EZZE investe no mercado de seguros massificados

A partir de dezembro, seguradora 100% nacional passa a atuar em um novo nicho de mercado

A EZZE Seguros, seguradora com capital 100% nacional, que iniciou suas atividades no início de outubro na modalidade de linhas financeiras, a partir de dezembro passa a ofertar produtos no segmento de massificados. De acordo com dados do FenSeg – Federação Nacional de Seguros, esse mercado teve taxa de crescimento acima da média nos últimos dez anos.

A nova modalidade chega para somar aos demais produtos já são comercializados pela seguradora como de seguro garantia. Os novos produtos têm como características a venda em larga escala, com coberturas simples, importantes e diferenciadas. 

Richard Vinhosa, presidente da empresa esclarece que a expectativa é que esse segmento cresça e se diversifique ao longo do tempo. “É uma gama de produtos diferenciados que precisam ser explorados e por isso entendemos ser um excelente mercado. Nosso objetivo é conhecer e proporcionar uma experiência que integre toda a cadeia de serviços, tanto aos novos canais de vendas, quanto para contemplar diferentes perfis de clientes”, pontua. 

Para integrar a equipe, a EZZE Seguros trouxe do mercado o experiente executivo Diego Azevedo, que assume a posição de responsável não só pelo segmento de massificados, mas também da estratégia digital da empresa. Azevedo, que ocupará o novo cargo a partir de dezembro, conta com experiência de mais de 20 anos no mercado de seguros, com passagens por importantes empresas como AIG Seguros, Itaú Unibanco, Zurich e Uber.

“Estamos felizes com a chegada do Diego como Sócio e Vice-Presidente de Massificados e Digital. Todo seu conhecimento em seguros massificados e a sua recente experiência como Head da América Latina de seguros em uma empresa líder e referência no business digital irá contribuir para estratégia digital da EZZE”, acrescenta Richard.

Além de explorar o ramo de massificados, a companhia se prepara para contemplar outros produtos nos segmentos de vida, previdência, acidentes pessoais e riscos, nos ramos elementares e de benefícios, tornando-se uma seguradora multilinear e multicanal, com aproximadamente 40 novos produtos.

Prudential do Brasil tem novo CIO

Fonte: Prudential

A seguradora Prudential do Brasil contratou um novo CIO (Chief Information Officer), André Schenkel. O executivo é formado em Ciência da Computação pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ), possui MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) com módulo internacional pela Universidade da Califórnia e MBA em Tecnologia para Negócios: Inteligência Artificial, Ciência de Dados e Big Data pela PUC-RS.

O novo colaborador chega à empresa para liderar as áreas de Soluções Inovativas, Operações em TI & Infraestrutura, Governança de TI, Segurança da Informação e Aplicações de Negócios, e se reportará diretamente ao presidente & CEO da companhia, David Legher.

Schenkel possui mais de 25 anos de experiência na área e já atuou em empresas de serviços financeiros, como o Citibank, onde permaneceu por 20 anos ocupando cargos de liderança para a América Latina, Chile e Brasil.

Liberty fecha parceria com a plataforma moObie

Fonte: moObie

A moObie lançou mais uma categoria em seus serviços: o aluguel para motoristas de aplicativos. De forma simples e rápida, condutores poderão alugar veículos pela plataforma por períodos curtos, podendo ser apenas uma diária, por exemplo, ou longos, com preços mais baratos. Tudo diretamente pelo celular e com cobertura da Liberty Seguros.

Atualmente, a empresa conta com 40 mil veículos cadastrados em todo o Brasil, que a partir do respectivo consentimento dos proprietários, podem estar habilitados para locação nessa nova categoria. Esse movimento representa para a empresa mais um passo importante em seu processo de crescimento e passa a atingir mais um público, que até então não era contemplado na plataforma.

