Saúde em debate

Dois dias de discussões para tentar aprimorar o segmento de saúde suplementar, que passa por um turbilhão de problemas inerentes a todos os participantes da cadeia, do hospital ao cliente final. Com o tema “O Desafio da Eficiência em Saúde: Um Debate Inclusivo, o Fórum da Saúde Suplementar é um dos mais importantes eventos de Saúde Suplementar do país. Nesta edição, os principais temas são o cenário atual da saúde no Brasil e no mundo, como conter o crescimento do custo em saúde e como aumentar a formação de médicos de família.

O evento conta com autoridades brasileiras e estrangeiras para discutir questões tão cruciais que afetam as famílias, empresas, operadoras de saúde, hospitais, prestadores e governo. “Queremos ampliar o diálogo e a interação entre a plateia, debatedores e palestrantes, para que essa troca rica de informações e ideias possa ajudar no crescimento da Saúde Suplementar brasileira. O papel da FenaSaúde é ser um fio condutor desse desenvolvimento e o Fórum é uma grande oportunidade”, explica Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da FenaSaúde.

Veja a programação:

Dia 22

SOLENIDADE DE ABERTURA

Solange Beatriz Palheiro Mendes – Presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde)
Marcio Serôa de Araujo Coriolano – Presidente da CNseg
Claudio Luiz Lottenberg – Presidente do Instituto Coalizão Saúde
Werson Rêgo – Desembargador do Tribunal Regional do Rio de Janeiro e Coordenador-geral do Instituto Nêmesis
Carlos Alberto de Paula – Diretor de Supervisão de Conduta da Superintendência de Seguros Privados (Susep)
Leandro Fonseca – Diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
Torquato Jardim – Ministro de Estado da Justiça
Gilberto Occhi – Ministro de Estado da Saúde

DILEMAS DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE NO MUNDO

Palestrante: Robert Pearl – Professor de Medicina e Administração em Saúde da Universidade de Stanford, colunista da Revista Forbes, autor do livro ‘Mistreated: Why we think we’re getting good healthcare and why we’re usually wrong’ e ex-CEO da Kaiser Permanente.

ECONOMIA E SAÚDE NO CENÁRIO BRASILEIRO

Palestrante: Marcos Lisboa – Diretor presidente do Insper

Debatedores: Eduardo Amaro – Presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP)

Leandro Fonseca – Diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)

Manoel Antonio Peres – Diretor-presidente da Bradesco Saúde e Mediservice

Robert Pearl – Professor de Medicina e Administração em Saúde da Universidade de Stanford, colunista da Revista Forbes, autor do livro ‘Mistreated: Why we think we’re getting good health care and why we’re usually wrong’ e ex-CEO da Kaiser Permanente

Romeu Cortes Domingues – Presidente do Conselho de Administração da DASA

Mediador: William Waack – Jornalista

COMO FORTALECER A ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (APS) NOS PLANOS DE SAÚDE

Palestrante Internacional: Lewis Sandy – EVP, Clinical Advancement da UnitedHealth Group

Debatedores: Ana Elisa Siqueira – Presidente do Conselho da Aliança para Saúde Populacional (ASAP)

Augusto Aras – Subprocurador-geral da República e coordenador da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal
Gustavo Gusso – Professor da Universidade de São Paulo (USP)
Helton Freitas – Presidente da Seguros Unimed
Paulo Chapchap – Diretor geral/CEO do Hospital Sírio-Libanês

Mediador: William Waack – Jornalista

Dia 23

Abertura

LUÍS ROBERTO BARROSO, Ministro do Supremo Tribunal Federal

CRESCIMENTO DOS CUSTOS EM SAÚDE
Palestrante: JOÃO MANOEL PINHO DE MELLO
Secretário de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência – Ministério da Fazenda

