SulAmérica Saúde alcança a marca de operações 100% digitais

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A SulAmérica finalizou a implementação de processos totalmente digitais em suas operações de saúde referentes a solicitações de validações prévias de procedimentos e materiais, auditoria médica interna e externa, gestão de casos complexos, análise e pagamento de contas médicas e reembolsos.

Atualmente, mais de 3 milhões de imagens circulam internamente na operação de sinistro de saúde, substituindo documentos impressos. O objetivo é conferir ainda mais agilidade e transparência ao acompanhamento dos processos, evitando a armazenagem de arquivos e facilitando a troca de informações.

Ao mesmo tempo, análises automatizadas e inteligentes – utilizando técnicas de machine learning e advanced analytics – são possíveis a partir da etapa de digitalização, conferindo uma eficiência diferenciada na gestão de custos.

Processos de análises inteligentes são possíveis em todas as etapas, separando casos de maior risco e complexidade daqueles que podem ser imediatamente autorizados e liquidados, gerando redução significativa do tempo de resposta aos clientes e prestadores.

No caso das contas de consultas e honorários médicos, elas são enviadas eletronicamente sem a necessidade da impressão e envio do documento físico pelo prestador.

Desde janeiro de 2017, as solicitações de reembolso de consultas de podem ser realizadas pelo segurado via aplicativo ou via web (Portal do Segurado), um serviço inovador lançado pela SulAmérica. Basta que o segurado fotografe o recibo com a câmera do smartphone, encaminhe-o digitalmente para a operadora e aguarde que os dados caiam no sistema e sigam o fluxo processual, que pode ser acompanhado do início ao fim. Não há necessidade de encaminhamento de papel neste processo.

Além disso, todo o processo de cálculo de prévia de reembolso é realizado de forma digital através do Portal do Segurado e também do APP, com alguns procedimentos simples já calculados imediatamente no momento da solicitação (consulta e parto, e neonatologia).

“Os diferenciais desta operação envolvem o ganho de racionalidade, agilidade e transparência, para segurados e prestadores, e garante segurança ao cliente na gestão de custos”, avalia a diretora de Sinistro Saúde da SulAmérica, Erika Fuga. “Além disso, as trocas e consultas de informações internas na empresa ficam mais fáceis e há um claro ganho em termos ambientais, já que poupamos a impressão de toneladas de papel, bem como seu armazenamento”, conclui.

Aon anuncia seu novo VP de saúde e benefícios para o Brasil

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A Aon anuncia Paulo Jorge Rascão Cardoso como seu novo vice-presidente executivo de Saúde e Benefícios no Brasil. Com mais de 20 anos de experiência em gestão de saúde privada e três anos de atuação na gestão do sistema público de saúde brasileiro, Cardoso assume a liderança do segmento de Saúde e Benefícios da companhia.

“É extremamente gratificante fazer parte do time da Aon Brasil, vivemos um momento muito interessante, com diversos desafios no cenário brasileiro, abrindo espaço para inúmeras oportunidades”, comemora Paulo Jorge Rascão Cardoso, Vice-Presidente Executivo de Saúde e Benefícios da Aon Brasil.

Formado em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e com especializações na Universidade Johns Hopkins, referência mundial em saúde, Paulo Jorge é conhecido pela sua experiência no desenvolvimento e gestão de projetos e produtos estratégicos para atender as áreas de Vendas e Relacionamento, junto a grandes empresas no país na operadora de planos de saúde, Amil. O executivo se reportará diretamente ao Marcelo Munerato, CEO da Aon Brasil.

Amazon considera lançar site de comparação de seguros no Reino Unido, dizem fontes

Fonte: Reuters

Amazon está sondando algumas das principais seguradoras da Europa para ver se contribuiriam com produtos para um site de comparação de preços no Reino Unido, no que seria uma grande incursão do gigante do varejo online dos Estados Unidos nos serviços financeiros da região.

Três executivos do setor disseram à Reuters que conversaram com a Amazon sobre o possível lançamento de um site. Um deles disse que as conversas fazem parte de várias discussões que a Amazon está tendo com as seguradoras. Um segundo disse que não haver planos para um lançamento iminente.

