SulAmérica continua investindo, apesar da crise

Proporcionar a melhor experiência de marca para o cliente, o corretor e demais públicos está no centro da estratégia de negócios

2016 foi um ano conturbado para toda a economia, mas a SulAmérica comemora os resultados obtidos até setembro. Gabriel Portella, CEO da seguradora, citou muitos motivos para comemorar o desempenho obtido no ano, apesar de tantas notícias ruins, sendo a mais recente e impactante a morte das 71 pessoas que estavam a bordo do avião que levava o time Chapecoense de São Paulo para Medellin. “Estamos consternados e prestando todo nosso apoio a nossa sucursal de Chapecó e todos os moradores da cidade”, comentou.

Mesmo querendo evitar, a palavra crise surge em todas as perguntas dos jornalistas durante o almoço de final de ano com os executivos da SulAmérica. Apesar dos percalços que o segmento de saúde enfrenta, como a perda de mais de 1,5 milhão de clientes até outubro em razão do elevado índice de desemprego, esse tem sido um ramo positivo para o grupo. O crescimento da área de saúde, maior nicho dentro do mix da companhia, chegou a 20% até setembro. “Podemos dizer que esse resultado foi excepcional diante do momento que o Brasil vive”, enfatizou Portella.

Ampliar a sinergia dos produtos, incluir a co-participação em 80% dos clientes em contratos acima de 1 mil vidas, investir em processos para ter uma gestão equilibrada e foco no controle de custos, principalmente com a compra direta de material e equipamentos foram itens citados para justificar o bom desempenho em saúde, enumerou Maurício Lopes, vice-presidente de saúde.

“Na SulAmérica, apesar do movimento recessivo da economia, conseguirmos fazer que a carteira de odontológico batesse quase 850 mil vidas até setembro, alta de 20% em prêmios e em beneficiários”, informou. A carteira de saúde também apresentou crescimento de 13% em prêmio e de 4% em beneficiários”, disse. O segmento de odonto, segundo ele, segue com boas perspectivas em 2017, pois o mercado pode avançar com o ambiente de melhoria previsto para a economia a partir do segundo semestre. “Se a economia melhorar, mais seremos positivamente surpreendidos no final do ano que vem. Quanto mais emprego, melhor para todos”.

Lopes cita também a parceria com a Healthways. “A parceria já traz frutos para todos na cadeia de saúde, principalmente para o consumidor”, enfatiza o executivo. O grupo já investiu R$ 70 milhões no programa da Saúde Ativa em 2015 e outros R$ 90 milhões em 2016. Boa parte dos recursos foi usada para fazer as pessoas mudarem hábitos, inclusive alimentares, que respeitem as condições de saúde atuais. “São 66 mil pessoas monitoras no Saúde Ativa e os resultados são visivelmente surpreendentes para empresas e segurados, comentou.

mauricio lopes sulaA consolidação do mercado de saúde, que vem acontecendo e deve ser intensificada em 2017, é acompanhada de perto pela SulAmérica. A medida que a barra regulatória sobe, com exigências de reservas financeiras e normas como o rol de procedimentos obrigatórios pela Agência Nacional de Saúde (ANS), coloca ainda mais pressão no mercado. Há cerca de 70 companhias no alvo da ANS.

Há muitas empresas com volume de vidas abaixo de 20 mil vidas, o que torna o movimento de fusões e aquisições mais evidente. “Se a economia piorar, essa tendência andará mais rápido. Se melhorar, dará mais longevidade aos players do mercado. Estamos atentos a esse movimento, mas temos ganhado muitos clientes que optam por empresas mais consolidadas no setor”, afirmou.

Em automóvel, segunda maior carteira da SulAmérica, as perspectivas de mercado também são positivas. São 1,7 milhão de veículos segurados, com índice de retenção de 70% num cenário de extrema competição. A venda de produtos mais econômicos, como o Auto Compacto, que chega a custar até 15% menos do que o produto tradicional, tem 40% das verdas para novos segurados”, informou Arthur Farme, vice presidente de controle e relações com investidores da SulAmérica.