“Com essa nova categoria, passamos a atender uma grande demanda recebida nos últimos meses por parte dos motoristas e, também, contribuímos para que os proprietários-parceiros possam alavancar a renda extra obtida via conceito de economia compartilhada”, comenta Tamy Lin, CEO e fundadora da companhia. De acordo com os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o Brasil ganhou 202 mil motoristas de aplicativo só no primeiro trimestre de 2019, quando comparado com o mesmo período do ano anterior.

Para garantir segurança e comodidade para quem precisa alugar e, consequentemente, para os proprietários dos veículos, a organização estabeleceu uma parceria desse novo serviço com a seguradora e, com isso, o cliente pode contratar o seguro para o veículo e para terceiros durante todo o período de locação, além de contar com assistência 24 horas.

“Com essa parceria, passamos a oferecer segurança e tranquilidade para um público crescente na nova economia, além de aumentar a nossa gama de serviços com foco no seguro auto”, afirma Mario Cavalcante, diretor de Massificados da Liberty.

Resseguradoras lucram R$ 1,3 bilhão até setembro

A Terra Brasis publicou a prévia da edição #32 do Terra Report, referente ao período de Janeiro a Setembro do ano de 2019. O panorama mantém-se positivo, com destaque para o aumento dos prêmios de resseguro e melhora dos lucros líquidos. 

O volume de resseguro cedido pelas Seguradoras Brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 10,27 bilhões, um aumento de 12,9% em relação ao mesmo período de 2018, sendo que 66% foi colocado no mercado Local. A aceitação de riscos do exterior das Locais continua impulsionada, apresentando um aumento de 30,8% em comparação aos nove meses de 2018. O Resseguro aceito pelas Resseguradoras Locais (bruto de comissão), considerando negócios domésticos e do exterior, foi de R$ 9,63 bilhões, um crescimento de 12,0%. 

A sinistralidade bruta das Resseguradoras Locais registrou 75%, frente a 61% do mesmo período de 2018. O Combined Ratio ficou em 95%, uma piora em comparação aos 90% do mesmo período do ano anterior. O Lucro Líquido até o terceiro trimestre deste ano registrou R$ 1,3 bilhão, uma melhora frente aos R$ 994 milhões do mesmo período de 2018.

FenSeg debate seguros de barragens e projetos de lei

O presidente da Comissão de Responsabilidade Civil da Federação, Marcio Guerrero, participou de workshop no Rio de Janeiro

Fonte: FenSeg

A FenSeg participou na última quarta-feira (27) do workshop “Aspectos da Implantação do Sistema de Notificação em Massa nas Empresas Hidroelétricas e de Água e Saneamento”. O evento foi realizado pela Tecal Engenharia no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro. Estiveram presentes o diretor executivo da Federação, Danilo Silveira; o superintendente Joel Gomes e o presidente da Comissão de Responsabilidade Civil da entidade, Marcio Guerrero.

A Federação foi convidada para tratar do tema “Seguros de barragens e projetos de lei”. Nessa apresentação, Marcio Guerrero mencionou a existência de 25 projetos de lei sobre o assunto. “É importante registrar que já temos a Constituição e um Código Civil adequado. Eles deixam claro que quem causa um dano precisa fazer a reparação. É preocupante ainda que um dos projetos de lei exija que a reparação do dano em caso de rompimentos de barragem seja feita em 30 dias. Operacionalmente, esse período é inviável”, declarou.

Ele defendeu ainda que o monitoramento de risco esteja presente em todas as etapas da barragem, desde a pré-instalação e operação. Desta forma, está garantida mais segurança para todos os agentes envolvidos e, principalmente, para a comunidade local. “A legislação é importante e se faz presente. Contudo, é preciso refletir em conjunto com a sociedade como se faz a reparação dos danos, sejam eles diretos ou indiretos. E, para reparar, é preciso conhecer. Com esse propósito, as seguradoras têm seu trabalho de gerenciamento de riscos. Temos hoje seguros múltiplos que podem amparar todos os envolvidos”, sinalizou.

