SulAmérica divulga lucro de R$ 223,5 milhões no 1o. tri

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A SulAmérica divulgou receitas totais de R$ 5,3 bilhões no primeiro trimestre de 2019, alta de 10,1% comparado ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido cresceu 58%, atingindo R$ 223,5 milhões. O Índice combinado de 97,6% no trimestre. O retorno sobre o patrimônio líquido médio de 16% nos últimos doze meses. Os beneficiários em planos coletivos de saúde e odonto aumentaram em 10,9% e a frota segurada de automóveis apresentou crescimento de 8,9%.

“Estamos ao lado do corretor para desenvolver soluções que atendam às suas necessidades e para ouvir as demandas dos clientes, com o objetivo de gerar mais negócios e garantir tranquilidade aos segurados. Neste contexto, investimos continuamente em inovação e tecnologia, com novos produtos e serviços para que os nossos parceiros elaborem uma oferta completa ao consumidor com ampla conveniência e prestação de serviço”, comenta o vice-presidente Comercial da SulAmérica, André Lauzana, em nota divulgada pela empresa.

Com o trabalho intenso da rede de mais de 36 mil corretores de seguros parceiros, a SulAmérica apresentou crescimento em todas as linhas de negócios: Saúde e Odonto (+12,3%), Vida (+16,1), Previdência (+7,8%), Capitalização (+20,9%) e Gestão e Administração de Ativos (+22,5%). A margem bruta operacional aumentou em 26% no trimestre, totalizando R$ 614,9 milhões, acompanhando o crescimento de receitas e o bom controle de custos e despesas.

O índice combinado do período foi de 97,6%, o melhor resultado para um primeiro trimestre em mais de dez anos, enquanto o índice combinado ampliado, que considera o resultado financeiro, também apresentou melhora, alcançando 94,2%, já refletindo uma taxa Selic estável entre os períodos e um bom desempenho do portfólio de investimentos que nesse período apresentaram retorno de 122,3% do CDI. 

As operações de seguro saúde e odontológico apresentaram redução no índice de sinistralidade e crescimento no número de beneficiários. As receitas operacionais do segmento atingiram R$ 4,2 bilhões, alta de 12,2% no período. A margem bruta cresceu 35,5% na comparação com o 1T18, refletindo o aumento de receitas e a menor sinistralidade no período, que caiu 1,7 p.p. na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior. A carteira de planos coletivos atingiu 3,4 milhões de segurados (+10,9%), reflexo de um acréscimo de 333 mil vidas na comparação com o 1T18.

A operação de seguros de automóveis continuou apresentando resultados positivos, que vem se repetindo desde a implementação de novas ferramentas e dos processos de subscrição, somados a um contexto mais positivo na venda e licenciamento de veículos novos. A sinistralidade do segmento apresentou bom desempenho, com um ganho de 2,5 p.p. na comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto a margem bruta cresceu 27%, totalizando R$ 149,2 milhões.

A frota segurada continua em crescimento, atingindo 1,6 milhão de veículos, resultado 8,9% superior ao registrado no 1T18, embora a receita do trimestre tenha decrescido 1%, fruto da melhoria de risco apresentada, que também foi capturado pelo mercado e que se reflete em menores prêmios médios em comparação ao período anterior.

Em relação aos seguros massificados (empresariais, residenciais e para condomínios), as receitas operacionais totalizaram R$ 45,9 milhões no 1T19, ganho de 2,9% em relação ao mesmo período de 2018. A sinistralidade da carteira teve uma piora de 7,3 p.p. na comparação anual, motivada pelo período de fortes chuvas em algumas regiões.

As receitas operacionais do segmento de vida e acidentes pessoais atingiram R$ 118,9 milhões, 16,1% superior em relação ao ano anterior, acompanhando principalmente os crescimentos nos produtos de seguro viagem e prestamista.

As reservas de previdência privada tiveram alta de 13,9% na comparação com 1T18, alcançando R$ 7,3 bilhões. Já as receitas operacionais apresentaram aumento de 7,8% no trimestre, resultado do aumento do produto VGBL (+20,5%), que mais do que compensou as reduções nos produtos tradicional (-16,6%) e PGBL (-5,2%).

