Liberty: inovação é o que muda a companhia todo dia

Foto: da esquerda para direita: Carlos Magnarelli, Patricia Chacon, Luis Rasquilha, Marcos Machini

 

Enquanto muitos ainda discutem o que fazer para crescer, a Liberty Seguros colhe os benefícios dos investimentos em inovação que se tornaram mais intensos nos últimos três anos. “Inovar vai muito além do investimento financeiro. É mudar todo dia. Contabilizamos cerca de 40 mil processos operacionais alterados dentro da companhia no último ano, fruto de ideias de funcionários e de parceiros que nos chegam todo dia”, contou o CEO Carlos Magnarelli no evento Next 5, nome do estudo de tendências realizado pela seguradora em parceria Inova Consulting para mapear as mudanças de comportamento de consumidores pelos próximos 5 anos e usado para desenvolver produtos e serviços.

Dividido em quatro grandes temas – “Sociedade fluida”, “Tecnologia a serviço das pessoas”, “Ter ou experimentar”, e “Sustentabilidade humana” – o Estudo Next5 aborda assuntos como flexibilização, novos formatos de famílias, big data, cultura de personalização e plataformas, sempre ressaltando a relação e a importância de cada um deles para o setor de seguros (veja um resumo no final deste texto). “A capacidade de entender a mudança e ajustar-se a ela em termos de liderança, portfólio e ações a adotar, estão na pauta das empresas que querem sobreviver em tempos conturbados. Acredito que um terço dos corretores já entendeu que a mudança é urgente; um terço já está no caminho; e um terço não acredita nas mudanças e vai se perder no caminho”, diz o autor do estudo, Luis Rasquilha, ao blog Sonho Seguro.

 

Magnarelli: O corretor é nosso único canal de vendas. Temos muito trabalho pela frente para conquistarmos milhares de consumidores que estão fora do mercado

 

Cerca de 150 corretores ouviram atentos a apresentação sobre as tendências de consumo para os próximos anos e o que a Liberty tem feito para garantir a melhoria contínua para que eles e seus clientes tenham uma experiência diferenciada com a seguradora. “Tudo está mudando muito rápido e temos de acompanhar essas tendências para ampliarmos nossos negócios”, disse o corretor Ednir Fornazzari,  responsável pelo Clube dos Corretores de Seguros de Osasco e Região. “Fico mais aliviado, pois a Minuto Seguros possui diversos dos atributos necessários para a 4a. onda”, acrescentou o CEO da corretora, Marcelo Blay.

Antes das tendências, Magnarelli apresentou os resultados consolidados  nos primeiros nove meses deste ano. O grupo apresentou crescimento nas vendas em todas as linhas de negócios acima da média do mercado. Também exibe lucratividade em ascensão. De janeiro a setembro deste ano, a Liberty registrou vendas de R$ 2,6 bilhões, crescimento de 16,3%, enquanto o mercado decresceu 0,2%. Considerando-se auto, a maior carteira da companhia, o avanço foi de 13,7%, com prêmios de R$ 2,1 bilhões, enquanto o segmento avançou apenas 3,8%. O lucro líquido até setembro chegou a R$ 156 milhões. O Índice Combinado, relação entre receitas e despesas, situou-se em 95%. O ROE chegou a 15%, segundo dados da Susep analisados pela consultoria Siscorp.

“Os números mostram que estamos no caminho certo. O corretor é nosso único canal de vendas. Temos muito trabalho pela frente para conquistarmos milhares de consumidores que estão fora do mercado”, acrescentou Magnarelli. Um dos pilares do crescimento do seguro de carro neste ano é a nova marca Aliro, que surgiu dos debates realizados com corretores sobre como atender melhor seus clientes. A marca traz uma precificação mais assertiva, o que permite oferecer produtos mais flexíveis e customizados conforme o comportamento de cada segurado.

“Em novembro, o Aliro completa um ano. Cerca de 48% dos clientes que compraram esse seguro de auto mais “fit” nunca fizeram seguro antes. Ou seja, estamos atingindo um público novo, que pode nos ajudar a avançar na estagnada, há décadas, estatística de 30% da frota seguradora”, contou Marcos Machini, vice-presidente comercial da Liberty. Ele também destacou a independência do corretor. “Trazemos inovações e muitos profissionais pensam: estão repassando o trabalho para nós. E não é isso. A tecnologia e os novos meios de comunicação permitem que os corretores tenham liberdade de executar as coisas sem ter de ligar ou esperar por um atendimento da seguradora. Isso traz agilidade para todos”.

