Liberty lança seu próprio programa de conexão com startups; inscreva-se

Fonte: StartSe

A Liberty Seguros lançou o Programa Liberty Open CoLab. A iniciativa busca por startups que tenham soluções relacionadas a 4 componentes que, uma vez integrados, farão parte da solução a ser testada durante a empreitada.

São eles: solução sob demanda, pela qual o usuário é capaz de ativar ou desativa-la quando achar necessário; solução de meio de pagamento pré-pago (utilização de créditos); benefícios (cashback); e solução P2P (peer to peer), através de recomendações.

A primeira fase é a do screening, que está com inscrições abertas até 24 de setembro. Logo em seguida, acontecerá a avaliação das inscritas para o Pitch Day, que vai rolar no dia 10 de outubro. A etapa seguinte é a de conexão: aprofundamento dos requisitos dos componentes e do entendimento das soluções para avaliação da pertinência de estruturação e realização de um piloto – acontece nas duas primeiras semanas de novembro. Por fim, até dezembro, terá o balanço entre os resultados esperados e os resultados alcançados e deliberação sobre a continuidade e formato da relação entre a startup e a Liberty Seguros.

As selecionadas serão aquelas com aderência aos componentes e que estejam no estágio de MVP desenvolvido e validado ou mesmo que já tenham seu produto ou serviço disponíveis no mercado. Não importa o tipo de tecnologia nem onde a startup está localizada.

Por que participar? Oportunidade de gerar receita ao ser contratado como fornecedor ou parceiro da Liberty Seguros, sem nenhuma cessão de participação; oportunidade de testar sua solução em situações reais numa empresa inovadora, com participação significativa no mercado; oportunidade de contato com diretores, gerentes e especialistas da Liberty e receber feedback sobre a aderência de sua solução; e rapidez.

BMW Group Brasil conta com oficinas certificadas para prestar serviços de Funilaria e Pintura

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O BMW Group Brasil e o Porto Seguro Auto fecharam uma parceria que proporcionará aos clientes BMW e MINI e aos segurados do Porto Seguro Auto que possuem esses modelos uma experiência ainda mais Premium ao utilizarem serviços de funilaria e pintura. A cerimônia de formalização do acordo, realizada nesta terça-feira (29), em São Paulo, contou com a participação do presidente e CEO do BMW Group Brasil, Helder Boavida; do diretor de Pós-Vendas das marcas BMW e MINI, Antonino Gomes de Sá; do Diretor Geral da Porto Seguro, Luiz Pomarole; entre outros executivos das duas companhias.

Com esta iniciativa, os segurados proprietários de um veículo BMW e/ou MINI têm à disposição a rede de Concessionárias Autorizadas BMW e MINI para a realização de serviços de funilaria e pintura e a garantia de que seu veículo será reparado respeitando os mais rigorosos padrões de qualidade.

Para isso, ao ocorrer um sinistro, o segurado será informado pela seguradora, por meio de seus canais de atendimento, sobre a possibilidade de realizar o reparo nas oficinas certificadas da rede de Concessionárias Autorizadas BMW e MINI. Ao levar seu automóvel ao local, contará com instalações, equipamentos, ferramentas e processos alinhados aos rigorosos padrões de qualidade globais adotados pelo BMW Group, a certeza de que serão utilizadas peças originais BMW e MINI, além de ter o suporte de profissionais treinados e qualificados. Toda esta estrutura se traduz em agilidade e qualidade desde a chegada do veículo até a sua devolução, garantindo a performance, beleza e segurança já consagradas nos automóveis das duas marcas.

Atualmente, o BMW Group Brasil conta com oficinas certificadas para prestar serviços de Funilaria e Pintura em quase todo o território nacional – até 2020, 100% da rede estará certificada pelo grupo – e que passarão a ser referenciadas pelo Porto Seguro Auto. São elas: Autostar, Osten e Grand Brasil, de São Paulo (SP); Eurobike (Ribeirão Preto/SP) e Germânica (Sorocaba/SP); Autokraft (Rio de Janeiro/RJ) e Euro Import (Curitiba/PR). A certificação de oficinas do BMW Group obedece uma dinâmica gradativa e contínua, em nível global, e tem como principal meta a excelência na qualidade de execução dos serviços.

