ABGR: LGPD aumenta demanda por seguro cibernético

A nova lei de proteção de dados tem aumentado o interesse das empresas pelo seguro. Com mediação de Camila Calais, advogada e sócia da Mattos Filho, o painel “Cyber risks e LGPD’’ realizado no evento da ABGR discutiu privacidade e mercado de seguros cibernéticos.

Os palestrantes foram Alberto Bastos, sócio da Módulo S/A;  Claudio Macedo, fundador da Clamapi Seguros Cibernéticos; Marta Helena Schuh, head cyber insurance da Marsh Brasil; Fernando Saccon, superintendente de Linhas Financeiras da Zurich e Flavio Sá, gerente de linhas financeiras da AIG Seguros.

Segundo Macedo, é necessário investir em segurança independentemente da Lei Geral de Proteção de Dados entrar ou não em vigor: “O risco operacional é maior do que a multa da LGPD”.

Leia a entrevista que Flavio Sá, da AIG, e Marta Helena Schuh, da Marsh, concederam ao blog Sonho Seguro.

A nova lei muda muito o risco para as empresas. Pode citar as principais mudanças?

Flávio Sá – A nova lei deverá trazer uma mudança de cultura e mentalidade, pois as áreas da empresa deverão estar muito integradas, pois segurança da informação não é somente responsabilidade de T.I, mas também é de Compras, Jurídico, Comercial. Também deveremos ver um aquecimento do mercado de segurança da informação como um todo, e isso pode incluir startups que têm surgido com soluções que vão desde soluções de segurança de informação até consultorias específicas sobre a Lei de Proteção de Dados, além de uma especialização no assunto como um todo em diferentes economias. Outros dois pontos que valem ser destacados:

  • a sociedade estará mais a par dos diferentes casos de vazamento de dados, uma vez que as empresas serão obrigadas a reportar a seus clientes afetados.
  • deveremos notar mais exigência de empresas internacionais quanto à adequação das empresas nacionais quando o assunto é segurança da informação.

Consequentemente há novos riscos com a chegada desta lei…

Marta Helena Schuh – Sim. Esses sao alguns deles:

  • Regulatório frente a conformidade – lembrando que empresas que não cumprirem podem ser multadas em 2% a R$50 milhões, assim como sofrerem sanções e até mesmo suspensão de suas atividades;
  • Riscos de reputação – com a obrigatoriedade de notificar incidentes, as empresas podem ter um impacto reputacional negativo;
  • Perda de receita;
  • Riscos de responsabilidade pela privacidade de dados – usuários ao terem sua privacidade violada podem acionar a empresa em questão judicialmente e receber eventuais indenizações.

Como a AIG pode ajudar o gestor de risco a criar um plano de gestão?

Sá – As apólices de Seguro Cyber da AIG têm como diferencial a oferta de serviços adicionais focados na prevenção e atendimento imediato pós-evento, realizados por terceiros. Nesse sentido, podemos dizer que as apólices de Cyber vão caminhar pra uma tendência de apólice de serviço, pois os clientes já. veem valor nos benefícios agregados de prevenção. Isso já acontece muito no exterior. Por exemplo: o setor bancário contrata apólices de Cyber e utiliza muito os serviços de monitoramento de web. No Brasil, nossas apólices já são complementadas por serviços adicionais de monitoramento de IPs e treinamento de equipes focados na prevenção.

E a Marsh?

Marta Helena Schuh – Vivemos a era da hiperconectividade, em que toda e qualquer indústria possui exposição ao risco diante da utilização de tecnologia em suas operações e que podem resultar na paralisação de suas atividades e perdas comerciais. No entanto, muitas organizações não estão abordando o problema estrategicamente para criar respostas efetivas e cruzadas a esse risco. A maioria das empresas não entende a magnitude da ameaça que o ciberataque oferece e não estão calculando o custo possível do mesmo.

Como esta o mercado de riscos cibernéticos, com demanda em alta, preços estáveis, coberturas que atendem as necessidades dos clientes?