Em previdência o otimismo também é evidente. “Toda a discussão em torno da reforma da Previdência traz mais consciência à população, que passa a buscar mais informações sobre planos privados, possibilitando que as empresas ofertem produtos diferenciados”, disse Marcelo Mello, vice-presidente de investimentos, vida e previdência.

2017 traz vários desafios para todo o mercado segurador, sendo dois bem relevantes. As projeções dos principais economistas projetam queda de quatro pontos percentuais entre o inicio e fim de 2017, num momento em que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) faz exigências de capital ao determinar para dezembro o prazo finalização do risco de mercado dentro do pacote de gestão de capital por risco. Isso fará com que as seguradoras calibrem em que áreas querem ser mais agressivas e o quanto de capital estão dispostas a aportar para equilibrar o risco. “Para umas linhas de negócios será um momento mais difícil, para outras não. Pode ser que a decisão seja investir menos, mas não deixar de investir”, afirmou Portella.

Segundo o presidente, com todo o apocalipse previsto para 2016 a seguradora continuou contratando e investindo em serviços produtos, sem tirar o olho das novidades digitais trazidas pelas fintechs em todo o mundo. “É um processo complexo equilibrar os cenários, mas investir é fundamental, sem esbanjar. O empate é a vitória e bola na linha é gol. A estratégia é respeitar o cenário como ele é, mas não vamos ficar parados esperando os impactos deste processo político que o Brasil enfrenta. Os empresários seguem com desafios. Alguns são maiores para uns segmentos e há benefícios para outros”, pondera Portella.

O conselho de administração da SulAmérica autorizou em reunião realizada em novembro a emissão de R$ 350 milhões a R$ 500 milhões em debêntures não conversíveis em ações. Os recursos obtidos com a emissão serão integralmente usados para reforço e adequação dos níveis de liquidez disponíveis da companhia, bem como para fins corporativos diversos.

No quesito inovação, ele afirma que o grupo tem feito muita coisa dentro de casa. “Quanto a ter um ambiente de startup dentro ou fora ainda não temos uma decisão. Estamos estudando várias propostas para otimizar nosso plano de investimento”, afirmou. No mundo das insurtechs, startups dedicadas a seguros, a escolha tem sido dividida entre fora e dentro das companhias. Alguns especialistas acreditam que a cultura organizacional tradicional pode contaminar o desenvolvimento dos projetos. Outros já acreditam que a experiência é enriquecida com a convivência entre dois mundos diferentes.

O grupo segue desenvolvendo diversos aplicativos e parcerias. Em novembro, a SulAmérica firmou parceria inédita com o Waze para que a seguradora forneça novos serviços aos usuários do aplicativo, por meio de pop ups e banners. A iniciativa tem o objetivo de tornar a plataforma ainda mais proveitosa, passando a ser um canal de informações diferenciadas ao motorista, além das funções usuais de cálculo de rota de acordo com o trânsito.

Brasil é o 5º país que mais adotou medidas protecionistas entre as nações do G20

Fonte: Marsh

Após décadas de expansão e integração internacional, as preocupações econômicas e sociais em escala local têm encorajado diversos países a voltarem-se para seus próprios territórios, encorajando uma visão mais protecionista, indicando, de certa forma, que o mundo pode agora viver um período prolongado de desglobalização. É o que mostra o levantamento Political and Social Instability da consultoria de risco e corretora de seguros e resseguros Marsh.

Segundo o levantamento, o Brasil é o 5º país, entre as nações que compõem o G20, que mais tiveram ações implementadas para a proteção de mercado entre 2008 e 2016, com cerca de 500 medidas executadas durante o período. No ranking, o país fica atrás apenas dos Estados Unidos, Índia, Rússia e Argentina. Esses valores seguem crescendo, em escala global, ano após ano. De acordo com a pesquisa, a liberalização do comércio está paralisada desde a crise financeira e, no ano passado, as economias do G20 introduziram medidas discriminatórias no ritmo mais rápido desde a crise financeira de 2008, mesmo que muitas delas sejam mecanismos tradicionais de “defesa comercial”.

