A revolução tecnológica e o fim do seguro como conhecemos

Autor norte-americado de best-seller sobre o assunto discute com lideranças brasileiras sobre a disrupção no setor

Fonte: CNseg

“O fim do seguro como conhecemos” foi o tema da palestra apresentada por Rob Galbraith, diretor de Inovação da AF Group e autor do livro “The End of Insurance as We Know It: How Millenials, Insurtechs and Venture Capital Will Disrupt the Ecosystm” no 13º Insurance Service Meeting, evento realizado pela CNseg, em São Paulo, simultaneamente ao 4º Encontro de Inteligência de Mercado.

O palestrante provocou, apontando o que considera serem as sete falhas fatais do mercado de seguros de hoje. Na visão do consumidor, ele é muito caro, muito confuso, muito fácil de burlar, gera muito escoamento de recursos, não cobre todo tipo de perda, não cobre tudo e não cobre todos. “Muitas startups estão empenhadas em tentar resolver esses problemas e, caso isso ocorra, será um grande avanço”, afirmou.

Em sua visão, o seguro é um produto perfeito para a era digital, por não necessitar de grande investimento em capital físico e não se utilizar de cadeias globais de suprimentos, como ocorre com montadoras de carros como a Tesla, que precisou investir mais de 1 bilhão de dólares para construir uma fábrica baseada em novas tecnologias. “No setor de seguros, não temos essa necessidade. É somente o dinheiro indo e vindo. Então, porque nossos seguros continuam sendo tão tradicionais?”, questionou.

Márcio Coriolano, presidente da CNseg, moderou o debate e contextualizou o palestrante sobre o mercado brasileiro. “Quando se fala das dificuldades para levar o seguro ao consumidor, é importante lembrar que nossa penetração, hoje, é de 6,5% do PIB, não podendo ser comparada com a dos Estados Unidos, pois nós temos uma renda per capita muito baixa, com 67% da população brasileira ganhando menos de um salário mínimo. A baixa penetração é muito menos por desconfiança com relação ao sistema e muito mais pela questão da renda per capita”, afirmou. “Nós temos várias soluções, cada vez mais velozes, para questões ainda não levantadas. Para os seguradores, em geral, ainda não houve a possibilidade de vislumbrar todo esse cenário e verificar todas as oportunidades de melhorias de processos e de produtos e todas as ameaças para o negócio”.

Marcelo Farinha, presidente da FenaCap e da Brasilcap, por sua vez, afirmou que a inovação sempre esteve no DNA do setor de seguros, lembrando da carta de princípios assinada pelo setor em 1992, que tem a inovação como um destes princípios. Entretanto, para ele, o desafio é balancear o novo com o atual. “Disrupção leva tempo e não dá para abandonar o atual e ir direto para o novo. Precisamos chegar, mas há essa preocupação de como endereçar as coisas”.

Luis Gutiérrez, CEO da Mapfre Seguros, afirmou que as mudanças acontecem de forma diferente na realidade brasileira. “Queremos um Brasil melhor e precisamos ser eficientes para continuar gerando valor. Temos que pensar como vamos nos relacionar com os clientes, pois o caminho não pode mais ser o mesmo, já que as pessoas querem outra forma de relacionamento e de comercialização”. Para Gutiérrez, o que se vê hoje no país são estágios de evolução pelos quais já passaram os mercados mais avançados. “O que está claro é que temos que reagir”.

Foto: Da esquerda para a direita: o diretor de Inovação do Grupo AF e autor do best-seller da Amazon “The End Of Insurance As We Know It”, Rob Galbraith; o CEO da Mapfre, Luis Gutiérrez; o presidente da FenaCap e da Brasilcap, Marcelo Farinha; e o presidente da CNseg, Marcio Coriolano

ARTIGO: Reflexões sobre o futuro das insurtechs

por Marcelo Blay, CEO da Minuto Seguros, único brasileiro da fazer palestra no evento InsurTech Connect (ITC), em Las Vegas, em outubro

Um mês se passou desde que voltei da maior convenção de seguros e tecnologia do mundo, InsurTech Connect (ITC). Foi uma experiência enriquecedora compor um painel de debates onde comparamos os mercados brasileiro, indiano e americano, além de ter sido uma grande honra ser o primeiro brasileiro a participar como palestrante. Entretanto, foram as informações colhidas em mais de 20 palestras e inúmeros encontros profissionais durante a convenção que me indicaram quatro reflexões sobre o futuro e o impacto das insurtechs no mercado de seguros. São elas:

1) Insurtechs entraram de vez no radar de grandes investidores

O surgimento dos primeiros “unicórnios” no mercado de seguros foi destaque logo na apresentação de abertura da ITC. “Unicórnio” é o jargão usado no Vale do Silício para nomear as empresas de tecnologia que atingem um valor de mercado acima de US$ 1 bilhão. Entrar neste radar não é pouca coisa. Trata-se de um indicativo claro de que gente muito grande e capitalizada descobriu que um dos melhores atalhos para atingir o estágio de transformação digital é através de aquisições e parcerias com as insurtechs.

