Grupo Bradesco Seguros realiza DesBRAva Day e fortalece cultura de inovação

O Grupo Bradesco Seguros realiza, no dia 19 de maio, o DesBRAva Day, encontro híbrido que reunirá, na sede da seguradora na Avenida Paulista, funcionários que concluíram o programa desBRAva, iniciativa estratégica voltada à disseminação e ao fortalecimento da cultura de inovação na companhia. O programa está atualmente em sua quarta edição, e já possui mais de 100 participantes na comunidade formada.

Criado em 2024 pelo time de Inovação, em parceria com a Universeg, o desBRAva se consolidou como uma iniciativa de formação estruturada, com o objetivo de desenvolver funcionários capazes de atuar como multiplicadores da cultura inovadora, conectando conhecimento teórico, aplicação prática e interação com o ecossistema de tecnologia e inovação.

A jornada é estruturada em quatro módulos progressivos, que abrangem desde o nivelamento conceitual até a aplicação prática de inovação e inteligência artificial. O modelo permite que os participantes desenvolvam uma visão sistêmica sobre o tema e suas aplicações no contexto dos negócios e da transformação digital.

“A transformação digital só acontece de forma consistente quando as pessoas estão preparadas e engajadas. O desBRAva reforça nosso compromisso com o desenvolvimento contínuo dos funcionários, estimulando o aprendizado, a troca de experiências e a construção de uma cultura de inovação alinhada aos nossos valores e à sustentabilidade do negócio”, afirma Valdirene Secato, diretora de Recursos Humanos, Sustentabilidade e Ouvidoria do Grupo Bradesco Seguros.

Ao longo da trilha, o programa combina diferentes formatos de aprendizagem, como webinars com especialistas, rodas de conversa com executivos, workshops práticos e uma expedição presencial a hubs de inovação em São Paulo, proporcionando contato direto com tendências, tecnologias emergentes e casos reais do mercado.

“Investir em inovação passa, necessariamente, pelo desenvolvimento das pessoas. O desBRAva é uma iniciativa que prepara nossos profissionais para pensar o futuro, experimentar novas soluções e aplicar a inovação de forma prática no dia a dia do negócio, fortalecendo a competitividade e a evolução contínua da companhia”, destaca José Loureiro, diretor de Inovação, Digital e Dados do Grupo Bradesco Seguros.

Seguindo o propósito de ser uma iniciativa de aprendizado contínuo, o desBRAva mantém uma comunidade ativa, com encontros periódicos mensais voltados à troca de experiências, proposição de desafios e projetos, e atualização contínua. O DesBRAva Day se insere nesse contexto como um momento de conexão, visão de futuro e celebração, reforçando o engajamento dos profissionais e a continuidade do desenvolvimento após a formação.

A iniciativa reflete a estratégia do Grupo Bradesco Seguros de investir de forma consistente na capacitação de seus funcionários e na construção de uma cultura organizacional alinhada às transformações tecnológicas e às demandas de um mercado em constante evolução.

STF analisa regra que obriga seguradoras a aplicarem em créditos de carbono

Fonte: O Globo

O Supremo Tribunal Federal retoma nesta sexta-feira o julgamento sobre a determinação para que seguradoras e entidades de previdência complementar apliquem pelo menos 0,5% de suas reservas técnicas e provisões, ao ano, em créditos de carbono. Três integrantes da Corte já votaram para derrubar a previsão que consta da Lei 15.042 de 2024.

A norma em questão, que criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), ganhou os holofotes na última semana após o projeto que a originou ser mencionado nas investigações da Operação Compliance Zero.

O inquérito mostrou que emenda apresentada pelo senador Ciro Nogueira para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) teria sido redigida dentro do Banco Master, mas, segundo a PF, tal episódio não teria sido “isolado”. A corporação narrou que, em 2023, Vorcaro determinou que um funcionário retirasse, da casa de Ciro, envelopes com minutas de projetos de lei de seu interesse, entre eles o texto que criou o SBCE.

Como mostrou o GLOBO, neste caso, as suspeitas de autoridades recaem sobre uma emenda apresentada pelo atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em dezembro de 2023, quando ainda não havia assumido o cargo. O deputado é próximo de Nogueira, que trabalhou para que o aliado fosse escolhido como sucessor de Arthur Lira (PP-AL) no comando da Casa.

