Artigo: Carreira em Seguros, um orgulho

por Túlio Fumis, Associate Director na Page Executive e líder para as áreas de serviços financeiros e seguros. Foi executivo sênior e consultor em seguradoras nacionais e multinacionais desde 1998

Após mais de 20 anos envolvido com seguros, seja como executivo, como consultor ou como profissional de recrutamento e seleção, me atrevo a compartilhar com os leitores deste blog algumas reflexões sobre este fantástico setor. Sim, sou entusiasta de carteirinha e admiro muito os profissionais envolvidos neste ambiente.

E quais os motivos deste entusiasmo?

Vejamos alguns pontos:

Propósito e missão – uma das grandes satisfações de um profissional durante a sua jornada é a de constatar que a atividade que escolheu faz sentido para a sociedade, bem como agrega, de maneira verdadeira, valor aos seus clientes e parceiros. A contribuição que a atividade de seguros proporciona para a população na manutenção de patrimônio, paz de espírito e continuidade de planos e sonhos é inegável.

Evolução do setor – antigamente, havia uma percepção, bastante injusta por sinal, de que profissionais que atuavam com seguros eram indivíduos que não performaram em outras áreas e migraram para o setor por falta de boas oportunidades. Com o constante desenvolvimento de novos produtos, processos e tecnologias, e consequente evolução das empresas, esta percepção mudou e hoje trabalhar no mercado segurador é tão gratificante como em qualquer outro mercado, ou mais.

Potencial de crescimento – segundo estudos recentes, o setor vem apresentando crescimento consistente e expressivo nos últimos quinze anos, sempre acima do aumento do PIB e deverá continuar a crescer significativamente no médio prazo. Aliado a isto, se analisarmos a representatividade do setor para a contribuição do PIB com a mesma análise em outros países, concluímos que ainda há muito espaço para o crescimento deste mercado no Brasil.

Oportunidades de carreira – uma vez que as perspectivas de crescimento são favoráveis, haverá uma oferta maior de oportunidades em todos os níveis e áreas, desde as mais técnicas quanto as de gestão. A demanda por profissionais capacitados e preparados, tende a acompanhar o crescimento do setor e deve oferecer chances reais de carreira e evolução.

Portanto, como podemos observar acima, há uma série de fatores que me levam a convidar os leitores a refletirem na gratificante possibilidade de trabalhar no setor de seguros e a trilhar uma carreira de sucesso cheia de oportunidades.

Atualmente liderando a área de serviços financeiros e seguros na Page Executive (Page Group), compartilharei mensalmente com o blog dicas sobre carreira, CVs, entrevistas e outros assuntos relacionados a recrutamento e seleção, voltados para empresas e profissionais de seguros.

Até breve!

O futuro do setor de seguros em debate no CIAB Febraban

Fonte: CNseg

“O futuro do setor de seguros” foi o tema de uma das palestras da Trilha de Seguros realizada no CIAB Febraban 2018, realizado entre os dias 12 e 14 de junho, em São Paulo. Todas as discussões destacaram a necessidade de “conhecer bem o cliente”. Essa foi a tônica deste painel, que contou com palestra de Tony Almeida, presidente da Wipro Technologies, com debate conduzido por Marco Antunes, vice-presidente de operações e tecnologia da SulAmérica, e moderado por Alexandre Leal, diretor Técnico da CNSeg.

Almeida ilustrou sua palestra com uma série de casos do dia a dia sobre a importância de conhecer bem o cliente para fazer uma oferta assertiva e, assim, ampliar a base atual, além de estar preparado para conquistar os jovens conectados que ingressam no mercado de consumo. “O dia a dia nos mostra que o consumidor valoriza seguradoras que criam novos produtos e reduzem o período entre a cotação e a contratação do serviço. Os jovens odeiam perder tempo com burocracia e desistem se o processo de compra ultrapassa minutos”.