O curioso, entretanto, é que estes grandes investidores têm se revelado velhos conhecidos: são as próprias seguradoras existentes e estabelecidas, as resseguradoras, os fundos de pensão, os fundos soberanos e fundos de private equity. Mesmo assim, é para ficar de olho.

2) As insurtechs deixaram de ser percebidas como ameaça

Passou o medo de 3 anos atrás. Foi um alento notar que as insurtechs são cada vez mais percebidas como catalisadoras da transformação da indústria de seguros.

Um exemplo disso foi apresentado pela States Title, uma insurtech de apenas 24 funcionários que adquiriu North American Title Insurance Company (NATIC), uma companhia de seguros estabelecida. A aquisição ocorreu após a NATIC concluir que não tinha as habilidades necessárias para fazer uma transformação digital capaz de potencializar seus resultados. Detalhe: a NATIC tem 14 mil funcionários.

Outro caso interessante foi mostrado pela Travelers. A seguradora tinha o objetivo de reduzir a percepção do tempo de liberação de pagamento de sinistro de colisão parcial. Na percepção das seguradoras, o processo levava 10 dias; na dos segurados, 30 dias! Para rever seus processos e desenvolver novas soluções mais transparentes para os clientes, investiram em tecnologia. O resultado: a percepção do prazo caiu pra zero.

Que bom que exemplos reais como estes, de empresas que alcançaram grande sucesso ao apostar em tecnologia e insurtechspara buscar inovação em seus modelos de negócios, foram muito comuns nesta ITC. Dá segurança de que estamos num caminho certo e inevitável.

3) A disrupção no mercado de seguros ainda não aconteceu

Uma das provocações que achei mais interessantes na ITC 2019 foi feita por Glenn Shapiro, da Allstate. Em sua excelente apresentação ele ilustrou que mesmo com a aplicação de tecnologia de ponta, grandes mudanças não são impossíveis – mas estão longe de serem fáceis. Há alguns obstáculos apontados por ele, como a grande necessidade de capital para atender os preceitos atuariais, a natureza dos riscos que cobrimos com nossas ofertas, a complexidade inerente à indústria (subscrição de riscos, sinistros, serviços acoplados às apólices, fraudes, etc.) e as exigências regulatórias. 

A estes pontos acrescento que, apesar da expectativa do mercado, aspectos atemporais do seguro como a integridade, a transparência e a confiança não sofrerão mudanças na transição do ambiente analógico para o digital. Por isso, ainda resta a dúvida: como será a grande disrupção no mercado de seguros?

4) Google e Microsoft podem concorrer com seguradoras – ou não!

Os ataques cibernéticos são um dos riscos mais característicos do século XXI e o sinistro de maior preocupação na convenção. A expectativa das empresas em relação a ciberataques não é apenas receber o dinheiro da indenização, mas ter alguém que ajude-as a recolocar a empresa em funcionamento de novo, bem como traga sugestões de como fazer para que o problema não volte a acontecer. Foi uma surpresa ouvir as gigantes da tecnologia Google e Microsoft, que poderiam atuar diretamente neste mercado, negar que isto esteja em seus planos. 

Igualmente curioso foi ouvir na palestra seguinte, de Richie Whitt, CEO da Markel Insurance Company, uma grande seguradora americana: “Não acreditem no que eles (Microsoft e Google) acabaram de falar…”. Fiquei com a pulga atrás da orelha. 

E o Brasil?

Refletindo sobre estas constatações que trouxe da ITC, pude concluir que o potencial de crescimento para o mercado de seguros no Brasil é maior que eu imaginava. Ainda que nosso mercado esteja em um estágio de desenvolvimento diferente do resto do mundo, está claro que as insurtechs podem ser importantes agentes da transformação necessária para que consigamos capturar inúmeras oportunidades.

SulAmérica: lucro líquido cresce 42,7% até setembro, para R$ 729,7 milhões

Companhia soma R$ 729,7 milhões de lucro líquido nos nove meses do ano e R$ 245,4 milhões no terceiro trimestre 

Fonte: SulAmérica

A SulAmérica divulgou seus resultados do 3º trimestre de 2019 e continua mostrando crescimento sustentável com uma série de números positivos. O lucro líquido deste trimestre aumentou 4,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 245,4 milhões. As receitas operacionais somaram R$ 5,9 bilhões no trimestre, 10,9% superiores ao terceiro trimestre de 2018, sem perder o foco na busca permanente por aumento da eficiência operacional. 

O índice de despesas administrativas (medido pela razão entre o total de despesas administrativas e as receitas operacionais totais) alcançou neste trimestre 7,6%, uma melhora de 1,0 p.p. frente ao mesmo período do ano anterior, mesmo considerando os investimentos recorrentes em tecnologia, digitalização e inovação, fundamentais para o desenvolvimento dos negócios da Companhia. No acumulado de nove meses, a SulAmérica registrou lucro de R$ 729,7 milhões, aumento de 42,7% em relação ao ano anterior, com índice combinado consolidado de 97,7%.

Tais resultados levaram o retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) a 17,2% nos últimos 12 meses, 1,2 p.p. melhor que o retorno registrado ao fim de setembro de 2018. 

As operações de seguro saúde e odontológico, responsáveis por 77% das receitas da Companhia, apresentaram aumento no número de beneficiários em mais um trimestre, crescendo de forma consistente e acima do mercado, com alto nível de retenção e bom ritmo de vendas novas.

Neste trimestre foi iniciada a integração da Prodent, cuja aquisição foi concluída no fim de julho e contribuiu para a operação em odontologia atingir 1,7 milhão de beneficiários e cerca de 7% de market share em receitas, reforçando a estratégia de crescimento no segmento. A sinistralidade permaneceu sob controle no trimestre, em 80,2%, e também no acumulado dos primeiros nove meses do ano, em 80,5%, 0,4 p.p. melhor que no mesmo período do ano passado.

“Nossos resultados são frutos de uma visão de longo prazo, com uma adequada estratégia de subscrição, força de vendas, qualidade dos serviços e da nossa operação, conjugada com a gestão de sinistros e dos nossos custos e despesas”, comenta Gabriel Portella, presidente da SulAmérica. “Continuaremos intensificando nossos investimentos na expansão da plataforma de Cuidado Coordenado”, completa, referindo-se aos mais de 250 mil beneficiários na plataforma, 1.700 médicos e mais de 450 mil consultas realizadas. 

Nos segmentos de automóveis e ramos elementares, cuja operação é objeto do contrato de venda assinado em agosto com a Allianz, em uma das mais importantes transações da história recente do mercado segurador do Brasil, a SulAmérica apresentou crescimento da frota segurada, tanto na comparação com o trimestre anterior como em relação ao ano anterior, ao mesmo tempo em que manteve a sinistralidade sob controle, considerando importante redução no prêmio médio em virtude principalmente da melhoria do risco e do ambiente competitivo.

Com relação à transação com a Allianz, que deve ser concluída em até 12 meses contados desde o anúncio do acordo e, portanto, até lá reforçamos que não haverá nenhuma mudança na administração, nas equipes, nas relações comerciais, no fornecimento e na oferta de produtos pela SulAmérica. 

Auto – A operação de automóveis voltou a mostrar crescimento em receitas de seguros, que totalizaram R$ 981,8 milhões neste trimestre, aumento de 8,4% na comparação com o 3T18. O índice de sinistralidade permaneceu controlado, em 60,6%, ainda que 2,4 p.p. acima do registrado no 3T18. A frota segurada totalizou aproximadamente 1,7 milhão de veículos ao final de setembro, um crescimento de 3,7% em relação ao 3T18, ou aumento de 60 mil veículos. As receitas operacionais de seguros de ramos elementares totalizaram R$ 47,4 milhões, redução de 5,5% em relação ao 3T18. A sinistralidade da carteira apresentou melhora de 4,0 p.p. no trimestre, atingindo 35,7%. 

Previdência, Vida e AP – No segmento de vida e acidentes pessoais, as receitas operacionais totalizaram R$ 133,4 milhões neste trimestre, aumento de 5,7% em comparação ao 3T18, refletindo a continuidade do crescimento dos produtos viagem e prestamista que vem sendo observado nos últimos trimestres. Já em previdência, as reservas cresceram 12,7% em relação a setembro de 2018, atingindo R$ 7,8 bilhões. O relevante crescimento deve-se principalmente ao aumento de contribuições na modalidade VGBL, onde as reservas cresceram 27%, além da rentabilidade acumulada dos saldos dos fundos de previdência. 

Investimentos – A SulAmérica Investimentos, gestora de ativos da Companhia, encerrou o terceiro trimestre com o montante recorde de R$ 45 bilhões em ativos sob gestão, um aumento de 17,9% quando comparado com o mesmo período de 2018. As receitas operacionais totalizaram R$ 16,8 milhões no 3T19, crescimento de 38,5% em comparação ao 3T18, em função de maiores receitas com taxa de administração (+34,9%) e taxa de performance (+341,5%), acompanhando a busca por produtos de investimento mais sofisticados e com maior potencial de retorno. A margem bruta acompanhou esse movimento e apresentou crescimento de 38,2% para um total de R$ 15,4 milhões no trimestre. 

Seguindo na constante busca por maior eficiência operacional e administrativa, a Companhia apresentou boa performance no controle e gestão das Despesas Administrativas, que foram menores em 1,7% em relação ao 3T18 e apresentaram crescimento de 4,2% no acumulado de nove meses, com redução de 0.4 p.p. no índice em relação as Receitas Operacionais, que atingiram 8,0%. 

Como ser 4.0 e ter as competências do profissional do futuro, segundo diretor da seguradora Sura

sura seguros

Anote as dicas de Marcelo Biasoli sobre ser 4.0 e ter as competências do profissional do futuro

“As mudanças sempre aconteceram, continuam acontecendo, mas a velocidade do mundo atual não se compara. Tudo o que estamos vivendo é muito rápido. 89% empresas desapareceram entre 1955/2014 no mundo e 50% delas serão substituídas nos próximos 10 anos”, disse Marcelo Biasoli, diretor de marketing e estratégias de negócios da Seguros SURA no Brasil, aos participantes do WTW 2019, maior evento de mobilidade da América Latina realizado nesta semana, para conectá-los às transformações digitais tanto na vida pessoal quanto na profissional, que exigirá novas competências no futuro.

