Sompo lança diferenciais no ramo de seguro saúde

A Sompo Saúde Seguros lançou hoje serviços diferenciados para o segmento de saúde. Trata- se de planos de Seguro Saúde Empresarial – Acesso, Clássico, Estilo e Supremo – em modalidades que contemplam o segmento empresarial, a partir de duas vidas. “Nossa proposta é a criação de um novo paradigma no serviço de atenção à saúde. Buscamos propiciar ao paciente o acesso à melhor solução em saúde e, ao mesmo tempo, permitir a empresa uma maior previsibilidade na gestão dos custos deste benefício”, comenta Valter Hime, diretor da Sompo Saúde Seguros, em nota divulgada à imprensa.

A área de regulação médica da Sompo Saúde poderá sugerir o direcionamento dos atendimentos médicos para os melhores e mais capacitados prestadores na sua rede médica hospitalar disponível. Entre outros aspectos, isso significa que o paciente, poderá realizar determinados procedimentos de alta complexidade nos prestadores indicados pela seguradora, mesmo se estes não constem na rede específica do segurado.

Foram estabelecidos recursos, como uma rede de atendimento para eventos de baixa complexidade configurada para cada plano; sistema de reembolso flexível com limites e valores customizáveis; regras de coparticipação muito mais efetiva; além de programas de prevenção à saúde, descontos em medicamentos que auxiliam a empresa no controle efetivo dos custos do programa.

Além de coberturas para diversos procedimentos cirúrgicos (miopia, astigmatismos, cirurgias reparadoras, má formação congênita, enxertos vasculares etc), transplantes de rim, córnea e autólogos de medula, entre outros; o seguro da Sompo Saúde conta com cobertura além dos limites definidos no rol da ANS como acupuntura, coberturas para atendimento médico/hospitalar em caso de acidente ocorrido durante a prática de esporte de risco, fonoaudiologia, Reeducação da Postura Global (RPG), psicoterapia, rede de atendimento para exames de alta complexidade, entre outros.

Outro destaque é o Plano Supremo. Neste plano foram incluídos pacotes adicionais com o Sompo Care, benefícios que incluem uma série de serviços diferenciados, a como do Consultoria de Acessibilidades Domiciliar (Check-up Lar), que presta todo o apoio aos serviços preventivos e de orientação para adaptação no lar no retorno de alguma internação.

O segurado durante o período que estiver sob cuidados hospitalar também conta com o serviço de cuidados com o Pet, que indica Clinicas Veterinárias, Pet Shops e Hotéis aos quais podem ser hospedar seus bichinhos de estimação durante este período, e também estará a sua disposição o Cuidados com a Beleza, por profissionais habilitados em cuidados estéticos para atendimento durante sua internação. O cliente Supremo também conta com serviços de check up anual, coletas de exame domiciliar, assistência internacional a viagem, apoio no agendamento de exames, suporte administrativo à internação, referência médica, aconselhamento nutricional por telefone, apoio nas autorizações prévias de procedimento, entre outros serviços.

João Amato assume diretoria comercial de associações na Zurich

A Zurich comunica ao mercado que João Amato assume imediata e interinamente a diretoria comercial de Associações, reportando-se a Márcio Benevides, Head de Bancassurance & Distribuição Brasil. Como principal responsável pelo segmento destinado à comercialização de seguros por adesão – para afiliados de entidades de classe, tais como, associações, sindicatos e clubes de seguros – João Amato e equipe darão continuidade aos negócios vigentes e a novas parcerias.

O executivo faz parte do time Zurich há quatro anos e soma mais de 21 anos de atuação no mercado. Possui formação em Marketing e especializações, tais como a Certificação Internacional LOMA em Financial Services Education. “Amato conhece profundamente nosso modelo de negócio e também o mercado segurador. Tenho certeza de que sua atuação trará resultados expressivos ao segmento de Associações. Nossos atuais clientes, parceiros novos e em potencial estarão ainda mais próximos da Zurich”, diz Márcio Benevides.

Conselho da SulAmérica aprova emissão de até R$ 500 milhões em debêntures

O conselho de administração da SulAmérica autorizou em reunião a emissão de R$ 350 milhões a R$ 500 milhões em debêntures não conversíveis em ações. “Os recursos obtidos com a emissão serão integralmente usados para reforço e adequação dos níveis de liquidez disponíveis da companhia, bem como para fins corporativos diversos”, afirmou a seguradora em fato relevante publicado nesta segunda-feira.

