Quem é quem – Márcio Coriolano, presidente da CNseg

Marcio Coriolano é economista, presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) para o triênio 2016/2019 e presidente da Bradesco Saúde e da Mediservice.

Ingressou no Grupo Bradesco Seguros em 1997 e foi superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep) entre 1993 e 1996. Bacharel em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC/RJ, Marcio Coriolano é pós-graduado em planejamento pela Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia – COPPE, da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

O executivo afirma ter muitos desafios. Além de comandar a maior seguradora de saúde do Brasil diante de um cenário dificil do segmento de saúde suplementar que sofre perdas pelo elevado índice de desemprego no Brasil, comanda o principal órgão representantivo do setor. “Ter consumidores conscientes e empoderados é a aposta mais sustentável e de longo prazo que um setor pode fazer”, diz ele, que vislumbra que o mercado segurador atinja a cifra de R$ 1 trilhão em reservas no médio prazo. “Muitas pessoas ainda desconhecem os riscos a que estão expostas e que há disponível no mercado segurador coberturas para mitigar perdas que podem mudar o curso de vidas, de governos ou de empresas”, comenta.

Embora a participação do mercado segurador no PIB brasileiro tenha aumentado de 1% para 6% nos últimos 15 anos, o país ainda é apenas o 44º colocado no ranking mundial de consumo per capita do produto. Ele cita dados do setor como os 150 milhões de pessoas sem plano de saúde, 120 milhões sem seguro de vida e acidentes pessoais e 180 milhões sem plano dental. Além disso, cerca de 38 milhões de automóveis circulam sem seguro pelas cidades brasileiras, quase 60 milhões de residências não possuem nenhum tipo de apólice patrimonial e cerca de 3 milhões de empresas ainda não dispõem de nenhum tipo de proteção.

A CNseg e suas quatro Federações (FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap) consideraram em seu Programa de Educação em Seguros objetivos específicos como:

1) Fortalecer a noção de prevenção de riscos junto à população;
2) Ajudar à população no sentido de encontrar a melhor informação quando esta necessitar tomar decisões de proteção contra riscos;
3) Ampliar as oportunidades de escolha do consumidor e a garantia de que ele possa tomar sempre a melhor decisão de compra possível;
4) Desenvolver a capacidade de decisão e a confiança da população diante de oportunidades de proteção; e
5) Prover os consumidores com o melhor entendimento possível sobre os fundamentos do seguro e as diferentes características dos produtos.

XVII Conec: Para o CEO da Zurich, sem corretor não há mercado

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O CEO da Zurich no Brasil, Edson Luis Franco, exaltou o valor do corretor de seguro para o desenvolvimento e aperfeiçoamento do mercado durante o painel que debateu o futuro da corretagem de seguros realizado nesta sexta-feira, no XVII Congresso de Corretores de Seguros (Conec), que acontece no Palácio Convenções Anhembi, em São Paulo. Para ele, “Não há mercado de seguro sem a intermediação forte dos corretores”, diz.

Franco acredita que a figura do corretor de seguros deverá se fortalecer cada vez mais. “O Brasil passou recentemente por condições políticas e macroeconômicas adversas. Eu diria que o País está sofrendo um momento de ‘soluço’, mas que em breve irá retomar a curva de crescimento e isso deve impulsionar não só o mercado como um todo, mas vai incentivar o setor de seguros a se modernizar para auxiliar o Brasil na retomada de seu crescimento. Neste ambiente, temos ciência de que o segmento de seguros precisará se modernizar, tanto em termos de plataforma como de produtos, para acompanhar as transformações que o País vivencia”, avalia. “Devemos aproveitar para fazer com que o mercado se fortaleça com esta nova fase, pois cabe a nós escolhermos se nesta transformação queremos ser agentes ou vítimas da mudança”, complementa.

