Generali firma parceria com BMG para vender seguros

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A Generali, uma das principais seguradoras do mundo e primeira empresa estrangeira do setor a desembarcar no Brasil, em 1925, firmou uma parceria com o Banco BMG, uma das maiores e mais importantes instituições financeiras locais. O contrato, com duração de 20 anos, prevê a venda de seguros massificados em um mercado de 50 milhões de clientes. O início das vendas ao consumidor está previsto para o início de 2017.

Aposentados, pensionistas e funcionários públicos representam um segmento muito interessante para as seguradoras, com um grande potencial de crescimento em termos de vendas. Até hoje, contudo, a contratação de apólices para este grupo de pessoas é muito pequena. Atualmente, cerca de 11% da população brasileira têm mais de 60 anos. Em quatro décadas, este número deve superar a casa de 30%.

A iniciativa firmada entre a Generali e Banco BMG terá foco neste público e reforçará a função social da indústria de seguros. Hoje o BMG atua no segmento de linhas de crédito para pensionistas, que representa cerca de 33 milhões de pessoas, com previsão de chegar a 61 milhões em 2030 – além de atuar fortemente junto ao funcionalismo público.

“Este acordo permitirá inserir no mercado de seguros uma grande parcela da população que, normalmente, não tinha acesso a esses produtos. Agora, estas pessoas terão a oportunidade de prevenir e minimizar eventuais perdas, além de adquirir serviços muito úteis para garantir uma melhor qualidade de vida, por preços mais competitivos que no mercado convencional”, afirma Antônio Cássio dos Santos, CEO da Generali nas Américas.

Os canais de distribuição incluirão as agências bancárias da instituição e mais de três mil correspondentes. A parceria também se beneficiará do uso da rede de franquias Help! Loja de Crédito, com 400 unidades ativas, que deve atingir a marca de 1.500 pontos de venda até o fim do ano que vem. A Help! foi criada pelo Grupo BMG para oferecer uma gama de serviços próprios e de terceiros de forma simples, rápida e segura. O sistema de franquia desenvolvido pela empresa aproveita métodos e práticas inovadoras para negociar serviços adequados a aposentados, pensionistas do INSS e servidores públicos. Dentre os principais produtos, se destacam o empréstimo consignado, o cartão de crédito consignado por meio do BMG Card (o cartão de crédito que mais cresce no Brasil), o crédito pessoal e diversas opções de seguro.

“A parceria entre o BMG e a Generali representa muito mais que um acordo comercial e foi criada para oferecer os melhores produtos aos nossos clientes. É um negócio que complementa de forma importante nosso portfólio”, declara Antônio Hermann Azevedo, presidente do Banco.

De acordo com Jorge Sant’Anna, presidente da BMG Seguros, esta união reforça a estratégia do Grupo BMG de expandir sua oferta de produtos e serviços. Sant’Anna também destaca que atender este público é um desafio no Brasil. “A população está ficando cada vez mais madura e queremos ser a melhor opção para eles. A expectativa dessa parceria é gerar mais de R$27 bilhões em prêmios de seguros ao longo do contrato”, explica.

Na plataforma criada para os clientes do BMG haverá desde o seguro prestamista, que garante a quitação de prestações de empréstimos consignados em caso de morte ou invalidez, ao auxílio-funeral, passando por acidentes pessoais, seguros de viagem, educacional, residencial, automotivo, desemprego e até apólice que garante o pagamento de medicamentos em função de determinados sinistros.

“Acessar esse público é de extrema importância para o nosso negócio. As seguradoras precisam se adaptar ao amadurecimento da população, desenvolvendo apólices diferenciadas, inovando na abordagem e simplificando os processos de contratação e relacionamento com os clientes”, conclui Claudio Chiesa, head global de Bancassurance da Generali.

O Grupo Generali é uma das maiores companhias de seguro da Europa, com € 74 bilhões de prêmios totais em 2015, e a maior seguradora no ramo Vida naquele continente. Com 76 mil funcionários em todo o mundo, a Generali ocupa posição de destaque na Europa Ocidental e vem conquistando lugar cada vez mais relevante na Europa Centro-Oriental e na Ásia. Em 2015, o grupo foi incluído entre as 50 empresas mais inteligentes do mundo pelo MIT Technology Review.

