Rádio CNseg: presidente da Confederação diz que insurtechs não acabam com a figura do corretor de seguros

Fonte: CNseg

Muito se tem falado das chamadas fintechs e insurtechs, estas mais voltadas para o setor de seguros. Mas o que isso tem a ver com o consumidor? Em entrevista ao programa “Fala Presidente” desta segunda-feira, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Serôa de Araújo Coriolano, explica que esse novo modelo de negócio propõe a aproximação do mercado com os consumidores, principalmente os mais jovens, que dispensam a intermediação de uma forma geral. Por outro lado, Coriolano afirma que as insurtechs não acabam com a figura do corretor de seguros. “Embora a tecnologia nos aproxime muito do consumidor, ele sempre precisará da figura do corretor para traduzir o produto, no que diz respeito às suas necessidades e à sua capacidade de pagamento, além de ajudá-lo a escolher entre as tantas variedade que existem no mercado”, finaliza.

Também nesta segunda, a “Entrevista Especial” recebe a economista Eduarda La Rocque, ex-secretária municipal de Fazenda do Rio de Janeiro, que atualmente participa do Pacto do Rio, uma parceria público-privada voltada à sustentabilidade. Ela fala sobre a grave situação do Estado. “A gente pode sair da crise, rápido, se aproveitarmos tudo o que construímos e acabamos não executando nas últimas gestões, porque havia muitos planos bons, dentre os quais o polo de seguros e resseguros”, diz. A economista afirma ainda acreditar no mercado de capitais, “particularmente nessa questão de finanças verdes”.

Na terça-feira, o programa “Conheça os Seguros Gerais” aborda o seguro para shopping centers. O presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais Massificados da FenSeg, Danilo Silveira, explica o funcionamento do produto e os seus tipos de cobertura, tanto para lojistas quanto para o entorno do estabelecimento. No mesmo dia, o “Qual é a Dúvida?” esclarece a questão de um ouvinte sobre a abrangência da cobertura do plano de saúde.

Na quarta, o “Entenda os Seguros de Pessoas” aborda a Previdência como ferramenta de planejamento econômico frente à longevidade. O professor da Escola Nacional de Seguros, Mauricio Viot, explica de que forma o consumidor pode buscar uma velhice mais tranquila e faz um alerta sobre as gerações futuras. “Se a gente não conseguir se salvar por conta dessa pouca aposentadoria, precisaremos salvar a nossa próxima geração. Haverá poucos empregos para eles.” No mesmo dia, vai ao ar o “Inovação e Sustentabilidade”, que entrevista José Camilo Ciufatelli, membro da Comissão de Processos e Tecnologia da Informação da CNseg e moderador de um dos painéis que compuseram a Trilha de Seguros, no evento Ciab Febraban. Ele falou sobre as novas tecnologias e as diversas possibilidades que surgem, como os aplicativos para a contratação dos seguros. “As seguradoras estão buscando entender as necessidades do cliente através de suas demandas e pelas mídias sociais.”

Quinta-feira é a vez do quadro “Por Dentro da Saúde Suplementar”, com o coordenador da economia aplicada da Fundação Getúlio Vargas, Armando Castelar Pinheiro. Ele fala sobre judicialização e economia, com foco em saúde. O “Momento Jurídico” apresenta a segunda parte da entrevista com o advogado especializado em seguro para o meio ambiente Pery Saraiva Neto.

Os programas “Minuto da Capitalização” e “Dicas do Consultor” encerram a programação da semana, na sexta-feira.

Diariamente, a Rádio CNseg traz ainda boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em http://radio.cnseg.org.br.

Números interessantes sobre o mercado segurador brasileiro

Os dados constam do II Relatório Setorial de Sustentabilidade da CNseg:

O setor de seguros no Brasil, em 2016:

• 17,5 milhões de veículos segurados.

• 9,9 milhões de residências seguradas

• 15,6 milhões de contratos de planos de acumulação e de risco de previdência

• 47,9 milhões de planos de assistência médica

• 22,0 milhões de planos exclusivamente odontológicos

• 15,9 milhões de pessoas clientes de capitalização

• 1,1 milhão de empresas clientes de capitalização

• 6,4% do PIB: porcentagem do Produto Interno Bruto movimentada pelo mercado de seguros

• Mais de 4.100 toneladas de sucata automotiva passaram por logística reversa em 2016, um aumento de 86% em relação ao percentual relatado pelas empresas que participaram do Relatório em 2015.

• 52% empresas afirmaram que seus analistas e gestores passaram por treinamentos relacionados a temas ASG.