Machini: “Em um dia vendemos o equivalente a um mês com a estratégia do Life Day

Segundo Machini, ações como o “Life Day“, em que o corretor recebe uma lista dos potenciais clientes de auto com perfil para comprar seguro de vida, tem dado muito certo. “Em um dia vendemos o equivalente a um mês com essa estratégia. Juntos podemos crescer mais e mais nos próximos anos, pois estamos conectados com as tendências do futuro, que dividimos com vocês no estudo Next”, disse ele.

Patricia Chacon, diretora de marketing e estratégia, detalhou outras ações inovadoras que ajudam a companhia a se destacar no mercado segurador brasileiro, desde novos produtos até ações que visam uma sociedade mais justa e equilibrada. “Quando falamos de inovação estamos falando de pessoas que pensam em trazer novidades para as pessoas a sua volta. Estudos mostram que equipes que têm diversas opiniões são mais produtivas do que equipes homogêneas”, disse ela citando.

Um dos destaques é o Projeto Isso Tem Valor, dedicado a desenvolvimento da responsabilidade social. Com a iniciativa, a seguradora promove, dentro e fora da empresa, ações sociais para compartilhar seus valores com a sociedade. O projeto  está dividido em três pilares: Educação e Empreendedorismo, Boas Práticas e Preservação e Conscientização em Seguros. Cerca de 44 instituições já foram beneficiadas, com programas como o Ensino Profissional, com apoio ao CEAP, Centro Educacional Assistencial Profissionalizante, que contribui com o futuro dos jovens da comunidade de Pedreira/Cidade Ademar, em São Paulo, oferecendo cursos técnicos profissionalizantes. Mulheres Seguras é um outro programa, que oferece cursos e treinamentos para dar poder ao público feminino na realização de seus sonhos.

 

Patricia: Estudos mostram que a equipes formadas por diversas opiniões e que respeitam a diversidade são mais produtivas do que equipes homogêneas

Outras ações envolvem desde o treinamento dos corretores em redes sociais como o programa Meu Marketing para ensinar corretores a usaram toda a potencialidade das redes sociais como Facebook e LinkedIn, até a criação de produtos diferenciados para aumentar a receita do corretor e reduzir a burocracia para o cliente.

Boa parte das ideias citadas surgiu com o Programa Acelera Minha Ideia, lançado em 2015, que dá suporte ao funcionário para promover a integração, desenvolver e reconhecer ideias inovadoras para a empresa. Em 2017, o desafio teve como tema “Como tornar a Liberty Seguros a primeira escolha dos Corretores, Segurados e/ou Funcionários?”. A ideia vencedora começou a ser prototipada no início de 2018 e já está em fase de testes.

Em 2017, o grupo lançou o Laboratório de Inovação, conhecido como NAVE. Além disso, a Liberty Seguros aposta no movimento de inovação aberta, intitulado Liberty Open Colab, que visa potencializar e ampliar a capacidade interna de inovação, através da abertura a startups e instituições de ensino que trazem uma injeção de agilidade, tecnologia e conhecimento ao dia a dia.

Patricia também destacou como o uso da Internet das Coisas, por exemplo, resulta em um aumento da eficiência dos processos internos e está cada vez mais presente em pontos de contato com parceiros e clientes, como no caso do Direção em Conta, lançado em 2015. Após analisar a forma que os condutores dirigem, permite à Liberty oferecer uma precificação justa, além de incentivar a direção segura. Outro exemplo é a LIA, novo chatbot da Liberty Seguros em parceria com a Mondial, que oferece serviços de assistência 24 horas, como abertura de solicitação de guincho, solicitação de conserto no local do sinistro, envio de localização via chat e retorno do atendimento por telefone em caso de perda de conexão.

“A mudança de mindset e a construção da cultura de inovação dentro da companhia são fruto de um trabalho de longo prazo”, ressaltam os executivos da Liberty. “A Liberty Seguros acredita que, ao longo dos anos, como fortalecimento dessa cultura dentro da empresa e o desenvolvimento de iniciativas e soluções voltadas para a inovação, as barreiras ficarão cada vez menores”, finaliza Carlos Magnarelli.

Quatro tendências destacadas pela Liberty Seguros:

Novos empreendedores – Motivada em parte pela crise econômica, a nova geração de trabalhadores tem buscado trabalhos mais flexíveis, diferentes das carreiras tradicionais. Muitos desses jovens, que não se identificam com a visão de nenhuma grande empresa, criam suas próprias startups. É um desafio para o corretor e para as seguradoras se comunicar com esse público, que cada vez mais demanda diferentes tipos de proteção para seus bens e suas experiências.