Antunes, da SulAmérica, contou aos presentes que muito já foi feito no backoffice das companhias e, desde o ano passado, boa parte dos projetos já chegam ao consumidor final, como é o caso dos reembolsos digitais, abertura de pedido de serviços via smartphone e atendimento por robôs via facebook e aplicativos. “O problema é que ninguém celebra a compra de um seguro, seja qual for ele. Já quando se compra um carro, todo mundo posta foto com aquele sorriso de felicidade”, comentou.

Ciente disso, a estratégia da companhia é se relacionar com o cliente no dia a dia e não apenas no sinistro, com programas de qualidade de vida e de prevenção de riscos, oferta de benefícios diferenciados e apostar na agilidade do atendimento de pedidos de indenizações, enumera.

Segundo ele, essas novas soluções dependem da tecnologia. “Tecnologia e risco hoje são integrados. Um não existe sem o outro”, disse Antunes.  Alexandre Leal, da CNseg, indagou os participantes sobre como as seguradoras podem conviver com sistemas legados, que são os sistemas de informática antigos, mas ainda em funcionamento, transformando dados não estruturados em estruturados.

Marco Antunes afirmou que a convivência de sistemas legados com sistemas abertos tem sido o desafio da SulAmérica no último ano. “Um projeto que antes a gente levava três anos para executar, hoje não pode passar de seis meses”, calculou. Ele também afirmou que não acredita em uma empresa 100% digital e tem a firme convicção de que os corretores ganham um papel ainda mais importante para aconselhar os consumidores a escolherem as melhores propostas, além de trazerem para as companhias as necessidades de seus clientes, que eles bem conhecem.

O executivo da CNseg finalizou o painel afirmando que e a discussão trouxe muitos aspectos interessantes de controle de custos, crescimento de receitas e a importância de haver canais de atendimento para as cinco gerações de clientes que as companhias têm de atender hoje em dia. “A cadeia de valor do seguro tem muitos desafios e todos nós estamos envolvidos nesta jornada”, disse.

Seguro: especialistas debatem crescimento via educação em seminário da CNseg e do Jornal O Globo

 CNseg, em parceria com o jornal “O Globo”, realizou na manhã do dia 14 de junho, o “Seminário Nacional de Seguros”. O evento – ocorrido na sede do jornal, no Rio de Janeiro, e transmitido em tempo real pelo site e a fanpage de “O Globo” no Facebook – reuniu especialistas para debater “O Comportamento do Consumidor de Seguros e Os Desafios da Inclusão”, tema do Seminário.

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O presidente da CNseg, Marcio Coriolano

Ao abrir o Seminário, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, agradeceu ao jornal “O Globo” pela iniciativa de realizar um evento com o objetivo de discutir a educação em seguros. E destacou: “Este seminário é uma importante oportunidade de levar conhecimento estruturado e informações qualificadas sobre o seguro e sua importância para a sociedade e para o País.

Segundo Coriolano, a educação em seguros é um desafio enfrentado por todos os países, já que o mercado segurador global esforça-se em ser mais bem compreendido por seus consumidores. Para o Presidente da Confederação das Seguradoras, esse baixo entendimento faz com que a percepção da sociedade sobre a atividade continue desproporcional à sua importância na vida do cidadão e das empresas. Ou seja, o setor de seguros ainda não é visto como estratégico.

Marcio Coriolano afirmou que as características típicas do seguro – proteger riscos de pessoas, famílias, empresas, governos, e formar reservas financeiras exclusivas para pagar indenizações – colocam o setor entre os mais importantes para o bom andamento de políticas econômicas dos governos, favorecendo o desenvolvimento do País.

No Brasil, afirmou Marcio, a baixa compreensão envolve não só os consumidores finais, mas também os três poderes-Judiciário, Executivo e Legislativo. E, segundo ele, justifica o caráter estratégico assumido pelo Programa “Educação em Seguros” promovido pela CNseg, ao mesmo tempo em que explica a baixa penetração dos seguros no País.

O presidente da CNseg destacou a solidez do setor segurador nacional. “Em 2017, as seguradoras registraram mais de R$ 425 bilhões em receita e acumulam R$ 1,2 trilhão em fundo de reserva para garantir os riscos assumidos; esses ativos equivalem a 25% da dívida pública brasileira”, informou.