• 46% das empresas relataram que suas lideranças receberam treinamentos periódicos sobre temas ASG.

• 31% das empresas possuem metas de desempenho da alta liderança que incluem questões ASG.

• 76% das empresas realizam treinamentos para corretores e parceiros que tratam temas relativos à adequação do perfil dos clientes aos produtos vendidos.

• 43% das empresas incluem temas ASG nos treinamentos de corretores/parceiros comerciais.

• 75% das empresas possuem práticas de estímulo e de avaliação das opiniões de suas partes interessadas. 92% aproveitam os resultados internamente para melhorias de processos.

• 73% das empresas relataram possuir ações específicas envolvendo pesquisas de satisfação com clientes.

• 93% utilizam as pesquisas de satisfação com clientes como ferramenta para induzir melhorias de processos, produtos, serviços e de atendimento ao cliente.

• 85% das empresas têm a alta liderança envolvida diretamente nos debates setoriais.

• 40% das empresas buscam inovações envolvendo, por exemplo, a reciclagem de veículos no segmento do seguro de automóveis.

• 23% das empresas atuam no desenvolvimento de soluções tecnológicas como aplicativos que buscam orientar clientes sobre hábitos saudáveis de vida, com foco no bem-estar dos segurados.

• 16% das empresas aplicaram soluções de telemetria para seus produtos e serviços de seguros.

Allianz Seguros aborda o futuro do mercado segurador no Conseg-NE

“O mercado de seguros: o que podemos esperar?”. Esse foi o tema do painel que aconteceu hoje, 9, no 2º Congresso de Corretores de Seguros do Nordeste (Conseg-NE). Miguel Pérez Jaime, presidente da Allianz, comparou o mercado segurador europeu com o brasileiro e ressaltou a importância e a resiliência do canal corretor diante do mundo digital. “Há 15 anos, vimos na Europa o que estamos vivendo no Brasil hoje. Os ‘profetas’ nos diziam que teríamos que mudar totalmente a maneira de comercializar os seguros, ou seja, vender diretamente. Ouvimos, pensamos e decidimos não adotar esse modelo de distribuição e o número de corretores cresce desde então. E há dois motivos centrais para isso, a confiança em nosso setor e o empreendedorismo de vocês, que sabem conduzir os negócios e se adaptam às mudanças juntamente com as seguradoras. Para permanecer no mercado, é preciso, principalmente, ter eficiência, competitividade e saber aproveitar as oportunidades”, afirmou o presidente.

‘O mercado segurador está consciente sobre importância de práticas sustentáveis’, diz Marcio Coriolano

Fonte: CNseg

O setor de seguros tem indiscutível vocação para tornar-se um dos protagonistas do emergente mercado da sustentabilidade, cujos modelos regulatórios, em todo o mundo, ainda são adaptados para uma realidade marcada pela evolução de profundas e tortuosas transformações climáticas. Esse cenário foi uma das pautas debatidas durante o II Encontro de Sustentabilidade e Inovação do Setor de Seguros, realizado nesta quinta-feira (8), pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

O encontro foi oficialmente aberto pelo presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, para o qual o debate sobre sustentabilidade está além das questões ambientais mais sensíveis da atualidade. O setor de seguros está consciente desse contexto, e vem, como aponta a 2ª edição do Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros, produzido pela CNseg, engendrando esforços para manter-se resiliente diante das questões ambientais, sociais e de governança corporativa (ASG). “O mercado segurador está consciente sobre a importância de práticas sustentáveis”, ressalta o presidente da CNseg.

Para Coriolano, a educação em seguros difundida pela CNseg tem como missão orientar a sociedade para a prevenção de riscos. O alinhamento da implantação dessa cultura com as questões mais prementes da sustentabilidade favorecerá a economia do país. Acompanhando essa premissa, a CNseg criou, em 2016, uma comissão, a de Sustentabilidade e Inovação, para tratar do tema e desenvolver relatórios anuais, nos quais mostra como o setor emprega soluções para sustentabilidade. Trinta seguradoras responderam ao relatório setorial divulgado durante o encontro. Juntas, as companhias correspondem a 84% em arrecadação das empresas associadas às Federações que integram a CNseg.

