Brasil, um país que atrai investimentos da AGCS, do grupo Allianz

Duas mulheres no comando, com visões incríveis sobre os riscos mundiais e com gerir-los bem para proteger o patrimônio corporativo e garantir a sustentabilidade

A AGCS, braço de riscos especiais do grupo alemão Allianz, tem uma nova CEO desde agosto de 2019. Gláucia Smithson acaba de chegar à AGCS vinda da Zurich Brazil, onde era diretora de seguros empresariais, vida, corporativo e previdência, bem como CEO da Zurich Resseguros Brasil. Glaucia recebeu Sinéad Browne, membro do Conselho de Administração da AGCS desde 2012. As duas conversaram com o blog Sonho Seguro. As novidades todas estão nesta entrevista abaixo. Leia:

O que o conselho da AGCS espera do Brasil? Qual é a sua estratégia para ajudar o mercado de seguros brasileiro e latino-americano a crescer?

Sinéad – Embora os EUA e a Europa sejam os maiores mercados em termos de prêmio, a AGCS visa expandir ainda mais sua presença e alcançar um crescimento lucrativo em mercados emergentes como a América do Sul. Ainda que a situação política e econômica tenha sido desafiadora nos últimos anos, a região oferece muito potencial. Muitos líderes empresariais estão expressando otimismo de que o Brasil, como a maior economia da região, está finalmente se recuperando da profunda recessão que começou em 2014. Também vemos boas perspectivas em outros países como Chile e Colômbia, apesar da recente turbulência política no Chile – a América Latina está voltando. O investimento direto estrangeiro na região aumentou 13,2% em 2018, após uma contração de 5 anos. A ascensão das ‘multilatinas’ (empresas sul-americanas com histórico acima da média em crescimento e inovação) também é um indicador de que a região continua a ser um mercado importante para a AGCS.

Quais os produtos que oferecem?

Sinéad – Os principais pontos fortes da AGCS e o que nos diferencia são um modelo de negócios global, conhecimento técnico, uma rede mundial, excelência e estabilidade financeira. Vamos aonde nossos clientes estão, isso é experiência global com entrega local – apoiando empresas sul-americanas com produtos inovadores e capacidade significativa. Também temos muitos clientes europeus e norte-americanos com interesses comerciais na América do Sul, por isso é importante termos uma forte presença local para oferecer soluções internacionais de seguros.

Quais são as prioridades estratégicas e iniciativas de negócios no Brasil, Chile, Argentina?

Glaucia – Atualmente, contribuímos com cerca de 1% para o portfólio global da AGCS. Como a América do Sul está sob instabilidades econômicas e políticas há alguns anos, somos cautelosos, mas otimistas sobre nossas perspectivas de crescimento. Nosso plano é exceder o limite de EUR 100 milhões ou BRL 400 milhões para os negócios na América do Sul até o final de 2022. Atingir esse objetivo ambicioso dependerá fortemente do desenvolvimento econômico geral. O Brasil como a maior economia da região também é o mercado mais importante para nós.

São economias muito diferentes….

Glaucia – Existe uma grande diferença entre economias importantes da América do Sul. O Chile e a Colômbia estão apresentando crescimento, apesar de ventos contrários externos e turbulências políticas internas. Projetos monetários e reformas tributárias ajudaram os dois países a estabilizar suas economias e projetaram crescimentos superiores a 3%. Esses países representam oportunidades para nós: na Colômbia, temos parceria com a Allianz local e, no Chile, começamos a construir relacionamentos e redes locais. Já na outra ponta, Peru e Argentina passam por momentos bem difíceis, devido a crises políticas e econômicas. Esses países têm oportunidades que estão em nosso apetite de risco mas o potencial geral é limitado pelo desenvolvimento econômico, é claro.

E em linhas de negócios?

Glaucia – As linhas que mais contribuem com o volume de prêmio na América do Sul são Property, Marine e Financial Lines. No portfólio da AGCS, temos visto um crescimento bastante robusto nas taxas efetivas no último mês (6.3% no Q2; dados Q3 disponíveis a partir de 08/11). 

Quais produtos de seguros comerciais você espera ver um crescimento maior daqui para frente?

Glaucia – O Seguro Cyber, que cobre o custo do segurado e de terceiros por violações de dados e interrupções de TI. Especialmente no Brasil, a demanda por esse tipo de seguro em 2018 e 2019 aumentou devido a um aprimoramento da regulamentação brasileira de proteção de dados / privacidade, com implementação prevista para agosto de 2020. Em 2019, houve um aumento de 50% no número de cotações e a quantidade de riscos vinculados está crescendo. O Allianz Risk Barometer 2019, nosso relatório anual de tendências de riscos, apontou que os riscos cibernéticos são as maiores ameaças para as empresas brasileiras. No entanto, apenas algumas delas possuem estratégias abrangentes de proteção, incluindo seguro cibernético.

Certamente o D&O também está neste ranking….

Glaucia – Sim. Devido à situação política, escândalos de corrupção, aumento do número de ações coletivas nos EUA e taxas legais mais altas nos custos de defesa em muitos países da América do Sul, existe um desafio para as empresas de resseguros que fornecem capacidade para apólices de D&O. Há uma demanda crescente por proteção contra essas exposições em todos os países. Uma avaliação completa dos riscos é fundamental, considerando as leis e regulamentos locais sobre seguros em cada jurisdição.

Quais outros?

Gláucia – O seguro de riscos paramétricos é muito potencial. A América do Sul, sendo uma região suprida principalmente por energia renovável (principalmente hidrelétrica e as crescentes eólica e solar), cria-se um contexto onde as empresas estão mais expostas aos riscos climáticos. O clima aqui também é influenciado por eventos como o El Niño, que traz várias secas ou inundações – dependendo da época do ano e da região. Ter um seguro é importante principalmente para a continuidade dos negócios, não apenas para evitar perdas futuras, mas também para obter condições favoráveis ​​de financiamento. A agricultura é outro setor importante para soluções paramétricas de risco climático, particularmente a cana de açúcar, que é muito sensível às chuvas. É por isso que o número de cotações para seguro climático dobrou no ano passado. No Brasil, a Allianz obteve uma licença para produtos de seguros paramétricos pelo regulador SUSEP.

