CONSEGURO: Mulheres são maioria e reduzem desigualdades no mercado de seguros

Fonte: CNseg

Elas recebem, em média, 71% dos salários pagos aos homens, segundo estudo da Escola Nacional de Seguros, mas ocupam cada vez mais cargos de chefia

Elas são maioria no setor de seguros e avançam a passos largos em sua qualificação para o trabalho. No entanto, ainda enfrentam desigualdades em termos de remuneração e ocupação de cargos de chefia. Apesar da crescente participação feminina neste mercado, a diferença salarial em relação aos homens é significativa. Da mesma forma, as oportunidades de ascensão profissional são bem distintas na comparação entre os gêneros. Essas são as principais conclusões do 3º Estudo “Mulheres no Mercado de Seguros no Brasil”, coordenado pela Escola Nacional de Seguros (ENS).

O levantamento, com dados de 2018, aponta os desafios e os gargalos da força de trabalho feminina em um segmento que, apesar das incertezas na economia, atrai um número cada vez maior de profissionais. Atualmente, as mulheres respondem por 55% da mão de obra no mercado de seguros. Em 2015, o salário médio no setor era de R$ 5,4 mil para homens e R$ 3,9 mil para mulheres. Três anos depois, esses valores subiram para R$ 6,3 mil e R$ 4,5 mil, respectivamente, compatíveis com a inflação no período. Ou seja, as mulheres recebem, em média, 71% do salário dos homens.

Um dado positivo do 3º Estudo é a redução do desequilíbrio nos cargos de alto escalão. Hoje, há uma mulher executiva para cada três homens nas seguradoras. Em 2012 (ano da primeira pesquisa), essa relação era de uma para quatro. No nível de gerência, 53,5% dos postos são ocupados por homens, contra 46,5% de mulheres. Aqui também houve avanço importante: em 2012, elas exerciam 41% dos cargos nessa faixa.

“A probabilidade de um homem se tornar executivo neste segmento é quase três vezes maior que a de uma mulher. Sem dúvida, ainda há um longo caminho a percorrer para mudar esse quadro. De todo modo, é importante destacar a redução das desigualdades no período de seis anos”, explica Maria Helena Monteiro, diretora de Ensino Técnico da ENS.

Coordenadora do estudo, ao lado do economista Francisco Galiza, Maria Helena destaca um cenário em transformação. “Vejo a preocupação das empresas em aumentar a diversidade como uma decisão estratégica. O mercado de seguros vende para todos os públicos e não pode ser gerido só por homens. Ainda mais se pensarmos que são as mulheres que definem as prioridades financeiras em casa”, acrescenta.

 O 3º Estudo “Mulheres no Mercado de Seguros no Brasil” coletou informações de 23 empresas, compondo um universo de quase 28 mil funcionários. Essas empresas respondem por mais de 80% do faturamento do setor. Também foram enviados questionários específicos a mulheres executivas em atividade no mercado de seguros, dos quais 436 foram respondidos.

 As respostas demostram otimismo com o setor. Ao todo, 60% das executivas acreditam que a situação está melhor ou muito melhor do que há três anos, em termos de oportunidades e participação feminina no mercado de seguros. Para 35%, a situação está igual. Apenas 5% acham que o cenário está pior.

O estudo foi lançado no 9º Conseguro nesta quarta-feira, dia 4 de setembro. 

CONSEGURO: A concorrência é bem vinda, diz presidente da FenSeg

conseguro 2019

Estimular a concorrência é uma das armas da titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira, para alavancar o crescimento do mercado por meio da redução de preços e aumento da qualidade de serviços prestados aos consumidores. Algo, que por enquanto, parece não incomodar os executivos.

“O número de seguradoras que temos hoje no Brasil é suficiente para a atual demanda. As principais do mundo já estão aqui. Mas claro que se houver mudanças como as previstas pela titular da Susep, de trazer para o mercado privado parte do sistema público de proteção, como seguro desemprego, de acidentes de trabalho, de seguro de crédito à exportação, auxílio doenças entre outros, certamente isso fará com que o mercado atual dobre de tamanho e atraia mais competidores”, comentou Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros Privados (FenSeg) e CEO da Chubb.

