Quatro amigos de infância investem em corretora dedicada a planos de saúde

Sócios da HealthCo

Ricardo, Roberto, Jorge e mais recentemente André (foto, da esquerda para a direita). Quatro amigos de infância, que trilharam caminhos diferentes na profissão, mas nunca deixaram de ser amigos. Até que pouco a pouco, todos se juntaram num propósito comum: tentar equacionar um bom plano de saúde para empresas e funcionários, com coberturas e custos que atendam as expectativas de todos. “Sabemos que a maioria dos players da cadeia de saúde estão infelizes com os custos ou atendimento. Nosso propósito é ganhar clientes ao atuar na melhora desses dois itens”, afirmou Ricardo Ramalho durante almoço com o blog Sonho Seguro.

Ramalho é o sócio fundador e que tem se dedicado exclusivamente a HealthCo nesses 11 anos em que a corretora opera com saúde empresarial, sendo os dois últimos com uma equipe de sócios dedicados 100%. No começo, Jorge Carvalho, que fez carreira na Amil e na HSM, e Roberto Vianna, com cerca de 20 anos de Citibank, dedicavam-se ao projeto da corretora apenas aos domingos e depois às terças-feiras também. Até que o Brasil foi mudando, assim como as empresas, e hoje todos estão dedicados 100% a corretora, que movimenta prêmios de R$ 80 milhões por ano e atende cerca de 25 mil vidas das empresas clientes nos produtos de saúde, Odonto, vida e farmácia.

Mais recentemente Andre Saigh, ex-Allianz e que atuou junto aos corretores por anos, se juntou ao grupo. O “pulo do gato” dos quatro amigos foi investir em tecnologia para controlar o uso dos serviços. “Não de uma forma punitiva, e sim para entender como ajudar aqueles que frequentam os médicos com freqüência a ter mais saúde”, diz Saigh.

A engenharia tecnológica criada cruza diversas informações, que vão desde criar um plano de acompanhamento a doentes crônicos até a detectar fraudes de vários recibos médicos por uma única consulta até erros cometidos por prestadores de serviços na lista de procedimentos utilizados em um atendimento ou cirurgia. “Temos uma equipe médica própria para checarmos algumas situações trazidas pelas incoerências detectadas pelo nosso “robô”. São casos que vão desde a cobrança de uma quantidade de gases que daria para embalsamar um elefante e era apenas para fazer curativo na perna de um motoboy, como despesas por partos cobrados no atendimento de funcionários do sexo masculino”, cita.

Muitas vezes as operadoras não pegam esses equívocos nas contas hospitalares. Como repassam o reajuste com base no uso, cabe ao corretor colocar a lupa nos custos para preservar os clientes. E pelos números parece que tem dado certo. “Nosso prazo médio de cliente em carteira é de 4,6 anos. Mas nossa meta é elevar esse índice de retenção, uma vez que nosso “robô” está mais inteligente e consegue nos dar mais informações para atuarmos na solução dos problemas de cada cliente”, diz Jorge Carvalho, que traz na bagagem anos de serviços prestados à Amil.

A HealthCo, com cerca de 70 clientes em carteira, opera com empresas de 100 a 10 mil vidas, com tíquete médio por funcionário acima de R$ 400 por mês. “Abaixo disso não compensa para nós o investimentos que nos propormos a fazer para ter um serviço diferenciado para a empresa, que tem o custo de saúde como o segmento maior dentro da diretoria de RH”, pondera Ramalho.

Segundo eles, muitas empresas se queixam que recebem reajustes acima de 20% das operadoras de saúde, sem explicar isso pessoalmente. Apenas mandam a conta e pronto. “Um desses empresários, indignados, nos procurou por recomendação de um amigo, e disse: eu não consigo repassar a inflação que fechou em 3,75% em 2018 para o preço do meu produto e eles me mandam 20% sem sequer vir pessoalmente para avisar? Isso nos mostra que realmente temos um mercado potencial para trabalhar”, sinaliza Saigh, animado com o novo desafio profissional assumido há dois meses.

