A AIG decidiu descontinuar a venda de seguro de responsabilidade civil para médicos em alguns países, inclusive no Brasil, onde poucas seguradoras atuam em razão de ser um risco com alta sinistralidade e fraudes e que acaba não agradando aos profissionais de saúde tanto pelas limitações de coberturas como também pelo elevado preço, afirmam corretores que pediram anonimato.
Segundo informou a seguradora, trata-se de uma decisão da matriz, que vai manter o produto apenas no mercado americano. No Brasil, o grupo segue atuando com mais de 40 categorias de apólices de responsabilidade civil profissional, como para advogados, contadores, corretores de seguros, cartórios entre outros.
“A operação internacional da AIG decidiu descontinuar a sua linha de seguros de Responsabilidade Civil Profissional para a Área da Saúde e deixará de oferecer esta modalidade de seguro em todos os países onde a opera, fora dos Estados Unidos. Trata-se de uma decisão estratégica que faz parte do processo de realinhamento dos negócios da companhia. A AIG está continuamente avaliando sua operação, adequando-acaso a caso e estabelecendo parcerias oupromovendo aquisições, como foram os casos recentes da parceria com da Carlyle e a aquisição da Validus”, informou a seguradora em nota solicitada pelo blog Sonho Seguro para confirmar a notícia revelada por corretores.
“A AIG Brasil continua sendo um país estratégico para a expansão de parcerias estratégicas com parceiros de negócios para o fortalecimento da marca no mercado de grandes riscos, pequenas e médias empresas e viagem”, acrescentou a companhia.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) marcou para o dia 4 de setembro, no Rio de Janeiro, uma nova audiência pública para debater uma nova regulação para as ofertas de planos de saúde na modalidade coparticipação e franquia. Os documentos que embasaram a discussão também estão disponíveis no portal da ANS na internet, além das regras para a participação na audiência, bem como todos os principais documentos elaborados sobre o tema.
O encontro vai acontecer no auditório da Secretaria de Fazenda e Planejamento, no Centro do Rio de Janeiro, das 8h30 às 17h30. É importante a participação da sociedade, uma vez que isso vai definir o modelo de regulação de coparticipação e franquia.
A participação na audiência dependerá de inscrição prévia por e-mail, tanto para ouvintes quanto para quem quiser expor uma ideia ou apresentar uma sugestão. São disponibilizadas, no total, 180 vagas para os participantes, sendo 15 reservadas para veículos de imprensa. Caso a data não seja suficiente para exposição e apreciação das propostas, a ANS pode estender a audiência pública para o dia 5/9. A atividade será transmitida ao vivo pelo Periscope.
A SulAmérica anunciou parceria com hoje com a Constellation Asset Management, tradicional gestora de fundos de ações, com quase R$ 4 bilhões em ativos sob gestão. A primeira ação desta parceria é o fundo Constellation SulAmérica Prev FI Multimercado, com estratégia baseada em uma análise fundamentalista de empresas, com foco no alto retorno sobre o capital investido e que permite que o cotista seja sócio dessas companhias ao longo prazo. Além de oferecer maior diversificação de portfólio aos clientes, o objetivo da companhia é promover a gestão terceirizada de recursos, consolidando o conceito de arquitetura aberta em previdência, segundo nota divulgada aos jornalistas.
“As circulares da SUSEP 563/564 possibilitaram a criação de novas modalidades de produtos de previdência e novas características em fundos de investimento especialmente constituído (FIEs). Consequentemente, em parceria com a Constellation, pudemos ampliar a gama de produtos, deixando-os mais sofisticados para atender a demanda de novos e atuais clientes da companhia”, afirma o vice-presidente de Investimentos, Vida e Previdência da SulAmérica, Marcelo Mello, na nota.
O objetivo do Constellation SulAmérica Prev FI Multimercado é investir de uma forma inteligente que, por meio da compra de uma carteira diversificada, aloca inicialmente 70% do seu dinheiro em ativos de renda fixa e 30% em ações selecionadas pela Constellation. Após o investimento inicial, apenas os rendimentos obtidos na renda fixa serão reinvestidos na compra de mais ações.
