Estudo: quem está mais e quem está menos preparado para o envelhecimento da população

Fonte: Mercer

  • Holanda está em primeiro lugar, e Dinamarca em segundo
  • Brasil cai da 20ª para 21ª posição 
  • Índice se expande e passa a incluir a RAE de Hong Kong, Peru, Arábia Saudita e Espanha
  • Sistemas de previdência privada precisam se expandir de modo a incluir toda a força de trabalho

O envelhecimento da população continua a representar um desafio para os governos de todo o mundo, fazendo com que os legisladores de políticas públicas lutem para equilibrar o duplo objetivo de proporcionar uma segurança financeira para os aposentados que seja, ao mesmo tempo, adequada para os indivíduos e sustentável para a economia.

Em sua 10ª edição, o Índice Global de Sistemas Previdenciários da Mercer em Melbourne revela quem está mais e quem está menos bem preparado para enfrentar esse desafio.

Ao avaliar 34 sistemas de previdência, o Índice mostra que a Holanda e a Dinamarca (com pontuações de 80,3 e 80,2, respectivamente) oferecem sistemas de renda na aposentadoria de grau A e classe mundial, com benefícios satisfatórios — demonstrando com clareza que estão preparados para envelhecimento da população.

No entanto, analisando os resultados, algo comum é a crescente tensão entre adequação e sustentabilidade. Isso ficou especialmente evidente ao analisarmos os resultados da Europa. A Dinamarca, a Holanda e a Suécia obtiveram pontuações de graus A e B tanto para adequação quanto para sustentabilidade, enquanto a Áustria, Itália e Espanha obtiveram pontuações de grau B para adequação e de grau E para sustentabilidade, indicando, portanto, áreas importantes carentes de reformas. 

O Dr. David Knox, autor do estudo e sócio sênior da Mercer Austrália, comenta que a maneira natural de se dar início a um sistema de previdência de classe mundial é garantir um equilíbrio desejável entre adequação e sustentabilidade.

“Trata-se de um desafio contra o qual os legisladores estão lutando”, diz o dr. Knox. “Por exemplo, um sistema que oferece benefícios muito generosos no curto prazo tem pouca probabilidade de se manter sustentável, enquanto um sistema que é sustentável ao longo de vários anos pode estar oferecendo benefícios muito modestos”. A questão é: qual seria o meio-termo apropriado?

Segundo estuodo, todos os sistemas deveriam considerar um ajuste de sua estratégia de modo a se movimentar em direção ao quadrante superior direito. Por intermédio do estudo, os legisladores podem entender as características dos melhores sistemas e encontrar formas de aprimorar os seus próprios.

Knox acrescenta que não basta um sistema ser sustentável ou adequado; uma dimensão que está surgindo nesse debate em torno do que constitui um sistema de classe mundial envolve a “cobertura” e a proporção da população adulta que participa do sistema. 

“Em alguns países, uma cobertura ampla foi atingida com sucesso por meio de sistemas de previdência obrigatórios no local de trabalho, ou, em alguns casos, de opções automáticas de inscrição”, ele diz. 

“No entanto, com novos formatos de trabalho, cada vez mais adotados pelas pessoas em todo o mundo, precisamos garantir que esses esquemas incluam a todos de forma que a força de trabalho como um todo esteja poupando para o futuro. Isso inclui os prestadores de serviço, os trabalhadores autônomos e qualquer pessoa com qualquer subsídio à renda, seja por licença parental, auxílio-inclusão ou seguro-desemprego”.

David Anderson, presidente da Mercer International, acrescentou que um avanço positivo foi ver que os governos estão enfrentando reformas da previdência à medida que a expectativa de vida continua a subir. 

“As economias desenvolvidas estão há algum tempo cientes dos desafios demográficos a serem enfrentados por seus sistemas de previdência. É bom ver tantos governos asiáticos reconhecendo que essas mesmas tendências estão surgindo em suas próprias populações e tomando providências para abordá-las. Essas medidas tornam o futuro dos sistemas mais sustentável no longo prazo”, ele disse.

Devido ao aumento da amostra – que passou de 30 para 34 países neste ano – o Brasil caiu uma posição em relação a 2017, tendo ficado na 21ª colocação, porém, com melhora da nota geral, que passou de 54,8 em 2017 para 56,5 em 2018. 

Para Felipe Bruno, líder de Previdência da Mercer Brasil, a melhora do índice pode ser creditada em grande medida à crescente cobertura dos produtos de previdência complementares na população. “Temos observado que o debate público sobre a necessidade de reformas no sistema de previdência tem despertado a sociedade para a necessidade cada vez maior de planejar o futuro, o que tem aumentado o interesse das pessoas por produtos que melhorem a sua segurança financeira”, avalia o executivo. 

O que nos reserva o futuro?

Alguns sistemas de previdência enfrentam um caminho mais íngreme do que outros para atingir uma sustentabilidade em longo prazo, e tudo começa a partir de origens diferentes, com seus próprios fatores exclusivos em jogo. Não obstante, cada país pode tomar suas próprias providências no sentido de obter um sistema melhor. No longo prazo, um sistema de previdência perfeito não existe, mas os princípios de “melhores práticas” são muito claros, e os países devem considerar a criação de políticas e condições econômicas que possibilitem as mudanças necessárias.

No caso do Brasil, será importante buscar um maior equilíbrio do sistema a partir de reformas que possam garantir a sua sustentabilidade no longo prazo. “Podemos dizer que o Brasil tem boa avaliação no que diz respeito à integridade, adequação e cobertura do seu sistema público de previdência, em relação a outros países. O grande desafio está no campo da sustentabilidade, ou seja, em como o país irá equacionar suas regras dado o enorme desafio demográfico que terá pela frente”, explicou Felipe Bruno.

Com o desejado resultado de proporcionar uma vida melhor, o Índice deste ano fornece uma interpretação mais profunda e mais valiosa dos sistemas globais de previdência. Tendo agora se expandido para incluir a RAE de Hong Kong, Peru, Arábia Saudita e Espanha, o Índice avalia 34 sistemas, confrontando-os a mais de 40 indicadores, para medir seu grau de adequação, sustentabilidade e integridade. Essa abordagem destaca um importante objetivo do Índice: permitir a comparação entre diferentes sistemas em todo o mundo, com uma gama de características de projeto atuando em diferentes contextos e culturas.

O Índice Global de Previdência da Mercer Melbourne em números

O Índice deste ano revela que muitos países do Noroeste da Europa lideram o desenvolvimento de sistemas de previdência de classe mundial. A Holanda, com uma pontuação geral de 80,3, superam a Dinamarca em 0,1 ponto para ocupar o primeiro lugar, posto mantido pela Dinamarca durante seis anos. A Finlândia derrubou a Austrália (72,6) e a substituiu no terceiro lugar, com uma pontuação geral de 74,5, enquanto a Suécia (72,5) vem em quinto lugar.

“O Índice é uma referência importante para que os elaboradores de políticas em todo o mundo aprendam algo com os sistemas mais adequados e sustentáveis”, diz o Dr. Knox. “Sabemos que não existe um sistema perfeito que possa ser aplicado universalmente, mas existem muitas características em comum que podem ser compartilhadas para proporcionar resultados melhores”.

Índice Global de Sistemas Previdenciários da Mercer Melbourne — resultados gerais de valor

O Índice utiliza três subíndices — adequação, sustentabilidade e integridade — para avaliar cada sistema de renda na aposentadoria confrontando-o a mais de 40 indicadores. A tabela a seguir mostra os valores gerais do índice para cada país, ao lado dos valores de cada um dos três subíndices, adequação, sustentabilidade e integridade.[1] Cada valor do índice representa uma pontuação entre zero e 100.

Resultados

SistemaTotalAdequaçãoSustentabilidadeIntegridade
Holanda80,375,979,288,8
Dinamarca80,277,581,882,2
Finlândia74,575,36192,1
Austrália72,663,473,885,7
Suécia72,567,672,680,2
Noruega71,571,558,190,2
Singapura70,464,469,581,2
Chile69,359,273,379,7
Nova Zelândia68,565,463,480,6
Canadá6872,15678,2
Suíça67,65867,583,2
Alemanha66,879,944,976,6
Irlanda66,87945,976,6
Colômbia62,668,450,170,9
Reino Unido62,557,853,482,9
Peru62,46854,265,1
França60,779,542,256,5
Arábia Saudita58,961,653,362,6
Estados Unidos58,859,157,460,2
Malásia58,545,260,577,1
Brasil56,572,528,570,1
Hong Kong5639,454,984,2
Espanha54,468,727,868,6
Polônia54,353,846,266,4
Áustria5468,121,576,7
Indonésia53,147,349,567,4
Itália52,867,720,174,5
África do Sul52,741,946,878,2
Japão48,254,132,460,7
Coreia47,345,448,149,3
China46,253,43846
México45,337,357,141,6
Índia44,638,743,855,2
Argentina39,240,833,844,1
Média60,561,15271,6

CNseg, FenSeg e Susep participam de audiência com o ministro Paulo Guedes

Fonte: CNseg

Por iniciativa da superintendente da Susep, Solange Vieira, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, e o presidente da FenSeg, Antonio Trindade, pediram  audiência e foram prontamente recebidos pelo Ministro Paulo Guedes na tarde do dia 09 de agosto, no Rio de Janeiro. Além da superintendente da Susep, participaram do encontro Caio Megale, secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação, e Miriam Miranda, diretora de Relações Institucionais da Confederação.

No encontro, Marcio Coriolano abordou inicialmente o desempenho do setor. Em seguida, os representantes da CNseg e da FenSeg expuseram ao ministro uma agenda que vem sendo desenvolvida com a Susep. Entre os temas,  foi abordado o antigo Seguro Habitacional do Sistema Financeiro da Habitação, que enfrenta gargalos decorrentes de interpretação legal. Antonio Trindade desenvolveu os temas da situação do mercado de seguros em face do funcionamento de várias empresas mútuas que oferecem produtos sem qualquer regulamentação ou fiscalização, dos modelos alternativos para melhorar o funcionamento do seguro obrigatório do DPVAT – em debate com a Susep -, e do Seguro de Garantia de Obras, que deverá ser votado junto com o novo marco legal das licitações. Indagado pela superintendente da Susep, o presidente da CNseg  teceu considerações sobre o atual ambiente da saúde suplementar, solicitando ao ministro que demande, de suas áreas próprias, análises e propostas sobre a sustentabilidade do setor, com foco no equilíbrio econômico-financeiro. Também lembrou a recente reativação do CONSU – Conselho de Saúde Suplementar, órgão colegiado superior de Governo que fixa diretrizes setoriais, no qual o Ministério da Economia tem assento. Afirmou que é órgão de suma importância para examinar e coordenar as dimensões assistencial, econômico-financeira e de interesses do consumidor da saúde privada.

Ao final, foi entregue ao ministro Paulo Guedes convite para que participe de painel na abertura da CONSEGURO, no dia 4 de setembro. Ele elogiou  o conteúdo dos temas da reunião e  fez questão de afirmar que o setor de seguros pode contribuir decisivamente para a retomada do crescimento do País em bases sólidas, e para a desoneração do Estado, dizendo que “o Governo deve devolver o protagonismo econômico para a iniciativa privada”.

#dicadeleitura: Mulheres na Liderança

A revista “Mulheres na Liderança”, iniciativa dos jornais Valor e “O Globo” e das revistas “Época Negócios” e “Marie Claire” junto com a ONG Women in Leadership in LatinAmerica (WILL), já está disponível para leitura no portal do Valor, na aba Suplementos. Vale a leitura da revista, com muitos insights sobre diversidade.

A cerimônia de reconhecimento ocorreu na quinta-feira passada, em São Paulo, e reuniu diretores e líderes das empresas que se destacaram em 22 categorias, incluindo seguros. A vencedora foi a Zurich Santander.

A minha contribuição desta vez foi voltada a contar o que o Grupo Pão de Açúcar tem feito para arcar mulheres à liderança.

Casal usou o seguro DPVAT para transformar a tristeza em esperança em MG

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Idair e Lucia perderam o filho em um acidente de transito. Usaram o dinheiro do Seguro DPVAT para transformar a tristeza em esperança. Criaram a ONG amigosdeminas.org.br “Foi o dinheiro mais bem gasto da minha vida”, relata Idair.

Veja o vídeo feito pela Seguradora Líder no qual o casal conta um pouco desta história.

Quem vai me salvar naquele dia que nada dá certo?

tokio marine serie herói

Campanha da Tokio Marine ressalta a importância do corretor de seguros

Para quem tem seguro, geralmente a resposta para essa pergunta é: o corretor de seguros, que o orientou a fazer uma apólice bem feita, aderente às necessidades de cada cliente. Se você ainda não fez o seu seguro porque acha complicado, veja esse vídeo da Tokio Marine e entenda como pode simplificar a sua vida com a ajuda de um corretor de seguros.

https://www.youtube.com/watch?v=EsufX75liko&t=1s

Liberty Mutual lucra US$ 1,070 bilhão no semestre

Liberty lucra em 2018

A Liberty Mutual Holding Inc. e suas subsidiárias (coletivamente “LMHC” ou “Companhia”) reportaram lucro líquido atribuível à LMHC de US$ 399 milhões e US$ 1,070 bilhão para os três e seis meses findos em 30 de junho de 2019, reduções de US$ 582 milhões e US$ 559 milhões dos mesmos períodos em 2018.

“Para o segundo trimestre, o lucro líquido consolidado de operações contínuas foi de US$ 399 milhões, uma queda de US$ 110 milhões em relação a 2018”, disse David H. Long, Presidente e CEO da Liberty Mutual. “Testemunhamos uma volatilidade incomum resultante de US$ 82 milhões do desenvolvimento do Typhoon Jebi e uma atividade de perda não-catástrofe superior à esperada, incluindo tendências adversas em linhas de responsabilidade consistentes com os resultados do setor.

“Os resultados dos primeiros seis meses ficaram mais alinhados com as expectativas, pois o lucro líquido consolidado das operações contínuas foi de US$ 1,1 bilhão, US$ 21 milhões acima de 2018, com um aumento de 4,1%. Os principais fatores incluem um índice combinado de 98,7% % e uma redução de um ponto no índice de despesas.

“Enquanto os resultados do ano estão em linha com 2018, continuamos comprometidos em melhorar ainda mais o desempenho de subscrição, especificamente em linhas comerciais, e nos sentimos confiantes de que as condições do mercado nos permitirão fazê-lo.”

Garantias – Outro anúncio do grupo neste início de agosto informa que a Liberty Mutual Surety, segunda maior garantia dos EUA, foi aprovada pela U.S. Small Business Administration para participar do Surety Bond Guarantee (SBG) Preferred Program (Programa Preferencial Garantia Garantia) por meio da Liberty Mutual Insurance Company e da The Ohio Casualty.

O SBG Preferred Program oferece garantias para pequenas empresas que podem não atender aos critérios de outros provedores de garantia. “Há muitos contratantes que estão apenas começando no negócio que têm dificuldade em obter garantias porque são muito novos ou muito pequenos ou não têm um histórico suficiente”, afirma Ryan Knowle, gerente de programa da SBA, da Liberty Mutual Surety. “Ao fazer parte do SBG Preferred Program podemos dar a esses empreiteiros seus primeiros títulos, estabelecer relacionamentos duradouros com eles e, finalmente, ampliar nossos negócios juntos”.


 

Rede D’or compra 10% da Qualicorp

A rede de hospitais D’Or São Luiz traz mais uma noticia importante. Assinou ontem contrato para comprar participação minoritária de cerca de 10% das ações da administradora  de planos de saúde Qualicorp, que pertencem ao presidente Jose Seripieri Junior, informa fato relevante divulgado pela corretora que negocia ações em bolsa. Os valores da transação não foram divulgados.

O executivo permanecerá como presidente e membro do Conselho de Administração da Qualicorp. Após a aprovação do negócio, Seripieri deverá deixar a administração e permanecerá, como acionista indireto, detendo ações representativas de aproximadamente 9,9% do capital da companhia, informa o comunicado.

A venda das ações “não altera as obrigações de non-compete de Seripieri Junior, objeto do acordo celebrado com a Qualicorp em outubro do ano passado”.

A operação será submetida à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Marcel Giacon assume Superintendência de Produtos e Digital da Assurant


Executivo possui mais de 19 anos de experiência no mercado segurador e chega à companhia com o objetivo de expandir a área digital

A Seguradora Assurant anuncia a contratação do executivo Marcel Giacon como Superintendente de Produtos e Digital. Com mais de 19 anos de atuação no mercado de Seguros, Giacon chega com o objetivo de trazer inovação e expandir a área de digital da empresa, desenvolver novos produtos e gerenciar o portfólio de produtos da companhia.


Bacharel em Tecnologia da Informação, Giacon trabalhou por 17 anos na Bradesco Seguros, com passagens nas áreas de Relacionamento e Comercial no segmento corporativo da operação, além de ter sido também responsável pela distribuição no Bancassurance, na mesma área. Durante sua trajetória na companhia, ainda criou e liderou a área de Canais Digitais.

Em 2017, passou a integrar o time de sócios do Grupo Thinkseg, ecossistema de seguros independente baseado em tecnologia; e em 2018 também o da Bidu Corretora, corretora on-line que incorpora em sua atuação um viés educacional e atendimento multicanal. “Para nós da Assurant é um grande reforço. Marcel traz enorme experiência para expandir nossa operação digital além de possuir vasto conhecimento em produtos e canais tradicionais de distribuição. ” ressalta Pascoal Carrazzone, Diretor de Marketing, Produtos e Digital da Assurant.


“O desafio que me foi proposto pela Assurant vem de encontro ao que acredito que irá acontecer no mercado segurador nos próximos anos. É a possibilidade de colocar em prática todo aprendizado adquirido e aproximar de fato o mercado de seguros de outros mercados que já vivenciaram essa transformação, como bancos e meios de pagamento” destaca Giacon.

Seguro de vida é pouco conhecido entre brasileiros, avaliam Zurich e Oxford

Fonte: Zurich

Os brasileiros ainda têm pouco conhecimento sobre instrumentos de proteção de renda familiar e pessoal, segundo o Agile Protection, pesquisa realizada pela seguradora Zurich e a Universidade de Oxford. Apenas 10% das mulheres e 15% dos homens consultados afirmaram ter familiaridade com o seguro de vida. O seguro para proteção de renda também só é conhecido por 10% das mulheres e 14% dos homens.

Na mostra analisada por gênero, a maioria das mulheres (90%) e dos homens (88%) disse não ter um seguro de vida ou um seguro de proteção de renda. Na análise por faixa etária, 91% dos participantes com idade entre 40 e 54 anos, e 90% daqueles de 30 a 39 anos e 55 anos ou mais não têm nenhum dos dois seguros. Entre os jovens millenials de 20 a 29 anos, também é baixa a penetração do seguro de vida e do seguro de proteção de renda: 84% não os têm. “O índice de conhecimento e de aquisição de seguros ainda é baixo entre os consumidores brasileiros, por isso nosso desafio é informá-los sobre a importância de uma proteção para a renda familiar. Isso deve ser feito com forte investimento em educação financeira”, diz Edson Franco, CEO da Zurich no Brasil.

Em relação aos planos de previdência privada, o conhecimento é maior em comparação à familiaridade que os brasileiros têm com os seguros: 40% dos homens e 25% das mulheres participantes do estudo sabem o que é uma previdência privada. “Mesmo sendo mais conhecido, apenas 6,17% da população brasileira e 14,8% do total de pessoas com alguma ocupação no mercado de trabalho têm um plano de previdência para constituir uma reserva de longo prazo”, avalia o executivo, ressaltando que é necessária uma conscientização de que os dois produtos são complementares.

Sobre o Agile Protection

A pesquisa ‘Agile Protection – Proteção social: do frágil ao ágil’, produzida pela seguradora Zurich em parceria com a Universidade de Oxford, é um desdobramento do estudo Income Protection Gaps (IPGs), de 2018, sobre as lacunas de proteção de renda.

Os dados do Agile Protection fazem parte de um amplo levantamento realizado com 16.894 indivíduos de 20 a 70 anos, com alguma ocupação no mercado de trabalho em 15 países (Brasil, México, Austrália, Reino Unido, Irlanda, EUA, Espanha, Itália, Alemanha, Suíça, Emirados Árabes Unidos, Malásia, Hong Kong, Romênia e Japão). 

Participaram da pesquisa 1.145 brasileiros com uma renda mensal média de R$ 5.561,90. A coleta de dados online aconteceu de fevereiro a março deste ano com grupos divididos em jovens da geração millennials (20-29 anos), adultos da geração millennials (30-39 anos), adultos da geração X (40-54 anos) e baby boomers (55-70 anos).

CEO da Thinkseg investe em startup que precifica sinistros

thinkseg

Fonte: Thinkseg

A Thinkseg é a primeira insurtech a fechar parceria com a startup Cilia, desenvolvedora do primeiro  aplicativo (app) com capacidade de processamento de 150 imagens por minuto. Na operação, o CEO da Thinkseg, o ex-BTG Andre Gregori, adquiriu 35% de participação do Sistema Cilia.  

Com sede em Goiás, a startup Cilia desenvolveu um algoritmo, com inteligência artificial que, ao receber a imagem online da batida do veículo (sinistro), mensura as peças danificadas, fornecedores, tempo de reparo, preço do conserto e oficina mais próxima apta ao serviço.  Em até 3 minutos, seguradoras e clientes tem acesso ao orçamento online no celular.  O app Cilia passa por testes em grandes seguradoras, com nomes mantidos em sigilo.

“O objetivo da aquisição é aumentar a sinergia com a tecnologia já usada nos produtos da Thinkseg. Recentemente, lançamos o seguro “Pague Pelo Pay-Per-Use), precificado de acordo com os quilômetros rodados pelo motorista. Tudo é  feito de modo online. Agora, com a nova parceria com o Sistema Cilia, vamos tornar a jornada do cliente no sinistro (acidente) também 100% online aos clientes da Thinkseg”, explica o CEO da insurtech, Andre Gregori, que passou a ter 35% do Cilia.

Segundo o CEO da startup Cilia, Daniel Barbosa, esse ano a empresa deverá fazer 1 milhão de orçamentos de forma totalmente automatizada e digital. “Fizemos parceria com a Thinkseg e, no momento, estamos em fase de testes com seguradoras de grande e médio porte, de atuação nacional ou regional. Quanto maior o número de integrações, maior será a eficiência do aplicativo. Esse ano a empresa deverá fazer 1 milhão de orçamentos de forma totalmente automatizada e digital”, afirma Barbosa.

A grande vantagem do aplicativo (app Cilia) é a agilidade em toda a jornada do cliente no sinistro (acidente). Leva até 3 minutos para a entrega do orçamento online. E também contribui para a redução das fraudes, envolvendo peças e preços de serviços, sem contar com a melhoria de eficiência para os clientes em função da tecnologia proprietária da empresa”, explica o CEO da Cilia, Daniel Barbosa.   Desde 2015, estudos mostram que a chance de erro nos processos feitos por algoritmos, que usam Inteligência artificial, é de 3,5%, enquanto que a inteligência humana tem 4,9% de capacidade de erro.

O algoritmo do app Cilia tem capacidade de processamento de 150 imagens por minuto. Para cada foto, há cruzamento de centenas de informações de cada peça, seja na parte externa ou interna do carro (dentro do capô do motor, por exemplo),  danificada no acidente. O algoritmo é capaz de apontar danos quase imperceptíveis, como trincados e riscos leves. A partir daí, imagens são mapeadas com código de cada peça, preço, quantidade de horas necessárias para o reparo, até se chegar à apresentação do orçamento total ao cliente. É importante ressaltar que o app permite o acompanhamento de todo processo, em tempo real, pela seguradora, oficina, guincheiro e cliente.

O sistema da startup Cilia –  com expertise em orçamento de reparos de veículos para seguradoras e oficinas – conta com 3.232 oficinas contratantes e presta serviços para dezenas de seguradoras, incluindo as internacionais, com representações no Brasil.  

Todas as peças apontadas para reparos, pelo sistema de inteligência artificial do app Cilia, somaram R$ 1,2 bilhão no primeiro semestre de 2019. Segundo Barbosa, o constante aprendizado da máquina é feito em cima de evidências.   O CEO  explica que o banco de dados alimentado, há sete anos, por uma equipe altamente capacitada que extrai as informações de cada acidente (intensidade do impacto, peças etc) para aperfeiçoar o algoritmo é o destaque do Cilia. Com uma simples foto de uma dianteira amassada, o algoritmo pode reconhecer de 10 a 12 peças externas ou internas danificadas, já indicando custo delas e da mão de obra, fazendo o orçamento do reparo para seguradoras, oficinas, pessoas.

“O banco da dados do Sistema Cilia continuará crescendo com a interação, imagens e dados recebidos de nossos clientes e parceiros, como montadoras, seguradoras, oficinas, clientes, frotistas, órgãos públicos”, diz Barbosa.

A iniciativa do Sistema Cilia no mercado brasileiro é pioneira. Profissionais da área consultados estimam que, no mundo, por volta de 10 startups estariam aperfeiçoando o uso de imagens de veículos com avarias para o cálculo do reparo. O diferencial do Cilia, além de fazer o orçamento do conserto baseado na foto, é a integração de montadoras, seguradoras, oficinas, frotistas, órgãos públicos e pessoas na mesma plataforma. É um modo de tornar a jornada do cliente no sinistro mais rápida e transparente,  com o acompanhamento de todos em tempo real, explica o CEO.  

Fundada há sete anos, com o capital próprio dos sócios Daniel Barbosa, Douglas Camargo, Mauro Guedes e  Leonardo Lobo, recentemente, o Cilia recebeu aportes de outros sócios investidores, entre eles, do ex-BTG Andre Gregori, com trajetória de 16 anos na área de seguros e, atualmente, como CEO da insurtech Thinkseg.