O CEO da Zurich no Brasil foi um dos participantes do painel mediado pelo primeiro vice-presidente do Sincor-SP, Boris Ber. O objetivo do encontro foi abordar os caminhos futuros no segmento de seguros por meio do debate e análises dos prováveis desdobramentos da profissão de corretor de seguros.
Questionado sobre o que é possível fazer para evitar que cooperativas interfiram no trabalho dos corretores de seguros, Franco observou que, de modo geral, as cooperativas surgem e surgiram não em função de políticas de subscrição das companhias do setor, mas em função de um apelo contestável de equidade de serviços e soluções por um preço menor. “Existem problemas que necessitam que os encaremos com maturidade e disponibilidade de querer resolvê-los. Se as seguradoras, os distribuidores e reguladores não os solucionam, o mercado começa a criar suas próprias soluções”, adverte.

Para Franco, se existem cooperativas para determinados risco, é porque estes riscos não estão sendo bem trabalhados pelo mercado segurador. “É evidente que não podemos obrigar ninguém a aceitar um risco. Mas, também é válido lembrar que não existe risco ruim, existe risco mal precificado. O que é preciso avaliar é que as seguradoras são obrigadas a obedecer a regras de solvência e de capital impostas por seu órgão regulador. Por um lado, isso é positivo, pois estas regras têm o objetivo de garantir que o consumidor será protegido. Porém, é preciso que estas regras sejam impostas de maneira igual a todos que querem atuar no segmento, pois só assim será possível garantir um nível de competitividade adequado com as análises de riscos sendo sujeitas às mesmas regras”, pondera.

O executivo analisou, ainda, a interferência das novas tecnologias para os corretores de seguro. “O investimento em formação e informação para poder levar de forma mais rápida, ágil e prática aos clientes um portfólio mais diversificado, fará com que estes profissionais sejam muito mais do que apenas vendedores de seguros, mas que se transformem em verdadeiros conselheiros financeiros de seus clientes, reforçando o princípio de proteção que é o que o seguro deve representar”, avalia. “A Zurich investe em tecnologias para atender melhor aos corretores, facilitando seu trabalho e colaborando com seus resultados.”

O CEO da Zurich Brasil relembrou ainda a importância da realização do Conec. “Estar próximo dos corretores nos permite aprimorar cada vez mais nossa atuação e nossos produtos. Por isso, é um prazer poder fazer parte deste evento”, finaliza.

CNseg investe em premiação para estimular inovação

Antes da febre das startups, quem estimulava a inovação no mercado segurador era o Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga, criado pela CNseg, confederação que representa as seguradoras do país. O prêmio está na 6ª edição. Foram 137 projetos inscritos, que representaram um crescimento de 144% em relação a 2015, sendo que, destes, 109 foram os projetos habilitados para concorrer nas categorias Comunicação, Processos e Produtos e Serviços. Entre as participantes, 23 são seguradoras, 2 resseguradoras, 23 corretoras, 2 corretores autônomos e 13 prestadores de serviço concorrendo nesta edição.

Os finalistas serão conhecidos em novembro e os vencedores em 16 de dezembro. “O prêmio é um estímulo ao empreendedorismo e ao desenvolvimento de carreira, como também visa agregar valor ao negócio”, conta Solange Beatriz, vice-presidente da CNseg e uma das idealizadoras da premiação. Ela explica que o Prêmio traz benefícios para toda a cadeia de valor do setor: otimiza processos, desenvolve e aprimora produtos, gera maior aproximação com o consumidor e aumenta a rentabilidade das empresas, contribuindo para a sustentabilidade da atividade a longo prazo. O empenho dos agentes do mercado na busca por soluções transformadores demonstra que o ciclo da inovação já está instalado no setor de seguros. “Inovar é preciso”, frisa a diretora.

“Além do expressivo crescimento do número de participantes, foram 44 as empresa inscritas que nunca haviam participado de nenhuma outra edição (32% do total), o que demonstra a relevância conquistada pelo Prêmio da CNseg e sua importância como elemento indutor para a inovação no setor”, afirmou o presidente da Confederação, Marcio Coriolano, segundo o portal CNseg.

