ABGR: Evento reúne 3 mil pessoas nesta semana em SP para debater seguros empresariais

Nesta semana acontece o XIII Seminário Internacional da Associação Brasileira de Gerência de Riscos (ABGR), nos dias 12 e 13 de novembro, no World Trade Center, em São Paulo. O evento vai reunir risk managers e líderes do mercado de seguros do país. Com a expectativa de público de cerca de 3 mil pessoas, o encontro promete debates interessantes sobre como ter o melhor programa de seguros em tempos de tantas mudanças e riscos neste cenário mundial com três tipos separados, mas conectados, de interrupções que ocorrem simultaneamente: transformação tecnológica, perturbação econômica e ruptura social.

Além das palestras, o evento traz uma feira de negócios, acontece também uma feira de exposição, com diversos atrativos para os corretores, como vinhos portugueses na MDS, uma pegada futurista na AIG com comidinha de boteco, chopp e drinks moleculares.😀 (e eu vou perder tudo isso pois estarei na Alemanha, mas vou postar aqui várias entrevistas que farei com recursos digitais). Enfim, o foco das companhias é atrair os participantes para um relacionamento olho no olho. Afinal, o mercado segurador é assim: relacionamento e boa fé é que movem os contratos.

AIG Seguros – O que podemos esperar do futuro? Carros autônomos, viagens para outros planetas, comidas impressas em 3D. São muitas as novidades que podem surgir nos próximos anos, mas será que junto com essas inovações, os riscos também estão sendo avaliados? É pensando nisso que a AIG convida o público da Expo ABGR – Associação Brasileira de Gerência de Riscos – a tentar imaginar os riscos que os novos negócios podem trazer e como os seguros atuarão. A seguradora também estará presente nas plenárias que serão realizadas durante o evento. Flavio Sá, gerente de Linhas Financeiras da empresa, estará no painel riscos cibernéticos e a LGPD, que entra em vigor no próximo ano. Nathália Gallinari, gerente de Responsabilidade Civil e Seguro Ambiental, participará do painel sobre riscos ambientais, outro tema em destaque no momento. Ambas as participações serão às 16h, no segundo dia do evento (13).

Mapfre Seguros – Amanhã (12), o diretor do Canal Brokers da Mapfre, Daniel Brazil Protasio, fala a estudantes universitários de diversos cursos sobre a carreira neste mercado. “A ideia é desmistificar e simplificar o setor de seguros, mostrar um pouco como a área funciona e, principalmente, esclarecer que há oportunidades de construção de carreira para todas os campos de atuação”, explica o executivo. Já na quarta-feira (13), o gerente da área de Engenharia de Riscos da MAPFRE Global Risks (Espanha), Cesar López, participa do painel “Engenharia de Risco – Loss Prevention” com representantes de outras seguradoras. Também virão de Madri, especialmente para o evento, o diretor Técnico de Grandes Riscos, José Ruibal, e a diretora de Negócios para a América Latina, Paola Serrano.

Tokio Marine Seguradora – A presença da Tokio Marine no XIII Seminário Internacional e na Expo ABGR 2019 contempla também a participação em dois painéis. No dia 13, às 14h, o diretor de Transportes, Valdo Alves, falará sobre Programa de Seguros de Transportes, suas características, aplicações, abrangência e as oportunidades para o segmento a partir do novo marco regulatório que está sendo discutido no Congresso Nacional. Ainda no dia 13, às 16h, o diretor de Property, Riscos Nomeados, Riscos Diversos e Energy da companhia, Sidney Cezarino, será um dos debatedores do tema Property & Casualty e a Nova Maneira de Encarar os Riscos.

Zurich Seguros – Em seu estande na exposição, a Zurich destacará as soluções para análise e mitigação de riscos associados à mudança climática, que nos últimos anos, mudou rapidamente e deve continuar neste ritmo.Durante o evento, executivos da companhia também estarão junto aos líderes do mercado discutindo os temas relevantes para o setor no Seminário Internacional da ABGR. O CEO da Zurich, Edson Franco, integra a plenária principal “Mercado Brasileiro e Gestão de Riscos”, no dia 12, das 16h às 17h30. No dia 13, o superintendente de Engenharia de Riscos, Carlos Cortés, participa da plenária “Engenharia de Risco – Loss Prevention”, às 10h45; e o superintendente de Linhas Financeiras, Fernando Saccon, estará na plenária “Cyber Risks e LGPD “, às 16h.

Corretora Aon – Em seu estande, a Aon irá apresentar, os principais riscos apontados pelo estudo Global de Gerenciamento de Risco 2019, que entrevistou mais de 2.600 gerentes de riscos, em 60 países. Além disso, os executivos da empresa Marcelo Homburger, CEO da Aon Brasil, Alexandre Botelho, Diretor de Gestão de Riscos Corporativos e Sheila Garcia, Diretora de Sinistros, participarão dos painéis do evento. “Para nós, participar de um evento da magnitude do Seminário da ABGR é de extrema importância. Além de encontramos com nossos clientes e mercado, contribuímos para a disseminação da cultura de seguros e prevenção de riscos no Brasil”, comenta Marcelo Homburger, CEO da Aon Brasil.

Corretora Marsh – A Marsh Brasil estará presente no evento e apresentará uma série de palestras e debates. A líder de Cyber da empresa, Marta Schuh, participará da plenária Cyber Risks e LGPD que ocorre no dia 13 às 16h. A ideia é discutir a nova lei de proteção de dados e o atual cenário brasileiro diante das ameaças cibernéticas. O seguro para riscos ambientais também será tema de discussão em uma plenária, no mesmo dia e horário, que contará com a participação da superintendente de RC e Ambiental da Marsh Brasil, Kátia Papaioannou.

Corretora MDS – A MDS participará do XIII Seminário Internacional de Gerência de Riscos & Seguros da ABGR, que acontece em São Paulo e reúne os principais gestores de riscos dos maiores conglomerados do Brasil, corretores, seguidores, resseguradores e prestadores de serviços. Cinco executivos do grupo participarão dos debates. No dia 12, às 14:00: Leandro Freitas, diretor de Linhas Financeiras da MDS participa do painel Garantias Contratuais – Plenária 3. Às 16:00 horas, o CEO Ariel Couto divide o palco com outros porta vozes para debater “Mercado Brasileiro e Gestão de Riscos”, na Plenária Principal. Já no dia 13, as 9:00h Felipe Micodemos, diretor de beneficios, estará no debate “Benefícios e Impactos da Reforma da Previdência”, na Plenária 3. Às 10:45, no painel “O Futuro e Tendências do Setor Logístico”, na Plenária 1, Luciano Povoa, gerente de Riscos em Transportes da RCG – Herco Consultoria de Riscos, representará o grupo no debate. E às 10:45h, o tema “Saúde e Gestão de Riscos”, que acontece na plenária 2, ficará a cargo de Gustavo Quintão, vice-presidente de Saúde e Benefícios da MDS. Na EXPO ABGR 2019, a MDS fará uma degustação de vinho com clientes portugueses com clientes. 