Entre os principais redutores de custos dos planos de saúde já obtidos pela HealthCo em seus clientes estão as campanhas de conscientização do uso do plano pelos funcionários, tanto por meio de palestras de prevenção como no uso da co-partipação. “Tem cliente onde colocamos limites para conscientizar, como direito a usar o pronto-socorro por “x” vezes ao ano. Claro que num caso de emergência é autorizado, mas isso tem feito com que as pessoas pensem duas vezes antes de ir ao pronto atendimento”, explica Vianna.

A redução do desperdícios e das fraudes também são citados como redutores expressivos de custos, responsáveis por reduzir de forma significativa os reajustes anuais do plano de saúde, pontos cruciais que constam na agenda da Federação Nacional de Saúde (FenaSaúde) junto às suas associadas para melhorar a qualidade da prestação de serviço para toda a sociedade.

Markel está confiante no crescimento do seguro rural em 2019

O CEO da Markel, Carlos Caputo, está confiante com o desempenho do seguro rural em 2019, ainda mais em um cenário em que o presidente Jair Bolsonaro prioriza o setor e o seguro. Semana passada, durante sua visita a Agrishow,  em Ribeirão Preto (SP), o presidente anunciou a liberação de R$ 1 bilhão para o seguro rural do Plano Safra do Banco do Brasil, além de defender juros menores aos agricultores. Veja abaixo o que Caputo espera do futuro:

1 – Qual avaliação da Markel após esses  primeiros meses de trabalho da Ministra Tereza Cristina no comando do Ministério da Agricultura?

Nossa avaliação é bastante positiva e, apesar do pouco tempo, nota-se uma postura bastante firme e alinhada com os anseios do setor agrícola. Em evento realizado esta semana em Brasília, a ministra reiterou que o seguro rural é a ferramenta que dá tranquilidade ao produtor. Portanto, esperamos, com otimismo, que os R$ 1 bilhão em subsídios anunciados sejam liberados para os produtores.

Se a alocação dos recursos para o subsídio não puder ser feita conforme a expectativa do setor, a estratégia da Markel será afetada? 

Se não conseguirmos avançar na questão dos subsídios, o mercado será afetado como um todo, principalmente àqueles produtores com áreas e culturas onde os fatores de risco mais agravados dificultam a contratação de seguros. Nesse universo, o subsídio possui uma relevância ainda maior.  

A maior demanda diante da alta dos grãos puxada pelo apetite crescente da China,  anima a venda de seguros?

A demanda extra sempre traz o aquecimento do setor de forma direta e a toda a sua cadeia, incluindo os seguros. Temos uma meta a cumprir, sendo assim, esse tipo de notícia nos anima. Nos valemos dessas demandas flutuantes, mas, também, estamos percebendo um aumento na conscientização do produtor com relação aos riscos, o que gera, consequentemente, um aumento na demanda por seguro. Vale lembrar que somente 8% da área cultivada no Brasil é coberta por apólices seguro, segundo a Sociedade Nacional da Agricultura (SNA), logo, temos amplo espaço crescer

Qual seria essa meta para 2019, comparada com desempenho da Markel no último ano? 

Encerramos o ano com um resultado mais de três vezes maior do que a nossa expectativa, que era o de faturar R$ 22 milhões. Vendemos, aproximadamente, R$ 75 milhões em apólices.A meta para 2019 é bater R$ 125 milhões de receita e a Markel está no caminho certo. Encerramos o primeiro trimestre de 2019 com cerca R$ 34 milhões em prêmios emitidos, o que está alinhado com as nossas projeções originais. O fato de sermos relativamente novos nesse nicho e termos em nossa carteira a opção de apólices customizadas, nos ajudaram a crescer de forma importante. Mas também sabemos que o mercado incorpora, rapidamente, práticas que dão certo, portanto, temos que procurar outros diferenciais e continuar sempre inovando para mantermos uma margem de crescimento sólido e sustentavel.