Já no segmento de gestão de ativos, a SulAmérica manteve posição de destaque, com um volume total R$ 40,8 bilhões de ativos sob gestão (alta de 6,1%). As receitas operacionais apresentaram uma expansão de 22,5%, somando R$ 13,5 milhões, elevando em 21,6% a margem bruta em relação ao 1T18.

A operação de capitalização obteve receitas de R$ 15,9 milhões, alta de 20,9%, e uma margem bruta 67,4% superior ao mesmo período do ano passado. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo principal produto dessa linha de negócios, o SulAmérica Garantia de Aluguel, líder neste segmento.


Wiz adquire 40% da corretora do banco Inter, por R$ 114 milhões

A Wiz Soluções e Corretagem de Seguros fechou acordo com o Banco Inter na qual vai adquirir quotas representativas de 40% do capital social da Inter Digital Corretora e Consultoria em Seguros, por R$ 114 milhões, a serem pagos em cinco parcelas, sendo a primeira à vista de R$ 45 milhões e as restantes no valor de R$ 17,5 milhões, ajustáveis de acordo com o EBITDA da Inter Seguros e corrigidas pela variação da Taxa Selic. O acordo está sujeito a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O valor do negócio teve como base o equity value da Inter Corretora na data base de 31 de dezembro de 2018 e está sujeito a ajustes em função do atingir as metas atreladas ao EBITDA da Inter Seguros referentes aos exercícios sociais a se encerrarem em 31 de dezembro de 2020, 2021, 2022 e 2023.

“A escolha da Wiz tem tudo a ver com o Banco Inter, tanto pela cultura organizacional, quanto pela agilidade e capacidade de entregar resultados. É uma parceria em que a união faz a força: juntamos o banco com o maior canal de distribuição de seguros digitais, com a maior e mais completa corretora do país”, afirma em nota João Vitor Menin, CEO do Banco Inter.

“O Inter tem apresentado consistentes resultados de crescimento. Além disso, é um banco de vanguarda, que tem em seu DNA atributos semelhantes aos da Wiz, como agilidade, flexibilidade e capacidade de investimento em tecnologia. Por isso, faz todo o sentido buscarmos essa sinergia. Vamos juntar a capacidade de execução do Inter e da Wiz para potencializar a venda de seguros”, destaca Heverton Peixoto (foto), CEO da Wiz, em nota divulgada.

A Inter Seguros atua em corretagem de seguros de diversas modalidades através de uma equipe especializada e estruturada para atender diversos núcleos de negócios. Seu principal foco está na comercialização de seguros pela plataforma digital do Banco Inter, oferecendo suporte ao negócio imobiliário e corporativo, além dos demais ramos de seguros comercializados através do aplicativo mobile e internet banking , informa o fato relevante.

A administração da Wiz entende que a aquisição é estratégica, pois está inserida no contexto de ampliação e diversificação das Unidades de Negócios da Wiz, sendo a expansão das frentes de negócios um pilar deste movimento de reposicionamento da Companhia.

No âmbito da aquisição, a WIZ celebrará com o Banco Inter um acordo de sócios que lhe garantirá alguns direitos societários relacionados à condução dos negócios da Inter Seguros, dentre os quais: o direito de indicar um dos três membros do Conselho Consultivo da Inter Seguros e o direito de indicar o diretor de Marketing da Inter Seguros.

A WIZ se comprometeu a celebrar na data de fechamento da aquisição, um contrato de cessão fiduciária, pelo qual cederá fiduciariamente ao Banco Inter os lucros que venha a ter direito em razão do resultado anual positivo oriundo das atividades realizadas pela Inter Seguros, como garantia do pagamento das Parcelas Variáveis do Preço de Aquisição. Os valores cedidos fiduciariamente, acrescidos de juros e correção monetária, serão liberados à WIZ após o regular pagamento da última Parcela Variável, previsto para ocorrer em abril de 2024.