Debatedores:
ARY COSTA RIBEIRO – Vice-presidente do Conselho de Administração da ANAHP
DENISE SANTOS – CEO da BP – Beneficência Portuguesa de São Paulo
HENRIQUE LIAN – Diretor de Relações Institucionais e Mídia da PROTESTE
IRLAU MACHADO FILHO – Presidente da NotreDame Intermédica e Vice-Presidente de FenaSaúde
MAURÍCIO LOPES – Vice-Presidente de Saúde e Odonto da SulAmérica e Vice-Presidente da FenaSaúde
REPRESENTANTE DO MINISTÉRIO DA FAZENDA
Mediador: WILLIAM WAACK, Jornalista

O FUTURO DA INFORMAÇÃO
Palestrante: HENRIQUE VON ATZINGEN
Líder do ThinkLab na IBM Brasil e Professor de Inovação na Pós-Graduação da ESPM

Debatedores:
CLAUDIA COHN – Presidente do Conselho da Abramed
FLÁVIO BITTER – Diretor-Gerente da Bradesco Saúde e Vice-presidente da FenaSaúde
FRANKLIN PADRÃO JUNIOR – Diretor-Presidente da Golden Cross e Vice-presidente da FenaSaúde
HENRIQUE VON ATZINGEN – Líder do ThinkLab na IBM Brasil e Professor de Inovação na Pós-Graduação da ESPM
JOSIER VILAR – Diretor-Presidente do IBKL
REPRESENTANTE DO MINISTÉRIO DA FAZENDA
Mediador: WILLIAM WAACK

CONCLUSÕES E AGENDA 2019
Palestrante: SOLANGE BEATRIZ PALHEIRO MENDES, Presidente da FenaSaúde

Mais de 80% das seguradoras pretendem realizar até três fusões e aquisições nos próximos anos

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O crescimento lento em seguros deve fazer com que 81% dos executivos deste segmento busquem realizar até três fusões e aquisições para transformar o setor e mais de 70% esperam que os acordos modifiquem a organização. Os dados são da pesquisa “Evolução Acelerada: F&A, transformação e inovação no setor de seguros” (Accelerated evolution: M&A transformation and innovation in the insurance industry, em inglês) realizada pela KPMG.

De acordo com o estudo, segmentos de negócios e regiões que eram primordiais no passado podem não ser as opções para futuros investimentos. “Na Europa Ocidental, por exemplo, é o local onde se espera o maior número de desinvestimento”, comenta sócia-líder de seguros da KPMG, Luciene Magalhães.

As seguradoras estão buscando oportunidades de realizar investimentos globais. “Dos entrevistados, 83% consideram que a América do Norte será o principal foco de fusões e aquisições. Já para a América Latina, os participantes acreditam que terá o menor movimento com apenas 15%”, conclui.

Ainda de acordo com a pesquisa, o setor de seguros é motivado pela transformação e vontade de inovar: 37% esperam transformam o modelo de negócios por meio de aquisições, 24% pretendem modificar os modelos operacionais também por meio de aquisições e 10% visam adquirir capacidades de inovação e tecnologias emergentes.

“O uso da tecnologia é essencial para o setor. A disrupção é vista como uma oportunidade de crescimento e não uma ameaça. Dos entrevistados, 28% devem coinvestir em tecnologia e inovação”, analisa a sócia Luciene Magalhães.

Sobre a pesquisa – Para a produção da pesquisa, foram entrevistados mais de 200 executivos globais do setor de seguros. As empresas participantes são da Ásia-Pacífico (33%), Europa, Oriente Médio e África (33%) e América do Norte (33%) e registraram, no mínimo, um bilhão e meio de dólares de receita anual.

Câncer lidera pedidos de indenizações na Prudential do Brasil

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Em todo o mundo, 18 milhões de pessoas serão diagnosticadas com câncer até o final deste ano. O número equivale à população do Chile, e faz parte do mais recente estudo divulgado pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC). No Brasil, 225 mil brasileiros morrem devido a tumores anualmente, de acordo com o movimento Todos Juntos Contra o Câncer.

