Bradesco investe em plataforma que facilita a vida do corretor de seguros

Data: 29.05.2017 Local: Alphaville, São Paulo Assunto: Retrato de Francisco Rosado, diretor da área de corretores da Bradesco Seguros na sede empresa. Assistente: Luiz Michelini Foto: Bitenka

Leonardo Freitas, diretor da Organização de Vendas do Grupo Bradesco Seguros, conversou com o blog Sonho Seguro sobre canais digitais e novas formas de comunicação com o cliente. Leia abaixo a entrevista:

Cite soluções e ferramentas digitais para ajudar corretores na comercialização de produtos?

Nos últimos anos, o relacionamento com o cliente passou por diversas mudanças e, hoje, a transformação digital permeia todo esse processo de relacionamento. Pensando nisso, a Bradesco Seguros estruturou o Portal de Negócios e o Aplicativo BS Corretor, plataformas que visam facilitar e tornar mais ágil o processo de vendas e a rotina dos corretores. Nesses canais, os corretores encontram o portfólio completo de produtos, oportunidades de vendas e ainda podem lançar suas propostas dentro do portal.  No caso específico da Bradesco Seguros, por ser uma empresa multilinha e multicanal, a estratégia é, cada vez mais, prover soluções e conveniência para que os corretores possam se concentrar na geração de negócios.

Pode citar alguns exemplos práticos de como isso é aplicado na companhia?

O Portal de Negócios é a principal ferramenta de vendas do corretor. Este canal foi pensando para que o corretor possa encontrar todas as funcionalidades que ele precisa para trabalhar. Por exemplo, em Auto, a Bradesco Seguros entendeu todas as dificuldades dos corretores referentes a esse produto e optou por segmentar um projeto específico, para trazer melhorias efetivas. Para isso, utilizou a metodologia ágil, a qual trabalha com sprints e entregas fracionadas – um método de grande relevância nesse processo. O portal auxilia o corretor em todas as etapas – de venda e pós-venda, por exemplo: faz assistência, cálculo de apólice, apresenta funcionalidade para o dia a dia dos corretores, acompanha propostas e realiza endossos (se um segurado muda de endereço, o corretor consegue fazer pelo portal o endosso dessa apólice). Já o aplicativo, permite que o corretor faça cotações de produto dental para pessoa física, visualize e acompanhe suas propostas, envie propostas por e-mail ou WhatsApp, gere boletos para pagamento e encontre diversos materiais de apoio para as vendas. A ferramenta tornou-se um facilitador de negócios, oferecendo maior praticidade e agilidade nas contratações.

Qual o impacto do uso das ferramentas digitais no aumento percentual de vendas e de base de clientes?

Por ser uma informação estratégica, a companhia não divulga percentuais de venda. Entretanto, a Bradesco Seguros acredita que o principal impacto das ferramentas, foi a otimização dos processos internos, que trouxe agilidade e qualidade para toda experiência de venda. Importante destacar que, no caso do Grupo Bradesco Seguros, os corretores participam de todo processo de validação, certificação e aprovação tanto do portal quanto do aplicativo. Toda a experiência é testada pelo próprio corretor. Desse modo, todas as dificuldades apontadas pelos corretores foram solucionadas em uma só ferramenta, ele pode consultar desde materiais de apoio para conhecimento dos produtos, até serviços de cotações e propostas para venda. 

Quais as principais tecnologias utilizadas pelo grupo no uso dos canais de distribuição para otimizar ganhos de eficiência e redução de custos?

A inteligência artificial foi um dos principais avanços, a Bradesco Seguros conta com a BIA, Vendas Online, CRM 2.0 e ofertas real time. Para o grupo a ideia é facilitar os processos e projetos, tanto na hora de comercializar o produto, quanto no uso dos serviços por parte do usuário como, por exemplo, acionar a cobertura do seguro nas áreas de Previdência, Saúde ou Residencial, sem precisar mudar de plataforma ou aplicativo. Sabendo que os consumidores estão cada vez mais à vontade com a inteligência artificial e fazem buscas em canais digitais por meio da voz, a Bradesco Seguros vem levando também o recurso para seus segurados por meio do Serviço de Assistência Auto, para casos de guincho, pane, pneus ou ajuda com chaveiro.

Pode citar alguns exemplos de processos internos e externos da companhia que foram automatizados e quais os ganhos em termos de tempo?

Hoje, todos os processos são registrados a partir dos inputs dos corretores. Conforme citado anteriormente, dentro do Portal de Negócios são levantados diariamente mudanças e melhorias, apontadas segundo a visão do corretor. A cada três meses um novo projeto é entregue com base nas sugestões dos corretores e das assessorias de seguros e os próprios parceiros conseguem acompanhar se a solução surtiu efeito na ferramenta, se a melhoria foi aplicada, sendo medida a evolução do desempenho dessas mudanças. Por isso, o objetivo é otimizar cada vez mais os processos, entregas e soluções para os corretores e segurados. Além disso, entregar ao cliente uma experiência memorável e inspiradora pode ser o caminho mais rápido para ganhar preferência e confiança. Além disso, o grupo Bradesco Seguros também vem adotando a metodologia agile para impactar os processos que envolvem seus 7 mil colaboradores. Isto significa formar equipes multidisciplinares e, com isto, mudar a maneira e a velocidade como se desenvolve e testa produtos, por exemplo. Este modelo permite que, ao incorporar soluções de insurtechs, os funcionários tenham uma mentalidade semelhante aos das startups e, assim, possam trabalhar em conjunto para colocá-las em prática.

