Bancos começam a avaliar IRB Brasil Re após um mês listado em bolsa

As ações do IRB começam a aparecer no radar dos grandes bancos, informa o Infomoney. O Bradesco BBI recomenda a ação, citando que o case oferece uma combinação mais atrativa de crescimento, rendimento e valorização no mercado de seguros brasileiro. Já o BTG Pactual recomenda a compra, com preço alvo de R$ 35. Apesar da alta de 11% desde o IPO, a ação segue atrativa com um dividend yield estimado em 7%, comentam os analistas do banco.

Três temas justificam a recomendação das ações: perspectivas de bons resultado no terceiro trimestre, anuncio do primeiro alvo de lucro e potencial mudança na política de dividendo, de anual para trimestral. Além disso, os analistas citam que, de acordo com a imprensa, o governo estuda a extinção das Golden shares em empresas privatizadas, incluindo o IRB.

O tem das Golden shares vem sendo destacado pelo Valor e pelo Estadão. Nesta sexta-feira, o portal Estadão volta ao tema sobre um possível interesse da Berkshire Hathaway, do megainvestidor norte-americano Warren Buffett, pelo IRB. O portal afirma que o namoro começou durante a própria oferta inicial de ações, por intermédio do JPMorgan.Até agora, porém, a companhia de Buffett não teria feito nenhuma oferta pelo IRB, reforça o Estadão.

Além de manterem conversas, funcionários da Berkshire já visitaram o IRB depois da abertura de capital e o mesmo intercâmbio deve ser feito por colaboradores do ressegurador, que devem passar uns dias na companhia norte-americana. Representantes da Berkshire já estiveram, inclusive, com a alta cúpula dos controladores do IRB: Luiz Carlos Trabuco Cappi, do Bradesco, Roberto Setubal, do Itaú Unibanco, e Paulo Caffarelli, do Banco do Brasil. A sinalização dada por eles é para que o IRB mantenha o movimento de interação com a Berkshire, informa a Agência Estado.

O movimento de venda de controle ou de uma fatia do IRB pós-IPO visa a fugir da obrigatoriedade de uma licitação, comum para empresas estatais. Resta saber se a oferta agradaria União, BB Seguridade, Bradesco, Itaú e o FIP Barcelona, da Caixa – juntos, formam o bloco de controle do ressegurador com uma fatia de 50% mais uma ação. Ainda não está definido se todos os sócios sairiam com uma fatia ou apenas o governo. Procurado pelo Estadão, o IRB Brasil Re não comentou.

CONSEGURO: Controles internos implicam em benefícios, perenidade e sustentabilidade da empresa

Fonte: CNseg

Realizado em paralelo à 8ª Conferência de Seguros da Confederação Nacional dos Seguros (CNSeg), o 11º Seminário de Controle Internos e Compliance, vai tratar da adequação do setor à Lei Anticorrupção, entre outros temas. Na avaliação da diretora de Governança, Controles Internos e Compliance do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, Simone Negrão, participante de um dos painéis, o setor está bem avançado em suas práticas de governança, mas é preciso sedimentar a aplicação da lei. Veja a entrevista da diretora:

Que lições o mercado segurador pode tirar dos episódios de corrupção apurados nos últimos anos que abalaram setores inteiros da economia brasileira?

Me parece que a lição mais importante foi desconstruir a ideia de que manter controles nas empresas implica apenas em custos. Os impactos nos negócios e na reputação das empresas envolvidas demonstra exatamente o contrário, ou seja, controles implicam em benefícios, perenidade e sustentabilidade da empresa. Tanto que o que mais se vê é que cada vez mais empresas estão estruturando suas áreas de compliance, controles internos e governança corporativa.

O setor de seguros adota as práticas necessárias para se blindar contra casos semelhantes?