Robert Half detecta forte demanda por profissionais de seguros

O Guia Salarial 2017 da Robert Half destaca espírito empreendedor e foco em resultados como habilidades em alta para posições em instituições financeiras, com dados interessantes sobre o mercado segurador. A consultoria comenta que a área de seguros passa por uma transformação com a chegada de novas estruturas financiadas por grandes fundos de investimentos, com foco em produtos mais rentáveis, por exemplo, ramos elementares, riscos de engenharia e responsabilidade civil. “Este movimento tem valorizado perfis mais arrojados para atuar na implementação de uma nova empresa”, aponta. Outra tendência no mercado de seguros é a comercialização de seguros on-line. “Estas plataformas continuarão a crescer, abrindo espaço para novas carreiras”, completa.

O setor de seguros também deve ser impactado por conta da nova estrutura da Susep e da recém-lançada diretoria de conduta com foco em aprimorar a fiscalização das práticas das seguradoras e corretoras de seguros com os consumidores. “Áreas com foco em relacionamento com o cliente como ouvidoria continuarão em alta e seus profissionais valorizados”, diz.

Outro destaque do segmento é a circular 521 com novas normativas ligadas a riscos. O período de adaptação a essas diretrizes pode gerar aquecimento em profissionais da área, especialmente quando as ações de fiscalização se intensificarem.

No Guia Salarial 2017 da Robert Half é possível ter acesso a informações estratégicas sobre recrutamento e tendências de remuneração para as oito áreas de atuação da empresa: engenharia, finanças e contabilidade, vendas e marketing, jurídico, mercado financeiro, recursos humanos, seguros e tecnologia. O estudo completo está disponível para download no site da empresa (www.roberthalf.com.br/guia-salarial).

Japonesa Sompo vai comprar seguradora Endurance Specialty dos EUA por US$ 6,3 bi

Fonte: Reuters, com reportagem de Mike Stone, Diptendu Lahiri, Taiga Uranaka e Thomas Wilson

A agência de notícias Reuters informa que a seguradora japonesa Sompo Holdings anunciou nesta quarta-feira que vai comprar a seguradora norte-americana Endurance Specialty Holdings por 6,3 bilhões de dólares, a mais recente operação de uma série de aquisições por parte das seguradoras carentes de crescimento no Japão.

As companhias de seguros do Japão foram comprando agressivamente empresas dos Estados Unidos, anunciando uma série de acordos multibilionários, conforme procuram crescer para além de um mercado interno que está amadurecendo rapidamente –com exceção da Sompo, que não tinha uma posição significativa nos EUA.

A Sompo, terceira maior seguradora de propriedade e acidentes do país com um valor de mercado de 12 bilhões de dólares, disse que acertou a compra de 67,7 milhões de ações da Endurance Specialty por 93 dólares cada, um prêmio de 40,3 por cento em relação ao preço médio da ação desde julho.

O presidente-executivo do grupo japonês, Kengo Sakurada, disse em uma entrevista coletiva que o prêmio não foi alto dado os prêmios pagos por outras seguradoras japonesas em negócios no exterior. Ele também disse que a administração da Endurance permaneceria, incluindo o presidente-executivo John Charman. “Queremos que a atual gestão fique, por isso estamos pagando um prêmio de controle”, afirmou.

O negócio é o segundo maior da história feito por uma seguradora japonesa, depois de a Tokio Marine Holdings pagar 7,5 bilhões de dólares para comprar a norte-americana HCC Insurance Holdings no ano passado. A Tokio Marine pagou um ágio de 35,8 por cento.

A Endurance, que tem um valor de mercado de 6 bilhões de dólares, concentra-se em linhas especializadas de seguro de propriedades pessoal e comercial e contra acidentes, além de resseguros. Em 2015, a empresa tinha 3,3 bilhões de dólares em prêmios brutos emitidos –o equivalente das receitas das seguradoras– e 355 milhões de dólares de lucro líquido.

Veja o que Mario Cavalcanti, da Liberty, pensa sobre o futuro do seguro automóvel

O Brasil tem um grande potencial para o mercado segurador, principalmente nos segmentos de carro e residência. Segundo Mario Cavalcante, diretor de Auto e Residência da Liberty Seguros, a inovação e a educação em seguros são duas peças chaves para proporcionar aos brasileiros proteções, desde as mais simples até as mais sofisticadas para garantir a recuperação do patrimônio das família em caso de algum acidente. O portfólio da Liberty Seguros conta com produtos para automóveis que oferecem desde coberturas de responsabilidade civil para veículos com até 25 anos até seguros para automóveis premium.

