A Seguros Unimed, seguradora cooperativista especialista em cuidar da saúde e assegurar proteção financeira aos brasileiros, apresenta o seu novo produto do ramo Vida: SAT Coop. Como o nome sugere, o Seguro de Acidente do Trabalho da Companhia foi totalmente personalizado para atender às necessidades dos cooperados. Com a contratação, o profissional independente tem garantida uma indenização, caso sofra algum acidente de trabalho. Além disso, o seguro é uma exigência em conformidade com a Lei nº 12.690, que regula as cooperativas de trabalho.
“Pelo seu DNA cooperativista, a Seguros Unimed não mede esforços para oferecer soluções exclusivas em seguros que garantam proteção ao profissional e às instituições. Queremos nos consolidar, cada vez mais, como a seguradora das cooperativas brasileiras”, afirma o gerente Comercial do ramo Vida da Seguradora, Flávio Sá.
Entre os diferenciais estão coberturas como Morte Acidental, Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente de Trabalho, Reembolso de Despesas Médicas, Hospitalares e Odontológicas, Garantia Funeral, Diária de Incapacidade Temporária por Acidente e Reembolso de Despesas Médico-Hospitalares, desde que decorrentes de acidentes do trabalho. Além disso, o SAT Coop inclui o Seguro de Renda por Incapacidade Temporária – Serit, garantindo indenização no período de recuperação do profissional.
Segundo Flávio Sá, o cooperado segurado também concorre a prêmios mensais no valor de R$10 mil pela Loteria Federal. Atualmente, a Seguros Unimed atende a 345 cooperativas do Sistema Unimed, 47 do sistema Unicred, além de Sicoobs e Sicreds.
Empresa divulgará o balanço do terceiro trimestre e dos últimos nove meses no dia 7
“O ano ainda não terminou, mas já temos muito para comemorar”. Com esta frase, André Lauzana, vice-presidente Comercial e de Marketing da SulAmérica, abriu as apresentações do jantar oferecido na noite desta terça-feira (29), para mais de 70 corretores corporativos de São Paulo, no restaurante Mangiare. Com menu assinado pela chef Paola Carosella, a comemoração reuniu parceiros de negócios com os principais executivos da SulAmérica.
Além de Lauzana, estavam presentes Gabriel Portella, presidente da SulAmérica, os vice-presidentes Raquel Giglio (Saúde e Odonto) e Marcelo Mello (Investimentos, Vida & Previdência) e os diretores Luciano Lima (Comercial São Paulo capital), Heitor Augusto (Relacionamento com Cliente Saúde e Odonto) e Zeca Vieira (Marketing). “Este encontro é mais do que para agradecer a vocês pela parceria. É para reafirmar nosso relacionamento, algo que prezamos muito e queremos manter hoje e sempre”, assegurou Portella.
“Uma das características da SulAmérica é não ter vocês somente como corretores, mas como nossos parceiros de longa data, com quem mantemos uma relação de transparência e respeito”, completou. No evento, uma apresentação surpresa emocionou a todos antes do jantar ser servido. A Academia Ouro Preto, iniciativa patrocinada pela SulAmérica com objetivo de aprimorar o talento de jovens músicos e ajudar a inseri-los no mercado, fez um pocket show de cordas. “A SulAmérica é uma empresa que cuida de pessoas, pois apoiar esses jovens com incentivo artístico muda o futuro deles”, agradeceu o maestro Rodrigo Toffolo, que regeu dez músicos, entre violinistas, violoncelistas e contrabaixistas.
Neste cenário, a educação financeira se torna uma prioridade para ensinar os investidores sobre o efeito dos juros no longo prazo
Mais uma queda da taxa básica da economia. O Comitê de Politica Monetária (Copom) cortou a Selic de 5,5% para 5% ao ano. “Nossa expectativa é de que vai cair mais, para 4,5% neste ano”, afirmou Patricia Pereira, especialista da Mongeral Aegon Investimentos, que administra patrimônio acima de R$ 5,5 bilhões de investidores, ao blog Sonho Seguro. “O comunicado do Copom trouxe novidades interessantes. 2021 entrou no horizonte de decisão; as projeções até lá estão abaixo da meta em todos os anos e modelos mostrados, o que sugere espaço para a taxa Selic ir abaixo dos 4,5%”, diz Rafael Cardoso, economista da Daycoval Asset Management, concordando com Patricia.