O auditório da Confederação recebeu, aproximadamente, 100 pessoas e contou com as presenças do superintendente da Susep, Joaquim Mendanha de Ataídes, da presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes, do presidente da Associação Nacional das Resseguradoras Locais, Paulo Botti, entre outras lideranças e dos mercados de seguros e de sustentabilidade. “O conceito da sustentabilidade em seguros se mostra relacionado às solvências das empresas e ao melhor tratamento dos consumidores. O intuito é direcionar o comportamento das supervisionadas para as boas práticas de gerenciamento e mitigação dos riscos e tornar cada vez mais transparente ao consumidor de seguros os esforços da indústria na busca pela sua rigidez, qualidade e estabilidade do mercado segurador brasileiro”, destacou Mendanha de Ataídes. “Esse tema da sustentabilidade é, para nós, uma coisa também recente, muito nova, mas estamos empenhados em avançar cada vez mais nesse sentido para um mercado sólido”, completou o superintendente da Susep.

Especialista em riscos climáticos para o mercado e em sustentabilidade, a diretora de serviços financeiros de ratings da Standard & Poor’s (S&P), em Nova York, a brasileira Laline Carvalho participou do encontro. Durante o evento, ela alertou que as seguradoras precisam buscar mais mecanismos que auxiliem empresas e governos a se prevenirem contra catástrofes climáticas.

Laline sinaliza que a indústria de seguros poderá exercer um protagonismo nas políticas preventivas contidas nos conceitos de sustentabilidade. “Empresas e países não estão preparados e estão sem seguro suficiente para eventos naturais”, alerta a especialista, para a qual um dos grandes desafios do mercado é o de despertar os investidores mundiais para intensificarem o apoio a projetos de sustentabilidade, sobretudo os concentrados na prevenção de riscos climáticos.

A especialista destaca, porém, que há um risco durante a transição para a trilionária economia calcada em políticas de sustentabilidade. O desafio para os mercados, especialmente para o setor de seguros, é perceberem a velocidade dessa transição. Caso seja lenta, os prejuízos após catástrofes climáticas serão incalculáveis.

Mas as dúvidas sobre como promover essa transição persistem, e tornam-se mais incômodas por conta do aumento de catástrofes nas últimas quatro décadas. Investidores de longo prazo, como os fundos de pensão e as seguradoras, que movimentam grandes ativos, representam a parcela mais questionadora do mercado. “Há, por exemplo, fundos de mais de 20 trilhões de dólares para investir em sustentabilidade, mas ainda represados devido às incertezas sobre o que as empresas podem, ou não, apresentar sobre sustentabilidade. Os investidores dizem querer investir, mas não sabem em que investir. Não há, no momento, fornecimento suficiente de projetos verdes para estes investidores. Há um gap enorme entre demanda e oferta. Parte do problema é essa. É preciso melhorar a qualidade da informação a respeito. As empresas precisam se preparar, com projetos de sustentabilidade, para atrair os investidores”, analisa Laline.

Apesar deste volume superior a 20 trilhões de dólares represados, a maior parcela de aportes não foi freada. A expectativa da especialista é que os títulos verdes – os green bonds – emitidos pelo mercado saltem dos 90 bilhões de dólares, em 2016, para cerca de 150 bilhões, até dezembro deste ano. “No Brasil, essa emissão é ainda pequena”, reconhece Laline, lembrando que somente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinou, em maio deste ano, um bilhão de dólares para emissão de títulos verdes. Foi a primeira vez que um banco brasileiro ofereceu esse tipo de debênture no mercado internacional. A emissão foi preparada pelos bancos J.P.Morgan, Crédit Agricole e Bank of America Merrill Lynch. A demanda alcançou, contudo, cerca de cinco bilhões de dólares. “O futuro exige responsabilidade com soluções”, concluiu Laline.

Durante o encontro, foram anunciados resultados da Pesquisa sobre a Gestão Ambiental do Setor de Seguros, desenvolvida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Baseado em informações cedidas voluntariamente por 127 seguradoras – o equivalente a 75% do setor no Brasil –, o estudo revela que 61% das empresas de seguros praticam a gestão interna de energia. “Essa mudança de visão não deve ser somente do mercado, mas da Susep também. Precisamos entrar, juntos, em um processo de conscientização e educação”, afirmou a coordenadora de Relações Internacionais e de Normas da Susep, Denise Mantovani.

No mesmo painel, foram debatidos os investimentos tecnológicos que permitem ao mercado de seguros calcular os riscos ambientais envolvidos em diversos tipos de negócios. “A curva dos investimentos é longa e os mercados vão mudar muito rapidamente”, ressaltou a Head of Latin America, Global Networks & Outreach do Principles for Responsible Investments (PRI), Tatiana Assali, que defendeu a importância da visão de longo prazo para garantir a sustentabilidade financeira do setor. “O Brasil tem que aprender com os erros e acertos dos países que já passaram pela mesma curva.”

No painel de apresentação da 2ª edição do Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros, tiveram destaque os dados promissores do mercado. “Uma boa parte das seguradoras está saindo da estratégia para os negócios”, apontou o sócio e diretor Técnico da Sustenseg Ltda., Marco Antônio Ferreira. Ele destacou a atuação das empresas na gestão de resíduos, que ocorre em diversos segmentos, como o de saúde suplementar. “O setor é muito maduro em relação ao alinhamento regulatório. Está engajado em trazer soluções que protejam a própria cadeia de valor em relação a isso”, disse o executivo, que dividiu o painel com a presidente da Comissão de Sustentabilidade e Inovação da CNseg, Fátima Lima.

Além do Relatório de Sustentabilidade, foi lançado hoje o livreto “Gerenciamento de Risco e o Seguro”. O novo material, que integra a coleção de publicações do Programa de Educação em Seguros, foi apresentado no evento pelo superintendente executivo técnico da CNseg, Alexandre Leal.

Com foco nas mudanças da chamada Quarta Revolução Industrial sobre o mercado de seguros, a palestra de encerramento foi ministrada pelo membro do World Future Council do World Economic Forum e CEO da Space Time Analytics, Juan Carlos Castilla-Rubio. Ele discorreu sobre os impactos que a tecnologia poderá gerar, no futuro, sobre a análise de riscos no setor. É o caso, por exemplo, dos seguros de automóveis – qual será o papel do setor em um mundo com um número crescente de carros automatizados, que não mais demandam motoristas?

Em resposta, Castilla-Rubio ressaltou a importância das ideias inovadoras e apontou a tecnologia como caminho inevitável para a renovação do mercado – o que, em sua visão, é um tema latente. Segundo o executivo, estudos indicam que aproximadamente 67% de todos os empregos existentes no Estado de São Paulo correm risco de desaparecer nos próximos anos. Para lidar com esse cenário, é necessário repensar a atual estrutura de negócios e saber distinguir os riscos das novas oportunidades que já começam a despontar em todo o mundo.

Das seguradoras incluídas no relatório, 63% afirmaram utilizar metodologias para a análise de investimentos com critérios ASG e 25% disseram manter política corporativa baseada nos mesmos parâmetros. Outro dado relevante do estudo indica que 757 toneladas de resíduos provenientes de operações administrativas foram recicladas. Todas as seguradoras também disseram adotar medidas anticorrupção e gerenciar o tema por meio de políticas, normas e processos estruturados.

JMalucelli Seguradora comemora 25 anos com muitas histórias de sucesso para contar

Possiede: Uma carteira bem administrada traz resultados

A JMalucelli Seguradora está comemorando 25 anos de atuação no mercado segurador. A empresa foi a primeira do grupo segurador JMalucelli, composto também pela JMalucelli Resseguradora, primeira resseguradora de capital privado do Brasil, pela JMalucelli Controle de Riscos e pela JMalucelli Travelers, que atua com seguro garantia e responsabilidade civil na Colômbia.Em 2016, segundo dados oficiais da Superintendência de Seguros Privados(Susep), a companhia fechou 22% de market share com um volume de quase meio bilhão de reais em prêmios diretos.

O presidente da JMalucelli Seguradora, o carismático e querido João Gilberto Possiede, que está à frente da companhia desde 1995, afirma que “o aniversário de 25 anos é a ocasião perfeita para refletirmos sobre todas as nossas conquistas e sobre os nossos próximos passos”. Veja abaixo a entrevista concedida por ele ao Blog Sonho Seguro:

Como tudo começou?

Quando foi criada, em 1992, a JMalucelli Seguradora operava com carteiras de Ramos Elementares e Vida em grupo. Três anos depois especializou-se apenas em Seguro Garantia e, por ter sido pioneira, é referência nesse segmento há mais de 20 anos.

Tem também a parceria com a Travelers.

Sim! Em 2010 estabelecemos uma das parcerias de maior repercussão no mercado de seguros, a joint venture com a gigante americana Travelers Inc., que resultou em uma importante alavancagem operacional e consolidação da companhia na liderança absoluta do mercado de Seguro Garantia no Brasil.

Ao seu ver, quais os momentos mais marcantes da empresa durante todos estes anos?

O maior momento, ao meu ver, foi presenciarmos a conquista da JMalucelli Seguradora, uma empresa genuinamente paranaense localizada fora do eixo econômico principal “Rio – São Paulo”​ ser reconhecida no mercado com uma empresa nacional, portanto, dos estados do Sul passou a ser considerada positivamente de forma nacional, ​estabelecendo-se com capacidade e idoneidade. Outro maior momento foi a implantação do Seguro Garantia na empresa que se tornou rapidamente líder no Brasil e, posteriormente, na América Latina.

