Swiss Re fecha fecha seguro paramétrico de índices climáticos

Fonte: Swiss Re

A Swiss Re Corporate Solutions emitiu, para uma comercializadora de energia, a primeira apólice de seguro paramétrico de índices climáticos. Lançado recentemente, esse produto tem o objetivo de reduzir a exposição frente a eventos climáticos extremos como escassez chuva e tempestades, por exemplo. O valor em risco (VR) é de R$ 5 milhões. O seguro tem o objetivo de limitar potencial perda em operações de venda de energia da comercializadora.

Segundo Rodrigo Violaro, diretor de produtos climáticos para o setor de energia da Swiss Re Corporate Solutions, o principal objetivo do cliente é reduzir eventuais perdas decorrentes de variações no preço da energia. Os contratos de fornecimento de energia para grandes consumidores são realizados, geralmente, com valores preestabelecidos. Dessa forma, grandes variações no preço da energia podem impactar o caixa das comercializadoras: os preços de venda são pré-definidos, mas as compras acontecem no mercado de curto prazo, gerando potencial descasamento no fluxo de caixa.

“Em 2014, a seca reduziu drasticamente a vazão dos principais rios do país, o que prejudicou o abastecimento dos reservatórios das hidrelétricas brasileiras, forçando o acionamento de usinas termoelétricas, operacionalmente muito mais caras. Dessa forma, o preço da energia disparou, impactando diretamente o preço de energia de curto prazo”, explica Violaro.

Os contratos de seguro paramétrico são customizados para atender às necessidades específicas de cada cliente. No caso da comercializadora, o índice monitorado para determinar o pagamento das indenizações será a ENA (Energia Natural Afluente) dos sub mercados Sudeste e Centro Oeste, responsáveis por gerar mais de 65% de toda a energia elétrica no país. O período da apólice é entre os meses de janeiro e março de 2017, época de chuva no Sudeste.

A ENA corresponde à energia que se obtém a partir da vazão natural de um rio. O índice é medido diariamente pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), órgão independente responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Brasil. “Caso o ENA fique abaixo de 90% da média de longo prazo (MLT), a Swiss Re Corporate Solutions pagará as indenizações previstas em contrato, assegurando a compensação financeira à empresa segurada. O seguro é ajustado ao mercado local e se baseia em parâmetros medidos por um agente independente, no caso o ONS. Assim, a indenização é realizada com muito mais agilidade”, afirma Violaro.

Lançado com exclusividade este ano pela Swiss Re Corporate Solutions no Brasil, o seguro paramétrico de índices climáticos já é largamente utilizado em outros países da América Latina, da Europa, da Ásia e da América do Norte. No Brasil, a Swiss Re Corporate Solutions foi a primeira seguradora a oferecer essa modalidade. “Com esse produto nós atendemos, em especial, às necessidades das empresas do setor de energia e do agronegócio, fundamentais para a economia brasileira. Nossa expectativa é que o produto repita o sucesso que apresentou ao redor do mundo aqui no Brasil e torne-se relevante dentro do nosso portfólio”, disse o diretor comercial da Swiss Re Corporate Solutions, Luciano Calheiros.

Capsula do tempo, uma nova forma de vender previdência

O Santander lançou hoje uma nova forma de vender planos de previdência aberta. Trata-se do Prev Primeiros Passos, nos formatos tradicionais PGBL e VGBL, com as taxas dos produtos tradicionais. O que muda, de forma radical, é a forma de vender. Os clientes poderão gravar um vídeo, que será entregue no final do plano, com prazos geralmente acima de 16 anos. “É como uma capsula do tempo. Uma maneira diferente de usar a tecnologia para captar as redes sociais”, conta Gilberto Abreu, diretor de investimentos do Santander.

No momento de desencapsular o vídeo, o filho certamente será tomado de uma grande emoção. Ele pode até nem lembrar mais do formato da nota de cem reais daqui a alguns anos, e talvez a meta nem seja mais comprar um carro com a onda de compartilhamento, mas certamente sentirá no coração a emoção que ficou registrada no vídeo sobre os valores da vida que o cliente tinha no momento da compra, que geralmente é marcado por esperança, amor e gratidão pela oportunidade de poder fazer algo pelo próximo.

