Carta do Seguro: seguros de bens avançam enquanto planos de acumulação recuam

De janeiro a junho deste ano, comparado a mesmo período de 2017, o mercado segurador (sem dpvat e saúde) avançou 1,7%, para R$ 115,8 bilhões, segundo dados da CNseg. Levando-se em conta os últimos 12 meses, o crescimento ficou em 2,9%.

Embora já estimado como um ano difícil para a economia brasileira, frustrando a esperada reversão de expectativas, a primeira metade de 2018 revelou que o setor de seguros vem respondendo desigualmente ao ciclo de negócios e de preferências por proteção. Tomando-se os dois grandes segmentos do mercado, o de Seguros de Patrimônios e Responsabilidades e o de Seguros de Pessoas, os resultados foram desiguais, conforme já vinham se desenhando desde o ano passado, informa Marcio Coriolano, no informativo da CNseg conhecido como Carta do Seguro.

O presidente da CNseg comenta que os balanços semestrais das companhias reforçam essa tendência geral comparativamente ao mesmo período de 2017, com bons resultados em Automóveis e Seguros Patrimoniais (7,5% em ambos), fruto de melhor seleção de riscos, novas estruturas tarifárias e, também, desejo por proteção de bens em conjuntura de elevada volatilidade financeira. Os Seguros de Crédito e Garantias foram beneficiados pelo estoque e pelo fluxo do crédito tomado por pessoas físicas e pequenas e médias empresas a partir de 2016, evoluindo 8,8%. Ainda no segmento de Patrimônios e Responsabilidades, o executivo destaca os seguros de transportes, rural e residencial, todos crescendo acima de dois dígitos e com tendência positiva desde o ano passado.

Já no segmento de Pessoas, formado pelos seguros de vida risco e planos de acumulação, o comportamento no semestre teve sinais trocados. Os seguros de risco cresceram 10,1% impulsionados  pelo aumento do ramo prestamista, com 23,7% como pelo seguros de vida tradicional. Na outra ponta, informa o comunicado, figurou a redução da arrecadação dos planos de acumulação, na esteira da volatilidadede ativos e busca pela melhor rentabilidade enquanto os fundamentos econômicos vão sendo testados. No conjunto, PGBL e VGBL amargaram queda de 5,1%.

O gráfico abaixo mostra o comportamento das taxas de crescimento de indicadores selecionados em série de 12 meses móveis e contribui para registrar as tendências estáveis de comportamento do setor de seguros.

Abaixo, a análise de Lauro Faria, economista da Escola Nacional de Seguros, sobre os números do primeiro semestre de 2018.

Houve novamente queda dos aportes aos planos de acumulação (PGBL e VGBL, principalmente), que somaram R$ 7,4 bilhões em junho, contra R$ 8,4 bilhões em maio (variação de -11,6%). No grupo de seguros gerais (ramos elementares) exceto DPVAT, os prêmios alcançaram R$ 6,2 bilhões, com crescimento mais robusto (de 8,3%) sobre maio. No grupo de planos de risco de coberturas de pessoas, os prêmios foram de R$ 3,2 bilhões com forte desaceleração, mas ainda assim com pequeno acréscimo (de 0,2%) sobre o mês anterior. Os prêmios do seguro DPVAT continuaram em trajetória de baixa, conforme esperado, e os aportes a títulos de capitalização mostraram acréscimo de 2,6% sobre maio. Tudo isso considerado, em junho passado, a arrecadação total na área da Susep somou R$ 19,3 bilhões, 2,6% inferior à arrecadação de maio.

Como dito no comentário do mês anterior, e analisando período mais largo de modo a evitar a interpretações errôneas em razão das sazonalidades e a fatores aleatórios (“ruídos”), fica evidente que os resultados negativos de crescimento do mercado são em grande medida decorrentes da queda da captação dos planos de acumulação, cujas participações no total da arrecadação superam os 40%. Mesmo assim cabe assinalar que a captação líquida desses produtos (aportes menos resgates) continuou positiva, sendo de R$ 641 milhões em junho e de R$ 16,9 bilhões no primeiro semestre, considerando os dois principais produtos: VGBL e PGBL.

De fato, comparando-se o resultado do primeiro semestre de 2018 contra mesmo período de 2017, no grupo de seguros de ramos elementares (exceto DPVAT) temos as seguintes taxas positivas de variação de prêmios em ramos diversos: automóvel: 7,5%; patrimonial: 7,5%; habitacional: 7,2%; transportes: 14,6%; crédito e garantia: 8,8%; garantia estendida: 10,4% e rural: 10,1%. Isso num período cuja inflação (IPCA) foi inferior a 4%, significando crescimento real. A destoar apenas os ramos de RC e de seguros marítimos e aeronáuticos, com variações respectivas de prêmios de 0,3% e -2%.