Veja abaixo a entrevista concedida para o blog Sonho Seguro:

Como resumiria o cenário de seguro automóvel no Brasil em 2016 e perspectivas para 2017, avaliando a situação atual, efeitos da crise, rentabilidade da carteira e o avanço da sinistralidade.

Depois de um decréscimo de produção em relação ao ano passado, principalmente pela redução de venda de veículos zero quilômetro, percebemos uma reação do mercado nos últimos meses. No caso da Liberty, a estratégia nesse cenário é diversificar a oferta de produtos, garantindo nossa atuação em diferentes nichos, desde o seguro para automóveis mais antigos até para veículos de luxo. Dois exemplos são os seguros Auto Consciente e Auto Exclusivo.

Recentemente a Liberty lançou o Auto Essencial. Como é esse produto?

É primeiro produto da seguradora voltado para casos de indenização integral por roubo, furto, colisão ou incêndio. O Liberty Auto Essencial é pensado para quem não quer correr riscos e ficar sem proteção, mas não pode arcar, no momento, com os custos de um seguro mais completo. Com um bom custo benefício, o Liberty Auto Essencial pode ser até cerca de 40% menor do que o de um seguro convencional. Além da cobertura em casos de indenização total, o seguro também traz assistências e serviços que podem auxiliar o cliente em momentos de emergência, desde a troca de um pneu até um guincho para a oficina ou sua residência, incluindo auxílio em casos de pane seca. Oferece assistências que garantem tranquilidade, como guincho, mecânico para conserto provisório, troca de pneus, chaveiro e socorro em caso de falta de combustível. Além da cobertura de danos materiais e corporais a terceiros, o segurado pode contratar a cobertura opcional de danos morais a terceiros. Outro benefício para os clientes e corretores é o sorteio mensal de R$5 mil.

E o Auto Consciente?

O Auto Consciente, por exemplo, é uma opção para proprietários de veículos que ainda não têm seguro e não querem arcar com os custos de um seguro convencional. Ele também é uma solução para quem tem mais de um automóvel e quer um seguro mais simples para aquele que é usado mais esporadicamente.
O Auto Consciente tem contratação fácil e sem burocracia, dispensando vistoria e é o único seguro no mercado que cobre veículos com até 25 anos. O seguro cobre danos materiais e corporais causados a outras pessoas ou empresas (Responsabilidade Civil Facultativa).

E o Auto Exclusivo?

Já o Auto Exclusivo oferece proteção para automóveis novos ou seminovos com valores a partir de R$ 200 mil. Entre as assistências oferecidas estão serviços emergenciais, mesmo se o segurado estiver em outro veículo, cobertura da blindagem e dos aparelhos de som e imagem, canal de atendimento exclusivo, guincho sem limite de quilometragem e carro reserva no padrão luxo em caso de pane ou quando o conserto do veículo segurado demorar mais de três dias. O Liberty Auto Exclusivo também oferece o atendimento de concierge, com orientação sobre reservas em hotéis e restaurantes, dados sobre empresas turísticas e agências de viagens, duração e escalas de voos, movimentação da bolsa de valores, cotação de moedas e acionamento de serviço de courier.
Também investimos na precificação justa e inteligente, por meio de iniciativas como o Programa Direção em Conta, que utiliza a telemetria para calcular o valor do seguro que o cliente irá pagar.

Tem conseguido reduzir custos para aprimorar o preço final diante da concorrência instalada no Brasil?

A Liberty Seguros busca constantemente ser mais eficiente e oferecer um atendimento excepcional aos clientes e corretores. Para isso, colocamos em prática iniciativas e programas internos que estimulam os funcionários a contribuir com ideias inovadoras, tanto para suas áreas quanto para a Liberty como um todo. Estas ideias podem envolver ou não a redução de gastos. Cada funcionário é protagonista e empoderado para identificar formas de melhorar seu próprio processo; a Liberty disponibiliza workshops – Como Identificar Melhorias e sobre Como Resolver Problemas – que estão disponíveis na grade de treinamentos da companhia. São workshops que apresentam conteúdos de forma lúdica em formato de jogos, ajudando os funcionários a identificar oportunidades. Em 3 anos, já identificamos cerca de 10 mil melhorias, sendo que 50% já foram implementadas. Consideramos fundamental olhar os ganhos sob quatro aspectos: produtividade, voz do cliente, engajamento dos nossos funcionários e ganhos financeiros.