Sá – A maturidade do mercado, casos mais frequentes de ataques cibernéticos, conscientização da importância da seguran da informo e a LGPD, a procura pelo Seguro de Riscos Cibernéticos tem aumentado bastante. Só nos três primeiros trimestres do ano, registramos alta de mais de 50% de pedidos de cotação, em comparação ao ano de 2018. E já notamos uma busca e estudos mais frequentes para incluir o seguro nos investimentos do ano que vem, inclusive por exigência contratual.

Se a empresa ainda não tem verba suficiente para comprar o seguro completo, quais as alternativas sugeridas pela Marsh?

Marta Helena Schuh – Empresas investem em novas tecnologias e muitas empresas empolgadas com as possibilidades e benefícios que as implementações de novas tecnologias trazem, com frequência esquecem que, ao investir em tais ferramentas um novo risco vem a reboque com o uso da tecnologia, e é preciso contemplar investimento em mecanismos de proteção, processos de controles transferência de potenciais perdas. Nós acreditamos que cyber segurança é formado por 4 pilares – Processos – Práticas- Tecnologia e Seguro.

ABGR: Zurich destaca a oferta de novas tecnologias em riscos

abgr 2019

Roberto Hernández, diretor executivo de Seguros Corporativos, Vida & Previdência e Zurich Re, participou do  XIII Seminário Internacional da ABGR 2019, nos dias 12 e 13, que aconteceu em São Paulo, com a participação de cerca de 3 mil especialistas. Ele conversou com o blog Sonho Seguro sobre a atuação do grupo suíço em grandes riscos. Leia:

Qual a estratégia da companhia em grandes riscos? E quais os investimentos?

A Zurich, como uma empresa responsável e sustentável, está intensificando suas ações em relação aos riscos relacionados à mudança climática, que mudaram rapidamente e continuarão mudando. Isso significa que a exposição a danos físicos nas empresas e nas regiões em que operam, além de impactos na cadeia de fornecimento, poderá ser maior. Esta mudança climática também afeta o nosso país. Cada vez mais, as enchentes, os períodos da seca, a queda de raios, os deslizamentos de terras são mais frequentes e têm impacto na sociedade. Neste cenário, a reavaliação dos riscos regionais, o monitoramento proativo das cadeias de fornecimento e o fortalecimento da resiliência das empresas tornam-se prioritários.
Continuaremos trabalhando com os clientes para gerenciar os riscos associados à mudança climática; fornecer coberturas para novas tecnologias e infraestrutura, como veículos elétricos, energia renovável, entre outros; bem como investir em empresas e ativos que apoiam a transição para uma economia de baixo carbono.

Qual a expectativa de retomada deste segmento para 2020?

Vemos um futuro promissor para área de Grandes Riscos no Brasil. Estamos passando por reformas importantes, que devem atrair mais investimentos e isso amplia o potencial do segmento. Além disso, temos um plano de privatizações do Governo, que também deve ampliar o mercado para seguros nas linhas financeiras, garantia, responsabilidade civil e engenharia. A Zurich, também, tem se posicionado firmemente no segmento de médias empresas. Sabemos que é um mercado também com grande potencial e que muitos empresários ainda não têm conhecimento dos riscos envolvidos no seu negócio. Queremos ficar perto das necessidades deste segmento empresarial tão importante para a economia da Brasil, com soluções desenhadas e adaptadas a seus riscos.

Quais as áreas de mais interesse do grupo?

A Zurich é uma empresa global com atuação multissegmento, portanto  queremos ficar perto de nossos clientes e de nossos parceiros de distribuição. Nossa proposta de valor passa por entender perfeitamente os riscos de nossos clientes e trabalhar em parceria com o corretor para mitigar e prevenir os riscos. Do mesmo modo, entender os riscos associados a seus empregados, ativos, fornecedores, produtos e processos.

Como a tecnologia tem impactado as coberturas de grandes riscos?

A tecnologia avança de forma considerável em grandes riscos. Ainda não sendo tão relevante como pode ser no varejo, a  internet das coisas (IoT), a instalação de sensores nas cadeias de produção, o blockchain, o monitoramento da cadeia de suprimentos e controle dos fornecedores são campos em que a tecnologia, os algoritmos e a inteligência artificial têm tido uma importante atuação. Vale ressaltar também como o uso de drones e a impressão em 3D estão ajudando na regulação dos sinistros.