Apresentou, também, um balanço dos dois anos do “Programa de Educação em Seguros”: “A CNseg editou sete livretos voltados para temas do universo dos seguros, além das 22 cartilhas explicativas lançadas pelas Federações. O Facebook institucional registra 85 mil fãs e a Fanpage da Rádio CNseg já se aproxima de 50 mil seguidores. E a Rádio CNseg, tida como um dos pontos centrais de nossa estratégia de comunicação, já veiculou 2.500 horas de programação jornalística, 1.300 programas produzidos entre entrevistas e boletins, e seu conteúdo já foi veiculado por mais de 2.150 emissoras de rádio, em 1.450 municípios”, destacou.

O presidente da CNseg, assinalou, ainda, que o setor depende da retomada de ciclo virtuoso de emprego, renda e produção para uma expansão mais vigorosa. Da mesma forma, acrescentou, depende também da promoção de um ambiente regulatório estável e progressista, que facilite produtos inclusivos, dirigidos à população de rendas menores. “Defender ações estruturadas, como a regulação do governo que facilite os seguros inclusivos, está entre uma das atribuições do ‘Programa de Educação em Seguros’ da CNseg. O comportamento do novo consumidor e o desafio da inclusão, temas do seminário, integram a pauta permanente da Confederação das Seguradoras”, salientou.

Liberty Holdings, da África do Sul, sofre ataque cibernético

ATUALIZAÇÃO: Patricia Chacon, diretor de marketing da Liberty Brasil, esclareceu que essa empresa não tem ligação com a Liberty Mutual, grupo americano do qual faz parte a Liberty Seguros Brasil.

A seguradora sul-africana Liberty Holdings disse neste domingo que se tornou vítima de um ataque cibernético depois que uma pessoa de fora da organização alegou ter recolhido dados da empresa e demandou pagamento.

Liberty, na qual o Standard Bank detém uma participação de 53 por cento, foi alertada sobre um acesso ilegal não autorizado à sua infraestrutura de TI na noite de quinta-feira, disse o executivo-chefe do grupo, David Munro, em uma coletiva de imprensa neste domingo.

Liberty conversou com o autor do pedido para determinar a sua intenção, mas não fez concessões “diante de sua tentativa de extorsão”, disse Munro.

Como parte de uma investigação em andamento, a Liberty identificou e encaminhou a solução de vulnerabilidades específicas que podiam haver em sua infraestrutura de TI para proteger dados de clientes, disse ele. A seguradora alertou autoridades relevantes.

“Liberty está em um estágio avançado de investigação sobre a extensão do ataque aos dados, que neste estágio parece estar largamente centrado em emails e possivelmente anexos”, disse Munro.

“Para deixar claro, neste estágio não há evidência de que qualquer de nossos clientes tenha sofrido alguma perda financeira.”

Baeta & Associados lança portal de Saúde para corretores e clientes

Release

A Baeta & Associados, maior assessoria de seguros do país, desenvolveu uma nova ferramenta, que visa, principalmente, a ajudar o corretor de seguros parceiro a vender mais planos de saúde e a diversificar a sua carteira de negócios. Trata-se do portal www.saude.baeta.com.br, que será lançado na próxima segunda-feira, dia 18 de junho.

O projeto foi idealizado e desenvolvido por João Arthur M. D. Baeta Neves, que comanda a Segbox, empresa de tecnologia e marketing digital do Grupo Baeta. “A nossa estimativa é a de ter mais de mil corretores de seguros utilizando a ferramenta nos primeiros seis meses”, projeta João Arthur.

O site também será voltado para clientes, que poderão solicitar uma cotação, sendo, em seguida, direcionados para o corretor parceiro mais próximo de seu endereço. “O cliente receberá em instantes a comparação dos planos escolhidos de forma clara e objetiva”, adianta.