E a primeira apólice, aquela de Itaipu?

Bem lembrado. Não posso deixar de registrar as mesmas emoções diante da grande responsabilidade de ver nascer a 1ª. apólice de garantia​ emitida, ​tendo como tomador a Bradesco Seguros e como segurado beneficiário a Itaipu, através de licitação para a contratação de seguro de vida para os seus funcionários. Mas, acima de tudo, apreciar​ o grande desenvolvimento da nossa equipe, ​em especial, de​ Alexandre Malucelli e Gustavo Henrich em​ grande destaque no Grupo JMalucelli e na companhia, respectivamente, através de muito trabalho e austeridade nos ideais de ambos comungando com a nossa satisfação em visualizarmos, juntos, onde chegamos neste marco de 25 anos da companhia.

O garantia enfrentou momentos difíceis nesse período. Comente um pouco sobre o desafio de consolidar a cultura do garantia em obras, ao seu ver?

O Seguro Garantia não existia no Brasil. Em 1995, passamos participar da Associação Panamericana de Fianças (PASA-APF), entidade mundial que congrega empresas que operam com Seguro Garantia e Seguro de Crédito. Isso nos trouxe muita experiência sobre o mercado internacional​ e contribuiu para a consolidação da cultura nas empresas e áreas do governo através de inúmeras reuniões e palestras com o objetivo de expor o Garantia e o seu comportamento, além de sua ​importância no exterior. Eu participei da diretoria da associação por vários anos e por quatro anos ocupei a vice-presidência. No período de 2010 a 2012, Alexandre Malucelli exerceu a presidência da PASA, conduzido ao cargo pelos demais membros em reconhecimento ao importante trabalho realizado pela JMalucelli em prol do desenvolvimento do Seguro Garantia no Brasil.

Foi um longo caminho, não?

Árduo. No tocante as partes envolvidas​, Estado ou não, foi muito difícil o contratante entender e aceitar este instrumento como garantia de uma obrigação contratual. Por outro lado, que a área jurídica e financeira das empresas também o aceitasse em substituição de outra forma de garantia, em especial, a​ fiança bancária mais utilizada na ocasião. Em resumo, foi um verdadeiro apostolado com reuniões e palestras em todo o território nacional.

O garantia de obras enfrenta desafios com os diversos sinistros gerados pela crise econômica e pela falta de investimentos em infraestrutura. Qual o segredo para enfrentar essas situações e seguir crescendo?

O nosso país – que enfrenta uma crise econômica e política como é de conhecimento de todos – acaba resultando num crescimento da sinistralidade. Porém, com uma carteira bem administrada, se consegue ter resultados positivos. E, agora, esperamos com ansiedade uma recuperação em que o nosso país retorne à trilha do desenvolvimento. E que a operação Lava Jato chegue ao seu final – com um saldo positivo para todos os brasileiros. O segredo para enfrentar toda esta situação? Volto a definir: uma carteira bem administrada.

Sustentabilidade, um tema caro ao mercado de seguros

Fonte: CNseg

Questões ligadas à sustentabilidade não estão mais só no radar de seguradoras e de alguns outros stakeholders, mas também começam a ser incorporadas à agenda de trabalho de agências de rating, como a S&P Global, ou da Susep, dado o caráter cada vez mais estratégico que assumem os riscos ambientais, sociais e de governança corporativa (ASG) para toda a sociedade, governos e empresas. Esta é uma das principais conclusões emanadas do “II Encontro de Sustentabilidade e Inovação do Setor de Seguros”, promovido nesta quinta-feira (8/6) pela CNseg.

Cerca de 100 pessoas participaram dos debates “de um tema particularmente caro ao mercado segurador, já que proteger de riscos, sejam os assumidos por cidadãos, sejam os por empresas, tem tudo a ver com a sustentabilidade”, assinalou o presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, ao fazer a abertura oficial do encontro, prestigiado pelo superintendente da Susep, Joaquim Mendanha de Ataídes; pela presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes; pelo presidente da Associação Nacional das Resseguradoras Locais, Paulo Botti, entre outras lideranças e autoridades do mercado.