“Esta iniciativa proporcionará uma oportunidade aos clientes em comum de ambas as empresas de utilizar os serviços de reparo e pós-vendas da BMW e da MINI, que obedecem aos mais rigorosos padrões de qualidade em âmbito global”, afirma o presidente e CEO do BMW Group Brasil, Helder Boavida.

“Ampliar as opções e a qualidade dos serviços de pós-vendas é primordial para aprimorar o relacionamento com nosso cliente e é uma das diretrizes fundamentais da companhia. Sempre trabalhamos para que os nossos clientes desfrutem de serviços cada vez mais inteligentes e conectados às realidades e demandas da sociedade atual”, explica Antonino Gomes de Sá, diretor de Pós-Vendas das marcas BMW e MINI.

Seguradora cria plataforma para facilitar o acesso à previdência complementar

Fonte: Zurich

Com o objetivo de suprir a crescente demanda por informações sobre previdência complementar e soluções que facilitem o acesso à proteção contra a perda de renda, a Zurich, seguradora global com 78 anos de experiência no mercado brasileiro, investiu na criação do Portal da Previdência, plataforma que possibilita, de forma rápida e prática, a contratação online de planos de previdência complementar pelo site: www.zurich.com.br.

O Portal da Previdência, viabilizado com esforços sinérgicos das áreas de tecnologia e produtos, traz a facilidade da emissão digital, que permite aos corretores efetuar a venda de um plano de previdência diretamente pelo website da Zurich, por meio de formulário eletrônico e assinatura digital, prática com foco em sustentabilidade e que dispensa o uso de papel.

Segundo Carlos Tejeda, Diretor de Distribuição de Vida e Previdência da Zurich, a novidade contribui para a modernização da atividade dos corretores de seguros e substitui a necessidade de o cliente assinar o formulário em papel para contratar um plano de previdência. “Queremos facilitar a vida dos corretores, das empresas que instituíram planos de previdência e também do consumidor final. A atuação da Zurich é sustentada por três pilares, foco no cliente, inovação e simplificação, o que faz com que tenhamos soluções como esta plataforma, que deixa os produtos ao alcance das pessoas”, explica o Diretor da Zurich.

Além da contratação digital e do acompanhamento online do investimento, o Portal conta com um simulador que ajuda a entender os diferentes tipos de planos de previdência, a projeção de investimento x rendimento e auxilia na escolha do melhor produto de acordo com o perfil do usuário.

Outro diferencial do serviço oferecido pela Zurich é a disponibilidade de informações para diferentes públicos. Trata-se de um único ambiente online em que empresas, por meio de seus departamentos de Recursos Humanos, colaboradores, clientes e corretores, podem acessar e consultar dados, boletos, extratos, histórico de remuneração, rentabilidade e outras informações e serviços online.

NÚMEROS

A Zurich tem como missão conhecer os riscos, oferecer soluções para que as pessoas possam se proteger contra eles e realiza com frequência estudos como forma de disseminar tendências e conhecimento. De acordo com dados do Estudo Zurich – Falhas na Proteção de Renda/2016, realizado em parceria com a Universidade de Oxford e que entrevistou mais de 11 mil pessoas, em 11 países, a população global ainda subestima o risco real de perda de renda. No mundo todo, 38% das pessoas acreditam que existe menos de 10% de chance de um evento inesperado impedir sua capacidade de gerar renda. No Brasil, o índice é ainda maior e chega a 41%. Na contramão dessa expectativa, 44% das pessoas já tiveram perda de renda devido à invalidez ou morte de algum familiar.

“É importante que todos entendam a importância de um planejamento financeiro adequado para aposentadoria. Somos uma empresa global, comprometida com o desenvolvimento dos mercados em que atuamos, buscamos trazer soluções, facilitar o acesso às informações, aos planos de previdência complementar e, dessa forma, contribuir para que a sociedade como um todo esteja mais protegida contra a perda de renda.”, explica Carlos Tejeda.