CNseg realiza palestras de educação financeira promovida pelo ENEF

CNseg Enef

A Semana Nacional de Educação Financeira – Semana ENEF, que irá acontecer entre os dias 20 e 26 de maio de 2019, é uma iniciativa em parceria entre os setores público e privado, que visa promover a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF).

Em sua 6ª edição, as instituições integrantes da ENEF, dentre as quais a CNseg, e demais parceiros irão realizar diversas ações gratuitas com o objetivo de disseminar a educação financeira, além de contribuir para o fortalecimento da cidadania.

Confira o ciclo de palestras sobre seguros, previdência privada e capitalização, que a Confederação das Seguradoras (CNseg) irá promover. 

Em breve, mais informações sobre os palestrantes!

PROGRAMAÇÃO

20 de Maio | Segunda-feira 
14h | Conceitos fundamentais do setor de seguros
14h45 | Coffee Break
15h | A Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF)

21 de Maio | Terça-feira 
14h | Seguro de Automóvel – O que saber para contratar e utilizar
14h45 | Coffee Break       
15h | Seguro Residencial – O que saber para contratar e utilizar

22 de Maio | Quarta-feira 
14h | A reforma da previdência na vida das pessoas 
e a necessidade de planejamento previdenciário 
14h45 | Coffee Break       
15h | Perguntas e respostas

23 de Maio | Quinta-feira 
14h | Como funciona a saúde suplementar?
14h45 | Coffee Break   
15h | Planos de saúde: tipos de planos, contratos, coberturas e carência

24 de Maio | Sexta-feira
14h | Disciplina financeira com títulos de capitalização: 1ª Parte 
14h45 | Coffee Break
15h | Disciplina financeira com títulos de capitalização: 2ª Parte 

Local
Sala Délio Ben-Sussan Dias (CNseg): 
Rua Senador Dantas, 74 – 16º andar – Centro – Rio de Janeiro

Inscrições abertas para IX edição do Prêmio de Inovação em Seguros

Fonte: CNseg

Mais uma vez, projetos inovadores nas áreas de Produtos e Serviços, Comunicação e Processos e Tecnologia poderão concorrer ao Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, promovido pela CNseg – a Confederação das Seguradoras – que está em sua nona edição consecutiva.  

Trata-se do mais importante concurso do setor segurador brasileiro, criado em 2011 para tornar públicas iniciativas que contribuam para a modernização do seguro. As inscrições podem ser feitas até 27 de setembro.

A diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, enfatiza que o Prêmio contribui em prol do maior engajamento do setor para melhorar sua comunicação, seus processos e inovação no mercado. “O setor de seguros tem demonstrado o seu engajamento com a inovação, notadamente na busca das práticas que melhor atendem às necessidades dos segurados e otimizam processos”, afirma.

No ano passado, entre outros cases inspiradores premiados, foram apresentados projetos que propuseram a utilização do serviço de voz e inteligência artificial no Google Assistente; as melhorias no processo de comunicação; a ferramenta que aprimora a gestão da saúde pelo uso de dados qualitativos dos clientes; o uso da rede de franqueados para conscientizar os consumidores sobre a importância de contratação do seguro. Em 2018, foram 115 projetos inscritos e 87 habilitados para a disputa.

Podem concorrer trabalhos de seguradoras; entidades abertas de previdência complementar; sociedades de capitalização; operadoras de planos e seguros saúde; resseguradoras; corretoras de seguros e resseguros; corretores autônomos; prestadores de serviços; instituições de ensino e entidades afins do setor.

Além de inovação, a relevância para o negócio e prazos de implementação dos projetos são outros quesitos avaliados pelo concurso anual. São contemplados três projetos de cada categoria – Produtos e Serviços, Comunicação e Processos e Tecnologia – com um total de nove iniciativas premiadas. O regulamento do prêmio está disponível em premioseguro.com.br.

Mercado segurador registra lucro de R$ 4,2 bi no 1o. tri

O mercado segurador encerrou o primeiro trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 4,28 bilhões, bem acima dos R$ 3,4 bilhões registrados em mesmo período anterior, segundo dados compilados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) analisados pela consultoria Siscorp, divulgados nesta segunda-feira.