O setor tem experiencia com o seguro de acidentes de trabalho (SAT), que já foi privado e estatizado. Há anos o tema está em discussão, mas não avançou. “Em qualquer lugar do mundo, acidentes de trabalho são um risco privado, mas é preciso sentar, discutir, fazer as contas”, observou Trindade.

Em relação aos seguros intermitentes, que acabam de ser autorizados pela Susep, mas já são uma realidade em países como Estados Unidos, Inglaterra, China e Índia com a explosão de Insurtechs, Trindade releva: “Deixa elas virem, testarem, implementarem suas boas ideias e dai as que derem certo são compradas pelas seguradoras tradicionais líderes do mercado”.

CONSEGURO: Um olhar sobre o mundo e sobre o Brasil

conseguro 2019

Fonte: CNseg

Ministro do STF Luís Roberto Barroso avalia o cenário brasileiro e mundial em palestra na CONSEGURO 2019

A revolução digital, a crise do modelo democrático e as mudanças climáticas, no âmbito global, mais uma espécie de tempestade política, econômica e de ética, estão entre as questões definidoras de nosso tempo, ainda que não guardem conexão entre si. Entretanto, representam diretrizes importantes, ao se lançar “Um olhar sobre o mundo e sobre o Brasil”, tema da palestra apresentada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, durante o primeiro dia da CONSEGURO 2019, que acontece em Brasília, em 4 e 5 de setembro.

Para o ministro, a revolução digital mudou rotinas, que vão do modo de comprar passagem a se fazer pesquisa acadêmica, além de criar nova semântica e comportamentos. “Nós vivemos uma época de profunda transformação. Há um conjunto de inovações que cria o admirável mundo novo, que vai da nanotecnologia e da computação quântica à internet das coisas. A inteligência artificial começa a tomar decisões em nosso lugar, enquanto abrimos mão de fazer escolhas. E esta transformação é também arriscada. A biotecnologia cria inovações boas e outras preocupantes, como o risco de comércio de órgãos, o que é proibido. A engenharia genética gera esperanças de curar doenças, mas abre a possibilidade do risco da eugenia, de criarmos pessoas mais bonitas e inteligentes, ampliando o abismo da desigualdade. O admirável mundo novo ameaça esvair a privacidade, nosso bem maior, porque nossos interesses são conhecidos pelos provedores”, assinalou.

O segundo tópico abordado pelo ministro refere-se à crise na democracia, de modo geral. Vitoriosa no século XX, a democracia, na sua passagem para o novo século, convive com uma onda conservadora em todo mundo, gerando uma recessão democrática consagrada pelo voto popular, com a concentração de poderes no Executivo em várias partes do mundo. Entre as causas desse fenômeno global, estão um sistema de representação que não dá voz para a cidadania e os problemas econômicos, como recessão, levando a democracia a estar em xeque em diversas partes do mundo.

Por fim, os pensadores precisam incluir na agenda a questão das mudanças climáticas, já que os efeitos do aquecimento global são um problema extremamente sério e não pode continuar a ser tratado com descaso, ignorância ou egoísmo.

Internamente, o Brasil precisa ter uma conversa franca consigo e reconhecer erros das políticas públicas implementadas pelos grupos que ascenderam ao poder nas últimas décadas e trataram a coisa pública com desleixo ou favor de elites. Em 1960, a economia brasileira era duas vezes e meia maior que a da Coreia do Sul. Sessenta anos depois, o PIB brasileiro equivale a um terço do PIB do país asiático. “Três causas importantes podem ser responsabilizadas por esse atraso”, assinalou o ministro. “Investimentos insuficientes ou inadequados em educação básica, algo que não só impede a vida das pessoas de ser mais iluminada, como também afeta a produtividade. Outra questão é termos criado um estado grande demais e uma economia fechada por muitas décadas. Não só retardamos a transição para uma economia de mercado, como também permitimos uma relevante apropriação do Estado por elites extrativistas, gerando uma corrupção quase endêmica nas últimas décadas. Como diversos grupos se alternaram no poder, ninguém pode apontar o dedo para ninguém”, afirmou ele.

Nesse cenário, para o ministro, a crise política, econômica e ética era inevitável, referindo-se aos momentos de tensão ocorridos até 31 de dezembro de 2018. “As pessoas passam pelo que têm de passar e amadurecem”, destacou, ao se referir ao comportamento da sociedade, que não tolera a inaceitável corrupção dos agentes públicos ou privados, ao mesmo tempo em que as empresas estruturam mecanismos de compliance, algo que poderá permitir ao país furar a armadilha da renda média, se houver padrões éticos verdadeiros daqui para frente, em um lento mas efetivo avanço civilizatório.