FenaSaúde promove 4º Workshop de Regulação e Análise de Impacto Regulatório

O 4º Workshop de Regulação e Análise de Impacto Regulatório (AIR) será realizado no próximo dia 30/05 (quinta-feira), no auditório da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNseg), na Rua Senador Dantas 74/16º, no Rio de Janeiro. As inscrições poderão ser feitas neste link.

José Luiz Carvalho, PhD em Economia pela Universidade de Chicago, comandará o primeiro painel sobre ‘Liberdade Econômica e Regulação’, seguido de debate com a participação de Gustavo Binenbojm, professor de Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e Leandro Fonseca, diretor presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

Já o segundo painel, sobre “Sustentabilidade econômica dos planos de saúde” contará com palestra de Rogério Scarabel, diretor de Produtos da ANS. Em seguida haverá debate com as presenças de Flávio Bitter, diretor Gerente da Bradesco Saúde e Luiz Celso Dias Lopes, diretor Técnico Corporativo do Grupo NotreDame Intermédica.

Para finalizar o evento, Rodrigo Aguiar, diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, falará sobre “O alinhamento da ANS com as melhores práticas de Análise de Impacto Regulatório”.

Além de representantes dos setores de Saúde Suplementar e de Seguros Gerais, estarão presentes no encontro especialistas que debaterão entre outros aspectos, qual o impacto da ausência de liberdade para o desenvolvimento e a eficiência dos mercados; como a eficiência regulatória, um dos quatro componentes da liberdade econômica, pode ser aprimorada; e como a regulação pode reposicionar os incentivos para que o mercado evolua.

SERVIÇO 

Evento: 4º Workshop de Regulação e Análise de Impacto Regulatório (AIR)

Data: 30/05/2019 

Horário: das 8:30 às 13 horas 

Local: auditório da CNseg – Rua Senador Dantas 74/16º, Centro, Rio de Janeiro

APP da Zurich contribui para trânsito mais seguro e redução de acidentes

Fonte: Zurich

O Movimento Maio Amarelo, que tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo, ganha nesta edição mais um aliado para estimular práticas de educação no trânsito.

app Zurich Driver da Zurich Seguros, lançado no início de abril, é uma plataforma intuitiva, prática e funciona por meio de sensores (telemetria) já existentes no próprio telefone celular, e que registra de forma automática o comportamento do condutor no trânsito, com base em seis parâmetros: Condução Distraída (utilização ou não do celular ao volante), Velocidade, Frenagem, Aceleração, Comportamento nas Curvas e Pontuação Geral (a somatória de todos os parâmetros).

O aplicativo, gratuito para clientes de seguro de automóvel da companhia, não precisa estar aberto enquanto o motorista dirige, e acompanha as viagens dos usuários em tempo real e avalia, por meio de scores, a performance na direção. “Transitar em velocidade alta, dirigir usando o telefone, frear bruscamente ou viradas repentinas podem ser sinais de direção agressiva, comportamentos que muitas vezes não são percebidos pelos condutores. Queremos gerar esta consciência e apoiar na prevenção”, comenta Rodrigo Barros, Diretor de Estratégia e Inovação da Zurich Seguros. “Nosso objetivo é ajudar as pessoas a serem melhores motoristas, prevenindo acidentes”, enfatiza.  

José Aurelio Ramalho, diretor-presidente do Observatório Nacional Segurança Viária e idealizador do Movimento Maio Amarelo, diz ser muito positiva esta iniciativa da Zurich. “Precisamos usar a tecnologia a nosso favor e aplicativos como Zurich Driver fazem com que o condutor passe a perceber sua conduta ao dirigir, gerando assim percepção de risco. Propagando informação, temos conhecimento e, consequentemente, a mudança no comportamento. Este ciclo virtuoso gera uma sociedade mais cautelosa e atenta”, afirma.

Além de apoiar os usuários a dirigirem de forma mais segura e consciente, o aplicativo Zurich Driver também oferece benefícios atrativos, de acordo com o score atingido na avaliação da condução. Os clientes podem receber descontos na renovação do seguro, que chegam a até 25%, bem como participar de desafios e sorteios mensais. O Zurich Driver está disponível nas lojas de aplicativos Google Play (Android) e Apple Store (IOS). 