Seguradoras ligadas a bancos seguem liderando as quatro primeiras posições do ranking de lucro. A Bradesco Seguros segue sendo a líder do ranking, com R$ 1,56 bilhão, com uma participação de quase 30% no lucro do banco. A BB Seguros vem em segundo lugar, com ganho de R$ 688 milhões. 

A Caixa, que vem negociando contratos de seguros e resseguros depois de ter acertado com a sócia francesa CNP, vem em terceiro, com R$ 499 milhões. O Itaú aparece em quarto, com R$ 239 milhões. A Porto Seguro acumulou lucro de R$ 235 milhões no período analisado pela Siscorp com base nos dados enviados à Susep.

Os números apresentados pela Susep podem diferir dos divulgados na safra de balanços financeiros das seguradoras , que começou na semana passada com o Bradesco, Itaú, Porto Seguro em razão de ganhos provenientes de outras atividades fora de seguros. Na quinta-feira está previsto o balanço da SulAmérica.

As companhias registraram avanço no lucro do primeiro trimestre e projetam boas perspectivas para 2019. Bradesco, Itaú e Porto Seguro comentaram que a alta do ganho veio de melhorias operacionais, que compensaram inclusive a queda do resultado financeiro. A CNseg, confederação das seguradoras, estima crescimento nas vendas do setor este ano entre 6,3% a 8,4% depois de um 2018 frustrante, com queda de 0,18%, segundo informou Marcio Coriolano em evento de resseguro realizado em abril.

Porto Seguro eleva lucro em 8%, para R$ 300 milhões

Bradesco Seguros participa com 29% do lucro com banco, com ganho de R$ 1,8 bi no primeiro trimestre

Resultado de seguros no Itaú só perde para cartões e tarifas de conta corrente

Entre os prejuízos, a tabela da Siscorp traz a Swiss Re com perdas de R$ 23 milhões no primeiro trimestre deste ano; Fator com R$ 13 milhões; Generali com R$ 8,2 milhões; Sura com R$ 7,7 milhões; e Axa XL, com R$ 6,9 milhões.

Bradesco compra banco na Flórida por US$ 500 milhões

Bradesco miami

A concorrência para conquistar brasileiros que vivem na Flórida, Estados Unidos, está acirrada. O Bradesco adquiriu o BAC Florida Bank (BAC Florida), por aproximadamente US$ 500 milhões, de acordo com o documento, segundo fato relevante divulgado nesta segunda-feira (6). O banco americano tem foco em serviços financeiros para pessoas físicas de alta renda não-residentes. Mês passado, o Itaú fez um evento relevante para conquistar clientes brasileiros que residem na Florida.

De acordo com o Bradesco, que tem 30% de seu lucro no Brasil proveniente do braço segurador, o principal intuito do movimento é “ampliar a oferta de investimentos nos EUA aos seus clientes de alta renda (Prime) e do Private Bank, além de outros serviços bancários, como conta corrente, cartão de crédito e financiamento imobiliário”. O banco também vê na aquisição a oportunidade de expandir negócios relacionados a clientes corporativos e institucionais.

A compra, assessorada pelo Banco Bradesco BBI S.A. e pela assessoria jurídica do Shearman & Sterling LLP, ainda está sujeita à aprovação de órgãos reguladores de ambos os países.

Susep caminha para criar blockchain em seguro?

Stephanie Peart Fundadora da Komus (startup/insurtech)

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) pavimenta o caminho para adotar o uso de blockchain na supervisão do mercado segurador? “Certamente sim”, afirma a jovem empreendedora Stephanie Peart, fundadora da insurtech Komus, uma das filiadas da Associação das Insurtechs do Brasil, criada recentemente pelo escritório de advocacia Pinheiro Neto.

O blog Sonho Seguro buscou a executiva, especialista em blockchain, para entender mais sobre a consulta pública lançada na semana passada pela Susep para criar o Sistema de Registro Eletrônico das Operações das Sociedades Seguradoras, Entidades Abertas de Previdência Complementar, Sociedades de Capitalização e Resseguradores Locais (SRO).

