Editora Roncarati analisa os 10 anos de abertura do resseguro

10 anos da abertura de resseguro. Esse é o tema de capa da revista Rocarati na edição de janeiro de 2017. Em editorial, o editor Pedro Roncarati relembra que em 2007 o país e o mundo passavam por mudanças tecnológicas e políticas que trouxeram impactos para o dia a dia de todos os cidadãos.

Ele cita alguns acontecimentos que marcaram aquele ano. “O iPhone acabara de ser lançado e revolucionou o mercado de telefonia móvel. O trágico acidente envolvendo avião da TAM em Congonhas (SP) deixou 199 mortos e cou marcado como o pior acidente aéreo da história do país. O Rio de Janeiro sediou os Jogos Pan-Americanos, o Cristo Redentor foi incluído entre as novas sete maravilhas do mundo e o Brasil foi con rmado como sede da Copa 2014. Oscar Niemeyer completava 100 anos, o ator Paulo Autran e o tenor italiano Luciano Pavarotti partiram deixando saudades. Foi o ano da estreia do filme Tropa de Elite. No cenário político o então presidente Lula tomava posse para o segundo mandato enquanto José Genoíno e mais 10 eram denunciados pelo “Mensalão”. Renan Calheiros renunciava à presidência do Senado para salvar seu mandato”, enumera.

E para os setores de seguros e resseguros brasileiros, qual foi o grande acontecimento daquele ano? Com certeza foi a abertura do mercado de resseguros, afirma Roncarati.

Leia neste link os artigos sobre o tema. Um mais interessante do que o outro

Focus prevê Selic a 9,5% no final deste ano

O relatório Focus desta segunda-feira traz um tema importante para as seguradoras. A expectativa é que a Selic encerre 2017 a 9,5% neste ano, sobre 9,75% anteriormente. Para 2018, a taxa prevista é de 9,38%, sobre 9,50%. O Focus mostrou ainda que as projeções para a alta do IPCA em 2017 recuaram a 4,71% pela mediana, frente aos 4,80% esperados até então, marcando a terceira semana de queda nas contas. Para 2018, foram mantidas as estimativas em 4,50%.

Apesar da queda da Selic beneficiar a economia como um todo ao sinalizar um possível custo menor do crédito para empresas e indivíduos, o impacto na carteira de investimentos das companhias de seguros é grande. Atualmente, boa parte das reservas de cerca de R$ 800 bilhões, está aplicada em títulos do governo. Uma parte significativa do lucro das companhias tem vindo dos investimentos financeiros. No passado, a estratégia para compensar a diminuição no ganho financeiro, as empresas de seguros elevaram preços e buscaram mais eficiência. Em 2017, a perspectiva é que elas busquem novos mercados e mantenham o corte de gastos, pois elevar preço num momento de perda de renda e de emprego é uma estratégia arriscada.

Programação desta semana da Rádio CNseg

Fonte: CNseg

As empresas que fazem transações envolvendo diretamente riscos elevados, a exemplo das instituições financeiras e seguradoras, possuem várias regras quando o assunto é solvência. E não é para menos. Assistiu-se na história à liquidação de várias delas, ocasionada, dentre outros fatores, pela falta do dimensionamento dos riscos envolvidos no negócio e também pela ausência de medidas para mitigação dos mesmos. As operadoras de planos de saúde não fogem a essa regra. Os riscos assumidos por esse tipo de empresa são bastante significativos e, se não controlados adequadamente, podem levá-las a problemas de desequilíbrio.

Esse é um dos principais fatores responsáveis pela diminuição do número de operadoras observado nos últimos quinze anos, desde a criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O superintendente de Regulação da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Sandro Leal, esclarece o assunto em entrevista ao quadro ‘Por dentro da Saúde Suplementar’ da próxima quinta-feira.

Nesta semana estreia a série ‘Contribuições do Mercado de Seguros’, em que serão apresentadas as propostas de trabalhos do setor aos três Poderes (Legislativo, Judiciário e Executivo). A primeira de três entrevistas será sobre as ações junto ao Poder Legislativo. O presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, diz ser fundamental levar conhecimento sobre seguros ao Poder Legislativo por meio do Programa de Educação em Seguros. “Também são nossos clientes, pois participam diretamente de nossas vidas.”