Entre as mulheres, o câncer de mama é o que mais preocupa. São registrados 60 casos a cada 100 mil brasileiras. Diante desse cenário, não é difícil entender por que a doença foi a principal causa de pedidos de indenização na Prudential do Brasil, entre janeiro de 2014 e junho de 2018. Nesse período, foram registrados mais de 1.300 sinistros relativos a tumores, o que corresponde a 37% do total de pedidos de pagamento.

“Como seguradora especializada em vida, temos como principal missão proteger pessoas. Nosso objetivo é chamar a atenção para a alta incidência da doença também no universo da nossa carteira de clientes, que soma mais de 400 mil segurados apenas no ramo individual”, comenta Aura Rebelo, vice-presidente de Marketing & Digital da Prudential do Brasil.

A executiva acrescenta, ainda, que clientes que contam com a cobertura opcional de Doenças Graves são indenizados em vida. “Ao ser diagnosticado com câncer, o nosso cliente pode usar o dinheiro da indenização como bem entender. Algumas pessoas que não têm plano de saúde optam por pagar tratamentos. Outras, investem em terapias mais modernas, que não são cobertas por seus planos. Há também aqueles que usam a verba para viajar, pagar dívidas ou mesmo investir”, complementa Aura.

Os números da seguradora revelam também que há uma preocupação crescente com o câncer. Ao longo de quatro anos, a companhia registrou alta de 138% no número de clientes que fecharam ao menos um contrato que inclui proteção contra doenças graves. Nesse universo de segurados, as pessoas de 30 a 39 anos são maioria (53%).

Além disso, por ser uma doença associada ao estilo de vida, o aumento dos casos de câncer está diretamente ligado à obesidade, aponta um estudo publicado na revista científica Cancer Epidemiology. “A principal mensagem que queremos passar é um alerta. O ideal é que as pessoas mantenham uma alimentação equilibrada, pratiquem atividade física e evitem hábitos nocivos, como fumar e ingerir bebida alcoólica em excesso, além de contar com acompanhamento médico. Tudo isso ajuda a minimizar os riscos de desenvolver a doença. Complementarmente, aderir a um bom seguro de vida que conte com a cobertura de doenças graves é uma decisão crucial”, finaliza Aura.

AXA XL obtém autorização para transferir operação do Reino Unido para Irlanda

A seguradora AXA XL recebeu nesta semana autorização do Banco Central da Irlanda (CBI) para transferir sua principal companhia de seguros da União Europeia, a XL Insurance Company (XLICSE), do Reino Unido para Dublin, em resposta à incerteza do Brexit.

Em setembro de 2017, antes da aquisição do XL Group pelo AXA Group, a XL anunciou seu plano de transferir o XLICSE para a Irlanda antes de 29 de março de 2019, quando o Reino Unido deverá deixar a UE.

A XLICSE é uma subsidiária integral da divisão AXA XL da AXA Group, que fornece seguros na Europa e Ásia e opera através de uma rede internacional de filiais, subsidiárias e parceiros terceirizados. Como Societas Europaea, a XLICSE poderá continuar como a mesma entidade legal na Irlanda.

No Reino Unido, a AXA XL irá reter a XL Catlin Insurance Company UK (XLCICL) e as operações da Lloyd’s de Londres (Syndicates 2003 e 3002). “Temos uma presença longa e estabelecida na Irlanda e valorizamos a qualidade do ambiente de negócios, o ambiente regulatório e a especialização existente ”, disse Greg Hendrick, CEO da AXA XL.

“Tomamos a decisão para a Irlanda para garantir que nossos clientes e corretores se beneficiem da continuidade do serviço por meio de nossa rede de agências na Europa. Valorizamos muito essa rede de agências porque nos permite criar negócios nos mercados domésticos, além de fornecer a infraestrutura para o nosso negócio de programas globais ”, acrescentou Hendrick.