CONSEGURO: Susep estuda trazer o seguro desemprego para a iniciativa privada

Solange Vieira susep

Fonte: CNseg

Tecnologia, crescimento, inclusão social e disrupção. É assim que a superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira, vê o futuro do mercado segurador. “Essa base vai nos dar um grande impulso. E é isso que o setor precisa buscar”, afirmou ela em sua palestra “Brasil – Já começa a dar certo”, realizada no primeiro dia da 9ª CONSEGURO, que acontece em Brasília, nos dias 4 e 5 de setembro. 

“Todos nós estamos correndo para nos adaptarmos. A Susep, como todo órgão do governo tem limitações, mas estamos avançando. A apólice eletrônica é a tônica”, disse.  A inclusão social, segundo ela, é uma meta, inclusive, que beneficia muito o governo. Segundo Solange, no Brasil, considerando o SUS, o INSS e o Seguro Desemprego, a participação do seguro público no seguro é maior que a do privado. “Temos de rever isso, trazendo para a iniciativa privada proteções como o seguro desemprego”.

Mas ela também afirmou que não adianta a Susep fazer a provocação e regulamentar, como foi feito em relação à circular que permite peças genuínas no conserto de automóveis para baratear o seguro, e o setor ficar temoroso de ofertar produtos. “O governo está disposto a encolher, mas, para isso, o setor tem de estar disposto a correr riscos. E isso vale também para o seguro de crédito à exportação, uma pauta importante do ministério da Economia”, acrescentou. 

Solange Vieira disse ter como lema a transparência. “Estamos trabalhando duro para isso. Queremos mais coberturas e concorrência, com qualidade no atendimento e novos produtos”, enfatizou. Desde que chegou à Susep, no início do ano, ela já assinou três decretos e criou quatro diretorias. “Estamos avançando, como mostra a última normativa, que aprova os seguros intermitentes. Ninguém tem dúvidas de que o setor é um dos principais investidores institucionais do pais, com reservas de mais de R$ 1 trilhão. Seguro é um instrumento importante. Se não funcionamos, o setor público se sobrecarrega”, ressalta.

Ainda buscando entender o funcionamento do mercado segurador do Brasil, comparando-o com o do resto do mundo, Solange disse ter duas certezas: há muito potencial para o setor crescer e é preciso trabalhar melhor a educação da população sobre risco.  No tema concorrência, a Susep tem buscado incentivar as seguradoras a elevar a qualidade dos serviços prestados e a redução dos preços praticados. Ela apresentou um estudo comparando o Brasil com outros países em relação às taxas de administração e de corretagem. “Estamos muito acima do que vemos no mundo e precisamos melhorar esses dois indicadores”.

Solange citou duas ações de transparência que visam melhorar a concorrência. A primeira foi a divulgação de um ranking de fundos previdenciários, com as respectivas taxas cobradas, que já está disponível no portal da autarquia. A outra refere-se às reclamações de clientes contra seguradoras, cuja norma a respeito deve ser publicada em 30 dias. 

Mercado de seguros de pessoas cresce 14,71% no primeiro semestre e movimenta R$ 21 bi

seguro de vida

Fonte: Fenaprevi

Seguro prestamista, que cobre prestações em caso de morte, invalidez ou perda involuntária do emprego, avançou 23,79% no período. Seguro de vida individual, seguro viagem e seguro com coberturas em casos de doenças graves crescem dois dígitos no semestre. Indenizações pagas pelas seguradoras totalizaram R$ 4,9 bilhões, valor 13% superior frente ao primeiro semestre de 2018

As contratações de seguros com coberturas para riscos pessoais (seguro de vida, seguro de acidentes pessoais, prestamista, entre outras modalidades) somaram R$ 21 bilhões no primeiro semestre deste ano, valor 14,71% superior aos R$ 18,4 bilhões registrados de janeiro a junho de 2018, segundo dados da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que representa 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país. É o melhor resultado em comparação aos últimos semestres: o primeiro semestre de 2017, em relação ao mesmo período de 2016, cresceu 11%. Já o primeiro semestre de 2018, em relação ao mesmo período de 2017, apresentou alta de 10,1%.