Motta nega ter tratado do assunto com Nogueira. Ele diz que a emenda apresentada foi “resultado de um acordo partidário” e destacou que “o ato de legislar não é crime”. “A emenda apresentada garante que parte do faturamento do setor de seguros seja voltada para a compra de crédito de carbono como forma de assegurar a aplicação de recursos na sustentabilidade ambiental, principalmente quando se trata de atividades poluidoras. Ao aprovar a emenda, o Legislativo considerou que ela cumpre os critérios constitucionais”, disse, em nota.

Julgamento

O trecho da lei volta a ser discutido em sessão virtual, prevista para começar hoje e terminar no dia 29. Os ministros voltam a analisar uma ação movida pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) contra trecho da lei editada, em 2024.

O debate teve início em dezembro do ano passado, quando o relator, Flávio Dino, votou por declarar inconstitucional o artigo que prevê que seguradoras, entidades de previdência complementar, sociedades de capitalização e resseguradores comprem créditos de carbono no percentual mínimo de 0,5% ao ano sobre suas reservas técnicas e provisões.

Já seguiram tal entendimento os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Nesta sexta, o julgamento será retomado com o voto-vista do ministro Cristiano Zanin.

Ao Supremo Tribunal Federal, a CNseg sustentou que a obrigação de aquisição de créditos de carbono viola princípios da Constituição como o da livre iniciativa e concorrência. Segundo as entidades, o critério usado para impor, às seguradoras, o “investimento compulsório” não é “objetivo e racional”.

Ao analisar os argumentos da entidade, Dino ponderou que o fato de a lei estabelecer um percentual de aplicação de reservas técnicas e provisões em créditos de carbono “rompe a confiança guardada em relação aos atos do Poder Público”. O ministro anotou ainda que as obrigações em questão ainda estão dentro de um cenário de “incerteza”, que é agravado pela falta de regras de transição ou de implementação gradual de encargos.

“Nesse cenário, é evidente também a violação ao princípio da segurança jurídica. Evidentemente o Congresso Nacional pode revisitar o tema, sanando as inconstitucionalidades e adotando as regras técnicas mais consentâneas com a segurança dos negócios privados e dos próprios consumidores do mercado alcançado pelo regime legal”, anotou o ministro.

A ação

Para a CNseg, a lei obriga a compra de créditos de carbono sem que haja uma “correlação lógica” entre a atividade produtiva das entidades e a emissão de poluentes. Segundo a entidade, a previsão impõe “ônus desproporcional” às entidades, “que são obrigadas a impulsionar um mercado gerado pelos efeitos deletérios provocados pela emissão de gases estufa no ambiente por parte de terceiros”

“O legislador não só restringiu, de forma desproporcional, a liberdade das empresas para dispor sobre os ativos garantidores, como irresponsavelmente determinou a sua alocação obrigatória em ativos que nada tem a ver com a atividade econômica desempenhada por elas, que apresentam segurança e liquidez incertas e que sequer existem em quantidade suficiente para cumprir a obrigação imposta”, sustentou.

CNseg: Brasil gasta quase 10 vezes mais com resposta a desastres do que com prevenção

Fonte: CNseg

Entre 2019 e 2024, o Brasil gastou quase dez vezes mais com resposta e reconstrução após desastres climáticos do que com ações de prevenção e preparação. Foram R$ 23,3 bilhões destinados ao enfrentamento de emergências, contra apenas R$ 2,4 bilhões investidos para reduzir riscos antes que as tragédias acontecessem. O alerta foi feito pelo diretor de Relações Institucionais da CNseg, Hailton Madureira, durante o painel “Financiamento da gestão ambiental e climática municipal”, realizado em 20 de amio, na XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. 

Segundo o executivo, essa lógica de reação, em vez de prevenção, tem custado caro ao país. Apenas entre 2022 e 2024, 67 eventos climáticos significativos provocaram perdas econômicas estimadas em R$ 184 bilhões, em um cenário de aumento da frequência e da intensidade dos desastres naturais. Dados apresentados pela CNseg mostram que, entre 2015 e 2019, o Brasil registrava em média 2.500 eventos climáticos por ano, mas entre 2020 e 2024, esse número praticamente dobrou, alcançando cerca de 4.500 ocorrências anuais.

Apesar da escalada dos prejuízos, a proteção securitária ainda é limitada. Tradicionalmente, apenas cerca de 9% das perdas econômicas decorrentes de desastres climáticos no Brasil são cobertas por seguros, percentual muito inferior ao observado em países desenvolvidos, onde a cobertura varia entre 20% e 55%. 

Na avaliação da CNseg, essa baixa cobertura amplia a vulnerabilidade da população e transfere para os cofres públicos uma conta que poderia ser mitigada com instrumentos de proteção securitária. “Os gastos com prevenção entram como despesas comuns nos balanços públicos, enquanto os recursos destinados à reconstrução podem ser tratados como créditos extraordinários, sem impacto nas metas fiscais. Isso acaba criando um desincentivo à prevenção”, explicou o diretor da CNseg. 

No campo, o cenário também preocupa. Em um momento de aumento dos riscos climáticos, a subvenção federal ao Seguro Rural vem encolhendo, o que compromete não apenas a segurança financeira do produtor, mas toda a cadeia econômica ligada ao agronegócio. Já na infraestrutura pública, a proteção securitária é ainda mais reduzida: levantamento da CNseg indica que menos de 2% da infraestrutura crítica brasileira conta hoje com cobertura de seguros, expondo a população e o orçamento público a riscos crescentes. 

Hailton destacou que ampliar a proteção securitária não é apenas uma medida de proteção patrimonial, mas também uma estratégia de política pública. Estudos citados pela CNseg indicam que seguros aceleram a recuperação econômica após eventos extremos, permitem respostas mais rápidas a famílias e empresas e reduzem a pressão sobre os gastos públicos. Segundo estimativas do World Resources Institute (WRI), cada R$ 1 investido em adaptação pode evitar até R$ 10 em despesas pós-desastre. 

Diante desse cenário, a CNseg vem estruturando iniciativas para ampliar o acesso ao seguro no país. Entre elas está o desenvolvimento de um produto voltado à cobertura contra alagamentos, em parceria no Rio Grande do Sul, com foco em oferecer uma solução mais acessível à população. A entidade também atua junto ao Congresso Nacional para evitar o contingenciamento de recursos do Seguro Rural e discute modelos de seguro catastrófico para entes públicos, inspirados em experiências internacionais que combinam participação governamental, mercado segurador e bancos multilaterais para reduzir prejuízos e dar maior previsibilidade financeira diante de eventos extremos

Em um cenário de eventos climáticos cada vez mais frequentes e severos, a avaliação da CNseg é que ampliar a prevenção e fortalecer instrumentos de proteção financeira, como os seguros, deixou de ser apenas uma agenda do setor e passou a ser uma necessidade estratégica para reduzir perdas, proteger a população e aliviar a pressão sobre as contas públicas.

Generali e BScash fecham parceria para oferta de seguros 

Thiago Machado Generali Brasil

 

Para proporcionar proteção e segurança a um número cada vez maior de brasileiros, a Generali se uniu à fintech BScash para oferecer o seguro “Perda e Roubo de Cartão com Pix” para os clientes da plataforma de gestão de pagamentos.
 

O seguro da Generali será integrado ao ecossistema da BScash, ampliando ainda mais o alcance da sua proteção financeira. O produto cobre situações inesperadas como perda ou roubo de cartão, saques e transferências sob coação, incluindo operações via Pix.
 

Com foco em descomplicar o dia a dia das organizações, a fintech oferece uma plataforma completa de soluções financeiras voltadas para pessoas jurídicas e seus colaboradores. Entre os principais serviços estão a conta digital gratuita, cartão pré-pago, crédito pré-aprovado, além de funcionalidades como Pix, TED e pagamento de boletos. Tudo isso com agilidade, segurança e praticidade, promovendo uma experiência financeira mais eficiente e acessível para empresas de todos os portes.
 

O Chief Commercial & Marketing Officer da Generali, Thiago Machado, destaca que essa parceria reforça nossa estratégia de crescimento em distribuição digital, levando proteção de forma simples e integrada à jornada do cliente. Nosso foco é escalar o acesso a seguros por meio de parceiros relevantes, com soluções que façam sentido no dia a dia das pessoas”.
 

Para a CEO da BScash, Rafaela Mota, a relação com a Generali se insere na proposta de estar aliada a parceiros que se destacam no mercado a partir de indicadores que garantem o oferecimento de serviços de alto valor, primando pela garantia de segurança da marca. “A Generali Brasil é hoje uma das maiores seguradoras do país a partir de critérios como desempenho financeiro, governança, socioambiental, inovação, visão de futuro e pessoas, aspectos que nos tocam diretamente por fazermos parte de um grupo forte, que é a BSPAR, que tem sua imagem consolidada por preceitos que regem o mercado e valorizam nossos clientes e parceiros”.

MetLife aposta na música para aproximar o seguro do dia a dia das pessoas

Fonte: MetLife

Pelo quarto ano consecutivo, a MetLife é a seguradora oficial do C6 Fest 2026, festival que reúne atrações nacionais e internacionais de jazz, rock, pop, soul e MPB entre os dias 21 e 24 de maio, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

A participação da marca acontece em um momento de crescimento do entretenimento ao vivo no Brasil. Hoje, o país já é o segundo maior mercado de shows do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo dados da PwC/Live Entertainment de 2025. De acordo com dados de 2026 da Abeoc (Associação Brasileira de Empresas de Eventos) e o Sebrae, o setor de eventos movimenta atualmente R$ 813 bilhões no país, com participação de 4,6% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geração de 12,7 milhões de empregos. Com o avanço dos festivais e grandes eventos, cresce também a preocupação do público com temas como segurança, bem-estar e conforto. Nesse cenário, a MetLife participa do C6 Fest reforçando a importância do cuidado e da proteção em momentos de lazer, cultura e convivência.

“Estamos muito felizes em participar do C6 Fest pelo quarto ano consecutivo. Aproximar a MetLife do público final é um objetivo muito importante para nós, e a música tem um papel democrático ao conectar diferentes pessoas, histórias e gerações em torno de uma mesma experiência. Acreditamos que a proteção também deve ser acessível e fazer parte da vida das pessoas de forma cada vez mais próxima e natural”, afirma Denise Coelho, diretora de marketing e comunicação da MetLife Brasil.

Ao longo dos quatro dias de programação, milhares de pessoas devem passar pelo Parque Ibirapuera para acompanhar shows e atividades culturais em diferentes espaços do festival. Para a companhia, fazer parte desse cenário também significa gerar oportunidade de ampliar a conversa sobre a importância da proteção e dos seguros no dia a dia das pessoas.

“Estar no C6 Fest reforça o compromisso da MetLife de ampliar a cultura do seguro no país e democratizar o acesso à proteção em diferentes momentos da vida. Em um ambiente marcado por música, encontros e experiências compartilhadas, queremos que a presença da marca esteja associada a cuidado, acolhimento e bem-estar”, completa Denise.

Na Tenda MetLife, o público poderá curtir uma programação diversa que reúne indie, rock, pop, jazz, soul, MPB e música brasileira contemporânea, refletindo a pluralidade sonora e cultural do C6 Fest 2026. Ao longo dos quatro dias de evento, o espaço será ponto de encontro para quem busca uma experiência acolhedora e imersiva, conectada à música, à cultura e aos encontros proporcionados pelo festival.

Zurich reforça agenda de sustentabilidade com patrocínio à exposição Amazônia e iniciativas de impacto no Brasil

A Zurich Seguros participa da exposição Amazônia, do fotógrafo Sebastião Salgado, em Vitória (ES), reforçando sua atuação em sustentabilidade e o apoio a iniciativas que conectam preservação ambiental, cultura e impacto social. A mostra, que já passou por cidades como Paris, Roma, Londres, São Paulo, Rio de Janeiro e Belém, reúne imagens produzidas ao longo de sete anos na Amazônia brasileira e propõe uma reflexão sobre biodiversidade, povos indígenas e mudanças climáticas.

O patrocínio está alinhado à estratégia global da Zurich, que busca ampliar a conscientização sobre temas ambientais ao mesmo tempo em que desenvolve iniciativas concretas de impacto no Brasil. Entre elas, está a Floresta Zurich, projeto realizado em parceria com o Instituto Terra, fundado por Sebastião e Lélia Wanick Salgado, voltado à restauração da Mata Atlântica e à conservação da biodiversidade.

A parceria com o Instituto Terra teve início em 2020 e inclui ações como o plantio de mais de um milhão de árvores, a recuperação de áreas degradadas e o apoio à ampliação da estrutura de produção de mudas e restauração ambiental. O projeto também contempla iniciativas de formação e engajamento de comunidades locais para conectar conservação ambiental com desenvolvimento social.

Outra frente relevante é o NERE, programa em parceria com o Instituto Terra para capacitar jovens do Vale do Rio Doce para os chamados “empregos verdes”, conectando: educação ambiental, capacitação técnica e humana, empregabilidade local, restauração ecológica e geração de renda sustentável.

“Temos buscado apoiar iniciativas que promovam impacto de longo prazo, conectando restauração ambiental à geração de oportunidades e ao fortalecimento das comunidades. A parceria com o Instituto Terra é um exemplo de como podemos atuar de forma consistente nessa agenda”, afirma Lucía Sarraceno, diretora de Marketing e Clientes da Zurich Seguros.

Ao conectar essas iniciativas à agenda local, a Zurich também reforça a importância de ampliar o engajamento da sociedade em torno desses temas.

“A Exposição Amazônia nos convida a um olhar atento e respeitoso sobre as populações tradicionais da floresta, que há séculos demonstram que é possível conciliar desenvolvimento, conservação e vida em comunidade. Esse aprendizado é extremamente relevante também para o mundo dos negócios, especialmente em um momento em que decisões corporativas precisam incorporar, de forma responsável, a restauração de ecossistemas e o fortalecimento das comunidades locais. Ao apoiar essa exposição, a Zurich reforça seu compromisso de transformar sensibilização em ação concreta, por meio de iniciativas como a Floresta Zurich e o apoio ao Instituto Terra.” afirma Nathalia Abreu, superintendente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social Corporativa na Zurich.

Para a Zurich, iniciativas como a exposição e os projetos desenvolvidos no Brasil fazem parte de uma atuação integrada, que combina sensibilização, educação e soluções práticas voltadas à resiliência climática. A estratégia inclui o apoio a ações ambientais, o desenvolvimento de projetos com impacto social e o uso de conhecimento técnico para apoiar clientes e parceiros na gestão de riscos relacionados às mudanças climáticas.

A exposição Amazônia permanece aberta ao público até junho em Vitória e reúne mais de 200 fotografias, além de vídeos com depoimentos de lideranças indígenas e trilha sonora original produzida a partir de sons da floresta, o que propicia uma experiência imersiva sobre a importância da preservação ambiental.

FenaCap apresenta títulos de capitalização para licitações e PPPs, em evento

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O diretor-executivo da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), Natanael Castro, participou do painel “Nova Lei de Licitações e Lei Geral de Proteção de Dados: o que os gestores precisam saber?”, na XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, agenda institucional da Confederação Nacional de Municípios, que acontece entre os dias 18 e 21 de maio. Na última quarta-feira (20), ele apresentou o potencial dos Títulos de Capitalização como uma solução para os processos de Licitação e contratos públicos, destacando o papel estratégico do setor para o desenvolvimento econômico de estados e municípios.

O foco do painel foi demonstrar como esses produtos, estruturados na modalidade de Instrumento de Garantia, tornaram-se ferramentas ágeis e seguras para assegurar o cumprimento de contratos públicos de bens e serviços. A relevância do mecanismo ganhou forte evidência após marcos regulatórios recentes, como a inclusão definitiva da Capitalização na Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021). 

Em 2025, a arrecadação nesta modalidade atingiu R$ 3,08 bilhões, registrando uma expansão de 16% em comparação ao período anterior. Durante a apresentação, Natanael explicou as características e as vantagens do produto para a administração pública e as empresas privadas que disputam editais.

Segundo o executivo, para os gestores públicos, o modelo traz segurança jurídica com vinculação direta ao contrato, execução rápida em caso de inadimplência e, acima de tudo, amplia o leque de fornecedores, visto que empresas recém-constituídas ou que enfrentam limitações em linhas tradicionais de crédito encontram na Capitalização uma alternativa viável, sem a necessidade de análises complexas de risco ou comprometimento de seu limite bancário.

“A legislação evoluiu bastante, nos últimos anos, referendando todas as modernizações pelas quais a Capitalização também passou, e hoje representa uma alternativa extremamente ágil, transparente e flexível para o ambiente de negócios dos municípios”, disse Natanael. “Ao permitir que o licitante utilize os títulos de Capitalização como garantia em licitações, é possível ampliar a capacidade de crédito das empresas, estimulando a competitividade dos certames, com total segurança jurídica para o gestor municipal executar os contratos sem sobressaltos”, destacou.

Durante o evento, o diretor da FenaCap também lembrou o lançamento do Guia Prático de Seguros e Capitalização para Concessões e PPPs, um guia estratégico divulgado durante agenda do mercado segurador na COP30 e que terá desdobramentos mais técnicos e operacionais, detalhados em uma nova etapa, que será apresentada em breve.

Alper Seguros destaca a importância da proteção do risco cibernético como estratégia de continuidade empresarial

Com o Brasil liderando o ranking de ataques cibernéticos na América Latina, a percepção de que o seguro digital serve apenas para “pagar o resgate” de dados está ficando para trás. A Alper Seguros apresenta um guia de como as empresas podem utilizar o Seguro Cyber de forma estratégica para fortalecer suas defesas antes mesmo de qualquer incidente.

Para Robert Hufnagel, Head da área de Linhas Financeiras e Responsabilidade Civil da Alper Seguros, o seguro é, na verdade, um ecossistema de prevenção. “O erro de muitas empresas é guardar a apólice na gaveta e só buscá-la quando o sistema para. O Seguro Cyber moderno é uma ferramenta de gestão ativa que deve ser consultada para evitar que o ataque aconteça”, afirma Hufnagel.

Abaixo, o especialista destaca as cinco principais dicas para extrair o máximo valor do seguro:

1. Utilize os treinamentos de conscientização (awareness). Falhas humanas e phishing causam 68% dos incidentes

“A dica é usar as plataformas de simulação inclusas no ecossistema do seguro. Elas testam os funcionários com links falsos e, caso alguém clique, oferecem reforço educacional imediato. Isso mitiga o risco comportamental sem custo adicional”, explica Robert.

2. Faça auditorias de vulnerabilidade periódicas. As seguradoras frequentemente facilitam auditorias que identificam erros de configuração em nuvem e bancos de dados expostos.

“O seguro ajuda a identificar o problema antes que o hacker o faça. É como ter um check-up preventivo constante da sua infraestrutura digital”, comenta o executivo.

3. Audite seus fornecedores (SaaS e Nuvem). Ataques à cadeia de suprimentos dobraram em 2025. A Alper orienta usar o seguro para analisar contratos.

“Use a inteligência da seguradora para exigir níveis mínimos de segurança de seus parceiros. O seguro se torna uma ferramenta de auditoria de terceiros, garantindo que o erro de um fornecedor não derrube a sua operação”, pontua Robert.

4. Prepare o plano de resposta a incidentes (Incidient Response). O seguro dá acesso aos chamados “Bombeiros do Digital”. A dica é conhecer esses especialistas antes da crise.

“As primeiras horas de um ataque são críticas. Ter o fluxo de acionamento jurídico e forense já desenhado com a seguradora economiza um tempo que, em crises reais, vale milhões de reais”, afirma Hufnagel.

5. Proteja o fluxo de caixa contra Lucros Cessantes Além do reparo técnico, o seguro deve ser usado para garantir a continuidade do negócio.

“Se um ataque interrompe um serviço vital, como o Pix, a empresa perde receita a cada minuto. A dica é configurar a apólice para recompor esses lucros cessantes e cobrir horas extras de TI, mantendo a saúde financeira enquanto a crise é debelada”, ressalta.

Hufnagel ainda reforça que, em caso de vazamento, o seguro é o escudo para o cumprimento da LGPD.

“A lei exige notificações rápidas à ANPD e aos clientes. O seguro custeia desde o envio desses comunicados até a montagem de call centers para atender as vítimas, preservando o maior ativo de qualquer empresa: a confiança do mercado e reputação da marca”, finaliza.

Ranking de seguradoras do Sincor-SP aponta mercado mais competitivo e vê espaço para novo ciclo de crescimento em 2026

boris ber Sincor sp balanco 2024

O mercado segurador brasileiro encerrou 2025 em trajetória de expansão, com sinais de fortalecimento da concorrência, crescimento real das receitas e manutenção da rentabilidade das companhias. Essa é a principal conclusão do novo Ranking das Seguradoras, divulgado pelo Sincor-SP e elaborado pelo economista Francisco Galiza, tradicional estudo que acompanha a evolução do setor e serve como referência para corretores e executivos na análise dos movimentos da indústria.

A nova edição mostra que o mercado segue ampliando sua base de participantes. O número de grupos seguradores atuando nos produtos de risco alcançou 96 companhias, acima dos 90 registrados no ano anterior e dos 84 observados em 2022. O avanço revela um setor cada vez mais atrativo para investidores e novos entrantes, ampliando a disputa por mercado e pressionando empresas a buscar eficiência operacional e inovação.

Segundo Galiza, o crescimento do setor ocorreu acima da inflação, sinalizando ganho real de escala. O levantamento aponta expansão de aproximadamente 11% no segmento de produtos de risco, diante de uma inflação próxima de 5%. A análise considera que as seguradoras conseguiram preservar resultados mesmo em um ambiente de maior competição e desafios econômicos. “Avaliando receita e lucro, as seguradoras mantiveram sua rentabilidade. O crescimento é real. O cenário para o futuro é bom”, destacou Galiza durante a apresentação do estudo.

O levantamento também mostra que, embora a entrada de novas empresas esteja ampliando a concorrência, a liderança do mercado continua concentrada. Os cinco maiores grupos seguradores em produtos de risco permanecem os mesmos: Bradesco, SulAmérica, Porto Seguro, Banco do Brasil e Zurich Santander. Juntas, essas companhias concentram entre 50% e 55% da participação de mercado, mantendo praticamente a mesma configuração observada nos anos anteriores.

Na avaliação do estudo, o setor atravessa um momento de consolidação de tendências iniciadas após a pandemia. Desde 2020, o mercado vem registrando crescimento real recorrente, sustentado por maior conscientização sobre proteção financeira, diversificação de produtos, avanço da digitalização e ampliação da oferta em diferentes nichos.

Outro ponto destacado é a capacidade de recuperação e adaptação do setor diante de eventos adversos. Mesmo após episódios climáticos relevantes, como as enchentes no Rio Grande do Sul, a indústria manteve sua curva de crescimento, demonstrando resiliência operacional e capacidade de absorção de riscos.

Para 2026, a leitura do mercado permanece positiva. O crescimento do número de participantes, a estabilidade da rentabilidade e o aumento da demanda por proteção indicam que o setor ainda possui amplo espaço para expansão. A expectativa é de continuidade dos investimentos em tecnologia, novos produtos e modelos de distribuição capazes de ampliar a penetração do seguro no país.

Para os corretores, o estudo funciona como um termômetro importante do setor. “Com este relatório, o Sincor-SP disponibiliza informação valiosa para compreender o cenário atual e definir oportunidades de empreendedorismo”, afirmou o presidente da entidade, Boris Ber.

O estudo completo está disponível no Sincor-SP.

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Allianz supera IRB e muda ranking histórico do resseguro brasileiro

resseguros

Uma mudança silenciosa, mas simbólica, mexeu com um dos pilares históricos do mercado brasileiro de resseguros. Pela primeira vez desde a criação do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), em 1939, a companhia deixa a liderança do ranking de grupos resseguradores que mais recebem negócios do mercado brasileiro. O novo líder é a Allianz, movimento que já provoca discussões técnicas e estratégicas nos bastidores do setor.

Estes dados, entre outras análises do mercado de resseguros e de ILS, constam na nova edição do estudo [Re]vision Research, idealizada e patrocinada pela Abecor, e mostram a Allianz com participação de 13,1% do mercado, enquanto o IRB caiu para 11,8%, recuo de 4,8 pontos percentuais em relação ao ano anterior. 

O episódio expõe uma transformação estrutural do mercado brasileiro e reacende um debate delicado: o crescimento do resseguro intragrupo e seus efeitos sobre a competitividade local. O próprio estudo afirma que “os efeitos do resseguro intragrupo moldam os rankings” e destaca que grupos seguradores globais passaram a ocupar as primeiras posições entre cedentes e resseguradores. 