Quais são os riscos emergentes mais importantes da América do Sul?

Glaucia – De acordo com o relatório anual da AGCS, Risk Barometer, vemos que alguns riscos são comuns aos principais países de nossa região. Riscos cibernéticos, Business Interruption e NatCat são os mais preocupantes para os especialistas entrevistados. BI apresenta-se como uma ameaça, especialmente, a companhias multinacionais ou com negócios relacionados a supply chain.

Em um mundo de incertezas, como o seguro pode nos ajudar a entender e nos prepararmos para os principais riscos globais da sociedade?

Sinéad – Monitoramos constantemente e sistematicamente o desenvolvimento de riscos emergentes e tendências tecnológicas, a fim de identificar os riscos que mais impactarão a sociedade e os negócios no futuro: o Allianz Risk Barometer e o Radar de Tendências AGCS são nossas principais ferramentas de estratégia para análise de riscos emergentes. Educamos nossos clientes para que eles possam antecipar, preparar e mitigar riscos que ainda estão à frente.

E lá podemos encontrar diversos, como prevenção e cura

Sinéad – Sim. Seja o transporte de carga em navios cargueiros, proteção contra incêndio em fábricas, manutenção técnica de turbinas eólicas ou riscos cibernéticos: os engenheiros e especialistas da Allianz Risk Consulting ajudam as empresas a melhorarem sua abordagem de gestão de riscos, a fim de evitar perdas.

Mas o risco cibernético continua no topo….

Sinéad – Cyber agora é uma das principais preocupações: sempre trabalhamos na conscientização sobre ameaças cibernéticas e destacamos a importância de estratégias abrangentes de proteção, por meio de medidas técnicas de segurança de TI, treinamentos de conscientização da equipe e seguro cibernético como pilares-chave. Mas mudança climática, recursos naturais e riscos ambientais também seguem com grande relevância. O setor de seguros é o que melhor pode entender, agir e educar sobre as oportunidades e os perigos das mudanças climáticas. Por um lado, isso inclui novas possibilidades de subscrição e investimento. Do outro lado do balanço, há riscos de responsabilidade civil (aumento de litígios contra empresas nos EUA em particular), possibilidade de catástrofes mais graves ou frequentes e valores cada vez maiores de ações antigas.

E os riscos emergentes?

Sinéad – Existem muitos riscos emergentes para os quais ainda não podemos oferecer uma solução adequada. O valor das empresas consiste cada vez mais em ativos intangíveis, como dados, propriedade intelectual ou reputação. As soluções tradicionais de seguro estão evoluindo. Para proteger efetivamente os bens intangíveis, precisamos nos concentrar na modelagem de riscos orientada a dados e na estreita cooperação com nossos clientes (co-criação de soluções).

Você acredita que todas as seguradoras serão empresas de tecnologia no futuro?

Glaucia – Não, as companhias de seguros precisam manter sua competência essencial. Ainda temos muito a oferecer: excelência em subscrição técnica, capacidade de administrar sinistros e o suporte de uma rede global. No entanto, nossa abordagem precisa ser muito mais orientada a dados e digital em todas as funções. Somos um negócio de relacionamento, mas isso não significa que não podemos combinar o melhor do talento humano com os avanços tecnológicos.

E como fica o futuro da subscrição?

Glaucia – O futuro da subscrição e da gestão prática de riscos será baseado no uso inteligente da tecnologia e dos dados. A AGCS sempre foi conhecida por sua expertise específica no setor, mas, no futuro, precisamos complementar nosso conhecimento técnico e experiência com uma ampla visão orientada a dados e modelagem preditiva, se quisermos manter-nos à frente de novos riscos, como cibernéticos, em supply chain ou exposições emergentes em responsabilidade civil.

Como vê as parcerias com empresas de tecnologia?

Glaucia – Serão importantes no futuro. as seguradoras terão sucesso se puderem criar uma rede / ecossistema de empresas de tecnologia para apoiá-las a atender às demandas de futuros produtos e serviços. A AGCS desenvolveu uma rede de parcerias para aumentar nossos recursos em análise de dados e tecnologias e fornecer serviços de mitigação e crise aos nossos clientes (por exemplo, Praedicat, GuidewireCyence, WorldAware e muitos outros). Nota: Todas essas empresas / parceiros são de domínio público.

Como a tecnologia está transformando o setor e como sua empresa reage a ele?

Sinéad – A digitalização é essencial não apenas para o seguro de varejo, mas também para o seguro comercial. As expectativas dos clientes estão mudando. Precisamos alavancar novas tecnologias para aprimorar a eficiência de nossos processos, nossos recursos de análise de risco e a prestação de serviços ao cliente. Nossos clientes – entre eles as empresas mais inovadoras do mundo e as empresas de tecnologia – estão digitalizando seus próprios negócios em ritmo acelerado e esperam que correspondamos a sua velocidade.

A digitalização é uma facilitadora da excelência técnica em subscrição..

Sinéad – Sim, reunindo dados, talento qualificado e tecnologia para gerar insights. Mudar a subscrição de ‘arte para ciência’ (do risco individual ao portfólio). É um cenário ganha/ganha para seguradoras e clientes – mas que requer novas habilidades para os subscritores no trabalho com dados e tecnologia.

Tem algum exemplo de plataforma de Big Data?

Sinéad – No momento, estamos implementando uma plataforma para integrar dados internos e externos => nossos subscritores não precisam mais combinar manualmente dados de várias planilhas / bancos de dados, mas podem acessar todos os dados relevantes com apenas alguns cliques. Agora, os dados podem ser facilmente visualizados em painéis e compartilhados por toda a organização, e pessoas de diferentes escritórios e áreas de negócios podem colaborar por meio dessa plataforma.

Exemplo Robótica?