Projetos brasileiros de Inovação em Seguros disputam 30 mil euros

Três propostas brasileiras que prometem gerar impactos sociais positivos para o mercado de seguros estão entre as semifinalistas da segunda edição dos Prêmios Fundación MAPFRE à Inovação Social. A iniciativa global vai premiar com 30 mil euros um projeto de Inovação em Seguros.

Uma das iniciativas, o 88Insurtech é uma plataforma digital que pretende revolucionar o mercado de proteção. Ela funciona também como um mercado de serviços de tecnologia de proteção mútua, permitindo prestadores de serviços (encanadores, chaveiros, eletricistas, guinchos etc.) ofereçam seus serviços, integrando todo o ecossistema de seguros. Uma característica importante do modelo de negócios é a possibilidade de personalizar o produto de acordo com as necessidades do usuário.

Já a rede social para pequenos agricultores, Manejebem, visa incentivar a adoção de práticas agrícolas sustentáveis, agregar valor à produção e permitir maior inteligência no controle de pragas e doenças, com a criação de alertas e a conexão entre os usuários.

O Psyalive consiste em conectar pacientes e psicólogos de todos os países da América Latina por meio de videoconferência. A plataforma funciona 24 horas, 7 dias por semana e o preço das consultas são de 30% a 40% mais baixos do que as sessões presenciais.

SulAmérica aprimora portal do corretor

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Fonte: SulAmérica

A SulAmérica desenhou, em parceria com corretores, uma série de novidades para o Portal do Corretor da seguradora, trazendo uma experiência mais rápida e intuitiva. Em linha com as evoluções do mercado e buscando a máxima satisfação de seus parceiros e clientes, a companhia disponibilizou em um novo formato as informações de gestão de negócios, cotações e comissões logo na primeira tela do Portal. Os corretores também podem encontrar dados dos clientes por meio da nova busca inteligente, que mostra os produtos adquiridos pelo segurado e os serviços que ainda podem ser ofertados.

“Fizemos uma imersão nas corretoras, sentamos ao lado dos parceiros e entendemos as necessidades de quem efetivamente acessa a ferramenta. A partir disso, detectamos as funcionalidades mais importantes e desenhamos uma ferramenta ainda mais ágil, produtiva e fácil, para dar ainda mais suporte para o corretor vender mais”, destaca o vice-presidente de Operações da SulAmérica, Marco Antunes.

Com um chat disponível em todas as telas da nova ferramenta, os corretores podem entrar em contato com a companhia para esclarecer suas dúvidas e questionamentos, além de poder fazer a visualização pelo computador, tablets e smartphones.

“As novidades no Portal reforçam a importância que damos à parceria com o corretor. Neste mundo cada vez mais dinâmico, a SulAmérica investe em ferramentas digitais para facilitar o dia a dia do corretor, de modo que ele possa gerar ainda mais negócios e oferecer a melhor experiência de seguros para seus clientes”, comenta o vice-presidente Comercial da SulAmérica, André Lauzana.

Em 2018, a SulAmérica bateu um recorde ao superar a marca de 17 milhões de acessos ao Portal do Corretor. O resultado pode ser creditado à criação de mais de 30 novas funcionalidades que já haviam sido inseridas no site ao longo do ano passado, igualmente construídas em conjunto com os corretores de seguros.

Saúde fecha março com 47 milhões de clientes em assistência médica e 24,5 milhões em odonto

Em março, o setor contabilizou 47 milhões beneficiários em planos de assistência médica e 24,5 milhões em planos exclusivamente odontológicos. 14 estados e o Distrito Federal registraram crescimento no período de um ano, sendo São Paulo, DF, Paraná, Mato Grosso e Goiás, os cinco com o maior ganho de beneficiários em planos de assistência médica, em números absolutos, segundo dados da Agência Nacional de Saude (ANS), divulgados hoje.

Nos planos odontológicos, a tendência de crescimento no quantitativo de beneficiários se mantém. Houve aumento em 24 estados e no Distrito Federal, sendo São Paulo o destaque em números absolutos deste segmento, com 535 mil beneficiários a mais no período de um ano.