Como avalia no quadro atual e possível evolução dos efeitos das Tecnologias no segmento?

Acreditamos que a tecnologia terá um impacto significativo no longo prazo, podendo até mesmo mudar a natureza do nosso negócio. Os efeitos mais imediatos podem ser atribuídos ao surgimento de novas maneiras das pessoas se relacionarem e utilizarem automóveis, como o compartilhamento, por exemplo. No médio e longo prazo, a tendência dos carros autônomos também deve mudar consideravelmente a natureza do risco e o mercado precisará se adequar a esta nova realidade.

Futuro. Qual o impacto sobre o setor de eventuais mudanças no conceito de Auto, como os carros sem motoristas, compartilhamento de veículos e decisão das pessoas por não terem mais carros diante do avanço das ciclovias e transportes públicos de melhor qualidade?

Estudamos constantemente o setor e estamos atentos às possíveis mudanças e impactos no nosso segmento. Temos uma área de inovação que também nos apoia nestas pesquisas e monitoramento do mercado e tendências. Algumas tendências que podemos mencionar incluem: uso de telemetria para uma precificação mais justa, adequação ao modelo de carro compartilhado, novas alternativas de seguro para quem está migrando para outros meios de locomoção ou de uso do veículo.

E a telemetria?

Já implementamos um programa de telemetria na Liberty Seguros, o Direção em Conta. O Direção em Conta ainda está em fase piloto, mas a ideia é expandir o número de motoristas beneficiados pela iniciativa e aumentar a área de atuação do Programa Direção em Conta para outros estados do Brasil. Atualmente o programa funciona em 3 estados (São Paulo, Paraná e Santa Catarina) com mais de 20 pontos de venda entre corretores tradicionais são concessionárias de automóveis e estamos expandindo gradativamente. Estimamos que até o fim de 2017 cerca de 10 mil segurados participem do programa. Só iniciamos o programa em um canal específico porque o uso dessa tecnologia é muito inovador para o mercado e queremos acompanhar de perto os primeiros usos para garantir que o cliente tenha uma experiência realmente incrível de uso. Mas a ideia é expandir rapidamente o programa. Acreditamos que todos os segurados terão acesso ao programa nos próximos 2 anos com a popularização e barateamento dessa tecnologia. No máximo em 2 anos todos os carros novos já virão conectados de fábrica e a Liberty já está se antecipando a esse movimento.

Quando essas mudanças de comportamento chegarão a afetar o setor?

Acreditamos que alguns impactos serão rápidos, mas os carros autônomos sem motorista, por exemplo, ainda devem demorar cerca de 10 anos para chegar. Algumas inovações avançam muito rapidamente, mas outras levam mais tempo para serem percebidas. Um exemplo é o carro híbrido, um conceito que vem sendo difundido há bastante tempo, mas só agora começamos a observar pontos com tomadas de abastecimento em locais públicos ou edifícios preparados para isso.

Setor cresce 8% em vendas e lucro cai para R$ 9 bi até agosto

O mercado segurador registrou crescimento nominal de 8%, para R$ 150,3 bilhões, no período de janeiro a agosto de 2016, em relação ao mesmo período de 2015. De acordo com o presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, no primeiro trimestre houve expansão de 3,63%, com aceleração para 6,98% no acumulado até junho. Seguros gerais apresentou faturamento de R$ 43,8 bilhões, avanço nominal de 2%; seguros de pessoas (inclui VGBL) para R$ 85,3 bilhões (14%), PGBL e outras rendas de previdência R$ 7,4 bilhões (-2%); e capitalização R$ 13,6 bilhÕes (-2%).

Dados da Susep consolidado pela consultoria Siscorp informam que o lucro líquido do setor acumulou R$ 9,4 bilhões até agosto, R$ 1 bilhão a menos do que no mesmo período do ano passado. O primeiro lugar é do Bradesco, com ganho líquido de R$ 3 bilhões nos oito primeiros meses do ano. O Itaú, que era segundo em agosto do ano passado, caiu para terceiro neste ano, com lucro de R$ 1,6 bilhão (R$ 2,3 bi em agosto de 2015). O grupo BB Mapfre passou de terceiro para segundo no período, com R$ 1,8 bilhão (R$ 2,1 bi em agosto de 2015).

