercado latino americano pode se fortificar com alianças necessárias. “Unidos, teremos a cada dia como viabilizar operações mundiais de nossas empresas multinacionais brasileiras e também para conhecermos as legislações de cada país vizinho”, comentou Moreira, que também é vice presidente da Associação Brasileira de Gerenciamento de Risco (ABGR).

A indústria global de resseguros enfrentam grandes desafios em razão do excesso de capital, que acirra a competição e torna as negociações mais comerciais do que técnicas, com queda de preço, coberturas amplas e queda de franquias. Além da competição entre as resseguradoras, há farto capital para investidores que buscam rentabilidade melhor do que as taxas de juros negativas ofertadas por vários governos de economias maduras. Esses investidores movimentam um segmento chamado Transferências Alternativas de Risco (ART) e apresenta taxas interessantes de crescimento ao levar contratos antes negociados pelas resseguradoras tradicionais. Bermudas faz parte dos mercados regionais de resseguros, criados por resseguradores e investidores, também em países da Ásia, África, Estados Unidos, que disputam com os tradicionais mercados, no qual o mais famoso é o Lloyd’s of London, com sede na Inglaterra, mas que opera com escritórios em vários países, inclusive no Brasil.

A delegação brasileira no evento de Bermudas tem cerca de dez representantes. Além de Protásio, participam Vanderlei Moreira, vice-presidente da ABGR, Ângelo Colombo, CEO Latam da Allianz Global, entre outros.⁠⁠⁠⁠ A JLT é uma das apoiadoras do evento da Alarys. O grupo, de capital britânico, está presente na região por meio da JLT Insurance Management, que tem sede em Bermudas, é um ativo gestor de cativas, com a administração de mais 200 cativas.

“A experiência de mercado de Bermudas está na inovação e em novas linhas de produtos que visam atender às necessidades dos gestores de risco”, observou Brad Kading, President and Executive Director of the Association of Bermuda Insurers and Reinsurers (ABIR), durante a abertura do painel que debateu novas tendências da indústria. “Para ser relevante para os nossos clientes, temos que ser criativo e focado em riscos emergentes e aumentar o seguro de penetração, uma vez que nós temos o capital para assumir esse risco.”

Agenda: O Impacto da Longevidade nos Seguros de Vida e Previdência

Nilton Molina, presidente do Conselho de Administração da Mongeral Aegon Seguros e Previdência, do Instituto de Longevidade, diretor da CNSeg e membro titular do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), estará presente no Seminário Internacional de Inovação em Seguros Pessoais, que será realizado pela Sociedade Brasileira de Ciências do Seguro (SBCS), no dia 5 de outubro, em São Paulo. A palestra do sr. Molina será às 09h50, com o tema “O Impacto da Longevidade nos Seguros de Vida e Previdência”.

Serviço:

Seminário Internacional de Inovação em Seguros Pessoais

Quando: 05/10

Horário: A partir das 08h30

Local: Hotel Braston (Rua Martins Fontes, 330, Consolação)

O compliance nas relações com o mercado

relacoes_mercado_gdFonte: CNseg

Da esquerda para a direita: o presidente do IRB Brasil Re, Tarcísio Godoy; o diretor jurídico e de compliance do grupo Bradesco Seguros, Ivan Luiz Gontijo Junior, e o presidente do Grupo Segurador BB e Mapfre, Roberto Barroso
Justiça e equidade aos acionistas. Essa é uma questão muito ligada aos controles internos e que foi o tema central do painel “Compliance nas Relações com o Mercado”, realizado na 10ª edição do Seminário Controles Internos & Compliance – Auditoria e Gestão de Riscos, promovido pela CNseg com apoio da Escola Nacional de Seguros, nesta quinta-feira, em São Paulo.