Nos corredores do Encontro de Resseguros, realizado esta semana no Rio de Janeiro, o tema dividiu opiniões. Alguns executivos veem a mudança como consequência natural da globalização dos grupos seguradores. Outros avaliam que ela merece atenção regulatória, sobretudo pelo potencial de alterar condições competitivas no mercado brasileiro de seguros.

Fontes ouvidas sob condição de anonimato afirmam que a liderança da Allianz foi fortemente impulsionada pelo aumento do resseguro intragrupo, especialmente em carteiras massificadas, como automóveis. A lógica é relativamente simples: a seguradora brasileira transfere parte relevante do risco para resseguradoras do próprio grupo no exterior, concentrando prêmio e resultado em outras jurisdições, muitas delas com cargas tributárias com cargas mais favoráveis.

De acordo com nota da Allianz, a liderança é uma consequência de vendas. “Para fazer frente aos sinistros causados pelas mudanças climáticas, a Allianz passou a oferecer mais coberturas nas carteiras de Automóvel, Agro e Massificados, o que reforça a necessidade de resseguro. No caso de Agro, houve a ampliação do tipo de culturas, que agora são cobertas pela Allianz, e nos massificados a inclusão da cobertura de alagamento, por exemplo. Isso beneficia muito o segurado, que agora está sendo indenizado por danos que antes não eram cobertos.”

O estudo já identifica esta dinâmica se intensifica recente. Segundo a publicação, o resseguro intragrupo, historicamente utilizado em grandes riscos corporativos, passou a avançar também para linhas de varejo, como automóveis.  O tema desperta sensibilidade porque a discussão vai além do resseguro, impacta as seguradoras brasileiras de grandes riscos e as de linhas massificadas. Na prática, participantes do setor apontam que a transferência de operações para estruturas internacionais pode gerar vantagens econômicas relevantes.

Uma das principais questões está relacionada à carga tributária. O Brasil possui uma estrutura de impostos considerada mais pesada que diversas jurisdições internacionais. Ao deslocar parte do resultado para outras geografias, grupos globais podem operar sob condições tributárias potencialmente mais favoráveis.

Nos bastidores, há quem use termos mais fortes, como “evasão de divisas”. Mas especialistas ponderam que a leitura exige cautela. O debate não deve ser tratado como um problema específico do IRB ou como justificativa para mudanças protecionistas. Tampouco se trata de um tema novo. Trata-se de um modelo operacional permitido pela regulamentação atual e adotado globalmente por grandes grupos seguradores.

A preocupação maior, segundo participantes do mercado, deveria estar menos no impacto sobre o IRB e mais nos efeitos concorrenciais entre seguradoras que disputam o segmento de automóveis. Se determinados grupos conseguem operar com estruturas globais mais eficientes, parte desse ganho pode ser convertida em preços mais agressivos, alterando a dinâmica competitiva do mercado local.

A discussão ganha ainda mais relevância porque ocorre num momento em que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) mantém grupos de trabalho debatendo ajustes e aperfeiçoamentos do novo marco legal do seguro e de contratos ligados ao resseguro.

Há uma memória regulatória sensível nesse tema. O estudo lembra que mudanças infralegais realizadas ao final de 2019 flexibilizaram operações intragrupo e facilitaram retrocessões das resseguradoras locais. O efeito, segundo os autores, foi imediato: a retenção doméstica iniciou uma trajetória de queda acelerada. 

Hoje, a produção doméstica de resseguro representa apenas 27% do volume cedido pelas seguradoras brasileiras, patamar próximo das mínimas históricas. Ao mesmo tempo, o próprio IRB também atravessa um momento de redefinição estratégica. A companhia ampliou sua atuação internacional e busca novas frentes de crescimento, incluindo a criação de uma seguradora patrimonial própria, em movimento que busca diversificar receitas e reduzir dependência do modelo tradicional.

Por isso, a perda da liderança pode representar menos uma derrota isolada e mais um retrato de um setor em transformação. Depois de décadas em que o IRB funcionou quase como sinônimo do mercado brasileiro de resseguros, a mudança de ranking mostra que o setor passa por uma nova fase: mais internacionalizada, mais integrada a estruturas globais e, possivelmente, mais desafiadora para reguladores e concorrentes.