Com base em estudos sobre neurociências, comportamentos e mais de 20 anos de experiência corporativa, Biasoli apresentou as características que conectam as pessoas com as transformações digitais da atualidade, e ainda explorou as competências necessárias do profissional do futuro e como estas competências se conectam com o dia a dia das pessoas e das cidades.

Conectividade global – Tudo é impulsionado por vários fatores junto com a evolução da tecnologia que está proporcionando algo único: permite que sejamos um grande alavancador do novo modelo de negócios e novas iniciativas, como cidades inteligentes, hubs de conectividade de pessoas e Inclusão social. “As oportunidades de locomoção e mobilidade já estão transformando a nossa vida. Sem sombra de dúvidas as pessoas vão poder escolher os seus modais: carro, bicicleta, patinete entre outros”, disse.

Experiência x conveniência – Cada vez mais as empresas investem em experiência e conveniência como diferencial para o seu cliente, por isso conhecer a jornada de compra é fundamental. Em um momento #ficaadica, o executivo da Sura afirmou  nosso cérebro funciona por associação, ativa a memória de longo prazo quando nos conectamos emocionalmente ou quando tem processo de repetição. As empresas estão fazendo exatamente isso, porque entenderam como tudo isso acontece. “A experiência do cliente é importante porque ele precisa se conectar com a proposta e valor da sua empresa.”

Desafios pessoais e profissionais: você 4.0 – Para ser uma empresa 4.0 é preciso entender que você faz parte desse movimento e as pessoas que são responsáveis pela gestão também. Todos devem estar conectados com o movimento de transformação. E também não tem como ser 4.0 sem olhar para si. “Quem é curioso sobre si mesmo? A partir dessa pergunta  começamos uma jornada de conhecimento sobre nós mesmos para encontrar o nosso propósito. E o mais importante é se permitir passar por isso. Temos que avançar e enfrentar nossos medos, é preciso ter coragem. Você quer ser mais criativo? Então enfrente os seus medos, isso permitirá uma experiência com você mesmo.” 

Anote as dicas de Marcelo Biasoli sobre ser 4.0 e ter as competências do profissional do futuro:

  • Storytelling e comunicação 
  • Fazer as coisas com paixão 
  • Ser curioso para aprender coisas novas 
  • Adaptação à tecnologia 
  • Estar aberto às mudanças 
  • Engajado para mudar a si mesmo 
  • Criatividade e improviso 
  • Aprendizado por projeto contínuo 
  • Resolver problemas de forma criativa 
  • Pensamento algorítmico 
  • Empreendedorismo 
  • Pensamento de crescimento, pensar exponencialmente na vida pessoal e profissional 

Bradesco investe em plataforma que facilita a vida do corretor de seguros

Data: 29.05.2017 Local: Alphaville, São Paulo Assunto: Retrato de Francisco Rosado, diretor da área de corretores da Bradesco Seguros na sede empresa. Assistente: Luiz Michelini Foto: Bitenka

Leonardo Freitas, diretor da Organização de Vendas do Grupo Bradesco Seguros, conversou com o blog Sonho Seguro sobre canais digitais e novas formas de comunicação com o cliente. Leia abaixo a entrevista:

Cite soluções e ferramentas digitais para ajudar corretores na comercialização de produtos?

Nos últimos anos, o relacionamento com o cliente passou por diversas mudanças e, hoje, a transformação digital permeia todo esse processo de relacionamento. Pensando nisso, a Bradesco Seguros estruturou o Portal de Negócios e o Aplicativo BS Corretor, plataformas que visam facilitar e tornar mais ágil o processo de vendas e a rotina dos corretores. Nesses canais, os corretores encontram o portfólio completo de produtos, oportunidades de vendas e ainda podem lançar suas propostas dentro do portal.  No caso específico da Bradesco Seguros, por ser uma empresa multilinha e multicanal, a estratégia é, cada vez mais, prover soluções e conveniência para que os corretores possam se concentrar na geração de negócios.

Pode citar alguns exemplos práticos de como isso é aplicado na companhia?

O Portal de Negócios é a principal ferramenta de vendas do corretor. Este canal foi pensando para que o corretor possa encontrar todas as funcionalidades que ele precisa para trabalhar. Por exemplo, em Auto, a Bradesco Seguros entendeu todas as dificuldades dos corretores referentes a esse produto e optou por segmentar um projeto específico, para trazer melhorias efetivas. Para isso, utilizou a metodologia ágil, a qual trabalha com sprints e entregas fracionadas – um método de grande relevância nesse processo. O portal auxilia o corretor em todas as etapas – de venda e pós-venda, por exemplo: faz assistência, cálculo de apólice, apresenta funcionalidade para o dia a dia dos corretores, acompanha propostas e realiza endossos (se um segurado muda de endereço, o corretor consegue fazer pelo portal o endosso dessa apólice). Já o aplicativo, permite que o corretor faça cotações de produto dental para pessoa física, visualize e acompanhe suas propostas, envie propostas por e-mail ou WhatsApp, gere boletos para pagamento e encontre diversos materiais de apoio para as vendas. A ferramenta tornou-se um facilitador de negócios, oferecendo maior praticidade e agilidade nas contratações.

