Os seguros de vida e os planos de previdência privada poderão ficar mais baratos com a utilização da nova tábua atuarial, lançada nesta quinta-feira pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), após ter sido aprovada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). A expectativa é de que, com os novos cálculos, o preço do seguros de vida seja reduzido entre 10% a 15%. Já no caso dos planos de previdência, a maior esperança de vida vai elevar o tempo de contribuição. Em contrapartida, acredita-se na redução das taxas de administração, mas em razão da concorrência e do maior volume de vendas.
As seguradoras poderão cobrar um preço mais justo dos clientes uma vez que a nova tábua permitirá um cálculo de expectativa de vida dentro da realidade brasileira, bem diferente da americana que vinha usando até agora. Para se ter uma idéia, uma mulher de 40 anos na estatística anterior, de classe média, tinha uma expectativa de vida de apenas mais 38 anos. No cálculo brasileiro, ela viverá oito anos a mais, ou seja é provável que vida até dos 86 anos.
Segundo a entidade, cerca de 70 países têm tábuas de vida oficiais, mas apenas 10 usam uma tábua própria. Esta metodologia é importante tanto para cobrar um preço justo dos segurados como para garantir a solvência das seguradoras, uma vez que atuar dentro da realidade reduz o risco de erros atuariais.
A nova tábua biométrica, desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sob a coordenação da Fenaprevi, tem como base de dados 32 milhões de CPFs de consumidores com dados dos anos de 2004, 2005 e 2006. Para tornar o preço mais próximo da realidade, a previsão é de que a tábua será atualizada a cada cinco anos. Principalmente levando-se em conta que haverá um forte ingresso de pessoas de menor renda no mercado de seguros de vida nos próximos anos. Segundo as estatísticas, pessoas de menor renda têm uma expectativa de vida menor do que pessoas com melhor poder aquisitivo.

