Serão até duas séries, sendo que a quantidade de debêntures a ser alocada em cada série será definida conforme o procedimento de bookbuilding,composta por, no mínimo, 350 mil debêntures e, no máximo, 500 mil, com valor nominal unitário de R$ 1 mil, na data de emissão, perfazendo o valor total da emissão de, no mínimo, R$ 350 milhões e, no máximo, R$ 500 milhões na data de emissão.

A efetiva realização da oferta está sujeita a condições favoráveis no mercado de capitais e está automaticamente dispensada de registro de distribuição pública na CVM.

A ata da Reunião do Conselho de Administração da Companhia que aprovou os termos e condições da Oferta está disponível no site da Companhia (www.sulamerica.com.br/ri) no site da CVM (www.cvm.gov.br) e da BM&FBOVESPA S.A. – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (www.bovespa.com.br).

Lucro da BB Seguridade recua no trimestre mas avança no acumulado até setembro

BB Seguridade

A BB Seguridade atingiu lucro líquido de R$ 3 bilhões no acumulado de janeiro a setembro deste ano, aumento de 3,4% em relação ao lucro líquido ajustado do mesmo período de 2015. O desempenho é justificado tanto pelo crescimento de R$ 37,9 milhões (+1,8%) do resultado operacional não decorrente de juros combinado, quanto pela expansão de R$ 63 milhões (+7,3%) do resultado financeiro combinado, ambos líquidos de efeitos tributários. No terceiro trimestre, o lucro líquido foi de R$ 987,93 milhões, recuo de 4% em relação ao mesmo período do ano passado.

O lucro ficou 0,6 ponto percentual abaixo do piso do intervalo revisado do Guidance 2016. As principais justificativas para esse desvio estão relacionadas à piora nos índices de sinistralidade da BB Mapfre SH1, concentrada nos segmentos prestamista e rural; da Mapfre BB SH2, em função da deterioração nos segmentos de automóvel e de danos; e do IRB Brasil-RE.

Outra razão citada foi a greve dos bancários, que se estendeu por todo o mês de setembro, impactando as vendas esperadas para o período, enquanto no exercício de 2015 a paralisação ocorreu no mês de outubro e teve menor duração.

A companhia reforça suas estimativas e espera que o crescimento do seu lucro líquido ajustado convirja para o intervalo de 4% a 8% ao longo do último trimestre de 2016.

Até setembro, o lucro líquido da operação de Vida, Habitacional e Rural atingiu R$ 1,2 bilhão, crescimento de 0,3% em relação ao lucro líquido ajustado do período anterior. O desempenho do período foi impactado pela elevação da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (“CSLL”), de 15% para 20%, a partir de setembro de 2015.

O índice combinado atingiu 70,6%, piora de 2,5 pontos percentuais, justificada por uma maior sinistralidade concentrada nos segmentos prestamista e rural, além de um maior índice de comissionamento. Os prêmios emitidos do período somaram R$ 5,4 bilhões, queda de 1,7% no comparativo com mesmo período anterior, concentrada principalmente no ramo de prestamista (-48,1%), parcialmente compensada pelo incremento nos segmentos de vida (+15,6%) e rural (+17,9%).

Na divisão BB S2 Patrimônio e automóvel, o lucro líquido foi de R$ 220,7 milhões de janeiro a setembro, queda de 25,9% em relação ao lucro líquido ajustado do período anterior, desempenho explicado pela deterioração de 2,4 pontos percentuais no índice combinado, em virtude da piora nos índices de sinistralidade, principalmente em automóveis e danos, e de comissionamento.
Os prêmios emitidos caíram 6,4% no comparativo, impactados pela queda de 18,2% no segmento de automóveis, parcialmente compensada pelo incremento nos segmentos de danos e demais.

Em previdência, o lucro líquido acumulado até setembro cresceu 13,8% em relação ao lucro ajustado de 2015, totalizando R$ 742,3 milhões. O desempenho do período foi impactado pela elevação da alíquota da CSLL de 15% para 20%, a partir de setembro de 2015.

O resultado antes dos impostos e participações foi de R$ 1,3 bilhão, equivalente a um crescimento de 17,4% em relação ao mesmo período de 2015. A melhora observada no comparativo é resultante do aumento do resultado operacional não decorrente de juros, explicado tanto pelo incremento das receitas com taxas de gestão como pela melhora de 2,6 p.p. no índice de eficiência.