Os dados do balanço da FenaPrevi também mostram que no primeiro semestre de 2019 as indenizações totalizaram R$ 4,9 bilhões, valor 13% superior aos R$ 4,4 bilhões de janeiro a junho do ano passado. 

Na análise por modalidade de produto, um dos destaques foi o seguro prestamista, que cobre o pagamento de prestações de compras feitas a prazo pelo do titular da apólice, em caso de morte, invalidez ou perda involuntária do emprego. Esta modalidade de seguro obteve crescimento de 23,79% no volume de contratações, movimentando R$ 6,8 bilhões em prêmios (valor pago pelo segurado para contratar a cobertura do risco).

Já o seguro de vida, que tem a maior carteira do mercado de seguros de pessoas, cresceu 15,7% e movimentou R$ 8,3 bilhões em prêmios no semestre. O crescimento maior se deu na carteira de seguro de vida individual, que movimentou R$ 2,5 bilhões em prêmios, valor 54,62% maior que o verificado em igual período do ano anterior. O seguro de vida em grupo, contratado por empresas para funcionários, registrou expansão de 4,4%, movimentando R$ 5,8 bilhões em prêmios.

De acordo com os dados da FenaPrevi, o seguro viagem também apresentou crescimento robusto no período. As contratações movimentaram R$ 295,47 milhões e a expansão foi de 22,87% superior em relação aos R$ 240,47 milhões registrados de janeiro a junho de 2018.

A preocupação dos brasileiros quanto às despesas inesperadas com saúde também refletiu no desempenho dos seguros com coberturas para custear gastos com doenças graves. As contratações foram 13,77% superior e os prêmios de R$ 475,29 milhões, contra os R$ 417,77 milhões do ano anterior.

O seguro auxílio funeral também esteve entre os seguros mais procurados pelos brasileiros no período. As contratações das coberturas foram 8,91% superiores e os prêmios foram de R$ 331,75 milhões. No mesmo período em 2018, os prêmios deste produto foram de R$ 304,61 milhões.

CONSEGURO: crescimento é o mantra do mercado segurador

conseguro 2019

Fonte: CNseg

Crescimento. Essa foi a palavra presente no discurso de todos os participantes da mesa de abertura da nona edição da Conseguro 2019, que acontece nos dias 4 e 5 em Brasília, organizada pela Confederação Nacional das Seguradoras, a CNseg. 

E para o mercado segurador crescer, muitas ações já estão em curso, contribuindo para fortalecer a posição do setor dentro do cenário político, econômico e social e o colocando entre os grandes investidores interessados em participar de um novo ciclo virtuoso de crescimento, como afirmou Solange Vieira, titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), em sua fala. “Já fui apresentada a algumas empresas novas, que querem atuar aqui com oferta de produtos totalmente digitais, pelo celular, aos brasileiros”. 

Para que isso aconteça, o empenho tem sido na modernização do arcabouço regulatório do setor e em investimentos em tecnologia, visando a criação de novos produtos e a redução de custos, levando, assim, o seguro para a palma da mão do consumidor em condições mais acessíveis. “Pretendemos discutir em Brasília toda a cobertura de proteção pública existente, como o seguro desemprego, por exemplo, avaliando se há espaço para ocuparmos uma fatia maior destes mercados, desonerando o Estado”, informou a superintendente da Susep. 

Tais afirmações, aliadas ao encaminhamento político da aprovação das reformas da Previdência e Tributária e do crescimento econômico, vêm ao encontro da expectativa dos executivos de seguros. “Na CNseg, temos repetido o mantra de que o setor de seguros tem muito a contribuir para a retomada do crescimento do Brasil em bases sustentáveis”, ressaltou o presidente da CNseg, Marcio Coriolano. Segundo ele, o país é hoje a nona economia do mundo, mas ainda figura na 50ª posição quando se trata do gasto per capita de seguros, sendo esta a hora de desafiar e mudar, com confiança, essa relação. Coriolano também afirmou que o setor quer estar no centro das políticas públicas, como acontece em várias partes do mundo. Embora ainda distantes do que se vê em países maduros, no Brasil, o setor já representa o equivalente a 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e soma R$ 1,3 trilhão em garantias financeiras. “Isso torna as seguradoras, em conjunto, um dos maiores investidores institucionais do país, com ativos que equivalem a cerca de 25% da dívida pública brasileira”, detalha. 