O propósito é entregar algo mais do que o dinheiro que foi acumulado. “É entregar também a emoção do momento da contratação. Um momento de alegria, de esperança que a fez fazer a aposta financeira em um valor de vida que ela quer entregar para a pessoa que está beneficiando”, explica Marcos Madureira, vice presidente de comunicação do Santander. Para ele, a baixa contratação de planos de previdência para jovens é consequência da falta de cultura da população, que pode ser mudada por produtos e abordagem diferenciados. “A ideia do vídeo é muito interessante, pois leva uma mensagem do valor emocional do produto”, comenta Madureira.

Foi criado um hotsite que ficará disponível enquanto o produto estiver na prateleira do banco. O cadastro só pode ser feito por quem tem o produto. Lá encontrará conteúdo com orientações sobre como gravar o vídeo, postar e também como funciona para que o beneficiário faça o saque dos benefícios no futuro.

O grande desafio foi montar um projeto que garanta que a tecnologia do vídeo e áudio esteja disponível no formato do futuro. “Certamente os recursos hoje disponíveis para vídeos e áudios serão diferentes. Independentemente do serviço, o formato será atualizado e disponibilizado mesmo que seja holograma para materializar a emoção da pessoa quando ela comprou o produto, afirmam.

Além do plano em si, o cliente pode conta com a assistência educacional, que oferece professor particular, transporte para escola em caso de acidente entre outros. Em caso de acidente com o mantenedor financeiro e cliente do plano, há um leque de serviços disponíveis para o filho seguir estudando, como assistência escolar. Já o pecúlio terá de ser comprado a parte. O valor é incluído a partir de R$ 40 mensais.

O produto possui aplicação mínima inicial de R$ 40 por mês e a taxa de administração oscila entre 1,8% e 2,5% ao ano, de acordo com o tamanho do aporte. Segundo o banco, após o quinto ano de permanência, a taxa de saída é zerada. Atualmente o Santander tem R$ 34 bilhões em reservas de previdência aberta, dentro de um mercado que conta com ativos de R$ 624 bilhões de previdência privada aberta, segundo estatísticas da Federação Nacional de Previdência Aberta (FenaPrevi). Segundo Abreu, os aportes para jovens praticamente triplicou de 2014 até dezembro. Neste ano, o crescimento está na casa de 26%.

Programação da Rádio Cnseg traz nesta semana o economista Marcelo Neri

Fonte: CNseg

No último ano houve uma queda forte da renda, cerca de 6,5%, e esse contexto de restrição fiscal penaliza particularmente a chamada classe C, de acordo com constatações do economista e diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas, Marcelo Neri, entrevistado desta semana na Rádio CNseg . A partir de 2003, cerca de 50 milhões de pessoas foram incorporadas a classe média no Brasil e, certamente, esse grupo ainda representa mais de 40 milhões de brasileiros. Neri destacou também o comportamento do brasileiro nesse cenário. “Não há, no Brasil, um esforço de poupança. O brasileiro não poupa talvez por não ter uma visão pessimista do futuro”, pontuou.

Também esta semana, no quadro “Por Dentro da Saúde Suplementar”, que vai ao ar na quinta-feira, a Rádio CNseg traz uma entrevista com o superintendente de Regulação da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Sandro Leal, que aborda o lançamento da cartilha “A dimensão social e econômica do setor de saúde suplementar”, mais uma publicação da plataforma “Plano de saúde, o que saber?”. Leal destaca que a saúde suplementar movimenta cerca de R$160 bilhões em receita e 7% da força de trabalho do Brasil. Segundo ele, o grande objetivo de publicações como esta é aproximar o consumidor cada vez mais do setor. “Uma das grandes lacunas que a gente percebe é mostrar ao consumidor o que este setor faz, o que ele produz, quais são os benefícios que ele está entregando para a sociedade”, enfatiza.