Sinéad – Cerca de 100 robôs estão em operação na AGCS (ou em suas unidades de serviços compartilhados) para automatizar totalmente determinados processos. Eles estão realizando tarefas administrativas repetitivas e padronizadas em operações de sinistros, finanças e seguros (por exemplo, processamento de apólices, consolidação financeira ou tarefas de sinistros) mais rapidamente, com menos erros e menor custo – e liberando o tempo das pessoas para se concentrarem em funções mais desafiadoras e de valor agregado, como análises, por exemplo.

Como preparando nossos funcionários para o futuro?

Sinéad – Estamos realizando uma Revisão Estratégica de Habilidades para garantir que estamos investindo em nossos colaboradores para permitir que eles se desenvolvam na era digital, além de atrair novos talentos para o futuro. Isso vai desde o treinamento de habilidades práticas em digitalização até garantir a contratação das pessoas com perfis certos (diversidade) para o futuro. Além da constante função como agente de mudança e transformação, a AGCS introduziu a Incubadora digital XSE (teste, experimentação, co-criação com clientes), uma área colaborativa entre empresas e incubadora digital, que engloba subscrição, sinistros e gestão de mercado. O XSE concentra-se em projetos exploratórios que são baseados em ideias completamente novas, testadas como prova de conceitos, geralmente co-desenvolvidas com nossos clientes.

Cite exemplos dos atuais de projetos de inovação...

Sinéad – Inteligência aérea: combina dados de observação da Terra com Inteligência Artificial para avaliar danos de NatCat em tempo real para ajudar proativamente nossos clientes; Blockchain: token financeiro para simplificar e acelerar transferências de dinheiro internamente e para nossos clientes.

E no Brasil?

Sinéad – Estabelecemos uma parceria com uma grande montadora de automóveis para desenvolver um aplicativo para melhorar o monitoramento de riscos ao longo de toda a jornada de transporte – da fábrica, às concessionários ou ao porto. O cliente e a AGCS acessam todas as etapas das vistorias ao longo da cadeia de transporte. Como resultado, a mitigação de riscos e a prevenção de perdas tornam-se muito mais eficazes e quaisquer sinistros ao longo da cadeia podem ser tratados muito mais rapidamente, pois as responsabilidades ficam mais claras.

É possível medir quanto a eficiência trazida pela tecnologia já se traduziu em lucratividade?

Sinéad – É um desafio, pois os ganhos de eficiência e produtividade não podem ser calculados isoladamente, vinculando-os novamente à adoção de uma determinada tecnologia. Portanto, você não pode dizer que o uso da robótica está resultando em um aumento de X pontos percentuais na produtividade geral ou nas despesas. O que é tangível e mensurável, no entanto, são os benefícios práticos da nova tecnologia (=> veja exemplos de robótica e dados na pergunta anterior).Os ganhos de produtividade em nosso setor geralmente são o resultado de várias medidas que se complementam: para a AGCS, atualmente, trata-se principalmente de gerenciamento de despesas, transferência de tarefas para equipes especializadas ou unidades de serviço compartilhadas em todo o mundo, redesenho de processos e tarefas, além de automação e digitalização de processos. Com essas medidas, conseguimos melhorar nosso índice de despesas globalmente para menos de 30%. Vai além de uma jogada de eficiência: a tecnologia gera não apenas ganhos de produtividade, mas também permite uma experiência superior ao cliente e, portanto, finalmente um crescimento: por meio de plataformas de distribuição digital para subscrição automática ou uma jornada de reivindicações digitais.

Quais são os efeitos do Brexit na Allianz e no setor?

Sinéad – Não vemos isso como um grande problema para o mercado de seguros ou para os clientes, porque acho que todas as principais seguradoras tomaram medidas para garantir a continuidade da cobertura. Todas as principais seguradoras têm operações europeias continentais ou as criaram em lugares como Luxemburgo, Dublin ou Bruxelas, no caso do Lloyd’s. Acreditamos que os departamentos de gestão de risco das principais seguradoras fizeram seu trabalho e consideraram todos os cenários. A AGCS está bem preparada, pois a empresa solicitou aos reguladores do Reino Unido, à Prudential Regul Authority Authority (PRA) e à Financial Conduct Authority (FCA) que a filial atual da AGCS UK em Londres seja autorizada como filial de um país terceiro (TCB), a partir do momento do Brexit. Isso significa que a AGCS permanecerá a mesma entidade legal no Reino Unido e na UE / EEE após o Brexit.

Mas algumas criaram outras empresas?

Sinéad – Algumas operadoras de seguros do Reino Unido, que atualmente dependem do Freedom of Service (FOS) para escrever negócios da UE / EEE a partir do Reino Unido, tiveram que criar empresas separadas na UE / EEE para permitir uma autorização contínua e, como resultado, tiveram que considerar e realizar transferências de portfólio para a nova entidade na UE / EEE. Devido à abordagem TCB, isso não será necessário para a AGCS, pois ela permanece uma única entidade legal. O principal problema para os clientes do setor, e especialmente as multinacionais no continente, provavelmente será a interrupção da cadeia de abastecimento e eles precisam se preparar com medidas de contingência para um cenário difícil do Brexit (saberemos até o final de outubro). Podemos ver mais empresas tentando mudar sua base de fornecedores para a Europa continental a partir do Reino Unido.

Liberty patrocina corridas para reforçar investimento no seguro de vida

Com edições em São Paulo, Goiânia e Porto Alegre, as etapas trazer atrações voltadas para adultos e crianças

A Liberty Seguros está patrocinando três corridas no início do mês de novembro, com o objetivo de reforçar seu posicionamento em seguros de vida proporcionando aos clientes e corretores um momento agradável em família. As atividades são abertas ao público e ocorrem nas cidades de São Paulo, Goiânia e Porto Alegre. 

Na capital paulista, a corrida escolhida foi a Disney Magic Run, realizada no Jockey Club de São Paulo, em Goiânia, o percurso selecionado foi a Color Race Run Brasil, que acontece no Passeio das Águas Shopping e, em Porto Alegre, a corrida patrocinada será a POA Day Run, no Parque Marinha do Brasil.