Participaram ainda do evento o Secretário Nacional de Defesa do Civil, coronel  Alexandre Lucas Alves; o diretor da Tecal Engenharia, Marcelo Matta; o coordenador substituto de Fiscalização de Segurança de Barragens da Agência Nacional de Águas – ANA, Marcus Vinicius de Oliveira,  e o secretário executivo da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica (ABCE), André Luiz Mustafá.  

SulAmérica é reconhecida na premiação Campeões da Década

Fonte: SulAmérica

Seguradora é homenageada como Empresa da Década por sua atuação no relacionamento com clientes; Zeca Vieira recebeu troféu de Notável da Década

O compromisso estabelecido há quase 124 anos de cuidar dos bens mais valiosos das pessoas e colocá-las sempre em primeiro lugar rendeu a SulAmérica dois prêmios no Campeões da Década, homenagem promovida pelo Grupo Padrão/Consumidor Moderno a protagonistas no relacionamento com o consumidor. Em evento na noite desta terça-feira (26), em São Paulo, a seguradora foi destaque nas categorias Empresa da Década e Notáveis da Década. Patrick Larragoiti, chairman da seguradora, recebeu o troféu pela SulAmérica. Zeca Vieira, diretor de Marketing da SulAmérica, foi o reconhecido como um dos Notáveis da Década

“Essa conquista é de cada um dos nossos mais de cinco mil colaboradores e milhares de corretores de seguros e parceiros de negócios, que atuam de forma impecável e cada vez mais integrada para oferecer aos nossos clientes uma experiência única. Temos o compromisso de apresentar a ampla gama de benefícios dos nossos serviços e o cuidado contínuo com as pessoas e seus bens”, comentou Larragoiti. 

Como o NPS contribui com o relacionamento 

A SulAmérica usa a metodologia de Net Promoter Score (NPS) para mensurar e aprimorar a experiência de segurados e parceiros. Atualmente, são monitorados mais de 80 pontos da jornada do cliente, privilegiando uma abordagem transacional, o que aperfeiçoa processos mais estruturais da empresa. Os resultados da mensuração ficam disponíveis, em tempo real, para as áreas de negócios e o Comitê Executivo, permitindo agilidade nas tomadas de decisão. 

Para casos de feedbacks detratores, a SulAmérica adotou uma prática conhecida como looping: um time especializado contata o cliente em até 48 horas com o objetivo de compreender os fatores que levaram a uma experiência abaixo do esperado. Em diversas ocasiões, os esforços da companhia para transformar comentários negativos em ações efetivas conseguem engajar novamente esses segurados. 

Já diante de comentários promotores, a SulAmérica implementou uma estratégia bem-sucedida de incentivar a divulgação da boa experiência. Dessa forma, o beneficiário satisfeito torna-se um embaixador genuíno da marca dentro de sua rede de influência, o que contribui para a reputação da companhia e até para atrair novos clientes. 

“Com o acesso cada vez maior a informações e serviços, os consumidores têm atingido novos níveis de exigência, o que nos estimula a reforçar nossas iniciativas para surpreender e encantar o cliente. A jornada do segurado é monitorada do início ao fim, de modo que possamos estar ainda mais perto do cliente e entender suas necessidades”, ressalta Marco Antunes, vice-presidente de Operações da SulAmérica. 

Dentre os serviços com melhor avaliação, destaca-se o Médico em Casa, que permite solicitar ou agendar, por meio do aplicativo SulAmérica Saúde, uma consulta médica em domicílio para crianças de até 12 anos e idosos a partir de 65 anos em dezenas de cidades brasileiras. Outro exemplo de serviço muito bem avaliado é a funcionalidade pioneira de reembolso digital via app, a partir da qual é possível solicitar reembolso para qualquer procedimento, enviando uma foto, feita com a câmera do próprio smartphone, do recibo médico. “Essa aceitação do cliente, mapeada via NPS, mostra que os investimentos da companhia em ambas iniciativas foram acertados — e eventuais comentários detratores foram, naturalmente, utilizados para melhoria dos serviços”, completa Antunes. 