Já o quadro “Fala Presidente” aborda os canais de distribuição e as formas de se adquirir os produtos do setor de seguros. O presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, orienta o consumidor em relação à contratação de seguros e destaca a importância do corretor nesse processo. “Mesmo nos canais digitais, a presença do corretor é fundamental. Porque muitas vezes os canais não têm todas as informações disponíveis, a profundidade e as formas de interação que o consumidor necessita para fazer a melhor escolha”, afirma Coriolano.

Na quarta-feira, o quadro “Momento da Inovação” traz uma matéria sobre o Programa Saúde Ativa, da SulAmérica Seguros, vencedor do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, edição 2015, na categoria Comunicação. O programa produziu 30 vídeos com foco em doenças como diabetes, obesidade, hipertensão, depressão, stress e dores musculares. A superintendente de Marketing da empresa, Luciana Ribeiro Froehlich, destaca como o programa abordou os temas. “A nossa principal busca é por impulsionar as pessoas na procura pela vida saudável. Saímos do modelo publicitário padrão para levar até as pessoas informações relevantes sobre hábitos saudáveis e os riscos das doenças”.

No espaço “Qual é a Dúvida?” o presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais Massificados da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Danilo Silveira, responde a perguntas de consumidores sobre o seguro residencial e a cobertura de incêndios. Seguros de viagem é o tema do “Entenda o Seguro de Pessoas”, e o integrante da Comissão de Seguro de Garantia Estendida da FenSeg Marco Garutti fala sobre o descarte de celulares, no programa “Sustentabilidade”.

Diariamente a Rádio traz, ainda, boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em http://radio.cnseg.org.br.

Segurize inova na venda de seguros

Fonte: Segurize

Startup que permite a indicação de potenciais clientes de seguro recebeu mais de 15 mil cadastros em apenas dois meses. Para dois anos, os empreendedores estimam o marco de 1 milhão de ‘segurizers’, como são batizados os usuários.

O termo insurtechs – empresas de tecnologia para seguros – não tem saído das manchetes do mercado segurador global. O modelo já é responsável por aproximadamente 10% das vendas de seguros nos países desenvolvidos e em constante crescimento, e estas empresas receberam quase US$ 3 bilhões em investimentos em fundos de capital de risco no exterior no ano passado.

No Brasil, as startups que apostam na força da tecnologia para otimizar a contratação de seguros são novidades e as vendas online ainda não chegam a 1% no setor. Mas a Segurize, lançada oficialmente em novembro, pretende mudar esse cenário.

Os executivos Keyton Pedreira e Renato Cordeiro são os responsáveis pela criação desta insurtech, que visa à formação de uma rede de indicadores de potenciais clientes de seguros, além de outros produtos e serviços. “Qualquer pessoa que deseja uma renda complementar pode se tornar um segurizer. Para apoiá-los, disponibilizamos vídeos explicativos que ensinam como realizar as indicações”, informa Pedreira.

A ferramenta funciona da seguinte forma: após o cadastro no site e a aprovação como ‘segurizer’, os usuários poderão indicar os produtos disponíveis a familiares, amigos ou conhecidos. “Cada indicação que se converter em negócio pela Segurize, que é uma corretora de seguros, valerá pontos que poderão ser trocados por prêmios ou dinheiro”, explica.

Atendendo integralmente à legislação securitária e a todas as normas da Susep, Pedreira e Cordeiro acreditam ainda no potencial da iniciativa para despertar o interesse da sociedade para a importância dos produtos de seguros e também dos ‘segurizers’ pela profissão de corretor.

“O futuro já desembarcou no mercado segurador. Sem tecnologia, um contingente enorme de consumidores, como é o caso da população mais jovem, não seria atendida adequadamente. Além do site, já lançamos o aplicativo para Android e lançaremos para iOS em breve”, afirma Cordeiro. Em sua fase de pré-lançamento, que durou dois meses, a ferramenta recebeu mais de 15 mil inscritos.