O mercado segurador conta desde 2004 com normas que regulamentam o sistema de controles internos das sociedades supervisionadas. Já estamos na 11ª edição do Seminário de Controles Internos e Compliance da CNSEG. O mercado é fiscalizado pela SUSEP, contamos com auditorias externas especificas para determinados temas, há a obrigatoriedade de instalação de comitês de auditoria estatutários de acordo com o porte da sociedade e contribuímos com o combate à lavagem de dinheiro com as comunicações de operações suspeitas ao COAF. O nosso mercado é regulamentado. Entendo que temos conhecimento e know how para nos blindarmos de casos semelhantes. De qualquer forma, observar o que ocorre em outros setores é sempre muito salutar.

O que já existe de proteção no mercado segurador e o que falta implementar?

É preciso sedimentar a aplicação da Lei Anticorrupção, que está trazendo uma série de discussões. Por outro lado, o regime de Solvência II já impôs ao mercado segurador uma boa gestão da empresa, baseada em riscos com a necessidade de implantação da estrutura de gestão de riscos nas sociedades seguradoras até dezembro de 2017. Assim, gestão de risco e governança devem estar alinhadas. A gestão de risco é ferramenta para tomada de decisão. Neste sentido, entendo que o mercado segurador está a frente de muitos setores.

SulAmérica apresenta espetáculo Cirkopolis no Rio de Janeiro

A SulAmérica apresenta no Rio de Janeiro o espetáculo Cirkopolis, da companhia canadense Cirque Elóize. A turnê, que passa por seis cidades brasileiras, chega ao Rio dia 14 de setembro no Vivo Rio, na zona sul carioca.

O patrocínio integra o Circuito SulAmérica de Música e Movimento, programa que tem por objetivo promover eventos culturais e esportivos por todo o Brasil. Pela primeira vez no Brasil, o espetáculo mostra que é possível encontrar beleza e poesia em meio a uma metrópole rígida. A apresentação une circo, música e teatro com projeções multimídia e uma trilha sonora original.

“Em nossa proposta de fomentar o acesso à cultura, a SulAmérica mais uma vez reforça este compromisso e soma diversidade cultural à nossa Cidade Maravilhosa. Estamos contentes em proporcionar aos cariocas a oportunidade de desfrutar este espetáculo de grande sucesso internacional”, pontua a diretora da regional Rio de Janeiro e Espírito Santo da seguradora, Solange Zaquem.

O Cirque Elóize é um dos líderes na arte circense contemporânea e cria espetáculos há mais de duas décadas. A companhia já contabiliza quatro mil apresentações em 440 cidades de mais de 40 países. O espetáculo já passou por Salvador e, além do Rio de Janeiro, terá apresentações em Belo Horizonte, São Paulo, Ribeirão Preto e Porto Alegre.

O Circuito SulAmérica Música e Movimento, que completa nove anos em 2017, já patrocinou espetáculos que foram sucesso em todo o país, dentre eles Tim Maia – Vale Tudo, As Noviças Rebeldes, Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, Palavra Cantada, Turma da Mônica – O Show e recentemente Vamp – O Musical. A seguradora também patrocina eventos de esporte de participação, que buscam incentivar a prática de atividade física por meio de ações e iniciativas em diversas cidades, como o circuito Up Night Run.

Cirkopolis – Cirque Elóize

Data: 14 e 15 de setembro, às 21h, 16 de setembro, às 16h e 20h, 17 de setembro, às 16h.

Local: Vivo Rio (Av. Infante Dom Henrique, 85 – Flamengo, Rio de Janeiro).

Levantamento da Minuto Seguros avalia os preços das apólices em cinco capitais diferentes do Brasil

Uma das principais corretoras do País e líder no segmento de seguros online, a Minuto Seguros apresenta um estudo com base na lista divulgada pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) com os carros mais vendidos no Brasil em Agosto de 2017.

O Chevrolet Onix figura no topo do ranking há mais de dois anos, desde Agosto de 2015. No mês passado, foram 18.513 unidades comercializadas, superando a marca de 15.234, referente à Julho. Na segunda colocação, está o HB20 da Hyundai, com 10.377 automóveis vendidos, seguido do Ford Ka, com 7.631, fechando o Top 3.

A Minuto Seguros avaliou os preços dos seguros em cinco capitais diferentes: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC) e Salvador (BA). O estudo considerou como perfil um condutor homem, de 35 anos e casado.

Para esse tipo de perfil, o preço do seguro do HB20 pode apresentar uma diferença de R$ 1.893 entre as capitais, a maior entre os carros cotados. No Rio de Janeiro ficou em R$ 3.466, enquanto que, em Santa Catarina, o modelo apresentou um valor de R$ 1.573, menos da metade do preço. Por outro lado, a cotação do Fiat Mobi Easy é a que possui a menor diferença entre os veículos listados. Em Florianópolis, o valor é o mais baixo, R$1.365, e no Rio o mais alto, R$2.119, uma distância de R$ 754.

Dos locais avaliados, Santa Catarina é o que possui o seguro mais barato para todos os carros analisados. Por outro lado, o Rio de Janeiro é a capital que apresenta os preços mais altos para oito dos dez automóveis listados abaixo.

Detalhes da cotação

Capitais: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC) e Salvador (BA).

Seguradoras: Azul, AIG, Allianz, Bradesco, HDI, Itaú, Liberty, Sompo Seguros, Mapfre, Mitsui, Porto Seguro, Tokio Marine e Sulamerica.

Perfil: Homem, 35 anos, casado.

Plano: Cobertura de terceiros de R$ 100 mil.

Governo quer fim de “Golden Share”, o que beneficiaria também a venda do IRB

O Ministério da Fazenda consultou o Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a venda de Golden shares, ações de classe especial detidas pela União, como IRB Brasil Re, Vale, Embraer e Eletrobras. Segundo publicou o Valor, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, encaminhou ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma consulta para saber como se livrar dessa ação. Ele entende que a “golden share” é mal vista pelo mercado e que tem um efeito negativo sobre o valor dos ativos.

Meirelles, que foi conselheiro do Lloyd’s of London, o principal mercado segurador do mundo, quer saber do TCU qual o melhor caminho para o governo se desfazer das ações sem que haja prejuízo aos interesses da União. No caso do IRB, cuja a venda do controle chegou a ser comentada antes do IPO realizado há pouco mais de um mês, seria interessante a saída do governo para que investidores se interessem pelo ativo. A golden share da direito a União de vetar fusões, cisões e incorporações, bem como definição de políticas de resseguros.

Barclays estima perdas seguradas causadas pelo Irma em até US$ 130 bi

Se o Irma atingir a Flórida como um furacão de categoria 4 (com ventos entre 209 e 251 km/hora), as perdas com seguros poderão alcançar de US$ 125 bilhões a US$ 130 bilhões, segundo estimativas de analistas do Barclays divulgadas pelas agências internacionais de notícias. As perdas não cobertas por seguro poderão superar essa cifra. O prejuízo causado pelo Katrina em Nova Orleans, em 2005, somou US$ 160 bilhões em dólares correntes, segundo o Centro Nacional de Informação Ambiental. Embora ainda seja cedo para traçar a rota exata da tempe stade até a Flórida, alguns modelos estimam que um impacto direto em Miami poderia provocar danos na faixa de US$ 200 bilhões.

“A cada cinco anos, a despesa assistencial per capita dobra no Brasil”, alerta presidente da FenaSaúde

Fonte: FenaSaúde

Destinado a representantes de organizações governamentais e não governamentais, e gestores e inovadores do mercado de saúde, o Fórum Inovação Saúde, realizado nesta segunda-feira (04), no Rio de Janeiro, trouxe um alerta da presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Solange Beatriz Palheiro Mendes: “A cada cinco anos, a despesa assistencial per capita dobra no Brasil”.

Nesse cenário, para a presidente da FenaSaúde, a inovação deve ser um comprometimento de todos que atuam no setor de saúde: “No dia a dia, a tecnologia é uma excelente ferramenta de eficiência e aperfeiçoamento de boas práticas, visando melhores condições de cuidado da doença”. Segundo Solange Beatriz, a inovação também é uma aliada para conter a forte alta dos custos médicos. “A denominada lei de Moore diz que os custos com computação caem pela metade a cada dois anos. Precisamos de uma espécie de lei de Moore para a saúde, pois o atendimento privado à saúde está ficando caro e inacessível para muitos brasileiros”, afirma.