O prêmio visa estimular projetos em áreas prioritárias do setor: produtos e serviços, processos e comunicação. São aproximadamente cinquenta projetos inscritos por ano. Até 2015, foram 220, mas neste ano a média deve subir, pois com as vendas em baixa, sobrou mais tempo para tocar aqueles projetos já engatilhados. Dos 56 projetos inscritos no ano passado, 16 envolviam todos os ramos, nove os seguros de automóvel e saúde; cinco envolviam o seguro residencial; quarto abordavam a previdência.

O projeto XTerra, ferramenta eletrônica desenvolvida pela equipe da resseguradora local Terra Brasis, permite calcular a repartição do prêmio entre seguradoras e resseguradoras, de acordo com a provável distribuição de sinistros. Um processo que se torna mas técnico e com um apelo comercial mais equilibrado entre as partes. “Nós desenvolvemos uma ferramenta amigável, fluida e autoexplicativa, para que qualquer pessoa consiga utilizar”, destaca o analista de sistemas da Terra Brasis, Felipe Augusto, um dos autores do projeto.

Em comunicação, o grande destaque do ano passado foi o projeto SulAmérica Saúde Ativa, que incentiva os segurados a mudar de atitude a buscar uma vida mais saudável por meio de marketing de conteúdo. “Para divulgar e garantir ampla abrangência da Campanha do SulAmérica Saúde Ativa foram investidos cerca de R$ 2,56 milhões em mídia na TV paga, impactando mais de 16 milhões de pessoas, e na mídia digital, atingindo cerca de 168 milhões de impressões”, disse Luciana Ribeiro Carqueijo Froehlich, da equipe vencedora.

A Icatu participou com “Os Bebês da Virada”. A ação institucional premiou bebês nascidos de parto normal, em todo o Brasil, na virada do ano, com um plano de previdência no valor de R$ 2.015. O objetivo do projeto foi sensibilizar as pessoas sobre a importância de planejar o futuro e fazer o grande público falar espontaneamente sobre o produto (previdência complementar) e seus benefícios, alcançando a divulgação viral da marca.

Quando ocorrem tragédias e o cliente aciona o seguro, os processos são tratados como uma regulação normal seguindo as mesmas condições dos demais processos. Com o intuito de mudar esse cenário, a Bradesco Auto/Re idealizou um novo processo que identifica, analisa, diferencia e prioriza esses sinistros gerados por catástrofes. Cada vez que tem uma enchente, por exemplo, ou um vendaval, o sistema rastreia todos os segurados do grupo na região para que o atendimento possa ser agilizado e personalizado. “Podemos afirmar com convicção que estamos 100% presentes no momento em que o segurado mais precisa, desenvolvendo assim uma ação social”, comentou José Roberto Bezerra de Lima, um dos participantes do projeto vencedor.

XVII Conec: Futuro do corretor dependerá de discussões atuais, diz presidente da SulAmérica

O futuro do corretor foi o tema do primeiro painel do 17º Congresso de Corretores de Seguros (Conec), que acontece até sábado (8) no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo. O presidente da SulAmérica, Gabriel Portella, apresentou as perspectivas da companhia e apontou tendências para a profissão no painel “Futuro da corretagem de seguros”. “Temos confiança no desenvolvimento do país e do mercado de seguros. O futuro dependerá do que discutirmos hoje, agora, e construirmos juntos. A indústria de seguros é forte e tem grande potencial de crescimento.”

Uma das principais tendências para a profissão, ressalta Portella, é a oferta de proteção completa, envolvendo produtos de variadas linhas. “O corretor que trabalha diversas linhas tem um olhar pleno em relação ao cliente e pode ofertar produtos de forma mais efetiva”, sinalizou.