A Entrevista Especial desta segunda-feira será com o presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (Sindseg/RS), Guacir de Llano Bueno. Ele falará sobre a Lei do Desmonte – lei federal aprovada em maio de 2014 e vigente desde 22 de maio de 2015 -, que tem como objetivo regular e disciplinar a atividade de desmontagem de veículos automotores terrestres. No Rio Grande do Sul, a lei entrou em vigor há um ano e meio e, somente no ano passado foram realizadas 25 grandes operações de uma força tarefa que atua contra desmanches e depósitos clandestinos. Mais de 200 mil toneladas de peças irregulares foram apreendidas e destruídas. “De 2015 para 2016, já foi observado decréscimo de 14,5% no roubo de veículos e cerca de 13% no furto.”

Nesta terça-feira, o presidente da Comissão de Seguro Garantia Estendida e Afinidades da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Marco Garutti, falará da importância do trabalho da comunicação entre seguradoras e consumidores em busca do melhor entendimento do produto de seguro. O executivo também dará algumas orientações para a prevenção de riscos, que podem ser evitados. “No caso de roubo e furto de celulares, por exemplo, é importante que se evite a exposição do aparelho em locais de grande movimento ou transporte público.” No mesmo dia, o diretor executivo da FenSeg, Julio Cesar Rosa, esclarecerá a dúvida do ouvinte sobre a aplicação do bônus no seguro do automóvel. “É um benefício pessoal. Se o segurado trocar de carro, o bônus continua.”

No espaço ‘Momento da Inovação’, a presidente da Comissão de Comunicação da CNseg, Renata Muniz, falará sobre o papel das mídias digitais no relacionamento com os públicos de seguros. “O eixo das nossas ações nas redes é a Educação em Seguros.” No mesmo dia, o quadro ‘Entenda os Seguros de Pessoas’ trará boletim sobre o importante papel do seguro de vida como proteção a famílias em momentos de vulnerabilidade. Os custos inerentes a doenças como o câncer podem representar um peso financeiro muito grande sobre as famílias. Especialistas em finanças pessoais recomendam que se faça uma reserva ao longo dos anos para lidar com imprevistos futuros e sugerem o seguro de vida para esse fim.

Na quarta-feira, o consultor do Banco Mundial e pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina, Rafael Schadeck, falará sobre o estudo desenvolvido pelo banco em parceria com o Centro de Estudos e Pesquisas em Desastres (CEPED) da UFSC. O relatório aponta quase R$ 183 bilhões em prejuízos e danos materiais. “Na década passada vimos uma incidência menor de danos e prejuízos, mas não podemos deixar de relacionar o resultado com a precariedade dos equipamentos.”

Os recursos oriundos de projetos com Títulos de Capitalização garantem a manutenção de programas de assistência social mantidos por dezenas de instituições filantrópicas em todo o país. O diretor da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) e diretor-vice-presidente da Invest Capitalização, Luciano Graneto, explica ao ‘Minuto da Capitalização’ que apoios como esses permitem que as instituições tenham a oportunidade de ampliar e qualificar o atendimento que prestam para milhares de pessoas.

“Para o setor de Capitalização, a modalidade representa geração de emprego e renda. Para o governo, mais arrecadação de tributos. E para os cidadãos vinculados a essas entidades, a garantia de assistência e atendimento.” Encerrando a semana, a ‘Dica do Consultor’ traz boletim do coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Rizzoto, produzido em parceria com o DPVAT e o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), sobre a segurança no trânsito.

Diariamente, a Rádio traz, ainda, boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em http://radio.cnseg.org.br.

AIG assina contrato de resseguro para exposição de risco de longa duração

Mais um passo no foco da American International Group (AIG) em seguir sua trajetória de seguradora de grandes riscos. Hoje o grupo anunciou que entrou em um termo vinculativo para um contrato de resseguro de desenvolvimento adverso, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2016, com a National Indemnity Company (NICO), subsidiária da Berkshire Hathaway Inc. O acordo cobre 80% da substancialmente todas as exposições comerciais de (long-tail) cauda longa da AIG nos EUA para os anos de acidente de 2015 e anteriores, que incluem a maior parte das exposições de acidentes da AIG nos EUA durante esse período.

“Este passo decisivo nos permite focar firmemente no futuro e construir nosso crescimento sobre os progressos que fizemos na transformação da AIG”, disse Peter D. Hancock, presidente e CEO da AIG, em nota divulgada à imprensa. “O acordo apoia nossa estratégia declarada e nos dá capacidade de risco adicional para atender nossos clientes e devolver capital aos acionistas”.