Para os corretores, a Baeta Saúde oferecerá ampla ajuda. Isso porque, por meio do portal, será possível criar a cotação para o cliente ou, caso o corretor ainda não tenha experiência em vender planos de saúde, solicitar a cotação.

Segundo João Arthur, a ferramenta de cotação é simples e prática. Com poucos cliques, o corretor já terá uma apresentação detalhada, incluindo valores e rede credenciada, entre outros, para enviar ao cliente. “Faremos a assessoria do início ao fim, ou seja, acompanharemos desde a criação da cotação até a implantação do plano”, explica o executivo, acrescentando que o serviço é totalmente gratuito e exclusivo para corretores parceiros da Baeta & Associados.

Ao justificar a escolha do ramo saúde, ele lembra que o mercado de assessorias cresceu voltado quase que exclusivamente para os seguros de automóvel e ramos elementares. Então, com o passar dos anos, foi identificada uma demanda crescente para os corretores “automoveiros” a venderem outros ramos.

“Viemos no embalo, nos especializando cada vez mais em outros tipos de seguros, e hoje temos uma parcela grande da produção dos corretores parceiros em planos de saúde. A partir daí, criamos a Baeta Saúde, fizemos novas parcerias com as maiores operadoras do mercado para oferecer o melhor serviço aos nossos parceiros”, acentua.

Outro fator relevante é o avanço do ramo de saúde, que já representa aproximadamente 27% da receita global das seguradoras. Se for considerado todo o mercado, incluindo operadoras, no ano passado, por exemplo, a receita com planos de saúde somou R$ 196,2 bilhões, com incremento de 10% em comparação a 2016. E a tendência de crescimento deve ser mantida nos próximos anos.

Além disso, há uma expectativa de aumento significativo da produção total dos corretores parceiros no ramo saúde, hoje na faixa de 20%. “Pretendemos aumentar essa fatia para 30% em 12 meses”, estima João Arthur.

Por fim, ele cita como ativo importante o fato de a Baeta & Associados investir forte na inovação para facilitar a vida do corretor de seguros. Com o Baeta Saúde, serão agregadas novas tecnologias voltadas para o atendimento pessoal, que trarão mais praticidade e agilidade à vida dos corretores parceiros.

O portal Baeta Saúde será lançado em coquetel para convidados, no RB1, no Centro do Rio.

Avanços da IoT no seguro serão debatidos em evento da APTS e ENS

por Márcia Alves

A IoT (Internet das Coisas) será tema de mais um evento da Série “Tecnologias Disruptivas e seus impactos no seguro”, promovida pela APTS e ENS, no dia 27 de junho, das 9h às 12h, em São Paulo.

 A aplicação no seguro de novas tecnologias que conectam equipamentos e objetos (Internet das Coisas) será debatida por especialistas, que abordarão desde a conceituação de IoT até os seus efeitos na redução de preço de seguros, como automóvel, além das novas experiências de consumo.

 Dentre outros assuntos relacionados ao tema, o evento também discutirá os avanços e caminhos para expansão da IoT no Brasil; o Plano Nacional de IoT e a importância da conectividade para alavancar negócios nessa área; carro conectado; e insights e oportunidades para a precificação atuarial e oferta de novos modelos de negócios.

 De acordo com a programação do evento, estão confirmadas as presenças de Gerson Rolim, diretor da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC); de Ricardo Chrisostomos, um dos responsáveis pelo Prêmio de Inovação em Seguros da CNseg; de Gustavo Muller, diretor de TI da CEABS; e do atuário Reinaldo Marques, da insurtech dataDrivr.

Programe-se

Evento “IoT (Internet das Coisas) no Seguro

Série “Tecnologias Disruptivas e seus impactos no seguro”

Data: 27 de junho, das 9h às 12h

Local: Auditório da Escola Nacional de Seguros – Rua Augusta, 1.600, Consolação, S. Paulo (SP).

Realização: Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS) e Escola Nacional de Seguros (ENS)

Entrada: gratuita. Vagas limitadas.