Pets sim, filhos não – Com mais pessoas priorizando carreira e atrasando, ou até mesmo deixando de lado, a escolha de ter filhos, os pets se tornaram membros da família. Esse movimento de humanização do animal representa uma grande oportunidade para o mercado de seguros, seja por meio de produtos exclusivos para pets, seja pelos serviços atrelados, como a Assistência Pet da Liberty.

Conectividade – Desde pedir comida, até acessar o saldo da conta bancária, a internet e os aplicativos de celular são a resposta para muitos problemas do nosso cotidiano. Com tantos serviços digitais sob demanda e com resposta rápida, os consumidores passam a exigir a mesma lógica dos seguros. Aplicações com tecnologias que facilitem a vida das pessoas, ajudem na prevenção e tornem o seguro mais que um serviço, uma experiência, podem ser o principal motivo para o cliente escolher determinada marca em vez de seu concorrente daqui pra frente.

Carros semi-autônomos – Parece que estamos falando de um futuro muito distante, mas nem tanto: até 2020, 98% de todos os carros produzindo no mundo terão conexão com a internet. Carros de luxo hoje já dão alertas para motoristas cansados e freiam sozinhos, mudanças que transformam, aos poucos, os tipos de riscos dos veículos. Além disso, o processamento de dados trouxe aos seguros a oportunidade de analisar mais a fundo o perfil de cada cliente, o que transforma a precificação desses produtos, como Francisco Galiza mostrou aqui no Conexão Liberty. A Liberty já caminha nesse sentido com o Direção em Conta.

Presidente da FenaSaúde participa do 44º Fórum Nacional de Juizados Especiais

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Na abertura do 44º Fórum Nacional de Juizados Especiais (Fonaje), a presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Solange Beatriz Palheiro Mendes, participou, nesta quarta-feira (21), do primeiro painel ‘Judicialização da Saúde no Brasil’. Solange Beatriz dividiu a mesa – presidida por Alexandre Chini, juiz auxiliar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – com o professor Nelson Nery Júnior. O evento é uma realização do Instituto Justiça e Cidadania, em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

“Falar de saúde é bem complexo. Os dilemas da saúde pública e privada são os mesmos, como a questão do financiamento dos serviços e do acesso aos procedimentos. A Saúde Suplementar enfrenta uma crise de sustentabilidade. O financiamento já vem sendo discutido há mais tempo, mas hoje estamos falando também sobre o modelo de assistência, muito voltado para o atendimento com especialistas. Hoje, sabemos que o que importa é a coordenação do cuidado, olhar o beneficiário de maneira holística, a partir do modelo de Atenção Primária à Saúde (APS). É necessária a mudança de modelo de assistência e já está na hora de vermos a saúde a partir de indicadores de resultados”, afirmou Solange Beatriz. A presidente da Federação apresentou aos presentes um panorama do setor de Saúde Suplementar e enumerou os itens mais judicializados: contratos antigos; reajustes anuais e por mudança de faixa etária; amplitudes e negativas de cobertura; rede prestadora de serviços; direitos de aposentados e demitidos; carência e reembolso.

“Informação e transparência são fundamentais. Nada melhor do que juntar as partes envolvidas para que cada um possa mostrar seus problemas e seus desafios. O Poder Judiciário é de acesso a toda a população brasileira. Os juizados especiais têm o desafio de tomar decisões. Quando há judicialização na saúde pública pessoas deixam de ser atendidas para que se possa custear o benefício de outras. Na saúde privada, a judicialização vira custos e todos acabam pagando mais caro. É a questão do interesse individual, que nem sempre está respaldado na legislação, versus o interesse coletivo”, explicou.

Além disso, a presidente ainda apontou uma certa incompreensão em relação ao que está previsto no Rol obrigatório de procedimentos, a necessidade de uma análise prévia sobre o custo-efetividade de novas tecnologias em comparação com as já utilizadas e menos onerosas, e defendeu o direto a uma segunda ou terceira opinião médica, além da constituição de juntas de profissionais para garantir sempre o melhor atendimento aos beneficiários de planos de saúde.

Solange Beatriz também apresentou sugestões para avanços no segmento: estudos prévios sobre o custo-efetividade de novas tecnologias em comparação com as já utilizadas e impacto para a coletividade. Segundo ela, devem ser avaliadas as consequências das decisões a longo prazo, de forma a contrabalançar os impactos coletivos e o respeito aos contratos e às cláusulas sobre abrangência de cobertura.

