#8ºencontroresseguro: Lacuna de proteção mostra potencial para o setor se desenvolver

Fonte: CNseg

Oportunidades e desafios do mercado de seguros e resseguros no Brasil e no mundo foram a tônica da apresentação do CEO de Resseguros da Swiss Re, Moses Ojeisekhoba. O executivo foi o palestrante do painel “Como o Resseguro pode ajudar a resolver a lacuna de proteção” no segundo e último dia do 8º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro. O coordenador de mesa foi Antonio Trindade, CEO da Chubb e presidente da FenSeg, e os debatedores foram Luiz Roberto Cunha, professor de Economia e decano do Centro de Ciências Sociais da PUC-Rio, e Rodrigo Botti, CEO da Terra Brasis Resseguros. 

Moses listou temas que merecem a atenção de seguradoras e resseguradoras, entre eles o aumento  do número de catástrofes no mundo. O executivo apresentou alguns dados de 2018: foram 181 desastres naturais, 123 atentados terroristas e 166 enchentes e furacões que deixaram um total de 11 mil mortos e US$ 337 bilhões em perdas econômicas. “São dados que impactam a nossa indústria e nos obrigam a repensar as ferramentas de gestão de riscos relevantes e eficazes e a oferta adequada de seguros”. A América do Sul, disse o executivo, foi um dos continentes mais afetados por catástrofes naturais nos últimos dez anos, que causaram, segundo ele, perdas avaliadas em US$ 200 bilhões. 

O fenônemo da urbanização, que cresce no mundo inteiro, principalmente em países em desenvolvimento, também é um ponto que precisa ser um dos focos para a indústria de seguros. Para Moses, há eventos colaterais causados por uma urbanização desenfreada e sem planejamento. “Uma delas é a questão da segurança alimentar. Quando as pessoas abandonam áreas rurais para viverem em cidades, elas abandonam também áreas de cultivo. O número de pessoas cultivando alimentos para a população diminui”. O envelhecimento da população também é algo que deve ser analisado de perto pelos executivos do setor. “Europa já sofre esse problema há alguns anos. Até a África, que é o continente mais jovem, também já começa a perceber declínio da proporção de idosos”.

Moses também afirmou que países desenvolvidos apresentam oportunidades. Nos EUA, por exemplo, cinco em cada 6 domicílios não têm cobertura contra enchentes. Na França, 50% da safra agrícola não estão seguradas. Em países em desenvolvimento como o México, 69% dos veículos automotivos não têm seguros. Na China, a população gasta US$ 193 bilhões em despesas de saúde – o que corresponde a três vezes mais do que é gasto com coberturas médicas. Nas Filipinas, 97% das perdas ocasionadas por tufões/desastres naturais não são seguradas.

“No Brasil, destaco a produção agrícola, que tem potencial de demanda de US$ 200 bilhões para a indústria de seguros”, disse. O executivo também destacou que a tecnologia é uma aliada da indústria para aumentar a penetração de produtos na sociedade. “É preciso melhorar o acesso de seguros pela população. A brecha de proteção só será reduzida com acessibilidade, melhoria na distribuição de acesso e oferta de produtos que caibam nos bolsos dos segurados. É preciso ver a questão da facilidade e praticidade do produto, como é feito o pagamento do sinistro. Tenho certeza de que a tecnologia é a chave para fazer isso”.

Luiz Roberto Cunha falou sobre os eventos climáticos, que impactam a indústria de seguros no mundo inteiro. Citou como exemplo o temporal que causou destruição e mortes no Rio de Janeiro ontem (dia 8). “Sem investimentos mínimos, eventos climáticos causarão impactos e tragédias mais amplas”. O acadêmico também ressaltu a questão da crise fiscal no Brasil, afirmando que “o país gasta mais e entrega de menos”. “Gastamos pouco e mal em educação, saúde, segurança e infraestrutura e somos campeões em gastos.

Rodrigo Botti comparou o mercado de resseguros no Brasil e nos EUA. No país norte-americano, produtos de vida têm bastante penetração, assim como o de automóveis (devido à questão de responsabildiade civil). “No Brasil, temos o DPVAT, que apesar de funcionar bem, não tem nenhuma proteção adicional privada. Além disso, a proteçao a acidentes de trabalho é algo que provém do sistema público e não do setor privado”.

