Foto: da esquerda para direita: Carlos Magnarelli, Patricia Chacon, Luis Rasquilha, Marcos Machini
Enquanto muitos ainda discutem o que fazer para crescer, a Liberty Seguros colhe os benefícios dos investimentos em inovação que se tornaram mais intensos nos últimos três anos. “Inovar vai muito além do investimento financeiro. É mudar todo dia. Contabilizamos cerca de 40 mil processos operacionais alterados dentro da companhia no último ano, fruto de ideias de funcionários e de parceiros que nos chegam todo dia”, contou o CEO Carlos Magnarelli no evento Next 5, nome do estudo de tendências realizado pela seguradora em parceria Inova Consulting para mapear as mudanças de comportamento de consumidores pelos próximos 5 anos e usado para desenvolver produtos e serviços.
Dividido em quatro grandes temas – “Sociedade fluida”, “Tecnologia a serviço das pessoas”, “Ter ou experimentar”, e “Sustentabilidade humana” – o Estudo Next5 aborda assuntos como flexibilização, novos formatos de famílias, big data, cultura de personalização e plataformas, sempre ressaltando a relação e a importância de cada um deles para o setor de seguros (veja um resumo no final deste texto). “A capacidade de entender a mudança e ajustar-se a ela em termos de liderança, portfólio e ações a adotar, estão na pauta das empresas que querem sobreviver em tempos conturbados. Acredito que um terço dos corretores já entendeu que a mudança é urgente; um terço já está no caminho; e um terço não acredita nas mudanças e vai se perder no caminho”, diz o autor do estudo, Luis Rasquilha, ao blog Sonho Seguro.

Cerca de 150 corretores ouviram atentos a apresentação sobre as tendências de consumo para os próximos anos e o que a Liberty tem feito para garantir a melhoria contínua para que eles e seus clientes tenham uma experiência diferenciada com a seguradora. “Tudo está mudando muito rápido e temos de acompanhar essas tendências para ampliarmos nossos negócios”, disse o corretor Ednir Fornazzari, responsável pelo Clube dos Corretores de Seguros de Osasco e Região. “Fico mais aliviado, pois a Minuto Seguros possui diversos dos atributos necessários para a 4a. onda”, acrescentou o CEO da corretora, Marcelo Blay.
Antes das tendências, Magnarelli apresentou os resultados consolidados nos primeiros nove meses deste ano. O grupo apresentou crescimento nas vendas em todas as linhas de negócios acima da média do mercado. Também exibe lucratividade em ascensão. De janeiro a setembro deste ano, a Liberty registrou vendas de R$ 2,6 bilhões, crescimento de 16,3%, enquanto o mercado decresceu 0,2%. Considerando-se auto, a maior carteira da companhia, o avanço foi de 13,7%, com prêmios de R$ 2,1 bilhões, enquanto o segmento avançou apenas 3,8%. O lucro líquido até setembro chegou a R$ 156 milhões. O Índice Combinado, relação entre receitas e despesas, situou-se em 95%. O ROE chegou a 15%, segundo dados da Susep analisados pela consultoria Siscorp.
“Os números mostram que estamos no caminho certo. O corretor é nosso único canal de vendas. Temos muito trabalho pela frente para conquistarmos milhares de consumidores que estão fora do mercado”, acrescentou Magnarelli. Um dos pilares do crescimento do seguro de carro neste ano é a nova marca Aliro, que surgiu dos debates realizados com corretores sobre como atender melhor seus clientes. A marca traz uma precificação mais assertiva, o que permite oferecer produtos mais flexíveis e customizados conforme o comportamento de cada segurado.
“Em novembro, o Aliro completa um ano. Cerca de 48% dos clientes que compraram esse seguro de auto mais “fit” nunca fizeram seguro antes. Ou seja, estamos atingindo um público novo, que pode nos ajudar a avançar na estagnada, há décadas, estatística de 30% da frota seguradora”, contou Marcos Machini, vice-presidente comercial da Liberty. Ele também destacou a independência do corretor. “Trazemos inovações e muitos profissionais pensam: estão repassando o trabalho para nós. E não é isso. A tecnologia e os novos meios de comunicação permitem que os corretores tenham liberdade de executar as coisas sem ter de ligar ou esperar por um atendimento da seguradora. Isso traz agilidade para todos”.

Segundo Machini, ações como o “Life Day“, em que o corretor recebe uma lista dos potenciais clientes de auto com perfil para comprar seguro de vida, tem dado muito certo. “Em um dia vendemos o equivalente a um mês com essa estratégia. Juntos podemos crescer mais e mais nos próximos anos, pois estamos conectados com as tendências do futuro, que dividimos com vocês no estudo Next”, disse ele.
Patricia Chacon, diretora de marketing e estratégia, detalhou outras ações inovadoras que ajudam a companhia a se destacar no mercado segurador brasileiro, desde novos produtos até ações que visam uma sociedade mais justa e equilibrada. “Quando falamos de inovação estamos falando de pessoas que pensam em trazer novidades para as pessoas a sua volta. Estudos mostram que equipes que têm diversas opiniões são mais produtivas do que equipes homogêneas”, disse ela citando.
Um dos destaques é o Projeto Isso Tem Valor, dedicado a desenvolvimento da responsabilidade social. Com a iniciativa, a seguradora promove, dentro e fora da empresa, ações sociais para compartilhar seus valores com a sociedade. O projeto está dividido em três pilares: Educação e Empreendedorismo, Boas Práticas e Preservação e Conscientização em Seguros. Cerca de 44 instituições já foram beneficiadas, com programas como o Ensino Profissional, com apoio ao CEAP, Centro Educacional Assistencial Profissionalizante, que contribui com o futuro dos jovens da comunidade de Pedreira/Cidade Ademar, em São Paulo, oferecendo cursos técnicos profissionalizantes. Mulheres Seguras é um outro programa, que oferece cursos e treinamentos para dar poder ao público feminino na realização de seus sonhos.

Outras ações envolvem desde o treinamento dos corretores em redes sociais como o programa Meu Marketing para ensinar corretores a usaram toda a potencialidade das redes sociais como Facebook e LinkedIn, até a criação de produtos diferenciados para aumentar a receita do corretor e reduzir a burocracia para o cliente.
Boa parte das ideias citadas surgiu com o Programa Acelera Minha Ideia, lançado em 2015, que dá suporte ao funcionário para promover a integração, desenvolver e reconhecer ideias inovadoras para a empresa. Em 2017, o desafio teve como tema “Como tornar a Liberty Seguros a primeira escolha dos Corretores, Segurados e/ou Funcionários?”. A ideia vencedora começou a ser prototipada no início de 2018 e já está em fase de testes.
Em 2017, o grupo lançou o Laboratório de Inovação, conhecido como NAVE. Além disso, a Liberty Seguros aposta no movimento de inovação aberta, intitulado Liberty Open Colab, que visa potencializar e ampliar a capacidade interna de inovação, através da abertura a startups e instituições de ensino que trazem uma injeção de agilidade, tecnologia e conhecimento ao dia a dia.
Patricia também destacou como o uso da Internet das Coisas, por exemplo, resulta em um aumento da eficiência dos processos internos e está cada vez mais presente em pontos de contato com parceiros e clientes, como no caso do Direção em Conta, lançado em 2015. Após analisar a forma que os condutores dirigem, permite à Liberty oferecer uma precificação justa, além de incentivar a direção segura. Outro exemplo é a LIA, novo chatbot da Liberty Seguros em parceria com a Mondial, que oferece serviços de assistência 24 horas, como abertura de solicitação de guincho, solicitação de conserto no local do sinistro, envio de localização via chat e retorno do atendimento por telefone em caso de perda de conexão.
“A mudança de mindset e a construção da cultura de inovação dentro da companhia são fruto de um trabalho de longo prazo”, ressaltam os executivos da Liberty. “A Liberty Seguros acredita que, ao longo dos anos, como fortalecimento dessa cultura dentro da empresa e o desenvolvimento de iniciativas e soluções voltadas para a inovação, as barreiras ficarão cada vez menores”, finaliza Carlos Magnarelli.
Quatro tendências destacadas pela Liberty Seguros:

Novos empreendedores – Motivada em parte pela crise econômica, a nova geração de trabalhadores tem buscado trabalhos mais flexíveis, diferentes das carreiras tradicionais. Muitos desses jovens, que não se identificam com a visão de nenhuma grande empresa, criam suas próprias startups. É um desafio para o corretor e para as seguradoras se comunicar com esse público, que cada vez mais demanda diferentes tipos de proteção para seus bens e suas experiências.
Pets sim, filhos não – Com mais pessoas priorizando carreira e atrasando, ou até mesmo deixando de lado, a escolha de ter filhos, os pets se tornaram membros da família. Esse movimento de humanização do animal representa uma grande oportunidade para o mercado de seguros, seja por meio de produtos exclusivos para pets, seja pelos serviços atrelados, como a Assistência Pet da Liberty.
Conectividade – Desde pedir comida, até acessar o saldo da conta bancária, a internet e os aplicativos de celular são a resposta para muitos problemas do nosso cotidiano. Com tantos serviços digitais sob demanda e com resposta rápida, os consumidores passam a exigir a mesma lógica dos seguros. Aplicações com tecnologias que facilitem a vida das pessoas, ajudem na prevenção e tornem o seguro mais que um serviço, uma experiência, podem ser o principal motivo para o cliente escolher determinada marca em vez de seu concorrente daqui pra frente.
Carros semi-autônomos – Parece que estamos falando de um futuro muito distante, mas nem tanto: até 2020, 98% de todos os carros produzindo no mundo terão conexão com a internet. Carros de luxo hoje já dão alertas para motoristas cansados e freiam sozinhos, mudanças que transformam, aos poucos, os tipos de riscos dos veículos. Além disso, o processamento de dados trouxe aos seguros a oportunidade de analisar mais a fundo o perfil de cada cliente, o que transforma a precificação desses produtos, como Francisco Galiza mostrou aqui no Conexão Liberty. A Liberty já caminha nesse sentido com o Direção em Conta.


