Solange Beatriz Mendes participou da abertura do evento em um painel que debateu Compliance e Transparência, juntamente com Lucia Casasanta, diretora de Conformidade e Gestão de Risco, da Eletrobrás. Para Casasanta, em se tratando de Compliance, manter a ética e integridade passaram a ser o princípio básico dos negócios. “Entre as vantagens em formar uma cultura ética em uma organização estão o aumento da competitividade e a valorização da imagem e reputação”, explica. Também participaram do painel, Josier Vilar e Francisco Balestrin, respectivamente, sócio-diretor e presidente do Conselho de Administração do Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEXs).

Organizado pelo CBEXs, o fórum teve o de objetivo compartilhar tendências, conceitos e conhecimentos que contribuem para a informação e modernização do setor de saúde brasileiro. O evento ainda contou com as seguintes palestras: “Museu do Amanhã: Um novo Conceito de Governança e Gestão”, com Ricardo Piquet, diretor-presidente do Museu do Amanhã; “Ciência de Dados Aplicada à Saúde”, com Geraldo Xexéo, professor da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ); e “O Case Google: Modelo Disruptivo de Comunicação e informação na Saúde”, com Alessandro Germano, Business Development Principal, do Google. Segundo Germano, a cada 20 buscas que são feitas ao redor do mundo, uma está relacionada à saúde.

ARTIGO: Exportar pode ser o caminho em momentos de crise

por Marcele Lemos, presidente da Coface no Brasil

Algumas turbulências tendem a demorar um pouco mais a passar do que outras. Em outros casos, juntam-se a um cenário já não muito favorável, outras complicações. É esta a atual situação do Brasil, no qual havia um crise econômica e que agora ‘ganhou’ de presente uma crise política. No entanto, a roda precisa continuar girando, as empresas necessitam dar continuidade aos seus negócios, independentemente do seu core business.

A crise pode ser bem severa para as organizações, inclusive limitando-as a linhas de crédito para investimento e deixando-as mais suscetíveis ao default. É preciso uma estratégia de desenvolvimento de novos produtos, aperfeiçoamento do que já tem ou, ainda, a exploração de novos mercados, inclusive fora do país de origem da empresa.

Exportar pode ser uma saída. Falando sobre o âmbito macroeconômico, a exportação de produtos e serviços é bem positiva para a balança comercial, a conta corrente e os pagamentos de qualquer país, além de um multiplicador das receitas da economia, em geral, e dos agentes que participam, em particular. No aspecto microeconômico, exportar permite que as empresas diversifiquem os riscos diante de mercados internos instáveis e façam frente a eventuais altos e baixos na economia nacional, regional ou internacional. É fundamental compreender a importância da internacionalização para a abertura de novos mercados.

No entanto, sempre há riscos. Por isso, uma ferramenta que pode tranquilizar gestores das empresas é o seguro de crédito à exportação. Ele garante ao exportador a indenização por perdas líquidas definitivas, em consequência do não recebimento de crédito concedido a cliente no exterior. Além disso, funciona como instrumento de prevenção e ferramenta de cobrança. Entre as garantias vinculadas às vendas externas, esta modalidade de seguro é a que apresenta o menor custo.

Na medida em que o seguro de crédito à exportação pode ser aceito como garantia pelas instituições financeiras, ele facilita o acesso a financiamentos. Ele garante os financiamentos de crédito à exportação contra: risco comercial, quando o financiador não recebe seus créditos concedidos ao Importador; risco político, mora, rescisão arbitrária, moratória geral decretada pelas autoridades do país devedor; e riscos extraordinários que impeçam o pagamento da dívida financiada, como guerras, revoluções, catástrofes naturais. O seguro de crédito à exportação cobre os percentuais de 95% em caso de risco comercial e 100% em risco político e risco extraordinário.

Sendo assim, é importante que as organizações se valham desta ferramenta que é muito importante para o desenvolvimento do comércio internacional brasileiro e para a conquista de novos mercados, sem que o exportador precise incorrer em riscos significativos. Para que possa se prevenir adequadamente dos riscos, o exportador deve, antes de mais nada, se aplicar em definir claramente no contrato de seguro suas obrigações a serem cumpridas antes, durante e depois da realização das exportações. Isso evita problemas futuros e facilita a negociação no momento de um eventual sinistro.

ARTIGO: Cinco argumentos imbatíveis para os corretores venderem o seguro D&O

Por Thabata Najdek

Diversificar a carteira, realizar cross selling, venda cruzada etc. Os corretores de seguros bem sabem quais sãos os caminhos para ampliar os negócios e aumentar o faturamento. Na prática, porém, nem sempre é fácil convencer o cliente. Por exemplo: vender uma apólice de seguro D&O para gestor de empresa familiar ou de pequeno porte parece uma tarefa impossível. Mas, não é. Com argumentos certos, é possível não apenas vencer a resistência do gestor, como também convencê-lo de que o seguro D&O é um investimento baixo para proteger o patrimônio que ele construiu com esforço, caso venha ser acionado na justiça por algum de seus atos ou de seus comandados.

A seguir, cinco argumentos fortes que os corretores de seguros podem utilizar para as principais justificativas dos gestores que resistem à ideia de contratar o seguro D&O:

1 – “Minha empresa não tem ações na bolsa, não preciso de seguro”

De fato, as empresas de capital aberto necessitam de seguro D&O porque são reguladas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que fiscaliza a conduta de seus gestores e por isso têm maior exposição a riscos. Mas, é um erro pensar que as empresas de capital fechado não estão sujeitas a riscos. Estão sim, e muito. Nenhuma empresa está livre de ser acionada na justiça e tampouco seus gestores, especialmente pelo risco de responsabilização previsto nos códigos de defesa do consumidor, tributário, civil etc. E o seguro D&O serve, nesses casos, para cobrir os custos de honorários advocatícios para que o administrador tenha a melhor defesa e, se for condenado por ato culposo, o reembolso da indenização paga.

2 – “Sou diligente, e, portanto, nunca enfrentarei processos na justiça”

Todos os gestores são responsáveis por sua conduta e a de seus subordinados. Então, ainda que aquele ato ou omissão não tenha sido cometido diretamente por ele, estará sujeito a ser questionado, porque era sua obrigação verificar se a conduta era correta, se os manuais de procedimentos estavam sendo seguidos etc. Um exemplo é o caso de um diretor que foi acionado na justiça porque o empregado, que trabalhava em outro estado, morreu em acidente de trabalho por não utilizar os equipamentos de segurança disponibilizados pela empregadora. O diretor foi processado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, porque o Ministério Público entendeu que ele deveria ter fiscalizado o uso dos equipamentos de segurança. Veja que a responsabilidade na condição de executivo da empresa extrapola a sua conduta. Então, o risco é bem maior do que se possa mapear.

3 – “A empresa é familiar e os acionistas não vão me processar”

A maioria das ações na justiça contra o empresário não é promovida por sócios ou acionistas. Geralmente, são ajuizadas pelo Ministério Público por questões criminais, tributárias, consumeristas e ambientais, entre outras. Os fornecedores também podem questionar a conduta do administrador durante o processo da ação de falência, por duvidarem que a empresa possa honrar suas dívidas. Então, o fato de a empresa ser familiar pouco importa na promoção de ação contra o executivo.

4 – “Sou sócio administrador e o seguro D&O não me protege”

De fato, se ele for apenas sócio não terá a cobertura do seguro. Mas, se for sócio administrador terá cobertura para o risco de administração da empresa. Então, caso seja questionando na justiça pelo recolhimento de um tributo, por sonegação fiscal, pouco importa o fato ser ou não sócio, porque o foco da ação será apurar um ato de administração da empresa. Para indenizar, a seguradora irá avaliar se no momento do sinistro a reclamação foi contra a figura do sócio ou do administrador.