O executivo também fez uma análise comparativa entre Brasil e Canadá, que têm números próximos em termos de prêmio. “Canadá tem maior mix de vida, um acúmulo que tem lá e não tem aqui. Automóvel e Resposabildiade Civil tem maior proporção lá. Por outro lado, o mercado de saúde do Brasil é proporcionalmente maior.” Botti também citou o potencial de microsseguro no Brasil, que segundo ele, é enorme. E completou: “Uma agenda dessas não vemos em outros setores da economia. O setor de segurostem grandes oportunidades”.

Antonio Trindade falou sobre o que é preciso fazer para aumentar a cultura de seguros no Brasil. “Primeiro devemos olhar para a educação. Pessoas mais bem educadas, com pós-graduação e lato sensu veem valor no seguro. A falta de renda é um fator limitador, ou seja, as pessoas precisam de renda suficiente para poder consumir nesse mercado. Outro ponto é a questão regulatória. No Brasil, é complicado aprovar produtos, o que acaba restringindo seguradoras na oferta de produtos para nichos”.

8ºencontroresseguro: D&O que não adiante custos de defesa perde sua função

Mattos Filho D&O

Fonte: CNseg

Os efeitos da Lava Jato estão transformando o seguro de D&O e, caso se dissemine o não adiantamento dos custos de defesa, este seguro perderá sua finalidade. Essa foi uma das conclusões a que chegaram os participantes do painel técnico “Temas Relevantes em Sinistros”. Em tese, o D&O tem por finalidade adiantar os custos de defesa, ainda que o administrador tenha cometido ato doloso, define Cassio Gama Amaral, sócio do Mattos Filho Advogados. Mas, com a Lava Jato, o mercado ficou “hard” e algumas seguradoras estão praticando 100% de exclusão, ainda que o ato tenha sido doloso, enquanto outras admitem pagar se o segurado provar que é inocente.

“Isso tira o objetivo do D&O que é adiantar os custos de defesa. Gostaria de ver o D&O voltando às suas origens”, afirmou Amaral. André Tavares, sócio da Tavares Advogados, moderador do painel, completou que “prestação póstuma não é prestação e somente o adiantamento cumpre essa função”. E Rodrigo Bertuccelli, vice-presidente de clains lange da Chubb, acrescentou que “se tirar o custo de defesa do D&O, está se esvaziando o produto. Deve-se pagar e, quem for culpado, vai ter de devolver”.

Diversos tipos de sinistros foram abordados durante o painel. Em relação ao seguro de ativos, discutiu-se a necessidade de o parque fabril passar por manutenção permanente. Para Bertuccelli, a falta de manutenção é um problema crítico e grande parte dos sinistros poderiam ser evitados se houvesse manutenção. “O seguro não cobre todas as perdas e muitas vezes o segurado vai perceber que era melhor ter feito a manutenção”, observa.

Mas, para Amaral, também não é adequado que a seguradora negue o pagamento por falta de manutenção se a empresa “fechou os olhos” durante a inspeção e a subscrição. “A fotografia é a do momento da contratação”, reiterou. Ele destacou que o papel do corretor é imprescindível, mas este não deve ser o responsável pela inspeção. Amaral reforçou que o corretor tem um papel relevante que não está cumprindo a contento. “Além da aproximação entre as partes, deve responder pela intermediação e monitoramento do risco”, considera ele.

Allianz Travel lança seguro viagem anual

Fonte: Allianz

A Allianz Travel lança o Seguro Viagem Anual. A novidade é ideal para quem gosta de aproveitar todos os feriados do ano para viajar ou para quem precisa viajar frequentemente a trabalho.  O plano proporciona ao viajante mais tranquilidade, economia e segurança durante 365 dias, sem limite de viagens por ano.

Carlos Cortez, diretor de marketing da Allianz Travel, explica que o plano Anual é válido para viagens internacionais com duração máxima de até 60 dias cada. “Uma das vantagens é a liberdade de viajar, para qualquer lugar do mundo, sem precisar contratar uma nova apólice de seguro a cada vez que for embarcar em uma nova aventura. Além da comodidade, o viajante consegue sentir a diferença no bolso. O plano anual é uma maneira mais eficiente e econômica”. 

O Seguro Viagem Anual pode ser adquirido nos planos Multidestinos TOP e Multidestinos PRIME. “Trabalhamos para tornar a vida de quem viaja cada vez mais simples e segura. Por isso, desenvolvemos um seguro viagem personalizado que une comodidade, economia e segurança”, finaliza Carlos. 

Para comemorar a novidade, a Allianz Travel oferece 20% de desconto na contratação do Seguro Viagem Anual. Para garantir a promoção, basta inserir o código VIAJE365 no site (https://www.allianztravel.com.br/anual). 

Seguradoras acionam estratégia de crise para danos da chuva no Rio

Fonte: FenSeg

As seguradoras montaram um plano de contingência no Rio de Janeiro para fazer frente às ocorrências relacionas às fortes chuvas que atingem a cidade desde a noite de segunda-feira (8). As empresas têm reforçado as suas equipes de Assistência 24 horas para atender aos segurados que necessitam de ajuda ou tiveram seus bens danificados pelas chuvas e enchentes. A medida vale tanto para as apólices de Seguro Automóvel quanto Seguro Residencial, Condomínio e Empresarial.

De acordo com a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), a cobertura compreensiva do seguro automóveis – a mais completa, que engloba a maioria das apólices – garante indenização ao segurado em caso de prejuízos provocados por enchentes e eventos climáticos. Nesse caso, proprietários de veículos terão suas perdas cobertas pelo seguro. O pagamento de indenização é feito no prazo de até cinco dias úteis, em média, após a entrega da documentação completa.

Para a FenSeg, entidade que representa as seguradoras, o mais importante é garantir agilidade e segurança no atendimento aos clientes, como forma de minimizar as perdas. Daí a importância de entrar logo em contato com a seguradora e comunicar o sinistro. Basta informar todos os dados do veículo, explicando exatamente o que ocorreu. Além do acesso via central de atendimento, várias empresas já oferecem atendimento pela Internet ou pelo aplicativo do telefone celular.

O segurado pode ficar confiante. Aquele que contrata seguro não deixará de receber sua indenização por falta de dinheiro em caixa. Para fazer frente aos pedidos de indenização, as seguradoras contam com reservas técnicas e a supervisão da Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão vinculado ao Ministério da Economia. É importante registrar que as empresas seguradoras são previamente autorizadas a operar de acordo com a legislação vigente, seguindo exigências de patrimônio para garantia do cumprimento de todas as responsabilidades com os seus segurados.

HDI faz aporte na startup Zoox Smart Data

Fonte: HDI

Apoio financeiro visa impulsionar crescimento da empresa de tecnologia e incorporar as soluções desenvolvidas à operação da seguradora

A HDI Seguros fez um aporte na Zoox Smart Data, empresa de alta tecnologia pioneira na aplicação de soluções integradas de Wi-Fi, big data, machine learning e marketing de relacionamento. O investimento, que também auxiliará no desenvolvimento de novas tecnologias para corretores e segurados, suportará a expansão da empresa para além dos 350% de valor de mercado, em relação a 2018, e “reforça o trabalho da HDI Seguros no fomento ao ecossistema tecnológico que vem transformando o mercado de seguros nos últimos anos”, explica Vagner Guzella, CFO da HDI Seguros.

Este é o segundo movimento da seguradora no sentido de inovar em seus processos a partir do apoio a empresas de tecnologia. A companhia também é co-fundadora do Distrito Fintech, um campus dedicado à inovação que reúne as melhores cabeças, produtos e tecnologias para criar, testar e expor soluções de serviços financeiros que irão impactar a realidade das pessoas e empresas em um futuro próximo.

Sincor-RJ lança Clube de Parcerias e faz convênio com o Cliente Agente

Fonte: Sincor RJ

Com objetivo de proporcionar o melhor associados, o Sincor-RJ lança o Clube de Parcerias, que buscam ações que colaboram com a ampliação dos convênios que bonificam com descontos e vantagens para a categoria. O gerenciamento visa conhecer melhor seu público interno, avaliar as vantagens para quem adere ao clube e auxiliar na demanda de crescimento de novos membros. O sindicato investe nessa nova estratégia para se fortalecer com os sócios e desenvolver um planejamento estratégico onde todos saem ganhando.