Durante o evento, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Antonio Saldanha Palheiro defendeu a aplicação do ordenamento jurídico nas decisões judiciais, instrumento importante para a manutenção da segurança jurídica. Ele ressaltou que ao fazer deliberações conforme os seus valores, o juiz poderá cometer injustiça. O ministro lembrou que o ativismo judicial pode ser usado nas esferas progressista ou conservadora. Uma das objeções feitas ao ativismo judicial está no risco de politização do Judiciário. O Juizado Especial, disse ele, oferece um ordenamento próprio, resultado de decisões traçadas no entendimento consolidado entre os magistrados. Segundo o ministro, a atividade judiciária é a pacificação do conflito e a aplicação do ordenamento jurídico é a garantia da legalidade das relações sociais. Concluiu que “os fins não justificam os meios”.

O 44º Fonaje acontece entre os dias 21 e 23 de novembro com o tema ‘Judicialização das Relações Sociais’, com a presença de diversas autoridades. Nesta edição está sendo discutida a atuação das agências reguladoras na atividade econômica e na geração de demandas. O Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Antonio Saldanha Palheiro fez a palestra de abertura sobre ‘A Intervenção Judicial nas Relações Sociais’. Na quinta-feira, dia 22, o Ministro do STJ Luis Felipe Salomão fará palestra sobre ‘A Matriz Constitucional dos Juizados Especiais – 30 anos de CRFB’ e, no dia 23, o Ministro Luiz Fux, vice-presidente do STJ, realizará a palestra de encerramento sobre ‘Os Juizados Especiais e a Análise Econômica do Direito’. As inscrições estão encerradas.

Livro: Marcelo Blay recomenda

Marcelo Blay, CEO da Minuto Seguros e que tem mergulhado nos últimos anos nos temas inovação, startups, insurtechs e tudo relacionado as tendências do futuro, recomenda o livro “Organizações Exponenciais” de Ismail, Van Gess e Malone. “Trata-se de uma leitura importantíssima para quem quer entender como criar uma empresa ou adaptar uma existente, independente do porte, para sobreviver na revolução digital que estamos experimentando. Parafraseando Milton Nascimento e Beto Guedes, “nada será como antes”, diz ele ao blog Sonho Seguro.

Quem se interessar, o livro está disponível nas principais livrarias do país e também pode ser baixado na versão online. Custa cerca de R$ 40 em papel e R$ 30 na versão e-book. A resenha do livro destaca que nenhuma empresa poderá acompanhar o ritmo de crescimento definido pelas organizações exponenciais, se não estiverem dispostas a realizar algo radicalmente novo – uma nova visão da organização que seja tão tecnologicamente inteligente, adaptável e abrangente quanto o novo mundo em que vai operar – e, no final de tudo, transformar.

Os autores pesquisaram exaustivamente os padrões das empresas exponenciais mais importantes do mundo nos últimos seis anos, tais como Waze, Tesla, Airbnb, Uber, Xiaomi, Netflix, Valve, Google (Ventures), GitHub, Quirky e 60 outras empresas, tais como GE, Haier, Coca Cola, Amazon, Citibank e ING Bank e entrevistaram mais de 70 líderes globais e pensadores, para trazer uma nova e ampla visão sobre as tendências organizacionais e tecnológicas essenciais, que podem ser aplicadas nas startups, empresas de médio porte e nas grandes organizações.

Boa leitura!!!

Equipe de Paulo Guedes planeja fusão da Susep e Previc

A coluna Radar Online, da Veja.com, informa que a equipe de Paulo Guedes quer fundir a Susep e a Previc, criando um novo órgão fiscalizador para seguros e previdência privada. Segundo o texto, o nome que está na mesa para dirigi-lo é o de Cássio Cabral, um ex-diretor da Susep exonerado em novembro do ano passado. “Cabral é indicação de um antigo personagem do setor de seguros: Henrique Brandão, presidente do sindicato dos Corretores do Rio”, enfatiza a nota.

ARTIGO: Sustentabilidade, indústria de Seguros e o G20

Por Fabio Basilone*

Foi realizado em Bariloche, nos dias 25 e 26 de setembro passado, o I Fórum de Seguros integrando a agenda do G20. Esse primeiro encontro, incluído em tão importante evento de líderes mundiais, demonstra pelo menos dois pontos relevantes, quase paradoxais, que merecem a atenção dos profissionais da indústria de seguros.

O primeiro aspecto é a relevância reconhecida da indústria de seguros na macroeconomia mundial, por ser notadamente um suporte fundamental para o crescimento econômico sustentável. Projetado para proteger indivíduos, empresas, cidades ou responsabilidades federais, o mercado de seguros é a ponte para vincular eventos inesperados de perda ao desejado nível social de normalidade.