A SulAmérica oferece também a operação de atendimento ao cliente via WhatsApp, em linha com a estratégia da companhia de oferecer a melhor experiência aos segurados por meio da inovação tecnológica. Com a adoção de inteligência artificial, o atendimento pelo aplicativo de mensagens é realizado por robôs cognitivos que já são empregados pela SulAmérica em canais de chat, aproveitando o conhecimento adquirido a partir de milhares de chamados no último ano. 

Notável da Década

Zeca Vieira, diretor de Marketing da SulAmérica, foi reconhecido como um dos Notáveis da Década pelo trabalho que desenvolve na companhia. O executivo ingressou na SulAmérica no fim dos anos 1990, como superintendente de CRM e Internet, e atualmente é responsável pela comunicação da marca, de produtos, serviços e produção de eventos. 

Recentemente, a companhia lançou a campanha “Tá com Tudo”, que tem ajudado a seguradora a ser uma das marcas mais lembradas, consideradas e desejadas do segmento. “Tenho orgulho de ser SulAmérica e amo o que faço. Busco, de forma permanente, a atualização e a inovação dentro de minha área de trabalho, atingindo novos níveis de crescimento profissional, sempre ao lado de colegas e amigos de trabalho, parceiros e consumidores”. 

Presidente do Sincor-SP comenta os impactos da MP 905

Fonte: Sincor-SP

Com o tema “MP 905/2019 – suas consequências e ações tomadas pelas entidades representativas”, a 10ª apresentação do Direto & Reto com Camillo foi ao ar na manhã desta quinta-feira (28/11), em uma edição especial com uma hora e meia de duração, dada a relevância do tema e a intensa participação dos corretores de seguros. Durante a transmissão, o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, explicou os impactos e as atuações contra a Medida Provisória que desregulamenta a profissão de corretor de seguros.

“Alguns dizem, equivocadamente, que a nossa profissão acabou. Mas, na verdade, ela passa por um momento em que está desregulamentada, situação esta que não aceitamos e tudo estamos fazendo para voltar o ambiente legal e regulador da Leia 4.594. Não obstante, a profissão, quer seja como autônomo ou como empresário da corretagem, continua e continuará, especialmente ao superarmos esses momentos de turbulência”, explicou.

Durante a transmissão, Camillo destacou as ações realizadas pelas entidades representativas contra a MP, como a reunião da Fenacor com a Susep, a ação direta de inconstitucionalidade protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo partido Solidariedade, capitaneada pelo deputado e presidente do Sincor-GO, Lucas Vergílio. Várias também foram as emendas apresentadas por políticos próximos aos Sincor’s de todo o Brasil.

“Todas as lideranças, todos os sindicatos, presidentes, diretorias, estão empenhados a derrubar a revogação da Lei nº 4.594/64. Não abrimos mão de que nossa lei volte a cumprir com o seu papel”, declara Camillo.

Em relação à autorregulamentação, o presidente defendeu a atuação do Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros, de Resseguros, de Capitalização e de Previdência Complementar Aberta (IBRACOR), ressaltando o reconhecimento pela Susep, através da Carta Circular Eletrônica nº 3.

“A única autorreguladora atualmente constituída e homologada pela Susep, em condições de atuação, é o IBRACOR, que vai poder fazer um trabalho de prevenção, fiscalização e sanção, quando necessário. O Instituto vai poder cumprir um papel que a Susep não vinha realizando há anos”, destaca.

Camillo ainda enfatizou a importância de ser associado ao Sindicato, já que a união fortalece as lutas em prol da categoria. “Nossas lutas são em prol da coletividade. Quando nós vamos entender que é preciso se associar às entidades representativas? Se este momento de tanta turbulência e desafios não nos levar a esse entendimento, o que falta acontecer para isso?”, completa.