De acordo com o responsável pelo Clube de Parcerias, Arley Boullosa, o plano de gestão dos convênios está em trazer para os associados o melhor que cada empresa tem a oferecer, entre descontos e benefícios. “A iniciativa de criar um Clube de Parcerias consiste em aproximar o sócio do Sincor-RJ da entidade. Para isso, elaboramos esse plano de trabalho que possibilita algumas vantagens a categoria. Estamos ao dispor das empresas para avançar nas parcerias e atuar em um cenário, onde nos exige a ampliação do relacionamento não só com os parceiros, mas também com os sócios”, declarou Boullosa.

O Cliente Agente, uma plataforma digital voltada para os corretores de seguros receberem indicações dos seus clientes faz parte desse projeto e pode recompensar aos que aderirem com o Programa Netpoints de Pontos. A insurtech transforma seus clientes em multiplicadores de novos segurados: conforme vão trazendo negócios, ganham pontos para trocar por produtos, descontos viagens ou milhas. É possível gerenciar suas indicações, determinar a quantidade de ponto distribuída e bonificar os utilizadores que transformarem as indicações em novos negócios.

Uma novidade da plataforma é a pesquisa NPS( Net Promoter Score) que ajuda o corretor a identificar seus clientes mais Promotores, assim como também os detratores e medir seu potencial de ser indicado, corrigir possíveis falhas no atendimento, ou ainda transformar clientes neutros em multiplicadores.

De acordo com o CEO do Cliente Agente, Kleber de Paula, o programa de indicações auxilia o corretor de seguros a gerir as indicações e toda movimentação dos seus usuários. “O Cliente Agente é uma insurtech que tem como proposta incentivar as indicações no ambiente digital. “Muitas organizações utilizam o Marketing de Indicações para alavancar suas vendas e embora as corretoras tenham recebido indicações elas não estimulam, não medem e não recompensam este hábito desestimulando o cliente a adota-lo. Com o Cliente Agente, o corretor poderá divulgar melhor todos os produtos da corretora e construir uma relação de ganho com seus clientes que mais indicam, permitindo expandir  exponencialmente sua atuação. Um dos desafios dos corretores de seguros é criar conexão digital com seus clientes e desta forma manter se como principal vínculo entre eles e as seguradoras, já que no ambiente digital a informação chega direto no consumidor. Para estabelecer esta conexão a startup usa reconhecimento (prêmios), colaborativismo e gamificação para gerar engajamento”, explicou. .

Com a plataforma, é possível enviar pontos para qualquer cliente, independente da indicação. É possível bonificar com pontos quem contratar um determinado seguro, com a finalidade de alavancar as vendas. O associado do Sincor-RJ que aderir ao Cliente Agente, poderá oferecer ao seu segurado mais de 60 mil opções, entre passagens aéreas, ingressos para o cinema, vale-combustível, eletrônicos, utilidades domésticas e até pacotes de viagens. Grandes corporações como Centauro, Magazine Luiza, Decolar.com, Fast Shop, Cinépolis e Shell fazem parte do programa. 

Cade aprova negociação entre Porto e Travelers

prcon multa seguradoras

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) divulgou no Diário Oficial que aprovou, sem restrição, a aquisição da carteira de riscos financeiros da Travelers pela Porto Seguro, anunciada no mês passado.

Leia Mais Porto assume carteira de seguros de RC da Travelers, que reduz operação no Brasil

#8ºencontroresseguro: resumo do dia 8

8o encontro de resseguro

Fonte: CNseg

Veja um resumo das palestras e debates do primeiro dia do 8º Encontro de Resseguro, que começou ontem e termina nesta terça-feira no Rio de Janeiro. A tempestade que aconteceu ontem, colocando a cidade em um total caos, com perdas significativas, mostra ainda mais a importância do resseguro e do seguro para recompor perdas com catástrofes.

Mais de 700 executivos do mercado segurador e ressegurador participam do maior evento anual do setor na América do Sul. Atualmente, 142 resseguradoras estão autorizadas a operar no Brasil – 16 locais (sediadas no país), 40 admitidas (sediadas no exterior, com escritório de representação no Brasil) e 86 eventuais (estrangeiras sediadas no exterior, sem escritório de representação no Brasil), que aceitam riscos de um mercado segurador robusto, cuja projeção de prêmios em 2018, com seguros e planos de saúde suplementar, é da ordem de R$ 445 bilhões. Veja abaixo um resumo dos debates:

Caio Megale – “A saúde do mercado de seguros e resseguros é fundamental para garantir o bom funcionamento da economia de mercado”, disse Caio Megale (foto), secretário de Comércio e Serviços da Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação, que representou, nesta segunda-feira (08/04), o ministério da Economia, na primeira plenária do 8º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro. Ao analisar a conjuntura econômica brasileira, Megale enfatizou a importância da reforma da Previdência para reduzir os gastos públicos, que a exemplo do que foi a inflação nos anos 1990, são hoje “o inimigo público número 1 do Brasil”. O secretário disse que, em paralelo às reformas estruturais, é importante melhorar o ambiente de negócios do país, e que o governo considera fundamental trabalhar na desburocratização e promover mudanças regulatórias. Megale defendeu o diálogo entre o setor público e o privado, e disse que as agendas setoriais são bem-vindas. “O Brasil precisa sair do atoleiro”, disse.

Desempenho das seguradoras – Na cerimônia de abertura, o presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, fez um retrospecto do desempenho das seguradoras para demonstrar que as seguradoras tem capacidade de resistir às dificuldades e sabido aproveitar exponencialmente os momentos de crescimento. “A recessão de 2016 e parte de 2017 produziu efeitos sobre o desempenho de 2018. Mas, à vista de recuos mais expressivos de vários setores econômicos, a estabilidade da arrecadação da ordem de R$ 460 bilhões é uma boa notícia, ainda mais considerando o desempenho superlativo de diferentes segmentos de seguros”, ressaltou.

O presidente da CNseg relembrou as Propostas do setor seguros para 2019 a 2022, que visam contribuir para o desenvolvimento do País e já foram apresentadas ao Congresso Nacional e entregues aos representantes dos poderes executivo e legislativo. “Os indicadores de produto, emprego e renda são os combustíveis para o setor”, concluiu.

Desempenho do resseguro – O presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguro (Fenaber), Paulo Pereira, lembrou que o crescimento do resseguro é diretamente proporcional ao aumento do Produto Interno Bruto (PIB), e expressou confiança na aprovação das reformas. Pereira citou outros fatores que podem contribuir para o crescimento do setor: oportunidades, como o risco cibernético; a aprovação da nova Lei das Licitações; a simplificação regulatória; e a necessidade de rever a carga tributária das resseguradoras para melhorar sua competitividade. “Enquanto os locais pagam no Brasil 40% de imposto e contribuição social, além de PIS e COFINS, o americano paga 34%, o suíço e alemão pagam 30%, o inglês paga 20%, o irlandês paga 12 % e o de Bermudas zero.”

Financiamento à saúde é desafio – Leandro Fonseca da Silva, diretor da Agência Nacional de Saúde (ANS), discorreu sobre a importância social e econômica do setor de saúde suplementar, que em 2018 acumulou receita de prêmios de aproximadamente R$ 200 bilhões. Leandro Fonseca disse que o financiamento da saúde é um grande desafio, devido à escalada de custos no Brasil e no mundo, e apontou o resseguro como um caminho para enfrentar esse desafio. Também participaram da abertura o presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar, Roberto da Rocha Azevedo, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Corretagem de Resseguros (Abecor), e Antonio Trindade, da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

À tarde, aconteceram cinco painéis técnicos. A cobertura de eventos catastróficos foi tema da palestra de Rubem Hofliger, responsável pelo setor de Soluções para o Setor Público da Swiss Re, que teve como debatedores Chris Cardona, sócio da HFW, Frederico Ferreira, CEO da Austral, Pedro Farme, vice-presidente de Contratos da JLT Re Brasil, e Stèphan Godier, Chief Distribution & Parametric Leader para Latam da AXA XL Insurance, em mesa coordenada por Thisiani Martins, diretora técnica da AXA XL.

Seguro-catástrofe – Rubem Hofliger, responsável pela área de soluções para o setor público na América Latina da SwissRe, defendeu a adoção do seguro paramétrico para enfrentamento de catástrofes. “O número de catástrofes naturais vem crescendo em ritmo muito mais rápido do que o crescimento do seguro desses eventos. A cobertura é de cerca de 40%, o que obriga os governos a arcar com os custos de reconstrução e atendimento à população mais vulnerável”. Hofliger explicou que os seguros paramétricos estabelecem em contrato um limite que, quando atingido, dispara um gatilho de pagamento. No caso de chuvas, por exemplo, é possível estabelecer que a partir de determinado índice de precipitação o seguro é acionado. “As vantagens desse produto, ainda pouco usado no Brasil, são a agilidade e a liberdade para alocar os recursos de acordo com as necessidades mais urgentes”, argumentou afirmando que mundialmente, os setores onde o seguro paramétrico mais tem crescido são agricultura e energia, e os governos começam a se interessar pelo produto.