Como os Estados não têm recursos para indefinidamente proteger as economias dos acidentes possíveis, é importante criar um esforço contínuo que vise (1) a produção de informações sobre riscos para criar produtos específicos (2) o desenvolvimento de toda a estrutura legal e cultural para abraçar esses novos produtos e (3) a formação de parcerias entre os governos e o setor privado para consolidar todos os avanços.

Existem vários motivos pelos quais os Estados não podem absorver sozinhos os deveres que envolvem soluções econômicas para eventos seguráveis, tais como a falta de recursos disponíveis livres de compromissos com seus respectivos orçamentos, as economias informais e suas consequências como realidade para muitos países e ainda, a grande dificuldade para gerenciar todas as implicações de um programa de seguro sofisticado.

O fato é que os eventos não segurados que atingem a sociedade, decorrentes de catástrofes naturais, pandemias ou qualquer outro evento de grandes proporções, sempre se traduzirão em custos para os indivíduos por meio do gasto público.

Para exemplificar, no ano de 2017, cerca de apenas 20% dos USD320 bilhões de perdas econômicas causadas por catástrofes foram protegidos sob algum mecanismo de seguro. O saldo remanescente foi deixado para os governos e seus orçamentos já bastante pressionados. Tais prejuízos, de uma maneira ou de outra, terminarão como um peso extra no custo de vida do cidadão, especialmente para a camada mais pobre da sociedade.

Embora o setor de seguros e todos as suas particularidades esteja bem desenvolvido em todo o mundo, incluindo regulamentações, canais de distribuição e mecanismos financeiros, é no nível da sociedade que ele encontra o elo mais fraco. E é justo nesse local que a indústria passa por enormes frustrações quando e onde uma perda segurável atinge um segmento da sociedade que não estava suficientemente organizado para comprar a devida proteção necessária.

O segundo ponto a ser destacado é o porque de tão relevante alavanca de sustentabilidade só agora ter ganho notoriedade a ponto de encontrar espaço na agenda do G20?

A resposta a esse questionamento talvez responda também parte importante dos 80% de perdas não garantidas no ano de 2017. É necessário trabalhar para desenvolver uma cultura de sustentabilidade que se preocupe em levar para os mais diversos níveis na sociedade, incluindo a esfera pública, a percepção quanto ao risco e o seguro como uma solução.

*Engenheiro, tem especialização em Engenharia Econômica pela UFRJ e em Liderança de Inovação e Mudanças pela York St. J. University, CEO da área de Wholesale e Fundador da SOM.US Holdings América Latina, Fabio Basilone tem mais de 30 anos de experiência, passando pela fundação da Cooper Gay Swett & Crawford no Brasil e pelo corpo diretivo de Aon Benfield e Heath Lambert. Diretor do IBRACOR, atua para melhora do mercado segurador na América Latina e Acadêmico da Academia Nacional de Seguros e Previdência – ANSP.

IRB disputa a safra de renovação dos seguros marítimos

Começa neste mês e vai até fevereiro de 2019 a disputa pelos maiores contratos de seguros marítimos no Brasil e no mundo. E o IRB Brasil RE, maior ressegurador da América Latina, quer abocanhar uma boa fatia do mercado local. Esta é a primeira vez que um player doméstico entra para disputar um segmento dominado até então por players internacionais”, conta Flávio Hasenclever Borges, gerente de Riscos de Transportes, Marítimos e Aviação do IRB Brasil RE, que lançou neste ano um produto em parceria com a Mapfre Seguros.

Pouco se fala no Brasil de um seguro chamado P&I (Protection and Indemnity), mas quem atua no segmento tem sentido a pressão da concorrência mundial. Trata-se de um seguro muito especializado, que fornece cobertura a armadores, operadores e afretadores no que diz respeito às suas responsabilidades por perdas causadas a terceiros na operação comercial de embarcações. “O P&I é um seguro ofertado dentro do pacote de dois seguros essenciais para a proteção de embarcações. Por enquanto, o IRB terá como foco apenas a cobertura para armadores e operadores”, explica Flávio.

O segmento de riscos marítimos pode ser basicamente dividido em dois grandes grupos, um relacionado ao dano em si das embarcações e o segundo concernente à responsabilidade civil dos armadores. O maior deles é conhecido como “casco” e é ofertado aos armadores, com coberturas para perdas causadas ao casco do navio, no motor e no maquinário. E, por fim, o P&I, que garante os riscos de responsabilidade civil causados pelo navio, seja por colisão a outra embarcação, por danos provocados ao cais, docas, equipamentos ou instalações portuárias, poluição ambiental, danos às cargas transportadas entre outras perdas causadas a terceiros.