O volume de contribuições cresceu 18,4% em relação ao mesmo período de 2015, com destaque para os planos VGBL e com desempenho semelhante entre as modalidades periódica e esporádica. No mesmo período, a captação líquida atingiu R$ 18,8 bilhões, evolução de 10,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, desempenho explicado tanto pela expansão do volume de contribuições como pela melhora de 0,8 pontos percentuais no índice de resgates.

Em resseguros, o lucro líquido da operação foi de R$ 467,6 milhões no período analisado, queda de 16%. O desempenho no comparativo é explicado principalmente pela retração do resultado financeiro, aliado ao aumento de 13,8 pontos percentuais no índice de sinistralidade, que levou à queda do resultado operacional não decorrente de juros.

O segmento de Capitalização acumulou lucro de R$ 338,9 milhões até setembro, alta de 25,5% em relação ao mesmo período de 2015. O crescimento do resultado financeiro, suportado pela melhora da margem financeira, foi o principal responsável pelo aumento do lucro no período, efeito este que foi parcialmente compensado pelo aumento da CSLL de 15% para 20%, a partir de setembro de 2015. Isolando esse efeito, o resultado antes de impostos e participações registrou crescimento de 38,0% na mesma base de comparação.

No acumulado até setembro, o resultado de capitalização registrou retração de 27,0% quando comparado com o mesmo período de 2015. O desempenho no comparativo foi consequência da queda de 19,0% na receita líquida com títulos de capitalização, em função de uma arrecadação 14,7% menor e do aumento na cota de capitalização média. Por outro lado, a contração da receita líquida com títulos de capitalização foi parcialmente compensada por menores despesas de custo de aquisição e de resultado de sorteio, que registraram queda de 21,5% e de 23,9%, respectivamente, além de menores despesas gerais e administrativas.

A BB Corretora registrou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão, desempenho 5,9% superior ao resultado obtido no mesmo período de 2015, explicado pelo aumento de 6,9% nas receitas de corretagem, impulsionado pelas receitas provenientes dos segmentos de vida, rural e previdência; e pelo crescimento de 30,0% do resultado financeiro, em função do aumento tanto da taxa média como do volume de ativos rentáveis. No acumulado até setembro, a margem operacional da BB Corretora teve retração de 1,9 ponto percentual que, assim como na análise trimestral, é explicada principalmente pela elevação da alíquota de PIS/PASEP e COFINS a partir de março deste ano.

Quem tem o poder de compra faz pressão nos ajustes regulatórios

O mercado segurador sofre pressões transformadoras de inovação de dentro e de fora da indústria. A população aprende com outros setores como comprar tíquetes aéreos e reservar hotéis e exige tais facilidade também das seguradoras. Como resultado, o setor passa a registrar um boom de startups, já apelidado de insurtechs, que trazem ofertas consideradas impensáveis até um ano atrás. Quem poderia imaginar comprar um seguro no smartphone em 90 segundos e ter a indenização paga em 3 minutos? Essa já é uma realidade, oferecida pela Lemonade, startup concentrada na oferta de seguros para carros e residências compartilhadas em Nova York.

“As inovações fora do setor podem mudar radicalmente a forma como as seguradoras atuam no longo prazo”, aposta Mukul Ahuja, diretor da Deloitte, que proferiu a palestra “Aceleradores em Digital para o Novo Mercado de Seguros” na décima edição do Insurance Service Meeting, maior evento de tecnologia do mercado de seguros brasileiro, promovido pela CNseg, que tem como tema ‘O Futuro é Agora – A Inovação a Favor do Desempenho’.

Um pouco dessa nova realidade consta da pesquisa da Delloite resumida pelo palestrante. Seis fatos pressionam o setor: a economia compartilhada, os carros autônomos, a onternet das coisas, o big data, machine learning e analytics para predições e a tecnologia contábil e financeira, mais conhecida por blockchain. Esses seis fatores de pressão já criaram um mundo novo para as seguradoras em algumas partes do mundo.

A primeira citada pelo executivo da Delloite é a expansão de intermediários digitais, como os agregadores e negociadores. Eles identificam nos meios digitais pessoas com necessidades comuns e negociam apólices de grupo, que custam bem menos do que se o seguro fosse negociado individualmente.