A razão para o aumento do protecionismo, de acordo com a pesquisa, seria a percepção que os líderes políticos têm a respeito do suposto suporte que tais medidas teriam dado a suas economias quando enfrentaram a grande recessão e quando seus cidadãos tiveram que aceitar a pílula amarga da austeridade, com a promessa de tempos melhores. Na verdade, para muitas geografias, a demanda simplesmente está estagnada em função do aumento da renda de seus indivíduos, que hoje, já se encontram de posse de muito mais bens materiais. Uma nova lógica política está, portanto, em movimento e as empresas precisam começar a pensar a respeito da volatilidade de seus produtos e serviços e as eventuais mudanças em consumo que poderão vir a enfrentar para se adequarem estruturalmente.

Outro indicador que sustenta essa paralisia do comércio mundial, que se mantém estável desde janeiro de 2015 (figura acima), é a estagnação no volume de embarques de contêineres por meio de portos.

Cenário de incertezas e protecionismo

As pressões políticas internas podem reverberar internacionalmente de outras maneiras. O refrão político de restaurar a grandeza nacional pode ser ouvido em muitos países grandes – por exemplo, os EUA, China, Japão, Rússia e Turquia. Um apelo ao orgulho nacional por parte das elites vulneráveis ​​que buscam restaurar a fé pública em sua liderança pode resultar em infelizes erros no cenário internacional que têm consequências regionais. Além disso, um EUA mais absorvido pelos desafios internos, encorajando o encaixe da atividade econômica e estreitando ainda mais suas ambições de política externa para questões que afetam diretamente os interesses americanos, alteraria as relações de poder efetivas no cenário internacional com ramificações significativas para plataformas de segurança global e Iniciativas de governança regional.

Fragmentação de grandes estados

De acordo com o estudo, as aspirações de soberania podem encorajar a fragmentação política em médio prazo. Ações como o resultado do Brexit, por exemplo, deram nova esperança às forças separatistas na Europa. Na Espanha, o governo catalão reforçou a sua determinação em prosseguir com um Estado independente, apesar da continuada oposição de Madrid; os decisores políticos da Escócia podem usar a clara preferência do povo de permanecer na UE para iniciar um segundo referendo de independência. A Dinamarca, a França e a Itália poderão, por seu vez, seu tempo, sentir a necessidade de referendos da UE.

Outra questão que ganha destaque é que, mesmo na ausência de um efeito dominó do Brexit, outros Estados-Membros podem tentar renegociar a sua relação com Bruxelas, arriscando uma emasculação gradual do projeto da UE. Um Reino Unido forte dinamizaria campanhas separatistas; inversamente, um Reino Unido enfraquecido amorteceria o apetite por estas, como indicado nas pesquisas populares de toda a Europa logo após a votação no Reino Unido.

Sompo Seguros planta mil árvores no Parque Ecológico do Tietê

A Sompo Seguros acaba de conquistar pelo segundo ano consecutivo o selo Frota Neutra de Carbono. A companhia recebeu o certificado pelo IBDN – Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza – em reconhecimento pelo esforço em minimizar os efeitos dos poluentes emitidos por sua frota de veículos.

Como parte da iniciativa, a Sompo Seguros mobilizou dezenas de colaboradores que aceitaram o convite de participar junto com seus familiares do plantio de mais de mil mudas de árvore na Floresta Sompo Seguros, localizada no Parque Ecológico do Tietê. As novas mudas se juntam a outras mil árvores plantadas no ano passado com o mesmo propósito.

A disposição em investir na ação de neutralidade de carbono de sua frota faz parte da política global da Sompo Seguros, que contribui para promover a realização de uma sociedade resiliente e sustentável, abordando questões ambientais em seu negócio, bem como junto aos seus diversos públicos de interesse. Para essa ação específica, a Unidade de Patrimônio da empresa calculou a quantidade que deveria ser plantada para neutralizar todo o gás carbônico emitido por sua frota de veículos.

Sven Robert Will, diretor financeiro e de sustentabilidade da Sompo Seguros: “Além da oportunidade de integração entre os colaboradores, que têm grande interesse e se engajam em ações relacionadas a esse tema, a Sompo também cumpre um papel social, por viabilizar um aumento da área verde em um espaço público relevante de São Paulo e por trazer benefícios para a geração atual e futuras”.