A novidade no Brasil é que o seguro P&I, disponibilizado até o ano passado apenas por players estrangeiros, conta agora com uma oferta local. Em janeiro deste ano, a Mapfre Seguros e o IRB Brasil RE fecharam uma parceria para viabilizar a oferta de uma apólice com clausulados desenhados sob medida para clientes brasileiros, obedecendo a todas as peculiaridades do produto no mercado mundial.

“O produto da Mapfre Seguros com resseguro do IRB Brasil RE garante os riscos de responsabilidade civil dos armadores causados pelo navio, seja por colisão, danos às cargas transportadas, poluição ambiental, remoção de destroços, lesão corporal da tripulação ou passageiros, entre outros”, explica Roberta Musolino, da Mapfre. A apólice local contempla embarcações de navegação marítima ou interior e oferece um limite de cobertura de até US$ 500 milhões.

Esta é a primeira vez que um player doméstico entra para disputar um segmento dominado até então por players internacionais”, conta Flávio Hasenclever Borges

No exterior, há duas formas de contratação do seguro P&I. A primeira se dá por meio das seguradoras, com valores fixos, ou por meio dos clubes de P&I, que surgiram em meados do século XIX com o objetivo de complementar a apólice comercial do casco do navio.

No Brasil, o produto é comercializado de forma similar ao mercado de prêmio fixo. Em geral, as grandes frotas brasileiras contratam o produto no exterior usando esses clubes. E quando ocorre um sinistro de um navio coberto pelo P&I, as indenizações são rateadas entre todos os membros do clube.

Atualmente, há aproximadamente 4,5 mil embarcações comerciais operando no Brasil, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), e muitas delas não contratam esse seguro por desconhecimento ou falta de acesso, comenta Flávio Hasenclever do IRB. Acidentes com navios são mais comuns do que se imagina, mas poucos espaços têm na mídia. Em todo o mundo, as perdas totais de remessas totalizaram 94 (acidentes) em 2017, abaixo das 98 em 2016, segundo o estudo “Safety and Shipping Review”, divulgado neste ano. Entre as perdas nas cargas transportadas por navios, as mais conhecidas são por catástrofes naturais, colisão, encalhe, incêndio e ataques de piratas.

Um dos piores acidentes registrados neste ano foi em abril, quando o porta-contêineres MSC Daniela (foto), um dos maiores navio de cargas do mundo, com capacidade para 14 mil contêineres, pegou fogo. A embarcação seguia para Cingapura, quando as chamas iluminaram o oceano Índico a 33 milhas marítimas do porto de Colombo, no Sri Lanka. O navio transportava cargas diversas, inclusive perigosas e o combate ao incêndio durou mais de dez dias.

Flávio cita uma curiosidade em relação a este seguro. Historicamente, o ano dos Clubes de P&I começa no dia 20 de fevereiro ao meio dia (horário de Greenwich/ Inglaterra). Este é o dia em que os portos do mar Báltico reabrem após o gelo do inverno, viabilizando o comércio entre os navios mercantes.

Para mais informações sobre o produto, a Inter Risks Services desenvolveu o portal https://www.pandi-brasil.com.br, que tem como principal missão difundir o seguro de P&I no Brasil, expandir a conscientização sobre os riscos inerentes à operação de embarcações em suas mais diversas atividades e atuar como um espaço de troca de experiência no gerenciamento de riscos entre os diversos agentes envolvidos no transporte aquaviário.

MetLife anuncia novo gerente para Paraná e interior de Santa Catarina

Leandro Medeiros é o novo gerente comercial da Metlife para Curitiba, Londrina, Blumenau e Joinville, nos estados do Paraná e Santa Catarina. Formado em Publicidade e Propaganda, Medeiros atua no mercado segurador desde 2002 e responderá diretamente a João Levandowski, diretor responsável pela região Sul do país, na companhia desde 2004. Medeiros terá entre seus principais objetivos estar ainda mais próximo dos corretores parceiros para incrementar os resultados da companhia na região e atrair novas parcerias comercias para produtos individuais e para o mercado de PME. Antes de se juntar ao time da MetLife, Leandro Medeiros acumulou passagens por Bradesco, Zurich, Odontoprev e Icatu, onde ocupou o cargo de superintendente regional.

Generali Brasil anuncia patrocínio ao Museu Nacional de Belas Artes

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A Generali Brasil Seguros, subsidiária do Grupo Generali, firmou acordo de apoio à cultura com a Associação de Amigos do Belas Artes (ABA) a partir de outubro deste ano. Esta parceria faz parte do planejamento do grupo em contribuir no investimento ao Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.