Construindo um portfólio que, no médio prazo, atinja uma posição em que o capital fique alocado 50% em ações e 50% em renda fixa. O aporte inicial requerido é de R$ 10 mil, sem contribuição regular, com taxa de performance com 20% do que exceder 100% da variação do CDI e taxa de administração de 1,5% ao ano. Estima-se que no longo prazo, a potencial valorização dos recursos alocados em renda varável pode levar o fundo a superar a variação do CDI com risco moderado.
A associação com a Constellation Asset Management está alinhada à estratégia de expansão de portfólio da companhia, que este ano também realizou parceria com a Ibiúna Investimentos e, em anos anteriores, com a JGP Gestão de Recursos e Brasil Plural, reforçando o perfil fundamentalista e multiproduto da SulAmérica Investimentos.
Artigo escrito por Thomas Schnitzer, Senior Cyber Risk Analyst da Swiss Re
A digitalização da economia e da sociedade proporciona diversas vantagens. Vivemos em um mundo onde praticamente todos têm um smartphone, compram produtos pela Internet e usam serviços de streaming multimídia. Sob a bandeira “Indústria 4.0”, as empresas estão se beneficiando da rapidez e do aumento de eficiência prometidos pela digitalização dos processos operacionais. Enquanto isso, estações de trabalho no PC funcionais e conexões rápidas à Internet também se tornaram essenciais para as atividades de negócios das empresas de pequeno e médio porte. Porém, a digitalização e a interconectividade crescentes também estão criando um alto grau de dependência de sistemas de TI funcionais e seguros, bem como a necessidade de pessoal bem qualificado.
Há vários anos, falhas de sistemas e ataques de hackers tem provocado cada vez mais casos de interrupção dos negócios, e o vazamento de dados também tem sido oneroso para empresas de todos os portes. No relatório anual “Barômetro de Risco” de 2018, da Allianz, a interrupção dos negócios e os incidentes cibernéticos são considerados como os dois maiores riscos para as empresas. Na maioria dos países ainda não há a obrigatoriedade de informar os incidentes cibernéticos, entretanto, podemos estimar as perdas anuais em todo o mundo em torno de US$ 400 bilhões.
As empresas de pequeno e médio porte estão mais cientes dos riscos cibernéticos e de seus impactos negativos sobre as operações comerciais normais. Em grande parte, isso foi impulsionado pelo surgimento de regulamentos de proteção de dados em diversos países o que, por sua vez, tem levado as pequenas e médias empresas (PME) a se interessarem pela análise de seus riscos de TI, protegendo-se e transferindo parte de seus riscos cibernéticos para as seguradoras.
Muitas seguradoras de ramos elementares e de responsabilidade civil têm reconhecido esse risco e estão oferecendo seguros cibernéticos para proteger as empresas dos custos elevados de incidentes nessa área. Os itens mais populares de cobertura para o próprio segurado incluem interrupção dos negócios, recuperação de dados e extorsão cibernética. Para perdas de terceiros existe cobertura para pedidos de indenização relativo a eventual perda de dados pessoais, multas contratuais de PCI (sistema de conexão para transmissão de sinais utilizado pelo setor de cartões) e responsabilidade de rede/multimídia. Um papel importante também é desempenhado pelo “componente de serviço” oferecido pelas seguradoras, como análises de segurança, medidas preventivas, treinamento e mediação de especialistas em casos de sinistros.
Para calcular os prêmios adequados para a cobertura cibernética, as seguradoras precisam compreender os riscos cibernéticos de seus clientes. Os analistas de risco cibernético auxiliam os subscritores no processo de tomada de decisões, analisando a exposição ao risco cibernético e a adequação das medidas de proteção. Para tanto, eles precisam de amplas informações dos possíveis segurados, na forma de questionários preenchidos, apoiando a documentação e a discussão de riscos. É necessário esclarecer a abordagem geral do proponente à gestão do risco de TI e entender os complexos sistemas, redes e organização de segurança envolvidos. Frequentemente, esse tipo de análise se assemelha a uma auditoria externa de segurança cibernética, que pode durar dias ou até mesmo semanas, o que significa que ela só pode ser usada para avaliar riscos vultuosos.