Programa “Juntos pela Saúde”, da Bradesco Saúde, apoia luta contra a AIDS

Hoje, 01/12, comemora-se o Dia Mundial de Luta contra a AIDS, um problema de saúde pública mundial que, graças aos avanços da pesquisa, deixou de ser uma doença fatal e vem ganhando o status de doença crônica, desde que haja adesão ao tratamento, combinada a um estilo de vida saudável.

A Bradesco Saúde apoia essa luta que, desde 1995, fez com que a mortalidade provocada pela doença tivesse uma queda de 42% no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Apesar dos avanços, a ciência ainda não descobriu uma forma de erradicar o vírus nem de impedir totalmente a vulnerabilidade dos portadores do HIV a outras infecções. Por isso, a melhor forma é evitar a contaminação por meio da adoção de hábitos seguros, como: usar preservativo em todas as relações sexuais; usar somente materiais esterelizados bem como ter ciência da procedência do sangue usado em transfusões; não compartilhar seringas nem agulhas.

Da mesma forma, gestantes descobrem serem portadoras do HIV no pré-natal têm 99% de chance de não transmiti-lo a seus bebês quando tratadas. A descoberta precocemente do contágio aumenta muito a expectativa de vida da pessoa, pois permite o rápido início do tratamento e evita a disseminação do vírus. Portanto, se houver uma situação de risco, é de vital importância fazer o exame de Sangue.

Prudential lança cobertura para perda da autonomia pessoal

Fonte: Prudential

A Prudential do Brasil anuncia o lançamento da nova cobertura Perda da Autonomia Pessoal, que oferece proteção para situações em que o cliente fique incapaz de cuidar de si mesmo, necessitando de apoio adicional de terceiros, por consequência de doenças ou acidentes.

O desenho do novo produto foi baseado em seis atividades consideradas fundamentais para atender às necessidades básicas da vida cotidiana pessoal e social: mobilidade, higiene pessoal, banho, alimentação, vestimenta e continência. A caracterização da perda da autonomia pessoal, em relação ao benefício desse produto, ocorre quando o cliente se torna permanentemente incapacitado de exercer de forma independente pelo menos quatro destas atividades da vida diária.

“O novo produto tem por objetivo proporcionar segurança financeira ao cliente uma vez que o capital segurado poderá ser usado para custear estrutura de home care, contratação de cuidadores, adaptação da residência, entre outros,” explica Marcelo Eboli, diretor de Marketing Office da Prudential do Brasil, que é responsável pela área de Produtos da companhia.

Além disso, foi desenvolvido para complementar o leque de opções de seguros da Prudential do Brasil que visam o pagamento do benefício ao segurado em vida e se junta às demais coberturas com o mesmo perfil, são elas: Renda Hospitalar, Doenças Graves e Invalidez Acidental.

A Prudential do Brasil atua de forma diferenciada ao oferecer soluções personalizadas de seguro de vida individual que são baseadas nas necessidades específicas de cada cliente, levando em conta o planejamento futuro e a segurança financeira dos segurados e de suas famílias.

Artigo: Uma boa virada da ANS

Por Roberto Parenzi, diretor da Capitolio Consulting

No dia de ontem, 29.11.16, acompanhamos um evento promovido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mais especificamente pela Diretoria de Fiscalização, denominado de “Debates Regulatórios”.

Com participação de grande parte dos representantes do setor, advogados, representantes dos órgãos de defesa do consumidor, ministério público e consultores, a ANS, numa medida inédita, se propôs a ouvir o mercado frente a frente, para que todos pudessem se manifestar sobre, resumidamente, duas perguntas:

1) A fiscalização da ANS é efetiva?

2) O que deve ser aprimorado?

A ANS abriu o evento mostrando a aceleração da solução do imenso estoque de processos existente, uma preocupação que parece, finalmente, em busca da solução.

Estudo recente da Capitolio mostrou que no ano de 2016, foram julgados, ainda em primeira instância, autos de infrações foram iniciados em 2007 (um Processo) e entre 2009 a 2013 (432 processos)

Em seguida foram os presente chamados a opinar e foi de fácil percepção, pelas opiniões expressadas, a conclusão de que a fiscalização não é efetiva para ninguém; nem para o beneficiário e nem para as operadoras.

As queixas principais foram relacionadas à razoabilidade e a proporcionalidade das multas, em relação ao tipo de infração e ao porte da empresa.