Fernando Kalache, presidente da ABA, comemora a parceria. “A Associação de Amigos precisa de iniciativas como a da Generali para poder continuar apoiando as ações e missões do Museu Nacional de Belas Artes”, ressaltou.

Ajudar na proteção da arte e da história nesse país é, para nós, algo natural, diz Michelle

O edifício, projetado em 1908 para sediar a Escola Nacional de Belas artes, fica situado no centro histórico do Rio de Janeiro. Passou a integrar o Museu por um Decreto do presidente Getúlio Vargas em 1937. Hoje é a instituição que possui a maior e mais importante coleção de arte brasileira do século XIX, concentrando um acervo de setenta mil itens entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, objetos, documentos e livros.

Para Mônica Xexeo, diretora do Museu, a iniciativa é um passo fundamental de valorização à cultura. “Estamos seguros de que esta parceria com a Generali permitirá abrir novas perspectivas para a arte, a memória e o patrimônio cultural brasileiro”, afirmou a diretora.

“Estamos felizes de poder patrocinar o Museu. Ajudar na proteção da arte e da história nesse país é, para nós e pelo Grupo Generali inteiro, algo natural e em linha com nossa missão de assegurar os momentos mais bonitos de nossos segurados, corretores e parceiros. Isso é ainda mais importante depois do terrível destino do Museu Natural do Rio”, destacou Michele Cherubini, Diretor de Estratégia e Novos Negócios da Generali Brasil.

Quais os riscos de comprar na black friday?

Três perguntas do blog Sonho Seguro para Marco Mendes, especialista em seguro para riscos cibernéticos da Aon Brasil, sobre a segurança cibernética em comprar na Black Friday.

Quais os riscos de comprar na black friday?

A Black Friday é uma data comercial muito esperada pelo consumidor e pelo varejo brasileiro. Para o consumidor, pois é sua chance de fazer determinadas aquisições numa condição comercial supostamente não encontrada em outra época do ano; já o varejista espera aumentar expressivamente o volume de saídas de seu estoque, ganhando em escalas, mas a verdade é que vendendo qualquer tipo de produto ou serviço Black Friday é uma oportunidade de alavancar as vendas.

Assim como nos EUA, a época é conhecida por conta das promoções e descontos oferecidos durante um curto período de tempo. Nessa época nota-se um aumento expressivo no número de acesso a sites e portais de compra, bem como na quantidade horas que as pessoas acabam ficando conectadas fazendo pesquisas e efetivamente compras em ecommerces.

Esse enorme fluxo de atividades na internet é um prato cheio para os cibercriminosos. O volume de informações disponibilizadas, a maior permanência na web, a necessidade da realização de cadastros online e de fornecer dados bancários em ambientes digitais, a falta de preparo de alguns sites e até mesmo o aspecto psicológico dos consumidores aumentam as oportunidades para os crimes cibernéticos.

Em eventos como a Black Friday, as informações dos consumidores ficam mais facilmente expostas e suscetíveis a crimes cibernéticos. Toda atenção é bem-vinda. Os consumidores devem dar preferências para lojas virtuais que tenham certificações de segurança, redobrar atenção com logins e senhas, evitar acessar equipamentos e redes públicas, além de tomar os cuidados ao abrir ou responder e-mails promocionais. Com a rápida evolução da tecnologia nos últimos anos é necessário ainda: prestar atenção em aplicativos fantasmas que supostamente facilitariam a comunicação entre empresa e consumidor, anúncios promocionais falsos em meio às ferramentas de navegação, plataformas de meios de pagamento frágeis e redes Esses são alguns exemplos de precauções aconselháveis para os consumidores pagarem, e receberem, apenas aquilo que adquiriram na Black Friday 2018. Numa data como essa, a paciência e a precaução são os maiores aliados dos consumidores, já o preparo e a segurança são os maiores aliados dos vendedores.

Como se proteger de eventuais hackers?

Quando se trata de Black Friday é importante que as empresas se unam e se comuniquem, revelem umas às outras as vulnerabilidades encontradas e os desafios superados, comunicação e interação mercadológica é fundamental para o desenvolvimento da resiliência corporativa. O mesmo vale para os consumidores, usar o poder das redes sociais com o propósito de alertar outros consumidores em prol do consumo seguro e consciente!