ABGR: Trindade, presidente da FenSeg, vê um 2020 virtuoso para grandes riscos

Se tem um segmento otimista com 2020 e satisfeito com a inter locução que tem com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), é o de grandes riscos. Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros Privados (FenSeg) e CEO da seguradora Chubb Brasil, afirmou que há muitas boas perspectivas para o segmento nos próximos anos, durante a abertura do XIII Seminário Internacional da ABGR 2019, que começou hoje e termina amanhã, em São Paulo, com a participação de cerca de 3 mil especialistas,

Entre os pontos destacados, Trindade mencionou a nova clausula de embargos e sanção anunciada recentemente pelo governo, numa clara sinalização de “mais Brasil, menos Brasília”. O governo estima que R$ 65 bilhões serão injetados na economia com a substituição do depósito recursal por seguro garantia ou fiança bancária, como prevê o programa de emprego anunciado nesta semana pelo governo Bolsonaro. Com a medida, o dinheiro represado em contas judiciais poderia voltar ao caixa das companhias. “Isso pode trazer um volume significativo de negócios para o mercado segurador”, comemorou.

Ele também está otimista com o movimento de privatização e de concessões já realizados e os que estão na agenda do governo. “Isso deve gerar mais atividades para grandes riscos”, citou. Trindade também ressaltou que espera que a nova lei de licitações seja aprovada, para substituir a Lei 8.666. Depois de passado pelo Senado, seguirá para a sanção do Presidente da Republica.  O projeto estabelece que as obras e serviços de engenharia terão um seguro que afiançará sua execução em caso de problemas com a construtora. “Esse também é. um passo importante para a indústria de seguros de grandes riscos, pois vai estimular que obras tenham a garantia do seguro para seu termino, mesmo que um infortúnio coberto pelo programa de seguro aconteça”, disse.

Segundo ele, o Brasil tem um mercado sofisticado e de boa qualidade em grandes riscos, tanto em relação aos corretores e às re/seguradoras, que são globais, bem como os gerentes de riscos que são especialistas de boa formação. Temos grande possibilidade de desenvolver os seguros ambiental e riscos cibernéticos, ambos motivados pelas regulamentações como LGPD, e nossa expectativa é de que logos esses produtos estejam consolidados como o seguro de D&O (Directors & Officer), que não era nada anos atrás. Em 2018, o mercado para este produto alcançou R$ 443 milhões em vendas, valor que representou uma alta de 9,38% comparado ao ano anterior, contabilizando cerca de 10 mil apólices.

ABGR: Solange Vieira concede entrevista coletiva sobre DPVAT e corretores. Leia:

Solange Vieira susep ABGR 2019

Certamente as seguradoras que vivem de DPVAT atuam com seguro de auto e responsabilidade civil. Acreditamos que elas vão continuar a atuar nesses nichos, que as pessoas vão contratar esse tipo de proteção e a concorrência vai aumentar

A superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira, concedeu entrevista coletiva na cerimonia de abertura do  XIII Seminário Internacional da ABGR 2019, que começou hoje e termina amanhã, em São Paulo, com a participação de cerca de 3 mil especialistas. Ele afirmou que há um grande potencial de crescimento para o segmento de grandes riscos.

“O projeto de lei sobre obras públicas é o primeiro passo”, afirmou. “Estamos com vários projetos andando ao mesmo tempo no Congresso. Nos faltam braços. Mas estamos caminhando como dá. E com uma diretoria especializada em grandes riscos, como criamos agora, será de grande valia para todo o setor”, afirmou durante a palestra de abertura.

Durante a coletiva de imprensa, ela falou de diversos assuntos, como desregulamentação do corretor de seguros e o fim do DPVAT.

O corretor estão preocupados. O corretor vai acabar?

A autoregulamentação já era um pleito antigo. A Susep não é o órgão de classe que autoriza, credencia e descredencia corretores. Apostamos que o setor tem a capacidade de auto se regular e vamos estabelecer diretrizes para isso. Certamente vão surgir empresas interessadas neste escopo. Já temos uma minuta e vou colocar na reunião do CNSP. O cadastro que temos na Susep está desatualizado. Nao estávamos regulando. Então vamos discutir com o CNSP, entidades de classes como vamos regulamentar.