Escritório de advocacia Mattos Filho – “Diversidade aliada à sustentabilidade nas organizações” será um das palestras da EXPO ABGR 2019, no dia 13 de novembro, às 9h. Os palestrantes serão: Camila Calais, sócia – Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados; Francisco C. Vidigal Filho, presidente – Sompo Seguros; Marcia Ribeiro, diretora Executiva – AMMS; Maristella Iannuzzi; Digital Executive – CMI Business Transformation; Roberta Nascimento, risk Manager – NOV; Simone Vizani, vice-presidente – AMMS. Moderadora do debate Marcia Ribeiro, diretora Executiva – AMMS, assessora do Conselho e Diretoria da ABGR

Modelo chinês de inovação pode servir de exemplo ao seguro brasileiro

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Para o professor Gustavo Robichez, inovação e empreendedorismo chineses podem ser mais inspiradores ao seguro brasileiro do que os modelos americano e europeu

Fonte: CNseg

O que é bom para China também pode ser bom também para o Brasil. Esta é a opinião do estudioso do país asiático Gustavo Robichez, professor da PUC-Rio, que apresentou a palestra “China: transformação digital e seus impactos econômicos e sociais”, nesta quinta-feira, 7 de novembro, no segundo e último dia do 4º Encontro de Inteligência de Mercado, evento promovido pela CNseg, em paralelo ao 13º Insurance Service Meeting, em São Paulo.

Robichez confessou que o seu interesse pela China foi despertado dois anos atrás, quando participou de evento da área de seguros e percebeu a predominância de empresas chinesas. “Fiquei curioso e passei a pesquisar”, disse. Desse trabalho de pesquisa, extraiu algumas visões que, a seu ver, refletem o atual momento da China. Uma delas é que o país tem se desenvolvido muito rápido e, prova disso, é Xangai, que experimento um intenso crescimento nos últimos 30 anos.

A segunda visão é que a China é extremamente monitorada por câmeras e sensores. “A sensação é de que se é vigiado 24 horas por dia”, disse. A terceira visão de Robichez também revela o avanço tecnológico do país, que adotou o QR Code como principal meio de pagamento e identificação. “Já dispensaram o papel-moeda e o cartão quase inexiste. O QR Code está presente em tudo”, disse.

De acordo com Robichez, a China tem realizado altos investimentos em tecnologias digitais e o resultado é que o país disputa a liderança com os Estados Unidos nessa área. Tanto que, em comparação com as empresas americanas, as chinesas estão na frente no uso e experimento de Inteligência Artificial nas áreas de consumo (80%, contra 40%); energia (82%, contra 78%); serviços financeiros (81% contra 43%); saúde (80% contra 43%).

Segundo o professor, o país asiático está amadurecendo o processo de uso de blockchain em exportações e no registro de dados. Outro avanço ocorre nas áreas de genética e biotecnologia. “Percebemos a China como uma potência econômica que lidera o avanço do conhecimento”, diz Robichez. Com base em seus estudos, ele conclui, ainda, que o país está desbravando novas fronteiras de aprendizado.

Em termos de assinantes da internet, a China conta com 394 milhões; a União Europeia, 176 milhões e Estados Unidos, 110 milhões. Na métrica “pagamentos móveis”, a China também está à frente, com 525 milhões de indivíduos, contra 45 milhões da UE e 55 milhões dos Estados Unidos, segundo dados do Center for Data Innovation 2019. Na interpretação de Robichez, a China acrescentou aos componentes de inovação (inteligência, capital, ecossistema, cultura e governo) outras variáveis, como escala, velocidade e visão de longo prazo.

Segundo o professor, no passado, a economia chinesa era impulsionada pela oferta. Com o desenvolvimento, a demanda dos consumidores passou a alavancar a economia. Nesse aspecto, ele fez um paralelo com o seguro brasileiro. “Temos espaço para mais produtos e temos de entender que os consumidores de seguros estão esperando isso”, disse.

Robichez observou que o ecossistema digital chinês é altamente integrado. Um exemplo é a gigante Alibaba, que em conjunto com empresas chinesas de outras áreas, passou a oferecer soluções integradas, incluindo produtos financeiros, de seguros, de saúde etc. Ele destacou, ainda, a experiência bem-sucedida do país em um novo produto de assistência no modelo crownfunding, que em sete meses de funcionamento alcançou 65 milhões de clientes.

O professor acredita que não deve demorar muito para a China desbancar alguns ícones consagrados do comércio eletrônico, como a Amazon, e assumir a liderança. Esta seria, então, a oportunidade para o Brasil se tornar parceiro nesse modelo. Robichez aposta que até 2021, 50% das organizações terão adotado tecnologia de alguma gigante chinesa dessa área. “A China está avançando em Inteligência Artificial. De janeiro para cá, já fecharam mais de 90 parcerias com países da Ásia que mantém relações com diversos outros países”, disse.

Para Robichez, o mercado de seguros brasileiro pode inovar e crescer se mirar no exemplo chinês de empreendedorismo. “Vale a pena ver por que os chineses são empreendedores e observar os erros deles. Sempre achamos que a solução dos nossos problemas virá dos Estados Unidos e da Europa, mas prestem atenção na China; eles são, sob certos aspectos, mais próximos do Brasil do que os norte-americanos ou europeus”, disse.

Investimentos chineses

O debatedor Tulio Cariello, coordenador de Análise e Pesquisa do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), trouxe dados que revelam o quanto a China investe no Brasil e em que áreas. A entidade estuda o país asiático e foi reconhecida em 2015 e em 2019 como o principal fórum de debates entre os setores público e privado. Segundo Cariello, não é simples mensurar os investimentos chineses no Brasil, porque alguns são triangulares, passando por outras jurisdições antes de chegar no País. Por isso, o CEBC se baseia na mídia digital e em jornais para saber para onde estão indo os investimentos, que são confirmados com contatos posteriores com as empresas beneficiadas.