A especialista da Mongeral afirma que se trata de um momento único da economia brasileira e que vai realmente fazer os investidores conservadores a reverem seu perfil de risco. “Com uma taxa de juro de 14,5% como tínhamos no final do governo Dilma nao havia estimulo para correr risco em investimentos. Mas agora, com a taxa chegando a 4,5%, é preciso repensar na estratégica de investimento e correr um pouco de risco para buscar uma rentabilidade mais atraente”, explicou.
Segundo ela, é hora de todos reverem seus portfólios, o que já tem sido uma realidade neste ano para a Mongeral. “Antes éramos uma casa tipicamente de renda fixa. Mas hoje, metade do nosso portfólio já está em multimercados em razão da demanda de nossos clientes, que já perceberam que para rentabilizar o capital é preciso diversificar a carteira de apostas”, comentou.
A educação financeira tem sido um mantra entre os gestores de recursos uma vez que a aposta é de que a taxa de juros seguirá por um bom tempo neste patamar. “Considerando-se as reformas previstas pelo governo e a volta dos investidores em projetos que gerem emprego e aumento de renda da população, mesmo que haja um aumento da inflação, certamente a taxa de juros se manterá neste patamar”, disse. Realmente, não há quem aposte num cenário passado, quando a taxa de juros caiu para 7,5% e voltou a subir para 14%. “Esse é um cenário que ninguém aposta hoje diante do andamento das reformas do governo”, disse a executiva da Mongeral Aegon.
Sem dúvida, é um momento para capturar novas oportunidades. E o setor tem uma ampla linha de opções para atender a cada Perfil de Investidor”, afirma Jorge Nasser
“Para os participantes de Planos de Previdência Privada é uma oportunidade de diversificar seu portfólio em Fundos Multimercados, por exemplo. Sem dúvida, é um momento para capturar novas oportunidades. E o setor tem uma ampla linha de opções para atender a cada Perfil de Investidor”, afirma Jorge Nasser, presidente da Federação Nacional de Previdencia Privada (Fenaprevi).
Geralmente um investidor considera o tempo e o rendimento para calcular o valor mensal a ser depositado num fundo de investimento para atingir sua meta. Com a queda dos juros, ou precisará correr mais risco para tentar manter a rentabilidade inicial projetada. “Se optar pelo conservadorismo, ou investidor aporta mais recursos mensalmente ou alonga o prazo previsto para atingir o alvo”, avalia Patricia.
Se considerarmos a inflação em torno de 3,5% a 4% ao ano, o juro real chega a 1% em 12 meses. Isso significa que um investidor que aplicar R$ 1 mil na caderneta de poupança terá o equivalente a R$ 967 depois de 10 anos a valores de hoje, calcula a equipe da XP Investimentos. Se aplicar em um CDB que rende 85% do CDI, depois de 10 anos o investidor terá o equivalente a R$ 1.032.00. Ou seja, um ganho de apenas R$ 32 em uma década. Esse é o risco do cliente que não prestar atenção nos investimentos neste cenário de juros baixos.
As carteiras precisam ser repensadas e otimizadas para refletir este cenário, recomendam os especialistas. A título de exemplo, calcula a XP, um mix de investimento com perfil moderado, que renda 7,5% ao ano, em um ano, o rendimento seria 3,86% em termos reais. Assim, aqueles R$ 1 mil virariam R$ 1.461 em 10 anos. Bem mais razoável.
O festival reuniu cerca de 15 mil pessoas na capital carioca para ações e atividades relacionadas à tecnologia e ao digital
Fonte: Liberty Seguros
Após o sucesso da última edição do HACKTUDO, realizado na universidade PUC do Rio de Janeiro, a Liberty se juntou ao time dos patrocinadores do festival, em 2019. O evento, realizado no último fim de semana, reuniu cerca de 15 mil pessoas e promoveu uma série de atividades que foram desde workshops e discussões sobre tecnologia, inovação e igualdade de gênero, a competições criativas, games e batalhas entre robôs e drones.
“Para a Liberty Seguros, é muito importante patrocinar e participar de festivais como esse pois reforça o nosso compromisso com a inovação e o nosso constante trabalho na implementação da tecnologia nas nossas soluções”, conta Ana Lúcia D’Amaral, CIO da Liberty Seguros.