“No último ano, a Liberty tem realizado diversas ações para engajar todos os nossos públicos para que conheçam a importância do seguro de vida. Agora, fechamos 2019 reforçando nossa presença através de um movimento regional oferecendo um momento inesquecível em família aos nossos clientes e segurados”, finaliza Alexandre Vicente, Diretor de Seguros de Pessoas da Liberty Seguros.

Disney Magic Run – A Disney Magic Run, que ocorreu no último sábado, dia 03/11, ofereceu diversos pacotes familiares para entre dois e quatro integrantes e o promoveu, além das provas de corrida e caminhada, diversas atividades ao redor da arena para o restante da família. As provas variaram de 3 a 8 quilômetros de distância entre corrida e caminhada. Para saber mais sobre o circuito acesse: https://disney.com.br/disney-magic-run

Color Run Brasil – A etapa de Goiânia da Color Run Brasil acontecerá no domingo, dia 10/11, e oferece a possibilidade de inscrições com grupos de até 10 pessoas pagantes, além de cortesias para cada inscrição paga na equipe. O evento terá início às 08h00 terá entre as atrações 04 estações de cores no percurso e uma festa colorida na chegada. Para saber mais sobre o circuito acesse: http://colorracebrasil.com.br/goiania-go/

POA Day Run – A edição de 2019 da POA Day Run também ocorrerá no dia 10/11, domingo, a partir das 08h00 da manhã. Nesta prova, participantes poderão escolher entre circuitos de 3km, 5km, 10km e 21km. Para saber mais sobre o circuito acesse: http://www.poadayrun.com.br/

MDS Brasil lança programa de relacionamento para corretores parceiros

Iniciativa visa reconhecer o trabalho dos corretores parceiros

Fonte: MDS

A MDS Brasil, uma das principais corretoras do País no segmento de seguros, resseguros, gestão de benefícios e consultoria de riscos, acaba de lançar o MDS Partners – um programa de relacionamento exclusivo para corretores de seguro parceiros da companhia. Com a nova iniciativa, a empresa visa estreitar a relação com mais de 60 partners espalhados pelo Brasil e atrair novos profissionais por meio de vantagens competitivas comerciais e operacionais. 

Anunciado no evento MDS Partners Meeting 2019, entre os dias 29 e 30 de outubro, o programa é baseado em 3 pilares – Benefícios, Negócio e Gestão – e dividido em cinco níveis: Standard, Essential, Select, Super Select e Premium, cada um de acordo com volume de negócios. E além do viés de integração e relacionamento, o novo plano tem um forte apelo de negócios: “Nós estimulamos os partners a irem cada vez mais longe e crescerem com a MDS Brasil. Por isso, acreditamos que o MDS Partners nos tornará ainda mais competitivos para o mercado”, detalha a superintendente de benefícios da MDS Brasil, Patrícia Martins. 

A iniciativa também reforça o compromisso da companhia de promover mais reconhecimento para os corretores. “Os partners são a essência da MDS e uma parcela importante dos nossos planos de crescimento. Além do encontro que realizamos, temos várias atividades previstas no intuito de aumentar o networking, gerar uma rica troca de conhecimento e estimular o potencial deles”, explica a superintendente. Por fim, além de impulsionar a eficiência operacional e o crescimento orgânico, a parceria entre a MDS e os partners promete potencializar os serviços oferecidos pela marca e, consequentemente, agregar mais valor à relação com clientes finais. 

IRB lucra R$ 329,5 milhões no terceiro trimestre de 2019

IRB faz emissão

A resseguradora IRB Brasil teve lucro líquido de R$ 329,5 milhões no terceiro trimestre, aumento de 28,9% ante mesma etapa de 2018, mais abaixo dos R$ 409,4 milhões da previsão média de analistas apurada pela Refinitiv. De julho a setembro, os prêmios emitidos pela companhia somaram R$ 2,3 bilhões, avanço de 18% ano a ano.

A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido do IRB Brasil no trimestre foi de 37%, avanço de cerca de 3,7 pontos percentuais sobre um ano antes. O resultado financeiro consolidado do grupo no período somou R$ 239,4 milhões, ante R$ 178,2 milhões no mesmo intervalo de 2018. Em julho, uma oferta secundária de ações do IRB, de papéis detidos pelo governo brasileiro e pela BB Seguros, levantou cerca de R$ 7,4 bilhões, destaca a Reuters.

Na teleconfencia com analistas ontem, José Cardoso disse que apesar de um ritmo de expansão menor em 2019 comparado ao exterior, no próximo ano há vários fatores positivos para, possivelmente, acelerar o crescimento dos prêmios no Brasil. “Registramos uma melhoria no setor de óleo e gás, é aguardada a retomada de grandes obras, além de privatizações, e do marco regulatório de licitações no país”.

O presidente do IRB destacou a parceria com o banco digital C6 e afirmou que se trata de um segmento inteiramente novo para explorar. “Nossa ideia é fomentar o mercado primário com novos produtos mais simples, mas com bastante penetração e capturar parte dos resultados”. O grupo ressegurador tem analisado novas parcerias com insurtechs e fintechs, disse Cardoso.

“Registramos uma melhoria no setor de óleo e gás, é aguardada a retomada de grandes obras, além de privatizações, e do marco regulatório de licitações no país”, diz Fernando Passos, vice-presidente executivo, financeiro e de relações com investidores do IRB, destacam Folha e Valor.

“Até o final de 2024, o mercado segurador dobra de tamanho”, afirma CEO da Tokio Marine

podcast sonho seguro Ferrara

2019 trará o melhor resultado da Tokio Marine nos 60 anos em que atua no Brasil, graças aos corretores e assessorias, diz José Adalberto Ferrara

José Adalberto Ferrara, CEO da Tokio Marine, bateu um papo com o podcast Sonho Seguro News. Antes da entrevista começar, ele contou muitas piadas e fez todos rirem muito, como sempre. Entusiasta e otimista, Ferrara lança várias ideias para o corretor aumentar a sua renda. “Inclusive a corretora que treinar novos vendedores estará mais apta para conquistar novos clientes. Além de faturar mais, gera empregos e ajuda a girar a roda da economia brasileira. E quanto mais pudermos ajudar o corretor a vender, mais vamos investir milhões de reais em plataformas para eles venderem mais. Essa filosofia faz todos crescerem juntos”, diz.