Pela não entrega de uma carteira ao associado no prazo pode-se ser penalizado em R$ 80.000,00, da mesma forma que se aplica o mesmo valor, por uma negativa de exame ou uma negativa de cirurgia que pode colocar em risco a vida de alguém. Também os agravamentos excessivos foram objeto das queixas.

Algumas empresas de pequeno porte são multadas em valores capazes de leva-las à falência, tornando muitas das multas inócuas, pois não haverá a mínima capacidade de pagamento, o qual não será feito, arrastando-se juridicamente por muitos anos.

As autogestões, por sua vez, alegaram que não se equiparam a planos de saúde e que deveriam estar fora do alcance da ANS. Em parte com boa razão.

Outra questão interessante é que o consumidor que se sente prejudicado levando sua reclamação à agência, de forma nenhuma é beneficiado com a aplicação da multa, uma vez que sua necessidade básica não é atendida, que não recebe o valor da multa e, mais ainda, corre o risco de ter seu reajuste recalculado levando-se em conta as despesas que a operadora terá com multas pagas.

Sugestões para que as multas não sejam pagas pecuniariamente foram propostas. Os valores das multas seriam revertidos em melhorias para os usuários, como por exemplo, ampliação de hospitais próprios, aumento de consultórios médicos, etc…

Alteração dos fatores de agravamento, reparação espontânea do motivo que gerou o auto de infração antes da elaboração da NIP, melhora de acesso aos documentos para recurso e, de forma geral, um aprimoramento no processo de fiscalização.

Nossa opinião.

Em relação à pergunta “A fiscalização da ANS é efetiva?”, não há como não concordar com a constatação da falta de efetividade para todos os atores do processo.

– Acúmulos na ANS gerando muito tempo ente o auto e a possibilidade de receber a multa (na maioria das vezes não pagas).

– Falta de efetividade para o CONSUMIDOR.

– Falta de razoabilidade e proporcionalidade em relação às OPERADORAS.

Um banquinho de três pernas, cada uma com um tamanho e difícil de ficar equilibrado na forma em que se encontra.

Com relação a “O que deve ser aprimorado?”, além das tantas opiniões dadas, mas que de alguma forma trataram muito mais de valores de multas, em relação à razoabilidade e proporcionalidade, gostaríamos de sugerir uma mudança de conceito:

Transformar a fiscalização, hoje excessivamente policialesca em uma fiscalização de qualidade em que ANS e Operadoras possam entregar ao cliente a solução dos problemas levantados, através do diálogo e deixando a aplicação de penalidades pecuniárias quando houver uma insistência em burlar a legislação atual.

Haja vista que, no passado, a mudança das auditorias policialescas para auditorias de qualidade visando resolver os problemas, alterou radicalmente a visão sobre a atividade.

Acreditamos que a ANS está rigorosamente certa ao partir para o caminho do diálogo com o setor, buscando ouvir as soluções que modifiquem o panorama atual da fiscalização.

É aguardar para ver os resultados.

ANS defende agenda positiva para retomar o crescimento do setor de Saúde Suplementar

Fonte: Rádio CNseg

Diante do cenário da perda de cerca de 1,5 milhão de beneficiários de planos de assistência médica, no período entre setembro de 2015 e 2016, o diretor presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), José Carlos Abraão, defende que uma agenda de retomada de crescimento se faz necessária. O tema foi abordado no programa “Entrevista Especial” dessa semana, na Rádio CNseg. Para o executivo, a agenda deve reverter o déficit do setor. “É preciso combater o desperdício e as fraudes, além de se avaliar um novo sistema de remuneração, que há muito tempo já é discutido, para que o setor possa se equilibrar e sobreviver”, destaca o Abraão, complementando que os números do mercado já indicam uma estabilização.

A programação da semana traz ainda o presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, que discorre, no quadro “Fala Presidente”, sobre como a comunicação influencia as relações do mercado de seguros com o consumidor, bem como com os poderes constituídos. Para Coriolano, a complexidade do setor faz com que sua importância, muitas vezes, não seja observada. “Não é fácil entender seguros, talvez seja por isso que mesmo os governos, de uma forma geral, Executivo, Legislativo e Judiciário, não possui uma adequada compreensão da importância do seguro”, pontua, destacando que a CNseg tem investido muito em comunicar melhor esse universo.