Segundo Coriolano, a melhora dos números do mercado de seguros, porém, ainda não reflete um ambiente econômico mais ativo, e sim a preocupação das pessoas em proteger sua vida e seu patrimônio em momentos de crise, e atribuiu aos números positivos do mercado, no acumulado do ano até agosto, a melhora no desempenho do segmento de automóvel. “O seguro de automóvel apresentou números melhores como resposta da procura por alternativas para compensar a queda das vendas de veículos zero km como, por exemplo, vendas de veículos usados”, explicou Coriolano em nota enviada à imprensa.

Outros ramos como o seguro rural, o seguro-garantia, o seguro de vida e a previdência (VGBL), principalmente os dois últimos, também têm contribuído para o desempenho do mercado de seguros no Brasil. Contudo, uma retomada no cenário macro, de acordo com o presidente da CNseg, só se dará este ano caso o Governo avance nas questões das grandes obras e na reforma da Previdência. “Do contrário, o mercado de seguros só vai reagir o ano que vem”, acrescentou. Para este ano, Marcio Coriolano reafirmou a projeção de avanço para o setor, que arrecada cerca de R$ 450 bilhões e soma R$ 800 bilhões em ativos, em torno dos 8,5% ante 2015.

Seguro de Crédito e Garantia – Sobrepujando o aumento do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) nos últimos doze meses de 4,9%, a arrecadação do Seguro-Garantia voltado às obras públicas acumula um notável crescimento nominal de 29,8% de janeiro a agosto de 2016. Este ramo se destacou dentro de Crédito e Garantia, grupo que teve variação nominal de 10,7% no acumulado de janeiro a agosto deste ano.

VGBL – Produto vendido majoritariamente de forma individual e com uma concentração de aproximadamente 99% dos prêmios arrecadados em seguradoras que fazem parte de conglomerados financeiros, a modalidade VGBL se mantêm como grande propulsora do crescimento do mercado supervisionado pela Susep, com variação nominal na arrecadação de prêmios de 17,8% no acumulado de janeiro a agosto deste ano.

Vida | Seguro Individual – Responsável por mais de 40% dos prêmios arrecadados nos produtos de Coberturas de Pessoas – Planos de Risco, entre os produtos Vida, o grande destaque são os planos individuais, que apresentaram variação nominal de 29,8% de janeiro a agosto deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior.

Seguro Rural – O Seguro Rural apresentou crescimento nominal positivo de 17,2% no acumulado do ano, de janeiro até agosto de 2016.

Seguro de Automóvel – O Seguro de Automóvel, representado principalmente pelos ramos Casco (70%) e Responsabilidade Civil Facultativa RCF-V (22%), apresentou até agosto, desaceleração de 1,3% menor do que a registrada nos primeiros sete meses do ano.

Lauro Araújo é contratado como diretor de investimento da Lockton

A Lockton Brasil contratou Lauro Araújo, profissional que acumula 20 anos de atuação no mercado institucional e 35 nos mercados de capitais nacional e internacional, como diretor de investimentos da companhia. Lauro passa a liderar a área de consultoria de investimentos, focada em Fundos de Pensão e Seguradoras. Ele trabalhará em sintonia com a equipe de consultoria atuarial e previdenciária, que já conta com mais de 12 colaboradores e 70 clientes.

Para Tony Gusmão, CEO da Lockton Brasil, a vinda de Lauro reforça a equipe de consultoria que presta suporte estratégico e operacional aos clientes institucionais, desenvolvendo e implementando soluções eficientes para planos de aposentadoria. “Com mais esse passo a Lockton consolida sua posição no mercado de previdência oferecendo serviços profissionais, técnicos e isentos, fundamentais para o sucesso de nossos clientes”, afirma Gusmão em comunicado enviado aos jornalistas.

Lauro Araújo acredita que desde a crise de 2008 os desafios para investidores crescem rapidamente e é obrigação de uma consultoria ir além da avaliação e monitoramento dos investimentos. “Temos que auxiliar nossos clientes na tomada de decisões estratégicas. Sem isso o sucesso dos Planos de Aposentadoria (quer sejam abertos ou fechados) fica seriamente comprometido”. O profissional lembra ainda que atualmente as pessoas vivem mais e com mais disposição e que, portanto, alocar de forma eficiente os recursos é um dos principais fatores para o sucesso destes planos.