A contrapartida deste contrato é de US$ 9,8 bilhões, pagos integralmente até 30 de junho de 2017, com juros de 4% ao ano a partir de 1º de janeiro de 2016 até a data do pagamento. A contraprestação será colocada em uma conta fiduciária colateral como garantia para as obrigações de pagamento do pedido da NICO para as subsidiárias operacionais da AIG, e a Berkshire Hathaway fornecerá uma garantia parental para garantir as obrigações da NICO no âmbito do contrato.

Vale lembrar que a empresa vem se reestruturando para voltar a ser rentável aos acionistas. Vendeu diversas unidades, mas manteve a do Brasil por acreditar no potencial do país.

SulAmérica Previdência lança fundo multimercado em parceria com JGP Gestão de Recursos

A SulAmérica Previdência lança um fundo para complementar seu portfólio de produtos de maior valor agregado. Em parceria com a JGP Gestão de Recursos, a companhia apresenta o JGP SulAmérica Prev FIM, um fundo multimercadocom foco em retornos absolutos.

Gerido pela JGP e administrado pela SulAmérica, o novo fundo tem como objetivos principais a preservação do capital investido e retornos superiores ao CDI no longo prazo, buscando explorar as melhores oportunidades existentes nos mercados de renda fixa e variável, cambial, crédito privado e de investimentos no exterior. O aporte inicial requerido do fundo PGBL/VGBL será de R$ 25 mil, segundo informa Marcelo Mello, Vice-presidente de Investimentos, Vida e Previdência da SulAmérica, em nota enviada à imprensa.

O JGP SulAmérica Prev FIM terá taxa de administração de 2,2% ao ano. Entre as vantagens dos planos de previdência estão inexistência de cobrança de “come-cotas”, incentivos fiscais no PGBL, opção de Tabelas de Imposto de Renda, Progressiva ou Regressiva, e a designação de herdeiros como beneficiários.

Ambiente econômico abre perspectivas melhores para o mercado segurador em 2017

Fonte: CNseg

A redução dos juros, a retomada da confiança na economia brasileira e a pauta de reformas estruturais que vem sendo levada adiante pelo governo abrem boas perspectivas para o mercado segurador em 2017. A avaliação foi feita pelo presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, em entrevista ao boletim Carta do Seguro. Segundo ele, o setor deve obter este ano um crescimento um pouco maior que o do ano passado, quando apresentou expansão, apesar da crise econômica.

1. O processo de redução da taxa de juros pelo Banco Central é positivo? Como ele impacta o desempenho da economia como um todo e o setor de seguros em particular, sobretudo do ponto de vista do consumidor?

Vejo esse processo com muito bons olhos, por propiciar um começo de retomada do crescimento, o que permitirá, num segundo momento, tirar o país da crise. A queda dos juros é positiva tanto para as empresas quanto para os brasileiros em geral, que terão um alívio financeiro e poderão voltar a consumir com mais desenvoltura. No caso do setor segurador, não há como não acreditar que a redução dos juros vai impulsionar o nosso mercado, pois as pessoas terão maior disponibilidade financeira para investir em seguros. Enfim, é uma medida que gera otimismo em toda a economia.

2. Quais as perspectivas do mercado segurador para 2017?

No ano passado, apesar da situação muito desfavorável, o setor conseguiu crescer em termos reais. Agora, com um cenário que começa a se desanuviar por conta de uma política econômica mais realista e consis- tente, as perspectivas são obviamente melhores. Para 2017, prevemos um crescimento consolidado entre 9% e 11%, ante uma inflação prevista abaixo de 5%. Mas esse desempenho dependerá dos avanços no país em termos de fundamentos, reformas básicas e recuperação econômica.

3. O avanço das reformas, como a trabalhista e a previdenciária, pode ser um impulso adicional para o crescimento da economia?

Essas reformas são fundamentais para a retomada do desenvolvimento e para um crescimento sustentado a partir de agora. Evidentemente, à medida que o governo consiga encaminhar essas propostas e aprová-las no âmbito do Congresso, os agentes econômicos terão mais confiança e segurança para investir. A aprovação da PEC do teto dos gastos já foi um avanço fundamental nesse sentido, por sinalizar o enorme compromisso do governo com a responsabilidade social e com a guinada necessária na política econômica. O importante é acompanhar a tendência.

4. As estimativas para o desempenho do mercado segurador em 2016 indicam uma expansão de 9%, portanto acima da inflação do ano passado, que cou em 6,29%. A que atribui esse desempenho?