Inscrições: no site da ENS (https://bit.ly/2l1YBtH)

Rodrigo Caramez é o novo COO da Marsh

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A corretora e consultoria de risco Marsh anuncia a contratação de Rodrigo Caramez, que assume a posição de Chief Operating Officer (COO) da empresa. O executivo chega para reforçar o time no Brasil e será responsável pela plataforma local de operações da Marsh, tendo como um dos principais focos a transformação digital dos processos da companhia.

Com vivência nacional e internacional em reestruturação e consolidação de processos operacionais e negócios, Rodrigo soma no currículo 27 anos de experiência no Mercado Financeiro com passagem por empresas como Banco HSBC, a Losango e o Citibank. É formado em engenharia de telecomunicações pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), MBA na Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA – USP) e especializações em instituições como Harvard Business School, Instituto Europeu de Administração de Negócios (INSEAD), Instituto De Desenvolvimento de Gestão (IMD Business School) e London Business School.

 

 

Brasilprev lança o site ABC da Previdência

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Com o intuito de estimular a população a se preparar melhor para o futuro, a Brasilprev apresenta o hotsite ABC da Previdência, cujo endereço é: www.abcbrasilprev.com.br. Por meio desse canal, a empresa, que é especialista em previdência privada e conta com 1,9 milhão de clientes, reforça seu compromisso com a promoção da educação financeira e previdenciária.

“Este projeto teve como premissas a facilidade de uso, a acessibilidade e a linguagem simples. Sabemos que previdência privada ainda é um assunto pouco conhecido, então é preciso criar meios para informar, orientar e educar as pessoas sobre o tema e desmistificar alguns conceitos”, explica Ângela Beatriz de Assis, diretora Comercial e de Marketing da Brasilprev. “Essa iniciativa passa a compor nosso conjunto de ações voltadas à educação financeira e previdenciária, que tem várias outras frentes como, por exemplo, os vídeos educativos no YouTube”, complementa.

World Insurance Report 2018: agilidade digital é um fator chave para seguradoras tradicionais

As seguradoras ocupam o terceiro posto, depois dos setores de varejo e bancário, na valorização da experiência oferecida ao cliente. “O uso de dados e a capacidade de oferecer uma experiência verdadeiramente digital ao cliente são fatores críticos para as seguradoras do futuro, aspectos nos quais se destacam as BigTech, como Amazon ou a Google.

A ameaça desses atores é mais real do que eles gostariam de admitir para o setor de seguros”, afirma Anirban Bose, diretor global da área de Serviços Financeiros da Capgemini e membro do Comitê Executivo. O executivo ratifica este aspecto com o World Insurance Report que a Capgemini produz anualmente em colaboração com a Efma, elaborado pela consultora em questão. Nele se destaca que mundialmente, 29,5% dos clientes afirmam estar dispostos a contratar pelo menos um produto de uma Big tech. Conforme os entrevistados se comprova algum tipo de atividade física (76%), com mulheres que fazem mais exercícios do que os homens ao longo da vida. Elas preferem realizar atividades físicas moderadas, mas de forma constante e com mais frequência do que os homens (63% vs. 49%), que optam por um ritmo mais intenso (25% vs. 18%).

Mas nem tudo está perdido, e o setor de seguros tem boas cartas e está se atualizando. Como o relatório reafirma, uma melhoria na agilidade digital e o desenvolvimento de modelos operacionais adaptados ao futuro, facilitarão ao setor a oportunidade de atrair e reter clientes e competir com novos participantes.

No final de tudo dependerá do cliente, da sua experiência, como sempre. As seguradoras ocupam a terceira posição, depois dos setores bancário e de varejo, na avaliação da experiência oferecida ao cliente, constatando-se que a maior diferença perceptiva ocorre nos clientes da geração Y. Enquanto que mais de 32% da geração Y afirma ter tido uma experiência positiva com o seu banco, menos de 26% relata ter tido com a seguradora. O relatório também aponta que o cliente em geral (todos os segmentos) já aceita as comunicações digitais no mesmo patamar dos canais convencionais, de forma que mais da metade dá um valor elevado às páginas web das empresas para realizar operações com seguradoras e mais de 40% considera que os aplicativos móveis são um canal importante.