Nikolaus von Bomhard volta para Munich Re como presidente do conselho

A Munich Re nomeou o ex-CEO Nikolaus von Bomhard como novo presidente do conselho para suceder Bernd Pischetsrieder. A resseguradora informou em comunicado que Pischetsrieder e Henning Kagermann, que não são candidatos à reeleição, deixarão o conselho de supervisão da Munich Re no final da assembleia geral anual em 2019.

Von Bomhard foi membro do conselho de administração da Munich Re de Janeiro de 2000 a Abril de 2017, quando o grupo ingressou no Brasil, e assumiu a presidência em janeiro de 2004. Desde abril de 2018, von Bomhard é o presidente do conselho de supervisão do Grupo Deutsche Post DHL.

Além disso, o comitê de nomeação também recomendou a Karl-Heinz Streibich a eleição para o conselho de supervisão. De outubro de 2003 a agosto de 2018, Streibich foi presidente do conselho de administração da Software AG e presidente da acatech, a Academia Alemã de Ciências e Engenharia.

Ele também presidiu a Geneva Association, que reúne os principais CEOs do setor no mundo para debater desafios do setor.

Camara-e.net divulgará novos dados sobre insurtechs no dia 24

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Quantas insurtechs existem no Brasil? Que mercados elas atendem? Que tecnologias utilizam? Essas e outras perguntas sobre o segmento serão respondidas no próximo dia 24 de outubro, em evento organizado pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), quando o Comitê de Insurtechs apresentará os últimos dados do mapeamento do ecossistema de insurtechs, iniciado há um ano.

“Nós nos debruçamos sobre os dados coletados no cadastro das insurtechs para traçar o panorama atual do setor”, diz Beatriz da Rocha Pinto, coordenadora do Comitê de Insurtechs. “A análise qualitativa dos dados mostra uma grande diversidade de negócios nesse segmento”.

Em palestra da ACE Aceleradora, um dos principais hubs de inovação e aceleradora da América Latina, o encontro vai discutir também a maneira como as grandes empresas lidam com as startups e aproveitam para inovar seus modelos de negócios.

Além do debate e da apresentação dos dados, quatro insurtechs apresentarão seus negócios e aprendizados e participarão de debate sobre os desafios e oportunidades de negócios proporcionadas pela revolução digital. “Mais do que a troca de experiências, o ambiente possibilitará a geração de conexões entre os participantes”, diz Beatriz.

A participação no evento, que reúne seguradoras, executivos, aceleradora, hub de inovação, investidores e insurtechs, é gratuita, mas o número de vagas é limitado.

Serviço

Evento: Evolução e desafios do ecossistema de insurtechs
Data: 24 de outubro
Horário: das 8h30 às 12h
Local: Auditório do inovaBra habitat
Endereço: Av. Angélica, 2529, 10º andar, Consolação
Inscrições gratuitas: clique aqui
Número de vagas: 80

Programação:

8h30 às 9h00 Café de boas vindas

9h00 às 9h10 Abertura: Leonardo Palhares (camara-e.net) e Beatriz Rocha Pinto (Comitê de Insurtechs)

9h10 às 9h50 Palestra: Como as empresas de diferentes setores estão se conectando com o ecossistema de startups? (Luís Gustavo Lima, ACE aceleradora)

9h50 às 10h20 Palestra: Panorama e evolução do ecossistema de Insurtechs – Mapeamento do Comitê de Insurtechs (Beatriz da Rocha Pinto e Caetano Altieri, camara-e.net)
10h20 às 11h00 Short cases:

Ciclic: plataforma financeira 100% digital para plano de investimento (Paolo Maestroeni Amaro)

Pitzi: clube de proteção de celulares contra acidentes (Emerson Oliveira)

Qlick Seguros: plataforma de ERP para seguradoras, resseguradoras e serviços que integra clientes diversos em um único ambiente (Mauricio Pereira Coelho)

ONLi Seguros: especializada na habilitação de seguradoras, corretoras e parceiros para distribuição digital de seguros (Fabiano Rocha Loures)

11h00 às 11h50 Bate-papo: Principais desafios e oportunidades do ecossistema – Insurtechs e seguradoras
11h50 às 12h00 Encerramento