Liberty Seguros apresenta Plano 2023 de sustentabilidade

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Companhia assumiu dez compromissos com o tema e o Relatório de Sustentabilidade ilustra as ações já desenvolvidas 

Fonte: Liberty Seguros

A Liberty Seguros apresenta sua nova estratégia de sustentabilidade para os próximos anos, alinhada com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que devem ser implementados em todos os países do mundo até 2030. 

“Na Liberty Seguros, nós temos uma forte estratégia de sustentabilidade que, além de atender às expectativas dos consumidores, cria valor para a sociedade”, afirma Carlos Magnarelli, Presidente da Liberty Seguros. “O Plano 2023 reforça o nosso compromisso de agir com transparência e ética, além de promover a diversidade e colaborar para a preservação do ambiente”, completa.

Plano de Sustentabilidade 2023 – No início de 2018, a Liberty começou uma nova etapa de seu planejamento estratégico com duração de 5 anos, que tem como objetivo fortalecer a presença da companhia em todos os seus setores de atuação e posicionar a empresa como referência em inovação e rentabilidade.

Para tratar especificamente dos assuntos relacionados a sustentabilidade e responsabilidade social, a seguradora criou o Comitê de Sustentabilidade. O grupo, que é composto por representantes de todas as diretorias da empresa, desenvolveu o Plano de Sustentabilidade levando em consideração os assuntos prioritários para cada stakeholder do negócio e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para chegar em 10 temas estratégicos: qualidade de serviço, crescimento sustentável, empoderamento social, seguro consciente, inovação, ética, gestão de riscos, cuidado com as pessoas e diversidade, produtos mais sustentáveis e por fim, gestão ambiental e de resíduos.

Empoderamento Social – Dentro desse plano, o empoderamento feminino e dos jovens destacam-se com diversas ações já realizadas nos últimos anos pela companhia. Para apoiar a educação e empregabilidade de jovens, a Liberty apoia diversas instituições do terceiro setor, como o Centro Educacional Assistencial Profissionalizante (CEAP), o Espro – Ensino Social Profissionalizante -, que também atua na capacitação profissional para inclusão de jovens no mercado de trabalho, e o Instituto da Oportunidade Social, o IOS. Além disso, a seguradora também patrocina a Fundação Tênis, que promove o desenvolvimento de crianças e adolescentes de comunidades carentes por meio do tênis. 

Para empoderar as mulheres a conquistar ainda mais no ambiente profissional, a empresa criou o programa Liberty Mulheres Seguras, com o qual oferece conteúdo de qualidade nas redes sociais, disponibiliza serviços exclusivos, como o projeto de mentoria online para empreendedoras, realizado em parceria com a Rede Mulher Empreendedora; promove eventos para corretoras em todo o Brasil abordando temas como Negociação e Influência; engaja funcionárias da companhia com palestras e eventos, além de apoiar instituições sociais e promover feiras com empreendedoras sociais.

“Um dos grandes objetivos do nosso plano de sustentabilidade é contribuir positivamente com a sociedade que estamos inseridos. Os dez temas nos ajudarão a olhar para as frentes necessárias de atuação e construir o futuro que desejamos ver”, completa Magnarelli. 

Para conhecer todas as iniciativas da companhia, acesse o Relatório de Sustentabilidade 2018 no link: https://www.libertyseguros.com.br/Pages/sobre-a-liberty/responsabilidade-social.aspx 

Corretoras de seguros estão entre os alvos preferidos de ataques virtuais

Seminário organizado pela APTS com apoio da ENS, trará orientações do especialista Claudio Macedo Pinto para as empresas de corretagem se defenderem.

por Márcia Alves

É um erro imaginar que apenas grandes empresas são alvo de ataques virtuais. Pesquisas indicam que as pequenas e médias empresas são as mais visadas pelos hackers, justamente porque não acreditam nesse risco. O problema é que pelo menos 20% não resistem e quebram. Nesse universo PME, muitas corretoras de seguros têm sido vítimas constantes de cibercriminosos. 

Como as corretoras podem se defender? Este é um dos assuntos que o especialista em riscos cibernéticos Cláudio Macedo Pinto, fundador da corretora de seguros Clamapi Seguros Cibernéticos, apresentará no seminário “LGPD na prática e Soluções para Cybers Risks”. O evento, promovido pela APTS e a ENS, será realizado no dia 21 de novembro, das 8h30 às 13h, no auditório da ENS, na Rua Augusta, 1.600, Consolação, São Paulo (SP).