Os desafios do setor abrangem todos os segmentos. De seguro automóvel a títulos de capitalização. Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros Privados (FenSeg), citou como prioridades estimular o crescimento do seguro automóvel, com produtos mais simples e preços mais acessíveis para a população. Um estímulo veio com a divulgação da Carta Circular Eletrônica 01, de 22 de agosto, que permite o uso de peças automotivas adquiridas fora das concessionárias nos sinistros de automóveis. “Dentro deste tema, temos também na agenda o combate à distribuição de seguros pelas entidades sem regulação”, afirmou. 

Desenvolver diversos produtos de seguros é também tema prioritário na FenSeg. “Na semana passada, a Susep aprovou o seguro intermitente, que abre caminho para oferta de produtos das mais variadas modalidades, sob medida para atender consumidores. A normativa estimula a ampliação da base de segurados por meio remoto”, reforçou Trindade. O seguro rural é outro segmento que floresce a olhos vistos no Brasil, contando com o subsidio de R$ 1 bilhão. Temos também no radar os riscos da nova economia, como cibernéticos e de responsabilidade civil, além de nos debruçarmos no seguro de crédito à exportação”, elencou. 

O resseguro é um importante apoio para as seguradoras ingressarem em riscos vultosos e também em novos mercados. Por isso, o presidente da Federação de Resseguros (Fenaber), Paulo Pereira, afirmou que o segmento está otimista. “A Fenaber acredita no governo atual, nas reformas e na chegada do capital estrangeiro. Sabemos que o investidor internacional vai se animar e vamos tirar do papel os grandes projetos que o Brasil precisa para sustentar o crescimento. Mas certamente é preciso um esforço extra do setor em relação ao texto-base da nova lei de licitações (PL 1.292/1995), que toma um rumo que não estamos gostando”, alertou.

Lucas Vergilio, deputado federal e autoridade presente na mesa de abertura, buscou tranquilizar Pereira. “Vamos trabalhar no projeto, que em breve chegará ao Senado, para fazermos as devidas alterações para corrigir alguns erros que passaram. A Câmara não se furta a debater nenhum tema. Temos uma oportunidade grande neste momento com a titular da Susep, uma pessoa com grande influência junto ao ministro da Economia, Paulo Guedes. E isso convida a todos a revolucionar o mercado”. 

Longevidade – João Alceu Amoroso Lima, presidente da FenaSaúde, destacou a importância da saúde suplementar, com R$ 80 bilhões em faturamento, e citou desafios a altura de um setor que representa, sozinho, quase 40% das estatísticas apresentadas pela CNseg. “Nossos desafios são os mesmos de todos os demais países no mundo: como financiar a saúde em tempos de longevidade. Viver mais é uma boa notícia, mas custa caro”. 

Nos últimos quatro anos, 3 milhões de pessoas deixaram de contar com planos privados. A boa notícia é que esse número aponta para o crescimento, com 200 mil novos beneficiários tendo entrado no sistema recentemente, informou. Segundo ele, um dos principais objetivos da Federação Nacional de Saúde Suplementar é viabilizar a volta dos planos individuais, que sumiriam do mercado. Hoje eles representam menos e 20% do setor. É fundamental ampliar o leque de opções de coberturas para a população. Para isso, é preciso aprimorar a regulamentação. Outros desafios são o da Atenção Primaria, o combate às fraudes e também aos desperdícios. Por fim, fortalecer a ANS, trazendo mais estabilidade aos contratos na esfera judicial e a todos os agentes do sistema.”. 

Leandro Fonseca da Silva, presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mostrou que as aspirações da iniciativa privada são também as do órgão regulador. “Temos uma agenda desenvolvimentista. Nosso olhar está no estoque da regulamentação e, com boas práticas, revisitamos as normas que precisam de ajuste ou correções. O objetivo é reduzir fardos regulatórios para contribuir com a retomada do crescimento. Isso, porém, requer não só ações do regulador, como uma discussão com toda a sociedade sobre o financiamento para cuidar da saúde dentro do cenário de longevidade que temos pela frente.”