Em 2012, a Tokio Marine faturou R$ 1,6 bilhão e prevê fechar 2019 com R$ 5,8 bilhões. “Em sete anos mais que triplicamos a companhia, com projeção de encerrar o ano com índice combinado de 91%, o melhor do grupo já registrado no Brasil”, afirmou. Realmente quem acompanha o setor sabe que este é um excelente indicador para enfrentar 2020, ano com taxa de juros prevista abaixo de 5%, o que deve impactar a receita financeira das seguradoras, que tinham no inicio do ano mais de 90% das reservas aplicadas em renda fixa. “Esse é o melhor ano da Tokio Marine em 60 anos do Brasil”, afirma Ferrara.

O podcast Sonho Seguro News está disponível no Spotify, Apple Podcast e Deezer

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Caixa Seguridade eleva faturamento para R$ 25,2 bi e lucro sobe para R$ 1,2 bilhão até setembro de 2019

Fonte: Caixa

A Caixa Seguridade Participações divulgou que o faturamento bruto do terceiro trimestre de 2019 foi de R$ 9 bilhões, crescimento de 35,2% sobre o mesmo período do ano anterior. O acumulado das empresas da Caixa Seguridade nos primeiros nove meses de 2019 foi de R$ 25,2 bilhões, o que representa um incremento de 23,2% em relação ao mesmo período de 2018, com destaque para os crescimentos registrados nos produtos de seguridade (seguro, previdência e capitalização) de 25,5%; prêmios emitidos da Caixa Seguradora de Seguro Prestamista (26,2%); e Previdência Privada (33,6%).

O lucro líquido trimestral de R$ 437,1 milhões é 22% superior ao lucro registrado no 3T18. O acumulado de R$ 1,2 bilhão até setembro de 2019, reflete crescimento de 16% em relação aos nove meses de 2018, principalmente devido às receitas obtidas a partir do bom desempenho dos produtos Seguro Prestamista e Previdência Privada.

A receita operacional atingiu R$ 519,5 milhões no trimestre, 22% acima do 3T18. O acumulado de R$ 1,5 bilhão nos primeiros nove meses de 2019, representa crescimento de 14% sobre o mesmo período de 2018. Contribuíram para este desempenho as receitas de investimentos em participações societárias (“MEP”), que subiram 19,7% se comparado ao 3T18, e a receita de acesso à rede de distribuição e uso da marca (“BDF”), que foi a maior em todas as comparações com períodos anteriores e cujo crescimento está ligado diretamente ao aumento da produção. Os destaques do período foram o seguro prestamista e os planos de previdência privada vendidos no balcão CAIXA.

A margem líquida foi de 83,4%, 1.1 ponto percentual acima da margem do mesmo período do ano anterior (82,3%). O incremento decorre, principalmente, do aumento no resultado de equivalência na composição do lucro líquido da Companhia, na ordem de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior, e da redução de despesas administrativas.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) evoluiu de 33,7% a.a. no 3T18 para 35,3% a.a. no 3T19, em decorrência da agregação dos lucros apurados ao longo de 2019 e da distribuição antecipada de dividendos no montante de R$ 210 milhões.

A participação de mercado da Caixa Seguridade atingiu 11,92%, uma elevação de 1,7 ponto percentual em comparação com setembro de 2018, em razão do aumento da venda de planos de previdência no balcão CAIXA, atingindo 15,7% na participação de mercado no produto, comportamento também apresentado na produção do seguro prestamista, com 22,5% na participação de mercado, influenciado pelo crescimento da concessão de crédito na CAIXA.

Segundo comentários divulgados pelo grupo na nota de balanço, o terceiro trimestre de 2019 foi caracterizado por importantes marcos para a Caixa Seguridade. Em 9 de agosto de 2019 a Companhia recebeu a Certificação Nível 1 no 4º Ciclo de avaliaçãodo Indicador de Governança Corporativa da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, do Ministério da Economia (IG-SEST). O 4º ciclo do IG-SEST priorizou avaliar a efetividade do funcionamento da governança corporativa, de modo que a obtenção do Nível 1 evidencia a robustez da estrutura de governança implementada na Caixa Seguridade.

“Desde a sua constituição, a Caixa Seguridade vem aprimorando os seus mecanismos de governança interna e evoluindo na adoção das melhores e mais atualizadas práticas do mercado em governança corporativa. O resultado obtido neste ciclo de avaliação do IG-SEST – o primeiro de que participou – demonstra o nosso compromisso com os princípios de transparência, prestação de contas, equidade e responsabilidade corporativa,” comenta Marco Antonio da Silva Barros, diretor-presidente da Caixa Seguridade.

Em 19 de setembro de 2019, a Caixa Seguridade assinou aditamento contratual ao acordo celebrado em agosto 2018 com a CNP Assurances. As empresas decidiram conjuntamente reabrir as negociações para definir ajustes e eventuais complementos. Dentre os ajustes, está previsto que a empresa francesa pagará à Caixa Seguridade o montante de R$ 7 bilhões pela participação de 40% na parceria, agora com duração de 25 anos. O acordo trata de uma nova estrutura societária para exploração, com exclusividade, da rede de distribuição da CAIXA, nos ramos de seguros de vida e prestamista e de produtos de previdência.