Qual o impacto do uso das ferramentas digitais no aumento percentual de vendas e de base de clientes?

Por ser uma informação estratégica, a companhia não divulga percentuais de venda. Entretanto, a Bradesco Seguros acredita que o principal impacto das ferramentas, foi a otimização dos processos internos, que trouxe agilidade e qualidade para toda experiência de venda. Importante destacar que, no caso do Grupo Bradesco Seguros, os corretores participam de todo processo de validação, certificação e aprovação tanto do portal quanto do aplicativo. Toda a experiência é testada pelo próprio corretor. Desse modo, todas as dificuldades apontadas pelos corretores foram solucionadas em uma só ferramenta, ele pode consultar desde materiais de apoio para conhecimento dos produtos, até serviços de cotações e propostas para venda. 

Quais as principais tecnologias utilizadas pelo grupo no uso dos canais de distribuição para otimizar ganhos de eficiência e redução de custos?

A inteligência artificial foi um dos principais avanços, a Bradesco Seguros conta com a BIA, Vendas Online, CRM 2.0 e ofertas real time. Para o grupo a ideia é facilitar os processos e projetos, tanto na hora de comercializar o produto, quanto no uso dos serviços por parte do usuário como, por exemplo, acionar a cobertura do seguro nas áreas de Previdência, Saúde ou Residencial, sem precisar mudar de plataforma ou aplicativo. Sabendo que os consumidores estão cada vez mais à vontade com a inteligência artificial e fazem buscas em canais digitais por meio da voz, a Bradesco Seguros vem levando também o recurso para seus segurados por meio do Serviço de Assistência Auto, para casos de guincho, pane, pneus ou ajuda com chaveiro.

Pode citar alguns exemplos de processos internos e externos da companhia que foram automatizados e quais os ganhos em termos de tempo?

Hoje, todos os processos são registrados a partir dos inputs dos corretores. Conforme citado anteriormente, dentro do Portal de Negócios são levantados diariamente mudanças e melhorias, apontadas segundo a visão do corretor. A cada três meses um novo projeto é entregue com base nas sugestões dos corretores e das assessorias de seguros e os próprios parceiros conseguem acompanhar se a solução surtiu efeito na ferramenta, se a melhoria foi aplicada, sendo medida a evolução do desempenho dessas mudanças. Por isso, o objetivo é otimizar cada vez mais os processos, entregas e soluções para os corretores e segurados. Além disso, entregar ao cliente uma experiência memorável e inspiradora pode ser o caminho mais rápido para ganhar preferência e confiança. Além disso, o grupo Bradesco Seguros também vem adotando a metodologia agile para impactar os processos que envolvem seus 7 mil colaboradores. Isto significa formar equipes multidisciplinares e, com isto, mudar a maneira e a velocidade como se desenvolve e testa produtos, por exemplo. Este modelo permite que, ao incorporar soluções de insurtechs, os funcionários tenham uma mentalidade semelhante aos das startups e, assim, possam trabalhar em conjunto para colocá-las em prática.

Liberty Seguros apresenta Plano 2023 de sustentabilidade

liberty sustentabilidade

Companhia assumiu dez compromissos com o tema e o Relatório de Sustentabilidade ilustra as ações já desenvolvidas 

Fonte: Liberty Seguros

A Liberty Seguros apresenta sua nova estratégia de sustentabilidade para os próximos anos, alinhada com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que devem ser implementados em todos os países do mundo até 2030. 

“Na Liberty Seguros, nós temos uma forte estratégia de sustentabilidade que, além de atender às expectativas dos consumidores, cria valor para a sociedade”, afirma Carlos Magnarelli, Presidente da Liberty Seguros. “O Plano 2023 reforça o nosso compromisso de agir com transparência e ética, além de promover a diversidade e colaborar para a preservação do ambiente”, completa.

Plano de Sustentabilidade 2023 – No início de 2018, a Liberty começou uma nova etapa de seu planejamento estratégico com duração de 5 anos, que tem como objetivo fortalecer a presença da companhia em todos os seus setores de atuação e posicionar a empresa como referência em inovação e rentabilidade.

Para tratar especificamente dos assuntos relacionados a sustentabilidade e responsabilidade social, a seguradora criou o Comitê de Sustentabilidade. O grupo, que é composto por representantes de todas as diretorias da empresa, desenvolveu o Plano de Sustentabilidade levando em consideração os assuntos prioritários para cada stakeholder do negócio e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para chegar em 10 temas estratégicos: qualidade de serviço, crescimento sustentável, empoderamento social, seguro consciente, inovação, ética, gestão de riscos, cuidado com as pessoas e diversidade, produtos mais sustentáveis e por fim, gestão ambiental e de resíduos.

Empoderamento Social – Dentro desse plano, o empoderamento feminino e dos jovens destacam-se com diversas ações já realizadas nos últimos anos pela companhia. Para apoiar a educação e empregabilidade de jovens, a Liberty apoia diversas instituições do terceiro setor, como o Centro Educacional Assistencial Profissionalizante (CEAP), o Espro – Ensino Social Profissionalizante -, que também atua na capacitação profissional para inclusão de jovens no mercado de trabalho, e o Instituto da Oportunidade Social, o IOS. Além disso, a seguradora também patrocina a Fundação Tênis, que promove o desenvolvimento de crianças e adolescentes de comunidades carentes por meio do tênis. 