O presidente da seguradora afirmou ainda que os avanços tecnológicos têm trazido mais e melhores oportunidades de conhecer e se comunicar com o consumidor. “O corretor que cria uma relação de confiança com seu cliente estará melhor preparado para a transformação pela qual o mercado vem passando”, disse o executivo, reforçando que o relacionamento será cada vez mais a chave para fidelizar o cliente.

Foto: Revista Apólice

XVII Conec: Liberty lança campanha de incentivo no evento

IMG-20161007-WA0005A Liberty Seguros participa do XVII Congresso dos Corretores de Seguros (CONEC), que acontece começou ontem e termina no sábado, no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo. Durante o CONEC, a seguradora lançará com exclusividade as novas campanhas incentivo Conexão Mundo e Conexão Brasil, que fazem parte do pilar Conectados para Incentivar, do Programa Conexão.

“O CONEC é um evento esperado, pois é uma excelente oportunidade para estarmos próximos e estreitarmos nosso relacionamento com os corretores, apresentando as novidades da companhia”, comenta Carlos Magnarelli, CEO da Liberty Seguros, em nota divulgada à imprensa. “Para nós, esse contato é muito importante, já que os corretores são elos fundamentais da nossa cadeia de valor”.

A campanha Conexão Mundo vai premiar mais de 60 corretores, com acompanhante com uma viagem para Los Cabos, no México. Já a campanha Conexão Brasil vai premiar mais de 228 corretores, com acompanhante para Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, além de mais outros 100 corretores que serão premiados com voucher para resgate de produto em catálogo.

O estande da Liberty Seguros também terá atividades interativas como sorteios, games, apresentação de mariachis, além da presença de Bernardinho, treinador da seleção masculina de volêi brasileira e embaixador da marca. Os corretores também poderão conversar com executivos da seguradora, como o CEO Carlos Magnarelli e seu staff, além dos diretores regionais.

XVII Conec: Olhar para frente e trabalhar muito para evoluir. Esse é o mantra dos porta vozes do setor

14591862_10210217121245658_3441901988194095558_nComeçou ontem o XVII Conec, principal evento de corretores de seguros no país. Neste ano o tema é: “Aprender, Empreender e Ser: Corretor de seguros, o caminho seguro da distribuição”. O Brasil conta com mais de 95 mil corretores de seguros, sendo aproximadamente 60 mil pessoas físicas e 35 mil pessoas jurídicas, segundo dados da Federação Nacional dos Corretores (Fenacor). A sessão solene de abertura que aconteceu no Anhembi, a partir das 20 horas, contou com os principais porta vozes do setor. O discurso de todos pode ser resumido em um único mantra: otimismo e crescimento com inovação e suprema qualidade no atendimento ao consumidor.

Com mais de 6,5 mil inscritos, a programação de debates começa hoje e se encerra no sábado. A sexta-feira começa com a reflexão sobre o atual momento do Brasil, com foco nas perspectivas políticas e econômicas, com comentários dos dois jornalistas globais, Willian Waack e Mara Luquet. As 11h, presidentes das seguradoras Porto Seguro, HDI, Tokio, Allianz, BB Mapfre, Zurich e Bradesco debatem o tema “O futuro da corretagem de seguro”.

“Conflitos e Soluções – Uma Nova Agenda Para o Mercado De Seguros” será o tema do painel que terá o presidente da Fenacor, Armando Vergilio, Joaquim Mendanha de Ataídes, da Susep, Marcio Coriolano, presidente da CNseg, José Farias de Sousa, diretor do IRB Brasil Re, e Robert Bittar, presidente da Escola Nacional de Seguros. O evento ainda conta com painéis sobre os mais diversos ramos de seguros, com especialistas de cada área, comentando os temas mais relevantes do mercado, e com a Exposeg, a tradicional feira que traz infinitas atrações aos participantes que visam estreitar o relacionamento com as companhias.