Para o fechamento e implementação da operação, que abrange apenas uma parte do perímetro da parceria atual, ainda são necessárias as aprovações dos órgãos regulatórios, como da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), do Banco Central do Brasil (Bacen), da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

A revolução tecnológica e o fim do seguro como conhecemos

Autor norte-americado de best-seller sobre o assunto discute com lideranças brasileiras sobre a disrupção no setor

Fonte: CNseg

“O fim do seguro como conhecemos” foi o tema da palestra apresentada por Rob Galbraith, diretor de Inovação da AF Group e autor do livro “The End of Insurance as We Know It: How Millenials, Insurtechs and Venture Capital Will Disrupt the Ecosystm” no 13º Insurance Service Meeting, evento realizado pela CNseg, em São Paulo, simultaneamente ao 4º Encontro de Inteligência de Mercado.

O palestrante provocou, apontando o que considera serem as sete falhas fatais do mercado de seguros de hoje. Na visão do consumidor, ele é muito caro, muito confuso, muito fácil de burlar, gera muito escoamento de recursos, não cobre todo tipo de perda, não cobre tudo e não cobre todos. “Muitas startups estão empenhadas em tentar resolver esses problemas e, caso isso ocorra, será um grande avanço”, afirmou.

Em sua visão, o seguro é um produto perfeito para a era digital, por não necessitar de grande investimento em capital físico e não se utilizar de cadeias globais de suprimentos, como ocorre com montadoras de carros como a Tesla, que precisou investir mais de 1 bilhão de dólares para construir uma fábrica baseada em novas tecnologias. “No setor de seguros, não temos essa necessidade. É somente o dinheiro indo e vindo. Então, porque nossos seguros continuam sendo tão tradicionais?”, questionou.

Márcio Coriolano, presidente da CNseg, moderou o debate e contextualizou o palestrante sobre o mercado brasileiro. “Quando se fala das dificuldades para levar o seguro ao consumidor, é importante lembrar que nossa penetração, hoje, é de 6,5% do PIB, não podendo ser comparada com a dos Estados Unidos, pois nós temos uma renda per capita muito baixa, com 67% da população brasileira ganhando menos de um salário mínimo. A baixa penetração é muito menos por desconfiança com relação ao sistema e muito mais pela questão da renda per capita”, afirmou. “Nós temos várias soluções, cada vez mais velozes, para questões ainda não levantadas. Para os seguradores, em geral, ainda não houve a possibilidade de vislumbrar todo esse cenário e verificar todas as oportunidades de melhorias de processos e de produtos e todas as ameaças para o negócio”.

Marcelo Farinha, presidente da FenaCap e da Brasilcap, por sua vez, afirmou que a inovação sempre esteve no DNA do setor de seguros, lembrando da carta de princípios assinada pelo setor em 1992, que tem a inovação como um destes princípios. Entretanto, para ele, o desafio é balancear o novo com o atual. “Disrupção leva tempo e não dá para abandonar o atual e ir direto para o novo. Precisamos chegar, mas há essa preocupação de como endereçar as coisas”.

Luis Gutiérrez, CEO da Mapfre Seguros, afirmou que as mudanças acontecem de forma diferente na realidade brasileira. “Queremos um Brasil melhor e precisamos ser eficientes para continuar gerando valor. Temos que pensar como vamos nos relacionar com os clientes, pois o caminho não pode mais ser o mesmo, já que as pessoas querem outra forma de relacionamento e de comercialização”. Para Gutiérrez, o que se vê hoje no país são estágios de evolução pelos quais já passaram os mercados mais avançados. “O que está claro é que temos que reagir”.

Foto: Da esquerda para a direita: o diretor de Inovação do Grupo AF e autor do best-seller da Amazon “The End Of Insurance As We Know It”, Rob Galbraith; o CEO da Mapfre, Luis Gutiérrez; o presidente da FenaCap e da Brasilcap, Marcelo Farinha; e o presidente da CNseg, Marcio Coriolano

ARTIGO: Reflexões sobre o futuro das insurtechs

por Marcelo Blay, CEO da Minuto Seguros, único brasileiro da fazer palestra no evento InsurTech Connect (ITC), em Las Vegas, em outubro

Um mês se passou desde que voltei da maior convenção de seguros e tecnologia do mundo, InsurTech Connect (ITC). Foi uma experiência enriquecedora compor um painel de debates onde comparamos os mercados brasileiro, indiano e americano, além de ter sido uma grande honra ser o primeiro brasileiro a participar como palestrante. Entretanto, foram as informações colhidas em mais de 20 palestras e inúmeros encontros profissionais durante a convenção que me indicaram quatro reflexões sobre o futuro e o impacto das insurtechs no mercado de seguros. São elas:

1) Insurtechs entraram de vez no radar de grandes investidores

O surgimento dos primeiros “unicórnios” no mercado de seguros foi destaque logo na apresentação de abertura da ITC. “Unicórnio” é o jargão usado no Vale do Silício para nomear as empresas de tecnologia que atingem um valor de mercado acima de US$ 1 bilhão. Entrar neste radar não é pouca coisa. Trata-se de um indicativo claro de que gente muito grande e capitalizada descobriu que um dos melhores atalhos para atingir o estágio de transformação digital é através de aquisições e parcerias com as insurtechs.

O curioso, entretanto, é que estes grandes investidores têm se revelado velhos conhecidos: são as próprias seguradoras existentes e estabelecidas, as resseguradoras, os fundos de pensão, os fundos soberanos e fundos de private equity. Mesmo assim, é para ficar de olho.

2) As insurtechs deixaram de ser percebidas como ameaça

Passou o medo de 3 anos atrás. Foi um alento notar que as insurtechs são cada vez mais percebidas como catalisadoras da transformação da indústria de seguros.

Um exemplo disso foi apresentado pela States Title, uma insurtech de apenas 24 funcionários que adquiriu North American Title Insurance Company (NATIC), uma companhia de seguros estabelecida. A aquisição ocorreu após a NATIC concluir que não tinha as habilidades necessárias para fazer uma transformação digital capaz de potencializar seus resultados. Detalhe: a NATIC tem 14 mil funcionários.