Embora não tenha ficado claro de imediato que tipo de seguro seria vendido em qualquer site da Amazon, as apólices de seguro residencial e de automóveis são populares em sites de comparação de preços existentes no Reino Unido.

“Como a Amazon está aumentando a presença nas residências, seja com a entrega de produtos em casa, monitoramento de segurança, serviços domésticos como instalação Wi-Fi, você pode argumentar que o seguro é o próximo passo lógico para essa empresa”, disse o analista RJ Hottovy da Morningstar.

As fontes do setor se recusaram a ser identificadas, pois as conversas são confidenciais. A Amazon se recusou a comentar.

Um site de comparação de preços da Amazon para produtos de seguros representa um grande desafio potencial para os sites existentes no Reino Unido, considerando a tecnologia de ponta, o alcance e a base de clientes fiéis da empresa norte-americana.

Dois dos mais importantes são o comparethemarket.com, que mostra produtos de seguradoras, incluindo AXA, Hastings e eSure; e o GoCompare, que lista seguros de empresas como Santander e LV.

Preços de seguros comerciais sobem no 2o. trimestre de 2018, segundo Marsh

A Marsh lançou seu Índice Global de Mercado de Seguros para o segundo trimestre de 2018. Os destaques incluem:

* Os preços do seguro comercial global subiram, em média, pelo terceiro trimestre consecutivo. O aumento foi impulsionado em grande parte pela precificação de seguros para linhas de propriedades, que continuaram a ser afetadas pelas perdas por catástrofe de 2017 e por aumentos nas linhas financeira e profissional.

* No geral, o mercado permaneceu estável com as variações de preços do segundo trimestre dentro de uma faixa relativamente estreita na maioria das linhas de produtos e geografias.

* Globalmente, a precificação do seguro de propriedade aumentou 2,3%, em média. Os preços das linhas financeiras e responsabilidades profissionais aumentaram em média 3,3% no trimestre, impulsionados por aumentos em várias regiões, principalmente na Austrália. A precificação de acidentes caiu, em média, 1,4%.

* Os preços tenderam a subir na maioria das regiões, com a Austrália apresentando o maior aumento, enquanto os preços diminuíram ligeiramente na Europa Continental e na Ásia.

Comentando as descobertas, Dean Klisura, presidente da Global Placement and Specialties na Marsh, disse: “O mercado global de seguros de propriedade continua a ser afetado pelas perdas do ano passado e agora estamos vendo aumentos nas tarifas financeiras e profissionais em várias regiões. No entanto, a precificação geral é geralmente estável em todas as linhas de negócios e a capacidade de mercado permanece forte ”.

CEO da MetLife fala sobre a nova fase do seguro de vida no Programa Seguro

O seguro de vida mudou e tem uma forte apelo para a população por trazer novas coberturas e serviços, como para acontecimentos inesperados como complemento de renda, uma internação inesperada ou doenças graves, afirmou o CEO da MetLife, Raphael Carvalho, em entrevista ao corretor e apresentador do Programa Seguro, na TV Gazeta, Boris Ber.

Carvalho também destacou os 150 anos da seguradora nos Estados Unidos. Segundo ele, a maior seguradora de vida dos EUA vive um bom momento e em 2019 completa 20 anos no Brasil. O executivo também falou sobre o Universal Life. “É um produto que terá grande apelo para conquistar consumidores. Estamos no final do processo de ajuste do produto”.

A entrevista completa pode ser vista no vídeo acima.

Ricardo Soares assume diretoria de precificação, relacionamento com ANS e projetos de saúde e Odonto

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A SulAmérica anuncia a chegada de Ricardo Soares ao corpo executivo da companhia, assumindo a Diretoria de Precificação, Produtos, Relacionamento com ANS e Projetos de Saúde e Odonto.

Com formação em Engenharia Mecânica pela Unicamp e MBA pela Kellogg School of Management, Ricardo Soares acumula mais de 20 anos de experiência corporativa, com passagens por empresas como Vale e Booz Allen& Hamilton.

Nos últimos seis anos, foi presidente da Brasil Senior Living, empresa especializada em cuidados de saúde pós-agudos, especificamente moradia para idosos, home care, transição e paliativo oncológico, com mais de mil leitos na cidade de São Paulo. Paralelamente, atuou como gestor de portfólio de serviços de healthcare no Pátria Investimentos.