A segunda grande tendência é o ponto a ponto (peer to peer), no qual um grupo de pessoas com risco comum se junta e cria suas próprias regras de proteção, dentro do conceito de mutualidade. Pagam pela proteção e, se sobrar recursos, devolvem aos participantes ou investem de uma forma que faça sentido para todos. A startup Teambrella é a mais conhecida. A pessoa envia ao grupo um pedido para entrar. A decisão é tomada em conjunto, com todos definindo o risco e o preço que o entrante deve pagar. Se houver sinistro, todo o grupo faz a regulação e decide pelo pagamento da indenização.
Esse

Esse exemplo deixa evidente o avanço de modelos de desintermediação e de avanço do mundo dos negócios, dos quais os órgãos reguladores têm olhar para acompanhar as mudanças trazidas pela tecnologia. “Enquanto no Brasil se discute os riscos da desintermediação dos corretores, neste caso, podemos perceber claramente a desintermediação da própria seguradora”, comentou o debatedor Roberto Ciccone, sócio líder de Seguros Américas da Evers.

A terceira grande tendência é o seguro sob demanda ou “on demand”. O cliente faz o seguro de jornadas, comprando apólices “just in time”, como, por exemplo, quando vai viajar. A cobertura de vida começa quando o avião decola e termina após o pouso, explica Ahuja. Outro exemplo citado foi a startup Trov, que faz seguro dos pertences dos internautas pelo portal digital ou pelo smartphone. Neste caso, melhor do que tentar descrever como funciona, vale assistir o vídeo abaixo:

Trōv: On-Demand Insurance For Your Things from Trōv on Vimeo.

Todos concordam que a indústria de seguros não muda no ano que vem. Mas são ideias que desafiam todos a buscarem melhorias no mundo todo. Afinal, hoje as seguradoras tradicionais enfrentam novos entrantes e é primordial pensar nos gaps de produtos, distribuição e atendimento.

Os participantes do painel acreditam que, nos próximos dez anos, as seguradoras terão de conviver com mundos paralelos, como os dos consumidores tradicionais e os dos consumidores digitais. “Temos de pensar para onde o mercado irá e assim poder decidir quais as apostas estratégicas em produto e em investimentos”, comentou o moderador Augusto Kurovski, diretor de tecnologia da Brasilcap.

Algumas seguradoras decidiram por comprar startup, outras por desenvolver internamente as inovações e um terceiro grupo opta pelo uso de incubadoras como parceiras de novas tecnologias. “Como podemos perceber, até 2013, os investimentos em inovação eram tímidos. Mas entre 2014 e 2015 esse movimento explodiu com o surgimento das incubadoras e parcerias, bem como com as startups que agregam ao processo disruptivo. Merece a atenção de todos que atuam com seguros”, finalizou Kurovshi.

Saúde suplementar discute criação de banco de dados coletivo

Um dos grandes desafios da saúde suplementar é poder unir todas as informações que estão dispersas entre operadoras e o orgão regulador relativas a s, prestadores, e pacientes e órgão regulador e criar um banco de dados capaz de ser usado a favor de todos os envolvidos neste setor que movimenta cerca de R$ 160 bilhões em vendas de planos de saúde anualmente. “Ampliando a abrangência dos dados através de Bancos de Dados Contributários e a profundidade através de Telemetria, os ganhos obtidos são muito relevantes para toda a cadeia”, garante Ricardo Lachac, CEO da Lexis Nexis, em seu painel “Ferramentas para Predição de Riscos”, promovida na 10a. Edição do Insurance Meeting, promovido pela CNseg entre dos os dias 3 e 5 de novembro, em Campinas.

Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), abriu o painel apresentando dados importantes do setor. “Teremos de nos valer das ferramentas que possam nos trazer um controle mais efetivo. Temos um elevado número de fraudes, o desperdício chega a 30%, num setor que entrega anualmente cerca de 1,4 bilhão de procedimentos e tem 70 milhões de beneficiários”, citou. Em paralelo, a transição demográfica também é um fator preocupante. A previsão é que, em 2050, 29,4% da população ou 66 milhões de brasileiros terão mais de 60 anos de idade. E cada idoso tem em média duas doenças crônicas.

Segundo Lachac, a tecnologia pode ajudar muito, mas os sistemas precisam ter acesso a uma grande quantidade de dados e esses precisam ser confiáveis. Atualmente, praticamente todas as operadoras e órgão regulador do setor, a Agência Nacional de Saúde (ANS), têm dados que precisam ser lapidados, agrupados e analisados, permitindo que tecnologias de Big Data e Analytics possam trazer benefícios mensuráveis no médio prazo.

Ele citou a experiência de um case aplicado em Ohio, Estados Unidos, avaliando a base de sinistros pagos para prestadores pelas cinco maiores operadoras. Um simples cruzamento de dados foi capaz de detectar uma fraude relativo a comunicação de atendimentos realizados de prestadores pessoas físicas, que cobravam mais dos que 30 horas por dia de procedimentos. “Na análise individual de cada operadora o fato não era percebido. Mas com a visão conjunta foi detectada a fraude e isso gerou economia de mais de US$ 20 bilhões”, informou.