O governador de São Paulo Geraldo Alckmim foi representado por José Renato Nalini, secretário da educação de São Paulo. “Se há uma instituição que merece o respeito é a de seguros e o seu corretor desempenha o papel importantíssimo de aconselhar e proteger”, afirmou em seu discurso na abertura solene ontem. Segundo ele, o governo paulistano trabalha em um projeto de educação em seguros, que pretende levar noções de seguros a crianças e jovens em diversas frentes educacionais. Coriolano destacou também a educação. “Ajudar o setor a crescer com sustentabilidade é o maior compromisso da CNseg para o desenvolvimento do Brasil”.

O presidente da CNseg tem destacado em seus discursos que a meta da sua gestão é tornar o seguro algo simples para que a população perceba a importância das proteções que as seguradoras ofertam e saibam decidir qual o melhor dos produtos para os diversos ciclos da vida de uma pessoa, de uma empresa, de um governo. Estão previstas mais de 20 ações , entre elas as cartilhas, simplificarão cerca de 36 temas que circundam o setor.

Para Coriolano, o mercado é dinâmico e o cenário de instabilidade econômica reforçou a necessidade de o setor ser mais criativo para minimizar eventuais perdas. Juntos, seguradoras e corretores estão prontos para oferecer uma cobertura qualificada e diferenciada para públicos distintos. Esse processo será ainda mais intenso em 2017, quando a economia estará retomando a normalidade, aposta, acrescentando que a inovação e a agilidade no atendimento ao segurado são condições “sine qua non” para o setor de seguros ajudar o país a crescer”.

Mendanha, que assumiu a Susep há menos de dois meses, afirmou que a autarquia estará sempre disposta a disseminar e incentivar as práticas que estimulem o cresicmento do setor de seguros crescer. Entre os os desafios e oportunidades para o setor neste ano, o xerife do setor afirma que o mercado de seguros precisa, neste momento, de uma nova agenda positiva. “Com a retomada do crescimento econômico, o que esperamos para breve, é preciso reforçar as ações para que o setor tenha mais visibilidade, mostre para a sociedade e até mesmo para o Governo o quanto pode ser importante como suporte do processo de crescimento sustentado da nossa economia”, afirmou ele em recente entrevista ao blog Sonho Seguro.

Ele deixou claro que a missão da Susep é induzir o crescimento do setor e atuar para que a população esteja devidamente protegida e amparada por uma gama de produtos e serviços de qualidade. “O setor já estende uma ampla rede de proteção securitária para pessoas e empreendimentos. Em 2015, por exemplo, foram devolvidos para a população, sob a forma de indenizações e benefícios, cerca de R$ 110 bilhões”, destacou. Os ativos totais do mercado já ultrapassaram a marca de R$ 800 bilhões, recursos que reforçam a posição do setor como relevante investidor institucional.

Também destacou que a regulamentação de importantes produtos, como o seguro popular de automóvel já foi aprovada e a do universal life está em fase final, prevista para permitir que o produto entre em operação em 2017. “Destaco o seguro popular para autos, que pode atender a mais de 20 milhões de brasileiros, donos de veículos com mais de cinco anos de fabricação, que trafegam por ruas e estradas brasileiras sem qualquer cobertura do seguro, atualmente. Há ainda o Universal Life, um seguro de vida comum no mercado internacional, mas que ainda é desconhecido da sociedade brasileira”.

Segundo noticiou a revista Apólice, o titular da Susep afirmou que a autarquia começa a estudar as fintechs, para comercialização de seguros. São modelos interessantes, mas que ainda estão em fase inicial. Com o aumento do volume de negócios será preciso repensar o modelo de supervisão para isso.