Com vasta experiência em consultoria de investimentos e foco em planejamento financeiro, avaliação de gestão, montagem de carteiras de investimentos e definição de políticas e estratégias para Investidores Institucionais, Lauro Araújo tem quatro livros publicados sobre investimentos e leciona finanças e investimentos há mais de 20 anos.

Susep autoriza o seguro auto popular

Desmanches são os principais clientes

Depois de meses de discussões, o seguro popular de carro já tem regras mais claras e poderá ser lançado pelas seguradoras. A Superintendência de Seguros Privados (Susep) autorizou, em publicação no Diário Oficial da União desta segunda-feira. Várias seguradoras já tem o produto pronto. Vamos ver quem vai lançar. O produto pode custar cerca de 30% menos do que o seguro tradicional por prever a utilização de peças não originais, mas que seguem as especificações técnicas determinadas pelas fábricas, na reparação de veículos segurados.

O seguro auto popular é uma das apostas das seguradoras para driblar a queda de mais de 3% na receita do seguro automóvel, líder nas vendas no segmento de seguros gerais. A queda nas vendas é consequente do recuo das vendas de carros zero quilômetro, que representam cerca de 80% da demanda por seguro. O primeiro semestre de 2016 foi o pior em 10 anos para a indústria automobilística, com um recuo de 25,4% nas vendas no país. Além de vendas fracas, o seguro de carro enfrenta elevação do pagamento de indenizações, uma vez que o índice de roubo e furto tem apresentado forte elevação em diversas cidades do país, segundo informou João Francisco Borges, presidente da Federação Nacional de Seguros Privados (Fenseg). Também pesa no indicador de eficiência o impacto da inflação sobre os valores de peças para reparos de veículos.

Com a regulamentação divulgada nesta segunda-feira, a expectativa agora é saber como as seguradoras se movimentarão para ter peças para usarem nos consertos dos veículos. Apenas a Porto Seguro já tem uma estratégia para peças recicladas, com a Renova Ecopeças, criada há quase dois anos, mas que ainda tem um portfolio limitado.

Seguro evolui no e-commerce, mas atrair consumidor é o maior desafio

Por Márcia Alves

O modelo de negócio de seguros está caminhando para o digital, mas ainda atrás de outros setores mais adiantados, como os bancos e as redes varejistas. A complexidade da operação, os altos investimentos e, principalmente, a resistência do consumidor em comprar seguros pela internet são os motivos de haver poucas empresas do setor presentes no canal online. Estas e outras questões foram discutidas no seminário “O Seguro na era do e-commerce: A viabilidade e o futuro do canal online”, promovido pela Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS) no dia 29 de setembro, em São Paulo.

André Gregori, CEO da Thinkseg, seguradora digital que está prestes a entrar em operação, prevê grandes mudanças nos processos e na estrutura do setor de seguros a partir da incorporação de novas tecnologias. “A tecnologia é caminho sem volta para o seguro”, disse. Mas, ele observa que o mercado brasileiro está atrasado em comparação aos dez países que visitou nos últimos cinco anos para conhecer mais de 20 diferentes operações online de seguros, que utilizam desde o canal mobile e chats comandados por robôs até as redes sociais.

Gregori aponta outros obstáculos, como a pouca familiaridade do consumidor de seguros com o canal online e a sua preferência pelo contato telefônico. “Os corretores até gostariam de ser online, mas é difícil”, disse. Ele constatou, ainda, em pesquisas que antecederam a criação da Thinkseg, que a população considera o seguro “caro, burocrático e pouco transparente”. Outra dificuldade é falta de novos produtos, que, a seu ver, inviabiliza o propósito dos corretores de diversificarem suas carteiras.

Segundo Gregori, a Thinkseg optou por um modelo de negócio colaborativo, que integra toda a operação de seguros dentro de uma plataforma. “Seguradoras, ambientes big data ou de bancos e quem queira trazer um produto diferenciado para a sua base poderá se plugar a essa plataforma”, disse. A seguradora digital terá sua operação em cloud e as vendas serão realizadas por meio de corretores de seguros e de indicações dos próprios clientes.

Depois de um ano de preparação, com pesquisas de mercado e desenvolvimento de tecnologia, a Minuto Seguro estreou no mercado em 2012, já com recursos captados de investidores estrangeiros interessados no negócio. O país atravessava um bom momento econômico e o CEO Marcelo Blay sabia que essa janela poderia se fechar. “Foi uma situação muito confortável. Desde então, seguimos em crescimento sustentável”, disse.