Hipoteca reversa, uma engenharia financeira que aposta entre viver e morrer

hipoteca reversa

Depois de anos na pauta do mercado segurador, a equipe do super ministro Paulo Guedes chamou executivos do setor para entender melhor o produto hipoteca reversa. De forma simples, é um aluguel pago em forma de renda vitalícia a um idoso que tem uma casa por uma seguradora ou outra instituição financeira. Se o cliente morrer rápido, a seguradora ganha, pois passa a ser dona da casa e a vende para realizar o capital. Se o cliente viver mais anos do que o estimado no cálculo atuarial do contrato, prejuízo para a companhia de seguros, que pagará valores mensais por mais tempo do que o capital previsto. 

Acredita-se que este é um mercado que atrairá mais o interesse de seguradoras do que de bancos, uma vez que as características do produto são mais de riscos probabilísticos, como sobrevivência da pessoa e desvalorização do imóvel, e não financeiros, afirma um experiente segurador neste tema, que pediu anonimato.

Um exemplo financeiro. O cálculo para a renda vitalícia prometida para o cliente tem como base a idade, a expectativa de vida, a inflação e a desvalorização que o imóvel durante o período do contrato. Um cálculo simplista de hipoteca reversa para uma pessoa com 75 anos, com expectativa de vida de 15 anos, com imóvel avaliado hoje em R$ 2 milhões e depreciação de 50%, em bairro nobre de São Paulo, considerando-se inflação de 0,25% ao mês, resultaria numa renda vitalícia de R$ 6,9 mil. 

“Trata-se de um produto de nicho. Não é para todos”, afirma o especialista. Segundo ele, nenhuma seguradora vai negociar imóveis em regiões que tendem a sofrer uma potencial desvalorização por falta de mobilidade ou infraestrutura questionável, por exemplo. O produto é desenhado para aqueles que tiveram uma vida laboral plena, mas as reservas foram consumidas por “n” motivos.  E chegaram aos 75 anos vivendo do teto do INSS (cerca de R$ 5 mil) e mais uma aposentadoria privada que somadas resultam num valor insuficiente para pagar condomínio, impostos, saúde, remédios, empregados. 

Ai que entra o produto, já consolidado em países como Reino Unido, Canadá e Espanha, mas que no Brasil o governo estuda regulamentar. Seguradores enfatizam que esse produto serve somente para complementar uma renda e para ele existir é preciso que a regulamentação deixe clara a segurança jurídica. Um dos pontos citados é que o contrato assinado tem de ser respeitado, com risco de judicialização zero, afirma. O temor é que haja o risco de familiares entrarem com ações alegando ser o único imóvel da família e que o idoso tomou uma decisão sem ter sido bem informado. Os impostos e a manutenção do imóvel também devem estar em dia quando a seguradora for quitar o contrato diante do aviso de morte do cliente.

Outro ponto em discussão é o funding de longo prazo para o produto. Enquanto não existir um mercado de portabilidade, o lastro da operação pode sair de uma seguradora de vida e previdência, que tem reserva de longo prazo e que pode aportar um percentual das reservas no negócio, desde que se mude a regulamentação. Atualmente, as seguradoras são proibidas de aplicar em imóveis. 

A diferença entre condições da engenharia financeira estará no ponto de vista das seguradoras sobre o futuro do mercado imobiliário. Tem as companhias tradicionais, que apostam em imóveis acima de R$ 2 milhões, com mais de quatro suítes. Outras mais despojadas já apostam na valorização de imóveis menores, porém funcionais, uma vez que o número de filhos é bem menor, localizadas em bairros emergentes com infraestrutura moderna e construções feita com o uso de materiais evoluídos que requerem menos custos com manutenção. Esse ponto traz uma diferença significativa no valor da renda vitalícia a ser paga e deverá ser bem avaliado pelo comprador do produto, alertam especialistas.