Fato similar se observa na arrecadação do grupo de planos de risco de coberturas de pessoas: vida: +9%; e prestamista: +23,7%. O seguro viagem teve redução de receita em razão da desvalorização cambial, que encarece e desencoraja as viagens ao exterior. Os demais planos de risco – seguros dotais, educacionais, acidentes pessoais etc. representando cerca de 29,5% do total – tiveram baixa expansão nominal dos prêmios de 1,2%, logo, queda real se descontada a inflação.

Segue-se que o maior desafio atual do mercado é a volta do crescimento da captação dos planos de acumulação. Esse fato, entre- tanto, se encontra dificultado pelas baixas taxas de juros vigentes no momento (para padrões brasileiros), pela frustração da retomada do crescimento econômico em 2018 e pelas incertezas políticas que, certamente, desestimulam aplicações que, como os referidos planos, para fazerem jus ao pleno benefício fiscal, exigem longo prazo de permanência. Assim, é possível que um cenário mais positivo para tais planos só ocorra a partir de 2019, quando se dissiparem as incertezas mencionadas acima, e, obviamente, dependente da política econômica dos vencedores na eleição de outubro.

Na área da Susep e exceto DPVAT a sinistralidade continuou em queda, ficando em 42,5% no período janeiro-junho de 2018, com redução absoluta de 4,78p.p. sobre o verificado no mesmo período de 2017. A sinistralidade do grupo de seguros de ramos elemen- tares caiu de 54,2% no primeiro semestre de 2017 para 52,6% no mesmo semestre de 2018. No grupo de planos de risco de cober- turas de pessoas, houve decréscimo de 26,4% para 24,3% no mesmo período. O índice de despesas de comercialização do mercado como um todo exceto DPVAT foi de 24,4% no acumulado do ano até junho, com redução de 0,6p.p. frente ao mesmo período de 2017, sendo em janeiro-junho de 2018 de 21,9% em ramos elementares e 29% no grupo de planos de risco de coberturas de pessoas. Isto posto, a margem bruta de lucro ampliou-se pelos dois lados, o que afetou positivamente a lucratividade das seguradoras, como se verá adiante.

Nos primeiros seis meses de 2018, as despesas administrativas das seguradoras reguladas pela Susep cresceram 4,6% ante igual período de 2017, o resultado financeiro caiu 8,4%, o resultado patrimonial cresceu 30,2% e o lucro líquido das seguradoras, 22,6%. A rentabilidade do patrimônio líquido agregado atingiu 23,3% em janeiro-junho de 2017, um excelente resultado. O total de provisões das seguradoras atingiu em junho R$ 910 bilhões, 12,3% acima do verificado em junho de 2017.

No setor de saúde suplementar, os dados divulgados pela ANS se referem ao primeiro trimestre de 2018 e mostram receita de con- traprestações de R$ 46,6 bilhões, com crescimento de 7,1% sobre o mesmo trimestre de 2017, mas decréscimo de 2,8% ante o quarto trimestre desse ano, indicando piora das condições de demanda dos planos de saúde. A sinistralidade foi de 79,7%, 0,3% abaixo do verificado em janeiro-março de 2017 e 1,7% abaixo do dado do último trimestre de 2017.

CNseg prevê que o setor crescerá 3,4% em 2018, em um cenário pessimista

A CNseg, confederação das seguradoras, estimou crescimento de 3,4% para o mercado segurador em 2018 em análises revisadas em maio deste ano. Este seria o cenário pessimista. O otimista seria de 6,2%. Sem o DPVAT, o crescimento seria de 3,9% e 6,7%, respectivamente. Diante do quadro de volatilidade gerado pela eleição presidencial, os indicadores poderão ser revistos novamente. Veja abaixo as projeções divulgadas no portal da entidade:

Catástrofes causam perdas seguradas de US$ 20 bi no semestre

As perdas econômicas globais totais de desastres caíram para US$ 36 bilhões no primeiro semestre de 2018, ante US$ 64 bilhões no mesmo período do ano anterior, disse a Swiss Re na quinta-feira. As perdas globais seguradas por desastres caíram para US$ 20 bilhões, abaixo dos US$ 30 bilhões, segundo estudo divulgado ontem pela Swiss Re. A tempestade de inverno Friederike foi o maior evento, com perdas seguradas de US $ 2,1 bilhões. A rival Munich Re havia dito no mês passado que as perdas gerais provocadas por tempestades, inundações e terremotos diminuíram quase pela metade nos primeiros seis meses, para US$ 33 bilhões, a mais baixa em 13 anos, enquanto as seguradoras pagaram US$ 17 bilhões por reclamações de desastres naturais.

Olhando para o futuro, a Swiss Re observa que as recentes secas e ondas de calor podem significar maiores perdas advindas de juros de seguro e resseguro, até o final de 2018. Além disso, a resseguradora acredita que isso poderia indicar uma nova normalidade nos períodos mais quentes e secos.

“Esperamos ver condições meteorológicas mais extremas, como ondas de calor intensas e períodos de seca como o que vimos nas últimas semanas. Isso pode muito bem se tornar o novo normal”, explicou Martin Bertogg, chefe de risco de catástrofe da Swiss Re, em comunicado distribuído aos jornalistas. De acordo com modelos climáticos científicos, a temperatura e a umidade atmosférica aumentarão em muitas partes do mundo e, ao mesmo tempo, também se tornarão mais voláteis.

Uma série de tempestades de inverno na Europa e nos EUA causou as maiores perdas no primeiro semestre de 2018. Globalmente, cerca de 3,9 mil pessoas perderam suas vidas ou desapareceram. em eventos de desastre durante os primeiros seis meses de 2018, comparado a aproximadamente 4,6 mil para o mesmo período em 2017.

 

MetLife define startups para seu programa de aceleração

A MetLife anunciou hoje o grupo de startups participantes do seu programa de aceleração ‘MetLife Digital Accelerator powered by Techstars’. Com o propósito de desenvolver soluções digitais capazes de gerar experiências diferenciadas para clientes, o programa tem como base o Campus Global de Tecnologia da MetLife, em Cary, na Carolina do Norte/EUA, e mantém um cronograma intensivo de 13 semanas.

Entre os projetos eleitos estão soluções como novos produtos para profissionais freelancers, proprietários que alugam suas casas em sites como Airbnb e para pessoas com estilo de vida esportivo; melhorias em processos de subscrição e distribuição de seguros; a adequação dos melhores planos para terceira idade; e clientes de baixo risco.

Também se destacaram projetos voltados para saúde e bem-estar como plataformas que possibilitam a integração de pais de crianças autistas a bons profissionais da área; conteúdos de interesse para mulheres que acabaram de ter filhos; e, ainda, informações que contribuem para manter os colaboradores mais saudáveis e produtivos.

Para a MetLife, as inovações tecnológicas estão impulsionando mudanças fundamentais no mercado de seguros e apoiar estas propostas desde o estado inicial significa ser um agente importante na transformação do setor. Direcionar e influenciar as startups do momento da concepção até o protótipo final permitirá à MetLife atuar junto a iniciativas com potencial de remodelar o segmento, a companhia e o dia a dia dos clientes.

Com previsão de conclusão em 18 de outubro, as startups apresentarão seus projetos à MetLife e possíveis investidores em um Demo Day.

Veja a lista das 10 startups selecionadas:

  • Aligned Business(Singapore): Plataforma digital que realiza serviços de ponta a ponta para operadoras criarem, definirem, subscreverem e distribuírem rapidamente qualquer categoria de produtos em diversos mercados.
  • AnswersNOW(Richmond, Virginia): Por meio de uma plataforma digital, a AnswersNOW é responsável por apoiar pais de crianças com autismo, os unindo a especialistas certificados e provendo estudos clínicos sobre o tema.
  • Buddy(Richmond, Virginia): Focada em desenvolver seguros de acidentes pessoais sob demanda para quem leva uma vida ligada ao esporte e ao ar livre.
  • Enroll Hero(Santa Monica, California): Ferramenta que ajuda a Adultos Mais a escolherem os melhores planos de saúde em questões de minutos.
  • FitBliss(San Jose, California): Plataforma digital sobre bem-estar focada em melhorar a produtividade e saúde de trabalhadores em todo mundo.
  • FIX: Fitness Interactive Experience(Atlanta, Georgia): Proporciona um comportamento mais saudável por meio do entretenimento e gamificação.
  • Halos Insurance(Washington, D.C.): Plataforma de seguros voltada para clientes de baixo risco securitário.
  • MamaMend(Boulder, Colorado): Voltada para a saúde e orientações pós-parto é uma plataforma digital que busca informar, fortalecer e melhorar a saúde de novas mamães.
  • Portabl(London, United Kingdom): Um serviço de assinatura abrangente que busca proteger profissionais freelancers e temporários a partir de produtos de seguros personalizados voltados para poupança e outros benefícios.
  • Safely(Atlanta, Georgia): Indicado para proprietários que alugam suas residências em sites como Airbnb e HomeAway, é um seguro que analisa a qualidade dos inquilinos temporários a partir de um banco de dados e, ainda, oferece até US $ 1 milhão de cobertura para danos aos imóveis.

O MetLife Digital Accelerator powered by Techstars é parte do ecossistema global de inovação da MetLife que busca transformar a experiência do consumidor em seguros. Também fazem parte das ações de inovação da companhia o relacionamento com 17 startups de capital de risco, parcerias estratégicas com companhias de tecnologia de ponta e colaborações com Universidades como Carnegie Mellon, University of North Carolina em Chapel Hill e, mais recentemente, o MIT Media Lab. No primeiro semestre desde ano, a MetLife também foi responsável pela criação do fundo de investimento MetLife Digital Ventures, de US$ 100 milhões. O fundo investirá diretamente em empresas que desenvolvem e comercializam tecnologia de interesse para clientes da MetLife.

Insurtech Kakau começa a vender seguro celular da Generali

Após 6 meses de operação com o seguro residencial, através da seguradora American Life, a plataforma digital de seguros Kakau firmou parceria com a seguradora Generali para vender seguro para celular. Passado o período de co-criação, pesquisa e desenvolvimento, o produto acaba de sair do forno e já está apto a atender os usuários e assinantes da Kakau.

O Kakau Protege tem características permite que o usuário escolhe o seguro da maneira que ele deseja, seja para roubo ou furto qualificado, para quebra acidental, ou os dois juntos. A cobertura de quebra acidental tem carência de um mês para ser acionada e a cobertura para roubo determina que o celular tem de ter um ano de uso. O produto inclui um título de capitalização com prêmios mensais de R$ 5 mil pela Loteria Federal.

Dentre os pontos de extrema importância do produto, está a característica de produção cibernética. “No momento em que o assinante contrata o Kakau Protege, ele passa ter uma cobertura de proteção cibernética, proteção essa que mantém os dados do assinante protegidos e não só o aparelho em si”, informa Henrique Volpi, CEO da Kakau.

Vale ressaltar que o sumiço do celular, ou furto simples, não tem cobertura. O furto qualificado exige boletim de ocorrência registrado na delegacia.

 

Riscos da Lei de Proteção de Dados podem ser mitigados pelo seguro

Todo risco é uma oportunidade de negócio para corretores e seguradores. No mesmo dia em que foi sancionada a nova Lei de Proteção de Dados, que entrará em vigor em 2020, a corretora Willis Towers Watson divulgou um comunicado sobre como o seguro pode ajudar as empresas, que devem ficar atentas às adaptações necessárias, já que as multas podem alcançar até 2% do faturamento da empresa infratora, limitadas a R$ 50 milhões por infração.

“O seguro contra crimes cibernéticos pode auxiliar a diminuir os custos relativos à aplicabilidade da Lei”, comenta Álvaro Igrejas, diretor de linhas financeiras. De acordo com o executivo, o seguro pode diminuir custos relativos à violação de dados, restauração e recuperação dos mesmos, contenção de crises, entre outros.

Confira abaixo os principais pontos que o seguro cibernético podem ajudar na economia dos custos relativos a nova Lei.

  • Custos de violação:  suporte em caso de violação de dados, em especial a notificação a clientes ou órgãos reguladores e suporte de monitoramento para clientes afetados;
  • Custos de restauração e recuperação de dados – Custos relacionados a perdas e recuperação de dados, cujo atendimento poderá implicar em resposta rápida e minimizar quaisquer ações regulatórias;
  • Cobertura para contenção de Crises – Contenção de crises para ajudar a mitigar danos à reputação. No caso de violação de dados, essa comunicação pode ajudar a minimizar essa exposição. Empresas de relações públicas são frequentemente solicitadas a fornecer suporte especializado para desenvolvimento de estratégias de comunicação; para a execução de serviços de imprensa de crise 24 horas por dia, 7 dias por semana;
  • Ações Regulatórias – decorrente de investigação ou reclamação de autoridade governamental ou reguladora sobre a violação de dados e quebra de confidencialidade;
  • Prática de Boa Governança – a contratação do Seguro de Cyber poderá indicar uma prática de boa governança e mitigação do risco com relação a perdas de danos causados pela violação de dados;
  • Custos de Defesa decorrentes de sanções administrativas;
  • Responsabilidade por divulgação de dados titulares – Custo de Defesa para reclamações relacionadas a violação de dados pessoais e pagamento por danos decorrentes de ação judicial, arbitral ou acordo.

Susep esclarece cláusulas sobre corrupção em seguro garantia

Depois de receber diversas cláusulas consideradas “genéricas e abrangentes” para inserção no contrato de seguro garantia contratuais e grande demanda dos segurados questionando boa parte delas, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou nesta quinta-feira a Carta Circular Eletrônica nº 1/2018. Nela, a diretoria de Supervisão de Conduta faz esclarecimentos sobre a não cobertura de prejuízos decorrentes de atos de corrupção.

O texto afirma que uma vez ocorrida a inadimplência contratual do tomador perante o objeto do contrato principal, sem atos ilícitos praticados pelo segurado neste contrato, a seguradora não poderá se isentar do pagamento da indenização. Toda a questão relativa a perda da cobertura ou não, derivada de atos de corrupção, passará pela identificação de ato doloso do segurado ou seu representante, como derivado do art. 762 do Código Civil. Ou seja, caso o tomador tenha infringido normas anticorrupção, sem concurso ou conhecimento do segurado, seja no contrato objeto do seguro ou em outro contrato, havendo inadimplemento no primeiro, resta o dever de indenizar.

Assim, escreve a Susep, a cláusula somente poderá dispor que não estarão cobertos atos dolosos violadores de normas anticorrupção, perpetrados pelo segurado ou seu representante legal e pelo tomador ou seu representante legal.

“Em função do descrito acima, as seguradoras que tiverem produto contendo cláusula em desacordo com o entendimento acima descrito deverão, no prazo de 30 dias a contar da publicação desta Carta Circular, alterar seus produtos visando adequar a cláusula em questão aos termos desta Carta Circular”, afirma o texto do órgão regulador.

Omint patrocina Rocky Spirit, maior festival de cinema ao ar livre do País

Release

No final de semana dos dias 18 e 19/08, o Parque Villa Lobos, na Zona Oeste paulistana, receberá a oitava edição do Rocky Spirit, considerado o maior festival de documentários de aventura, esporte e natureza produzidos recentemente no Brasil e no mundo. Nesse ano, além da exibição de mais de 25 títulos nacionais e internacionais, o evento oferecerá durante todo o final de semana atividades ao ar livre para toda família, com feira orgânica, bike park, food park, shows com o grupo Mustache e os Apaches e a dupla Bluebell e Ana Deriggi, além de aulas com a personal trainer Cau Saad nos dois dias de evento, realizadas antes da já tradicional exibição de filmes ao ar livre.

Além de gratuito, o festival também apresentará estrutura acessível a pessoas com deficiência, bem como pet friendly: cães e gatos dos frequentadores serão bem-vindos e contarão com espaço adequado para recebe-los.

“A Omint patrocina pelo terceiro ano consecutivo o Rocky Spirit, evento que proporciona um final de semana repleto de cultura e lazer para toda a família, com foco em atividades ao ar livre. Acreditamos e investimos em um dia a dia com mais qualidade de vida e, por isso, apostamos tanto em eventos como esse, que estimula esses momentos tanto por meio dos filmes exibidos como através das ações promovidas no Parque Villa-Lobos, valorizando o esporte, a música, a natureza, a família e a alimentação saudável. Tudo de forma gratuita e acessível”, destaca Cícero Barreto, diretor Comercial da Omint.

Além de patrocinar o evento, a Omint realizará ativações especiais com os participantes, que serão demonstradas no dia do evento e prometem uma experiência ainda mais diferenciada.

Abaixo, a programação detalhada:

Sábado:

8h30 às 10h – Treino de corrida (Núcleo Aventura)

10h às 11h – Aula de Yoga (Yoga Flow)

12h às 16h – Clínica de Bike Kids (Specialized)

14h às 17h – Circuito de Obstáculos para crianças (Iron Race Kids)

15h às 16h – Aula WorCAUt (Cau Saad)

16h às 16h30 – Roda de Capoeira (Cordão de Ouro)

17h às 18h – DJ

18h às 19h – Show “Mustache e os Apaches”

19h – Início da Exibição dos Filmes

22h – Encerramento

Domingo

10h às 11h – Aula de Yoga (Yoga Flow)

12h às 16h – Clinica de Bike Kids (Specialized)

14h às 17h – Circuito de Obstáculos para Crianças (Iron Race Kids)

16h às 17h – Baile da Cau (Cau Saad)

17h às 18h – DJ

18h às 19h – Show “Blubell e Ana Deriggi cantam Rita Lee”

19h – Início da Exibição dos Filmes

22h – Encerramento

Serviço – Rocky Spirit
Data: 18 e 19 de agosto

Endereço: Parque Villa-Lobos

Horário de Funcionamento:

Sábado – 8h30 às 22h

Domingo – 10h às 22h

Capacidade: 5.000 pessoas por dia

Estacionamento: R$ 20 – self parking

Facebook: /rockyspiritfest

Instagram: @rockyspiritfest

Acessibilidade/ Pet Friendly

Zurich debate novos riscos com gestores de seguros

Improve. Essa palavra em inglês, que significa melhorar, aperfeiçoar, modernizar, foi o tema do evento, que reuniu dois encontros tradicionalmente promovidos pela Zurich Seguros para clientes, corretores e parceiros de negócios no dia 14 agosto. “Vamos discutir o Brasil que queremos para o futuro”, disse Edson Franco, CEO da Zurich no país, aos 180 convidados presentes, ao lado de Gláucia Smithson, diretora executiva de seguros empresariais, vida, corporativo e previdência e da Zurich Re, que coordenou a organização do evento.

Em um formato dinâmico e moderno, com palco no meio e que se transformou em três para a apresentação das palestras simultâneas, o evento enfatizou temas que podem definir o rumo do país e de todos que aqui vivem: eleições, reforma da previdência e riscos corporativos. “A nossa proposta era promover um evento transformador e esse propósito foi alcançado com sucesso em um dia extremamente produtivo e rico em conteúdo e conhecimento. Temos que mudar o nosso olhar em relação aos desafios diários, sempre buscando novas formas de evoluir, inovar e solucionar. E foi com esse pensamento que levamos o IMPROVE ao mercado segurador”, disse Glaucia aos presentes, passando a palavra para o primeiro palestrante do dia.

O economista Mailson da Nobrega abriu o debate. “Qualquer candidato que ganhar as eleições terá de fazer a reforma da previdência”, afirmou ele. Essa foi praticamente a única afirmação categórica feita pelo sócio da consultoria Tendência. Ele apresentou pesquisas e dados para que os ouvintes pudessem tirar suas próprias conclusões sobre quem será escolhido pelo povo para ocupar o cargo de presidente do Brasil nas eleições em outubro e novembro, se houver segundo turno.

Maílson: “O novo presidente terá de fazer as reformas da previdência, tributária, e do Estado.”

Segundo Mailson, grandes ciclos de mudanças no país ocorreram com a conjugação de ideias do que fazer, apoio para essas ideias e liderança para mobilizar o Congresso para aprovar as reformas. “Temos dois exemplos de presidentes que fizeram a lição de casa e proporcionaram crescimento da economia. Castello Branco criou o Banco Central e fez a reforma tarifária e administrativa para citar apenas dois pontos. O segundo período de crescimento veio com Fernando Henrique Cardoso, com as privatizações e a lei de responsabilidade fiscal entre outras tantas ações”, afirmou.

Segundo ele, o país passa por um momento semelhante ao do período dos dois presidentes citados, eleitos em momentos em que era fundamental ter jogo de cintura para aprovar reformas nem sempre populares. “O novo presidente terá de fazer as reformas da previdência, tributária, e do Estado. Em infraestrutura já está tudo pronto. Temos bons projetos, apetite dos investidores. O que precisamos é de um líder com inteligência emocional que saiba negociar com os parlamentares que formam o Congresso Nacional, que na minha opinião terá uma renovação próxima de zero”, disse.

Na opinião de Maílson, o candidato Geraldo Alckmin tem a maior chance entre os concorrentes por ter o maior tempo para campanha eleitoral em tevê. São quase 6 minutos, o que lhe dá grande vantagem de convencer a população brasileira, que ainda tem os meios tradicionais para decidir seus votos, comentou ele citando pesquisas, como da CNI/Ibope. “Apenas 5% dos entrevistados disseram usar as mídias sociais para obter informações dos candidatos”, citou. “E 30% escolhem o candidato na última semana”.

Ou seja, o nome do futuro presidente do Brasil é uma grande incógnita ainda, fazendo com que a economia fica estagnada diante da insegurança política. Mas a urgência da reforma da Previdência Social soa como um mantra no programa apresentado pelos pré-candidatos, com exceção do Partido dos Trabalhadores, que acredita não ser um problema urgente por se tratar apenas de realocação de recursos e não de cortes de gastos.

Segundo dados apresentados por Edson Franco, a urgência da reforma da Previdência vem de dados bons da transição demográfica, como o aumento da expectativa de vida, de 76,4 anos em 1960 para 85,2 anos em 2060, bem como pela queda na taxa da mortalidade. Mas esses dados têm um impacto econômico negativo. Em 1960, o Brasil tinha 5% da população com pessoas acima de 60 anos. A perspectiva é de que em 2060 esse percentual salte para 32%. Isso significa dizer que oito pessoas terão de trabalhar para garantir a aposentadoria de um inativo. Em 2060, serão dois ativos para cada inativo, considerando-se também a queda da taxa de fecundidade do Brasil que já está no mesmo nível de países europeus: abaixo de 2%.

Ele enfatizou que as contas atuais e as futuras ponderadas com tais estatísticas tornam o desafio dos próximos presidentes muito mais desafiador, uma vez que o Brasil é hoje um país jovem mas com gastos elevados. O déficit total da previdência social foi de R$ 268 bilhões em 2017. ”Gastamos muito com seguridade social antes de envelhecer. Acreditamos que a reforma deve ser feita antes que o Brasil sofra como outros países que protelaram as mudanças necessárias. Em Portugal, por exemplo, foram feitos cortes nos benefícios para tentar equilibrar as contas do governo”.

Edson Franco: “O tema precisa ser debatido com simplicidade e transparência.”

Para Franco, uma reforma é urgente e necessária, considerando o aumento da idade mínima, limitação de acumulação de benefícios e unificação das regras de aposentadoria para servidores públicos. Ele afirma que a reforma paramétrica, apesar de ser o primeiro passo para corrigir o caminho de solução, não é suficiente. “Precisamos de uma reforma estrutural para corrigir o modelo de repartição. O único modelo que funciona é ter uma base mínima para assegurar que os mais pobres vivam acima da linha da miséria, mas também tem de ter um pilar individual”.

Ele sugere um modelo que contemple quatro pilares e que não se assemelha ao modelo chileno, ressalta. Uma renda básica universal, menor do que o salário mínimo atual por pessoa. O segundo pilar seria similar ao INSS, para complementar a renda básica. O terceiro pilar consideraria uma renda calculada entre contribuição e benefício e o quarto pilar seria basicamente o que se tem hoje com a previdência complementar.

“É preciso que o tema seja debatido com simplicidade e transparência. Um debate apartidário, pois não é uma gestão de governo e sim de Estado”, afirmou ele, que também preside a Federação Nacional das Empresas de Previdência Aberta (FenaPrevi), que prepara um estudo completo com o professor Hélio Zylberstajn para entregar ao novo presidente no início de 2019.

Depois de abordar riscos políticos e impactos econômicos, a programação do evento partiu para discussões mais específicas, sobre como transformar riscos em oportunidades, tendo como pano de fundo as consequências da revolução tecnológica, como a automatização das fábricas, os ataques cibernéticos e a necessidade de proteção para destravar os investimentos em infraestrutura.

A palestra Fábricas Inteligentes, novos riscos e soluções inovadoras, proferia pelo engenheiro de riscos Thiago Santana, fez um alertou aos convidados da Zurich sobre as mudanças nos riscos que a tecnologia traz, bem como para os novos riscos que precisam ser avaliados pelos gestores. “Ao mesmo tempo em que robôs trazem mais assertividade e redução de custos aos processos, eles tornam o risco mais complexo”, afirmou.

Como exemplo, Santana citou a interdependência da linha de produção enxuta de canais de suprimentos diversos para alimentar fábricas sem estoques, bem como a vulnerabilidade e potencial de grandes impactos na interrupção de negócios. “Tudo isso sugere um cenário de risco de baixa probabilidade, porém de alta severidade. Certamente a demanda por proteção de dados, possivelmente armazenados em nuvem, será maior. Também demandará maior gestão para determinar a responsabilidade de perdas ocorridas, uma vez que é grande o cruzamento de prestadores de serviços na automatização de uma fábrica, com diversas apólices e seguradoras”.

Coube ao espanhol Roberto Hernandez, responsável pela área de gerenciamento de pagamentos de indenizações (sinistro), falar sobre riscos emergentes dos seguros de linhas financeiras, como seguro garantia, responsabilidade civil de executivos, mais conhecido como D&O (Directors & Officers) e seguro cibernéticos. “Tivemos sinistros interessantes nos últimos anos no Brasil, que nos ajudaram a entender melhor o produto”.

Até então, os riscos tradicionais contemplavam a fraude contável, a manipulação do mercado, a responsabilidade do corpo diretivo, a aplicação de multas, subsidiárias versus controladas e os acordos de leniência. Já os riscos emergentes precisam levar em conta a nova lei de proteção de dados, praticas trabalhistas indevidas, criptomoedas, adiantamento de custos de defesa, delação premiada entre outros.