PALESTRANTES:

Luís Gustavo Lima – Partner & Chief Officer da ACE, responsável por comandar todas as ações que envolvem startups, da aceleração a gestão de portfólio e investimentos. É formado em engenharia elétrica com pós-graduação em marketing e gestão comercial pela BSP – Business School São Paulo e tem 12 anos de experiência no mundo corporativo. É professor de Empreendedorismo, Gestão de Startups e Inovação na pós-graduação da ESPM. Além de ser autor do manual “Lean Startup: como aplicar no seu negócio”. Apoia projetos de Inovação corporativa em organizações como BTG Pactual, Santander, Brasken, Basf, BrasilPrev, Gol e Algar.

Beatriz da Rocha Pinto – Coordenadora do Comitê de Insurtechs da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. É Head de Inovação do Grupo Segurador BB e MAPFRE e investidora Anjo. Formada em administração de empresas pela PUC SP, tem MBA em General Management pelo IBMEC SP e em Gestão de Estratégia de Negócios pela Fundação Dom Cabral. Atuou ainda como Superintende de Negócios, Marketing Estratégico e Inteligência de Negócios no Banco Itaú.

Caetano Altieri – Vice-coordenador do Comitê de Insurtechs e Head comercial e marketing da Solutions One. Formado em publicidade e propaganda e pós-graduado em marketing pelo Mackenzie e CBA pelo Insper, tem mais de 15 anos de atuação em seguros massificados e tecnologia.

Paolo Maestroeni Amaro – CPO da Ciclic, é formado em direito pelo Mackenzie e tem MBA pela Escola Nacional de Seguros. Atua na área de seguros há 20 anos, com passagens pelo Banco do Brasil e pelo BB Seguridade.

Emerson Oliveira – Head de Marketing da Pitzi, tem mais de 20 anos de atuação na área de vendas, trade marketing e marketing em empresas como TIM Celular, AmBev, Oi Celular, Novartis Biociências e Grupo Tyco. Tem graduação e MBA pela ESPM.

Maurício Pereira Coelho – Cofundador da Qlick Seguros. É formado em Ciências Autuariais pela PUC SP. Com 28 anos de experiência em projetos de seguros e resseguros, Coelho é especialista em produtos de ramos elementares.

Fabiano Rocha Loures – Fundador da ONLi Seguros, é formado em administração de empresas. Atuou por mais de 10 anos no mercado financeiro e foi responsável pelo desenvolvimento comercial e educacional da plataforma Homebroker LinkTrade. Há cinco anos trabalha no desenvolvimento de projetos de seguros massificados e de soluções digitais.

Decisões do STJ envolvendo a telefônica OI provocam revisão do seguro judicial

Decisões liminares proferidas em três procedimentos de conflito de competência suscitados no Superior Tribunal da Justiça (STJ) trazem um grande alívio ao mercado e, ao mesmo tempo, exigem uma reflexão sobre o seguro garantia judicial, um dos que mais cresce nas estatísticas do mercado segurador, como método eficiente de garantia dos juízos cíveis e trabalhistas. O caso envolve a Oi e milhões de reais em garantias securitárias oferecidas em processos judiciais cíveis e trabalhistas.

De uma forma simples e sem “juridiquês”, as decisões do STJ caminham no sentido de que as garantias judiciais apresentadas em processos cíveis e trabalhistas (todas as garantias e não apenas o seguro) envolvendo a operadora de telefonia OI, responsável pelo maior pedido recuperação judicial feito na história do país em junho de 2016, devem ser extintas, seguindo o passo dos processos cíveis e trabalhistas que devem também ser extintos, diante da aprovação do plano de recuperação do Grupo OI.

Com a aprovação do plano do Grupo Oi ocorreu novação dos créditos trabalhistas e cíveis sujeitos à recuperação judicial. “Se as ações judiciais devem ser extintas, diante da novação produzida pela aprovação do plano de recuperação, as respectivas garantias apresentadas no processo, incluindo as apólices de seguro garantia, também devem ser baixadas”, explica Cássio Amaral, sócio do escritório de advocacia Mattos Filho.