“Começamos com três produtos, mas estamos negociando com as seguradoras para ampliarmos essa lista, além de incluir produtos financeiros, como empréstimos e consórcios. A meta é alcançar a marca de 1 milhão de ‘segurizers’ em menos de dois anos”, antecipam os sócios.

Afinal, o que está sendo discutido no seguro garantia?

João Di Girolamo Filho, diretor de seguro de garantia da Swiss Re Corporate Solutions, responde:

Com a Lava Jato, muitas obras ficaram paralisadas e outras sem conclusão. Como atuou o seguro nessas obras?

Não é possível comentar sobre casos de sinistros específicos, dado que estes são tratados de forma sigilosa pelas seguradoras, porém é possível afirmar que a operação Lava-Jato teve consequências graves para a continuidade operacional de alguns grandes grupos econômicos focados no setor de infraestrutura. As condições de financiamento se alteraram radicalmente em pouco tempo, chegando, inclusive, a inviabilizar crédito para parte das companhias. Neste cenário, algumas empresas não conseguiram dar andamento aos seus contratos perante os contratantes. Por outro lado, também houve situações em que a obra foi paralisada pela falta de pagamento por parte do contratante. O seguro garantia atua exatamente impedindo essas questões por meio da mediação, em um primeiro momento e, caso não seja possível um acordo, com a regulação de sinistro. Neste momento, a seguradora define a culpabilidade e mensura os prejuízos causados pelos inadimplementos. A grande diferença do seguro garantia para os outros tipos de caução previstos na legislação brasileira é a possibilidade de finalizar o objeto contratual. Porém, dado a obstáculos na atual legislação, atualmente esta alternativa de indenização não pode ser utilizada nas contratações públicas.

Quais as mudanças que estão sendo debatidas no seguro garantia? O percentual vai mesmo para 30% ou chegará até 100%?

A Federação Nacional de Seguros – FenSeg, em conjunto com a Confederação Nacional das Empresas de Seguros – CNseg, estão participando dos debates e têm feito um ótimo trabalho. Atualmente, estão sendo discutidos mais de 10 projetos de lei que tratam do seguro garantia, com variadas opiniões. O consenso do mercado, posição que defendemos, preserva o produto atual para contratações mais simples, com percentuais que variam de 5% a 20% do valor total do contrato. Para contratações de obras mais complexas, com valores superiores a R$ 100 milhões e com a chamada “cláusula de retomada de obra” (essa cláusula dará à seguradora a possibilidade de concluir o projeto), o percentual deverá ser elevado para 30%. Para isso, obviamente, as seguradoras deverão contar com mais segurança jurídica nas contratações, ou seja, projetos mais bem estruturados, mais transparentes, com mais informações sobre os contratantes, com segurança sobre o direito da seguradora em retomar a obra, readequação de prazos, segurança sobre a não sucessão das dívidas trabalhistas passadas, etc.

As seguradoras poderão retomar a obra em caso de falhas no cronograma?

Sim, esse é o modelo do país referência em seguro garantia, os Estados Unidos. O percentual de 30% é justamente o que esperamos de sobrecusto médio para a implementação de projetos inacabados, contando que o já orçado pelo poder público no contrato original continue a ser liberado para a finalização das obras, ou seja, o poder público não teria prejuízos para finalizar a respectiva obra. Para isso, além das reformas legislativas e normativas que darão base e segurança jurídica para a operação deste novo produto, as seguradoras deverão se estruturar para dar suporte a ele. Deverão contar com uma área de subscrição de riscos mais voltada para a análise da engenharia dos projetos, uma área de monitoramento de risco capaz de cobrir o território nacional ou sua área de atuação, bem como uma boa estrutura na área de sinistros, por onde deverão ocorrer as retomadas das obras inacabadas. Esta é a área que deverá receber o maior investimento para a criação deste produto.

Isso ajuda no gerenciamento de risco?