“Com certeza esse é um passo importante para a desburocratização de mercado como um todo e também é um primeiro passo para a implementação e experimentação da tecnologia blockchain no mercado de seguros”, afirmou.

Segundo ela, de forma simplificada, o blockchain permite que se tenha um banco de dados que é descentralizado, confiável e imutável, acessado e alterado por diferentes partes. “Se pensar em um ecossistema onde existam corretoras, seguradoras e resseguradoras, todas que precisam ter acesso aos documentos e dados do segurado, com o uso do blockchain é possível fazer isso de forma imediata e reduzir drasticamente o tempo e as falhas humanas que existem nos processos de trocas de documentos”, explica.

Para Stephanie, a tecnologia faz surgir possibilidades de automatização usando smart contracts para que todo o processo de análise do pagamento do sinistros seja automatizado e mais ágil como um todo, o que beneficia muito o consumidor, o alvo da Susep. “Pensando em uma perspectiva futura, certamente esse passo do órgão regulador vai convergir para o blockchain”.

O uso do blockchain em seguro já vem sendo avaliado desde 2017. Uma força tarefa de inovação e tecnologia organizada em 2017 pela National Association of Insurance Commissioners (NAIC), organização normativa e de apoio normativo dos EUA criada e administrada pelos principais reguladores de seguros dos 50 estados, monitora tecnologias emergentes como o blockchain. A força-tarefa fornece um fórum para discussão de inovações e desenvolvimentos tecnológicos no setor de seguros, a fim de instruir os reguladores de seguros sobre como esses desenvolvimentos afetam a proteção do consumidor e a seguradora.

De acordo com um relatório da McKinsey mencionado no portal da NAIC, no setor bancário os casos de uso de blockchain estão em processo de implementação desde tecnologia de pagamento voltada para o cliente até serviços de troca e negociação. Embora a indústria de seguros fique atrás do setor bancário, em termos de adoção de tecnologia, a tecnologia blockchain pode trazer uma grande oportunidade e eficiência.

Os possíveis benefícios e riscos da tecnologia blockchain para as seguradoras foram discutidos durante um webinar de duas partes intitulado “Understanding Blockchain Technology and Its Insurance Implations”, que forneceu uma visão geral da tecnologia blockchain e seus possíveis usos em seguros.

Segundo a Susep, o sistema de apólices eletrônicas possibilitará ao regulador, às suas entidades supervisionadas, aos consumidores, a órgãos públicos e demais interessados o acesso ágil, seguro e eficiente a uma base de dados consolidada contendo informações relevantes sobre as operações, resguardados evidentemente os preceitos legais de sigilo informacional.

O objetivo, segundo a Susep, é promover aprimoramentos no processo de regulação, de monitoramento e de supervisão, prover aos consumidores e participantes do mercado o acesso direto a informações que lhe assegurem melhores condições de segurança e de eficiência, bem como contribuir para a racionalização de processos de compliance e para a redução de custos de observância regulatória.

Os comentários e sugestões podem ser enviados até o dia 17 de maio, por meio de mensagem eletrônica dirigida ao endereço astec.rj.disol@susep.gov.br, devendo ser utilizado o quadro padronizado específico, disponível na página da Susep na Internet.

José Cechin assume a superintendência do IESS

Jose Cechin IESS

Fonte: IESS

O engenheiro e economista José Cechin será o novo superintendente-executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), em substituição ao economista e atuário Luiz Augusto Carneiro. O executivo é reconhecido como um dos mais destacados conhecedores do setor de saúde do Brasil e participou da equipe de estruturação do IESS, em 2006.

O IESS é uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo de promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a disseminação de melhores práticas. O Instituto busca debater os desafios do financiamento à saúde, como também aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde. 

O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.