Ainda não há um prazo para o governo regulamentar o produto. Mas sinaliza a intenção de inovação do mercado segurador.  O senador Paulo Bauer (PSDB-SC) apresentou, em 2018, proposta de criação do instrumento para maiores de 60 anos. O texto aguarda designação de um relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

SulAmérica explica mudanças com novas regras para título de capitalização

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Fonte: SulAmérica

As diretrizes de comercialização dos títulos de capitalização, incluindo os de garantia locatícia como o SulAmérica Garantia de Aluguel, passaram por mudanças no mês de abril, em função das exigências regulatórias da Superintendência de Seguros Privados (Susep). As novidades trazem ainda mais segurança para os contratos de locação e preservam os direitos e benefícios que o título oferece a proprietários e inquilinos.

“O novo marco regulatório é fruto de um trabalho da Susep com as principais empresas do setor, inclusive a SulAmérica, que participou ativamente dos fóruns de debate sobre o tema. A nova normativa é composta de uma visão atualizada das modalidades, o que amplia a possibilidade de atuação da capitalização no mercado brasileiro”, comenta o superintendente de Negócios de Capitalização da SulAmérica, Natanael Castro.

As exigências regulatórias determinam que o produto passe a fazer parte de uma nova modalidade: o Instrumento de Garantia. Entre as mudanças, há a extinção da carta caução e o título, por sua vez, se torna necessário no contrato de locação na condição de garantia locatícia. As definições de valor e prazo de vigência do produto (que pode ser de 12 a 15 meses) continuam sendo definidos entre locatário e locador ou imobiliária.

“As mudanças na legislação dos títulos de capitalização são positivas para o mercado e para SulAmérica, pois ampliam nossa capacidade de gerar novos negócios, bem como atualizam as diretrizes normativas dos produtos com os quais atuamos. Na companhia já colocamos em prática um plano de comunicação para orientar nossos parceiros e clientes acerca das novas regras a fim de prepará-los para atenderem as novas demandas do mercado”, afirma o diretor comercial da Regional São Paulo Interior, Christian Menezes.

Relatório da Mapfre aponta desaceleração global; PIB do Brasil deve crescer 1,7%

Fernando Pérez-Serrabona,

Fonte: Mapfre

No relatório “Panorama Econômico e Setorial 2019: Perspectivas para o Segundo Trimestre”, o Serviço de Estudos Mapfre revisou para baixo as perspectivas de crescimento da economia global, que passa por um processo de desaceleração.

De acordo com a pesquisa publicada pela Fundación Mapfre, o cenário menos favorável se justifica pela perda do dinamismo econômico na zona do euro; pelo desaquecimento da economia chinesa; e pelo protecionismo norte-americano, que afetaram os investimentos em escala global. 

Outro sinal de alerta apontado no relatório é o aumento progressivo dos níveis de dívida pública e privada, o que afeta as economias desenvolvidas e emergentes em conjunto, mas de forma desigual. Esse risco, segundo o panorama, assume três formas: a dívida soberana volumosa das economias desenvolvidas e as emergentes de menor tamanho; a alavancagem corporativa emergente, especialmente em dólares, em um contexto de um ciclo descendente de matérias-primas e baixas receitas para as empresas se autofinanciarem, e o surgimento da “dívida corporativa estruturada”, que está localizada fora do setor bancário.

No caso do setor de seguros, a desaceleração econômica se traduzirá no crescimento dos prêmios globais, dada a forte vinculação com o desempenho do ciclo econômico.

No Brasil, a crise econômica fez com que o estudo apontasse as projeções do PIB de 2019 para 1,7%, ante os 2,3% previstos anteriormente. Apesar disso, há expectativa de melhora no comportamento do consumo privado e dos investimentos. No mercado segurador, o cenário segue favorável para o seguimento de seguros gerais e vida. A inflação controlada e uma certa estabilidade das taxas de câmbio devem contribuir para o desempenho dessas linhas de negócios.

“Os dados providos pelo Serviço de Estudos da Mapfre são essenciais para traçarmos a estratégia de atuação no país e identificar as oportunidades e os desafios que precisamos enfrentar. O Brasil é um mercado importante para nossa companhia e com grande potencial de crescimento no setor de seguros”, afirma Fernando Pérez-Serrabona, CEO da Mapfre Brasil.