Para empoderar as mulheres a conquistar ainda mais no ambiente profissional, a empresa criou o programa Liberty Mulheres Seguras, com o qual oferece conteúdo de qualidade nas redes sociais, disponibiliza serviços exclusivos, como o projeto de mentoria online para empreendedoras, realizado em parceria com a Rede Mulher Empreendedora; promove eventos para corretoras em todo o Brasil abordando temas como Negociação e Influência; engaja funcionárias da companhia com palestras e eventos, além de apoiar instituições sociais e promover feiras com empreendedoras sociais.

“Um dos grandes objetivos do nosso plano de sustentabilidade é contribuir positivamente com a sociedade que estamos inseridos. Os dez temas nos ajudarão a olhar para as frentes necessárias de atuação e construir o futuro que desejamos ver”, completa Magnarelli. 

Para conhecer todas as iniciativas da companhia, acesse o Relatório de Sustentabilidade 2018 no link: https://www.libertyseguros.com.br/Pages/sobre-a-liberty/responsabilidade-social.aspx 

Corretoras de seguros estão entre os alvos preferidos de ataques virtuais

Seminário organizado pela APTS com apoio da ENS, trará orientações do especialista Claudio Macedo Pinto para as empresas de corretagem se defenderem.

por Márcia Alves

É um erro imaginar que apenas grandes empresas são alvo de ataques virtuais. Pesquisas indicam que as pequenas e médias empresas são as mais visadas pelos hackers, justamente porque não acreditam nesse risco. O problema é que pelo menos 20% não resistem e quebram. Nesse universo PME, muitas corretoras de seguros têm sido vítimas constantes de cibercriminosos. 

Como as corretoras podem se defender? Este é um dos assuntos que o especialista em riscos cibernéticos Cláudio Macedo Pinto, fundador da corretora de seguros Clamapi Seguros Cibernéticos, apresentará no seminário “LGPD na prática e Soluções para Cybers Risks”. O evento, promovido pela APTS e a ENS, será realizado no dia 21 de novembro, das 8h30 às 13h, no auditório da ENS, na Rua Augusta, 1.600, Consolação, São Paulo (SP).

“Qualquer empresa, seja qual for o tamanho, corre o risco de ser atacada por hackers e sofrer prejuízos incalculáveis”, diz o especialista. No evento, ele orientará as corretoras de seguros sobre como investirem em segurança da informação, treinamento de funcionários e na contratação de seguro. Aliás, parte da palestra será dedicada a ensinar as corretoras a não apenas se defenderem como também aproveitarem a oportunidade de comercializar seguros para riscos cibernéticos.

No campo das oportunidades para os corretores, o especialista responderá as seguintes questões: Como se preparar para vender o seguro de Responsabilidade Civil Cibernética e de Proteção de Dados? Quais são as principais características deste seguro (coberturas, exclusões e perda de direitos)? Como agir em caso de sinistro? Por que há resistência no mercado para a contratação do seguro cibernético? 

Cláudio Macedo ainda fornecerá argumentos de venda para ajudar na comercialização do produto. “O objetivo da palestra é conscientizar os corretores sobre os riscos para a sua empresa, além de mostrar o potencial de comercialização do seguro para risco cibernético, que poderá trazer novas receitas para a corretora”, diz. 

O evento também contará com a participação do “hacker do bem”, João Lucas Brasio, Diretor da Elytron Security, para falar sobre cibercrime, e do especialista em tecnologia, Marcos Nehme, CTO Field & Director, Latin America & Caribbean da RSA, para tratar de segurança cibernética.

Programe-se

LGPD na prática e Soluções para Cyber Risks

Data e horário: 21 de novembro de 2019 – das 8h30 às 13h

Local: Rua Augusta, 1.600, Consolação, S. Paulo (SP)

Programa completo e inscrições no site da ENS:

Insurance meeting: A contribuição estratégica da tecnologia para o bem-estar da população e a cura de doenças

Fonte: CNseg

A tecnologia pode promover um salto qualitativo na saúde de toda a população mundial, assegurando a cura de doenças e tratamentos mais assertivos. É possível até imaginar o estado de arte nesse campo, mas desvios éticos podem transformar soluções em problemas, exigindo, desde já, que a sociedade debata, com seriedade e serenidade, as escolhas de tecnologias que poderão ser incorporadas e leis para impedir ou punir desvios.  

“O uso da tecnologia no estudo das doenças e na busca pelas suas curas”, foi o tema do primeiro painel do segundo (e último) dia do 13º Insurance Service Meeting, realizado pela CNseg, em São Paulo, simultaneamente ao 4º Encontro de Inteligência de Mercado, reunindo um cientista – Stevens Rehen, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); uma médica – Regina Mello, superintendente médica da SulAmérica Saúde; e um economista – Sandro Leal, superintendente de Regulação da FenaSaúde.