Como fica o curso?

Vai depender de como os corretores e empresas de apoio a eles vão querer construir conosco essa auto regulamentação.

Por que colocar um fim no DPVAT?

Cheguei em março deste ano na Susep e desde então tive reuniões com pessoas e órgãos apontando problemas sérios com o DPVAT. Ele não funcionava de forma adequada. E por isso acreditamos que esta será a melhor medida. As pessoas menos favorecidas vão continuar tendo assistência do SUS, que receberá recursos por três anos. O sistema é ineficiente, com corrupção enorme, que acaba por prejudicar a própria população. As pessoas, inclusive, vão poder entrar na Justiça contra quem causou o acidente e o DPVAT desmotivava isso. Também acreditamos que as pessoas vão passar a comprar mais seguro de RC, pois elas mesmas são responsáveis pelos danos que causam a outros e por isso devem se preocupar e se proteger. E a aposentadoria por invalidez continua valendo pelo INSS. Temos cobertura para a classe menos favorecido. E a classe média certamente terá interesse em contratar o seguro de responsabilidade civil para se proteger de um dano causado a terceiro.

Algumas seguradoras vivem do DPVAT. Foi feito algum estudo sobre como elas ficarão sem essa receita?

Certamente as seguradoras que vivem do DPVAT atuam com seguro de auto e de responsabilidade civil. Acreditamos que elas vão continuar a atuar nesses nichos e que as pessoas vão contratar esse tipo de proteção. Certamente a concorrência vai aumentar.

Ainda esta na pauta do governo a transferência de riscos publico, ou seguros estatais, do INSS?

Isso é uma importante pauta da minha gestão. Esta na hora de encolher o tamanho do Estado e deixar o setor de seguros prover diversos seguros hoje estatais para a população. E as companhias estão demostrando que têm interesse nisso.

ABGR: A inovação na gestão de riscos é fundamental para as empresas, diz Rodrigo Avila

Rodrigo Avila, atual vice-presidente da Associação Brasileira de Gerenciamento de Riscos (ABGR) e novo presidente a partir de 2020, conversou com o blog Sonho Seguro sobre tendências do seguros para grandes corporações. Ele traz uma visão clara sobre o setor, uma vez que que administra um dos maiores programas de seguros do Brasil como gestor de risco da Suzano, a maior produtora global de celulose de eucalipto e uma das 10 maiores de celulose de mercado, além de líder mundial no mercado de papel, com cerca de 60 marcas. Leia a entrevista:

Que tendências você vê na compra de seguros no Brasil?

Destaco o especial crescimento nos produtos voltados aos riscos ambientais, que já se consolidou no mercado, e cibernéticos, um movimento que começou há 3 anos e que deve se expandir no médio prazo.

E no mundo? Afinal o risco de grandes empresas está globalizado e requer pulverização no mercado mundial.

Quando olhamos para um cenário global, ambos os riscos destacados já se encontram bastante disseminados no mercado, especialmente nas grandes empresas. Para o Cyber em especifico, a grande quantidade de sequestro de informações e ataques de sistemas o colocou como um dos principais riscos globais na visão dos empresários, de acordo com um levantamento realizado pelo Fórum Econômico Mundial. E a medida que se aumenta a preocupação com o risco, o movimento de transferência através de uma apólice de seguro se dá como uma importante solução.

Qual a estrutura de gerenciamento de risco nas empresas?

Empresas de grande porte geralmente possuem times específicos que atuam na gestão dos riscos. Esses times costumam ter bastante autonomia e estão ligados ao CFO ou até diretamente ao CEO da empresa. Isso já não se vê em empresas de médio e pequeno porte, onde a função de gestão dos riscos acaba que ficando diretamente ligada ao responsável pela empresa. No entanto, em alguns casos, essa função acaba até sendo negligenciada pelo empresário, algo mais ligado a falta de conhecimento sobre o tema do que falta de interesse.

Corretores, seguradoras e resseguradoras têm ofertado ajuda na consultoria de gerenciamento de risco?