Diversidade no DNA do setor – Em outro painel, o tema foi “Diversidade em ação”, com palestras de Ana Carolina Mello, Conselheira da Associação das Mulheres do Mercado de Seguro (AMMS), e Maria Helena Monteiro, diretora de Ensino Técnico da Escola Nacional de Seguros, tendo como debatedoras Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg, Flavia Bianco, professora da Escola Nacional de Seguros, Judith Newsam, CEO da Guy Carpenter no Brasil, Juliana Pelegrín, Casualty Senior Underwriter da Swiss Re, Maria Luiza Cabral, do Serviço de Apoio ao Cliente da Guy Carpenter, e Solange Guimarães, superintendente de Comunicação Institucional da SulAmérica Seguros. A mesa foi coordenada por Margo Black, presidente da AMMS.

“Nosso setor tem o dever de ser o reflexo da sociedade porque o produto que ele entrega tem a ver com vida, com gente e com comportamento. Portanto, diversidade deve estar na natureza, no DNA do setor segurador”, enfatizou Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg.

“Cidades Inteligentes e Oportunidades para o Mercado Segurador”, foi tema de mesa coordenada por Ivani Benazzi de Andrade, gerente sênior de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Bradesco Seguros, que contou com a participação de Alexandre Cardeman, chefe executivo de resiliência e operações do Centro de Operações do Rio (Cor), e teve como palestrante Renato de Castro, especialista em smart cities da SmartUp Consulting Firm, e como debatedor Marcos Marconi, CEO da VM9.

O chefe executivo de resiliência e operações do Centro de Operações do Rio (Cor), Alexandre Cardeman, trouxe um pouco do trabalho e da tecnologia aplicada no Cor, que já recebeu sete premiações pelo seu caráter inovador a partir da integração de diferentes operações, tecnologias e comunicação direta com os cidadãos e imprensa, destacando os números e as ações que ainda estão em desenvolvimento, como o projeto de inovação aberta, homologações de soluções para cidades inteligentes, parcerias com o ecossistema de inovação, a exemplo da realizada com o aplicativo Waze (o Rio de Janeiro foi a primeira cidade do mundo a fazer essa parceria), o projeto Labgov.rio, que reúne seis startups, entre outras iniciativas.

Renato de Castro ressaltou em sua apresentação o significado do termo “smarts cities”, que “nada mais é do que lugares onde tudo parece conspirar para fazer a vida das pessoas melhor”, resumiu, explicando que recursos tecnológicos como Big Data e Internet das Coisas (IoT) estão na ponta do processo. Na opinião do especialista, a grande quantidade de informações geradas em cidades conectadas é o que vai servir como base para a estratégias do mercado de seguros no futuro.

“Não há nenhum setor mais impactado com essas transformações do que o de seguros. Em cidades cujos sistemas trocam informações de maneira adequada, é possível fazer prognósticos mais estratégicos para subscrição de riscos e previsão de eventuais sinistros”, informou, acrescentando que o mundo nunca viveu um momento como este de produção tão veloz de informações e dados. “A IoT vai gerar uma infinidade de riqueza para as cidades nos próximos anos. Essa é a base das cidades inteligentes e também ferramenta fundamental para o mercado de seguros. “Não tenho dúvida de que dados são o novo petróleo”.

Parceria público-privada – O especialista afirmou que o desenvolvimento de cidades inteligentes só é possível com a conexão entre público, privado e pessoas. Ele acredita que as atuais Parcerias Público Privadas vão ganhar mais um P: “Teremos PPPP de Parcerias Público, Privada e de Pessoas. As cidades só se tornam inteligentes quando seus moradores são conscientes e engajados nesse propósito”, disse. Ele deu como exemplo projetos como o de Juazeiro do Norte, no Ceará, que foi o primeiro município do Nordeste a aprovar a Lei de Inovações, e a cidade de Kamikatsu, no Japão, que se tornou exemplo no que diz respeito à gestão do lixo urbano com a ajuda da população.