As ações fiscais, sendo muitas delas garantidas por apólice de seguro, não são abarcadas pelas decisões do STJ, já que o crédito tributário não se sujeita à recuperação judicial e não sofre novação. No entanto, a Anatel, uma das maiores credoras da OI, detém créditos decorrentes de obrigações administrativas cobradas por meio de execuções fiscais, mas que, segundo o juiz da recuperação, não têm natureza tributária e, portanto, devem ser tratados como quirografários, sujeitos, portanto, à recuperação judicial.

O cenário que se abre agora é semelhante ao seguro de responsabilidade civil de executivos, conhecido como D&O, que teve de ser alterado com o evento da Lava Jato, deixando as condições de cobertura mais claras. “Certamente, o mercado segurador terá de se posicionar sobre a possibilidade/viabilidade ou não de, para novas apólices, prover garantia para créditos cobrados em ações cíveis e trabalhistas, mesmo em caso de aprovação do plano de recuperação judicial do tomador”, finaliza o especialista.

Susep regula aceite de resseguro no exterior por companhias locais

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou a Resolução CNSP 363 que dispõe sobre as operações de aceite de resseguro e retrocessão de cedentes no exterior por resseguradoras locais. Segundo Rodrigo de Valnisio, diretor técnico do IRB Brasil Re, a norma veio ao encontro com o que resseguradores vinham debatendo nas comissões técnicas. “O arcabouço regulatório de resseguro foi construído pensando só na aceitação de riscos das resseguradoras no Brasil, sem considerar que as mesmas podem também aceitar riscos de cedentes no exterior”, explicou.

Valnísio afirmou que a regra divulgada veio para dar entendimento de que a aceitação de risco no exterior é diferente da feita localmente, por uma simples razão. Cada país tem a sua regra e isso tem de prevalecer nos contratos de resseguro. “A resolução deixa todos mais confortáveis com as operações fechadas com parceiros no exterior”, disse ele ao blog Sonho Seguro.

O assunto é de grande interesse ao IRB, que tem crescido com operações no exterior, sendo a América Latina a região alvo. Mas também aceita riscos de outros países, em contratos com parceiros específicos, que geralmente tem uma contrapartida na aceitação de riscos repassados pelo IRB. Segundo o executivo, o maior ressegurador local do Brasil, as principais carteiras negociadas no exterior são de riscos de vida e rural, com alguns contratos também em propriedades e de aeronaves.

Segundo a regra, o aceite de resseguro ou retrocessão de cedente no exterior por resseguradora local poderá ser feito mediante negociação direta com a cedente no exterior ou através de corretora de resseguros sediada no País ou intermediário no exterior.

As resseguradoras locais poderão negociar livremente com as cedentes no exterior e corretoras de resseguros sediadas no País ou intermediário no exterior as cláusulas contratuais relativas aos contratos de resseguro e retrocessão aceitos de cedente no exterior.

Os contratos de resseguro e retrocessão aceitos de cedente no exterior deverão possibilitar a clara identificação dos riscos cobertos e excluídos. A regra também deixa claro que as resseguradoras locais somente poderão aceitar contratos de resseguro ou retrocessão de cedente no exterior relacionados aos grupos de ramos em que estejam autorizadas a operar no País, sem prejuízo da observância das normas vigentes relativas a limite de retenção.

A Susep também enfatizou o gerenciamento de riscos ao determinar que as resseguradoras locais deverão manter mecanismos de monitoramento e controle que mitiguem riscos de acúmulo e exposição inerentes às características dos riscos cobertos pelos contratos de resseguro e retrocessão aceitos de cedente no exterior. O órgão regulador poderá requerer, a qualquer tempo, quaisquer informações adicionais relativas às operações de que tratam a Resolução.