Sim. Na verdade, isso obriga a seguradora a ser mais diligente tanto na concessão da garantia, como também no monitoramento deste risco garantido. Por isso, o investimento também deverá ser direcionado para a área de monitoramento das seguradoras, seja criando uma área internamente, seja aliando-se e contratando parceiros para estes serviços.

Já há novos produtos no mercado ou ainda estão sendo desenhados, no aguardo da regulamentação?

É importante salientar que o seguro garantia já prevê, como uma das formas de indenização, a conclusão do objeto contratual. Porém, por questões do direito administrativo e público, dificilmente uma seguradora conseguiria concluir um contrato nos moldes atuais. No momento, o mercado aguarda as fundações deste novo “performance bond”. Temos exemplos internacionais sobre seu funcionamento, mas ele precisará ser nacionalizado, ou seja, primeiro precisamos criar as bases legislativas de direitos e deveres para que possamos discutir, junto ao órgão regulador, como desenhar as condições do produto.

Caso os projetos de infraestrutura retomem em 2017, quais as novidades em seguros para ofertar aos clientes e investidores?

O mercado segurador tem potencial de inovação suficiente para criar soluções diversificadas. Por exemplo, a retomada de obras possui casos de sucesso em obras privadas. Isso acontece quando as partes concordam em moldar o produto para tal finalidade. Porém, não depende somente do mercado segurador criar um produto – e isso ficou bem claro com a experiência atual vivenciada no seguro garantia. Todos os stakeholders devem estar de acordo com as condições que o mercado pode ofertar, em contrapartida com as condições que os segurados e tomadores da garantia podem suportar. Tudo isso, voltado para contratações que normalmente são mais burocráticas e de fato possuem maior fiscalização, dada a injeção de dinheiro público. Quando falamos de seguro garantia para retomada de obras públicas, primeiro precisamos negociar as bases com o poder público e contratantes do produto, para depois construirmos as condições do produto e ofertá-lo no mercado.

Fabio Leme assume a vice-presidência técnica da HDI Seguros

A HDI Seguros, quinta maior seguradora automotiva do País e líder na região Sul, anuncia o diretor de Automóvel e Massificados, Fabio Leme, como o novo vice-presidente Técnico.

Desde 2010 na companhia, Leme chega ao cargo após seis anos como diretor na empresa. Oficialmente, o executivo passou a exercer a nova função na última segunda-feira (5).

“Chegar à vice-presidência de uma companhia como a HDI Seguros é muito gratificante. Vou encarar esse desafio como uma oportunidade para continuar ajudando a empresa a crescer, além de dar continuidade no trabalho que foi realizado com excelência pelo Murilo. Temos uma equipe muito qualificada e tenho certeza que a HDI alcançará grandes resultados nos próximos anos”, declarou Leme.

Carlos André Guerra e Humberto Madeira são os novos VPs da Prudential

A Prudential do Brasil anuncia hoje seus novos executivos. Carlos André Guerra assume como novo vice-presidente de Vida em Grupo e Humberto Madeira será o novo vice-presidente de Compensation e Consultoria de Franquia.

Carlos Guerra é formado em direito, administração de empresas e pós-graduado em mercado de capitais pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC/RJ). Tem experiência de 23 anos na área de seguros. Passou por grandes companhias ao longo da sua trajetória profissional, entre elas: IBM Brasil, Banco Icatu, Itaú Unibanco e Seguradora Líder DPVAT e atuou nas áreas de previdência complementar aberta e fechada, seguros e capitalização no Brasil e no exterior.

Guerra sempre esteve atento ao crescimento e ao desenvolvimento do mercado segurador brasileiro, com passagem nas principais entidades do setor como a Associação Nacional da Previdência Privada (ANAPP), Sindicato das Entidades Abertas de Previdência Privada no Estado de São Paulo (SINDEPP-SP), Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FENAPREVI), Sistema Nacional de Seguros Privados (CRNSP), entre outras. Ele também responde pela presidência do Conselho de Ética do Mercado Segurador.