Tarcísio Godoy, presidente do IRB Brasil Re, ressaltou aos presentes que além de seguir as regras criadas por um comitê, é preciso ter bom senso, treinamento e comunicação eficaz para agir em sintonia com as regras nos controles internos e externos do negócio. “O compliance adiciona valor nas relações com o mercado quando é eficiente na gestão. Ao ser eficiente, traz para a organização boa reputação. Agrega valor a marca porque ajuda na retenção dos valores”, enfatizou.

Godoy ilustrou o benefício do compliance citando uma experiência pessoal durante sua recente participação no tradicional encontro Rendez-Vous, que reúne resseguradores mundiais em Monte Carlo, Principado de Mônaco. “Olhei, gerenciei o risco e me posicionei para atravessar a rua fora da faixa de pedestre. No mesmo minuto um guarda se aproximou e disse: o senhor tem de atravessar na faixa por questões de segurança. Ou seja, mesmo que aparentemente não haja risco, para o bem de todos eu tenho de seguir as regras”.

Quem se arrisca, enfrenta situações graves, concluiu, citando exemplos conhecidos de todos como o caso as fraudes fiscais e contábeis que levaram a gigante americana Enron à falência; o caso Volkswagen, que mergulhou numa crise e arranhou a marca do grupo com a falsificação de resultados sobre a emissão de poluentes, bem como a operação Lava Jato, que levou as maiores construtoras do país a pedir recuperação judicial por envolvimento em corrupção em torno da Petrobras. “Quanto menor a governança de uma empresa, maior a volatilidade. Isso é um fato. O desafio está em reduzir o risco mantendo o retorno ao acionista e o compliance é uma peça fundamental nessa estratégia”, argumenta o presidente do IRB.

Para ter sucesso no mundo corporativo as empresas têm dois caminhos para obter ganho. Um rápido, no qual se pode ter o lucro imediato e correr um grande risco. E outro caminho mais seguro, com menor risco. “Ainda que se demore um pouco mais para apresentar resultado, a opção de descuidar das regras de compliance pode tirar a liberdade de empresas e executivos como vimos no mundo e vemos agora no Brasil”, comentou Roberto Barroso, Presidente do Grupo Segurador BB e Mapfre SH1, Vida, Habitacional e Rural. Barroso lembrou que as leis atuais penalizam as empresas, hoje responsáveis pelos atos de seus executivos. “A questão ética e moral é prioritária. Não tem mais a Lei de Gerson, o jeitinho brasileiro de conseguir uma vantagem”, comentou, ressaltando a importância de se investir em treinamento para que todos da empresa possam zelar pelos conceitos de sustentabilidade permeados para consagrar e agregar valor a marca do grupo.

Tanto Godoy como Barroso citaram que a área de compliance ainda incomoda as pessoas. “As pessoas ainda olham para a área como algo que vai atrapalhar a velocidade do crescimento. Mas o custo de não observar as regras é muito alto”, aconselha o executivo da BB e Mapfre.

Tarcisio Godoy citou algumas expressões especificas que exemplificam o “bullyng” com a equipe nas normas. “The silent elevator”, termo usado quando colaboradores de compliance entram no elevador ou em uma sala e as pessoas presentes se calam. Tem também o “the eye roll”, expressão usada durante treinamentos que quer dizer “outra vez”, “eles devem estar brincando”, “estou deixando de trabalhar por isso?”. “Lembrem-se que é o compliance que torna a operação eficiente, que reduz o custo do produto e que traz maior retorno ao acionista”, afirmou.

Barroso acrescentou ao debate a importância da coerência entre o discurso e a atitude dos líderes. “Nem sempre o que fazemos certo vai ser copiado. Mas, com certeza vão seguir o que fizermos errado”. Outro detalhe considerado importante por ele é o do cuidado com o nível de conformidade dos fornecedores e prestadores. “Temos visto grandes empresas envolvidas em perda de valor por problemas com a falta de compliance de seus fornecedores”.

O mediador do painel, Ivan Luiz Gontijo Junior, diretor jurídico e de compliance do grupo Bradesco Seguros, destacou a justiça, a equidade, a transparência, a prestação de contas e a conformidade no relacionamento com os acionistas. “Não se admite mais qualquer privilégio com um ou outro acionista. Devemos nos preocupar com tudo que está na norma regulatória, interna ou externa. E sempre é bom lembrar que a reputação de uma empresa pode corresponder a até 40% de seu valor de mercado”, frisou.