O risco cibernético deve ser considerado, desde sempre, por todas as áreas e níveis hierárquicos dos colaboradores das empresas, independentemente de seu porte ou área de atuação. O risco deve ser tratado com frequência e prioridade, se pensar em algo especificamente para um período especifico, como a Black Friday, pode não ser tão eficiente e seguro.

O tratamento do risco é multidisciplinar e envolve diversas atuações enfáticas em cima do assunto. No lado de riscos e seguros, o tratamento também é múltiplo e deve-se usar mais de uma apólice para se fazer um tratamento eficaz do risco. As mais importantes apólices são as de Cyber – Riscos Cibernéticos e Crime – Fraude Corporativa.

Essas apólices podem prever diversas situações como:

· Custo de Defesa relacionada à reclamação de terceiros no que tange o vazamento de seus dados – e custos relacionados a resposta ao incidente de violação de privacidade de informações pessoais ou corporativas sob responsabilidade do segurado;
· Restituição da imagem pessoal e corporativa para mitigar os danos à reputação;
· Custos de notificação e monitoramento de uma violação de dados necessária para evitar a disseminação dos dados sensíveis e maior perda pelo uso indevido dos dados vazados;
· Extorsão resultante de uma ameaça de segurança;
· Lucros cessantes que o segurado sofreu em uma interrupção de rede por conta de falha na segurança da rede;
· Perdas financeiras da companhia contratante decorrente de fraudes eletrônicas e os custos de Investigação e apuração dessas fraudes.

O cenário ideal seria um consultor, ou especialista, em riscos cibernéticos fizesse um análise específica da empresa para que assim fosse possível sugerir a melhor cobertura para os negócios daquela companhia.

E se mesmo tomando os cuidados necessários, tiver os dados roubados, há como pedir indenização para o portal que fez a oferta?

A Aon tem um estudo chamado Índice Aon de Maturidade em Riscos. Ele examina práticas e estruturas específicas relacionadas às dez características das empresas. Conforme sua atividade e necessidade, a presença desses fatores, em menor ou maior escala, pode representar um modelo interessante para gestão de riscos. O mesmo pode ser aplicado na questão de riscos cibernéticos.

As características são:

· Compreensão e compromisso do conselho com a gestão de riscos como fator crítico para a tomada de decisões e geração de valor.
· Um executivo de nível sênior que dirija e facilite processos-chave e o desenvolvimento da gestão de riscos.
· Transparência na comunicação de riscos.
· Uma cultura de riscos que estimule engajamento e responsabilização em todos os níveis da organização.
· Identificação de riscos existentes e emergentes através do uso de dados e informações internas e externas.
· Participação de interessados-chave no desenvolvimento da estratégia e determinação da política de gestão de riscos.
· Coleta formal e incorporação de informações sobre riscos operacionais e financeiros na tomada de decisões.
· Integração de percepções de gestão de riscos nos processos de capital humano para estimular desempenho empresarial sustentável.
· Uso de métodos de quantificação sofisticados para entender os riscos e demonstrar o valor adicionado através de gestão de riscos.
· Trabalhar com o foco de evitar e mitigar riscos para gerar valor

SulAmérica debate gestão inteligente da saúde

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A Diretora Técnica e de Relacionamento com Clientes de Saúde e Odonto da companhia, Raquel Giglio, esteve entre os debatedores sobre a sustentabilidade da cadeia de saúde suplementar

A SulAmérica, maior seguradora independente do País, esteve presente no evento Supplementary Health, organizado pela plataforma de encontros corporativos EBDI, no dia 12 de novembro, no Hotel Grand Mercure São Paulo Ibirapuera. A Diretora Técnica e de Relacionamento com Clientes de Saúde e Odonto da companhia, Raquel Giglio, participou do debate “Saúde suplementar: como sustentar os insustentáveis custos?”, sobre os desafios de tornar o setor mais sustentável.

É fundamental que haja um movimento de evolução do modelo atual de saúde suplementar para uma gestão mais assertiva, que torne o sistema eficaz e justo para todos. Vemos soluções no horizonte que podem ser implementadas, por meio da integração entre todos os agentes envolvidos”, explica a executiva. Também participaram da mesa Ana Quadros, Head de Compliance do Hospital das Clínicas, Gláucio de Oliveira Nangino, Superintendente de Assistência ao SUS da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, e Renato Velloso Dias Cardoso, CEO do Dr. Consulta.

O Supplementary Health reuniu, nos dias 12 e 13 de novembro, cerca de 50 especialistas do setor para discutir a questão do equilíbrio na saúde suplementar. O evento se baseia em quatro pilares: os impactos do cenário econômico no setor, ética e transparência, sustentabilidade financeira e os novos modelos de negócio.