Em 2016, o setor supervisionado pela Susep registrou uma trajetória consistentemente ascendente: 5,7% até maio, 6,5% até julho, 7,2% até setembro e 8,2% até novembro. No caso do segmento de saúde privada, supervisionado pela ANS, o crescimento até setembro chegou a 12,2% em relação ao mesmo período de 2015. Como um todo, o mercado de seguros arrecadou R$ 291,5 bilhões. Esses números demonstram o dinamismo do nosso setor e a sua capacidade de crescer mesmo em um ambiente econômico francamente desfavorável.

5. Quais ramos do setor de seguros o senhor destacaria em termos de desempenho?

O seguro de vida individual cresceu 28,4% até novembro, com receita de R$ 6 bilhões. Outro setor de destaque foi o de planos de previdência VGBL, com expansão de 20,8% e receita de R$ 90,4 bilhões. Seguro rural e seguro habitacional também tiveram bons desempenhos, ambos com incremento de 10,1%. Por outro lado, alguns segmentos sofreram queda, principalmente os de riscos de engenharia (-25,2%), seguro de garantia estendida (-9,7%) e capitalização (-3,5%). O ramo de seguro de automóveis, um dos mais importantes para o setor, apresentou decréscimo de 2,7% até novembro. A tendência óbvia foi de retração desse mercado.

6. No ano passado, a Susep aprovou a venda de dois produtos que vinham sendo muito aguardados pelo mercado: o Seguro Auto Popular e o Universal Life. Quais as perspectivas para este ano em termos de lançamento de novos produtos? Quais as apostas?

No caso dos dois produtos, o importante é a sensibilidade demonstrada pelo órgão regulador, a tendência de ajustamento do nosso setor à realidade do País. Como a disponibilidade de renda diminuiu, e como a população continua a demandar proteção, novas condições securitárias flexíveis como o Auto Popular e o Vida Universal criam oportunidades para que as seguradoras ofereçam outras condições de acesso a produtos que protejam patrimônios e rendas de amplas camadas de consumidores. Esperamos a mesma sensibilidade para o impulso de produtos como o seguro de Garantias de obras e o Previ Saúde.

Análise do setor, por Lauro Farias

Fonte: CNseg

Artigo escrito por Lauro Faria
Economista da Escola Nacional de Seguros

No período de janeiro a novembro de 2016, o faturamento do mercado de seguros regulado pela Susep atingiu R$ 210,8 bilhões, 8,3% acima do ocorrido no mesmo período de 2015. Descontada a inflação do IPCA, a variação foi negativa em 0,6%. A taxa é preocupante, mas ainda assim menor que os 3,5% de queda esperada para o Produto Interno Bruto em 2016 e melhor do que o desempenho dos setores de atividades econômicas com impacto no setor de seguros, como os de produção e vendas de automóveis, produção de bens de consumo duráveis, vendas no comércio de varejo, entre outros.

Mais preocupante talvez seja o fato de que tal resultado foi fortemente influenciado pela alta da arrecadação de produtos de um único grupo: os planos de previdência privada, cujas contribuições cresceram 17,9% (8,1% em termos reais), incluindo uma expansão de 20,8% na modalidade VGBL. Os demais grupos tiveram desempenho oposto: os prêmios diretos dos produtos de risco do grupo de seguros de pessoas subiram apenas 4,5% em termos nominais (portanto, queda real de 4,1%), e os prê- mios diretos do grupo de seguros gerais praticamente não cresceram quando comparados com 2015 (queda real de 7,9%).

Dentro desse grupo, chamam atenção as variações negativas dos prêmios de seguro de automóveis (queda real de 10,7%) e do seguro patrimonial (queda real de 8,1%). Quanto às empresas de capitalização, suas receitas caíram 2,4% em 2016 contra 2015 em termos nominais, portanto, redução real de 10,4%.

No conjunto das seguradoras, além do controle da sinistralidade e das despesas comerciais, fundamentais em épocas de vacas magras, vale notar o crescimento abaixo da inflação das despesas administrativas (+5,1% entre jan./nov. de 2015 e jan./ nov. de 2016). Porém, dado o fraco desempenho dos resultados financeiros e patrimoniais, o lucro líquido do setor caiu fortemente em termos reais (-16,4%), de modo que a rentabilidade do patrimônio líquido se reduziu de 24,6% em jan./nov.2015 para 22,2% em jan./nov. 2016. Chamamos atenção, entretanto, para o fato de que, devido à forte assimetria do mercado em termos de tamanhos das empresas, tal resultado reflete mais intensamente o verificado nas grandes empresas em comparação com as pequenas e médias.