No caso das PMEs, em virtude do baixo valor dos seguros e prêmios envolvidos, as seguradoras não têm condições de arcar com as custosas e demoradas análises de riscos cibernéticos. Consequentemente, a maioria das seguradoras trabalha atualmente com questionários convencionais de risco, parte deles ainda impressos, mas que cada vez mais podem ser preenchidos online. Por exemplo, em sua versão básica, o questionário modelo da Associação das Seguradoras Alemãs apresenta 10 perguntas, com outras que podem ser acrescentadas dependendo do potencial de risco. Por exemplo, empresas com faturamento anual entre €5 e €10 milhões e que processam dados reservados devem responder a 35 perguntas. Dependendo do valor segurado e dos elementos de cobertura considerados, algumas seguradoras reduzem seus questionários sobre riscos cibernéticos para menos de cinco perguntas e fazem referência aos requisitos adicionais de segurança de TI estipulados em suas condições gerais de seguros.
Em geral, os questionários de risco abrangem duas áreas distintas: exposição ao risco e qualidade do risco. Sobre a exposição ao risco é importante para as seguradoras saberem o tamanho exato e o faturamento anual da empresa, bem como o setor em que ela atua. Outras questões essenciais envolvem o volume de dados pessoais armazenados e processados pela empresa e sua dependência do funcionamento dos sistemas de TI.
Cinco critérios são essenciais para entender até que ponto uma empresa se protege contra os ataques e o impacto dos incidentes de segurança de TI: identificação das informações e dos recursos que precisam ser protegidos, sua proteção adequada, reconhecimento de ataques e incidentes, reação adequada a eles e a recuperação ordenada dos sistemas, processos e dados de TI após um incidente.
No caso das PMEs, perguntas relativas às medidas básicas essenciais de segurança são de suma importância:
– Existe um sistema de gerenciamento de acessos, bem como treinamentos regulares em segurança de TI para os funcionários?
– O software é atualizado em intervalos regulares e há sistemas antigos em uso?
– Os computadores, laptops e redes contam com segurança adequada e ficam separados uns dos outros?
– As cópias de segurança são feitas regularmente?
É relativamente fácil para as seguradoras adotarem questionários cibernéticos para as PMEs e, em geral, seu preenchimento não exige muito tempo. Com questionários virtuais, as respostas podem ser avaliadas e as ofertas preparadas rapidamente. Contudo, os resultados da pesquisa indicam que os questionários de seguros são respondidos pelos próprios diretores administrativos das PMEs, o que representa um certo perigo, já que nem sempre eles estão familiarizados com esse conjunto de problemas relativamente novos, altamente complexos e em rápida mutação. Frequentemente eles subestimam a situação das ameaças à sua empresa e superestimam seu nível de segurança de TI.
Outra possível abordagem para a avaliação de riscos é o uso de uma análise de “fora para dentro”. Ela envolve a avaliação externa do nível de segurança de uma empresa, usando dados e varreduras disponíveis publicamente, mas sem o envolvimento ativo da empresa analisada. Nesse processo, são coletados dados de empresas vulneráveis e de sistemas afetados, configurações não seguras e vazamento de dados. Além dos fatores tecnológicos, fatores econômicos e comportamentais obtidos em diversas fontes também são levados em consideração para determinar um perfil de risco abrangente.
Tais análises espelham a abordagem dos autores de ataques, cujo primeiro passo é coletar informações sobre as vítimas vulneráveis. Mas, ao contrário de um ataque, os sistemas de uma empresa são apenas objeto de uma varredura, sem serem efetivamente penetrados. Os provedores desses serviços incluem a BitSight, Cyence, Security Scorecard e uma série de startups. Esse tipo de avaliação tem diversas vantagens: é realizada de forma automatizada em intervalos regulares, executa análises objetivas e comparáveis, e também pode levar rapidamente em consideração novas falhas e fontes de dados. Contudo, como essas varreduras não examinam o funcionamento interno da empresa, permitem apenas uma avaliação externa e, portanto, limitada da vulnerabilidade técnica. Ao avaliar uma PME, essa abordagem pode ser limitada pela tendência dessas empresas de, dependendo de seu setor, terem uma presença digital pequena.