Em vista dos serviços inovadores de valor agregado que podem ser oferecidos por meio de tecnologias digitais, quase 46% dos clientes com maior capacidade tecnológica e 38% dos clientes da geração Y estão dispostos a receber ofertas proativas personalizadas de seguros através de uma variedade de canais, o que poderia dar lugar a novas oportunidades de negócios.

“É urgente que as seguradoras, assessoras de riscos por natureza, agora se concentrem na avaliação de seus próprios riscos competitivos como indústria, se quiserem evoluir e sobreviver”, diz Bose.

QUEM SERÃO OS MENOS LEAIS?

Os segmentos de geração Y e os especialistas em tecnologia são os mais propensos a deixar de ser leais às seguradoras tradicionais. Esses grupos de clientes não somente se referem às experiências menos positivas com empresas tradicionais, mas também estão mais dispostos a mudar de companhia de seguros em um período de 12 meses e estão mais abertos a contratar seguros com as BigTech.

80% DAS SEGURADORAS AFIRMA QUE AS PREFERÊNCIAS DO CLIENTE SÃO ESSENCIAIS PARA DISPOR DA AGILIDADE DIGITAL

As mudanças decorrentes dos fatores ambientais, tecnológicos e organizacionais, aliadas às ambições das BigTech, impõem como necessidade a implementação de modelos operacionais ágeis digitalmente. As InsurTech se colocaram à frente da agilidade digital. A colaboração entre estas e as seguradoras tradicionais é fundamental para o desenvolvimento eficiente das capacidades digitais da indústria.

Mais de 80% das seguradoras afirma que a evolução das preferências dos clientes é o fator crítico que torna essencial ter agilidade digital, e seus esforços nesse sentido marcam o futuro do setor. Quase dois terços das companhias de seguros estão testando smartwatches e dispositivos portáteis e mais de um terço implementaram soluções telemáticas e mais de 55% estão trabalhando em sistemas de reconhecimento de voz e blockchain. A automatização de processos através da robótica é, em particular, a tecnologia mais implementada das que compõem o núcleo da transformação digital dessas empresas.

“Para obter valor de seus investimentos, as seguradoras devem ampliar seu foco de interesse e adotar uma abordagem holística que acomode as capacidades já disponíveis das InsurTech, em vez de uma abordagem gradual e fragmentada”, explica Vincent Bastid, CEO da Efma.

O relatório conclui que um ecossistema digitalmente integrado permite a prestação em tempo real dos serviços personalizados que os clientes exigem e esperam cada vez mais. Com mais agilidade digital, as seguradoras podem ter mais visibilidade sobre as necessidades dos clientes e melhorar o lançamento no mercado de inovações, além de melhorar a eficiência operacional e a redução de custos.

Acontece hoje o “Seminário Nacional de Educação em Seguros”, com transmissão ao vivo

Acontece nesta quinta-feira no Rio de Janeiro o “Seminário Nacional de Educação em Seguros”. Com o tema “O Comportamento do Consumidor e os Desafios da Inclusão”,  o evento é mais uma ação da Confederação das Seguradoras para ampliar o conhecimento da importância do setor segurador para a sociedade. O evento terá transmissão ao vivo pelo site e Facebook do jornal, a partir das 9h.

https://www.facebook.com/jornaloglobo/videos/2140267079346293/

O Seminário apresentará o seguro como instrumento de proteção de patrimônio, vida e saúde, além de s eu papel como gerador de riqueza para o País. Contando com abertura do presidente da CNseg, Marcio Coriolano, o evento terá painel sobre psicologia econômica e seguros, com palestras da  psicóloga especializada em comportamento econômico Vera Rita de Mello Ferreira e do economista José Marcio Camargo; e Alexandre Leal, diretor Técnico da CNseg, será o debatedor. A mediação estará a cargo da jornalista Luciana Casemiro, de “O Globo”.