Outro caso interessante foi mostrado pela Travelers. A seguradora tinha o objetivo de reduzir a percepção do tempo de liberação de pagamento de sinistro de colisão parcial. Na percepção das seguradoras, o processo levava 10 dias; na dos segurados, 30 dias! Para rever seus processos e desenvolver novas soluções mais transparentes para os clientes, investiram em tecnologia. O resultado: a percepção do prazo caiu pra zero.

Que bom que exemplos reais como estes, de empresas que alcançaram grande sucesso ao apostar em tecnologia e insurtechspara buscar inovação em seus modelos de negócios, foram muito comuns nesta ITC. Dá segurança de que estamos num caminho certo e inevitável.

3) A disrupção no mercado de seguros ainda não aconteceu

Uma das provocações que achei mais interessantes na ITC 2019 foi feita por Glenn Shapiro, da Allstate. Em sua excelente apresentação ele ilustrou que mesmo com a aplicação de tecnologia de ponta, grandes mudanças não são impossíveis – mas estão longe de serem fáceis. Há alguns obstáculos apontados por ele, como a grande necessidade de capital para atender os preceitos atuariais, a natureza dos riscos que cobrimos com nossas ofertas, a complexidade inerente à indústria (subscrição de riscos, sinistros, serviços acoplados às apólices, fraudes, etc.) e as exigências regulatórias. 

A estes pontos acrescento que, apesar da expectativa do mercado, aspectos atemporais do seguro como a integridade, a transparência e a confiança não sofrerão mudanças na transição do ambiente analógico para o digital. Por isso, ainda resta a dúvida: como será a grande disrupção no mercado de seguros?

4) Google e Microsoft podem concorrer com seguradoras – ou não!

Os ataques cibernéticos são um dos riscos mais característicos do século XXI e o sinistro de maior preocupação na convenção. A expectativa das empresas em relação a ciberataques não é apenas receber o dinheiro da indenização, mas ter alguém que ajude-as a recolocar a empresa em funcionamento de novo, bem como traga sugestões de como fazer para que o problema não volte a acontecer. Foi uma surpresa ouvir as gigantes da tecnologia Google e Microsoft, que poderiam atuar diretamente neste mercado, negar que isto esteja em seus planos. 

Igualmente curioso foi ouvir na palestra seguinte, de Richie Whitt, CEO da Markel Insurance Company, uma grande seguradora americana: “Não acreditem no que eles (Microsoft e Google) acabaram de falar…”. Fiquei com a pulga atrás da orelha. 

E o Brasil?

Refletindo sobre estas constatações que trouxe da ITC, pude concluir que o potencial de crescimento para o mercado de seguros no Brasil é maior que eu imaginava. Ainda que nosso mercado esteja em um estágio de desenvolvimento diferente do resto do mundo, está claro que as insurtechs podem ser importantes agentes da transformação necessária para que consigamos capturar inúmeras oportunidades.

SulAmérica: lucro líquido cresce 42,7% até setembro, para R$ 729,7 milhões

Companhia soma R$ 729,7 milhões de lucro líquido nos nove meses do ano e R$ 245,4 milhões no terceiro trimestre 

Fonte: SulAmérica

A SulAmérica divulgou seus resultados do 3º trimestre de 2019 e continua mostrando crescimento sustentável com uma série de números positivos. O lucro líquido deste trimestre aumentou 4,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 245,4 milhões. As receitas operacionais somaram R$ 5,9 bilhões no trimestre, 10,9% superiores ao terceiro trimestre de 2018, sem perder o foco na busca permanente por aumento da eficiência operacional. 

O índice de despesas administrativas (medido pela razão entre o total de despesas administrativas e as receitas operacionais totais) alcançou neste trimestre 7,6%, uma melhora de 1,0 p.p. frente ao mesmo período do ano anterior, mesmo considerando os investimentos recorrentes em tecnologia, digitalização e inovação, fundamentais para o desenvolvimento dos negócios da Companhia. No acumulado de nove meses, a SulAmérica registrou lucro de R$ 729,7 milhões, aumento de 42,7% em relação ao ano anterior, com índice combinado consolidado de 97,7%.

Tais resultados levaram o retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) a 17,2% nos últimos 12 meses, 1,2 p.p. melhor que o retorno registrado ao fim de setembro de 2018. 

As operações de seguro saúde e odontológico, responsáveis por 77% das receitas da Companhia, apresentaram aumento no número de beneficiários em mais um trimestre, crescendo de forma consistente e acima do mercado, com alto nível de retenção e bom ritmo de vendas novas.

Neste trimestre foi iniciada a integração da Prodent, cuja aquisição foi concluída no fim de julho e contribuiu para a operação em odontologia atingir 1,7 milhão de beneficiários e cerca de 7% de market share em receitas, reforçando a estratégia de crescimento no segmento. A sinistralidade permaneceu sob controle no trimestre, em 80,2%, e também no acumulado dos primeiros nove meses do ano, em 80,5%, 0,4 p.p. melhor que no mesmo período do ano passado.

“Nossos resultados são frutos de uma visão de longo prazo, com uma adequada estratégia de subscrição, força de vendas, qualidade dos serviços e da nossa operação, conjugada com a gestão de sinistros e dos nossos custos e despesas”, comenta Gabriel Portella, presidente da SulAmérica. “Continuaremos intensificando nossos investimentos na expansão da plataforma de Cuidado Coordenado”, completa, referindo-se aos mais de 250 mil beneficiários na plataforma, 1.700 médicos e mais de 450 mil consultas realizadas. 

Nos segmentos de automóveis e ramos elementares, cuja operação é objeto do contrato de venda assinado em agosto com a Allianz, em uma das mais importantes transações da história recente do mercado segurador do Brasil, a SulAmérica apresentou crescimento da frota segurada, tanto na comparação com o trimestre anterior como em relação ao ano anterior, ao mesmo tempo em que manteve a sinistralidade sob controle, considerando importante redução no prêmio médio em virtude principalmente da melhoria do risco e do ambiente competitivo.

Com relação à transação com a Allianz, que deve ser concluída em até 12 meses contados desde o anúncio do acordo e, portanto, até lá reforçamos que não haverá nenhuma mudança na administração, nas equipes, nas relações comerciais, no fornecimento e na oferta de produtos pela SulAmérica. 