Alexandre Cardeman falou sobre a atuação do Centro de Operações do Rio (COR), inaugurado em dezembro de 2010 como parte do projeto da cidade para as Olimpíadas de 2016, que funciona como uma quarte general de integração das operações urbanas no município. Cerca de 30 órgãos (secretarias municipais e concessionárias de serviços públicos) estão integrados no local para monitorar a operação da cidade e minimizar impactos na rotina do cidadão.

“Cidade inteligente é quando o cidadão é bem informado para tomar decisões a partir de dados fornecidos por um centro como esse”, ressaltou Cardeman, que destacou também os programas de inovação desenvolvidos pelo COR para atrair stratups e engajar empresas a trabalharem no desenvolvimento de processos que contribuam para tornar a cidade mais conectada e inteligente. “Estão todos convidados a visitar o Centro de Operações para falarmos sobre parcerias”, afirmou.

Contratos – “Princípios da Lei Contratual de Resseguro” foi o tema da palestra de Helmut Heiss, professor do Instituto de Direito de Zurich. Ele trouxe a metodologia utilizada para criação dos Princípios da Lei Europeia de Contratos de Seguros (Pricls), que, segundo ele, não tem a intenção de ser uma lei global, o que demoraria muito. “Há quem diga que ela poderia ser um exemplo modelo para a lei nacional, mas não acho que traria as respostas para tudo. Como a arbitragem pode escolher as regras de direito, que são maiores que o direito como um todo, os Pricls talvez possam ser utilizados, pois são mais sólidos e, portanto, vão além das declarações de juízo”.

Blockchain – Encerramento o dia, foram realizados dois painéis: Aplicações de blockchain em seguros e resseguro e RC Ambiental. O painel sobre aplicações de blockchain em seguros e resseguros teve como palestrante o chairman da B3i, Anthony Elliott, e como debatedores Marcelo Hirata, diretor de Tecnologia e Inovação do IRB Brasil Re, Keiji Sakaim country head Brazil da R3 e Adilson Lavrador, diretor executivo de Operações, Tecnologia e Sinistros da Tokio Marine Seguradora. Elliott descreveu os benefícios que o blockchain trará para o mercado brasileiro: economia de 30% nos custos de transação, mais eficiência, melhoria na qualidade de informação e maior transparência. Para Elliott, o mundo vive um momento de inflexão, em que “os dados são o novo petróleo”.

RC Ambiental – O painel técnico sobre RC Ambiental trouxe a evolução do setor nos últimos 10 anos, as mudanças recentes em acionamentos, as oportunidades existentes, tendo como parâmetro os mercados americano e europeu, bem como a complexidade do conceito que ainda gera barreiras. O superintendente da HDI Global, Marcio Guerreiro, mostrou as diversas possibilidades de classificação e monitoramento de riscos que facilitam o processo de subscrição, destacando, sob esse aspecto, as oportunidades de aproximação das companhias de resseguros. Já o Latam Regional Manager da CHUBB, Fabio Barreto, abordou as principais diferenças em comparação ao mercado americano que já possui 40 anos. “O mercado de seguros em riscos ambientais é de US$ 22 milhões, enquanto o mercado americano, que é o mais desenvolvido nesse setor, é de US$ 2 bilhões em prêmio”.

A gerente de responsabilidade civil geral e ambiental da AIG Seguros Brasil, Nathália Gallinari, trouxe uma visão prática, abordando os tipos de acionamentos de sinistros, fazendo um paralelo ao mercado europeu. Segundo ela, a construção civil teve o dobro de acionamentos, com foco em gestão de resíduos de obra, assim como incêndio, seja pelas emissões atmosféricas, seja pela água de rescaldo (usada no combate a incêndios). No Brasil, hoje, 20% dos acionamentos são de efluentes sanitários humanos e biológicos, o que mostra que esse produto está cada vez mais presente em todos os segmentos da economia.

Pery Saraiva Neto conclui a plenária chamando a atenção do setor para a necessidade de um acordo semântico para que haja melhor entendimento a respeito do tema, que é tão complexo e diverso.


Euler Hermes aposta em inovação para crescer em crédito no Brasil

Euler hermes

Fonte: Euler Hermes

Mesmo com o crescimento significativo de 24% em 2018, o seguro de crédito ainda é um segmento “tímido” em comparação com outras modalidades de seguros e com grande oportunidade de expansão.  O seguro de crédito é o seguro que cobre perdas nas transações comerciais com pagamento a prazo entre empresas, causadas por insolvência do comprador ou o simples não pagamento.