Steven Rehen, palestrante, antes de destacar o atual estágio da ciência e tecnologia voltadas para a área médica, elencou três fatores que precisam estar no radar da sociedade para que as perspectivas positivas se cumpram no campo da saúde: o combate ao aquecimento global e às desigualdades – “temos mais de 13 milhões de miseráveis no momento” – e a difusão do conhecimento científico, necessário para impedir, por exemplo, que as pessoas se recusem a tomar vacinas, gerando riscos adicionais para toda a população.

Em breve resumo das tecnologias disponíveis e do saber científico, Stevens Rehen deixou claro que a ciência tem um caráter estratégico para a saúde da população. Noites mal dormidas, comprovadamente, abrem as portas para doenças, como depressão, Alzheimer e demência, afetando a capacidade de aprendizado. Na alimentação, o comer regrado é também o caminho para ter um cérebro mais saudável. Daí porque é fundamental, na infância, oferecer uma gama de alimentos variados, para que, quando adultos, as pessoas façam melhores escolhas, evitando os alimentos processados.

Ao lado de comportamentos individuais mais adequados, alimentação balanceada e atividades físicas, a ciência pode dar contribuições vitais. Já é possível, a partir da urina ou da pele, criar novas células para o cérebro ou outros órgãos, incluindo-se aí espermatozoides, enumerou o cientista. Os transplantes fecais podem contribuir para reduzir o problema de obesidade e, o retorno da pesquisa psicodélica, ajudar milhões de pessoas que convivem com depressão ou outras doenças mentais.

A médica Regina Mello, debatedora, reconheceu que o avanço tecnológico cria novos paradigmas, ainda mais se as inovações forem usadas de forma ampla. Novos arsenais terapêuticos podem melhorar, de fato, a qualidade de vida das pessoas, mas a utilização precisará contar com um marco regulatório mais flexível, incluindo-se aí o compartilhamento de dados pessoais. Melhor ainda se as tecnologias que mudam a vida e a saúde forem partilhadas com todos, incluindo a população de baixa renda, mais propensa a adquirir doenças precocemente pela falta de informação ou recursos financeiros.

Há uma longa estrada para ser percorrida, mas saber que já existem terapias mais assertivas é um alento, reconheceu Sandro Leal, moderador do painel, ao destacar que o tema tratado foi muito proveitoso em criar insights para toda a cadeia de saúde.

ARTIGO: Gerenciar riscos, um grande desafio versus uma difícil realidade

Por Antonio Carlos Stutz Goulart, engenheiro de riscos (risk management engineer)

Com base em análise histórica, os acidentes em unidades Industriais acontecem e continuarão acontecendo, principalmente por falhas em procedimentos e investimentos, tais como; 

  • Cultura de Segurança em toda as áreas da Empresa, 
  • Gerenciamento de Riscos baseado em normas nacionais e internacionais.
  • Investimentos em sistemas de controle e proteção contra explosão/incêndios.
  • Treinamento contínuo de identificação de riscos/perigos (Human Element). 

A cultura de segurança é uma conscientização gradativa e permanente. A implantação de um Programa de Gerenciamento de Riscos traz benefícios e deve contemplar uma busca incessante de:  

  • alternativas mais eficientes para prevenção e controle de perdas (loss prevention), visando construir barreiras de proteção, com o objetivo de mitigar os riscos de grandes acidentes;
  • um diferencial com base na qualificação de Risco Altamente Protegido (HPR – High Protected Risk) visando garantir a eficiência dos sistemas de proteção, redução da sinistralidade e de custos nos Programas de Seguro/Resseguro;

Um bom programa de manutenção preditiva pode antever problemas futuros. A manutenção preditiva é a intervenção programada nas instalações e equipamentos, executada normalmente com os sistemas em operação, através de equipamentos especiais onde são realizadas medições, testes e análises, com emissão de relatórios periódicos de monitoramento e controle das curvas de tendência dos desvios identificados.

Novas gestões administrativas não devem ignorar velhos riscos. A maioria das empresas passa por grandes mudanças nas gestões administrativas e por isso estão sujeitas a negligenciar sua exposição de riscos, devido ao grande apetite por redução de custos em economias globalizadas e reengenharias (downsizing).

  • redução das áreas de engenharia, manutenção, gerenciamento de riscos e segurança industrial.
  • redução de atividades que não agregavam valor aos objetivos da empresa, porém, sem as análises críticas de engenharia de segurança e riscos associadas a atividades envolvidas.
  • redução na aplicação de treinamento em simulações de situações de emergência e em reciclagem operacional (Human Element).

A maior lição sobre este tema é que cada um deve fazer a sua parte, ou seja, qualquer empregado deve se incomodar com as não conformidades de projeto encontradas e deve sempre reportar qualquer situação de perigo ao setor de segurança, visando contribuir para a mitigação e controle de exposição de riscos em sua indústria.