Tecnologia, a palavra mais dita por executivos de seguros neste ano

Tecnologia. Esse é praticamente o oxigênio dos executivos de seguros neste ano e certamente nos próximos. A palavra é mais pronunciada do que “bom dia”. E tem sua razão de ser. O estudo “Insurance as a Living Business” da Accenture divulgado neste ano afirma que as seguradoras que transformam seus negócios e modelos operacionais podem obter US$ 375 bilhões em novas receitas. Para o Brasil, que tem registrado queda nas vendas se considerarmos o crescimento real, descontada a inflação, uma afirmação dessa faz pelo menos todos devorarem o conteúdo do estudo.

“A indústria de seguros, tal como a conhecemos hoje, está à beira de um ambiente de negócios totalmente novo”, Hugo Assis, líder da prática de Seguros na Accenture para América Latina. “Separar-se da manada e capturar novas oportunidades de receita exige uma mudança na visão de negócios – do foco no produto para o foco no cliente; de modelos operacionais rígidos para modelos mais fluidos e ágeis que respondam rapidamente às preferências dos clientes; e de atuar sozinho no mercado para parcerias com insurtechs e gigantes tecnológicos que podem ajudar na exploração de novos segmentos de clientes e no fortalecimento de suas marcas”.

Veja abaixo a entrevista concedida ao blog Sonho Seguro:

O que o estudo recomenda?

Uma série de passos que as seguradoras podem tomar para ampliar suas oportunidades de crescimento. Dentre esses passos estão o desenvolvimento de uma estratégia digital que abranja novos modelos e tecnologias para a empresa como um todo – incluindo inteligência artificial, blockchain, contratos inteligentes e a internet das coisas (IoT) – para que possa oferecer serviços mais personalizados e rápidos, além de tirar o máximo proveito das informações de seus clientes, o seu bem mais precioso, para maior customização de suas ofertas.

Quais as principais áreas para crescimento de receitas?

As seguradoras podem acessar segmentos de difícil alcance, como microsseguros ou emissão imediata de seguros de vida, para aumentar a sua participação no mercado de forma eficiente. Isso poderia gerar US$ 144 bilhões em novas receitas. Também devem desenvolver novas ofertas para riscos emergentes, como seguros para ataques cibernéticos e novas exposições por conta do surgimento dos veículos autônomos. Isso poderia gerar US$ 111 bilhões em novas receitas.

Como fica a relação com insurtechs?

As relações com as insurtechs e empresas de outros setores podem oferecer às seguradoras a oportunidade de se engajarem com os clientes de forma diferente e descobrir novas fontes de valor. Isso inclui a entrada das seguradoras em ecossistemas existentes e operados por plataformas online como Google, Amazon, Facebook e Apple para que possam se conectar com clientes que já usam essas plataformas, incluindo os assistentes virtuais. Esta abordagem poderia gerar US$ 80 bilhões em novas receitas. De acordo com o estudo, três quartos (76%) das novas receitas nas linhas de seguros gerais e acidentes provavelmente virão desses relacionamentos pouco tradicionais.

E com as plataformas e modelos de dados?

As seguradoras podem oferecer seus ativos – dados, análises de clientes, plataformas e modelos de serviços, algoritmos de riscos, etc. – para parceiros que poderiam se beneficiar com eles. Isso poderia gerar US$ 28 bilhões em novas receitas.

Acredita que as seguradoras vão priorizar investimentos em serviços?

Sim, serviços de valor agregado. As seguradoras devem focar os serviços personalizados que ajudam a reduzir os riscos do cliente, como o uso de wearables que ajudam pessoas idosas a ficarem em casa por mais tempo, além da venda e gestão de dispositivos conectados para o lar. Isso poderia gerar US$ 12 bilhões em novas receitas.

Como aumentar o lucro se o investimento em tecnologia tem custo elevado?