Segundo Lachac, ao formar um Banco de Dados Contributivo, com altos volumes e adequada qualidade de dados, é possível ter um controle muito mais amplo de variáveis de mercados como tendência de custos dos beneficiários, gastos mais elevados gerados por prestadores, bem como a qualidade de seu atendimento, regiões onde há maior incidência de procedimentos específicos e com isso gerenciar e custos e resultados de uma forma muito mais efetiva.

Outro benefício citado por Lachat é o uso da telemetria na em Seguros de Automóvel. Com ela pode-se separar os melhores dos piores riscos duas vezes melhor do que com as tecnlologias atuais, bem como tornar mais eficaz a gestão do risco dos segurados através de interações periódicas, bem como tornar mais ágil a regulação de sinistros. A grande vantagem para as seguradoras é poder elaborar estratégias mais rentáveis através destas ações.

A debatedora Marizélia Leão Moreira, gerente executiva da Agência Nacional de Saúde (ANS), afirmou que a proposta de Lachac é pertinente ao momento da Saúde Suplementar, que enfrenta um cenário que exige uma reinvenção dos processos, agravado pela difícil situação da economia, que gerou perda de clientes e aumento das despesas para as operadoras. “Temos discussões importantes, como a completude, qualidade e governança dos dados e trabalhá-lhos para que eles gerem ganhos para todos os envolvidos na cadeia, sendo o cliente o maior beneficiário”, comentou a executiva da ANS.

Ela informou que a padronização dos dados na Saúde Suplementar foi uma das maiores conquistas da Agência. Ao longo de dez anos, com muito empenho e perseverança, foi constituído a Troca de Informação de Saúde Suplementar (TISS), que é um padrão para registro e intercâmbio de dados entre operadoras de planos privados de assistência à saúde,prestadores de serviços médico-hospitalares e a ANS.

A iniciativa visa a diminuição da burocracia dentro das diversas entidades envolvidas diretamente no mercado de Saúde Suplementar, aprimorar a comunicação entre os atores da cadeia, reduzir a utilização do papel, agilizando o acesso do beneficiário aos serviços médico-hospitalares, facilitar a obtenção de informações para estudos epidemiológicos e definição de novas políticas de saúde, favorecer a realização de análise de custos e benefícios de investimentos na área de saúde, reduzir os altos e desnecessários custos administrativos que decorrem do excesso de formulário e de falhas de preenchimento e utilização dos mesmos, melhorar a qualidade da assistência à saúde e possibilitar comparações e análises de desempenho institucional implicando a otimização de recursos e aumento da qualidade de gestão.

Marco Antunes, vice presidente da SulAmérica, que atua há quase 30 anos em saúde, reconheceu o avanço e citou que na seguradora não há mais papel no dia a dia. “Hoje sabemos quem vai operar porque construímos modelos preditivos para discutir o futuro. E fizemos isso porque saúde é o melhor negócio do mundo. Ninguém quer morrer. Todos querem se tratar para viver”, citou, mencionando que 80% das fintechs em seguros, boom já conhecido pelo tema insurtech para se diferenciar de fintech, termo usado para as novatas financeiras, são voltadas para área de saúde. Nosso papel é fazer que o setor cresça de forma sustentável e ajudar consumidor a viver mais e melhor”, defendeu.

Todos concordam que as ferramentas apresentadas pela Lexis Nexis ajudam a empoderar profissionais com as ferramentas de uso de dados para garantir decisões mais acertadas, redução de desperdícios e custos; melhoria nos cuidados dos pacientes; auxiliar na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e na melhoria na monitoração da saúde digital.

Se todos concordam, o que falta? Flavio Bitter, Vice Presidente da Bradesco Saúde, respondeu a questão. “Temos na CNseg a Central de Serviço, que já tem uma estrutura montada e capacitada a prover para os associados esse tipo de informação. O desafio é como uma empresa como a LexisNexis pode trabalhar com a CNseg para acelerar os serviços que enfrenta várias questões relativas a segurança e governança das informações, bem como seu uso”, comentou.

Uma coisa é certa para todos os participantes do painel: o envolvimento do indivíduo no agrupamento de informações aprimora a emissão de alertas às condutas médicas, a formulação de hipóteses diagnósticas, o apontamento de melhores práticas de tratamento, a prevenção primária e o acompanhamento da evolução da saúde do paciente. “Temos um mundo de oportunidades e acho que o futuro está bem próximo para o nosso setor”, finalizou Solange Beatriz.