Segundo Cariello, a China anunciou investimentos de US$ 102 bilhões em 199 projetos no Brasil. Destes, o CEBC confirmou US$ 58 bilhões em 145 projetos. Entre 2017 e 2018, ele observou que houve uma queda nos investimentos na casa de 66%. “Com a troca de governo, os investidores chineses estavam cautelosos”, disse. De 2018 para cá, a China voltou a investir no Brasil. Em tecnologia, por exemplo, alcançou 16% dos investimentos destes US$ 102 bilhões.

O estado que recebe a maior parte dos recursos chineses é São Paulo. Cariello chamou a atenção para a presença de investimentos chineses em quase todo o país. Na América Latina, o Brasil é o destino preferencial, sobretudo na área de energia. Para o palestrante, falta ao Brasil um plano de longo prazo para receber esses investimentos. “As oportunidades estão ai, são uma realidade”, disse.

Como moderador do painel, Pedro Simões, analista da Superintendência de Estudos e Projetos da CNseg, concordou. “Precisamos enxergar a China. É muito importante olhá-la de uma maneira diferente, como protagonista”, disse.

Empresas precisam correr contra o tempo para cumprir exigências da LGPD

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Especialistas discutem próximos passos e infraestrutura tecnológica necessária

Fonte: CNseg

Dado – um insumo típico da atividade de seguros -, definidor da política de subscrição das companhias, de valores de prêmios e de justiça tarifária entre os consumidores, exigirá um tratamento estratégico das empresas a partir de agosto de 2020, quando entra em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). As ações práticas para cumprir a LGPD foram tratadas no segundo dia do 13º Insurance Service Meeting, organizado pela CNseg, que acontece em São Paulo, em 6 e 7 de novembro, em paralelo ao 4º Encontro de Inteligência de Mercado.

O tema foi apresentado pela palestrante Roberta Guedes, consultora de Política de Privacidade e Proteção de Dados da SulAmérica, tendo como debatedores: Simone Negrão, diretora Jurídica e Controles Internos da MAPFRE, e Washington Luis B. da Silva, diretor Jurídico e de Compliance do Grupo Zurich Brasil Seguros. O painel foi moderado pela advogada Glauce Carvalhal, superintendente Jurídica da CNseg.

Ficou claro, como lembrou Roberta Guedes, que o trabalho de ajustes à lei será árduo e, o mais provável, é que as companhias não estejam integralmente em linha com o normativo em agosto de 2020. Desde já, o engajamento da alta gestão é fundamental para os próximos passos de execução da LGPD, porque existem custos para a adaptação. “A alta gestão precisa comprar a ideia, para que haja aderência de todas as áreas da empresa e redução da exposição aos muitos riscos gerados por vazamento de dados”, assinalou ela.

Para a consultora da SulAmérica, um time multidisciplinar (jurídico, segurança da informação, compliance, privaty, riscos auditoria, governança corporativa etc) deve cuidar da observação da norma. Sem um comitê multidisciplinar, o desafio de cumprir as normas sem comprometer o funcionamento de suas áreas amplia-se substancialmente. Nesse sentido, pode ser necessário um framework de processo exclusivo para cada área das empresas.

Após detalhar os pontos mais importantes do plano de ação das seguradoras (criação de comitê, relatório de impactos, avaliações periódicas, treinamento, mudança de cultura), Roberta Guedes concluiu que, para que as etapas sejam bem-sucedidas, o arcabouço da LGPD exigirá apoio das lideranças, planejamento, time engajado, expertise na matéria e a convicção de que uma nova era na movimentação de dados de fato se inicia. “A necessidade de um conjunto de pessoas trabalhando no mesmo propósito é essencial, ainda mais porque a norma exige compartilhar conhecimento, e parceria faz parte da transformação digital”, afirmou ela, para quem toda mudança gera adaptação gradual, até mudar conceitos de vez.

Simone Negrão e Washington Silva assinalaram alguns dos aspectos mais desafiantes na execução da LGPD, capazes de exigir adaptações até nos serviços mantidos em nuvem ou no home office. Para Simone Negrão, a LGPD, em termos de impacto, tem uma equivalência ao Código de Defesa do Consumidor e, portanto, repercussões relevantes para o dia a dia das empresas.

Washington Silva tratou da aplicação do princípio da proporcionalidade e a flexibilidade prevista no sandbox regulatório pelos reguladores. A seu ver, a aplicação de ambiente legal e regulatório diferenciado para startups e insurtechs não as exime de observar as leis, inclusive o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

A moderadora Glauce Carvalhal destacou que o mérito do painel foi jogar luzes sobre as ações práticas que as seguradoras terão de cumprir para estar prontas para a LGPD.

Os desafios de comercializar previdência para as gerações mais jovens

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Painel sobre o tema abordou como os negócios podem ser alavancados, encerrando o 13º Insurance Service Meeting

Fonte: CNseg

O último painel do 13º Insurance Service Meeting, que aconteceu em São Paulo, em 6 e 7 de novembro, paralelamente ao 4º Encontro de Inteligência de Mercado, contou com o painel “Como a previdência pode alavancar negócios com os millenials” formada por três especialistas em longevidade e previdência privada e uma executiva de pesquisas sobre tendências. Laura Kroeff, vice-presidente de Produto e Desenvolvimento da Box1824, agência de pesquisa de tendências em consumo, comportamento e inovação, fez a apresentação que abriu os debates.

“Os jovens são uma espécie de antena do tempo. É importante ver para onde estão indo para saber o que vem pela frente. Jovem é centro primário de influência”, disse Laura Kroeff. Segundo ela, os jovens das gerações millenials e Z têm como lógica questionar as instituições. “Essas gerações vão ‘explodir’ a economia compartilhada, na qual o acesso é mais importante que a posse. Irão se relacionar de outra forma com os bens materiais”.

Nessas novas gerações, irá crescer muito a gig economy, ou seja, os trabalhos “por bico”, sem carteira assinada. “No Brasil, o trabalho informal sempre foi representativo, mas hoje as plataformas digitais potencializam isso. As pessoas podem entrar no Facebook e oferecer seus produtos de culinária e beleza, por exemplo”, afirmou a palestrante. “A Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) é muito mais pragmática do que a antecessora millenials e tem a autonomia como estilo de vida. Isso é um grande driver de consumo”.

Segundo Laura, os millenials trazem oportunidades para o hoje e a geração Z, para o amanhã. “Essas gerações têm confiança muito maior nas empresas digitais. Acham mais fácil comprar seguro de uma empresa de internet do que de uma instituição financeira tradicional, com a qual imaginam que não há uma relação transparente”.