Armando Vergilio seguiu a mesma linha de discurso, conclamando os corretores presentes para a inovação, a qualidade e para a conquista de clientes. “O setor tem crescido mas não tem evoluído. Precisamos ir em frente”, afirmou Vergílio, pedindo aos profissionais apoio e dedicação na luta para manter os corretores no Super Simples, uma luta que a Fenacor vem travando há anos com os órgãos do governo, especialmente a Receita Federal, e políticos da Câmara e do Senado. Estudo realizado no ano passado revelou que 85% das corretoras de seguros do país aproveitaram a nova lei que permitiu a adesão do Supersimples e 44% entre os ouvidos poderão pagar suas despesas fixas por conta da economia que é resultado do novo regime tributário.

Na semana passada, a rápida ação comandada pelo deputado Lucas Vergilio (SD-GO) e o presidente da Fenacor, Armando Vergilio, impediu que uma manobra aprovada no Senado fosse ratificada na Câmara, o que retiraria os principais benefícios do SuperSimples de cerca de 30 mil corretoras de seguros, segundo estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

O presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar, afirmou que a união de todos do setor, profissionais e entidades, é a força que impulsionará a construção de uma agenda positiva tanto para o setor como para o Brasil. Ressaltou que toda crise traz oportunidades e que esse é o momento certo de todos unirem o melhor para obterem resultados no longo prazo. Ele destaca que com o desemprego, muitos acabaram descobrindo a profissão de corretor, tendo como parâmetro o aumento da demanda nos cursos oferecidos pela escola. Somente no Estado de São Paulo, a procura pelo Curso para Habilitação de Corretores de Seguros (CHCS) apresentou alta de 75% no acumulado dos dados analisados neste ano. Em âmbito nacional, a demanda subiu 23%. Em 2015, a instituição formou cerca de 3,5 mil corretores.

Para encerrar os discursos da abertura solene, o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, ressaltou que o Conec não é mais em evento de São Paulo. “É de todos os corretores de seguros do Brasil. O que vemos aqui neste auditório lotado hoje é a maior e melhor demonstração da força, pujança e dinamismo do setor de seguros, que tem como principal força de vendas o corretor de seguros”, disse. “Precisamos fazer o consumidor entender o quanto os produtos de seguros trazem benefícios para o seu dia a dia, como uma assistência na hora de um acidente, repor um bem perdido ou deixar um colchão financeiro para a família ou para si mesmo em caso de invalidez ou morte do responsável financeiro. Esse á a melhor maneira de atrair o consumidor para o mercado segurador”, finalizou.

Nilton Molina: é preciso urgência para a reforma

Molina: é preciso urgência para a reforma

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O presidente do Conselho de Administração da Mongeral Aegon Seguros e Previdência, Nilton Molina, foi o convidado do almoço palestra realizado no dia 4 de outubro, em Belo Horizonte, pelo Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG) e pelo Clube dos Corretores de Seguros do Estado de Minas Gerais (ClubCor-MG).

O executivo avaliou os impactos da longevidade na sociedade e na Previdência Social e Privada. “O Brasil se tornará um país ‘velho’, por conta de índices de natalidade cada vez menores, combinados com uma maior longevidade da população baseada, principalmente, em uma melhor qualidade de vida e nos avanços da saúde”, afirmou.

Neste cenário, Molina considera que é “inevitável e urgente” a adoção de medidas restritivas no que tange à Previdência Social e suas regras, pois em poucos anos haverá mais beneficiários e menos contribuintes. Segundo ele, em comparação ao restante do mundo, o modelo brasileiro é um ponto fora da curva, por isso propõe a “criação de um novo sistema, para aqueles nascidos a partir do ano 2000, para que tal distorção seja corrigida gradativamente no futuro”.
O executivo acredita que é necessário educar todas as gerações, sobretudo as mais jovens, para a necessidade da prevenção em relação aos riscos sociais, ou seja, a incapacidade profissional, a morte prematura e a sobrevivência (aposentadoria), contando, para isso, com as opções oferecidas pelo mercado privado.