Lei do Desmonte

A Lei do Desmonte foi implantada em maio de 2015 e seus impactos para a sociedade podem ser ainda maior a partir do lançamento do Seguro Popular de Automóvel. O diretor executivo da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Julio Cesar Rosa, explica mais sobre o tema no espaço “Conheça os Seguros Gerais”. Para ele, a vigência da lei será ampliada em 2017. “Nós gostaríamos, até o primeiro semestre do ano que vem, de ter o máximo possível de estados com Lei do Desmonte regulamentada pelos DETRANS e posta em vigor, como já acontece no Rio Grande do Sul”, pontua.

No espaço “Qual é a dúvida?” o integrante da comissão de Seguro Garantia Estendida da FenSeg, Marco Garutti, explica o Seguro para Celulares e Equipamentos Eletrônicos e Portáteis, destacando a concentração de smartphones no Brasil e a diferença entre roubo e furto de eletrônicos.

Nesta quarta-feira o sócio diretor da Correcta Seguros e professor da Escola Nacional de Seguros, Bruno Kelly, fala sobre o Seguro Educacional, no “Entenda os seguros de pessoas”. E o “Momento da Inovação” traz uma matéria sobre a segunda etapa do Prêmio Antônio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, edição 2016. Na quinta, o diretor executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), José Cechin, fala sobre como o excesso de exames pode encarecer os planos de saúde; e a presidente da Comissão de Sustentabilidade e Inovação da CNseg, Fátima Lima, fala sobre a “Academia de Sustentabilidade”, do grupo BB e Mapfre.

Diariamente a rádio traz, ainda, boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em http://radio.cnseg.org.br.

Rádio CNseg

A Rádio CNseg é uma das 21 ações transformadoras propostas pelo Programa de Educação em Seguros da CNseg, e tem por objetivo ampliar os canais de diálogo do setor de seguros com a sociedade, combater a desinformação e esclarecer a população sobre os fundamentos e características dos produtos oferecidos pelos segmentos de seguros, previdência privada, saúde suplementar e capitalização. Exclusiva para plataforma online, a Rádio é transmitida por meio do site www.radio.cnseg.org.br, ou pelo aplicativo, disponível nas lojas virtuais para smartphones.

Azul Seguros lança na sexta-feira o Auto Popular

A Azul Seguros vai lançar com exclusividade o Azul Seguro Auto Popular nesta sexta-feira. Luiz Pomarole, diretor Geral da Porto Seguro, e Felipe Milagres, diretor da Azul Seguros, apresentarão a novidade aos jornalistas na manhã da sexta-feira, além de compartilhar dados do setor e esclarecer todas as dúvidas sobre o lançamento e comercialização do Azul Seguro Auto Popular.

Esse será um novo nicho no mercado de seguros que deverá atrair a população que não possui seguro de automóvel por conta do orçamento pessoal mais apertado. De acordo com a CNseg, 70% dos veículos que circulam no Brasil estão descobertos. A expectativa é de que o auto popular custe entre 30% a 15% menos do que os tradicionais. Apesar de o alvo ser as classes C e D e carros com mais de cinco anos de uso, qualquer pessoa pode optar por ter o produto, que tem coberturas e serviços mais restritos.

A legislação do auto popular foi divulgada no início do ano pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), em conjunto com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), Mas era preciso alguns ajustes para que as seguradoras se sentissem mais confiantes para colocar o produto no mercado.

Segundo tem dito Pomarole, que também faz parte da Federação Nacional de Seguros (FenSeg), as seguradoras terão dois desafios pela frente para consolidar o produto no mercado. Um deles é que a oferta seja feita de forma clara ao consumidor, que precisa ter ciência de que está comprando um produto diferente do tradicional ofertado pelo setor, e que por isso custa menos. Será preciso muita atenção nas coberturas e serviços incluídos no seguro popular. Podem não existir ou ter coberturas limitadas.