“Qualquer empresa, seja qual for o tamanho, corre o risco de ser atacada por hackers e sofrer prejuízos incalculáveis”, diz o especialista. No evento, ele orientará as corretoras de seguros sobre como investirem em segurança da informação, treinamento de funcionários e na contratação de seguro. Aliás, parte da palestra será dedicada a ensinar as corretoras a não apenas se defenderem como também aproveitarem a oportunidade de comercializar seguros para riscos cibernéticos.

No campo das oportunidades para os corretores, o especialista responderá as seguintes questões: Como se preparar para vender o seguro de Responsabilidade Civil Cibernética e de Proteção de Dados? Quais são as principais características deste seguro (coberturas, exclusões e perda de direitos)? Como agir em caso de sinistro? Por que há resistência no mercado para a contratação do seguro cibernético? 

Cláudio Macedo ainda fornecerá argumentos de venda para ajudar na comercialização do produto. “O objetivo da palestra é conscientizar os corretores sobre os riscos para a sua empresa, além de mostrar o potencial de comercialização do seguro para risco cibernético, que poderá trazer novas receitas para a corretora”, diz. 

O evento também contará com a participação do “hacker do bem”, João Lucas Brasio, Diretor da Elytron Security, para falar sobre cibercrime, e do especialista em tecnologia, Marcos Nehme, CTO Field & Director, Latin America & Caribbean da RSA, para tratar de segurança cibernética.

Programe-se

LGPD na prática e Soluções para Cyber Risks

Data e horário: 21 de novembro de 2019 – das 8h30 às 13h

Local: Rua Augusta, 1.600, Consolação, S. Paulo (SP)

Programa completo e inscrições no site da ENS:

Insurance meeting: A contribuição estratégica da tecnologia para o bem-estar da população e a cura de doenças

Fonte: CNseg

A tecnologia pode promover um salto qualitativo na saúde de toda a população mundial, assegurando a cura de doenças e tratamentos mais assertivos. É possível até imaginar o estado de arte nesse campo, mas desvios éticos podem transformar soluções em problemas, exigindo, desde já, que a sociedade debata, com seriedade e serenidade, as escolhas de tecnologias que poderão ser incorporadas e leis para impedir ou punir desvios.  

“O uso da tecnologia no estudo das doenças e na busca pelas suas curas”, foi o tema do primeiro painel do segundo (e último) dia do 13º Insurance Service Meeting, realizado pela CNseg, em São Paulo, simultaneamente ao 4º Encontro de Inteligência de Mercado, reunindo um cientista – Stevens Rehen, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); uma médica – Regina Mello, superintendente médica da SulAmérica Saúde; e um economista – Sandro Leal, superintendente de Regulação da FenaSaúde.

Steven Rehen, palestrante, antes de destacar o atual estágio da ciência e tecnologia voltadas para a área médica, elencou três fatores que precisam estar no radar da sociedade para que as perspectivas positivas se cumpram no campo da saúde: o combate ao aquecimento global e às desigualdades – “temos mais de 13 milhões de miseráveis no momento” – e a difusão do conhecimento científico, necessário para impedir, por exemplo, que as pessoas se recusem a tomar vacinas, gerando riscos adicionais para toda a população.

Em breve resumo das tecnologias disponíveis e do saber científico, Stevens Rehen deixou claro que a ciência tem um caráter estratégico para a saúde da população. Noites mal dormidas, comprovadamente, abrem as portas para doenças, como depressão, Alzheimer e demência, afetando a capacidade de aprendizado. Na alimentação, o comer regrado é também o caminho para ter um cérebro mais saudável. Daí porque é fundamental, na infância, oferecer uma gama de alimentos variados, para que, quando adultos, as pessoas façam melhores escolhas, evitando os alimentos processados.

Ao lado de comportamentos individuais mais adequados, alimentação balanceada e atividades físicas, a ciência pode dar contribuições vitais. Já é possível, a partir da urina ou da pele, criar novas células para o cérebro ou outros órgãos, incluindo-se aí espermatozoides, enumerou o cientista. Os transplantes fecais podem contribuir para reduzir o problema de obesidade e, o retorno da pesquisa psicodélica, ajudar milhões de pessoas que convivem com depressão ou outras doenças mentais.

A médica Regina Mello, debatedora, reconheceu que o avanço tecnológico cria novos paradigmas, ainda mais se as inovações forem usadas de forma ampla. Novos arsenais terapêuticos podem melhorar, de fato, a qualidade de vida das pessoas, mas a utilização precisará contar com um marco regulatório mais flexível, incluindo-se aí o compartilhamento de dados pessoais. Melhor ainda se as tecnologias que mudam a vida e a saúde forem partilhadas com todos, incluindo a população de baixa renda, mais propensa a adquirir doenças precocemente pela falta de informação ou recursos financeiros.

Há uma longa estrada para ser percorrida, mas saber que já existem terapias mais assertivas é um alento, reconheceu Sandro Leal, moderador do painel, ao destacar que o tema tratado foi muito proveitoso em criar insights para toda a cadeia de saúde.