Edson Franco, presidente da Zurich Seguros, frisou que quando se fala em desenvolver produtos para as novas gerações, é preciso lembrar que 30% da população global já são millenials. “Cerca de 20% dos cargos de liderança já são ocupados por estes millenials, que já influenciam o mundo”.

O executivo afirmou que a mudança, além dos avanços tecnológicos, é impulsionada por fatores como o aumento da longevidade e o envelhecimento da população. “Teremos cada vez mais, no ambiente de trabalho, várias gerações convivendo simultaneamente. Isso sempre existiu, de certa forma, com pessoas entrando e outras se aposentando, mas, com o aumento do trabalho, teremos várias diferentes gerações e isso afeta o mercado”. Franco destacou também o nível de desinformação financeira que prejudica todas as gerações. “Nosso desafio como seguradores é prestar uma boa assessoria para clientes de qualquer geração”.

Helder Molina, presidente da Mongeral Aegon Seguros e Previdência, disse que o que diferencia as gerações é a atitude. Não dá para simplesmente segmentar pela data de nascimento. “O mundo tem rotulado muito. Hoje, temos a convivência de várias gerações no mercado de trabalho. Acredito que, daqui a 20 anos, vamos poder comprar nossa longevidade. Poderemos não morrer e vamos ter que trabalhar a vida inteira. Eu não me vejo conseguindo me aposentar, portanto vou ter que poupar”. Ele apontou que o Brasil não tem a cultura da poupança e que as pessoas esperam que o estado seja provedor. “Teremos que educar para fazer com que as novas gerações entendam que isso mudou e que vão ter que abrir mão de consumo imediato em prol do futuro”.

Os produtos de previdência cobrem três riscos sociais: morte prematura, invalidez e sobrevivência. “Vamos continuar com esses produtos, mas precisaremos ter uma disponibilização completamente diferente. O jovem, hoje, não quer mais ter casa fixa, a família também está mudando e o seguro terá que mudar”, disse Helder Molina.

Celina Silva, superintendente de Controladoria e Atuária da Brasilprev, moderou os debates e analisou que os desafios com os millenials estão no produto em si e na forma de comunicar os benefícios.

Laura Kroeff reforçou que quando se fala de geração Z, principalmente dos jovens de menos de 24 anos, percebe-se que estão mais preocupados com o futuro, até porque, o tema previdência está entre os mais falados na mídia. “Os jovens estão falando disso, não necessariamente entendem a necessidade de fazer uma previdência privada, pois ainda existe pouca consciência financeira, mas eles estão interessados em ter carteira assinada o quanto antes. Se o mercado souber vender, a demanda é imensa”.

Edson Franco assumiu que os seguradores têm a responsabilidade de trabalhar o nível de educação financeira dos brasileiros. “A forma como distribuímos não educa. Vendemos produto, não conscientização. À medida que começarmos a formar nossos canais de distribuição para sermos mais assessores de riscos e menos vendedores de produtos, teremos grande avanço”.

Helder Molina reforçou que o mundo vai mudar e o mercado de seguros tem que se adaptar aos novos comportamentos para conseguir educar. “O jovem quer pequenas pílulas, não consegue ler muito ou ver vídeos longos. Tem que ser impactado pela imagem. Temos que pegar carona nisso, inserir educação financeira no currículo, começando pela base”.

Governo estuda extinguir seguro obrigatório DPVAT em 2020

Fonte: Reuters

O governo federal estuda a extinção do seguro obrigatório DPVAT, que indeniza vítimas de acidentes de trânsito, o que poderia valer já para o próximo ano, segundo duas fontes da equipe econômica ouvidas pela Reuters.

A Superintendência de Seguros Privados (Susep), inclusive, já enviou uma proposta para o Ministério da Economia sobre o assunto. Segundo a Reuters apurou, o tema poderá ser tratado via medida provisória (MP). Pela proposta, o DPVAT seria extinto a partir de 1º de janeiro de 2020. 

Em entrevista à Reuters nesta sexta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou a investida, frisando que a ideia é abolir o DPVAT já no ano que vem. 

Ele lembrou que o compromisso do governo Jair Bolsonaro é “tirar do cangote” das pessoas e empresas o peso de alguns encargos. 

“É algo que o consumidor talvez aprove e tem que ver como vai ficar a indústria que vive disso”, disse. 

Para cobrir as indenizações do seguro até 2026 por acidentes ocorridos até o fim deste ano, a seguradora Líder, responsável pelo pagamento do DPVAT, repassaria ao Tesouro 1,25 bilhão de reais em cada um dos próximos três anos, conforme proposta atualmente em estudo. Isso aconteceria por intermédio da Susep. 

Hoje, o valor anual recolhido a título de DPVAT dos donos de veículos é de cerca de 2,3 bilhões de reais. Por lei, 45% desse montante deve ser repassado ao Sistema Único de Saúde (SUS), com os 5% sendo direcionados ao Denatran. 

De acordo com números internos, a avaliação é que, já estimadas as obrigações de repasse e as indenizações a vítimas de acidentes até o fim de 2019, ainda restariam em torno de 4,8 bilhões de reais livres para a seguradora Líder. 

A Líder é um consórcio de 73 seguradoras que administra o DPVAT. Entre suas participantes, estão empresas como AIG Seguros, Caixa Seguradora, Bradesco Seguros, Itaú Seguros, Mapfre, Porto Seguro, Omint, Tokio Marine e Zurich Santander. 

Mais cedo neste ano, a superintendente da Susep, Solange Paiva, já havia dito publicamente que o modelo do DPVAT estava sob revisão, também criticando sua estrutura de monopólio. 

Procurada nesta sexta-feira, a Susep informou à Reuters que não comentaria o assunto.

Carlos Alberto de Paula retorna ao mercado como diretor da FenaPrevi

carlos alberto de paula

Carlos Alberto de Paula retorna ao mercado segurador, agora como diretor da Federação Nacional das Empresas de Previdência Aberta (FenaPrevi). Ele chega para apoiar o setor em um momento de grandes transformações do mercado de previdência aberta no Brasil.

A aposta dos especialistas é que aquele mundo fácil, de ganhar rendimentos sem esforço em renda fixa, ficou para trás. Com taxas de juros declinantes, todos terão de se empreender, empresas e investidores, para remunerar o capital investido no longo prazo. Esse movimento já é nítido no mercado, tanto por parte das aplicações das empresas como dos participantes.