Captura de Tela 2017-01-18 às 13.17.06Para 2017, apesar do pessimismo generalizado, esperam-se duas alterações positivas em tendências que se manifestam desde 2015. Primeiro, existe expectativa de algum crescimento do PIB (+0,5% conforme o Boletim Focus), depois de inéditos dois anos de recessão de 3,5% ao ano. Segundo, a inflação está retornando rapidamente ao centrodameta,de tal modo que o citado Boletim apurou expectativa de alta do IPCA de apenas 4,8% em 2017 (lembremos que em 2015 a taxa fechou o ano em 10,7%).

Ora, diversos estudos já apontaram correlações significativas no passado entre desinflação e crescimento do PIB, de um lado, e emissão de prêmios de seguros, de outro. Tal não tem por que ser diferente em 2017 e, particularmente, se a projetada melhora do ambiente macroeconômico for acompanhada por aperfeiçoamentos no interior do próprio mercado de seguros.

A esse respeito, cabe notar algumas iniciativas positivas, como a regulamentação do Seguro de Vida Universal, um seguro de vida em que o consumidor pode receber de volta parte dos prêmios pagos no fim da vigência da apólice no caso de não ocorrência do sinistro, e a mudança na resolução que regulamenta o Seguro Auto Popular, ampliando a possibilidade de uso de peças para reparo dos carros acidentados. Também continua vasto o espaço de crescimento da previdência complementar aberta no Brasil, em função da permanência de fatores de risco como o envelhecimento da população e a crise da Previdência oficial.

Outros setores com boa perspectiva incluem o de seguro rural, que teve incremento de 10,1% em 2016 e pode crescer ainda mais este ano devido à projeção de safras recordes, o Vida Universal e o Seguro Popular de Automóveis. A tramitação da nova Lei de Licitações e Garantias também pode propiciar um bom desempenho para o Seguro Garantia de Obras.

Zurich cria nova unidade de atendimento liderada por Glaucia Asvolinsque

A Zurich anuncia adequações em linha com a nova estrutura da companhia global. Neste novo cenário do grupo, os negócios corporativos e comerciais passam a ser integrados. “Esta nova unidade reúne nossos conhecimentos de seguros corporativos e comerciais sob um único guarda-chuva, mantendo e melhorando o amplo portfólio de atuação da companhia. A junção das duas expertises resulta em melhor aproveitamento de nossos sistemas, habilidades e capacidade técnica”, comunica Edson Franco, Presidente da Zurich no Brasil, em nota enviada à imprensa.

A nova área será liderada por Glaucia Asvolinsque Smithson, que já liderava os negócios de Seguros Empresariais de Ramos Elementares, Vida e Previdência. Glaucia juntou-se ao grupo Zurich em 2009 na Inglaterra como Subscritora Sênior de Linhas Financeiras, tornando-se diretora técnica de subscrição de Linhas Financeiras para a Europa em 2011. Veio à Zurich Brasil em 2014, como diretora técnica de seguros gerais. Em 2016 assumiu as Diretorias de Riscos Corporativos em Seguros Gerais, Vida e Previdência. “Sua ampla experiência contribui para que a Zurich siga aperfeiçoando sua proposta de valor a clientes e corretores apresentando sempre os melhores produtos e serviços”, afirma Edson Franco.

“A experiência de ter auxiliado no desenvolvimento de diversos segmentos em vários países dentro da companhia com certeza contribui para que eu possa auxiliar a aprofundar ainda mais a atuação da Zurich no Brasil, um país muito importante para nós”, declara Glaucia.

Liberty Seguros anuncia projetos sociais escolhidos para parcerias em 2017

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A Liberty Seguros selecionou seis projetos sociais para apoiar em 2017, por meio de leis de incentivo, como a Lei Rouanet, Fundo do Idoso, Incentivo ao Esporte e FUMCAD/CONDECA. As ações estão alinhadas ao posicionamento de Responsabilidade Social da seguradora e relacionadas a temas como educação, inserção no mercado de trabalho e empreendedorismo

As instituições e ações escolhidas foram:

Unibes LAB: Com sede em São Paulo (SP), o projeto oferece uma série de programas para jovens empreendedores, revelando talentos, oferecendo subsídios para formatação de ideias e abrindo as portas para o mercado de trabalho. O UNIBES Lab é uma iniciativa da União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social, uma organização sem fins lucrativos que há mais de 100 anos colabora para o desenvolvimento humano.

Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias: Fundado em 2003, em São Paulo (SP), o Instituto Criar tem como missão promover o desenvolvimento profissional, sociocultural e pessoal de jovens por meio do audiovisual. Anualmente, 150 jovens, com idade entre 17 a 20 anos e em situação de vulnerabilidade social e econômica, recebem formação técnica e sociocultural para ingressarem no mercado de trabalho.

CEAP: O Centro Educacional Assistencial Profissionalizante, Pedreira, é uma ONG localizada na zona sul da cidade de São Paulo (SP), que desde 1985 oferece formação integral a jovens de 10 a 18 anos por meio de cursos técnicos e profissionalizantes. Anualmente são atendidos cerca de 700 jovens, e ao longo dos anos mais de 5 mil jovens já foram beneficiados.

Vocação Sustentável: Desde 1967, a ONG VOCAÇÃO se dedica a desenvolver as habilidades das pessoas por meio do trabalho em comunidades, do investimento em projetos socioeducativos de desenvolvimento integral e da realização de cursos profissionalizantes para construir uma dinâmica social mais justa e igualitária.

Hospital Angelina Caron: Fundado em 1983 e localizado na região metropolitana de Curitiba (PR), tem por missão prestar cuidados de saúde de qualidade a mais de 370 mil pacientes, dos quais 95% são do sistema público de saúde. O projeto incentivado pela Liberty Seguros, Radioterapia moderna para idosos, tem como objetivo aumentar a quantidade e a qualidade do serviço de radioterapia disponibilizado no hospital, que é uma instituição referência do Paraná no tratamento do câncer, oferecendo cirurgia oncológica, quimioterapia e radioterapia.

Fundação Tênis: Criada em 2001, com atividades em São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS), a Fundação Tênis desenvolve por meio da prática sistemática e disciplinada do tênis um programa socioeducacional e esportivo, que promove os valores de amizade, respeito e excelência, com uma linha pedagógica baseada na educação olímpica. Mais de 1.000 crianças e adolescentes são assistidos mensalmente em 11 núcleos, divididos em 6 cidades e 2 estados.

“O compromisso com a comunidade faz parte do DNA da Liberty Seguros, nasce do nosso propósito de ajudar as pessoas a viver de forma mais tranquila e segura”, diz Patricia Chacon, Diretora de Marketing e Estratégia da Liberty Seguros. “Dentre as mais de cem propostas de apoio a diferentes instituições recebidas, escolhemos seis projetos transformadores que complementam nosso programa de responsabilidade social, Isso Tem Valor, especialmente nas frentes de educação, inserção no mercado de trabalho e empreendedorismo”, finaliza.

Amil lança plano de saúde no Rio de Janeiro com soluções diferenciadas para clientes corporativos

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A Amil lança, no próximo dia 19, no Rio de Janeiro, o NEXT Saúde – plano de assistência médica baseado no modelo de atendimento em rede própria regional, composta por hospitais, unidades de pronto atendimento e consultórios. Com a estratégia, a marca entra no mercado fluminense com preço competitivo. O modelo é comercializado em São Paulo desde 2015 e já conquistou 170 mil beneficiários.

O objetivo é atrair clientes corporativos de todos os portes – segmento que registrou a maior queda no número de contratos em 2016 e busca soluções mais acessíveis para manter o benefício aos seus funcionários. Focado nesse público, o produto oferece apoio técnico ao gestor, programas de saúde para os beneficiários e, ainda, metodologia para controlar os custos médicos, que impactam diretamente os reajustes futuros, por meio de uma equipe profissional de suporte ao setor de Recursos Humanos das empresas-clientes. “O trabalho dessa equipe engloba a realização de reuniões periódicas, a elaboração de relatórios gerenciais mensais, estudos do perfil de utilização do plano e propostas de ações com base nos dados avaliados”, explica Heraldo Jesus, diretor do NEXT Saúde.

No Rio de Janeiro, a rede da operadora conta com quatro hospitais: Pasteur, localizado no Méier; Mário Lioni, em Duque de Caxias; Pan Americano, na Tijuca; e Hospital de Clínicas de Jacarepaguá, no bairro de mesmo nome, todos com pronto-socorro 24 horas. Possui ainda unidades de emergência e centros médicos para a realização de procedimentos, consultas e exames – eletivos e de urgência – nos mesmos bairros. O cliente NEXT Saúde também tem acesso à rede credenciada composta por consultórios, laboratórios e centros de diagnóstico na região metropolitana do Rio de Janeiro.