Estudo da Capgemini revela que tecnologia impactará fortemente os negócios, mas minoria tem planos de transformação

Fonte: CNseg

A consultoria Capgemini realizou, em setembro, uma pesquisa com 27 altos executivos de 20 das principais seguradoras brasileiras para entender como anda o nível de maturidade do setor na utilização da tecnologia digital. Hoje, dia 4, seus resultados foram apresentados ao público participante do painel “Maturidade digital da indústria de seguros do Brasil e seus reflexos no profissional de seguros”, no primeiro dia do 10º Insurance Meeting, evento promovido pela CNseg, em Campinas.

Enquanto 70% das empresas já utilizam a tecnologia digital para prover consistência entre seus canais digitais – afirmou o vice-presidente de Serviços Financeiros da Capgemini, Rodrigo Corumbá – 33% ainda não buscam personalizar a experiência de vendas para seus clientes.

Os canais móveis, particularmente os celulares, e as redes sociais também já são muito utilizados para divulgar produtos, mas pouco para realizar a venda de seguros, além de também serem pouco utilizados para aumentar a mobilidade de seus funcionários, havendo uma grande distância entre a percepção de como os clientes e a sociedade se comportam e o comportamento das empresas em relação a seus funcionários.

Outro dado curioso da pesquisa aponta que, ainda que 67% das seguradoras já monitorarem suas operações em tempo real, apenas 41% delas possuem processos capazes de se adaptar rapidamente a mudanças externas.

Apesar de os executivos já entenderem que a tecnologia impactará fortemente os negócios, é a minoria que tem planos de alto nível para essa transformação, havendo ainda baixo investimento nos departamentos de TI, que não estão suficientemente preparadas para lidar com esse processo, afirmou Rodrigo.

E todas essas transformações digitais modificam também os clientes, principalmente os das gerações mais novas, que exigem mais agilidade e flexibilidade no atendimento de suas demandas, sendo, também, muito menos fiéis a empresas com quem se relacionam que outrora. Assim, além de rapidez e flexibilidade, as seguradoras devem adotar estratégias de venda que estejam contextualizadas na trajetória de vida dos clientes, ou seja, devem saber ofertar os produtos e serviços justamente na hora em que isso faz sentido para eles e não em momentos aleatórios. Como exemplo, Rodrigo citou o caso de um casal que acabou de ter filho, sendo, então, o momento ideal para oferta de seguro de vida e de plano de previdência, por exemplo.

Outra excelente oportunidade para as seguradoras está na integração com outras cadeias de valor, gerando novos ecossistemas. O exemplo apresentado foi o do Uber, que oferece a seus motoristas conveniados a possibilidade de contratar seguro para seus passageiros.

Outro participante do painel, Miguel Buenos, diretor de contas da Serasa Experian, acredita que, apesar do muito que há para evoluir, as seguradoras avançam no caminho da maturidade digital, já utilizando de maneira bastante ampla, por exemplo, o big data. Entretanto, ele acredita que, apesar de todo esse desejo de inovar, é preciso que se crie nessas empresas um ambiente que estimule a inovação. “Estamos preparados para lidar com todas essas novas ferramentas?”. Segundo ele, as realidades virtual e aumentada poderiam ser utilizadas, por exemplo, nos processos de aviso de sinistro e até de subscrição.

Para Miguel, além de criarem um ambiente propício para a inovação, as seguradoras devem entender que, de tão incorporada em nosso cotidiano, a tecnologia não pode mais ser só responsabilidade dos departamentos de TI das empresas. “A TI pode fornecer informações para áreas de negócio, mas essa área deve estar preparada para lidar com essas informações”, afirmou o executivo da Serasa Experian, para quem, atualmente, esses profissionais de TI têm tanta relevância para as seguradoras quanto os profissionais da área comercial.

Finalizando a apresentação, Rodrigo Corumba provocou a plateia afirmando que as seguradoras têm duas opções: ou se movem e atravessam efetivamente esse processo de transformação digital ou esperam que novos entrantes roubem mercado, como já aconteceu em inúmeros outros segmentos de negócios e já vem acontecendo, particularmente, nos Estados Unidos em relação ao mercado segurador.