O executivo é bacharel em Direito e especialista em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Atua há mais de 25 anos na área de seguros e previdência complementar. Passou pela Secretaria de Previdência Complementar (SPC), foi diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e ocupou a vice-presidência de Pessoas e Marketing do Irb, compondo a equipe que conduziu o processo de desestatização da empresa.

Veja abaixo a entrevista concedida ao blog Sonho Seguro:

Você chega a Fenaprevi num momento marcante para a previdência no Brasil…

Após 35 anos de trabalho, dos quais 25 dedicados ao ambiente securitário e previdenciário, sinto-me honrado em ter recebido o convite efetuado pela Federação. Abro um novo ciclo em minha trajetória profissional e estou motivado com essa ideia. Os executivos da Fenaprevi são profissionais altamente qualificados, líderes em suas organizações e têm muita clareza acerca dos rumos da indústria para os próximos períodos. O presidente Jorge Nasser é um difusor dessa visão. Então o conjunto da obra gera uma esfera muito positiva sobre os projetos que estão em curso bem como sobre as novas agendas.

Quais suas expectativas para o futuro?

Vivemos um momento singular no ambiente previdenciário, talvez como poucos na história da sociedade brasileira, em função da combinação de fatores sociais, demográficos, políticos e econômicos. A Reforma da Previdência, levando-se em consideração a inclusão dos estados e municípios, irá caracterizar o ajuste mais profundo e amplo já efetuado no setor. Com a aprovação da reforma da Previdência será inaugurada uma agenda que efetivamente passará a fazer parte das pautas mais relevantes para a sociedade. Isso porque nas próximas duas ou três décadas nós brasileiros iremos envelhecer rapidamente. A sociedade ficará mais madura e isso trará significativos desafios.

Há também a urgência em pulverizar a educação financeira…

Sim, principalmente devido às mudanças promovidas nas relações de trabalho, à nova carga tecnológica que já mostrou a que veio e ao perfil das gerações Y e Z, que se estabeleceram com um “mind set” radicalmente diferente dos baby boomers e da geração X, a qual eu pertenço. Esse cenário desafiará a todos, Estado e Sociedade Civil, no sentido de sinergicamente abrirmos novas rotas e até inovarmos de forma disruptiva de modo a gerar manter o interesse dos cidadãos em relação aos modelos de proteção social oferecidos. Trabalhar nesse tipo de agenda é estimulante! Há muita coisa a ser feita e a Fenaprevi tem a honrosa missão de ajudar a sociedade nesse caminho!

Uma frase:

Criamos o futuro e inspiramos as pessoas!

Brasil, um país que atrai investimentos da AGCS, do grupo Allianz

Duas mulheres no comando, com visões incríveis sobre os riscos mundiais e com gerir-los bem para proteger o patrimônio corporativo e garantir a sustentabilidade

A AGCS, braço de riscos especiais do grupo alemão Allianz, tem uma nova CEO desde agosto de 2019. Gláucia Smithson acaba de chegar à AGCS vinda da Zurich Brazil, onde era diretora de seguros empresariais, vida, corporativo e previdência, bem como CEO da Zurich Resseguros Brasil. Glaucia recebeu Sinéad Browne, membro do Conselho de Administração da AGCS desde 2012. As duas conversaram com o blog Sonho Seguro. As novidades todas estão nesta entrevista abaixo. Leia:

O que o conselho da AGCS espera do Brasil? Qual é a sua estratégia para ajudar o mercado de seguros brasileiro e latino-americano a crescer?

Sinéad – Embora os EUA e a Europa sejam os maiores mercados em termos de prêmio, a AGCS visa expandir ainda mais sua presença e alcançar um crescimento lucrativo em mercados emergentes como a América do Sul. Ainda que a situação política e econômica tenha sido desafiadora nos últimos anos, a região oferece muito potencial. Muitos líderes empresariais estão expressando otimismo de que o Brasil, como a maior economia da região, está finalmente se recuperando da profunda recessão que começou em 2014. Também vemos boas perspectivas em outros países como Chile e Colômbia, apesar da recente turbulência política no Chile – a América Latina está voltando. O investimento direto estrangeiro na região aumentou 13,2% em 2018, após uma contração de 5 anos. A ascensão das ‘multilatinas’ (empresas sul-americanas com histórico acima da média em crescimento e inovação) também é um indicador de que a região continua a ser um mercado importante para a AGCS.

Quais os produtos que oferecem?

Sinéad – Os principais pontos fortes da AGCS e o que nos diferencia são um modelo de negócios global, conhecimento técnico, uma rede mundial, excelência e estabilidade financeira. Vamos aonde nossos clientes estão, isso é experiência global com entrega local – apoiando empresas sul-americanas com produtos inovadores e capacidade significativa. Também temos muitos clientes europeus e norte-americanos com interesses comerciais na América do Sul, por isso é importante termos uma forte presença local para oferecer soluções internacionais de seguros.

Quais são as prioridades estratégicas e iniciativas de negócios no Brasil, Chile, Argentina?

Glaucia – Atualmente, contribuímos com cerca de 1% para o portfólio global da AGCS. Como a América do Sul está sob instabilidades econômicas e políticas há alguns anos, somos cautelosos, mas otimistas sobre nossas perspectivas de crescimento. Nosso plano é exceder o limite de EUR 100 milhões ou BRL 400 milhões para os negócios na América do Sul até o final de 2022. Atingir esse objetivo ambicioso dependerá fortemente do desenvolvimento econômico geral. O Brasil como a maior economia da região também é o mercado mais importante para nós.

São economias muito diferentes….

Glaucia – Existe uma grande diferença entre economias importantes da América do Sul. O Chile e a Colômbia estão apresentando crescimento, apesar de ventos contrários externos e turbulências políticas internas. Projetos monetários e reformas tributárias ajudaram os dois países a estabilizar suas economias e projetaram crescimentos superiores a 3%. Esses países representam oportunidades para nós: na Colômbia, temos parceria com a Allianz local e, no Chile, começamos a construir relacionamentos e redes locais. Já na outra ponta, Peru e Argentina passam por momentos bem difíceis, devido a crises políticas e econômicas. Esses países têm oportunidades que estão em nosso apetite de risco mas o potencial geral é limitado pelo desenvolvimento econômico, é claro.

E em linhas de negócios?

Glaucia – As linhas que mais contribuem com o volume de prêmio na América do Sul são Property, Marine e Financial Lines. No portfólio da AGCS, temos visto um crescimento bastante robusto nas taxas efetivas no último mês (6.3% no Q2; dados Q3 disponíveis a partir de 08/11). 