Por fim, Camillo destacou que o Conec 2020 será um momento emblemático e de incomparável exaltação à importância do corretor de seguros.

Artigo: O lugar que os seguros merecem na sociedade brasileira

Marcio Coriolano cnseg

                                                                                                                                              por Marcio Serôa de Araujo Coriolano é economista e presidente da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras

O bem-estar é o bônus daqueles que, previdentes na juventude, reservaram parte de seus ganhos para construir um quadro de estabilidade e previsibilidade na velhice, com o auxílio de um setor que cresce de forma progressiva na economia mundial: o de seguros. Sua grandiosidade se mostra em números: representa 9,6% do PIB na Grã-Bretanha; 8,9% na França; 8,6% no Japão e 7,1% nos Estados Unidos. No Brasil, esse sonho de prevenção a riscos começa a ser despertado com mais ênfase na população, após o longo processo de estabilidade inflacionária, queda da taxa de juros e, agora, com a mudança gradativa do papel do Estado, por meio das reformas em curso.

Atualmente, a receita anual de prêmios do setor representa cerca de 6,5% do PIB nacional. Nosso setor soma R$ 1,3 trilhão em ativos financeiros no País. Além de garantir o bem-estar de empresas e pessoas físicas seguradas, oferece forte contribuição para a poupança nacional e se tornou um dos maiores investidores institucionais do País. O setor é responsável por parte significativa da rolagem da dívida pública (25%) e tem potencializado o financiamento da atividade empresarial, garantindo o funcionamento da economia, mesmo em períodos de baixo crescimento.

A história dos seguros ao longo do processo civilizatório mostra que o setor sempre esteve ligado aos maiores ciclos de desenvolvimento. O Código de Hamurabi, considerado o primeiro marco legal da humanidade, dava força legal a uma atividade financeira que funcionava como uma espécie de “seguro” para as caravanas. Depois, no período das grandes navegações, a Coroa Portuguesa passou a exigir que os navios com mais de cinquenta toneladas contratassem um mútuo quando sua rota incluía as perigosas águas do oceano Atlântico para evitar que algum imprevisto colocasse em risco a saúde financeira dos armadores, uma das forças da economia de então.

No Brasil, companhias estrangeiras, sobretudo as inglesas e americanas, logo foram atraídas pelo ciclo de industrialização. Mas, como um exemplo histórico a ser evitado, parte dessas companhias deixou o País após a onda de nacionalismo pós-Proclamação da República aprovar uma legislação intervencionista. O episódio histórico nos deixa como lição o perigo da mão pesada do Estado, que afasta a livre iniciativa e os negócios.

As mudanças em curso, com a reorganização do papel do Estado, abrem espaço para que as seguradoras ofereçam produtos que aliviam a necessidade da presença do Poder Público no dia a dia do cidadão. As companhias estrangeiras voltaram ao País com força e, junto com as empresas nacionais, as fintechs (bancos digitais) e as insurtechs (startups do mercado de seguros), estimulam uma crescente competição entre gestores, que só traz benefícios aos clientes.

Além de oferecer uma variedade crescente de produtos, as seguradoras estão fazendo a lição de casa: reduziram processos, implantaram novos parques tecnológicos, reviram políticas de tarifas e se adequaram à moderna cultura de compliance e de eficiência. A Reforma da Previdência já está estimulando a nova percepção da população de que caberá a cada um a responsabilidade pela sua poupança de longo prazo. As operadoras de previdência privada deram respostas rápidas e estão oferecendo fundos mais agressivos, com redução de taxas de juros e do valor do tíquete de entrada.

Porém, para manter o novo ciclo virtuoso, o setor necessita da modernização do ambiente de negócios, com um conjunto de novas leis e decisões do Poder Executivo. Um processo de desregulamentação será muito bem-vindo para permitir oferecer à população produtos mais flexíveis. Os limites de capital e provisões técnicas precisam ser revistos para estimular a entrada de novos atores nesse mercado.