Dados da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) mostram que em 2016 a captação líquida no segmento teve um saldo positivo de R$ 60,8 bilhões, 24% a mais que 2015. “Houve um aumento na captação líquida no mercado de previdência, apesar do momento econômico que o Brasil está passando, tivemos um 2016 excelente e, não tenho dúvidas de que 2017 será ainda melhor com relação à captação de recursos para os planos de previdência” afirma Carlos Tejeda.

Tokio Marine contrata profissionais acima de 50 anos

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A recolocação no mercado de trabalho não é simples, principalmente para as pessoas que têm acima de 50 anos. Mas a Tokio Marine valoriza e está em busca de profissionais com esse perfil. Inicialmente, a Companhia está disponibilizando vagas temporárias para atuação na área de Atendimento – Contact Center. Para concorrer, os candidatos devem ter concluído o ensino médio e ter conhecimento básico do pacote Office. As vagas serão divulgadas na área “Trabalhe Conosco” no site da Tokio Marine e no LinkedIn, além dos canais oficiais de comunicação da Seguradora.

Os aprovados no processo seletivo terão como responsabilidades atender Clientes e Corretores para esclarecer dúvidas e executar solicitações; registrar reclamações, sugestões e elogios; prestar informações diversas e realizar aviso de sinistro para o ramo de automóvel, incluindo consulta de processo e agendamento de vistoria.

A iniciativa faz parte do Programa ‘Toque de Vivência’, cujo mote é “Um emprego que valoriza a melhor experiência. A de vida”, e visa garantir ainda mais inclusão e diversidade entre os Colaboradores da Companhia, além de oferecer a oportunidade de trabalho a profissionais da melhor idade. “Hoje, a expectativa de vida no Brasil está cada vez maior e as pessoas estão mais ativas e em plena capacidade de exercer as mais diversas atividades. A Tokio Marine entende que profissionais acima de 50 anos podem retomar suas carreiras e continuar realizando seus sonhos”, afirma a Gerente de Recursos Humanos, Juliana Zan.

O programa está alinhado com as diretrizes da Seguradora de valorização do Capital Humano e Orgulho de Pertencer. “Na Tokio Marine, trabalhamos com foco em Pessoas, Processos e Paixão. Essa combinação, alicerçada pelos pilares de Crescimento com Resultado e Qualidade/Inovação na entrega dos nossos Produtos e Serviços, é fundamental para continuarmos construindo a história de uma das melhores empresas para trabalhar no Brasil, solidificando nossa estratégia mundial de sermos reconhecidos como uma Good Company”, completa Juliana Zan.

A Companhia está há cinco anos consecutivos no ranking de Grandes Empresas da pesquisa conduzida pelo Great Place to Work® Brasil em parceria com a Revista Época. Em 2017, alcançou a 8ª posição.

SulAmérica participa de evento da ONU

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A SulAmérica, maior seguradora independente do País, participará de dois painéis da mesa redonda regional da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI) na América Latina e no Caribe, a ser realizada entre os dias 5 e 6 de setembro próximo em Buenos Aires, na Argentina.

A diretora de Recursos Humanos e Sustentabilidade da SulAmérica, Patrícia Coimbra, integrará o debate sobre a liderança de mercado em finanças sustentáveis. Entre outras abordagens, a proposta é a de apresentar as boas práticas em termos sociais, ambientais e econômicos, desafios e oportunidades neste processo, e como o exemplo da companhia pode servir de inspiração para outros players.

“A SulAmérica é pioneira no emprego da metodologia de reportar indicadores socioambientais. Também é signatária e conselheira da iniciativa dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) e dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI). Participar da mesa é uma oportunidade de compartilhar um pouco de nossa experiência e de como a participação na UNEP FI colaborou com esse processo”, afirma Patrícia.

Outra sessão terá a participação do superintendente de Sustentabilidade, Tomás Carmona. Ele será um dos debatedores no painel que abordará formas de assegurar a implementação do PSI nas companhias, e ainda principais oportunidades para o mercado de seguros usando tais iniciativas.

“Vamos mostrar que os bons princípios e práticas ambientais, sociais e de governança corporativa estão presentes em todas as áreas da SulAmérica. E que a adoção deles e sua constante vigilância objetivam um equilíbrio que beneficia o negócio e a sociedade”, afirma Carmona, que integra o conselho global do PSI.

UNEP FI – A Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI) é fruto de uma parceria entre a ONU e o setor financeiro criado na Eco-92, no Rio de Janeiro. Ele é composto por mais de 200 instituições financeiras, tais como bancos, seguradoras e investidores, e tem como missão promover as finanças sustentáveis buscando entender os desafios ambientais e sociais da atualidade, seus impactos nos negócios e como enfrentá-los.

Alejandro Padilla assume como CEO de resseguros da Som.Us para AL

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A SOM.US Holding International, empresa do setor de seguros e resseguros para a América Latina, informa que o mexicano Alejandro Padilla acaba de assumir, neste mês de setembro, o cargo de CEO da área de Resseguros Marine e Non-Marine para a América Latina. Com escritórios localizados no Brasil, Equador, México e Uruguai, a nova estrutura da holding SOM.US está organizada em quatro unidades de negócios transversais, sendo três relacionadas a Resseguros – Non-marine, Marine e Benefícios – e uma a Assessoria em Seguros (Wholesale). Fabio Basilone, do Brasil, é o CEO da unidade de Wholesale e Maurício Rodriguez, do Equador, é o CEO de Benefícios. Juntos, os CEOS têm a função de definir as bases estratégicas da Companhia.

Neste primeiro momento, a estratégia da SOM.US é estruturar a nova unidade para ampliar de forma orgânica sua atuação em toda América Latina. “O mundo do comprador de resseguro tornou-se mais complexo. As expectativas em relação ao corretor de resseguros mudaram e continuarão a mudar em termos de crescimento, margem, restrição de custos e talento. A figura do corretor de resseguros está em transição e hoje está mais próxima de um conselheiro estratégico”, destaca o CEO, que fica baseado na SOM.US México. O executivo explica que o seu principal objetivo é fazer com que a unidade de Resseguros em Marine e Non-Marine cresça em toda América Latina.

“Vejo uma verdadeira oportunidade de ofertar criatividade, inovação e, o mais importante, um serviço de qualidade tangível”, disse Padilla. Motivado, ele afirma que está ansioso para fazer da SOM.US um grande player no ecossistema do Resseguros Non-life na América Latina, que, em 2016, representou US$ 11,6 bilhões de prêmios cedidos”.

Perfil de Alejandro Padilla

Nascido no México, Padilla tem uma vasta experiência nos setores de seguros e resseguros. Estudou engenharia industrial na Universidad Iberoamericana e mestrado em finanças pela ITESM, o que lhe permitiu iniciar sua carreira no P&C Broker, Reinmex. Padilla assumiu funções de liderança em Guy Carpenter tornando-se MD-Country Head para o México e América Central. O executivo também trabalhou para o JP Morgan Bank (México), a ING Insurance Company e foi chefe de resseguro da Latam North para a Swiss Re e presidente da Swiss Brokers no México. Mais recentemente, exerceu a função de CEO da CGSC (Cooper Gay Swett & Crawford) para o México, CA e Caribe espanhol.

Rádio CNseg: Secretaria Nacional do Consumidor aposta nas plataformas digitais visando à melhoria nas relações de consumo

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A diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, órgão ligado à Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), Ana Carolina Caram, fala na Entrevista Especial de hoje sobre a situação do atendimento ao consumidor em todo o país. Ela trata em particular do funcionamento do consumidor.gov, uma plataforma digital em que os clientes podem registrar queixas e reivindicar direitos junto às empresas. “É uma forma de o consumidor ter acesso ao fornecedor sem ter que sair de casa. Acredito que as plataformas digitais sejam o presente e o futuro das relações de consumo”, afirma ela.

Também nesta segunda, o presidente da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, aborda no programa “Fala Presidente” a oitava edição da Conseguro (Conferência Brasileira de Seguros, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), principal evento do setor no Brasil, que acontecerá de 19 a 21 de setembro no Rio de Janeiro. A conferência debaterá este ano a situação econômica e política do país. “Com certeza, vai ser um momento importantíssimo para discutir como o setor pode contribuir para o crescimento do Brasil a partir do ano que vem”, diz Coriolano.

Nesta terça-feira, no quadro “Conheça os Seguros Gerais”, o presidente da Comissão de Responsabilidade Civil Geral da FenSeg, Márcio Guerreiro, fala sobre seguro para estacionamento. No mesmo dia, entra o “Qual é a Dúvida?”.

Já na quarta-feira, no programa “Inovação e Sustentabilidade”, o presidente da Comissão de Seguros Inclusivos da CNseg, Eugênio Velasques, explica o que é esse ramo, anteriormente conhecido como microsseguros. Também na quarta, o “Entenda os Seguros de Pessoas” traz o diretor comercial da Capemisa Seguradora, Fábio Lessa, que vai falar sobre o Seguro Prestamista.

No dia seguinte, o quadro “Por Dentro da Saúde Suplementar” apresenta uma entrevista com a diretora de Normas e Habilitação de Produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar, Karla Coelho. Ela abordará as diretrizes da ANS para o enfrentamento da obesidade no Brasil. Ainda na quinta, é a vez do “Momento Jurídico”.

Fechando a semana, na sexta-feira, o programa “Dicas do Consultor” apresenta a terceira parte da série com o presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), Reinaldo Domingos, sobre cuidados financeiros nas diversas fases da vida. Nesta semana, ele enfoca o período dos 17 aos 25 anos. No mesmo dia, vai ao ar o “Minuto da Capitalização”.

Diariamente, a Rádio CNseg traz ainda boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em http://radio.cnseg.org.br.

Riscos de seguros negociados no mercado de capitais

A Folha de São Paulo conta hoje que empresas de seguros no Brasil querem um novo instrumento que permita transferir riscos ao mercado de capitais na forma de resseguros. A ideia é “empacotar” apólices em um título que possa ser comercializado. É um negócio com formato semelhante ao dos CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), mas no qual o comprador antecipa pagáveis e corre o risco de arcar com parte dos sinistros dos contratos. “A possibilidade de transferir riscos para o mercado de capitais transformou o setor em países desenvolvidos”, diz Rodrigo Botti, diretor da resseguradora Terra Brasis. “Nos mercados maduros, essa prática representa cerca de 20% do volume total de prêmios”, afirma. A estratégia para inserir essa venda do título de seguros na legislação brasileira será um dos principais temas do Conseguro, evento da confederação do setor.

Seguro auto popular ainda é a grande aposta do setor

por Márcia Alves

Criado para conquistar o mercado de mais de 30 milhões de veículos que não têm seguro, fatia correspondente a cerca de 70% da frota nacional, o seguro popular de automóvel ainda está longe de atingir esse objetivo. Dia 29 de agosto, a Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS) realizou debate, no auditório do Sincor-SP, para discutir as expectativas do setor e os problemas que impedem a evolução desse seguro.

Pesquisa com os sem seguro

Segundo Felipe Milagres, diretor da Azul Seguros, pesquisas que apontam por que muitos donos de automóveis não fazem seguro ajudaram a empresa a direcionar a construção do seu produto. Para a justificativa dos entrevistados que consideram o seguro caro e que admitem a incapacidade de pagar em até 4 parcelas, a empresa adotou a solução de um produto enxuto com preço competitivo (até 30% mais barato que o tradicional) e em dez prestações fixas.

Em relação à baixa percepção do valor do seguro e da imagem de burocrática das seguradoras, apurada por pesquisas, a solução da empresa foi tornar o produto fácil de entender, com perfil simplificado (apenas cinco perguntas) e coberturas básicas (colisão, roubo, furto). O Azul Seguro Auto Popular é destinado a veículos com 5 anos ou mais, importância segurada de até R$ 60 mil e indenização de 80% ou 90% da tabela Fipe, além de assistência 24 horas e guincho em até 100 km.

Mas, o seguro auto popular se tornou viável para a seguradora somente após a publicação da resolução do CNSP (nº 340), em dezembro de 2016, que permitiu o uso de peças de desmontagem oriundas de empresas credenciadas e também peças de reposição novas, que apresentem as mesmas especificações técnicas do fabricante. Com isso, a Azul pode reduzir o preço do seu produto a partir do uso de uma cesta de peças, que inclui peças originais, peças de desmontagem provenientes da Renova Ecopeças, empresa da Porto Seguro criada há três anos, e peças de fabricantes homologados e certificados.

Boas perspectivas

O seguro popular de automóvel da Tokio Marine Seguradora, segundo o diretor de Automóvel da Luiz Padial, oferece cobertura inicial para colisão e incêndio para veículos com cinco anos ou mais de uso e pode custar até 50% menos que o seguro tradicional. Ele explica que a indenização é ajustada entre 80% e 90% da tabela Fipe e o valor da franquia difere no momento do sinistro se o segurado optar por oficina de livre escolha ou referenciada. Os serviços de assistência, como carro reserva e vidros, são flexíveis e o pagamento do prêmio é facilitado em até 6 vezes sem juros ou em 12 parcelas fixas no débito em conta ou cartão de crédito.

A Tokio Marine optou por utilizar no reparo de veículos peças novas compatíveis, que são oriundas do mercado alternativo, com as mesmas especificações técnicas do fabricante. O produto está disponível para 16 tipos de veículos (passeio, caminhões e utilitários de carga), cuja combinação pode atingir mais de mil versões. Ele também destacou a abrangência de oferta em dez cidades do país, adiantando que a empresa já somou outras dez cidades à lista.

Em seis meses de operação, a empresa vendeu mil apólices, somando R$ 1,4 milhão em prêmios, e indenizou apenas nove sinistros, dos quais somente um por perda parcial. “Acompanhamos cada venda, até para ter a certeza de que foi uma venda consciente, e nos casos de sinistros, também verificamos o serviço da oficina”, diz Padial. A Tokio Marine calcula que no médio prazo a venda de seguro auto popular represente 15% de sua carteira.

Reparação

José Nogueira dos Santos, vice-presidente do Sindicado da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sindirepa-SP), e presidente da Câmara de Estudos de Colisão do Sindirepa Nacional, contou que a rede independente está presente em 5.572 municípios do Brasil. Segundo ele, o alto preço das peças combinado com a Lei do Desmonte(12.977/2014), que ainda precisa ser discutida amplamente pela sociedade e que demora a ser consolidada, eleva o aumento de furto de veículos e o comércio ilegal de peças.

Para ele, a lei ainda não oferece solução para atender toda a demanda, pois a capacidade de abastecimento dos estabelecimentos legalmente instalados não atende a 1% da demanda do mercado de sinistro. Nogueira lembrou que nos Estados Unidos, o trabalho de desmontagem de veículos é realizado pelas próprias montadoras. Ele destacou a importância do reparador independente para a consolidação de qualquer projeto de melhoria de mobilidade, e que o objetivo da Câmara de Colisão é a aproximação do mercado reparador com o segurador, para que haja mais segurança. “Pois, somos um dos elos desta cadeia produtiva”.

Garantia da qualidade

Representando a Fenacor, o vice-presidente na região Sudeste e presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, tocou em um ponto crucial para a evolução do seguro auto popular: a garantia da origem e do estado de uso das peças recuperadas provenientes de desmanches. De acordo com a Lei do Desmonte, caberá aos Detrans dos estados regimentar e fiscalizar as empresas de desmontes para o registro e controle da origem das peças. “Criou-se a expectativa de usar peças recuperadas para reduzir o preço do seguro. Mas, o fato é que isso não se tornou realidade”, afirma.

Segundo Camillo, falta aos Detrans um sistema informatizado, cujo custo atual está na casa de milhões de reais. Apenas o Detran de São Paulo adquiriu o sistema. Nos seminários itinerantes sobre a Lei do Desmonte, realizados pela Fenacor, ele observou que ficou clara a necessidade de se equipar os Detrans para a consolidação da lei. “Aí sim pode se pensar no seguro auto popular. A Fenacor e a CNseg se debruçaram novamente sobre o assunto. Está se avaliando também a força de contribuição junto aos Detrans na obtenção destes sistemas. Acredito firmemente que, em breve, teremos boas novidades”, diz.

Comitê da Camara-e.net quer difundir a cultura de insurtech no Brasil

Difundir a cultura de insurtech no Brasil. Esse é o desafio de Gustavo Zobaran, que assumiu a coordenação do Comitê de Insurtechs da Camara-e.net para discutir, fomentar e estimular projetos disruptivos no mercado de seguros. “Vamos fazer uma radiografia desse segmento, levantando as iniciativas com soluções de investimento, internet das coisas, jornada do usuário, produtos, segurança da informação, análise de dados e tecnologias futuras, entre outras categorias que compõem esse ecossistema”, comenta ele que também é head de brand experience na Youse.

A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) já abrigava um comitê de seguros, liderado por Manoel Mattos. Diante da explosão das insurtechs, surgiu a idéia de fazer um retrofit no comitê e mudar seu nome para insurtech, um tema que caiu no gosto das seguradoras e investidores, contou ele ao blog Sonho Seguro. “Também queremos trazer as experiências internacionais para o Brasil, bem como levar a nossa experiência para o mundo”, afirma. “Temos vários casos de sucesso no país que precisam ser divulgados”, acrescenta.

Zobaran enumerou os principais desafios do comitê: educar empresas e pessoas que interagem nesse ecossistema; disseminar a cultura do seguro como necessidade; atuar como hub do setor, se fazendo presente em toda discussão relacionada às Insurtechs; criar um banco de talentos de pessoas que vejam o segmento como oportunidade de negócios e trabalho; produzir conteúdo; promover uma mudança de atitude e comportamento que aproxime mais as empresas seguradoras de seus clientes e de projetos/iniciativas que venham a resolver algum problema; e promover o intercâmbio com o mercado internacional, criando e participando de missões de conhecimento e negócios.

O grupo se reuniu no final de agosto com cerca de 80 participantes para debater seguros e tecnologia, em São Paulo. No encontro foi lançado o primeiro mapeamento do ecossistema de Insurtechs no Brasil. A iniciativa pretende desenhar um mapa com todas empresas que desenvolvem tecnologias e soluções inovadoras para o mercado segurador. “O mapa será um organismo vivo, que vai nos permitir acompanhar a evolução desse setor no país e divulgar dados a cada três meses”.

O evento também contou com a apresentação de projetos de duas startups da área de seguros e de empresas já consolidadas nesse mercado. “O uso de machine learning, BD e Analytics possibilita que as empresas reúnam e analisem grandes quantidades de informações para criar oportunidades de ações que gerem valor para ela e para seus clientes”, disse Alessandro Maracajá, sócio-diretor da Solutions One, que foi convidada a falar sobre o papel-chave da tecnologia para as Insurtechs.

Roberto Ciccone, da Everis, consultoria do Grupo japonês NTT, mostrou aos participantes como está o mercado mundial de Insurtechs, quem são as empresas que fomentam esse segmento e qual o papel das startups disruptivas para o desenvolvimento do mercado. Ciccone citou como exemplos startups de telemetria de veículos, cibersegurança, uso de energia, saúde e plataformas de e-commerce sob demanda. “A tendência de investimento nessa área é de aumento”, diz ele. “O financiamento para startups de InsurTech chegou a US$ 3,1 bilhões, em 2015 – 7,5 vezes maior que em 2013”, comentou ele em nota divulgada à imprensa.

Agora, o Comitê de Insurtechs irá disponibilizar o mapa no site da camara-e.net (camara-e.net) para que, a partir do dia 15 de setembro as iniciativas do segmento façam seu cadastro, indicando em que categorias desse ecossistema elas se enquadram.

Segundo o portal Conexão Fintech, o Brasil já conta com 25 insurtechs.