Quais produtos de seguros comerciais você espera ver um crescimento maior daqui para frente?

Glaucia – O Seguro Cyber, que cobre o custo do segurado e de terceiros por violações de dados e interrupções de TI. Especialmente no Brasil, a demanda por esse tipo de seguro em 2018 e 2019 aumentou devido a um aprimoramento da regulamentação brasileira de proteção de dados / privacidade, com implementação prevista para agosto de 2020. Em 2019, houve um aumento de 50% no número de cotações e a quantidade de riscos vinculados está crescendo. O Allianz Risk Barometer 2019, nosso relatório anual de tendências de riscos, apontou que os riscos cibernéticos são as maiores ameaças para as empresas brasileiras. No entanto, apenas algumas delas possuem estratégias abrangentes de proteção, incluindo seguro cibernético.

Certamente o D&O também está neste ranking….

Glaucia – Sim. Devido à situação política, escândalos de corrupção, aumento do número de ações coletivas nos EUA e taxas legais mais altas nos custos de defesa em muitos países da América do Sul, existe um desafio para as empresas de resseguros que fornecem capacidade para apólices de D&O. Há uma demanda crescente por proteção contra essas exposições em todos os países. Uma avaliação completa dos riscos é fundamental, considerando as leis e regulamentos locais sobre seguros em cada jurisdição.

Quais outros?

Gláucia – O seguro de riscos paramétricos é muito potencial. A América do Sul, sendo uma região suprida principalmente por energia renovável (principalmente hidrelétrica e as crescentes eólica e solar), cria-se um contexto onde as empresas estão mais expostas aos riscos climáticos. O clima aqui também é influenciado por eventos como o El Niño, que traz várias secas ou inundações – dependendo da época do ano e da região. Ter um seguro é importante principalmente para a continuidade dos negócios, não apenas para evitar perdas futuras, mas também para obter condições favoráveis ​​de financiamento. A agricultura é outro setor importante para soluções paramétricas de risco climático, particularmente a cana de açúcar, que é muito sensível às chuvas. É por isso que o número de cotações para seguro climático dobrou no ano passado. No Brasil, a Allianz obteve uma licença para produtos de seguros paramétricos pelo regulador SUSEP.

Quais são os riscos emergentes mais importantes da América do Sul?

Glaucia – De acordo com o relatório anual da AGCS, Risk Barometer, vemos que alguns riscos são comuns aos principais países de nossa região. Riscos cibernéticos, Business Interruption e NatCat são os mais preocupantes para os especialistas entrevistados. BI apresenta-se como uma ameaça, especialmente, a companhias multinacionais ou com negócios relacionados a supply chain.

Em um mundo de incertezas, como o seguro pode nos ajudar a entender e nos prepararmos para os principais riscos globais da sociedade?

Sinéad – Monitoramos constantemente e sistematicamente o desenvolvimento de riscos emergentes e tendências tecnológicas, a fim de identificar os riscos que mais impactarão a sociedade e os negócios no futuro: o Allianz Risk Barometer e o Radar de Tendências AGCS são nossas principais ferramentas de estratégia para análise de riscos emergentes. Educamos nossos clientes para que eles possam antecipar, preparar e mitigar riscos que ainda estão à frente.

E lá podemos encontrar diversos, como prevenção e cura

Sinéad – Sim. Seja o transporte de carga em navios cargueiros, proteção contra incêndio em fábricas, manutenção técnica de turbinas eólicas ou riscos cibernéticos: os engenheiros e especialistas da Allianz Risk Consulting ajudam as empresas a melhorarem sua abordagem de gestão de riscos, a fim de evitar perdas.

Mas o risco cibernético continua no topo….

Sinéad – Cyber agora é uma das principais preocupações: sempre trabalhamos na conscientização sobre ameaças cibernéticas e destacamos a importância de estratégias abrangentes de proteção, por meio de medidas técnicas de segurança de TI, treinamentos de conscientização da equipe e seguro cibernético como pilares-chave. Mas mudança climática, recursos naturais e riscos ambientais também seguem com grande relevância. O setor de seguros é o que melhor pode entender, agir e educar sobre as oportunidades e os perigos das mudanças climáticas. Por um lado, isso inclui novas possibilidades de subscrição e investimento. Do outro lado do balanço, há riscos de responsabilidade civil (aumento de litígios contra empresas nos EUA em particular), possibilidade de catástrofes mais graves ou frequentes e valores cada vez maiores de ações antigas.

E os riscos emergentes?

Sinéad – Existem muitos riscos emergentes para os quais ainda não podemos oferecer uma solução adequada. O valor das empresas consiste cada vez mais em ativos intangíveis, como dados, propriedade intelectual ou reputação. As soluções tradicionais de seguro estão evoluindo. Para proteger efetivamente os bens intangíveis, precisamos nos concentrar na modelagem de riscos orientada a dados e na estreita cooperação com nossos clientes (co-criação de soluções).

Você acredita que todas as seguradoras serão empresas de tecnologia no futuro?

Glaucia – Não, as companhias de seguros precisam manter sua competência essencial. Ainda temos muito a oferecer: excelência em subscrição técnica, capacidade de administrar sinistros e o suporte de uma rede global. No entanto, nossa abordagem precisa ser muito mais orientada a dados e digital em todas as funções. Somos um negócio de relacionamento, mas isso não significa que não podemos combinar o melhor do talento humano com os avanços tecnológicos.

E como fica o futuro da subscrição?

Glaucia – O futuro da subscrição e da gestão prática de riscos será baseado no uso inteligente da tecnologia e dos dados. A AGCS sempre foi conhecida por sua expertise específica no setor, mas, no futuro, precisamos complementar nosso conhecimento técnico e experiência com uma ampla visão orientada a dados e modelagem preditiva, se quisermos manter-nos à frente de novos riscos, como cibernéticos, em supply chain ou exposições emergentes em responsabilidade civil.

Como vê as parcerias com empresas de tecnologia?

Glaucia – Serão importantes no futuro. as seguradoras terão sucesso se puderem criar uma rede / ecossistema de empresas de tecnologia para apoiá-las a atender às demandas de futuros produtos e serviços. A AGCS desenvolveu uma rede de parcerias para aumentar nossos recursos em análise de dados e tecnologias e fornecer serviços de mitigação e crise aos nossos clientes (por exemplo, Praedicat, GuidewireCyence, WorldAware e muitos outros). Nota: Todas essas empresas / parceiros são de domínio público.