Swiss Re Corporate mira PMEs interessadas em D&O

A Swiss Re Corporate Solutions conta com uma nova plataforma de cotação online para Directors & Officer (D&O) para pequenas e médias empresas, que também já está disponível na rede de distribuição da Bradesco Seguros. “Há uma busca crescente das PMEs por esse produto, que já se reflete no volume de prêmios emitidos. Temos hoje diversos corretores de pequeno e médio porte negociando apólices de D&O”, diz Marina Neufeld Schechner, Head de Responsabilidade Civil Geral e Linhas Financeiras da Swiss Re Corporate Solutions.

A Swiss Re Corporate Solutions oferece regras simplificadas para a contratação de D&O por empresas com até R$ 1 bilhão de receitas líquidas. A análise de risco leva em consideração algumas informações extraídas do balanço patrimonial da empresa e perguntas bastante simples. A plataforma de cotação online permite aos corretores atender seus clientes com agilidade, emitindo apólices e boletos.  

“Empresas de pequeno e médio porte estão sujeitas a grandes riscos. Uma eventual condenação por má interpretação da legislação tributária, por exemplo, pode fazer com que os executivos tenham que responder com o seu próprio patrimônio por uma decisão tomada em favor da empresa. O D&O é uma importante ferramenta para aumentar a resiliência das PMEs, que exercem um papel fundamental em nossa economia”, finaliza Marina

Coriolano, da CNseg, ressalta ações para incentivar o crescimento do setor durante o Congrecor

Fonte: CNseg

As reformas estruturais, a começar pela previdência social, a agenda liberal (como a MP da Liberdade Econômica assinada pelo presidente Bolsonaro esta semana) e ações específicas para destravar o mercado de seguros foram destacadas pelo presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, na abertura do 1º Congresso Regional Centro-Oeste e Minas dos Corretores de Seguros (Congrecor) realizado em 2 e 3 de maio, no Center Convention de Uberlândia (MG).  

Marcio Coriolano fez um breve diagnóstico dos problemas e soluções da atual conjuntura brasileira e dos desafios do setor de seguros. No plano macroeconômico, destacou que o atual governo e o Congresso Nacional ratificam a vontade de promover as reformas estruturais —  por ordem, a da Previdência, seguida pela tributária, mais as privatizações e as medidas microeconômicas —, fatores que considera estratégicos para melhorar os fundamentos da economia e o ambiente de negócios. 

No âmbito do setor de seguros, Coriolano afirmou que o setor depende da geração de mais empregos e  renda no País, para que mais “pessoas e famílias possam destinar parte de seu orçamento à compra de proteção proporcionada pelas seguradoras”. O presidente da CNseg reforçou a necessidade de o governo integrar o setor de seguros às suas políticas econômicas e setoriais. Defendeu, também, a abertura plena do mercado segurador à iniciativa privada, ao sugerir a privatização do Seguro de Acidentes do Trabalho e o novo modelo de seguro de crédito à exportação. Para Marcio Coriolano, é possível também constituir novos modelos de seguros para cobertura de acidentes de trânsito e de acidentes marítimos. Ao lado disso, a desburocratização e a desregulamentação do setor são, em sua análise, importantes para o mercado segurador avançar e demonstrar que pode contribuir na recuperação do País. 

Marcio Coriolano lembrou que o setor de seguros permanece resiliente, mas que, enfrentou cenários desafiadores, com o arrefecimento profundo da economia no período 2014/2016, seguido de baixo crescimento econômico, algo que, segundo ele, ainda se reflete na desaceleração de importantes modalidades de seguros, o que, segundo Marcio, explica o resultado obtido pelo mercado segurador em 2018, de R$ 460 bilhões, que permaneceu estável.

O 1º Congrecor, além de palestras e talk shows, conta com uma feira de exposição e negócios. Essa edição do Congresso, iniciativa pioneira dos Sindicatos dos Corretores de Seguros de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais, tem como tema central de debates “Inovação, Negócios e Oportunidades. Nesta sexta feira, 03/05, o presidente Marcio Coriolano estará entre os participantes do talk show que discutirá  as perspectivas do setor de seguros.