No caso do corretor, ele acaba sendo um suporte fundamental para as empresas a medida que os gestores/empresários não conseguem ter o conhecimento sobre todos os riscos que a empresa esteja exposta. Entendo que o corretor é a figura que deve trazer o conhecimento de mercado bem como as soluções de seguros disponíveis. É o corretor que tem a capacidade de suprir essa dificuldade das empresas. Já as seguradoras e resseguradoras passam a ser importantes quando das suas visitas aos locais dos clientes e consequente emissão de relatórios de recomendações de melhorias de riscos. Isso é um processo frequente na aquisição de seguros de propriedade. De posse desse relatório o gestor toma conhecimento das medidas de proteção necessárias para mitigar seus riscos. Nesse momento vejo que o corretor volta a ser importante dado que ele pode auxiliar o empresário na estruturação e montagem do devido plano de ação. 

Qual a importância da inovação nos programas de seguros, em termos de mudança de risco?

A inovação na gestão de riscos é algo fundamental para as empresas e o gestor precisa estar conectado com as soluções que surgem constantemente no mercado. Por exemplo: boa parte dos riscos de uma empresa se encontra na maneira de gerir os seus próprios processos diários. Nesse cenário, o gestor precisa encontrar quais são as aplicações e sistemas que possam tanto atuar na simplificação dos seus processos, bem como seja uma ferramenta de monitoramento e redução dos seus riscos.

As seguradoras tem ofertado novos seguros para novos riscos?

Acredito que o principal exemplo seja o produto de Riscos Cibernéticos. Esse produto tem tanto a função de ressarcir o empresário de eventual perda, bem como carrega um pacote de serviços úteis a empresa seja pós ou até durante o evento de sinistro, por exemplo: há uma cobertura no produto que envolve a colocação de um especialista em negociação com o sequestrador dos dados, função essa que dificilmente poderia ser realizada pelo cliente.

O uso de Inteligência Artificial e Internet das Coisas tem ajudado a criar soluções de transferência de riscos, com a criação de um banco de dados estatísticos que pode melhorar as negociações do programa de seguros?

A adequada gestão dos riscos de uma empresa passa pelo efetivo controle e monitoramento das suas informações e dados. Pode se citar exemplos como: controle de falhas sistêmicas, gestão dos estoques, mapeamento de sinistros, acidentes e incidentes, pesquisas de satisfação de clientes e fornecedores, depreciação de maquinas e equipamentos, eficiência logística, etc. Todos esses controles, de alguma forma, acabam impactando na gestão dos riscos da empresa e consequentemente na colocação dos seus seguros.  

Recentemente você participou de um evento internacional sobre as tendencias do setor. Quais as principais queixas dos gestores?

Os gestores estão preocupados com os impactos que o clima extremo e catástrofes naturais vem impactando na precificação dos seguros como um todo, em especial nos programas de property. Está sendo percebido um movimento de alta de preços e em alguns casos redução de capacidade. Grandes empresas estão com maiores dificuldades na montagem de seus painéis de seguro, muitas vezes sendo necessário agregar uma maior quantidade de seguradoras ou resseguradoras para ter a proteção de 100% do risco.

Como seria possível melhorar esse cenário de alta de preço sem a contrapartida de alta na sinistralidade? 

A eficiente gestão dos riscos é o único caminho que eu vejo para que uma empresa consiga obter as melhores taxas do mercado. Esse é um trabalho fundamental e constante para o gestor. Maior gestão de risco, menor sinistralidade e taxa de seguro.

Quais as suas sugestões para melhorar o relacionamento dos gestores de riscos com corretores e com as companhias de re/seguro?

Além do relacionamento diário já existente, eu acredito que os eventos de mercado são as melhores oportunidades para uma aproximação efetiva. É um importante momento de networking que deve ser valorizado. A EXPO ABGR 2019 acaba tendo um papel muito relevante para o mercado de seguros brasileiro, afinal, estamos falando do maior evento da América Latina com um público superior a 3 mil pessoas.