O novo vice-presidente começará a trabalhar na Prudential do Brasil no dia 19 de dezembro e será responsável pela operação de Vida em Grupo, que se encontra em processo de aprovação na Superintendência de Seguros Privados (Susep). “A vinda do Guerra para a companhia trará uma contribuição fundamental para o novo negócio. Sua experiência no mercado de seguros e em operações de vida em grupo será de grande importância” declarou Marcelo Mancini, Presidente e CEO adjunto da companhia.

Já a história do Humberto Madeira na Prudential do Brasil começou em 1999, quando participou do segundo grupo de corretores a comercializar o seguro de vida individual da Prudential do Brasil no país. Em 2008, depois de receber por quatro vezes o maior reconhecimento oferecido pela seguradora aos corretores e como consequência de seu sucesso empresarial, foi convidado a integrar o quadro de funcionários da Prudential do Brasil como Diretor Regional & Comercial (RCMO) de Minas Gerais. Em 2014, Madeira foi promovido a diretor de Parcerias Comerciais. No ano seguinte, o executivo passou uma temporada na Polônia como expatriado, onde exerceu o cargo de vice-presidente do Modelo Life Planner.

Nesta nova atividade, Humberto será o vice-presidente de Compensation e Consultoria de Franquia, responsável pelas áreas de Compensation & Franquia, Consultoria de Campo e Consultoria às Agências. “Estou muito feliz em ter o Humberto de volta às nossas operações na Prudential do Brasil, sabendo que sua experiência agregará muito aos nossos desafios futuros.” afirma Mancini. Antes de ingressar na Prudential do Brasil, Humberto trabalhou em empresas como Rhodia, Vale Refeição e Listel S.A.

Liberty Mutual adquire Ironshore por US$ 3 bilhões

A Liberty Mutual Insurance anunciou hoje que assinou um acordo definitivo para adquirir a Ironshore Inc., uma das principais empresas especializadas em linhas especiais da Fosun International Limited. A transação deverá fechar no primeiro semestre de 2017, após aprovações regulamentares. Após o fechamento, a Liberty Mutual adquirirá uma participação de 100% na Ironshore. O preço de compra equivalerá ao valor contábil tangível real de 1.45 vezes o Ironshore no final de 2016 e estima-se que seja de aproximadamente US$ 3 bilhões. O preço de compra está sujeito a ajustes de preços de fechamento.

Uma vez fechada a transação, a Ironshore continuará operando com a mesma equipe de gerenciamento e marca, mas como parte da maior organização Liberty Mutual, que tem foco no crescimento de suas operações de linhas especializadas. “Estamos satisfeitos por incorporar a Ironshore e sua equipe de gerenciamento comprovada liderada pelo CEO Kevin H. Kelley”, disse David H. Long, presidente e CEO da Liberty Mutual Insurance.

“A Ironshore possui um histórico de seguro de risco especializado global e diversificado rentável e é um complemento ideal para a Liberty Mutual, proporcionando escala adicional, expertise, inovação e relações de mercado para nossos negócios globais de especialização avaliado em US$ 5 bilhões”.

A Ironshore, que foi fundada em 2006, tinha prêmios brutos de US$ 2,2 bilhões em 2015 e é uma das dez maiores seguradoras de riscos em excessos e excedentes nos EUA. A empresa, com aproximadamente 800 empregados, tem escritório em 15 países, com base nos Estados Unidos, Bermudas e Londres.

“A combinação de Ironshore e Liberty Mutual é uma proposta vantajosa para ambas as empresas”, disse Kevin H. Kelley, CEO da Ironshore. “A Ironshore passará a fazer parte de outra empresa “A” com um alcance global, um sólido balanço, ampla base de clientes e uma capacidade muito maior para gerar crescimento lucrativo”.

Barclays Capital Inc. atuou como consultor financeiro e Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom LLP prestaram assessoria jurídica à Liberty Mutual Insurance na transação.