Inteligência artificial promete ajudar Líder Seguradora a reduzir fraudes no DPVAT

Mais de 383 mil indenizações foram pagas pela Seguradora Líder, administradora do Seguro DPVAT, em 2017, segundo o Relatório de Sustentabilidade do Biênio 2016-2017 divulgado recentemente. Um volume 12% menor que o o registrado em 2016. As motos representaram 74% das indenizações pagas. O mesmo percentual das indenizações por invalidez permanente (74%). Morte representou 11% e despesas médicas 15% do total.

Em termos de arrecadação, a Líder registrou R$ 5,9 bilhões em 2017, 32% abaixo dos R$ 8,7 bilhões de 2016, basicamente devido a queda do valor do preço do seguro obrigatório. De 2016 para 2017, o preço do DPVAT passou de R$ 105 para R$ 63. Desse valor, 2,9 bilhões foram repassados à União, como manda a lei, R$ 2,6 bilhões para o SUS e R$ 296 milhões para o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Cerca de 5,35% do valor foram destinados as despesas com a operação do seguro, 2% margem de resultado e 0,59% referente a corretagem.

Em 2017, muitas coisas mudaram na seguradora Líder, que começou o ano sob o comando de Ismar Tôrres. “Nossa administração tem três pilares: tolerância zero a fraude, transparência e tecnologia, que nos ajuda a colocar os dois primeiros em prática”, disse o executivo.

Segundo ele, a seguradora investiu em novas tecnologias para intensificar o trabalho de identificação e investigação de suspeitas de fraudes ao seguro, garantindo que o benefício vá para quem de fato tem direito. “Graças a inteligência artificial, todos os pedidos de indenização recebem monitoramento contínuo, com ferramentas de filtros sistêmicos que indicam ocorrências suspeita”, explica. O sistema anterior considerava 49 variáveis para detectar fraudes. Agora são mais de 400 variáveis que checam os sinistros que entram na companhia.

Os casos considerados merecedores de apuração mais detalhada são enviados para uma equipe que investiga in loco a existência de irregularidades. Em 2017, o montante de R$ 994 milhões em pagamentos indevidos foram evitados por negativa técnica, fraudes e ações ganhas na justiça.

O Ceará é primeiro no ranking de fraudes detectadas, com 19% do total de 17,5 mil apuradas, que representaram volume financeiro de R$ 222,9 milhões, 85% maior do que o registrado em 2016. Minas Gerais é o vice-líder, com 16%, seguido por Roraima (7,2%) e São Paulo, com 5,7%.

O Relatório de Sustentabilidade, em suas 70 páginas, reúne informações sobre as ações adotadas pela gestão do seguro social, nos últimos dois anos, e reforça o compromisso da seguradora com a prestação de contas à sociedade. O documento foi inspirado nas Diretrizes GRI-G4 da Global Reporting Initiative, padrão internacional para a apresentação de questões ambientais, sociais e de governança corporativa.

A Seguradora Líder é signatária dos Princípios de Sustentabilidade em Seguros, aplicando-os na cultura e atividades da empresa. Para liderar as iniciativas socioambientais existe uma comissão, a SustentabiLíder, formada por 18 colaboradores. O compromisso da comissão é estimular a consciência sustentável no ambiente de trabalho. Além de garantir a entrega de um Seguro DPVAT cada vez melhor para a população.

Veja aqui o Relatório de Sustentabilidade 2016-2017

ANS prorroga consulta pública sobre o processo de revisão do Rol de Procedimentos

Fonte: ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou na edição desta sexta-feira (17) do Diário Oficial da União a prorrogação da Consulta Pública nº 69, que trata do processo de atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Com a medida, haverá mais 30 dias para o envio de contribuições por parte da sociedade.

O objetivo dessa consulta pública é subsidiar a elaboração de uma resolução normativa para regulamentar o processo administrativo da atualização da listagem mínima de cobertura obrigatória dos planos de saúde. O assunto vem sendo discutido internamente desde outubro do ano passado, no âmbito de um grupo de trabalho que envolveu todas as diretorias da ANS.