Diante do exposto, todos concordam que compliance vai muito além de ser uma área operacional dentro do grupo. A área deve participar das questões estratégicas das companhias. “Ainda temos muito para evoluir na prestação de conta para os clientes e órgão que representam os consumidores. Mas estamos no caminho”, frisou Barroso. Godoy concordou: “a foto poder ser melhorada, mas o filme já é muito bom”.

Para finalizar, o advogado do Bradesco disse que o objetivo do painel é deixar um conceito importante. “As vezes as perguntas são mais importantes do que as respostas. Temos de fazer a lição de casa e assim atingir o ápice do compliance e dos controles internos. Não se sabe quanto vale empoderar a área, mas podemos imaginar o quando perdemos de não tê-la de forma eficiente”.

A valorização das atividades de compliance

IMG_4229Fonte: CNseg

O papel das unidades de inteligência financeira no combate à corrupção foi o tema do painel que reuniu o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Antonio Gustavo Rodrigues, e o promotor de Justiça de São Paulo e presidente do Instituto Não Aceito Corrupção, Roberto Livianu, durante o 10º Seminário de Controles Internos e Compliance, em realização nesta quinta-feira (22), em São Paulo, organizado pela CNseg.

Mediado pelo diretor da SulAmérica Reinaldo Amorim Lopes, o painel teve início com a apresentação de Antonio Gustavo, que diz identificar uma maior valorização das atividades de compliance, não só por parte do setor segurador, mas também das instituições governamentais. “As pessoas se convencem que é mais barato andar na linha”, afirmou. Para ilustrar sua fala, lembrou – sem citar nome – o caso de uma instituição financeira envolvida no escândalo mensalão que foi, posteriormente, liquidada, não por imposição dos órgãos reguladores, mas porque os clientes não quiseram mais se relacionar com ela. “O Coaf ajuda a preservar as instituições ao combater os que tentam atuar contra elas”.

Fazendo uma analogia à utilização de cinto de segurança nos carros, o presidente do Coaf disse que o problema não é o guarda, mas o poste. Assim, o maior risco em não atender aos procedimentos de compliance não está na possibilidade de ser autuada pelo Coaf, mas, por exemplo, de ser acusado de cumplicidade em uma ação de lavagem de dinheiro.

Com uma visão semelhante à de Antonio Gustavo, o promotor de Justiça Roberto Livianu também disse acreditar crescer a percepção, por parte da sociedade, sobre a gravidade do problema da corrupção no Brasil. Problema calcado tanto na impunidade quanto na cultura da corrupção. E com a autoridade de quem preside um instituto que visa combater a corrupção por meio da construção de conhecimento sobre o tema, Livianu afirmou que os países com menos casos de corrupção são aqueles em que há um sistema educacional bem desenvolvido, uma livre circulação de informações e uma forte estabilidade governamental.
Como exemplo, citou o caso da Suécia, país que tem uma lei de acesso à informação datada do século XVIII – enquanto a brasileira é de 2012 – e uma lei que pune o “você sabe com quem está falando?”, enquanto seus presídios estão sendo desativados, por falta de prisioneiros para ocupá-los.

Para o caso brasileiro, o promotor sugeriu também um sistema de autorregulamentação, a exemplo do modelo já existe na área de publicidade e com funcionamento consolidado e aprovado pelo mercado. Autorregulamentação que tem a capacidade de fortalecer a prevalência da ética e da integridade, contribuindo também para melhorar a imagem do setor, concluiu.

Qual o papel da auditoria interna?

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Qual o papel da auditoria? Esse foi o tema do debate da palestra “A Relevância da Auditoria Interna para o Conselho de Administração”, realizada na 10ª edição do Seminário Controles Internos & Compliance – Auditoria e Gestão de Riscos, promovido pela CNseg, com apoio da Escola Nacional de Seguros, nesta quinta-feira, em São Paulo.