Insurtech Pitzi levanta R$ 60 milhões com investidores

Pitzi insurtech celular

Ultrapassando este ano a importante marca de 1 milhão de clientes, startup planeja usar aporte para acelerar ainda mais seus planos de expandir e transformar o mercado de seguro de celular no Brasil

Fonte: Release

A Pitzi, insurtech de proteção para celulares no Brasil, anunciou o recebimento de uma nova rodada de investimento liderada por QED Investors e WTI. Valiant Partners e Thrive Capital, que já haviam apoiado a startup em rodadas anteriores, também participam nesse aporte e ampliam seu envolvimento no negócio. O investimento de mais de R$ 60 milhões se dá em grande parte pelo alto crescimento da startup, que passou de 1 milhão de clientes com celulares protegidos nos programas operados pela empresa.

Fundada em 2012, a Pitzi utiliza tecnologia, dados e inovação logística para levar o mercado de seguro de celular a um novo patamar e transformar a relação do brasileiro com o seguro. Os programas da Pitzi são construídos em parceria com algumas das maiores seguradoras no país e desenhados para atender às necessidades únicas de pequenos e grandes varejistas em todo o Brasil. A insurtech já havia levantado cerca de R$ 70 milhões em outras três rodadas de investimento com a participação de Thrive, Kaszek Ventures, Flybridge e DCM, e, com o novo aporte, está sendo avaliada acima dos R$400 milhões.

Tendo ultrapassado recentemente o seu primeiro milhão de clientes, a Pitzi tem planos de expansão agressivos para ampliar a penetração dos programas de seguro de celular no Brasil, saindo dos atuais 4% para mais de 40% dos cerca de 200 milhões de aparelhos ativos no país.

Criada por Nigel Morris, cofundador da Capital One, a QED Investors é conhecida como um dos principais fundos de investimentos do segmento de fintechs no mundo. Além da Pitzi, a companhia já investiu em outras empresas de crescimento acelerado, como Nubank, Credit Karma, ClearScore, Avant, Konfio, Creditas, QuintoAndar, AvidXchange, Remitly, Loft e SoFi.

Junto da rodada, a insurtech brasileira recebe mais um profissional experiente em seu conselho: Bill Cilluffo, sócio na QED e ex-presidente na Capital One International. “Na QED temos uma grande experiência no uso de dados e tecnologia para habilitar modelos de negócios transformacionais e disruptivos. Isso é o que nos guia nas decisões de como investimos e apoiamos as empresas do nosso portfólio em suas missões. Acompanhamos a Pitzi há anos e estamos convencidos do seu potencial para gerar mudanças impactantes no mercado segurador brasileiro”, afirma Cilluffo.

“O time da QED é incomparável no universo das fintechs. Eles já chegam cheios de energia e com experiência de sobra para nos ajudar a provocar, de forma rápida, as transformações necessárias para ampliar o setor de seguro de celular no Brasil”, complementa Daniel Hatkoff, Fundador e CEO da Pitzi. “Hoje, só 4% dos smartphones são protegidos no país, comparado com até 90% em outras regiões. Queremos expandir o mercado, reduzir o gap e chegar a esse nível de penetração em um futuro próximo. E isso é só o começo”.

A grande expansão deve permitir à insurtech gerar um grande volume de dados e refinar ainda mais os algoritmos e a inteligência da operação, impactando não só a eficiência do seu negócio, mas também a rentabilidade dos parceiros e a experiência do consumidor. O objetivo da empresa, no entanto, vai muito além do crescimento puro e simples.

“O celular é possivelmente a ferramenta tecnológica mais revolucionária de todos os tempos para o consumidor brasileiro moderno. Como líderes de mercado, temos o dever de garantir que as pessoas continuem sendo empoderadas por essa importante ferramenta. É uma missão muito maior do que oferecer um seguro de celular e um compromisso sem volta para a Pitzi”, explica Hatkoff.

Faturamento do mercado de seguros cresceu 18,6% em setembro, informa CNseg

Marcio Coriolano cnseg

Fonte: Agência Brasil

O faturamento do mercado de seguros brasileiro cresceu 18,6% em setembro, em comparação ao mesmo mês de 2018, alcançando R$ 21,805 bilhões. No acumulado nos nove primeiros meses do ano, a alta foi de 12,3%, com faturamento de R$ 196,583 bilhões. Também nos 12 meses findos em setembro, o setor registrou aumento na receita de 8,9%, dando sequência à melhoria do desempenho observada desde o mês de julho.