O Rol é a lista mínima de procedimentos que os planos de saúde são obrigados a cobrir para assegurar a prevenção, diagnóstico, tratamento, recuperação e reabilitação de todas as enfermidades que compõem a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), da Organização Mundial de Saúde (OMS). É obrigatório para todos os planos de saúde contratados a partir da entrada em vigor da Lei nº 9.656/98, os chamados planos novos, ou aqueles que foram adaptados à lei. Desde 2010, a lista é atualizada a cada dois anos para garantir o acesso ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento das doenças através de técnicas que possibilitem o melhor resultado em saúde, sempre obedecendo a critérios científicos comprovados de segurança, eficiência e efetividade.

O envio das sugestões deverá ser feito mediante preenchimento de formulário online no portal da ANS até o dia 17/09/2018.

PLC 29/2017: aplausos e críticas

Fonte: Thais Ruco

A Haüptli Advogados & Associados, escritório especializado em Direito do Seguro, realizou o 2º Seminário de Seguros, mais um encontro para levar informação ao setor, na manhã de 08 de agosto de 2018. O evento atingiu seu objetivo, prendendo a atenção das cerca de 150 pessoas que lotaram a sala no Maksoud Plaza.
O Painel I, “A Gestão de Riscos na Responsabilidade Civil”, foi apresentado por Márcio Guerrero, Superintendente de Responsabilidade Civil da HDI Global Seguros, e teve como debatedora Thalita Graciolli, advogada da Haüptli Advogados & Associados. O palestrante destacou as inúmeras oportunidades para os corretores e o setor de seguros atuarem nas variadas modalidades de Responsabilidade Civil. “Temos um oceano de oportunidades para que possamos produzir seguro de Responsabilidade Civil: todas as pessoas físicas e jurídicas que têm o risco da responsabilidade”.

No entanto, ele defendeu a importância da correta análise de risco e do fornecimento de informações através do questionário, incluindo a caracterização dos terceiros e possíveis enquadramentos, bem como da leitura das cláusulas contratuais, para que o segurado receba a indenização de acordo com sua expectativa. “Para garantir a seguradora, o questionário deve abordar o comportamento do segurado, o plano de gerenciamento de crise, e ter, além dos relatórios tradicionais, o histórico de sinistralidade e a exposição territorial, sempre com a assinatura do responsável legal. Para o segurado, é preciso ter clareza na apólice e nas condições contratadas, e nisso percebemos a relevância do papel do corretor, como consultor, oferecendo transparência ao segurado e, principalmente, dando ciência sobre a existência das apólices de RC para garantir sua proteção”.

No Painel II, a advogada subscritora da Chubb Seguros, Bruna Ávila Fernandes Fonseca falou sobre “O Ressarcimento no Transporte Aéreo Internacional após a decisão de Repercussão Geral do STF”, e contou com os debates do advogado da Haüptli Advogados & Associados, Fabio Spínola. Em maio de 2017 o Pleno do Supremo Tribunal Federal, apreciando o Tema nº 210 da repercussão geral, por maioria de votos, deu provimento ao recurso extraordinário interposto pela companhia aérea Air France, para reduzir o valor da condenação por danos materiais fixada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, limitando a indenização ao patamar estabelecido no artigo 22 da Convenção de Montreal.

A Decisão do STF ao julgar os recursos como tema de repercussão geral definiu por 9 votos a 2, tema 210: “nos termos do art. 178 da Constituição da República, as normas e os tratados internacionais limitadores da responsabilidade das transportadoras aéreas de passageiros, especialmente as Convenções de Varsóvia e Montreal, têm prevalência em relação ao Código de Defesa do Consumidor”. Para a palestrante, a limitação tarifária não se aplica aos eventuais danos morais suportados pelos passageiros pelas incidências ocorridas em transportes internacionais.

Segundo a especialista, as principais mudanças recaem sobre o transporte de passageiros, o que é absurdo e necessário impedir abusos. “Deve haver manifestações do STJ e do STF nos próximos dois ou três anos, uma vez que a decisão determinante da limitação é recente (2017), de modo geral. A decisão é reflexo da adequação do cenário atual de economia e proporcionalidade, e o risco mínimo na atividade de transporte aéreo, que envolve bens com altíssimos valores agregados”. A palestrante sugeriu, para entendimento no setor, acompanhamento de julgados e a criação de um fórum específico entre seguradoras, resseguradoras e advogados, que resulte no direcionamento de documento unificado ao STF e STJ.