Mas, além de altos investimentos, a operação de uma corretora online se mostrou um empreendimento bastante complexo. Segundo Blay, o primeiro aprendizado foi constatar que a venda de seguro jamais será 100% online, primeiramente, porque o consumidor ainda prefere o contato humano. Daí porque a corretora investiu no capital humano, compondo um quadro de 150 funcionários.

De janeiro a agosto deste ano, a Minuto Seguro recebeu mais de 23 mil ligações, na média de mil telefonemas por dia, dos quais 97% foram respondidos em até 30 segundos. “Conseguimos sofisticar o atendimento e estamos ganhando o jogo no off-line”, disse. Mas, Blay também aprendeu que é preciso ter um sistema operacional robusto, gestão do site e que investimento em marketing custa caro (para se ter uma ideia, um clique no Google em seguro viagem custa em torno de R$ 8).

O executivo analisa que o maior entrave ao modelo digital é a necessidade de grande fôlego financeiro e o retorno no longo prazo. Por outro lado, entende que o modelo de corretora online está trazendo novos consumidores de seguros ao mercado. Um levantamento da Minuto Seguro indica que 75% dos consumidores nunca tiveram seguro. Para ele, os desafios da revolução digital poderão ser vencidos com maior especialização do setor e mais diálogo entre seguradoras e corretoras.

Fora do alcance do corretor

Richard Hessler Furck, CEO da H&H Corretora de Seguros, aprendeu a duras penas que a venda de seguro online está fora do alcance dos pequenos e médios corretores. Em 2010, embarcando na tendência do comércio eletrônico, ele fundou a corretora online Seguro Barato, perdeu dinheiro e fechou as portas quatro anos depois. “Aprendi que o universo digital era mais complexo do que eu imaginava”, disse.

Richard se deparou com conceitos novos, como SEO (otimização de sites), cookies, branding (gestão de sites), design responsivo e outros, além de constatar que os leads (novos contatos) na internet são caros e que a retenção de clientes é menor. Para tentar converter leads em vendas precisou manter uma equipe cujo custo inviabilizava a operação. “Essa estrutura é mais cara do que uma tradicional de vendas. Além disso, existe um limite de eficácia da participação humana”, disse.

Por fim, Richard também aprendeu que o mercado comprador de seguros é finito. “Se estamos todos vendendo para os mesmos, vale a pena investir dinheiro nisso?”, questionou. Sua conclusão é que a venda 100% online é impossível. “Mas, tenho plena convicção que o mercado digital é o futuro e quem não se inserir nele estará morto”, disse. Por isso, ele não descarta retornar ao comércio online.

“Agora, com toda essa complexidade e alto custo os corretores não teriam acesso. Mas, no futuro, com a tendência de barateamento das tecnologias e a entrada de empresas que possam terceirizar essa estrutura, os corretores poderão participar e fazer a sua parte, que é vender”, disse.

Pensar na “desjudicialização” ajudará a construir uma sociedade mais justa, afirmam estudiosos

Somos uma sociedade marcada por privilégios. E uma sociedade com tantos privilégios tem dificuldade de compactuar para chegar a consensos comuns para ser uma sociedade mais justa. Esse foi o debate que permeou o painel “Confiança: O Caminho da desjudicialização”, mediado por Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde (FenaSaúde), realizado na 6ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros organizada pela Confederação Nacional de Seguros (CNseg), com apoio da Escola Nacional de Seguros, em São Paulo, no dia 29 de setembro.

Ricardo Morishita, diretor de Pesquisas e Projetos do Instituto Brasiliense de Direito Público IDP e professor de Direito do Consumidor, destacou em sua apresentação que não os privilégios não se concentram em grandes grupos. “Pequenos grupos também exercem forte pressão para manter os benefícios. Com recursos escassos, é preciso ter consciência sobre as repercussões das decisões judiciais. Sei quem vou beneficiar, mas não sei quem vou prejudicar. Quem mais precisa, é quem menos pode pedir no judiciário”, ressaltou, referindo-se ao tema saúde, que representa boa parte dos processos movidos por consumidores e que se acumulam na Justiça.

