O mercado segurador encerrou o primeiro trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 4,28 bilhões, bem acima dos R$ 3,4 bilhões registrados em mesmo período anterior, segundo dados compilados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) analisados pela consultoria Siscorp, divulgados nesta segunda-feira.
Seguradoras ligadas a bancos seguem liderando as quatro primeiras posições do ranking de lucro. A Bradesco Seguros segue sendo a líder do ranking, com R$ 1,56 bilhão, com uma participação de quase 30% no lucro do banco. A BB Seguros vem em segundo lugar, com ganho de R$ 688 milhões.
A Caixa, que vem negociando contratos de seguros e resseguros depois de ter acertado com a sócia francesa CNP, vem em terceiro, com R$ 499 milhões. O Itaú aparece em quarto, com R$ 239 milhões. A Porto Seguro acumulou lucro de R$ 235 milhões no período analisado pela Siscorp com base nos dados enviados à Susep.
Os números apresentados pela Susep podem diferir dos divulgados na safra de balanços financeiros das seguradoras , que começou na semana passada com o Bradesco, Itaú, Porto Seguro em razão de ganhos provenientes de outras atividades fora de seguros. Na quinta-feira está previsto o balanço da SulAmérica.
As companhias registraram avanço no lucro do primeiro trimestre e projetam boas perspectivas para 2019. Bradesco, Itaú e Porto Seguro comentaram que a alta do ganho veio de melhorias operacionais, que compensaram inclusive a queda do resultado financeiro. A CNseg, confederação das seguradoras, estima crescimento nas vendas do setor este ano entre 6,3% a 8,4% depois de um 2018 frustrante, com queda de 0,18%, segundo informou Marcio Coriolano em evento de resseguro realizado em abril.
Porto Seguro eleva lucro em 8%, para R$ 300 milhões
Bradesco Seguros participa com 29% do lucro com banco, com ganho de R$ 1,8 bi no primeiro trimestre
Resultado de seguros no Itaú só perde para cartões e tarifas de conta corrente
Entre os prejuízos, a tabela da Siscorp traz a Swiss Re com perdas de R$ 23 milhões no primeiro trimestre deste ano; Fator com R$ 13 milhões; Generali com R$ 8,2 milhões; Sura com R$ 7,7 milhões; e Axa XL, com R$ 6,9 milhões.



