Jorge Nasser, presidente da Federação Nacional de Previdência Aberta (FenaPrevi), também tem desafios ligados à longevidade. As pessoas vivem mais e precisam se planejar para ter um futuro mais digno. “Estamos aqui para celebrar o diálogo e abrir espaço para o conhecimento, que se torna ainda mais prioritário com o avanço da reforma da Previdência no Senado. A agenda da FenaPrevi é extensa e temos pressa para resgatar os fundamentos da previdência privada, com aperfeiçoamento constante e com foco na inovação”, resumiu.

A poupança também é um tema na pauta de Marcelo Gonçalves Farinha, presidente da Federação Nacional das Empresas de Capitalização (FenaCap). Ele sinalizou o comprometimento das empresas associadas para o crescimento do segmento, que completa nesta data 90 anos da primeira emissão de um título de capitalização. “Nos últimos anos, essa reserva permitiu aos brasileiros transitar em momentos de dificuldades. Se por um lado temos desafios, por outro, temos a esperança renovada com a determinação de construir o futuro da capitalização”.

Corretores– Armando Vergílio, presidente da Fenacor, ressaltou a importância do corretor de seguros. “Os desafios se colocam diante de todos nós e estamos dispostos a empenhar nossa energia para que o setor siga em seu ciclo de crescimento e impulsione a sustentabilidade do Brasil”, afirmou. Em relação aos corretores, ele diz que possuem vários desafios. Alguns coincidentem com os do setor, como investimentos tecnológico e inovação. “Mas nós temos o desafio conceitual, que é vencer a incompreensão que ainda existe em relação ao nosso papel. Não somos simples vendedores ou intermediários. Somos consultores que agregamos valor, tanto para o cliente, como para a seguradora. O corretor é um moderador e garantidor de qualidade nesta relação”, concluiu. 

Paralelamente à CONSEGURO 2019, acontecem, ainda, a 9ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros, o 6º Encontro Nacional de Atuários, o 13º Seminário Controles Internos & Compliance, Auditoria e Gestão de Riscos, e a Conferência de Sustentabilidade e Diversidade, também realizados pela CNseg.

CONSEGURO: CNseg revisa crescimento do setor para 2019 e 2020

Num cenário otimista, o setor deve crescer entre 10,6% e num pessimista, 8%, em 2019. Já para 2020, o fôlego é menor. O intervalo cai para 1% no cenário pessimista e 8,2% no otimista

O mercado de seguros revisou as projeções para o crescimento de 2019 e de 2020. Segundo informou Marcio Coriolano, presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg), o setor deve crescer entre 8% e 10,6% neste ano em comparação a 2018, quando movimentou receitas de R$ 444 bilhões. Os dados não consideram o seguro obrigatório DPVAT e saúde. Já para 2020, o fôlego é menor. O intervalo cai para 1% no cenário pessimista e 8,2% no otimista.

Em qualquer cenário otimista, Coriolano afirma que o setor depende do crescimento econômico. “Precisamos de um segundo semestre gordinho para conseguirmos cumprir as atuais previsões otimistas”, comentou ele durante entrevista coletiva realizada durante a nona edição da Conseguro 2019, que acontece em Brasília nos dias 4 e 5 de setembro.

Vários são os seguros que podem gerar um “semestre gordinho” para o setor. Segundo Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o que pode trazer um segundo semestre mais gordo para os R$ 70 bilhões de receitas anuais dentro da FenSeg, é o incremento da carteira de seguro de auto, que representa R$ 35 bilhões, e foi a única linha que não cresceu no semestre. Pelo contrário. Decresceu 0,7%.  

Trindade citou as duas normas divulgadas pela Susep. Uma traz mais segurança jurídica para as seguradoras colocarem na prateleira seguros com preços mais acessíveis para automóveis, diante do acordo do consumidor em pagar menos para ter um seguro que vai usar peças não originais. A outra permite a venda de seguros por períodos inferiores a um ano, chegando a ter pode ser contrato por horas. “Essas novas normas tendem a dar um impulso ao crescimento do setor à medida que essas regras estimulam produtos com maior inclusão social, aliada a um aumento de renda da população”, comenta.

Nos outros ramos, cita Trindade, já se vê uma retomada do seguro transporte interno, o que significa que mais mercadorias estão sendo transportadas pelo pais, e uma demanda aquecida por seguros financeiros, como cibernéticos e de responsabilidade civil para administradores. “Também tivemos notícias que de agosto se financiou mais carros do que outros meses do ano, o que sinaliza um segundo semestre melhor”, acrescentou.