Odebrecht pode voltar a liderar ranking de maiores clientes de seguros com acordo de leniência

Corretores e consultores de riscos comemoram o maior acordo de leniência do mundo assinado pelo Grupo Odebrecht com o Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba e que envolve acordos de delação premiada com 77 executivos e ex-funcionários do conglomerado. O grupo pagará um total de R$ 6,7 bilhões como multa civil, com pagamentos que serão realizados anualmente e no prazo máximo de 20 anos.

O acordo, que envolve órgãos reguladores do Brasil, dos Estados Unidos e da Suíça, é um passo decisivo para que o conglomerado possa voltar a contratar com o Poder Público e deixe de ser considerado inidôneo. “Esperamos com esse acordo que o grupo volte a ser entre os 5 maiores compradores de seguros do país”, Rodrigo Protásio, CEO da JLT RE.

A expectativa é de que a construtora volte a participar das novas licitações de concessões e de obras públicas. “A Odebrecht é responsável pelas grandes obras de geração de energia, construção de submarinos, aeroportos entre outros. Poderão exercer papel fundamental a partir do próximo ano nas novas e necessárias obras de infraestrutura-estrutura.

Nas contas de Protásio, a Odebrecht tem a capacidade de gerar mais de R$ 200 milhões em prêmios anuais para o mercado de seguros no Brasil. Os seguros garantia de contratos e de riscos de engenharia estão entre os principais beneficiados pela retomada das obras de infraestrutura. “A Odebrecht é uma empresa altamente capacidade tecnicamente e com filosofia de gerenciamento de riscos e de obras com padrão top mundial,” afirma Protasio.

Já Caio Timbó, diretor financeiro da LTSeg, não está tão otimista. “Acho precoce criar expectativa em cima da operação, pois a Odebrecht é apenas uma das construtoras envolvidas na Lava Jato, investigação que atingiu todo o mercado de construção civil e secou o crédito para o setor e isso descapitalizou o setor público”, afirmou. “Com o acordo, a construtora pode tomar crédito, mas isso não significa que ela vai conseguir o crédito no custo que precisa para retomar ou iniciar projetos”.

O consultor de riscos Alvaro Trilho ressalta que os seguros de risco de engenharia e de garantia, que estavam praticamente paralisados, voltam a ter negócios. “Com a retomada das obras, que ainda deve demorar um período, o seguro de performance volta a ser emitido. Com isso, se tem um impacto também no seguro transporte, para peças e equipamentos das obras, mas é um impacto marginal e que deverá ter efeito apenas no final de 2017”, conclui Trilho.

SURA e Saraiva relançam seguros de roubo, quebra e garantia estendida

A Saraiva formaliza nova parceria para ampliação e aprimoramento de seu portfólio de seguros de roubo, quebra e garantia estendida com a Sura. Atualmente, o portfólio de serviços de seguros da Saraiva conta com os seguros de roubo, furto qualificado e quebra acidental, além da Garantia Estendida, que proporciona extensão da garantia do fabricante por mais 12 ou 24 meses. Entre os produtos elegíveis aos dois serviços estão itens de tecnologia, como, por exemplo, notebook, smartphone, tablet, fones de ouvido ou mouse.

Com o início da operação da Seguros SURA, além do seguro de roubo, furto qualificado e quebra acidental [Proteção Mais Saraiva], a rede passa a oferecer também o seguro de roubo e furto qualificado [Proteção Saraiva]. Ambos os serviços são válidos por um ano. Em caso de sinistro, o cliente recebe um produto igual ou similar ao contratado no seguro, caso o item eventualmente tenha saído do mercado.

Atualmente, o seguro pode ser contratado apenas no ato da compra do produto, porém a partir de novembro, tanto o Proteção Mais Saraiva, quanto o Proteção Saraiva poderão ser adquiridos em até 30 dias após a compra do item. O mesmo vale para a Garantia Estendida, que a partir do próximo mês pode ser contratada até 60 dias antes do término da garantia do fabricante. Além disso, com a parceria da Sura, o cliente Saraiva passa a ter uma central de atendimento exclusiva para abertura de sinistro e esclarecimento de dúvidas.