Como a tecnologia está transformando o setor e como sua empresa reage a ele?

Sinéad – A digitalização é essencial não apenas para o seguro de varejo, mas também para o seguro comercial. As expectativas dos clientes estão mudando. Precisamos alavancar novas tecnologias para aprimorar a eficiência de nossos processos, nossos recursos de análise de risco e a prestação de serviços ao cliente. Nossos clientes – entre eles as empresas mais inovadoras do mundo e as empresas de tecnologia – estão digitalizando seus próprios negócios em ritmo acelerado e esperam que correspondamos a sua velocidade.

A digitalização é uma facilitadora da excelência técnica em subscrição..

Sinéad – Sim, reunindo dados, talento qualificado e tecnologia para gerar insights. Mudar a subscrição de ‘arte para ciência’ (do risco individual ao portfólio). É um cenário ganha/ganha para seguradoras e clientes – mas que requer novas habilidades para os subscritores no trabalho com dados e tecnologia.

Tem algum exemplo de plataforma de Big Data?

Sinéad – No momento, estamos implementando uma plataforma para integrar dados internos e externos => nossos subscritores não precisam mais combinar manualmente dados de várias planilhas / bancos de dados, mas podem acessar todos os dados relevantes com apenas alguns cliques. Agora, os dados podem ser facilmente visualizados em painéis e compartilhados por toda a organização, e pessoas de diferentes escritórios e áreas de negócios podem colaborar por meio dessa plataforma.

Exemplo Robótica?

Sinéad – Cerca de 100 robôs estão em operação na AGCS (ou em suas unidades de serviços compartilhados) para automatizar totalmente determinados processos. Eles estão realizando tarefas administrativas repetitivas e padronizadas em operações de sinistros, finanças e seguros (por exemplo, processamento de apólices, consolidação financeira ou tarefas de sinistros) mais rapidamente, com menos erros e menor custo – e liberando o tempo das pessoas para se concentrarem em funções mais desafiadoras e de valor agregado, como análises, por exemplo.

Como preparando nossos funcionários para o futuro?

Sinéad – Estamos realizando uma Revisão Estratégica de Habilidades para garantir que estamos investindo em nossos colaboradores para permitir que eles se desenvolvam na era digital, além de atrair novos talentos para o futuro. Isso vai desde o treinamento de habilidades práticas em digitalização até garantir a contratação das pessoas com perfis certos (diversidade) para o futuro. Além da constante função como agente de mudança e transformação, a AGCS introduziu a Incubadora digital XSE (teste, experimentação, co-criação com clientes), uma área colaborativa entre empresas e incubadora digital, que engloba subscrição, sinistros e gestão de mercado. O XSE concentra-se em projetos exploratórios que são baseados em ideias completamente novas, testadas como prova de conceitos, geralmente co-desenvolvidas com nossos clientes.

Cite exemplos dos atuais de projetos de inovação...

Sinéad – Inteligência aérea: combina dados de observação da Terra com Inteligência Artificial para avaliar danos de NatCat em tempo real para ajudar proativamente nossos clientes; Blockchain: token financeiro para simplificar e acelerar transferências de dinheiro internamente e para nossos clientes.

E no Brasil?

Sinéad – Estabelecemos uma parceria com uma grande montadora de automóveis para desenvolver um aplicativo para melhorar o monitoramento de riscos ao longo de toda a jornada de transporte – da fábrica, às concessionários ou ao porto. O cliente e a AGCS acessam todas as etapas das vistorias ao longo da cadeia de transporte. Como resultado, a mitigação de riscos e a prevenção de perdas tornam-se muito mais eficazes e quaisquer sinistros ao longo da cadeia podem ser tratados muito mais rapidamente, pois as responsabilidades ficam mais claras.

É possível medir quanto a eficiência trazida pela tecnologia já se traduziu em lucratividade?

Sinéad – É um desafio, pois os ganhos de eficiência e produtividade não podem ser calculados isoladamente, vinculando-os novamente à adoção de uma determinada tecnologia. Portanto, você não pode dizer que o uso da robótica está resultando em um aumento de X pontos percentuais na produtividade geral ou nas despesas. O que é tangível e mensurável, no entanto, são os benefícios práticos da nova tecnologia (=> veja exemplos de robótica e dados na pergunta anterior).Os ganhos de produtividade em nosso setor geralmente são o resultado de várias medidas que se complementam: para a AGCS, atualmente, trata-se principalmente de gerenciamento de despesas, transferência de tarefas para equipes especializadas ou unidades de serviço compartilhadas em todo o mundo, redesenho de processos e tarefas, além de automação e digitalização de processos. Com essas medidas, conseguimos melhorar nosso índice de despesas globalmente para menos de 30%. Vai além de uma jogada de eficiência: a tecnologia gera não apenas ganhos de produtividade, mas também permite uma experiência superior ao cliente e, portanto, finalmente um crescimento: por meio de plataformas de distribuição digital para subscrição automática ou uma jornada de reivindicações digitais.

Quais são os efeitos do Brexit na Allianz e no setor?

Sinéad – Não vemos isso como um grande problema para o mercado de seguros ou para os clientes, porque acho que todas as principais seguradoras tomaram medidas para garantir a continuidade da cobertura. Todas as principais seguradoras têm operações europeias continentais ou as criaram em lugares como Luxemburgo, Dublin ou Bruxelas, no caso do Lloyd’s. Acreditamos que os departamentos de gestão de risco das principais seguradoras fizeram seu trabalho e consideraram todos os cenários. A AGCS está bem preparada, pois a empresa solicitou aos reguladores do Reino Unido, à Prudential Regul Authority Authority (PRA) e à Financial Conduct Authority (FCA) que a filial atual da AGCS UK em Londres seja autorizada como filial de um país terceiro (TCB), a partir do momento do Brexit. Isso significa que a AGCS permanecerá a mesma entidade legal no Reino Unido e na UE / EEE após o Brexit.

Mas algumas criaram outras empresas?

Sinéad – Algumas operadoras de seguros do Reino Unido, que atualmente dependem do Freedom of Service (FOS) para escrever negócios da UE / EEE a partir do Reino Unido, tiveram que criar empresas separadas na UE / EEE para permitir uma autorização contínua e, como resultado, tiveram que considerar e realizar transferências de portfólio para a nova entidade na UE / EEE. Devido à abordagem TCB, isso não será necessário para a AGCS, pois ela permanece uma única entidade legal. O principal problema para os clientes do setor, e especialmente as multinacionais no continente, provavelmente será a interrupção da cadeia de abastecimento e eles precisam se preparar com medidas de contingência para um cenário difícil do Brexit (saberemos até o final de outubro). Podemos ver mais empresas tentando mudar sua base de fornecedores para a Europa continental a partir do Reino Unido.