Em previdência, o segundo semestre do ano geralmente é o mais “gordo”, uma vez que as pessoas que fazem planejamento tributário de acordo com a declaração de imposto de renda e têm o hábito de depósitos mais parrudos, inclusive porque é a época do ano em que há pagamento de bônus e décimo terceiro. Quanto a maior procura por previdência diante da discussão sobre a reforma da Previdência, o presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), Jorge Nasser, disse que ainda não há uma corrida no segmento, mas que já há uma caminhada.

Para ele, o maior desafio em previdência é a educação financeira da população. “Percebemos um equívoco grande em boa parte das pessoas que fazem uso da portabilidade. É preciso ter mais consciência sobre as aplicações, tipos de fundos e longo prazo”, alertou. Ele também defendeu a reforma paramétrica, com mudança no tempo de contribuição, redução do benefício e aumento da contribuição, e acredita que o próximo desafio será avançar no tema capitalização.

Segundo dados apresentados por Coriolano, o setor de seguros movimentou R$ 125,4 bilhões no primeiro semestre deste ano, alta de 8,4%, sem considerar  DPVAT e saúde suplementar. “Na minha visão, isso mostra resiliência do setor de seguros ao ciclo econômico, que conta com previsões para o ano que podem ficar abaixo de 1%”.

Leia mais : Mercado segurador avança 8,4%, o maior crescimento desde 2015

Em capitalização, a projeção estimada para 2019 é de 12%, segundo informou Marcelo Farinha, presidente da Federação Nacional das Empresas de Capitalização (FenaCap). No primeiro semestre, o segmento registrou arrecadação de R$ 11,5 bilhões, 11,5% acima do mesmo período do ano anterior.

Imposto sobre valor agregado é questionado em debate na CCJ

Fonte: Agência Senado

A criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) duplo, um com tributos federais e outro com impostos estaduais e municipais, foi recebida com receio por debatedores ouvidos nesta terça-feira (3) em audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A ideia, que é uma demanda do governo federal, foi um dos pontos discutidos no encontro, que teve como tema a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 110/2019, destinada a reformular o sistema tributário. Participaram do debate representantes dos setores de serviços, seguros, varejo, pequena e médias empresas e também dos trabalhadores.

“Nos últimos anos, desde o governo do Fernando Henrique Cardoso até hoje, houve um aumento da carga tributária de 24% para 35%. E boa parte desse aumento veio em cima do setor de serviços, em grande parte na forma de PIS e Cofins. E a gente está percebendo, com o conceito do IVA, que novamente a gente vai pagar a conta”, disse o presidente da Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), João Batista Diniz.

Questionamento sobre como se dará a tributação dos seguros também foi apresentado pelo representante da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) Alexandre Leal. Ele destacou que o setor arrecada R$ 41,3 bilhões de impostos e contribuições, fora as contribuições previdenciárias. “No nosso entendimento, a redação da proposta não é clara ao incluir o setor de seguros dentro do IVA. Não nos parece que seja o objetivo do legislador deixar o setor de seguros fora desse novo imposto, um tributo que vai substituir IOF e PIS/Cofins, dos quais as seguradoras são grandes contribuintes”, ressaltou.

Informalidade

Para o ex-deputado Flávio Gurgel Rocha, membro do Conselho do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), é preciso combater a clandestinidade econômica com uma reforma tributária, mas sem mudanças bruscas que possam trazer desequilíbrios ao sistema. Ele destacou as cadeias frágeis como o setor de serviços, com pouca tolerância ao “desaforo tributário”, que já estariam à beira da informalidade.

Rocha defendeu alterações graduais: um quarto da alíquota necessária, retirada da contribuição sobre a folha e do PIS/Cofins, redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) em bases internacionais, retirada do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e redução dos demais impostos.

— Não podem existir impostos bons em cima de alicerces podres. O que nós estamos fazendo é sobrecarregar esses três alicerces: a renda, o consumo e o patrimônio, que já têm 70 impostos em cima deles. Se o IVA fosse solução, nós estaríamos no primeiro mundo. Mas hoje a nova realidade digital exige que consideremos essa disrupção, que pode efetivamente transformar o pior sistema tributário do mundo no melhor sistema tributário, menos burocrático, menos vulnerável, menos imune à sonegação — argumentou.