Além da tecnologia, nessa edição o HACKTUDO focou na sustentabilidade, destacando o quinto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU: alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.
Em parceria com a Liberty Seguros, o evento promoveu o “Hack Delas” com diversas atividades voltadas ao público feminino e em discutir a maior participação da mulher no mercado da tecnologia e inovação. No espaço de debates Hack Conference, aconteceu uma mesa redonda que discutiu o tema “Mulheres em Tecnologia: mercado em ascensão e cada vez mais receptivo” que contou com a participação da CIO da Liberty, Ana Lúcia D’Amaral. Além disso, a Liberty ofereceu duas oficinas ministradas pelo coletivo Minas Programam, com o objetivo de desafiar estereótipos de gênero e de raça que hoje permeiam as áreas de ciências, tecnologia e computação.
Ao longo do evento, o projeto Hack Delas também reuniu grupos de discussão formados exclusivamente por mulheres e mentoras nos hackathons.
“A companhia tem um compromisso com o incentivo da diversidade, por isso, é extremamente gratificante poder realizar essas atividades com foco no público feminino durante o HACKTUDO”, acrescenta Patricia Chacon, Diretora de Transformação da Liberty Seguros. “Na Liberty, nós acreditamos que a igualdade de gênero é o caminho para um mundo mais sustentável e para isso, precisamos promover a inclusão das mulheres em setores como a tecnologia e inovação”, completa.
Evento reune líderes da área de segurança da informação para debater o cenário desafiador que vem pela frente para o setor
Fonte: AIG
Após uma análise de mais de mil sinistros na Europa, Oriente Médio e África, a seguradora AIG, líder mundial em seguros contra riscos cibernéticos, elaborou um estudo com dados de tendências de mercado, tipos de ataques mais comuns, volumetria e números de casos em 2018 frente aos anos anteriores. É este material que Flavio Sá, Gerente de Linhas Financeiras da companhia, apresenta no Congresso Security Leaders, que será realizado hoje e amanhã, no Transamérica Expo Center.
Em sua apresentação, Flavio mostra que as falhas de segurança nos e-mails corporativos (Business Email Compromise) ultrapassaram o ransomware e a violação de dados por hackers como a principal porta de entrada de ameaças virtuais, conforme os índices a seguir. O comprometimento do email comercial chegou a 23% dos casos ou quase 1/4 dos incidentes relatados em 2018, seguido de ransomware (18%), violação de dados por hackers (14%) e violação de dados devido a negligência do funcionário (14%)
O evento, que tem foco em segurança da informação, vai reunir diversos líderes do setor e terá a participação da AIG no painel “Trilha, Cases & Lições Aprendidas – Cases de Cyber”, na tarde desta terça-feira, 29, às 12h30.
Para Sá, o evento é mais uma oportunidade de chamar a atenção para um problema que tende a crescer com grande intensidade em todo o mundo nos próximos anos. “Muitos executivos ainda desconhecem a relevância de estar protegido de possíveis ataques cibernéticos e a dimensão dos danos que eles podem causar, principalmente perante a frequência e complexidade dos ataques e, do outro lado, uma legislação cada vez mais rigorosa quanto à proteção dos dados”, explica, ao fazer referência às recentes GDPR na União Europeia, e a Lei Geral de Proteção de Dados, que entrará em vigor no Brasil em 2020. Esta última, por exemplo, poderá aplicar multas de até R$ 50 milhões a empresas que tiverem dados de seus clientes vazados, seja por negligência, ou porque foram vítimas de um ataque virtual.
O Congresso Security Leaders já está em sua décima edição. Serão dois dias de debate sobre um futuro desafiador para o setor com a LGPD, criação da autoridade nacional de proteção de dados, vazamento de informações sensíveis, respostas a incidentes, chegada do 5G e novas vulnerabilidades.
O vice-presidente da Associação Brasileira de Gerência de Riscos (ABGR) e risk manager da Suzano, Rodrigo Avila, participou da 11ª Conferência Internacional da Brokerslink, de 16 a 18 de outubro, em Bordeaux, França. Na pauta, a política de preços e reajustes do mercado segurador.
Na opinião de Avila, “o setor de seguros como um todo, especialmente em P&C, tem sofrido importantes elevações de taxas nos últimos dois anos. A nossa avaliação é de que estamos entrando em um novo cenário de precificação muito influenciado pelas recentes catástrofes naturais que têm atingido especialmente Estados Unidos e Ásia”.