Para o CEO da Generali Brasil Seguro, Hyung Mo Sung, negociar seguro ficou mais trabalhoso com a globalização, e a auditoria evoluiu muito para lidar com riscos mais complexos das organizações. O executivo destacou a importância do auditor no período pós-modernização do mercado segurador. A partir do cenário de competição instalado em meados da década de 90, com o inicio da liberalização da indústria de seguros ao capital estrangeiro, promovendo assim a globalização, o primeiro impacto para as seguradoras foi o de redução das margens.

Segundo ele, foi com a globalização que aquela figura de auditor, rotulado como um cara chato que pede vários dados, passou a ser visto como um profissional extremamente qualificado, não só apto a nos ajudar a reduzir um eventual prejuízo, como também preparado para aprimorar o investimento realizado no negócio. “A contribuição de um auditor não visa somente proteger o capital. É uma proteção para o gestor. O risco tem um custo, onde o papel da auditoria se torna primordial. É impossível estar inserido no mercado internacional sem uma auditoria com papel de inspetor”, ressaltou ele.

O consultor José Rubens Alonso, um dos protagonistas das mudanças ocorridas no mercado de seguros desde a década de 90, destacou a importância do auditor para a atuação dos conselheiros. Ex-sócio da KPMG e hoje membro dos Comitês de Auditoria dos grupos Icatu, Tokio Marine Seguros, Sompo Seguros, Munich Re e Terra Brasis Resseguros, ele afirmou que os Conselhos de Administração das empresas ainda passam por um momento de evolução. Ele destaca que são poucas as seguradoras que têm um Conselho de Administração mais presente em companhias abertas e subsidiárias de companhias de capital estrangeiro. “Mas temos visto uma evolução interessante do papel do conselho, com mais responsabilidades em sua função”, comentou.

Na visão de Alonso, o mercado evolui para um conselho mais técnico, pois o arcabouço legal tem exigido mudanças, que podem requerer grande envolvimento, muitas vezes demandando significativo empenho de tempo do conselheiro fora das reuniões ordinárias realizadas pela organização, com atribuições decisórias e fiscalizarias. “O auditor técnico é muito valioso para os conselheiros”, enfatiza.

“A minha preocupação é com o futuro. Como vocês enxergam o papel da auditoria no futuro?”, indagou Josemar Costa Silva, membro do Comitê de Auditoria da Metlife, da Travelers Seguros e sócio da JC Advisory. Ambos palestrantes afirmaram que a ideia é criar uma área que realmente agregue valor à empresa e não apenas para cumprir as exigências regulatórias da Superintendência de Seguros Privados (Susep) ou das matrizes dos grupos estrangeiros.
Para o executivo da Generali, o grande desafio é saber como transformar as exigências regulatórias para reduzir os riscos do negócio, custos e fazer com que os resultados do grupo sejam mais eficientes. “É transformar a auditoria num instrumento que auxilie na gestão”, diz Sung, de forma categórica.

Para Alonso, os recentes acontecimentos do Brasil beneficiam o papel do auditor. “Está clara a importância da governança nas organizações. O que antes era visto como um custo agora é visto como a forma de se buscar a conformidade da empresa com preceitos éticos e regulatórios, uma vez que vieram à tona os danos causados para as organizações que tiveram atitudes não éticas”, ressaltou. O desafio, acrescentou Alonso, é compatibilizar, modernizar a forma de atuação dos profissionais à velocidade e à complexidade que os negócios são conduzidos.

O fato é que, diante da crescente dinâmica do mundo empresarial, os administradores não têm como acompanhar e executar pessoalmente todas as atividades desenvolvidas pelas companhias. “A adoção de sistemas de Controles Internos, que funcionem de forma independente da operação, assume papel fundamental na estrutura organizacional, permitindo que o Conselho possa acompanhar os atos da diretoria”, finaliza Alonso.