Oito dicas de Luis Rasquilha para se reinventar

Fonte: CNseg

– Tenha um propósito claro. Se não tiver, não chegará a 2020.
– Venda um sonho. As pessoas compram sonhos. Ninguém reclama do preço da capsula do café Nespresso, que equivale a um custo de R$ 400 o quilo do café.
– Tenha Foco. O sucesso está mais ligado a renúncias do que a apostas, pois a maioria não tem dinheiro para tudo.
– Crie um ecossistema. Terceirize o que não interessa.
– Construa uma rede de inovação aberta, com reforço na inteligência coletiva e economia do compartilhamento.
– Interaja com o cliente. Escute e observe. Convide-o para entrar e evolua com as suas recomendações.
– Fail Fast. Ou seja, faça rápido o processo e a execução.
– Olhe para a frente. Antecipe movimentos. Crie mercados.

Essas foram as oito dicas dadas por Luis Rasquilha, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), no primeiro painel técnico “A mudança tecnológica chegando mais rápido”, proferida na 10ª edição do Insurance Service Meeting, maior evento de tecnologia do mercado de seguros brasileiro promovido pela CNseg, que tem como tema “O futuro é agora – a inovação a favor do desempenho”.

“A maneira como se faz negócio hoje não existirá mais em pouco tempo. Essa é uma da certeza. O futuro pertence a aqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos. Adote a inovação estratégica. Inovar significa colocar as ideias novas em ação. Para isso, vocês devem ter ideias que sejam implementáveis”, recomendou ele aos 400 participantes que lotaram o auditório do Hotel Royal Palms, em Campinas.

O especialista trouxe reflexões importantes para um setor formado por companhias tradicionais de seguros, que começam a ser provocadas por novos entrantes que trazem um jeito diferente de fazer a subscrição do risco, de criar produtos, de se comunicar e de abordar o cliente. “Hoje, todos nós somos dependentes de um mundo conectado. Em 2000, as estatísticas mostram que apenas 6% da população mundial era conectada. Em 2010, 23%. Em 2020 serão 66%. E me pergunto: será que as empresas estão preparadas para o novo modelo de negócios?”.

Para estar, é preciso se reinventar para acompanhar as mudanças do mundo. Segundo dados do palestrante, em 1900 o conhecimento dobrava em 100 anos. Em 2020, dobrará a cada 12 horas. “Isso exige um questionamento constante sobre se a empresa é relevante, se a marca se diferencia ou se a empresa está apenas entendendo inovação como vender mais rápido e mais barato”, frisa. Como exemplo, ele cita gigantes que foram engolidos por startups, como a rede de vídeos locadoras substituída pelo Netflix ou as cooperativas de táxi pelo Uber.

Segundo ele, a discussão hoje não é tecnologia, que está fácil e disponível. Depende da capacidade de ligar os pontos e transformar a informação em um diferencial competitivo. A pergunta inicial era: como se preparar para o que ele chama de quinta onda. Foi quando ele deu as oito dicas, que já citamos no inicio do texto para aquele leitor que prefere um resumo do que chegar ao final de um texto com mais de dois parágrafos.

O moderador Alexandre Leal, superintendente executivo técnico da CNseg, indagou: o que é mais recomendável, internalizar a inovação dentro da empresa ou criar um ambiente externo?

Para Rasquilha, há dois tipos de inovação. A incremental, que pode ser feita dentro da própria empresa. E a disruptiva, que cria uma nova regra e que não pode ser feita dentro das empresas. “Tem de criar uma nova unidade de negócios para que a inovação não seja contaminada pela cultura tradicional”, explicou. “A startup tem ideia e não tem arcabouço de gestão. E as empresas tradicionais tem arcabouço de gestão e não conseguem implementar a ideia de forma ágil”.
CNspar – Exatamente por sentir que essa realidade é realmente o atual cenário do setor, Marco Barros, diretor presidente da CNseg PAR e diretor geral executivo da CNseg, apresentou aos presentes a estratégia da CNseg no mundo das startups. “Se é para incrementar, faz dentro. Se é para ter disrupção, faz fora e depois incorpora”, concordou Barros.

A CNspar, o braço investidor da CNseg, optou por atuar com o um investidor anjo. “Nem incubadora nem aceleradora”, explica. A escolhida como parceira no projeto de apoiar ideias inovadoras e quem podem ser transformadas de forma rápida foi a Darwin Starter, sediada em Florianópolis.

O processo foi aberto em agosto e atraiu 294 inscritos. Oito projetos foram selecionados na semana passada. Desses, seis serão selecionados e conhecidos no dia 2 de dezembro. O grupo vitorioso receberá aporte financeiro, estimado em R$ 400 mil no total, mentores especializados, conexão com pessoas chaves no tema escolhido (seguros, fintech, big data e TI/ Telecom).