Ele completa: “como as seguradoras e resseguradoras possuem um sistema de precificação global, acabamos tendo reflexos negativos no Brasil. Diante disso, é necessária uma evolução na modelagem de preços, ampliando a importância da gestão de riscos e sinistralidade local quando da formação do prêmio. É muito complexo explicar ao board de qualquer companhia que o valor que se paga está sendo impactado por fatores externos”.
A política de reajuste de preços das seguradoras faz parte da programação da EXPO ABGR 2019, que será realizada em 12 e 13 de novembro, no WTC São Paulo.
Eventos da CNseg ocorrerão em São Paulo e discutirão temas estratégicos sobre inovação
As inscrições do 13º Insurance Service Meeting e do 4º Encontro de Inteligência de Mercado, ambos promovidos pela CNseg, a Confederação Nacional da Seguradoras, se encerram nesta sexta-feira, 1º de novembro. Os encontros discutem inovações e macrotendências do mercado segurador e ocorrerão de forma simultânea entre 6 e 7 de novembro, no Transamerica Expo Center, na cidade de São Paulo.
Mais uma vez, a pauta temática e os palestrantes confirmados são os destaques dos eventos da CNseg. Rob Galbraith, diretor de Inovação da AF Group e autor do livro “O fim do mercado de seguros como conhecemos” (“The end of insurance as we know it”, em inglês), é uma das principais atrações entre os palestrantes internacionais. “A presença de palestrantes internacionais, como Rob Galbraith, ratifica o pioneirismo desses dois eventos na discussão de tendências e de novas tecnologias voltadas para o setor segurador”, assinala o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, que será o moderador do painel “The end of Insurance as we know it”, no qual será apresentada a palestra de Rob Galbraith.
Em sua palestra, Galbraith tratará das profundas mudanças previstas no setor nos próximos anos, tendo em vista o acelerado avanço tecnológico. Ele apresentará dicas para a longevidade das companhias em um ambiente digital e falará sobre algumas das tecnologias que deverão se consolidar no setor, como a telemetria, a inteligência artificial e a chamada Tecnologia de Contabilidade Distribuída (DLT, na sigla em inglês), cuja primeira infância é representada pelo Blockchain.
O Insurance Service Meeting reúne executivos e especialistas das áreas de Tecnologia da Informação, Negócios, Produtos e Serviços, interessados em avaliar inovação e avanços tecnológicos no setor. Nessa edição, os participantes vão debater também temas como ética e inteligência artificial, a tecnologia usada para ampliar a compreensão de doenças e oferecer alternativas de tratamento, entre outros.
No Encontro de Inteligência de Mercado, especialistas se debruçarão sobre tendências do mercado segurador brasileiro, incluindo-se aí desafios para a ampliação da base de clientes, o público sênior e sua relação com o setor de seguros, a transformação digital em curso na China e seus impactos econômicos e sociais, entre outros tópicos.
O mercado segurador encerrou os nove primeiros meses de 2019 com lucro líquido de R$ 12,9 bilhões, segundo dados compilados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) analisados pela consultoria Siscorp. O valor ficou acima dos R$ 11,3 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
Seguradoras ligadas a bancos seguem liderando as três primeiras posições do ranking de lucro. A Bradesco Seguros segue sendo a líder do ranking, com R$ 4,5 bilhões, com uma participação de quase 30% no lucro do banco, que deve divulgar balanço do terceiro trimestre em breve. A BB Seguros vem em segundo lugar, com ganho de R$ 2,09 bilhões. A Caixa vem em terceiro, com R$ 1,5 bilhão. O Itaú caiu para quinto, com R$ 638 milhões, ultrapassado pela Porto Seguro, agora em quarto lugar no ranking, com lucro de R$ 725 milhões no período analisado pela Siscorp com base nos dados enviados à Susep.
Tendência é de alta de taxas, mas clientes relutam em aceitar sem que o reajuste tenha uma justificativa de sinistralidade
Preço personalizado. Esta é uma das principais demandas dos gestores que administram riscos globais presentes na 11ª. Conferência Internacional Brokerslink, realizada entre 16 e 18 de outubro, na capital mundial do vinho, Bordeaux, França. Jorge Luzzi, CEO da RCG Powered by Herco, coordenou a mesa redonda do evento com 17 gestores de diversas nacionalidades, como japoneses, brasileiros, franceses, americanos, argentinos, africanos, peruanos entre outros. “A impressão geral é que o mercado segurador mundial está num ciclo “hard”, ou seja, de aumento de taxas e maior exigência de informações, compliance e adoção de medidas de segurança eficazes”, resumiu Luzzi.
Sem números específicos, os gestores citam aumentos médios de 20% no programa de seguro que está sendo renovado agora para vigorar em 2020. “Isso não é certo. Como posso explicar para a minha diretoria um aumento de 20% diante de um contrato praticamente sem ocorrência de sinistros?”, indaga um gestor de risco industrial que pediu anonimato. Ele garante que os gestores de riscos estão munidos com tecnologia capaz de fornecer dados que permitem que corretores e seguradoras ofereçam aos resseguradores uma sofisticada análise dos riscos, condição que sempre foi vital para determinar as negociações de taxas e condições do programa de seguro. Dessa forma, os aumentos de preços, acreditam eles, deve se limitar aos segmentos e regiões geográficas afetadas por perdas expressivas.
Do outro lado da mesa resseguradores, com decisiva influência na formação de preços e condições de um programa global de seguros. Os resseguradores afirmam que precisam reajustar o preço para recompor o capital diante de perdas com catástrofes nos últimos anos e também atender à demanda dos investidores que exigem retornos mais atraentes para disponibilizar capital para o setor. “É um momento importante para os gestores de riscos, pois eles têm mais trabalho para reavaliar os programas, negociar franquias e limites, além de preparar uma planilha de compliance detalhada para conseguir atrair o capital disponível no mercado e assim fechar um bom contrato. E tudo isso num momento difícil para as empresas, com cortes de custos, o que dificulta a negociação para aumentar a equipe dos gestores”, frisa Luzzi, que também é presidente do Conselho da ABGR (Associação Brasileira dos Gestores de Riscos) no Brasil.
Mas se depender dos insights apresentados no Monte Carlo Reinsurance Rendez-Vous, evento que desde 1957 reúne resseguradoras, seguradoras, gestores de riscos que compram seguro, investidores e prestadores de serviços, as negociações serão duras, uma vez que há uma concordância dos principais resseguradores sobre a necessidade de aumento de taxas. Segundo pesquisa divulgada pela Moody’s na 63ª edição do evento realizado em setembro passado, resseguradores entrevistados disseram que esperam um mercado estável com viés de alta para as próximas renovações em 2020. Justificam que precisam reavaliar seus retornos de capital ajustados ao risco diante da queda das taxas de juros nos principais países do mundo — alguns com taxas nulas ou negativas — bem como buscar equilíbrio técnico diante do aumento dos custos com sinistros por catástrofes naturais.
Apesar de tal previsão, os corretores da rede internacional Brokerslink, que atuam em mais de 100 países, lutam para conseguir boas condições. Fazem uso da conexão global bem como de road shows com seus clientes para apresentarem aos resseguradores tudo que tem sido feito para mitigar os riscos, com históricos detalhados de ocorrência de acidentes. Boa parte deles com curvas decrescentes.
“Não é um aumento igual em todas as partes do mundo. Em alguns países é maior do que em outros”, afirma Luzzi. As perdas econômicas globais geradas por catástrofes naturais e desastres provocados pelo homem em 2018 totalizaram US$ 165 bilhões, sendo que US$ 76 bilhoes foram pagos pelo mercado segurador, segundo estudo da Swiss Re. No primeiro semestre de 2019, o estudo mostra um total de perdas econômicas com catástrofes estimado em US$ 44 bilhões, com US$ 19 bilhões em perdas seguradas.
Locais onde há catástrofes, a negociação se torna mais dura, como Estados Unidos, Japao ou Chile, por exemplo. Como no Brasil as catástrofes naturais são raras, os gestores brasileiros se ressentem de serem penalizados por algo que está fora da realidade local. “Quando se aposta na prevenção e em medidas de mitigação de riscos, os efeitos são imediatos no custo do seguro de transporte ou de saúde. Já o mesmo não acontece no segmento de riscos patrimoniais e eles querem que as seguradoras e resseguradoras passem a considerar as melhorias e a exposição local em vez de nivelar o preço de forma mundial”, resume Luzzi.