No futuro, é provável que abordagens combinadas ofereçam o melhor potencial para a análise do risco cibernético das PMEs. Um exemplo seria uma varredura automatizada de fora para dentro, executada paralelamente ao preenchimento de um questionário virtual e verificação das páginas na web indicadas pela empresa. Isso permite uma análise direta das informações sobre gerenciamento de correções e configurações seguras. As ameaças cibernéticas estão em constante evolução, de forma que tomar como base o cenário de risco no momento da subscrição não é suficiente. Ao invés disso, seguradoras e segurados precisam que sua carteira e exposição em TI sejam constantemente mensuradas e calculadas. Uma opção seria a integração dos resultados da varredura de software ou hardware usada na rede interna da PME para examinar os sistemas, configurações e falhas de segurança.
A indústria de seguros desenvolveu abordagens iniciais e procedimentos estruturados para a análise do risco cibernético das PMEs. O cenário de mudança constante das ameaças, novas formas de análise em casos de sinistro cibernético e o progresso tecnológico terão impacto sobre o desenvolvimento de métodos de análise de risco. As seguradoras de riscos cibernéticos devem determinar seus prêmios com base nos resultados da análise objetiva dos riscos e nas medidas de proteção empregadas pelos segurados. Dessa forma, o mercado segurador pode desempenhar um papel importante para estimular a maturidade cibernética de uma economia como um todo, bem como ajudar a ampliar a resiliência cibernética de cada empresa.
O presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS) e sócio fundador do escritório de advocacia ETAD, Ernesto Tzirulnik, participa na próxima quarta-feira (8) do 2º Seminário de Seguros Haüptli Advogados Associados, em São Paulo, no Hotel Maksoud Plaza.
Com o tema “A regulação de sinistro e as regras do PLC 29/2017 (Projeto de Lei do Contrato de Seguro)”, Tzirulnik coordena o terceiro painel do evento que reúne Daniel Bellini, da Pottencial Seguradora, e Hilton Gomes dos Santos, da Swiss RE para debaterem o tema.
As inscrições podem ser feitas por e-mail (eventos@hauptli.adv.br) com o nome completo e CPF do inscrito e serão formalizadas mediante a entrega de um quilo de alimento não perecível na data e local do evento. Os alimentos arrecadados terão como destino a Sociedade Beneficente Vivenda da Criança.
Os seguidores do blog Sonho Seguro terão desconto de 15% no curso Responsabilidade Civil e Seguro, do Instituto IDS América Latina. O curso em referência possibilitará ao aluno o domínio dos principais aspectos e novos contornos da ligação entre os seguros e a responsabilidade civil.
Os professores que ministrarão as aulas são Angélica Carlini, Bruno Miragem, Ilan Goldberg, Sérgio Barroso de Mello e Thiago Junqueira; os coordenadores são Pedro Ivo Mello, Raphael Miranda e Thiago Junqueira.
O curso acontecerá nos dias 10, 11 e 12 de setembro, de 18h30 às 21h30, na sede do IDS, e disponibilizado ao vivo e gravado (on demand).
Se tiver interesse, use o cupom promocional DENISE15, que garante o benefício 15% de desconto aos seus seguidores.
Programação
Dia 10/09 -Segunda
De 18h30 às 20h30 – Prof. Sergio Barroso de Mello: A responsabilidade civil e o seguro. De 20h30 às 21h30 – Prof. Thiago Junqueira: Novos paradigmas da responsabilidade civil.Dia 11/09 -Terça
De 18h30 às 19h30 – Prof. Thiago Junqueira: Novos paradigmas da responsabilidade civil. De 19h30 às 21h30 – Prof. Ilan Goldberg: RC e D&O.
Dia 12/09 – Quarta
De 18h30 às 20h – Prof. Bruno Miragem: O contrato de seguro e os direitos do consumidor: aspectos controvertidos.
De 20h às 21h30 – Profa. Angélica Carlini: O seguro de riscos cibernéticos.