Na opinião doconsultor legislativo da Câmara dos Deputados Marcelo Maciel, restringir a análise pela mera alíquota é enganoso. Ele citou o exemplo dos Estados Unidos, onde o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) mantém média histórica de 8% do PIB e os dividendos são tributados, mas há progressividade. Ao contrário do Brasil, onde ocorre pejotização (substituição de trabalhador com carteira assinada por outro contratado como empresa) e regressividade (arrecadação proporcionalmente maior de quem ganha menos).

O diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Lima, defendeu a redução da burocracia e custos de cumprimento de obrigação com tratamento favorecido e simplificado para pequenos negócios.

— Não podemos esquecer do tratamento diferenciado dentro da reforma tributária. Quando se constituiu o Simples Nacional, era para tornar a formalidade um bom negócio. Se houver uma simplificação, se se respeitar a capacidade contributiva e se houver uma desoneração da folha, nós observamos um crescimento expressivo de empresas formalizadas no Brasil. Um aumento expressivo no saldo de empregos — avaliou.

Renda

O diretor da Força Sindical Sérgio Leite apoiou a tributação das grandes fortunas e a desoneração da folha de pagamento. Ele fez críticas à defasagem da tabela do imposto de renda.

— A defasagem da tabela hoje é de mais de 90%. Nós estamos falando só de correção pela inflação. Será que isso é um sistema tributário justo? Será que salário, para quem ganha R$ 1,9 mil, que é a primeira faixa, será que é uma renda extraordinária que deva ser tributada dessa forma? — questionou.

O senador Roberto Rocha (PSDB-MA), relator da PEC 110/ 2019, adiantou como alguns desses pontos devem ser tratados na proposta. Ele é favorável à tributação de grandes fortunas na herança e na doação, mas contrário em relação ao patrimônio. Também defende a desoneração da folha.

— Nós estamos convictos da necessidade de diminuir, se não a zero, mas pela metade no primeiro momento, a contribuição patronal, pois 20% é uma loucura. É muito caro ter um empregado formal no Brasil — afirmou.

Swiss Re vende units da SulAmérica em bolsa

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A SulAmérica informou que a Swiss Re Direct Investments Company Ltd. (“Swiss Re”) vendeu a totalidade das ações ordinárias e preferenciais que detinha desde 2013, representadas por 58.764.180 units, cerca de 14,9% da companhia. “Como resultado desta operação, a partir desta data, a Swiss Re deixa de ser acionista da Companhia e o acordo de acionistas celebrado em 2 de dezembro de 2013 entre a Swiss Re e a Sulasapar Participações, controladora da companhia, assim como os direitos e obrigações dele decorrentes, deixam de vigorar”.

Segundo informou pela manhã o Brazil Journal, a operação foi avaliada em R$ 2,7 bilhões e atesta o apetite pela seguradora no momento em que sua ação se encontra perto da máxima histórica. O bloco saiu a R$ 46,01, um desconto de 4,5% em relação ao fechamento de ontem, mas 3,8% acima do preço inicial do leilão. Quando a corretora do JP Morgan anunciou o leilão, investidores internacionais já haviam mostrado demanda por 70% da oferta.

Zurich anuncia compromisso global para proteção de dados

Fonte: Zurich

O Grupo Zurich anuncia hoje um compromisso global de proteção de dados de seus clientes, que vai além dos requisitos legais. Pelo tratado, a companhia inclui a obrigação de nunca vender e nem compartilhar dados pessoais sem ser totalmente transparente, o que significa que os clientes sempre serão notificados, caso tenham dados partilhados.

O novo compromisso reflete os objetivos da estratégia de sustentabilidade da Zurich, que inclui a expectativa de inspirar confiança em uma sociedade digital. Para ajudar a atingir esse objetivo, a seguradora também se compromete a usar os dados para oferecer serviços inovadores aos clientes que ajudam a evitar acidentes, ampliando a proteção tradicional do seguro.

O compromisso global da Zurich inclui quatro pilares:

  • Manter os dados pessoais de clientes em segurança
  • Nunca vender dados pessoais
  • Não compartilhar dados sem o conhecimento do cliente
  • Utilizar os dados pessoais para oferecer serviços inteligentes de proteção