Apesar de ser um mercado ainda pequeno no Brasil e no mundo, novas tecnologias estão sendo implementadas para permitir um melhor atendimento aos clientes existentes e viabilizar o crescimento do mercado, com mais flexibilidade e eficiência. É o caso da Euler Hermes, líder mundial em seguro de crédito e especialista em seguro garantia.

A empresa possui um processo integrado de análise de crédito. O investimento em big datamachine learning e algoritmos já é uma realidade fora do país e no Brasil. “Cada seguradora possui uma base de dados que agrega a exposição de crédito sobre seus riscos sacados”, explica Luciano Mendonça, diretor comercial da Euler Hermes. “A integração atual permite concessão de novas capacidades de crédito, monitorá-las em tempo real e revisá-las caso tenhamos informações negativas sobre os riscos.”

Como a análise de crédito não deve se basear apenas em dados teóricos, como balanços e outras informações objetivas acerca de riscos, a Euler Hermes também implementou ferramentas de análise automática de informações empíricas, baseadas em dados além daqueles objetivos. Isso permite respostas mais precisas, rápidas e eficientes aos segurados.

“Com o uso de informação empírica além da informação objetiva sobre os riscos, a seguradora é capaz de atingir um público que antes não tinha acesso a essa modalidade de seguro”, complementa Luciano. Com a revolução digital deixando a sociedade cada vez mais conectada, as seguradoras deverão ter acesso a grandes quantidades de dados. “Isso irá permitir que as empresas de seguro obtenham informações detalhadas acerca do comportamento dos riscos, fazendo com que novos produtos sejam criados para demandas cada vez mais específicas”, finaliza o diretor da Euler Hermes.

Essa e outras novas tecnologias já estão sendo implementadas e apontam alguns caminhos para o futuro do setor. Com isso em vista, é possível afirmar que as seguradoras que não estiverem sintonizadas com as novas demandas de seus clientes e não aplicarem a transformação digital para aperfeiçoar seus produtos estarão em clara desvantagem.

#8ºencontroresseguro: Indústria de seguros espera crescimento de até 8,4% em 2019 após 2018 fraco, diz CNseg

Fonte: Reuters

O setor de seguros espera um crescimento do setor este ano de 6,3 a 8,4 por cento depois de um 2018 frustrante, com queda de 0,18 por cento, disse o presidente da confederação das empresas de seguros do país, CNseg, em coletiva no 8o. Encontro de Resseguros realizado no Rio.

Segundo Marcio Coriolano, passado o período de turbulência e incertezas políticas, e, diante da perspectiva de aprovação de reformas estruturais e microeconômicas, o cenário para este ano é mais otimista.

O presidente da Cnseg destacou que setores que puxaram o mercado para baixo em 2018, como títulos de aposentadoria PGBL e VGBL, devem ter uma reação esse ano. No ano passado, a queda no PGBL foi de 4,07 por cento e no VGBL foi de 8,46 por cento. As projeções da confederação apontam que o VGBL deve crescer entre 3,8 e 4,6 por cento e o PGBL de 0,1 a 2,6 por cento este ano.

“Eles têm um peso muito forte para a indústria de seguros; no ano passado, com a volatilidade de ativos e ações, mais pessoas buscaram títulos da dívida pública que remuneraram melhor”, disse Coriolano a jornalistas.

“2019 vai depender muito das reformas, mas em termos de ambiente e de confiança, nossos dados do primeiro bimestre mostram que foi muito melhor que no primeiro bimestre de 2018, especialmente no PGBL e VGBL. Essa recuperação é uma notícia boa”, afirmou. Ele acrescentou que para o setor de seguros dar um salto mais alto o tripé PIB, renda e emprego precisam avançar mais fortemente.

As estimativas da CNseg apontam ainda para a possibilidade de expansão em 2019 de 8,7 a 10,1 por cento para o seguro habitacional; de 7,4 a 15,7 por cento para a garantia estendida e de 5,4 a 9,1 por cento para o seguro rural.

“Temos que ver o comportamento do PGBL e VGBL, mas acho que estamos hoje mais para a projeção otimista de mais de 8 por cento”, disse o presidente da CNseg.