CORPO DOCENTE
– Angélica Carlini: Pós-doutora em Direito, Doutora em Direito Político e Econômico, Doutora em Educação, Mestre em Direito Civil e Mestre em História Contemporânea. Advogada. Consultora da CNseg para a área de Relações de Consumo. Presidente da Comissão de Direito Securitário da OAB- Campinas. Conselheira da seção brasileira da AIDA. Docente no programa de Mestrado em Administração de Empresas da Universidade Paulista (UNIP) e coordenadora do Projeto de Mestrado em Direito da Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES).
– Bruno Miragem: Doutor e Mestre em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professor Adjunto da UFRGS. Advogado e consultor jurídico.
– Ilan Goldberg: Doutorando em Direito Civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Mestre em Regulação e Concorrência pela Universidade Cândido Mendes (UCAM). Professor da FGV- Rio. Advogado.
– Sergio Barroso de Mello: Especialista em Direito Privado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e em Contrato de Seguro e Resseguro pela Universidade de Santiago de Compostela (USC). Vice-Presidente Mundial da AIDA. Presidente do GNT Responsabilidade Civil e Seguro da AIDA Brasil. Professor convidado de diversas Instituições. Advogado.
– Thiago Junqueira: Doutorando em Direito Civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Mestre em Direito Civil pela Universidade de Coimbra. Professor do IDS América Latina e da Escola Nacional de Seguros. Advogado.
A seguradora multinacional Mongeral Aegon lança neste mês o seu atendimento via Whatsapp. Neste primeiro momento, o canal será voltado para corretores parceiros da companhia. Ainda no segundo semestre, a seguradora ampliará o recurso para beneficiários e segurados em caso de sinistro. A implementação completa acontece no primeiro trimestre de 2019, quando todos os clientes poderão entrar em contato pelo aplicativo de mensagens.
O atendimento via Whatsapp seguirá todo o protocolo de segurança semelhante a um contato telefônico. O aplicativo será operado pelos agentes de relacionamento da companhia, e não por robôs, garantindo o relacionamento humanizado, que já foi, inclusive, premiado internacionalmente.
“O nosso objetivo é de oferecer aos nossos públicos mais uma forma de contato visando conveniência e facilidade, mas sem perder de vista a humanização, atenção e a segurança na hora do atendimento. Esperamos, com esta implementação, agilizar cada vez mais o nosso relacionamento com clientes, beneficiários e corretores”, explica Claudia Mattioli, gerente de Relacionamento da Mongeral Aegon.
Neste mês, os cerca de 6 mil corretores parceiros da Mongeral Aegon em todo o Brasil poderão solicitar diversas informações por meio do aplicativo. Ainda neste ano, em setembro, os segurados e beneficiários poderão, em caso de sinistro, entrar em contato com a seguradora por este novo canal, que ajudará com todas as informações e no acompanhamento do processo de pedido de benefício até o pagamento. A terceira fase acontecerá no primeiro trimestre de 2019 e contemplará todos os demais clientes da companhia, independentemente do tipo de solicitação.
Vida longa. Muito dinheiro no bolso. Saúde para dar e vender. São desejos comuns em qualquer lista de Ano Novo. Sonhos que remetem a longevidade, um plus a mais aqui na terra. Para não transformar esse sonho em pesadelo a dica dos especialistas é investir na saúde física e mental, poupar dinheiro e ter foco, força e fé para aceitar com resiliência os efeitos do tempo. “O importante é que todos invistam para que esse ganho de anos seja curtido com qualidade de vida, que se resume em quatro capitais”, afirma o médico Alexandre Kalache, que dirigiu o programa de envelhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 1995 a 2008 e hoje é presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil e da Aliança Global de International Longevity Centre.
O primeiro é o capital financeiro. Afinal, dinheiro não nasce em árvore e depois dos 60 boa parte dele é devorada por gastos com a saúde. “É desolador ter um aumento de 69% no plano de saúde aos 50 anos”, diz Angela Caprarola, professora de inglês, que sempre poupou para a aposentadoria. “E não dá para depender do Sistema Único da Saúde nesta crise política sem fim, com corrupção tirando recursos da saúde e da educação. Torço para que se encontre uma solução para os custos da saúde, com planos mais acessíveis por parte das operadoras de saúde e que o governo equilibre suas contas e invista mais em saúde e educação”, desabafa.