Análise de microdados econômicos aponta os desafios e oportunidades no Brasil pós-crise

cnseg insurance meeting

Fonte: CNseg

Fazendo uma leitura a partir de microdados econômicos, Marcelo Neri, economista da FGV, apontou o que determina a demanda de seguros, durante a palestra “O Mercado Segurador e o Brasil Pós-Crise”, ocorrida no primeiro dia do 4º Encontro de Inteligência de Mercado, realizado pela CNseg, paralelamente ao 13º Insurance Service Meeting, em São Paulo, em 6 e 7 de novembro. Esses microdados são gerados a partir de registros administrativos e pesquisas de campo, permitindo o monitoramento, mapeamento e projeções. “Entender causa e efeito é indispensável na gestão de qualquer política pública ou privada. O setor precisa mapear a desigualdade e a elasticidade na renda de seguros”, disse o ele.

Pesquisa da FGV Social a partir de microdados do IBGE revela que 46% das pessoas que adquiriram planos de saúde entre os anos de 2012 e 2014 o fizeram pela primeira vez. Outra pesquisa da FGV Social, utilizando dados da Secretaria da Receita Federal, permitiu a elaboração do ranking de renda mensal por cidades, abrangendo 5.500 municípios brasileiros. “Os dados do IR nos fornecem informações valiosas, permitindo, por exemplo, saber onde estão as pessoas mais ricas do país”, disse ele.

O município de Nova Lima (MG) tem a maior renda média, de mais de R$ 6 mil por pessoa. Em segundo lugar está Santana de Parnaíba (SP), com renda média de mais de R$ 5 mil por pessoa, e, em terceiro lugar, São Caetano do Sul (SP), com mais de R$ 4.300. “São dados que surpreendem, mas podemos analisar que são lugares aprazíveis”, analisou. Os dados do IRPF também permitem fazer um ranking por ocupações e patrimônios declarados. “Santa Catarina é uma combinação rara de renda alta e desigualdade baixa. Brasília tem a maior renda do país, mas com uma desigualdade maior do que a média brasileira. E, no Rio de Janeiro, isso também acontece de forma similar”, informou.

Com os dados, é possível medir quatro dimensões: Prosperidade (crescimento da média de renda e consumo), Igualdade (olhar para distribuição, entre indivíduos e grupos da sociedade, de fluxos de renda, estoques de ativos e direitos), Sustentabilidade (possibilidade de manter os padrões de vida conquistados) e Sensibilidade (baseada na percepção subjetiva das pessoas sobre o país, os serviços públicos e sua qualidade de vida). “Analisamos, por exemplo, que, na última década, tem crescido a desaprovação às lideranças públicas do país e o medo da violência”.

As rendas per capita subiram entre 2017 e 2018: aposentadorias, 7,36%; aluguéis, 5,81%; Bolsa Família, – 2,7%. O palestrante indicou também o aumento no volume de vendas de seguros no varejo. Segundo ele, o crescimento da demanda pode ser explicado pelo aumento de renda e da população. Entre 1995 e 2015, a renda do brasileiro cresceu 39,74%, o crescimento populacional cresceu 31,97% e o número de domicílios teve elevação de 72,41%. “Os domicílios estão se tornando menores. Então, quando se fala de quantidade de casas, identifica-se um segmento mais pujante, por exemplo, para a aplicação do seguro residencial”.

Marcelo Neri comentou que a trajetória de crescimento da renda das pessoas teve uma retomada, mas, o bem-estar, não, porque a desigualdade está aumentando. “Isso é um freio para o consumidor”, garantiu. “A nota média de felicidade, uma métrica mundial, tem caído no Brasil de 2015 a 2018”.

Até 2014, o Brasil era líder do Ranking Global de Felicidade, atingindo 8,8 pontos em uma escala de 0 a 10. Mas isso já mudou, tendo ocupando o 5º lugar em 2017.

Em outras partes do mundo, a felicidade está diretamente ligada à renda, mas, no Brasil, isso é mais tênue. “Se o brasileiro ganhar um salário mínimo a mais, ele fica um pouco mais feliz, mas se ele perder a renda de um salário mínimo, ele fica 10 vezes mais triste.

O palestrante também comentou a evolução das classes econômicas. De 2003 a 2014, a classe D e E foi reduzida e a C aumentou. A partir daí, com a crise, o cenário mudou. De 2014 a 2017, cerca de 8 milhões de pessoas entraram na classes D e E. As classes A e B também caíram. A C não mudou muito, pois ficou no centro, de passagem entre os que caíram e subiram. “As classes A e B nunca estiveram tão altas, com o aumento da desigualdade favorecendo os segmentos premium”, apontou.

Alex Korner, Head de Produtos de Seguros do Santander e presidente da Comissão de inteligência de Mercado da CNseg, participou como debatedor e analisou as características do mercado brasileiro e destacou a inserção das classes menos favorecidas no seguro, particularmente em iniciativas como o seguro popular, que acontecem, principalmente, por demanda dos próprios clientes.

Luiz Roberto Cunha, decano do centro de Ciências Sociais do Departamento de Economia da PUC-Rio, mediou os debates e comentou sobre o volume de questionamentos recebidos. “Realmente há muita coisa para pensarmos. Vemos que há alguns mitos do crescimento. Tivemos, por exemplo,  aumento no número de empreendedores, mas mais, por sobrevivência que por opção. É muito importante termos acesso a dados para entendermos as oportunidades do mercado”.