Para Marcio Coriolano, o mercado segurador cumpre um papel fundamental na proteção de famílias e na criação um ambiente econômico mais propício à geração de riqueza, ao desenvolvimento e, enfim, à resiliência dos segurados. Justamente por mitigar riscos individuais e coletivos- e à parte sua condição de destacado investidor institucional-, o mercado de seguros deveria, na opinião de Marcio Coriolano, ser um importante instrumento de política econômica do governo, dada sua abrangência em termos de proteção. Do ponto de vista microeconômico, o seguro, ao diluir riscos, reduz a probabilidade de ocorrência de quebras, falências e insolvências, tanto de empresas quanto de famílias, lembrou ele. Do ponto de vista macroeconômico, o seguro contribui para a redução do risco sistêmico, mitigando as possibilidades de contaminação, para a sociedade, de eventos que possam trazer problemas para a economia como um todo, acrescentou ele.

Mesmo assim, este mercado relevante continua a ser pouco entendido no País. “A cultura de seguros está longe de alcançar o patamar mínimo desejável. Embora nosso mercado venha demonstrando uma capacidade de resiliência em meio à grave crise que ainda vivemos, o fato é que os brasileiros ainda dão pouca atenção à poupança em geral e à proteção por meio do seguro, em particular”, declarou ele, para quem a promoção da cultura de seguro assume, nesse cenário, grande importância para dar proficiência financeira a todos os pares da sociedade.

Lembrando dados de uma pesquisa global da S&P, realizada com mais de 150 mil adultos e adolescentes maiores de 15 anos em 143 países- sob gaps na educação financeira (no Brasil, apenas 35% da população apresentou proficiência financeira; e o tema “diversificação de riscos” alcançou 33%), Marcio Coriolano reconheceu que este quadro “evidencia que o desafio para o setor de seguros é ainda maior que o dos demais setores para levar conhecimento sobre seus produtos para a população”.
Tendo como pano de fundo este quadro de riscos ambientais, sociais e de governança, Marcio Coriolano afirmou que o tema sustentabilidade “não tem mais como sair da agenda de qualquer empresa ou organização”. No caso do mercado segurador, ele informou que, em 2016, a CNseg, por meio de sua Comissão de Sustentabilidade e Inovação, trabalhou para integrar os aspectos Ambientais, Sociais e de Governança Corporativa (ASG) à agenda de debates do setor.

O resultado desse empenho está materializado no Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros 2016, “um excelente ponto de partida para avaliarmos a maneira como temos agido para contribuirmos, nós mesmos, para a adoção de práticas sustentáveis”, assinalou ele.

Divulgado durante o evento, o Relatório de Sustentabilidade, que segue mais uma vez as diretrizes da Global Reporting Iniciative (GRI), reúne ações de seguradoras que, juntas, respondem por 84% da arrecadação do setor. O relatório informa, por exemplo, que 100% das empresas adotam medidas anticorrupção; 23% delas atuam no desenvolvimento de soluções tecnológicas; 52% efetuaram treinamento de analistas e gestores a temas ASG; 73% relataram possuir ações específicas envolvendo pesquisas de satisfação com clientes; 93% usam as pesquisas de satisfação como ferramenta para induzir melhorias; 58% possuem iniciativas envolvendo Educação em Seguros.

Antes de finalizar seu discurso, Marcio Coriolano fez questão de falar sobre o Programa de Educação em Seguros, lançado no ano passado pela CNseg, que visa justamente a estreitar o relacionamento entre o setor segurador e a sociedade, por meio de um conjunto de ações que buscam disseminar a cultura do seguro e as principais questões relacionadas ao mercado segurador.

Liberty e Bradesco são premiadas no efinance 2017

A Liberty Seguros foi a vencedora da categoria “Aplicativo de Seguros”, do Prêmio efinance 2017, uma das principais premiações de tecnologia para a área de finanças. O objetivo da seguradora com o aplicativo, que recentemente passou por uma reformulação baseada no feedback de clientes, é propiciar uma experiência de qualidade para os segurados, que podem utilizar o canal para consultar informações sobre seu seguro, solicitar serviços ou entrar em contato com a Liberty Seguros.

Por meio do aplicativo, o segurado pode solicitar aberturas de sinistros e, inclusive, compartilhar documentos e enviar relatos por áudio. Além disso, o cliente pode visualizar todas as coberturas disponíveis na sua apólice, ter acesso aos seus dados pessoais, consultar a situação das parcelas do seguro e realizar o reagendamento de pagamento. O aplicativo é gratuito e está disponível para dispositivos móveis com os sistemas operacionais Android ou iOS.

“Reconhecimentos como o Prêmio efinance mostram que nossa estratégia para oferecer uma experiência digital única está no caminho correto”, diz Patrícia Chacon, diretora de Marketing e Estratégia da Liberty Seguros. “Isso também nos motiva a buscar constantemente novas soluções que tragam agilidade e facilidade para os nossos clientes e parceiros”.