O segundo desafio é ter peças suficientes para alimentar as oficinas, que nestes produtos tem a permissão para usar peças genéricas, ou de reposição novas do mercado alternativo. A regulamentação deixa claro que as peças que envolvam a segurança dos passageiros, como sistema de freios, suspensão, cintos de segurança e airbag, por exemplo, precisam ser novas. Será permitida a troca de componentes como os da lataria, do painel, vidros, entre outros, por peças usadas.

Empresas monitoram funcionários para controlar custos com saúde

Fonte: Marsh

As empresas estão mais preocupadas com os custos da assistência médica para trabalhadores. Pesquisa da Mercer Marsh Benefícios, que avaliou programas de saúde e bem-estar de 264,8 mil funcionários de 58 grandes empresas, mostra que 95% delas monitoram a utilização da assistência médica, 79% acompanham a adesão e a participação nos programas de saúde e bem-estar, e 64% avaliam índices de absenteísmo (ausência no trabalho). Ainda de acordo com o estudo, 50% das participantes medem indicadores de riscos de saúde dos colaboradores, 45% supervisionam a satisfação dos trabalhadores, e 28% inspeciona os dados de saúde mental. A pesquisa foi realizada pela consultoria durante o primeiro semestre deste ano.

Amostra da Pesquisa

O estudo “A Qualidade de Vida como Diferencial Estratégico” analisou os programas de saúde e bem-estar de 264,8 mil trabalhadores de 58 grandes empresas que atuam no Brasil. Cada uma das 58 companhias analisadas emprega em média 4.566 colaboradores. São empresas multinacionais e nacionais presentes em 19 segmentos da economia (alimentos, varejo, T.I., financeiro, energia, automotivo, logística, construção e comunicação), com matrizes nacionais nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.

O estudo foi realizado durante o primeiro semestre de 2016 pela consultoria Mercer Marsh Benefícios™, em parceria com o Instituto Hero (Health Enhancement Research Organization), instituição norte-americana sem fins lucrativos especializada em estudos, análises e desenvolvimento das melhores práticas de saúde e bem-estar nos EUA.

AIDA põe em pauta a importância da Jurisprudência no direito moderno

No último 28 de novembro, no Auditório do SindsegSP em São Paulo, AIDA Brasil realizou o evento que colocou no centro da discussão a importância da Jurisprudência no direito moderno.

“A Jurisprudência vem ganhando como fonte do direito uma importância que não se pode desprezar, principalmente a Jurisprudência sedimentada nos tribunais superiores, no caso o STJ que é mais alta corte de justiça infraconstitucional do Brasil e o STF que é a corte constitucional”, afirma Ricardo Bechara.

Segundo o palestrante Washington Luis Bezerra da Silva, o importante é que consigamos descobrir como a Jurisprudência pode impactar em produtos, negócios e principalmente em precificação das empresas, porque hoje a Jurisprudência é um fator decisivo na criação de novos produtos, na mudança dos que já tem, para criação da possibilidade de adequação de produtos em casos a mais de cobertura e principalmente dar uma visão melhor aos empresários do que eles podem ou não fazer.

A presidente da AIDA relata que o judiciário brasileiro hoje se apresenta de uma maneira protagonista de tudo o que está acontecendo no nosso país, todas as questões, sejam elas políticas, sociais ou econômicas acabam em última instância dentro do judiciário. Lá atrás, quando falávamos em processo, era dito que o processo era uma evolução, porque as pessoas pararam de fazer justiça com as próprias mãos e passaram a processar e isso foi um marco da civilização, você confiava ao Estado para decidir uma discussão entre particulares, só que essa civilidade está sendo esquecida no momento em que qualquer questão é passada pro judiciário e isso faz com que a demanda aumente.

“Para amenizar as demandas foi criada uma obediência a Jurisprudência para decidir alguns casos em blocos e com isso começa preocupação, pois esses casos em bloco no caso do seguro, que na primeira analise parecem todas simulares, porém não são. Não se pode decidir de uma maneira globalizada para casos em que cada demanda vai ter sua particularidade, a vigência, o pagamento do prêmio, as clausulas que foram contratadas, ou seja, todas aquelas particularidades estabelecidas naquele contrato, tudo isso precisa ser levado em consideração, daí é preciso entender qual é o movimento criado em relação à Jurisprudência”, conclui Ana Rita Petraroli.