Liberty patrocina corridas para reforçar investimento no seguro de vida

Com edições em São Paulo, Goiânia e Porto Alegre, as etapas trazer atrações voltadas para adultos e crianças

A Liberty Seguros está patrocinando três corridas no início do mês de novembro, com o objetivo de reforçar seu posicionamento em seguros de vida proporcionando aos clientes e corretores um momento agradável em família. As atividades são abertas ao público e ocorrem nas cidades de São Paulo, Goiânia e Porto Alegre. 

Na capital paulista, a corrida escolhida foi a Disney Magic Run, realizada no Jockey Club de São Paulo, em Goiânia, o percurso selecionado foi a Color Race Run Brasil, que acontece no Passeio das Águas Shopping e, em Porto Alegre, a corrida patrocinada será a POA Day Run, no Parque Marinha do Brasil.

“No último ano, a Liberty tem realizado diversas ações para engajar todos os nossos públicos para que conheçam a importância do seguro de vida. Agora, fechamos 2019 reforçando nossa presença através de um movimento regional oferecendo um momento inesquecível em família aos nossos clientes e segurados”, finaliza Alexandre Vicente, Diretor de Seguros de Pessoas da Liberty Seguros.

Disney Magic Run – A Disney Magic Run, que ocorreu no último sábado, dia 03/11, ofereceu diversos pacotes familiares para entre dois e quatro integrantes e o promoveu, além das provas de corrida e caminhada, diversas atividades ao redor da arena para o restante da família. As provas variaram de 3 a 8 quilômetros de distância entre corrida e caminhada. Para saber mais sobre o circuito acesse: https://disney.com.br/disney-magic-run

Color Run Brasil – A etapa de Goiânia da Color Run Brasil acontecerá no domingo, dia 10/11, e oferece a possibilidade de inscrições com grupos de até 10 pessoas pagantes, além de cortesias para cada inscrição paga na equipe. O evento terá início às 08h00 terá entre as atrações 04 estações de cores no percurso e uma festa colorida na chegada. Para saber mais sobre o circuito acesse: http://colorracebrasil.com.br/goiania-go/

POA Day Run – A edição de 2019 da POA Day Run também ocorrerá no dia 10/11, domingo, a partir das 08h00 da manhã. Nesta prova, participantes poderão escolher entre circuitos de 3km, 5km, 10km e 21km. Para saber mais sobre o circuito acesse: http://www.poadayrun.com.br/

MDS Brasil lança programa de relacionamento para corretores parceiros

Iniciativa visa reconhecer o trabalho dos corretores parceiros

Fonte: MDS

A MDS Brasil, uma das principais corretoras do País no segmento de seguros, resseguros, gestão de benefícios e consultoria de riscos, acaba de lançar o MDS Partners – um programa de relacionamento exclusivo para corretores de seguro parceiros da companhia. Com a nova iniciativa, a empresa visa estreitar a relação com mais de 60 partners espalhados pelo Brasil e atrair novos profissionais por meio de vantagens competitivas comerciais e operacionais. 

Anunciado no evento MDS Partners Meeting 2019, entre os dias 29 e 30 de outubro, o programa é baseado em 3 pilares – Benefícios, Negócio e Gestão – e dividido em cinco níveis: Standard, Essential, Select, Super Select e Premium, cada um de acordo com volume de negócios. E além do viés de integração e relacionamento, o novo plano tem um forte apelo de negócios: “Nós estimulamos os partners a irem cada vez mais longe e crescerem com a MDS Brasil. Por isso, acreditamos que o MDS Partners nos tornará ainda mais competitivos para o mercado”, detalha a superintendente de benefícios da MDS Brasil, Patrícia Martins. 

A iniciativa também reforça o compromisso da companhia de promover mais reconhecimento para os corretores. “Os partners são a essência da MDS e uma parcela importante dos nossos planos de crescimento. Além do encontro que realizamos, temos várias atividades previstas no intuito de aumentar o networking, gerar uma rica troca de conhecimento e estimular o potencial deles”, explica a superintendente. Por fim, além de impulsionar a eficiência operacional e o crescimento orgânico, a parceria entre a MDS e os partners promete potencializar os serviços oferecidos pela marca e, consequentemente, agregar mais valor à relação com clientes finais. 

IRB lucra R$ 329,5 milhões no terceiro trimestre de 2019

IRB faz emissão

A resseguradora IRB Brasil teve lucro líquido de R$ 329,5 milhões no terceiro trimestre, aumento de 28,9% ante mesma etapa de 2018, mais abaixo dos R$ 409,4 milhões da previsão média de analistas apurada pela Refinitiv. De julho a setembro, os prêmios emitidos pela companhia somaram R$ 2,3 bilhões, avanço de 18% ano a ano.

A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido do IRB Brasil no trimestre foi de 37%, avanço de cerca de 3,7 pontos percentuais sobre um ano antes. O resultado financeiro consolidado do grupo no período somou R$ 239,4 milhões, ante R$ 178,2 milhões no mesmo intervalo de 2018. Em julho, uma oferta secundária de ações do IRB, de papéis detidos pelo governo brasileiro e pela BB Seguros, levantou cerca de R$ 7,4 bilhões, destaca a Reuters.

Na teleconfencia com analistas ontem, José Cardoso disse que apesar de um ritmo de expansão menor em 2019 comparado ao exterior, no próximo ano há vários fatores positivos para, possivelmente, acelerar o crescimento dos prêmios no Brasil. “Registramos uma melhoria no setor de óleo e gás, é aguardada a retomada de grandes obras, além de privatizações, e do marco regulatório de licitações no país”.

O presidente do IRB destacou a parceria com o banco digital C6 e afirmou que se trata de um segmento inteiramente novo para explorar. “Nossa ideia é fomentar o mercado primário com novos produtos mais simples, mas com bastante penetração e capturar parte dos resultados”. O grupo ressegurador tem analisado novas parcerias com insurtechs e fintechs, disse Cardoso.

“Registramos uma melhoria no setor de óleo e gás, é aguardada a retomada de grandes obras, além de privatizações, e do marco regulatório de licitações no país”, diz Fernando Passos, vice-presidente executivo, financeiro e de relações com investidores do IRB, destacam Folha e Valor.