A manutenção do padrão atual de negócios não é sustentável. Os lucros e receitas das seguradoras estão sendo pressionados pelo crescimento das insurtechs e da presença cada vez maior de empresas de tecnologia com fortes relacionamentos personalizados com seus clientes. A inovação – para além de agregadores e distribuidores online – precisa ser uma prioridade para o setor. As operadoras que fizerem as mudanças certas nos seus negócios, compreenderem seus clientes e responderem rapidamente e sem medo às suas demandas com ofertas relevantes e inovadoras terão maiores possibilidades de aumentar sua participação de mercado e capitalizar com as oportunidades emergentes.

Como avalia a evolução das seguradoras em 2018?

O mercado segurador carrega pesados históricos de sistemas legados, fusões & aquisições complexas, entre outros fatores que vêm dificultando a velocidade da transformação digital na indústria de seguros. É preciso acelerar a inserção de novas capacidades dentro dos modelos atuais de negócio e tecnologia, criando disrupção e bons resultados, sem a necessidade de mudanças complexas, evoluindo em modelo ágil até atingir a transformação necessária. O sucesso desse movimento, como já experimentado em outros mercados não ligados a seguros, está no tempo. Em outras palavras: sair na frente faz diferença. O que pode fazer a indústria de seguros avançar mais rapidamente é trazer capacidades externas, e não apenas tentar desenvolver internamente os ativos necessários para ser protagonista nesse novo cenário digital. E o principal motivo é simples: a tendência que baseia toda essa transformação que estamos vivendo vem de fora para dentro, em um modelo de inovação aberta. Então, sem ajuda especializada, é mais complexo encontrar as capacidades de pessoas, tecnologias, gestão, entre outros.

Quais as prioridades em tecnologia que as seguradoras deveriam elencar para 2019?

Com o movimento cada vez mais intenso do empoderamento do cliente, as seguradoras devem priorizar a inteligência em ofertar de maneira customizada e no momento certo, somado a dinâmica inteligente de preços. Além disso, aproveitar a facilidade de informação disponível e incluir as opiniões de usuários, para melhorar a jornada assistida do cliente para compra. O mercado de varejo on-line no Brasil, por exemplo, já está nesse momento, e continua a evoluir digitalmente as oportunidades no ciclo de vida do cliente.

O que mais destacaria neste estudo para o mercado brasileiro?

As mudanças na indústria de seguros ainda estão ocorrendo de forma linear no Brasil, apesar dos principais participantes já terem optado por começar a testar o que é novo. Mas não podemos esquecer que o comportamento do consumidor vai mudar de maneira exponencial na relação com os Seguros, e vai exigir das seguradoras velocidade para acompanhar a demanda.

MetLife nomeia novo CMO para América Latina

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A MetLife, uma das principais empresas de serviços financeiros do mundo, anuncia Federico Acunã para o cargo de CMO, Chief Marketing Officer, na América Latina. O executivo terá como desafio liderar e implementar um novo plano de marketing para região alinhado à estratégia de transformação global da companhia, cada vez mais pautada em pilares como simplificação e agilidade.

Acuña irá liderar e gerir a estrutura de Marketing da América Latina a partir da sede da companhia, em Nova York, se reportando diretamente a Esther Lee, vice-presidente executivo (EVP) de Marketing Global e também a Oscar Schmidt, presidente da MetLife na América Latina.

“As excelentes realizações de Acuña alcançadas ao longo de sua carreira em diferentes países certificam sua capacidade em orientar as equipes de marketing da MetLife em toda região. Seu histórico profissional comprova sua capacidade em projetar novas experiências aos clientes, criando mais valor para a companhia e estimulando a geração de novos negócios”, afirma Oscar Schmidt, presidente da MetLife Latin America.

Acunã é graduado em economia pela Universidade de San Andrés, na Argentina, e mestrado em Administração de Empresas pela Columbia University. Antes de compor o time da MetLife, o executivo foi diretor global de Marketing de Produtos no Twitter. Atuou como vice-presidente de cartões de crédito pessoais na América Express e também ocupou diferentes cargos em marketing em companhias como Philip Morris e Unilever na América Latina e nos Estados Unidos.