“Quem ainda não começou a investir nos quatro capitais essenciais para a qualidade de vida na velhice, comece já”, recomenda o médico Alexandre Kalache
O custo da saúde realmente é uma preocupação de todos. Inclusive para as operadas de saúde. Para se ter uma ideia da escalada dos custos, no Sistema Único de Saúde (SUS), as despesas assistenciais podem atingir R$ 115 bilhões por ano em 2030, ao passo que hoje estão em torno de R$ 45 bilhões. As doenças crônicas que atingem a população idosa impactam fortemente nestes números. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimam que, em 2030, o Brasil contará com mais de 223 milhões de brasileiros, sendo 18,62% com 60 anos ou mais. Em 2000, essa faixa etária correspondia a 8,21%, para uma população de 173,45 milhões.
Flávio Bitter, diretor gerente da Bradesco Saúde e da Mediservice, conta que o grupo aposta na prevenção para reduzir os custos com a saúde. Uma das iniciativas, além do portal de Longevidade com diversas ações que incluem qualidade de vida, a seguradora criou o programa Juntos pela Saúde, com diversas ações para doentes crônicos, obesidade e tabagismo.
A ideia é que as pessoas vivam com mais qualidade, sejam felizes e, consequentemente, usem com pouca frequência os serviços médicos. “A mudança de hábitos de vida é fundamental em qualquer programa de saúde”, diz. Quando o programa teve início, 28,7% da base de clientes praticava esporte. “Hoje esse indicador subiu para 38,5%”, comemora. O mesmo sucesso foi obtido pelo programa de obesidade, que foi reduzido de 29% para 26%, e o de tabagismo de 7,8% para 5,9%.
Mesmo com prevenção, o fato é que viver mais custa mais. O maior gasto com saúde vem depois dos 60 anos. “Os idosos sofrem mais de doenças crônicas (como hipertensão e diabetes), que exigem acompanhamento médico constante, e de males que demandam exames mais sofisticados e custosos”, explica Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). Um paciente com menos de 18 anos custa ao ano R$ 1.500 para seu plano de saúde, enquanto um com mais de 80 pode gerar gastos de R$ 19 mil por ano, de acordo com dados do Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS). O custo assistencial médio por beneficiário dos 54 aos 58 anos é de R$ 3.988,23, enquanto que, a partir dos 59 anos, sobe para R$ 8.036,35 (mais que o dobro).
O quanto antes a pessoa começar a programar como ter renda no futuro e como driblar imprevistos, como acidentes, doenças e desembolso extra de recursos para pagar despesas extraordinárias, melhor. E poucos fazem isso, segundo pesquisa divulgada em junho de 2018 pela Federação Nacional de Previdência Aberta (FenaPrevi). De acordo com o levantamento, 63% dos entrevistados declararam que não tem nenhum investimento para garantir a aposentadoria no futuro. Nas classes AB, 50% estão nessa condição. Na C, o índice salta para 64% e chega a 76% nas Classes DE. O estudo ouviu 1200 indivíduos em 72 municípios no mês de abril, com idades entre 16 anos e 60 anos ou mais. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Depender do governo, seja para ter uma renda com a aposentadoria ou atendimento médico público, é algo cada dia mais arriscado considerando o elevado déficit público e fatores como o aumento da expectativa de vida e a queda da mortalidade infantil e natalidade. O número médio de filhos por mulher caiu de seis na década de 70 para o atual 1,8 – abaixo da “taxa de reposição”, dois filhos por casal. A projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de que a população do Brasil comece a decrescer a partir de 2042, quando chegará a 228 milhões de habitantes, enfatiza Edson Franco, presidente da FenaPrevi. “O aumento da expectativa de vida do brasileiro saltou de 46 anos em 1940 para os atuais 76 anos. São transformações impressionantes mesmo quando se olha para um período curto, como os 17 primeiros anos deste século.”