Redução de margens, apesar de ser a última das ofertas dos corretores e seguradoras, também tem sido um tema importante nas reuniões com clientes que buscam evitar reajustes relevantes não justificados pela sinistralidade. Certamente as negociações serão acaloradas neste final de ano, período em que milionárias apólices de seguros são renovadas. No entanto, o que se nota é que os executivos responsáveis pela contratação dos maiores programas de seguros do mundo estão completamente blindados por seus corretores e seguradores.
O risco de perder clientes hoje em dia está entre os mais temidos pelos profissionais do setor. A principal estratégia das companhias de seguros é aumentar a base de clientes para compensar a redução nos valores segurados gerada pela recessão e pelo auto seguro, uma conseqüencia da revisão dos programas de seguros motivada pela prioridade das empresas seguradas em minimizar custos e mitigar riscos.
Os gestores de riscos das maiores empresas do mundo estão exatamente atrás de produtos inovadores e preços acessíveis, principalmente diante de um cenário de incertezas como o de hoje. Segundo pesquisas, os principais riscos temidos pelos gestores de riscos são ataques cibernéticos, incerteza política, comoções sociais, regulamentação excessiva do setor e mudanças climáticas.
A concorrência certamente regulará os contratos dos bons clientes, que diante dos avanços tecnológicos têm mais segurança para assumir franquias elevadas e assim reduzir o valor pago pelo seguro. Certamente é momento que mostra o profissionalismo do setor, com incessante busca por ganhos técnicos para compensar a redução dos ganhos financeiros. Ce la vie, como dizem os franceses.
A jornalista viajou a Bordeaux, França, a convite da MDS Brasil, corretora que representa a rede Brokerslink no Brasil.
Recentes episódios que estamparam as manchetes do mundo todo como os incêndios na Catedral de Notre Dame em Paris e do Museu Nacional no Rio de Janeiro são tristes exemplos de como o fogo ainda é o pior inimigo das empresas ao redor do planeta. As perdas globais sofridas em decorrência de incêndios somam mais de 15 bilhões de dólares nos últimos 5 anos.
Causa principal de perdas corporativas e um dos riscos que mais amedrontam as corporações, incêndios e explosões são responsáveis por mais da metade do montante de sinistros de Property nos últimos 5 anos e foram detalhados em uma recente publicação da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) chamada Global Risk Dialogue. Esses dados todos reforçam a importância da prevenção e da rápida resposta em casos de sinistros envolvendo fogo. “Existem três tipos de mitigação no que diz respeito a incêndios”, explica Stephen Clark, Gerente Técnico & Consultor de Risco Global – Property na AGCS. “Medidas preventivas, métodos de extinção do fogo e planos de contigência para assegurar uma rápida retomada das operações”.
O impacto de um incidente com fogo vai além da estrutura de uma empresa, podendo desencadear perdas consequentes como Interrupção nos Negócios (BI) e Interrupção Contigente de Negócios (CBI), aumentando consideravelmente o valor das perdas. Tambem existem exposições não cobertas no seguro tradicional como a “perda de mercado”, dependendo da atividade e atuação do segurado.
“Quando um cliente tem um sinistro de incêndio, geralmente seu prejuízo é muito grande, e gera impacto também nas finanças das seguradoras e resseguradoras, já que as perdas envolvem tambem a interrupção de negocios (BI e CBI) alem do dano material. Desse modo, temos o dever de trabalhar em parceria com o cliente, especialmente na prevenção e nas rápidas respostas aos acidentes e é por isso que a área de Gestão de Risco (ARC) na AGCS é fundamental. Através de análises de documentação, modelagens digitais e inspeções on site, nossos engenheiros avaliam detalhadamente as propriedades seguradas e propõe melhorias que visam eliminar ou minimizar a exposição ao risco”, detalha Felipe Orsi, Diretor de Property – AGCS América do Sul.
São diversas as maneiras pelas quais as seguradoras e resseguradoras podem auxiliar as companhias na prevenção a incêndios, adequandos estruturas e desenvolvendo melhorias em processos e sistemas. Uma das ferramentas que os técnicos de gestão de risco da AGCS utilizam é o check list de 12 princípios, garantindo assim mais segurança nas operações dos clientes. Confira a lista abaixo:
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