Morishita cita o nobel Douglass North para explicar a sua teoria. Para North o desempenho econômico das sociedades resultará sempre de suas mudanças institucionais. O sucesso de uma sociedade justa não está no crescimento econômico, avanço tecnológico ou na acumulação de capital. “Está nas regras ou arranjos institucionais que estimulam ou inibam atividades nesse sentido”, comentou. Para Morishita, quando a sociedade pactua melhor, ela se consolida. Países ricos são democracias consolidadas. Assim como North, o professor de direito do consumidor afirma que sociedades pobres precisam desenvolver uma base de regras, leis e costumes capazes de estimular atividades economicamente produtivas.

Gonzalo Vecina, professor assistente da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), informou que a judicialização no Brasil custa R$ 7 bilhões por ano. “Só em São Paulo, R$ 1,2 bilhão. Ou seja, dos R$ 240 bilhões dos recursos da saúde no Brasil, R$ 7 bilhões são gastos com processos de pessoas que querem ter direito a algo muitas vezes inviável”, comentou. Os pedidos de medicações pela população ao Estado são os líderes das ações na justiça. Apenas um medicamento consome 20% dos R$ 8 bilhões destinados pelo Estado para a política farmacêutica, que inclui, inclusive, fraldas. Resumindo, temos uma política de assistência farmacêutica que não garante o que os pacientes exigem”, ressalta, acrescentando que se o Estado é obrigado por uma liminar a dar um remédio de alto custo para um, outros muitos ficarão sem fraldas.

Com enfrentar esse problema? Werson Franco Pereira Rêgo, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, faz eco ao discurso de Morishita. “Os problemas são tão complexos que não há uma solução mágica. O que podemos fazer é discutir”, disse. Como satisfazer necessidades infinitas, com promessas constitucionais, com recursos finitos. Enquanto o juiz se preocupa com o consumidor, esquece dos outros que não estão no processo penal, mas que serão direta ou indiretamente impactados pela decisão, questionou Rêgo.

Entre as medidas sugeridas, os palestrantes citam identificar os privilégios, dimensionar seus efeitos econômicos e sociais e avaliar todo o processo. “Tem de seguir o caminho do dinheiro. Com isso, será possível enfrentar o problema, mudar o foco, olhar para todos os atores do processo e construir uma sociedade mais justa”, defende Morishita.

“Trata-se de uma tema muito difícil. Queremos que o outro abra mão do privilégio, mas eu não quero perder o que tenho. Mas temos de começar por nós. A principal mudança começa com nós mesmos. Uma sociedade justa exige consumidores e empresas conscientes para compactuarem. E é isso que vai criar o processo de desjudicialização”, finalizou Rêgo.

Solange Beatriz concluiu o painel com a mesma sensação de todos os que estavam na plateia e tiveram a oportunidade de ouvir a opinião de três renomados estudiosos: “Não é um problema fácil. Não temos respostas, mas sim os fundamentos para refletir. A judicialização tem uma relação direta com desenvolvimento e com a democracia. Acredito que sairemos todos daqui com uma boa base para pensarmos em como a nossa atuação pode ajudar a construir uma sociedade mais justa. É preciso muita honestidade para o debate e com certeza todos nós seremos beneficiados”.

Porto Seguro compra a carteira de seguros de automóveis da AIG

fabio luchetti portoA Porto Seguro assinou hoje um acordo de transferência da carteira de seguros de automóveis da AIG. A transação, que ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores competentes (CADE e SUSEP), tem por objetivo consolidar a posição da seguradora brasileira no segmento de auto.

Segundo comunicado, após a aprovação da transferência, a Porto Seguro assumirá a carteira de 25 mil clientes da AIG. As empresas garantirão uma transição sem impacto aos atuais clientes e Corretores para que haja a preservação das apólices e coberturas já contratadas, além da continuidade do atendimento. Os segurados também passarão a contar com os benefícios hoje oferecidos aos clientes do Porto Seguro Auto, como descontos em rede de estacionamentos, atendimento nos 270 Centros Automotivos Porto Seguro distribuídos em todo o Brasil, entre outros.

“A transação garante ainda aos clientes da AIG as mesmas condições de serviços, tratamento e atendimento que eles já possuíam antes, agora com benefícios oferecidos aos clientes Porto Seguro Auto, como descontos em espetáculos culturais e serviços de conveniência”, afirma Fábio Luchetti, presidente da Porto Seguro, em nota divulgada à imprensa.

Até a conclusão do processo, as seguradoras atuarão de forma independente e com continuidade das operações da AIG para oferecer aos seus clientes da modalidade auto todos os serviços e assistências contratados.