O presidente do ClubCor-MG, Helder Lara Barbosa, considera que o evento foi uma “verdadeira aula” sobre Previdência. “Nilton Molina é um dos agricultores do mercado de seguros, abnegados profissionais que vão deixando sementes pelo caminho por onde vão passando. Ele vem semeando, há muitos anos, as sementes do Seguro de Pessoas e da Previdência Privada”.

Para o presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, “Molina aborda demografia, atuária e economia numa linguagem acessível de forma que todos entendam a Previdência Social, seus desafios e necessidades irrefutáveis de mudança, além do importante papel da iniciativa privada neste contexto, que é o de levar as soluções disponíveis à população”.

AIG de desfaz de linhas de negócios e foca na rentabilidade

Depois de amargar um dos maiores prejuízos entre as seguradoras brasileiras, a AIG reestruturou sua operação local para começar 2017 focada para atender o posicionamento mundial do grupo de ser um conglomerado mais rentável e com operações mais digitais. Além de vender a carteira de automóvel para a Porto Seguro, anunciada recentemente, o grupo informou que está simplificando a atuação local e deixará de oferecer os seguintes produtos voltados para pessoas fisicas: seguro residencial, seguro de acidentes pessoais e seguro de vida em grupo. “Os clientes dos produtos que deixamos de oferecer no Brasil continuarão sendo cobertos pela AIG, com apoio completo no atendimento e a sinistros, até o vencimento de suas apólices”, informa email enviado ao blog Sonho Seguro.

O grupo segue atuando no Brasil com a plataforma digital, na qual os corretores fazem cotações de maneira rápida e simplificada, acompanhando o status das transações e emitindo as apólices em tempo real, tudo 100% online, além de poder buscar informações sobre produtos e treinamentos. Segundo a AIG, o portal foi desenvolvido com o objetivo de ser um facilitador dos negócios do corretor e já tem disponível os seguros empresarial, Responsabilidade civil (RC) profissional e outros gêneros de RC, gestão protegida/D&O, modalidades de seguro transporte, ambiental, property e Cyber Edge®. Além dos produtos para pequenas e médias empresas, como o Gestão Protegida 360º e Responsabilidade Civil, a AIG no Brasil está focada no segmento corporativo, incluindo: aeronáutico, seguro ambiental, linhas financeiras, transportes, patrimonial, PME, garantia e crédito. A AIG também continua com todos os produtos para clientes multinacionais e os seguros de garantia estendida e viagem.

REUTERS: Indenizações pagas por seguradoras a agricultores batem recorde no Brasil, diz federação

Fonte: Reuters, por Gustavo Bonato

Seguradoras pagaram cerca de 1,1 bilhão de reais em indenizações a produtores de grãos que fizeram seguro agrícola na safra 2015/16, devido a perdas de produtividade por problemas climáticos, principalmente em lavouras de soja, milho e trigo, afirmou nesta quarta-feira a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

Foi o maior volume já registrado no país, levando em conta o período desde a safra 2006/07, quando o seguro agrícola passou a receber incentivo do governo federal e tornou-se mais difundido no Brasil.

O pagamento dos chamados sinistros foi realizado cerca de 60 dias após as colheitas dos segurados, disse o presidente da comissão de seguro rural da Fenseg, Wady Cury, durante evento em São Paulo.

XI Fórum da Longevidade Bradesco debate tecnologias para a vida mais ativa

Crédito: Kelly Lubiato

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Com o tema “Expandindo as Fronteiras da Longevidade”, a Bradesco Seguros realizou em São Paulo, neste dia 5 (quarta-feira), o XI Fórum da Longevidade Bradesco Seguros. O evento reuniu especialistas nacionais e internacionais para debater a longevidade e o seu impacto nos diferentes segmentos da sociedade, tendo a tecnologia como uma das principais ferramentas para a conquista de um envelhecimento com qualidade.