5 – “A empresa é pequena, não necessita de seguro D&O”

Esse argumento é recorrente, mas não faltam exemplos para derrubá-lo. Empresas pequenas podem ter riscos bem grandes. Um exemplo dos mais conhecidos é o de um shopping em Osasco que explodiu, em 1996, gerando uma série de desdobramentos contra os seus executivos, inclusive o gerente. Além de processados criminalmente, a justiça se baseou no Código de Defesa do Consumidor para a indenização de todas as vítimas, aplicando a desconsideração da personalidade jurídica, pela qual os gestores respondem com o seu patrimônio. E para piorar, foi de forma solidária. O caso chegou ao STJ e eles foram absolvidos no processo criminal, mas tiveram de arcar com as indenizações civis. O shopping tinha o capital social de R$ 3 milhões, montante insuficiente para pagar altas indenizações. Ou sejam o risco era desproporcional ao tamanho da empresa e o patrimônio dos administradores ficou extremamente vulnerável.

Por isso, é fundamental que o gestor tenha apólice de D&O, porque por meio dela conseguirá transferir grande parte dos riscos de sua gestão à seguradora, podendo exercer a sua administração de forma mais tranquila. E o melhor argumento de vendas é explicar para o empresário que o custo do prêmio é provavelmente muito menor, por exemplo, que o prêmio do seguro de automóvel dos executivos da empresa, e a proteção (limite segurado) muito maior.

Susep iniciou a emissão da carteira profissional do corretor de seguros

Comunicado

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) iniciou a emissão da carteira profissional do corretor de seguros. A requisição do documento deve ser realizada pelo portal da autarquia (http://www.susep.gov.br/) e para solicitá-lo o profissional precisa ter tido o seu pedido de recadastramento deferido. A distribuição da carteira ficará a cargo do Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros, de Resseguros, de Capitalização e de Previdência Complementar Aberta (Ibracor), órgão auxiliar da Susep.

Para o superintendente da autarquia, Joaquim Mendanha de Ataídes, a carteira profissional do corretor de seguros significa a valorização da categoria. “Esse é mais um passo importante para o fortalecimento da profissão de corretor e também vai ao encontro de todas as ações que a Susep realiza em prol da proteção do consumidor”, ressaltou, salientando que os novos documentos emitidos em formato smart card permitirão que os corretores realizem a certificação digital e tenham mais segurança no relacionamento com as empresas do setor e com outros órgãos do Governo Federal, como a Receita Federal.

As carteiras profissionais serão produzidas em lotes, incialmente de 500 unidades, e possuem o custo unitário de R$ 41,16. A Susep esclarece que a responsabilidade da conferência dos dados cadastrais para a emissão das mesmas é do próprio corretor de seguros. A entrega das carteiras será realizada nos sindicatos estaduais (Sincors) ou nas delegacias regionais sob a supervisão do Ibracor. Para a retirada da carteira o corretor precisará apresentar o comprovante do pagamento de emissão e um documento de identificação original com foto. O corretor de seguros que não apresentar interesse em obter a carteira de identidade profissional poderá comprovar a sua habilitação por meio de certidão extraída no portal da Susep.

Recadastramento

O período estipulado para o recadastramento do corretor de seguros pessoa física encerrará no dia 30 de setembro. O não recadastramento implica na suspensão do registro conforme o disposto na Circular da 552, de 17 de maio de 2017. A Susep esclarece que os corretores que finalizarem o pedido de recadastramento dentro do prazo e o mesmo permanecer em análise por parte da autarquia, não serão prejudicados e os seus registros continuarão ativos até a conclusão da análise.

Em caso de dúvidas, o site do Ibracor (http://www.ibracor.org.br/) possui um passo a passo detalhado sobre o recadastramento e há linhas diretas para os corretores nos telefones (21) 3233-4146, da Susep, e (21) 3509-7070, do Ibracor.