Pensar fora da caixa beneficiará a todos, diz presidente da CNseg

Fonte: CNseg

Ao participar da solenidade de abertura da 10ª edição do Insurance Service Meeting, nesta sexta-feira, em Campinas, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, assinalou uma coincidência: há um ano e um mês, na abertura da edição anterior do Insurance Meeting, Marcio Coriolano estava em Angra dos Reis, palco dos eventos passados, para representar o presidente da então da Confederação, Marco Antonio Rossi, quando já se delineava a crise que só se agravou de lá para cá. Um ano e um mês depois, o momento atual é, segundo Coriolano, ainda mais desafiador. E o principal desafio para a sociedade brasileira é o da retomada do crescimento, que tanto já alavancou o mercado segurador.

E sendo o Insurance Meeting um evento do mercado segurador voltado às questões tecnológicas e de inovação, durante esses dois dias de evento, adiantou ele, os debates girarão em torno de como tais avanços tecnológicos podem se constituir em importantes aliados na melhoria da cadeia de produtos, da precificação de riscos e da eficiência operacional do setor, entre outras questões.

Porém, para que a tecnologia e a inovação sejam aliadas, é necessário também que se compreendam os impactos e transformações que geram na sociedade, afirmou ele. Citando pesquisa de domicílio de 2015, Coriolano informou que 58% da população brasileira já acessam a internet regularmente. Desse total, 89% utilizam o smartphone para navegação. Ou seja: “quem está conectado, está conectado o tempo todo, o que, por si só, já exige uma reflexão do mercado segurador sobre como endereçar mensagens a esse público”. E nesse mundo de nova conectividade, prosseguiu, há diversos desafios a serem superados, como os relacionados às questões regulatórias, de comercialização de produtos e serviços, de segurança e da integração das plataformas móveis com os sistemas legados das empresas.

“Nosso negócio é precificar riscos baseados em informações e nunca houve tanta informação disponível”, afirmou, lembrando que outro desafio que se coloca é o de como incorporar toda essa informação no processo de avaliação de riscos, particularmente as informações extraídas das redes sociais, sem que isso seja percebido negativamente pela sociedade, sobretudo por aqueles que exibem seus comportamentos de risco nesses espaços.

Esse processo, inclusive, já está em andamento, acrescentou o presidente da Cnseg, citando matéria recente de jornal com o título: “seguradora vasculha perfis no Facebook para determinar riscos”. Por meio de programa específico, uma companhia do Reino Unido faz varredura em posts e curtidas de clientes e potenciais clientes para identificar padrões de comportamento.

Outro desafio colocado é o da segurança da informação, sendo razoável imaginar que as seguradoras tornem-se alvo preferencial de hackers, apesar de isso também abrir um amplo mercado para proteção contra esse tipo de risco.

E, para lidar com todas essas questões e, particularmente, com a análise de dados cada vez mais complexos dentro desse universo de informações infinitas, considerado por ele como uma das questões mais relevantes, o setor necessita de profissionais altamente qualificados na compreensão de modelos estatísticos, no emprego de técnicas preditivas, de forma a extrair macro informações e incorporá-las aos processos decisórios. O Insurance Meeting 2016 conta com 400 participantes, 21 expositores e vai até amanhã, sábado, debatendo essas e outras importantes questões para o mercado segurador e para o Brasil.

Lucro da Swiss Re recua para US$ 3 bi no acumulado até setembro

A resseguradora Swiss Re registrou lucro líquido de US$ 3 bilhões nos primeiros nove meses de 2016. O resultado ficou abaixo dos US$ 3,7 bilhões registrados em mesmo periodo do ano passado. O ROE ficou em 11,6%, abaixo dos 14,5% do mesmo periodo de 2015. O volume de vendas avançou 9,6%, para US$ 24,7 bilhões. Todas as unidades de negócio contribuíram para o resultado. O lucro líquido em seguros de bens foi de US$ 1,5 bilhão nos primeiros nove meses de 2016. No segmento de vida e saúde a receita líquida de resseguro foi de US$ 635 milhões. A seguradora do grupo, a Corporate Solutions, obteve lucro líquido de US$ 150 milhões. A Life Capital apresentou lucro líquido de US$ 726 milhões atribuível aos investimentos e ao crescimento. A Swiss Re inicia o seu programa de recompra de ações públicas de até 1 bilhão de francos suíços neste dia 4 de novembro.

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