Auto – A operação de automóveis voltou a mostrar crescimento em receitas de seguros, que totalizaram R$ 981,8 milhões neste trimestre, aumento de 8,4% na comparação com o 3T18. O índice de sinistralidade permaneceu controlado, em 60,6%, ainda que 2,4 p.p. acima do registrado no 3T18. A frota segurada totalizou aproximadamente 1,7 milhão de veículos ao final de setembro, um crescimento de 3,7% em relação ao 3T18, ou aumento de 60 mil veículos. As receitas operacionais de seguros de ramos elementares totalizaram R$ 47,4 milhões, redução de 5,5% em relação ao 3T18. A sinistralidade da carteira apresentou melhora de 4,0 p.p. no trimestre, atingindo 35,7%. 

Previdência, Vida e AP – No segmento de vida e acidentes pessoais, as receitas operacionais totalizaram R$ 133,4 milhões neste trimestre, aumento de 5,7% em comparação ao 3T18, refletindo a continuidade do crescimento dos produtos viagem e prestamista que vem sendo observado nos últimos trimestres. Já em previdência, as reservas cresceram 12,7% em relação a setembro de 2018, atingindo R$ 7,8 bilhões. O relevante crescimento deve-se principalmente ao aumento de contribuições na modalidade VGBL, onde as reservas cresceram 27%, além da rentabilidade acumulada dos saldos dos fundos de previdência. 

Investimentos – A SulAmérica Investimentos, gestora de ativos da Companhia, encerrou o terceiro trimestre com o montante recorde de R$ 45 bilhões em ativos sob gestão, um aumento de 17,9% quando comparado com o mesmo período de 2018. As receitas operacionais totalizaram R$ 16,8 milhões no 3T19, crescimento de 38,5% em comparação ao 3T18, em função de maiores receitas com taxa de administração (+34,9%) e taxa de performance (+341,5%), acompanhando a busca por produtos de investimento mais sofisticados e com maior potencial de retorno. A margem bruta acompanhou esse movimento e apresentou crescimento de 38,2% para um total de R$ 15,4 milhões no trimestre. 

Seguindo na constante busca por maior eficiência operacional e administrativa, a Companhia apresentou boa performance no controle e gestão das Despesas Administrativas, que foram menores em 1,7% em relação ao 3T18 e apresentaram crescimento de 4,2% no acumulado de nove meses, com redução de 0.4 p.p. no índice em relação as Receitas Operacionais, que atingiram 8,0%. 

Como ser 4.0 e ter as competências do profissional do futuro, segundo diretor da seguradora Sura

sura seguros

Anote as dicas de Marcelo Biasoli sobre ser 4.0 e ter as competências do profissional do futuro

“As mudanças sempre aconteceram, continuam acontecendo, mas a velocidade do mundo atual não se compara. Tudo o que estamos vivendo é muito rápido. 89% empresas desapareceram entre 1955/2014 no mundo e 50% delas serão substituídas nos próximos 10 anos”, disse Marcelo Biasoli, diretor de marketing e estratégias de negócios da Seguros SURA no Brasil, aos participantes do WTW 2019, maior evento de mobilidade da América Latina realizado nesta semana, para conectá-los às transformações digitais tanto na vida pessoal quanto na profissional, que exigirá novas competências no futuro.

Com base em estudos sobre neurociências, comportamentos e mais de 20 anos de experiência corporativa, Biasoli apresentou as características que conectam as pessoas com as transformações digitais da atualidade, e ainda explorou as competências necessárias do profissional do futuro e como estas competências se conectam com o dia a dia das pessoas e das cidades.

Conectividade global – Tudo é impulsionado por vários fatores junto com a evolução da tecnologia que está proporcionando algo único: permite que sejamos um grande alavancador do novo modelo de negócios e novas iniciativas, como cidades inteligentes, hubs de conectividade de pessoas e Inclusão social. “As oportunidades de locomoção e mobilidade já estão transformando a nossa vida. Sem sombra de dúvidas as pessoas vão poder escolher os seus modais: carro, bicicleta, patinete entre outros”, disse.

Experiência x conveniência – Cada vez mais as empresas investem em experiência e conveniência como diferencial para o seu cliente, por isso conhecer a jornada de compra é fundamental. Em um momento #ficaadica, o executivo da Sura afirmou  nosso cérebro funciona por associação, ativa a memória de longo prazo quando nos conectamos emocionalmente ou quando tem processo de repetição. As empresas estão fazendo exatamente isso, porque entenderam como tudo isso acontece. “A experiência do cliente é importante porque ele precisa se conectar com a proposta e valor da sua empresa.”

Desafios pessoais e profissionais: você 4.0 – Para ser uma empresa 4.0 é preciso entender que você faz parte desse movimento e as pessoas que são responsáveis pela gestão também. Todos devem estar conectados com o movimento de transformação. E também não tem como ser 4.0 sem olhar para si. “Quem é curioso sobre si mesmo? A partir dessa pergunta  começamos uma jornada de conhecimento sobre nós mesmos para encontrar o nosso propósito. E o mais importante é se permitir passar por isso. Temos que avançar e enfrentar nossos medos, é preciso ter coragem. Você quer ser mais criativo? Então enfrente os seus medos, isso permitirá uma experiência com você mesmo.” 

Anote as dicas de Marcelo Biasoli sobre ser 4.0 e ter as competências do profissional do futuro:

  • Storytelling e comunicação 
  • Fazer as coisas com paixão 
  • Ser curioso para aprender coisas novas 
  • Adaptação à tecnologia 
  • Estar aberto às mudanças 
  • Engajado para mudar a si mesmo 
  • Criatividade e improviso 
  • Aprendizado por projeto contínuo 
  • Resolver problemas de forma criativa 
  • Pensamento algorítmico 
  • Empreendedorismo 
  • Pensamento de crescimento, pensar exponencialmente na vida pessoal e profissional