ARTIGO: Gerenciar riscos, um grande desafio versus uma difícil realidade

Por Antonio Carlos Stutz Goulart, engenheiro de riscos (risk management engineer)

Com base em análise histórica, os acidentes em unidades Industriais acontecem e continuarão acontecendo, principalmente por falhas em procedimentos e investimentos, tais como; 

  • Cultura de Segurança em toda as áreas da Empresa, 
  • Gerenciamento de Riscos baseado em normas nacionais e internacionais.
  • Investimentos em sistemas de controle e proteção contra explosão/incêndios.
  • Treinamento contínuo de identificação de riscos/perigos (Human Element). 

A cultura de segurança é uma conscientização gradativa e permanente. A implantação de um Programa de Gerenciamento de Riscos traz benefícios e deve contemplar uma busca incessante de:  

  • alternativas mais eficientes para prevenção e controle de perdas (loss prevention), visando construir barreiras de proteção, com o objetivo de mitigar os riscos de grandes acidentes;
  • um diferencial com base na qualificação de Risco Altamente Protegido (HPR – High Protected Risk) visando garantir a eficiência dos sistemas de proteção, redução da sinistralidade e de custos nos Programas de Seguro/Resseguro;

Um bom programa de manutenção preditiva pode antever problemas futuros. A manutenção preditiva é a intervenção programada nas instalações e equipamentos, executada normalmente com os sistemas em operação, através de equipamentos especiais onde são realizadas medições, testes e análises, com emissão de relatórios periódicos de monitoramento e controle das curvas de tendência dos desvios identificados.

Novas gestões administrativas não devem ignorar velhos riscos. A maioria das empresas passa por grandes mudanças nas gestões administrativas e por isso estão sujeitas a negligenciar sua exposição de riscos, devido ao grande apetite por redução de custos em economias globalizadas e reengenharias (downsizing).

  • redução das áreas de engenharia, manutenção, gerenciamento de riscos e segurança industrial.
  • redução de atividades que não agregavam valor aos objetivos da empresa, porém, sem as análises críticas de engenharia de segurança e riscos associadas a atividades envolvidas.
  • redução na aplicação de treinamento em simulações de situações de emergência e em reciclagem operacional (Human Element).

A maior lição sobre este tema é que cada um deve fazer a sua parte, ou seja, qualquer empregado deve se incomodar com as não conformidades de projeto encontradas e deve sempre reportar qualquer situação de perigo ao setor de segurança, visando contribuir para a mitigação e controle de exposição de riscos em sua indústria.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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