A premiação, considerada uma das mais importantes da comunidade de tecnologia da informação do segmento de finanças, destaca e reconhece os projetos que contribuem para elevar a eficiência operacional, aprimorar a gestão e agregar valor aos negócios de empresas que atuam na área.

Já o grupo Bradesco Seguros foi premiado em cinco categorias: Aplicativo de Fidelidade e Arquitetura de Sistemas – com o case “Clube de Vantagens” e, associado ao primeiro, “DevOps com microsserviços – Carteira Digital” –; Gestão de Infraestrutura – “Foco no cliente: implantação da Gerência de Serviços de Negócio ” –; Gestão de processos – “Painel Operacional da Central de Relacionamento”, e Aplicativo Saúde – “Automação de Internação Domiciliar”. O Banco Bradesco, vencedor em 13 categorias, recebeu a premiação de CIO (Chief Information Officer) do Ano, entregue ao vice-presidente do Banco, Mauricio Minas. No total, a Organização Bradesco saiu vencedora em 18 categorias.

CIAB: Inteligência Artificial transformará seguradoras, mas desafios de integração permanecem

Segundo o estudo Accenture Technology Vision for Insurance 2017, realizado com executivos da área em 31 países, as seguradoras estão investindo na Inteligência Artificial (AI) para capacitar agentes, corretores e colaboradores, de forma a aprimorar a experiência do cliente com serviços personalizados e automatizados, resolver problemas mais rápido, entre outros avanços.

Os executivos de seguros, porém, alertam que ainda enfrentam dificuldades para integrar a tecnologia de IA com as demais tecnologias existentes. Segundo o estudo, 75% dos executivos da área dizem que a IA vai transformar ou alterar completamente sua indústria nos próximos três anos.

O estudo pode ser acessado em inglês no portal da Accenture aqui

CIAB: “Seguro das Coisas”

Venda de seguro digital, estamos preparados? Esse foi o último painel da Trilha de Seguros, que aconteceu nos dias 6 e 7 de junho na 27a. edição do CIAB Febraban, em São Paulo. Segundo o que expôs o palestrante, Tonatiuh Barradas, vice-presidente de indústrias estratégicas da SAP América Latina e Caribe, e o debatedor Ismael Tessarin Grandi, superintendente da BB Seguridade, os desafios são muitos para o mercado segurador brasileiro vender seguro de forma totalmente digital.

Barradas ressaltou que o setor vive uma transformação importante, que envolve risco, rentabilidade, tecnologia e conexão. “Todos somos digitais hoje. A conexão mudou a forma como cada um de nós trabalhamos, vivemos e operamos com as casas, carros e saúde, as principais carteiras de negócios das seguradoras. E eu vejo o setor como o “Seguro das Coisas”, pois pode criar produtos e serviços para tudo o que está conectado: casas, carros, saúde, empresas, viagens, vida, se valendo das informações disponíveis por meio da Internet das Coisas (IoT), analisadas com o mundo de programas disponíveis em inteligência artificial”, afirma ele ao Blog Sonho Seguro.

De acordo com Barradas, o primeiro e mais importante passo é a simplificação. “É preciso dar poder ao usuário para que ele possa escolher o que quiser, da forma que quiser. É preciso ter uma plataforma amigável a todos os tipos de consumidor”. Para exemplificar, ele mostrou um dos projetos do qual participou. Trata-se do Money Super Market, portal baseado na Inglaterra, identificado como uma plataforma de vendas, ou agregador, como alguns costumam chamar.

Nele, o internauta encontra vários produtos financeiros, como seguros de vida, carro, viagem, bem como financiamento, cartões de crédito, fundos, hipotecas. Não há uma marca própria. É como um supermercado, que consolida propostas de diferentes empresas. Se o cliente quer vida, o portal apresenta todas as opções das seguradoras que fazem parte da parceria. “O que caracteriza o portal é a simplicidade. Tem uma visão única dos clientes e histórico das cotações apresentadas. É um Omni Chanel, pois pode ser acessado por diferentes canais. E é um sucesso”, comenta.

Ao assumir o microfone logo após a palestra de Barradas, Grandi indagou: seremos aceleradores dessa transformação ou seremos acelerados por ela?. O slide inicial da sua apresentação foi sobre a transicão entre a velha economia, com as grandes corporações fazendo ataques fulminantes a pequenas empresas, e a nova economia, na qual as startups, que podem nascer no fundo de uma casa, criam soluções que ameaçam as grandes corporações.