ARTIGO: Gerenciar riscos, um grande desafio versus uma difícil realidade

Por Antonio Carlos Stutz Goulart, engenheiro de riscos (risk management engineer)

Com base em análise histórica, os acidentes em unidades Industriais acontecem e continuarão acontecendo, principalmente por falhas em procedimentos e investimentos, tais como; 

  • Cultura de Segurança em toda as áreas da Empresa, 
  • Gerenciamento de Riscos baseado em normas nacionais e internacionais.
  • Investimentos em sistemas de controle e proteção contra explosão/incêndios.
  • Treinamento contínuo de identificação de riscos/perigos (Human Element). 

A cultura de segurança é uma conscientização gradativa e permanente. A implantação de um Programa de Gerenciamento de Riscos traz benefícios e deve contemplar uma busca incessante de:  

  • alternativas mais eficientes para prevenção e controle de perdas (loss prevention), visando construir barreiras de proteção, com o objetivo de mitigar os riscos de grandes acidentes;
  • um diferencial com base na qualificação de Risco Altamente Protegido (HPR – High Protected Risk) visando garantir a eficiência dos sistemas de proteção, redução da sinistralidade e de custos nos Programas de Seguro/Resseguro;

Um bom programa de manutenção preditiva pode antever problemas futuros. A manutenção preditiva é a intervenção programada nas instalações e equipamentos, executada normalmente com os sistemas em operação, através de equipamentos especiais onde são realizadas medições, testes e análises, com emissão de relatórios periódicos de monitoramento e controle das curvas de tendência dos desvios identificados.

Novas gestões administrativas não devem ignorar velhos riscos. A maioria das empresas passa por grandes mudanças nas gestões administrativas e por isso estão sujeitas a negligenciar sua exposição de riscos, devido ao grande apetite por redução de custos em economias globalizadas e reengenharias (downsizing).

  • redução das áreas de engenharia, manutenção, gerenciamento de riscos e segurança industrial.
  • redução de atividades que não agregavam valor aos objetivos da empresa, porém, sem as análises críticas de engenharia de segurança e riscos associadas a atividades envolvidas.
  • redução na aplicação de treinamento em simulações de situações de emergência e em reciclagem operacional (Human Element).

A maior lição sobre este tema é que cada um deve fazer a sua parte, ou seja, qualquer empregado deve se incomodar com as não conformidades de projeto encontradas e deve sempre reportar qualquer situação de perigo ao setor de segurança, visando contribuir para a mitigação e controle de exposição de riscos em sua indústria.

Análise de microdados econômicos aponta os desafios e oportunidades no Brasil pós-crise

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Fonte: CNseg

Fazendo uma leitura a partir de microdados econômicos, Marcelo Neri, economista da FGV, apontou o que determina a demanda de seguros, durante a palestra “O Mercado Segurador e o Brasil Pós-Crise”, ocorrida no primeiro dia do 4º Encontro de Inteligência de Mercado, realizado pela CNseg, paralelamente ao 13º Insurance Service Meeting, em São Paulo, em 6 e 7 de novembro. Esses microdados são gerados a partir de registros administrativos e pesquisas de campo, permitindo o monitoramento, mapeamento e projeções. “Entender causa e efeito é indispensável na gestão de qualquer política pública ou privada. O setor precisa mapear a desigualdade e a elasticidade na renda de seguros”, disse o ele.

Pesquisa da FGV Social a partir de microdados do IBGE revela que 46% das pessoas que adquiriram planos de saúde entre os anos de 2012 e 2014 o fizeram pela primeira vez. Outra pesquisa da FGV Social, utilizando dados da Secretaria da Receita Federal, permitiu a elaboração do ranking de renda mensal por cidades, abrangendo 5.500 municípios brasileiros. “Os dados do IR nos fornecem informações valiosas, permitindo, por exemplo, saber onde estão as pessoas mais ricas do país”, disse ele.

O município de Nova Lima (MG) tem a maior renda média, de mais de R$ 6 mil por pessoa. Em segundo lugar está Santana de Parnaíba (SP), com renda média de mais de R$ 5 mil por pessoa, e, em terceiro lugar, São Caetano do Sul (SP), com mais de R$ 4.300. “São dados que surpreendem, mas podemos analisar que são lugares aprazíveis”, analisou. Os dados do IRPF também permitem fazer um ranking por ocupações e patrimônios declarados. “Santa Catarina é uma combinação rara de renda alta e desigualdade baixa. Brasília tem a maior renda do país, mas com uma desigualdade maior do que a média brasileira. E, no Rio de Janeiro, isso também acontece de forma similar”, informou.

Com os dados, é possível medir quatro dimensões: Prosperidade (crescimento da média de renda e consumo), Igualdade (olhar para distribuição, entre indivíduos e grupos da sociedade, de fluxos de renda, estoques de ativos e direitos), Sustentabilidade (possibilidade de manter os padrões de vida conquistados) e Sensibilidade (baseada na percepção subjetiva das pessoas sobre o país, os serviços públicos e sua qualidade de vida). “Analisamos, por exemplo, que, na última década, tem crescido a desaprovação às lideranças públicas do país e o medo da violência”.

As rendas per capita subiram entre 2017 e 2018: aposentadorias, 7,36%; aluguéis, 5,81%; Bolsa Família, – 2,7%. O palestrante indicou também o aumento no volume de vendas de seguros no varejo. Segundo ele, o crescimento da demanda pode ser explicado pelo aumento de renda e da população. Entre 1995 e 2015, a renda do brasileiro cresceu 39,74%, o crescimento populacional cresceu 31,97% e o número de domicílios teve elevação de 72,41%. “Os domicílios estão se tornando menores. Então, quando se fala de quantidade de casas, identifica-se um segmento mais pujante, por exemplo, para a aplicação do seguro residencial”.

Marcelo Neri comentou que a trajetória de crescimento da renda das pessoas teve uma retomada, mas, o bem-estar, não, porque a desigualdade está aumentando. “Isso é um freio para o consumidor”, garantiu. “A nota média de felicidade, uma métrica mundial, tem caído no Brasil de 2015 a 2018”.

Até 2014, o Brasil era líder do Ranking Global de Felicidade, atingindo 8,8 pontos em uma escala de 0 a 10. Mas isso já mudou, tendo ocupando o 5º lugar em 2017.

Em outras partes do mundo, a felicidade está diretamente ligada à renda, mas, no Brasil, isso é mais tênue. “Se o brasileiro ganhar um salário mínimo a mais, ele fica um pouco mais feliz, mas se ele perder a renda de um salário mínimo, ele fica 10 vezes mais triste.

O palestrante também comentou a evolução das classes econômicas. De 2003 a 2014, a classe D e E foi reduzida e a C aumentou. A partir daí, com a crise, o cenário mudou. De 2014 a 2017, cerca de 8 milhões de pessoas entraram na classes D e E. As classes A e B também caíram. A C não mudou muito, pois ficou no centro, de passagem entre os que caíram e subiram. “As classes A e B nunca estiveram tão altas, com o aumento da desigualdade favorecendo os segmentos premium”, apontou.

Alex Korner, Head de Produtos de Seguros do Santander e presidente da Comissão de inteligência de Mercado da CNseg, participou como debatedor e analisou as características do mercado brasileiro e destacou a inserção das classes menos favorecidas no seguro, particularmente em iniciativas como o seguro popular, que acontecem, principalmente, por demanda dos próprios clientes.

Luiz Roberto Cunha, decano do centro de Ciências Sociais do Departamento de Economia da PUC-Rio, mediou os debates e comentou sobre o volume de questionamentos recebidos. “Realmente há muita coisa para pensarmos. Vemos que há alguns mitos do crescimento. Tivemos, por exemplo,  aumento no número de empreendedores, mas mais, por sobrevivência que por opção. É muito importante termos acesso a dados para entendermos as oportunidades do mercado”.

SulAmérica lança atendimento ao cliente via WhatsApp

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Fonte: SulAmérica

A SulAmérica inaugurou a operação de atendimento ao cliente via WhatsApp, em linha com a estratégia da companhia de oferecer a melhor experiência aos segurados por meio da inovação tecnológica. Com a adoção de inteligência artificial, o atendimento pelo aplicativo de mensagens será realizado por robôs cognitivos que já são empregados pela SulAmérica em canais de chat, aproveitando o conhecimento adquirido a partir de mais de um milhão de chamados no último ano. Disponível 24 horas por dia, incluindo fins de semana e feriados, o serviço pode ser acionado pelo número (11) 3004-9723. 

“Nós, da SulAmérica, acreditamos que a experiência do cliente deve estar sempre no foco da estratégia corporativa, por isso seguimos investindo de forma consistente em inovação e excelência da operação de atendimento”, afirma o vice-presidente de Operações, Marco Antunes. “No mundo hiperconectado em que vivemos, o consumidor está cada vez mais exigente e bem informado, valorizando empresas que ofereçam a melhor jornada de compra e pós-venda, com um atendimento ágil, personalizado e nas plataformas mais convenientes ao cliente. Isso inclui o WhatsApp, atualmente utilizado por mais de um bilhão de pessoas em 180 países.” 

O serviço já atende mais de 50 tipos de demandas relevantes dos clientes de saúde, automóveis, vida e previdência, como segunda via de boleto, informativo e prévia de reembolso, busca de rede médica referenciada, além de oficinas e centros automotivos, informações sobre serviços como o Médico em Casa e status da entrega domiciliar de medicamentos imunobiológicos e quimioterápicos orais. O canal também fornece orientações sobre guincho e assistência 24 horas, além de aviso e acompanhamento de sinistro de automóveis. 

Os robôs inteligentes adotados na operação de atendimento via WhatsApp têm capacidade transacional, ou seja, conseguem não apenas fornecer informações como também realizar serviços de menor complexidade com alto nível de assertividade, além de surpreender o cliente com informações adicionais às solicitadas, a partir de uma análise preditiva com base em dados anteriores de atendimento. 

Além disso, os bots cognitivos conseguem processar a linguagem natural humana, compreendendo inúmeras formas textuais, mesmo que incluam jargões, regionalismos ou até erros gramaticais. Por meio de machine learning e com o apoio de uma equipe de curadoria, esses algoritmos e dicionários de significados permanecem em constante evolução. A tendência é que, ao longo do tempo, a tecnologia se torne cada vez mais assertiva. Além disso, um protocolo reforçado de segurança da informação é adotado para garantir a proteção e privacidade de dados. 

Insurance Meeting: “O fim do seguro como o conhecemos”

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Fonte: CNseg

Rob Galbraith, diretor de Inovação do AF Group e autor do livro “O fim do mercado de seguros como conhecemos” (“The end of insurance as we know it”, em inglês), participa do Insurance Meeting, no dia 7, que acontece em Sao Paulo, promovido pela Confederação das Seguradoras. Confira abaixo a íntegra da entrevista com Rob Galbraith concedida para o portal da CNseg:

Quais tecnologias emergentes você acha que terão mais impacto no mercado de seguros nos próximos anos? 

Acredito que três grandes tecnologias já estão revolucionando o seguro hoje e o farão ainda mais nos próximos anos. A primeira é a Telemetria, que utiliza sensores baratos em carros, residências, empresas e em dispositivos móveis, entre outros, capturando e transmitindo dados para se observar e medir, em tempo real, o comportamento das pessoas e de sistemas e está fazendo dessa era a era do Big Data. A segunda é a Inteligência Artificial (IA) em todas as suas variedades como, por exemplo, o aprendizado da máquina, aprendizado profundo, floresta aleatória, etc., dando sentido a todos esses dados de streaming, exatamente da mesma forma como o GPS envia sinais para os dispositivos móveis das pessoas e indica o caminho mais rápido para o destino desejado. E a terceira tecnologia, que ainda está em sua infância, é o Blockchain ou, mais amplamente falando, a Tecnologia de Registro Distribuído (DLT, na sigla em inglês), que tem o poder de remover muitos intermediários e ineficiências dos processos de seguro para tornar os produtos mais baratos e mais amplamente disponíveis para aqueles que precisam.

As novas tecnologias causam um grande impacto na maneira como as pessoas se relacionam e fazem negócios. O que as seguradoras precisam fazer para se adaptar a esses novos tempos?

As seguradoras devem fazer três coisas importantes para se adaptar a esse mundo de mudanças aceleradas. Primeiro, elas devem enfrentar com afinco suas ineficiências e pendências técnicas causadas por sistemas e processos desatualizados, procurando maneiras de avançar no século XXI. Em segundo lugar, elas devem estar dispostas a encontrar parceiros confiáveis que possam ajudá-las nessa jornada, incluindo as insurtechs, em vez de seguirem sozinhas. Por fim, elas devem preparar seus funcionários para esse novo mundo, fornecendo treinamento e comunicação contínuos para ajudá-los a trabalhar efetivamente com a tecnologia, pois os funcionários que não o fizerem serão substituídos por essa mesma tecnologia.

Como você vê o setor de seguros dentro de 10 anos? Quais processos deixarão de existir e quais continuarão a existir da mesma maneira?

Eu acho que haverá muitas fusões e aquisições e o mercado será dominado por organizações maiores, que lidam com a maioria das demandas de seguro em escala, atuando com margens de lucro reduzidas, bem como por players de pequeno e médio porte, que podem oferecer produtos e serviços mais personalizados, mas com prêmios e margens mais altas.

O que os líderes do mercado de seguros precisam fazer para se adaptarem a esses novos tempos de disruptivos?

Eles precisam encontrar vozes confiáveis dentro e fora de sua organização que possam lhes dar uma avaliação honesta de seus pontos competitivos fortes e fracos. Os líderes precisam desenvolver e articular uma visão e um roteiro para se manterem relevantes no futuro e à frente dos concorrentes mais lentos, sempre equilibrando e priorizando a agilidade e a flexibilidade, à medida que as tecnologias mudam, considerando sempre as expectativas dos clientes.

E quanto aos trabalhadores do mercado de seguros? Que papéis devem deixar de existir e que novas necessidades surgirão?

Acho que ainda teremos agentes e corretores para linhas de negócios mais complexas, pois o seguro sempre envolverá confiança e relacionamento. Além disso, funções que ajudem a identificar exposições emergentes e a desenvolver rapidamente novos produtos e serviços para atender a necessidades crescentes serão críticas. Também penso que haverá mais cientistas de dados, que possuem um conjunto de habilidades mais amplo, substituindo atuários e subscritores. Já os processos intermediários, que não agregam valor aos clientes, deverão ser automatizados ou eliminados.

Como a tecnologia pode (caso possa) simplificar os processos de seguro e torná-lo mais atraente, acessível e inclusivo?

Geralmente, o que dificulta a automatização dos processos de seguro são os profissionais ligados a processos ineficientes e a necessidade de lidar com sistemas legados desatualizados. Muitas novas insurtechs já estão familiarizando-se com os processos das seguradoras tradicionais e personalizando suas ofertas para facilitar sua integração. Outras surgem de profissionais do seguro com amplo conhecimento sobre de onde estão as ineficiências e como capitalizá-las. Existem muitas oportunidades para melhorar o seguro e, com o tempo, a tecnologia inevitavelmente tornará a indústria muito mais eficiente, o que, por sua vez, a tornará mais atraente, acessível e inclusiva.

Insurance Meeting: Análise de dados dos consumidores possibilita evolução das vendas no setor segurador

Em painel no 13º Insurance Service Meeting, executivo do Google aponta a importância do processamento de dados pessoais para aprimorar a técnica de seguros

Fonte: CNseg

O mundo vive hoje uma revolução digital, em que tecnologias como internet das coisas, inteligência artificial e blockchain, entre outras, impactam e mudam as formas de as pessoas se relacionarem e consumirem. Em um cenário de globalização e democratização da informação, empresas têm acesso a uma vasta gama de dados dos consumidores que, no setor de seguros, são decisivos para o aprimoramento da análise e gestão de risco. “Hoje, o mundo todo está público, a regra é que as informações sejam abertas, a não ser que a pessoa peça para que sejam privadas. É o contrário do que víamos anos atrás, quando tudo era privado até que fosse permitido se tornar público”, declarou Fabio Dragone, diretor de Digital e Inovação no Grupo Bradesco Seguros, moderador da palestra “Como utilizar o digital como um canal de vendas”, durante a manhã do primeiro dia do 13º Insurance Service Meeting, evento realizado pela CNseg, simultaneamente ao 4º Encontro de Inteligência de Mercado, nos dias 6 e 7 de novembro, em São Paulo.

O palestrante Flavio Franco, Head of Customer Engineer Latam da Google, apontou as oportunidades decorrentes da exploração de dados dos consumidores. “As primeiras seguradoras surgiram em 1666, em Londres, quando um incêndio se alastrou pela cidade e o governo precisou pensar em maneiras de se prevenir contra problemas como esse. Ao longo dos anos, termos e ferramentas podem ter mudado, mas o trabalho desse setor sempre foi muito baseado na ciência de dados”, afirmou. Segundo ele, desde o início, analistas e cientistas vêm trabalhando com diversos dados estruturados, geralmente, internos e confiáveis. “Na mesma velocidade em que estamos vendo o desenvolvimento de tecnologias e computadores, o volume de dados também apresenta um aumento explosivo. Estudo da consultoria PwC diz que 90% de toda a informação e dados disponíveis hoje foram criados nos últimos dois anos”, informou.

Esse mesmo estudo projeta que, em 2020, haverá cerca de 50 bilhões de dispositivos conectados à internet e esses dispositivos gerarão dados que serão muito relevantes para as seguradoras. “Os celulares são dispositivos que já dispõem de importantes sensores: informam a localização e velocidade do veículo, por exemplo”, disse Flavio Franco. “Apesar desse trabalho, hoje em dia, estar sendo feito muito em cima de dados estruturados, existem diversos dados não estruturados disponíveis, como e-mails e vídeos, que estão nos dispositivos. O potencial a ser explorado é bastante expressivo”. Segundo o especialista, com todo esse volume de dados, não é possível mais usar as mesmas técnicas que vinham sendo utilizadas pelo mercado nos últimos anos. “É preciso trabalhar esses dados com tecnologias como machine learning e inteligência artificial”.

Flávio Franco argumentou que o consumidor moderno aceita oferecer seus dados em troca de ter acesso a ferramentas mais modernas. “Estudos recentes do Google apontam que dois terços dos consumidores estariam dispostos a permitir que seus comportamentos e hábitos sejam monitorados em troca de uma experiência mais inteligente e personalizada”, expôs.

Nesse caminho, dados mais sensíveis podem vir a ser utilizados num futuro próximo. “Já que o consumidor oferece vários dados, qual seria o impacto para o setor de seguros e saúde se pudesse utilizar o mapeamento genético do cliente na análise do risco? Quais usos e imagens poderiam ser criados a partir disso?”, questionou.

Justamente por esse potencial de exploração de dados pela tecnologia, as insurtechs estão ganhando espaço, possibilitando, por exemplo, a detecção de fraudes envolvendo dados estruturados e não estruturados. “São empresas que buscam disrupção e, por quererem realmente inovar e estarem estudando bastante, terão grande espaço”. O palestrante apresentou o case da insurtech Lemonade que, em quatro anos de atuação, já captou 180 milhões de dólares. “É uma empresa 100% digital, da apólice de seguros à solicitação de indenização, tendo criado um modelo diferenciado em que reverte parte do lucro para instituições de caridade escolhidas pelo segurado na formatação da apólice. Mesmo tendo pouco tempo de atuação, a velocidade da informação faz com que logo alcance as empresas constituídas”.

“A missão do Google é organizar as informações disponíveis no mundo e torná-las úteis e acessíveis a todos. Essa capacidade de inovação está estruturada. Não dispomos somente de processos metodológicos para criar inovação. Queremos aproveitar essa cultura de inovação do Google para fazer um trabalho em conjunto com as empresas e propiciar inovação ao mundo, com foco no usuário”, defendeu o palestrante.

Washington Vital, Head de Data Analytics e Transformação Digital da SulAmérica Seguros, participou como debatedor e declarou que as seguradoras são vistas como empresas de dados, mas é preciso evoluir. “Por décadas, trabalhamos dados de diversas formas, com muitos estudos de números e estatísticas. O mercado de seguros está avançando no processamento dos dados dos consumidores, mas ainda está atrás de outros mercados, como o de mídia, por exemplo. Temos que atuar nessa revolução pensando em escala. Toda seguradora é vista como analítica, mas a maioria ainda atua no modelo tradicional, processando dados estatísticos de forma lenta, mas o mundo está em ebulição. Precisamos de profissionais com habilidades para essa transformação”.

Insurance Meeting: Blockchain nas empresas de seguro é viável se agregar valor ao cliente

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Lucas Aristides Mello, diretor de Inovação & Estratégia do IRB Brasil RE sugeriu não implantar a tecnologia de uma vez, mas aos poucos

Fonte: CNseg

O blockchain, uma das inovações mais célebres dentre as novas tecnologias disruptivas, ainda não é realidade na maioria das empresas de seguro. “Blockchain não resolve tudo”, afirmou Lucas Aristides Mello, diretor de Inovação & Estratégia do IRB Brasil RE, palestrante no painel que discutiu “As aplicações de blockchain em seguros e seus desafios regulatórios” no primeiro dia do 13º Insurance Service Meeting, promovido pela CNseg, em 6 e 7 de novembro, em São Paulo, simultaneamente ao 4º Encontro de Inteligência de Mercado. Também participou, como debatedor, o chefe do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação da Susep, Leonardo José Brasil de Carvalho e, como moderadora, a diretora de TI da HDI Seguros, Denise Ciavatta.

Segundo Mello, o blockchain despertou o interesse do setor de seguros por ser uma tecnologia imutável, inviolável e à prova de fraudes. “Os dados dentro de blockchain não podem ser excluídos e isso torna o ambiente mais confiável e imutável”, disse. No seguro, um dos primeiros usos da nova tecnologia ocorre nos smarts contracts. Mello acredita que é preciso desmistificar essa tecnologia. “Nada mais é do que automatizar os processos dentro de um sistema, produto ou plataforma”, disse.

Para ele, no setor de seguros, ainda existem alguns desafios para a implantação do blockchain, como a baixa inovação em produtos, os altos custos administrativos, fontes de dados fragmentados, fraudes, regulação rigorosa etc. Por isso, ele considera que a implantação deve ser mais lenta, até porque, em outras indústrias o blockchain ainda está em fase de testes.

Blockchain: por onde começar

Na visão de Mello, o blockchain também faz todo o sentido para o regulador do mercado de seguros. A começar pela melhoria no compartilhamento de dados. “Não vão precisar coletar, armazenar, reconciliar ou agregar informações”, disse. Outros argumentos são a manutenção dos registros e a documentação das transações de forma imutável. “Trata-se de uma trilha de auditoria precisa, segura e permanente”, afirmou.

Mas, antes mesmo do blockchain, vem a inovação e, junto com ela, outras soluções tecnológicas que também precisam ser avaliadas. Considerando que o blockchain não resolve tudo, Mello disse que, no IRB Brasil Re, em vez de enxergar a inovação de forma ampla, como é comum, a visão é de que ela deve sempre servir como resposta a algum problema. Mais do que isso, a inovação também precisa gerar valor estratégico e financeiro. 

Outra orientação sua é que o processo de inovação deve ser estruturado para atingir resultados. “Se a inovação não estiver ligada à estratégia não dará certo, porque os setores não poderão realizar essa mudança sozinhos. Desenvolva um portfólio equilibrado de iniciativas inovadoras”. 

Denise Ciavatta, diretora de TI da HDI Seguros, concorda com Mello. “Temos de olhar a tecnologia como um meio de resolver problemas, ou seja, apenas como um facilitador nesse processo. Cabe a nós usá-la bem”, disse. Em seguida, perguntou ao chefe do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação da Susep, Leonardo José Brasil de Carvalho, se a autarquia já faz uso de blockchain.

Carvalho respondeu que, por enquanto, a Susep não tem nenhuma iniciativa envolvendo blockchain “porque o custo de regulação é alto e poderia sufocar o mercado. Por isso, preferimos deixar que o mercado desenvolva essa solução”, disse. Porém, afirmou, algumas iniciativas da Susep podem fomentar o uso de blockchain, como, por exemplo, a apólice eletrônica e o sandbox. “O edital da sandbox, mostra que pela primeira vez a Susep fala em trocar informações com o mercado não pela FIP, mas por API. E isso é um grande marco”, disse. “Somos entusiastas da tecnologia, mas não vamos sufocar o mercado”, acrescentou.