Segundo ele, a nova lei de proteção de dados é benéfica, além de ser uma exigência da OCDE, organização que ajuda países como o Brasil a conseguir empréstimos subsidiados para projetos de infraestrutura, vitais para sustentar o crescimento do Brasil no longo prazo. “Mas ela traz desafios às corporações, que tem uma responsabilidade objetiva do dano, obrigação legal de notificar terceiros prejudicados por um vazamento de dados, levantamento dos danos causados entre tantos outras ações”, disse ele aos gestores de riscos corporativos, que já tem esse tema como prioritário no dia a dia profissional.

Sergio Luiz Hilgert, da corretora EuroAmerica, comentou que um dos problemas do D&O é a subscrição de riscos. “É preciso fazer a lição de casa e entender bem quais são os riscos, as coberturas e as exclusões, pois de nada adianta pagar um valor pequeno pelo seguro que vai resultar em discussões infindáveis em caso de ser preciso acionar a apólice”. Já o fundador da Clamapi Seguro de Riscos Cibernéticos, Claudio Macedo Pinto, a discussão sobre ataques cibernéticos deve avançar a medida em que os “estragos são feitos”. Segundo ele, vários clientes que visita protelam a compra da apólice de seguro. “Mas quando tem um ataque voltam a ligar para entender melhor o risco e o produto. E isso ajuda a aumentar a consciência empresarial sobre riscos e o que o mercado segurador tem a oferecer”.

Jabor:” Estamos vivendo uma mutação, que nos fará diferente e não sabemos como, o que torna o dia a dia muito interessante.”

Para encerrar o evento, o jornalista Arnaldo Jabor fez a plateia rir de suas considerações sobre o cenário de corrupção do Brasil desde a proclamação da República até os dias atuais. “Temos a percepção de que pessoas honestas são pobres e os ricos são corruptos. Mas depois da Lava Jato, as ideias não correspondem mais aos fatos. Estamos vivendo uma mutação, que nos fará diferente e não sabemos como, o que torna o dia a dia muito interessante. Não somos mais o país do futuro e sim do presente. Tenho a impressão que talvez haja campo para a modernização prevalecer, pois a globalização nos tornou mais transparentes – o Google sabe mais de mim do que eu mesmo – e vulneráveis ao que acontece em outros países, como na Turquia, por exemplo. E tudo isso tem sido um boa experiência, que certamente nos levará a ser um país mais democrático”, finalizou.

Markel eleva vendas para R$ 28 milhões no semestre e entra para as dez maiores do ranking

A Markel Seguros, que fez a sua estréia no mercado em 2017, encerra os seis primeiros meses de 2018 com um volume de prêmio 133% maior do que o realizado no ano passado. O total de prêmios no período foi de R$ 12, 2 milhões, enquanto nos primeiros seis meses de 2018 o prêmio emitido já é superior a R$ 28 milhões. Com isso, a seguradora ocupa, no momento, a sétima posição no ranking da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

Tal desempenho pode ser, primeiramente, atribuído à expriência da equipe, vinda de empresas como IRB-Brasil Resseguros e Rabobank; a proximidade com o produtor; e a qualidade do serviço oferecido. Adicionalmente, a inscrição da Markel no programa de subvenção federal, que foi liberada pelo governo em dezembro do ano passado; e a dos estados de São Paulo e Paraná, no início de 2018, também fizeram a diferença no resultado.

Além do produto chamado Plante Tranquilo, que cobre o custo de produção da lavoura, outras coberturas passaram a integrar o portfólio da seguradora, como o de produtividade integral e por faixa; o de custeio, prestes a ser comercializado e o de faturamento, em fase de estruturação.

Levando em consideração que o segundo semestre, historicamente, é o período em que são fechados os melhores contratos em função da sazonalidade do próprio negócio, a expectativa é que o bom resultado se mantenha e que o crescimento acompanhe essa tendência.

Outro fator preponderante que justifica parte desse desempenho vem do retorno que a seguradora está recebendo dos canais de interlocução com o produtor. Neste ano, a Markel está investindo em ferramentas digitais de capacitação para corretores, além de um novo portal, em fase e testes, onde estão concentradas todas as operações de vendas, cotações, comissões e incentivos.

Como investimento em seu relacionamento com parceiros, a Markel, pelo segundo ano consecutivo está presente no VIII Congresso da ANDAV, com seu time de subscritores e executivos, para apresentar as soluções estruturadas de seguros para os distribuidores e divulgar o resultado parcial de 2018.