Um ponto muito polêmico ainda em ser digital está na forma de pagamento do seguro. Grandi, que faz parte da Comissão de Digitalização da CNseg, afirmou que o setor não pode esperar mais para entrar “de cabeça” no mundo digital. “Não podemos correr o risco de acontecer com seguros algo parecido com o que o Uber fez com o segmento de taxistas. Sabemos que empresas como Google ou Facebook são plataformas que tem até mais informações do que as seguradoras.

Para o executivo da BB Seguridade, todos têm de discutir a regulação do setor no mundo digital. “É função de todos os atores. Seguradores, corretores, órgão regulador, consumidor. De todos”, enfatizou. Segundo ele, a Susep está aberta a discutir o tema e conta com o apoio técnico de todos. O consumidor, já usuário de outros segmentos totalmente digitais, cobra isso de seguros. “Ele não quer mais assinar uma apólice. O nosso cliente do futuro é esse jovem que sequer usa e-mail. Se comunica de outra forma. Se não fizermos, outros farão”, defende.

Alexandre Leal, superintendente executivo técnico da CNseg, moderador do debate, destacou a visão exposta pelo consultor de que a seguradora oferece proteção contra risco e não um produto financeiro. “Na CNseg temos ações para divulgar isso para consumidores dentro da difusão da cultura de seguro”, citou. Ele também reforçou que o setor tem grande quantidade de informações para serem utilizadas por todos. “Afinal, a matéria prima do seguro é a informação e temos certeza de que o cliente é que vai mudar o setor”, finalizou.

CIAB: DevOps pode trazer ganhos substanciais para seguradoras, garante consultor

Um nome a principio estranho – DevOps – é capaz de ajudar na transformação da indústria de seguros. Esse foi o tema do primeiro painel da Trilha de Seguros que acontece no CIAB Febraban, evento que teve início ontem e termina dia 8, em São Paulo. Michael Wagner, especialista da Dell EMC, explicou à plateia que DevOps é uma metodologia de desenvolvimento de software que explora a comunicação, colaboração e integração entre desenvolvedores de software e outros profissionais de TI (Tecnologia da Informação).

De uma forma simples, o conceito desse processo está em alinhar os times, unindo equipes de desenvolvimento com a de operações, e fazer com que todos se aproximem mais da área de TI. Segundo ele, a mudança cultural trazida pelo DevOps é estratégica por beneficiar clientes com mais agilidade e eficiência nos processos uma vez que permite reduzir prazo de entrega de atualizações de sistemas e de serviços, reagindo de forma mais rápida às necessidades do negócio. “Sou coaching de DevOps e ajudo a criar times dentro das empresas para que elas sejam mais ágeis e flexíveis para enfrentar os desafios do futuro. Google, Amazon, Facebook e Netflix e três seguradoras no mundo, segundo ele, utilizam práticas de DevOps para implementar códigos em produção milhares de vezes ao dia, com webcasts que une equipes em várias partes do mundo.

Luis Ricardo Torniero, diretor comercial da Chubb Seguros, valorizou o processo DevOps, principalmente para organizações globais, pois para pequenas empresas não se justifica ou mesmo numa startup. “Os desafios de uma empresa global é enorme, pois são várias línguas e regulação de mercados. Ter todo mundo falando a mesma língua com o mesmo objetivo é de grande complexidade. Os projetos as vezes levam 6 meses e o mercado as vezes muda em 15 dias. Diante disso, o DevOps ajudaria muito, diante de um investimento grande e persistência”, comenta Torniero. Já em startup é muito difícil ter desperdício. Já em uma empresa média para grande, acredito que o DevOps acrescentaria muito”.

O grupo Bradesco Seguros, por exemplo, foi premiado pelo DevOps no Prêmio efinance 2017. Segundo comunicado, o setor de TI do grupo venceu cinco categorias: Aplicativo de Fidelidade e Arquitetura de Sistemas – com o case “Clube de Vantagens” e, associado ao primeiro, “DevOps com microsserviços – Carteira Digital” –; Gestão de Infraestrutura – “Foco no cliente: implantação da Gerência de Serviços de Negócio ” –; Gestão de processos – “Painel Operacional da Central de Relacionamento”, e Aplicativo Saúde – “Automação de Internação Domiciliar”.

Camilo Ciuffatelli, gerente de tecnologia da Tokio Marine, disse que o sonho dos usuários é fazer implementações todos os dias. “Esse tipo de metodologia nos faria se sentir no paraíso, além de trazer ganhos para todos os stakholders”, comentou aou finalizar o painel.