No Painel III, o advogado Ernesto Tzirulnik, da ETAD Advocacia, abordou “A regulação de sinistro e as regras do PLC 29/2017 (Projeto de Lei do Contrato de Seguro)”, com os debates de Daniel Bellini, Superintende Comercial da Pottencial Seguradora, e Hilton Gomes dos Santos, Diretor de Sinistros Brasil e Vice-Presidente Sênior da Swiss Re Corporate Solutions Brasil Seguros.

À medida em que avança no Congresso a tramitação, agora no Senado, o PLC 29/2017 vem recebendo aplausos e algumas críticas, notadamente no que se refere ao tratamento que dá aos meios alternativos para a solução de conflitos. Há quem sustente que, se por um lado ele representará avanços nos contratos de seguros, por outro, será um retrocesso na área das arbitragens e mediações.

Ernesto Tzirulnik, autor do PLC 29/2017 apresentou alguns pontos em que, a seu ver, demonstram a evolução que propõe no regramento do setor. Considerando que o sinistro pode gerar efeitos tanto para grandes segurados, como para cossegurados que estão nas apólices ou até para terceiros vitimados, Tzirulnik entende que a arbitragem de seguro no exterior é uma questão de relevância para a sociedade.

“Como o seguro é um instrumento de proteção indispensável para as pessoas, as empresas e a sociedade em geral, e a aceitação de sua contratação, algumas vezes, é condicionada à aceitação das cláusulas de arbitragem, acaba acontecendo de os segurados serem obrigados a engolir a imposição de ‘mediações estruturadas’ e arbitragens desenhadas ao gosto do mercado de resseguro estrangeiro. Para aperfeiçoar o regime protetivo e especificá-lo é que se procura outorgar a primeira lei especial de contrato de seguro”.

RF altera tratamento tributário de resseguradores

Fonte: TozzineFreire Advogados

No início do mês de agosto, atendendo em grande parte aos anseios do mercado, a Receita Federal do Brasil (RFB), através da Solução de Consulta COSIT nº 91/2018, revisou sua interpretação quanto ao tratamento tributário a ser dado  aos resseguradores admitidos (aqueles sediados no exterior com escritório de representação no país).

Em janeiro de 2017, a RFB publicou seu entendimento de que, em linhas gerais, o tratamento tributário dos resseguradores admitidos, independentemente do tipo de atuação do ressegurador, deveria ser idêntico ao dos resseguradores locais, os quais são, por sua vez, equiparados às seguradoras em muitos aspectos.

Através da Solução de Consulta nº 91/2018, a RFB criou uma distinção no tratamento tributário dos resseguradores admitidos baseada em sua atuação no país:

  • aqueles resseguradores admitidos em que o escritório de representação atue de fato com plenos poderes nas operações de resseguro estão sujeitos à tributação no Brasil, equiparados aos resseguradores locais; e
  • os resseguradores admitidos em que o escritório de representação se limite a realizar atividades meramente acessórias estão sujeitos à tributação como  empresas estrangeiras, equiparados aos resseguradores eventuais (aqueles sediados no exterior e sem escritório de representação no país).

Dessa forma, diferentemente do entendimento anteriormente adotado, a RFB passa a  ter um critério de substância sobre forma, analisando as atividades efetivamente exercidas pelo escritório de representação dos resseguradores admitidos para que seja definida a tributação incidente em suas operações.

Tal ajuste de posicionamento deve acarretar revisão das rotinas tributárias dos resseguradores afetados por essa mudança, à luz da realidade prática das atividades que desempenham. Embora possa, de certo modo, tranquilizar o mercado, o novo posicionamento pode dar margem a novas discussões relacionadas ao tema, inclusive gerar dúvidas e conflitos em certos Acordos para evitar a Dupla Tributação celebrados pelo Brasil.

Por fim, ficam mantidas as regras de tributação para os resseguradores locais e eventuais.