“A conta não fecha”, ressalta Edson Franco, presidente da FenaPrevi
A proporção de habitantes com mais de 65 anos subiu de 6% em 2000 para 8% em 2017, um salto de 9,7 milhões para 17,6 milhões de de pessoas nessa faixa etária. Em números absolutos, essa população quase dobrou em menos de 20 anos. “A perspectiva é que em 2060 haja apenas 2 pagantes ativos para cada inativo. Hoje temos oito ativos para cada inativo e temos tal déficit. A conta não fecha”, ressalta Franco.
O Ministério da Fazenda afirma que o déficit da Previdência somou R$ 268,8 milhões em 2017. A despesa faz parte do grupo de gastos obrigatórios do governo, o que faz com que os recursos para investimento fiquem comprometidos. A reforma é citada pelos pré-candidatos a presidência do Brasil, exceto do PT, que acredita ser necessário apenas uma realocação de verba. Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede), João Amoedo (Novo), Ciro Gomes (PDT) e Álvaro Dias (Podemos) defendem mudanças. Boa parte deles sugere um regime de capitalização, no qual cada trabalhador guarda dinheiro para sua própria aposentadoria num fundo patrocinado pela empresa em que trabalha. Em alguns casos, o trabalhador pode complementar a contribuição. Os autônomos teriam de gerenciar fundos próprios, em regime de previdência aberta.
Porém, ainda é preciso debater muito com a sociedade sobre a necessidade da Reforma da Previdência para tornar mais clara a urgência do tema. A poucos meses da eleição presidencial, 43% dos brasileiros dizem que será necessário fazer uma reforma no futuro contra 38% que consideram que o sistema não precisa ser reestruturado. 19% não têm opinião formada sobre o assunto. “A reforma é urgente, com elevação da idade mínima de aposentadoria e limitação de acumulação de benefícios. Enquanto países da OCDE já passaram para idade média de aposentadoria de 65 anos, nós ainda estamos na média de 54 anos. É necessário haver a unificação das regras de aposentadoria para servidores públicos, com simplicidade e transparência. Deve haver um debate intelectualmente honesto e apartidário. É uma questão de Estado e não de Governo”, defende Edson Franco.
Independentemente das políticas públicas, das quais é um grande defensor e incentivador, Kalache diz que cabe em primeiro lugar a cada pessoa tomar decisões em favor do próprio envelhecimento saudável. Uma frase sempre dita é que a saúde não tem preço, mas tem custo. E esse custo tem crescido de forma assustadora. A boa notícia é que prevenir é sempre melhor que remediar. Principalmente quando o assunto é saúde.
Com ou sem dinheiro, investir na saúde é o segundo capital citado por Kalache. Viver muito tempo com saúde vai depender das escolhas feitas ao longo da vida. “Uma pessoa sedentária, que segue uma dieta branca – farinhas, sal, açúcar e cachaça – fatalmente sofrerá as consequências ao longo do tempo”, afirma o especialista. A recomendação é uma dieta colorida, com muitas frutas e vegetais.
A tecnologia pode ser uma grande aliada na busca por saúde. Se por um lado ela traz custos mais elevados ao permitir tratamentos sofisticados para a cura do câncer, por exemplo, de outro é possível contar com uma infinidade de inovações já corriqueiras. Há hoje em uso no mercado milhares de aplicativos que monitoram a saúde dos usuários via relógios, óculos, smartphones e sensores. Boa parte dos apps são voltados para controlar desde a pressão arterial, número de passos dados no dia, calorias consumidas e até mesmo os remédios adquiridos com descontos no plano de benefícios.
Ter amigos – O terceiro capital citado por Kalache é capital social. “Muitas pessoas se esquecem da família e dos amigos, dedicando-se exclusivamente ao trabalho. Mas o trabalho fica para trás”, comenta. Tem gente que envelhece sem se esforçar para ser aceito. Já outros precisam se esforçar para nutrir as relações ao longo da vida com alegria. “Ser ranzinza só afasta os entes queridos, levando a pessoa à solidão, sentimento que desencadeará muitas outras doenças”, afirma.
O quarto capital para se ter uma vida longeva e feliz é o conhecimento. “Ganhamos muitos anos de vida desde que nascemos e isso significa que temos de nos reciclar e buscar outras atividades ao longo da nossa existência. Um mecânico que hoje não entende de eletrônica, por exemplo, fica para trás”.
A designer Jackie Márquez, de 73 anos e dona de uma saúde e alegria invejável, acrescenta um outro capital na conta de Kalache: a fé. Jackie tem uma alimentação muito saudável, convívio social pleno com família e amigos e sempre tem um folheto de um curso novo para fazer, principalmente na área de marcenaria, uma de suas paixões. Apesar de trabalhar muito e ter muita consciência para gerenciar o fluxo de caixa, enfrenta hoje desafios financeiros por conta dos abusivos reajustes do plano de saúde. “O preço de um plano para uma pessoa da minha idade é inviável e o mantenho porque minha filha me ajuda. Já a minha fé e a alegria que tenho de estudar e praticar as lições de Jesus com minhas amigas me trazem mais otimismo para viver e planejar o futuro”.
Nasser: O que está em pauta agora é como podemos mudar hábitos para viver melhor essa vida longeva
“Precisamos investir na cultura do planejamento de longo prazo. Muitos ainda confundem curto médio e longo prazo. A carteira de investimento da previdência deve ter imóveis, investimentos financeiros e um espaço importante que deve ser preenchido com planos de previdência”, reforça Jorge Nasser, diretor da Bradesco Vida e Previdência. “A reforma perfeita ainda não foi feita por nenhum país, mas boa parte deles já deu alguns passos para a adaptação do sistema diante da longevidade e novo cenário mundial. O Brasil já tem mais de 30 mil centenários, o que faz a longevidade ser um tema relevante para o Brasil e nos alerta que vamos viver mais, sem dúvida. O que está em pauta agora é como podemos mudar hábitos para viver melhor essa vida longeva”.
A corretora Zim informa que ampliou o portfolio de produtos com a inclusão do seguro de Responsabilidade Civil Profissional (RCP) para advogados em parceria com a Argo Seguros. “Um a cada 200 brasileiros pode ser um novo cliente, já que no Brasil existem mais de um milhão de advogados. Os corretores têm à frente uma grande oportunidade de negócios na venda desse produto, que protege o advogado contra os principais riscos da profissão”, destaca Clarissa Schmidt, gerente de negócios digitais do Zim. Segundo ela, a apólice disponível para pessoas físicas cobre acordos e indenizações decorrentes de reclamações de clientes que alegam falhas na prestação de serviços jurídicos.
O corretor deverá entrar no app ou no CRM na web, escolher o cliente para a venda do RC Profissional Advogado e responder perguntas para a contratação do seguro. O segurado poderá contratar limites de cobertura que variam entre R$ 100 mil e R$ 500 mil. Como coberturas adicionais, o RCP contempla danos à reputação, calúnia, injúria e difamação, atos intencionais de colaboradores, danos a documentos de clientes, quebra de propriedade intelectual de advogados correspondentes.
Os interessados podem baixar gratuitamente o aplicativo, com o nome “Zim Corretor” no Google Play ou Apple Store, ou acessar o endereço www.zim.com.vc. O cadastro é feito de maneira simples e o usuário pode vincular suas apólices, clientes e iniciar a experiência imediatamente. Com acesso à ferramenta, o corretor pode acompanhar as apólices de sua carteira, visualizar estatísticas de vendas, comunicar-se de forma personalizada e melhorar o relacionamento com seus clientes.
A BB Seguridade Participações divulgou lucro líquido de R$ 1 bilhão no segundo trimestre de 2018, crescimento de 11,1% em relação ao reportado no segundo trimestre de 2017. O crescimento do lucro no comparativo é explicado em grande parte por maiores receitas de investimento em participações societárias. Descontados os efeitos extraordinários do período que impactaram positivamente as receitas de investimentos em participações societárias no montante de R$ 152,4 milhões, conforme detalhado abaixo, o lucro líquido ajustado atingiu R$ 910,0 milhões, queda de 4,8% no comparativo com o segundo trimestre de 2017, de acordo com release enviado ao portal da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
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