Torna-se urgente disciplina da incorporação de novas tecnologias em saúde e a revisão da regra de reajustes de mensalidades dos planos individuais, e ainda a regulação do setor de órteses, próteses e materiais médicos, que necessita parâmetros claros, transparência e controle social para coibir práticas irregulares. Também pende de conclusão o seguro de vida universal, produto que acopla acumulação e capitalização de poupança à cobertura de risco de morte por causas naturais ou acidentais.

Outro produto objeto de projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional é o seguro obrigatório para obras públicas acima de R$ 100 milhões, previsto na nova Lei de Licitações. Já a transferência ao mercado daqueles seguros que ainda estão nas mãos do governo – incluídos os de riscos não-programados, como auxílio-doença, acidente de trabalho e licença-maternidade – também poderia criar concorrência na gestão dos benefícios, com melhores taxas para as empresas contratantes e garantia para os trabalhadores.

A virada estratégica do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), após sua privatização, com o sucesso alcançado na B3, reconhecimento do alto grau de governança corporativa e capital pulverizado, mostra quão assertiva é a decisão de permitir que o mercado use todo o seu potencial para oferecer soluções que ajudem o País a se modernizar.

São esses avanços já alcançados, e também aqueles ainda a serem conquistados, que estão na agenda de eventos realizados pelo setor segurador.

Seguradoras lucram R$ 14,5 bi até outubro de 2019

lucro seguradoras

O mercado segurador encerrou os dez primeiros meses de 2019 com lucro líquido de R$ 14,5 bilhões, segundo dados compilados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) analisados pela consultoria Siscorp. O valor ficou acima dos R$ 12,5 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

Seguradoras ligadas a bancos seguem liderando as três primeiras posições do ranking de lucro. A Bradesco Seguros segue sendo a líder do ranking, com R$ 5,1 bilhões, com uma participação de quase 30% no lucro do banco, que deve divulgar balanço do terceiro trimestre em breve. A BB Seguros vem em segundo lugar, com ganho de R$ 2,3 bilhões. A Caixa vem em terceiro, com R$ 1,6 bilhão. A Zurich subiu para quarto lugar, com R$ 847 milhões. Porto Seguro, agora em quinto lugar no ranking, com lucro de R$ 826 milhões no período analisado pela Siscorp com base nos dados enviados à Susep. O Itaú caiu para sexto, com R$ 787 milhões.

Denise Bueno está, pelo terceiro ano, entre as finalistas do Prêmio de Jornalismo Fenacor 2019

Pela terceira vez, a jornalista Denise Bueno é finalista do Prêmio de Jornalismo da Fenacor. Neste ano, concorre com a matéria “Ameaça aos negócios faz procura por seguro disparar”, produzida para o jornal Valor Econômico. No ano passado, Denise Bueno foi a primeira colocada em mídia imprensa e em 2018 levou terceiro lugar em Webjornalismo.

A Comissão de Seleção do Prêmio Nacional de Jornalismo em Seguros definiu os 20 finalistas da premiação, após avaliarem os 702 trabalhos inscritos por jornalistas de todas as regiões do Brasil. 

São cinco finalistas em cada categoria: Audiovisual, Imprensa Especializada, Mídia Impressa e Webjornalismo.

A partir desta quarta-feira (27/11), a Seleção de Julgamento irá apontar os grandes vencedores da premiação. O primeiro colocado de cada categoria receberá R$ 30 mil; o segundo, R$ 10 mil; e o terceiro, R$ 5 mil.

A solenidade de anúncio dos vencedores e entrega dos prêmios será realizada no dia 13 de dezembro, no Rio de Janeiro.

Boa sorte a todos aqueles que se empenham em produzir conteúdo de qualidade.

Conheça os finalistas: