Segundo a Agência Estado, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está nas negociações finais para fechar o seguro da construção da Ferrovia Transnordestina, que terá 1.728 quilômetros nos estados da Paraíba, Pernambuco e Piauí. A cobertura da apólice é de R$ 5,3 bilhões, mesmo valor do investimento previsto para a construção da obra.
Segundo fontes ouvidas pela blog Sonho Seguro, este seguro vem sendo trabalhado há algum tempo. Rodrigo Protásio, da corretora JLT, disse no Congresso de Resseguros promovido no Rio entre os dias 4 e 5 de março no Rio que o seguro estava concluído. A Mapfre foi a vencedora do contrato, com cosseguro da Liberty. O risco foi colocado no mercado de resseguro pela JLT e a Munich Re ficou com praticamente a totalidade.
O apetite da resseguradora alemã foi aguçado pelo estudo técnico realizado pelas empresas, possibilitanto uma análise rápida e apurada do risco do contrato. “O maior risco está na construção de um túnel”, diz Protásio.
Octávio Luiz Bromatti, diretor de riscos industriais da Mapfre, comemora a conquista do contrato e aposta que muitos outros virão neste ano. O seguro de riscos de engenharia cobre riscos de construção da ferrovia, como erros de projeto, erros de execução, defeitos de materiais e transporte de materiais dentro da obra. A apólice cobre também danos causados a terceiros durante a obra.

