O processo de envelhecimento da população do País é o terceiro mais rápido do mundo, atrás apenas da China e da Tailândia. Segundo o IBGE, até 2060, 26,7% da população serão de idosos, passando dos atuais 24 milhões de pessoas para 73 milhões. No mundo, serão 2 bilhões de pessoas acima dos 60 anos de idade.

A abertura do evento foi feita pelo diretor-presidente da Bradesco Seguros, Randal Zanetti, que destacou o papel do grupo segurador como agente ativo no debate da questão da longevidade. “Esse tema está no centro do nosso negócio, tanto pelo compromisso em promover a qualidade no curso da vida, quanto nas iniciativas que buscam apoiar uma sociedade mais amigável e favorável a todos”, afirmou. Ao longo dessas 11 edições de Fórum, ele observou que a expectativa de vida do brasileiro já avançou três anos. “No 21º Fórum, poderá ter aumentado mais cinco ou seis anos. É um avanço em escala exponencial. Precisamos alinhar a sociedade à essa realidade.”

Nesse sentido, o médico e consultor em longevidade Alexandre Kalache, que dirigiu por 13 anos o Programa Global de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial de Saúde, ressaltou a relevância de se potencializar o capital intelectual dos mais velhos. Para bem envelhecer, o especialista destaca os quatro principais capitais necessários: saúde, conhecimento, social e financeiro, bases para uma postura “resiliente”, ou seja, capaz de superar barreiras e desafios.

Tom Kamber, PhD em Ciência Política pela University College New York (UCNY), Professor de Empreendedorismo Social e Filantropia na Columbia University e fundador e CEO do Older Adults Technology Services (OATS), defendeu mais ações de capacitação de idosos em tecnologia da informação. A OATS já ofereceu cursos a mais de 8 mil pessoas, em 80 cidades, por meio de dois centros próprios ou em parceria com entidades de apoio a idosos. “O segredo é oferecer ambientes acolhedores e cursos com bons conteúdos”, recomendou, lembrando a experiência com uma das alunas do OATS, que hoje dá aulas avançadas para outros idosos que desejam empreender na área de e-commerce.

Para o consultor Luís Rasquilha, o mundo vive a transição para a quinta geração industrial, na qual obter o diferencial nos negócios significa ser capaz de gerar inovações de forma rápida. E essa capacidade independe da idade, afirmou ele na palestra“Tendências globais em um mundo longevo”.

Nem o conceito de tempo é o mesmo dos nossos ancestrais. O físico Luiz Alberto Oliveira, doutor em Cosmologia e Pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT), abordou as diferentes concepções do tempo através da história. Desde os ciclos arcaicos, determinados pela natureza, passando pela revolução do relógio mecânico, que deu autonomia à organização social, até as pesquisas recentes com outras formas de temporalidade, em que o infinito pode caber em um instante.

Participaram, também, do Fórum odoutor em Psicologia Experimental pela USP e Bacharel em Neurociência Esportiva, Emílio Takase; as jornalistas Cora Rónai e Mara Luquet; Hortência e Nuno Cobra, respectivamente, ícones do basquete e do treinamento de alta performance; e David Sinclair, pesquisador, consultor e especialista em políticas públicas para o envelhecimento e mudanças demográficas, e diretor do Centro de Longevidade Internacional do Reino Unido (ILC-UK).

Realizado desde 2006, o Fórum da Longevidade faz parte de um conjunto de ações desenvolvidas pelo Grupo Bradesco Seguros com o intuito de difundir a importância de aliar proteção e planejamento financeiro a um futuro com qualidade de vida e bem-estar.

As iniciativas incluem os Prêmios Longevidade Bradesco Seguros; o Circuito da Longevidade – conjunto de provas de corrida e caminhada realizadas em diversas cidades do Brasil desde 2007, e que já reuniu mais de 380 mil participantes; e o programa Porteiro Amigo do Idoso, que já capacitou mais de dois mil profissionais, em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

Foto: Kelly Lubiato, Revista Apólice