Os números foram divulgados, no dia 11 de novembro (segunda-feira), pelo presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização – Confederação Nacional das Seguradoras(CNSeg) -, Marcio Coriolano, que excluem o segmento de saúde e o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Seguro DPVAT). Essa é a terceira vez neste ano que o faturamento do mercado atinge dois dígitos. A primeira ocorreu em julho, de 11,3%, e a segunda em agosto, de 11,5%. “Em setembro melhorou ainda mais”, comemorou Coriolano.

Os números positivos reforçam a tendência de que a expansão do setor, este ano, pode superar os 8,7% previstos pela entidade anteriormente. Como os próximos meses são períodos fortes em termos de seguro, Coriolano disse que “a perspectiva é ter uma taxa de dois dígitos encerrando o ano”. A análise por trimestres revela que o incremento observado na receita do setor nos três meses encerrados em março era de apenas 1,3%, subiu para 3,1% no segundo trimestre de 2019 e, agora, no terceiro trimestre, já está em 8,9%. “A tendência no quarto trimestre é ser ainda maior”, prevê Coriolano.

Influências – De acordo com o boletim de conjuntura da CNseg, o segmento de danos e responsabilidades vem perdendo força, influenciado pela queda na procura dos seguros de automóveis. A evolução anualizada do segmento registrou alta de 7,7% em março, comparativamente a igual período do ano passado, caiu para 6,7% em 12 meses encerrados em junho, e atingiu 5,5% no ano concluído em setembro, em relação aos 12 meses até setembro de 2018.

Enquanto isso, o seguro de vida mostrou trajetória ascendente. Nos 12 meses até março, o crescimento era da ordem de 9,9%, subiu para 11,5% no ano encerrado em junho e daí para 12,6% nos 12 meses até setembro, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Os seguros de vida são destaque com incremento de 27,07% em setembro, e prestamista (seguro que garante a quitação de uma dívida ou de planos de financiamento do segurado no caso de sua morte ou invalidez), com aumento de 22,24% no mês. Do mesmo modo, os títulos de capitalização tiveram taxas positivas crescentes: 2% nos 12 meses até março, 4,2% nos 12 meses findos em junho, e agora dobraram para 8,2% no ano encerrado em setembro.

A tendência de recuperação foi notada também nos planos de acumulação do tipo Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) e Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), como efeito da reforma da Previdência. Esses planos reduziram a queda de 5,4% observada nos 12 meses móveis até março, para menos 2,2% nos 12 meses até junho, e mostraram elevação de 9,9% no ano encerrado em setembro. Analisando somente os dados do seguro VGBL, observa-se aumento do faturamento, em setembro, de 35,01%, e no acumulado janeiro/setembro de cerca de 18%.

Crescimento – Na avaliação de Marcio Coriolano, “a boa notícia é que o mercado de seguros está crescendo bem apesar da conjuntura econômica e política difícil. O mercado cresce porque as pessoas estão querendo se proteger dos riscos”. Nesse cenário, o destaque são os seguros residenciais, que cresceram 5,70% nos nove primeiros meses de 2019, mostrando expansão de 14%, em setembro.

O presidente da CNseg acha que os próximos meses deverão ser pautados também pela reforma da Previdência, atingindo os fundos de pensão fechados que “estão cada vez mais aumentando o número de elegíveis, para permitir que mais pessoas usufruam de uma proteção ampliada com relação à reforma da Previdência”. Pela mesma razão, isso ocorre nos planos de Previdência aberta vinculados à confederação. Para Marcio Coriolano, em 2020, os planos previdenciários vão continuar a liderar o mercado com folga, por conta da questão da Previdência.

SulAmérica Direto chega a Curitiba e reforça atuação do corretor em Saúde

sulamerica

Fonte: SulAmérica

O corretor parceiro da SulAmérica em Curitiba e região metropolitana poderá ofertar ainda mais comodidade e tranquilidade a seus clientes com o lançamento, nesta segunda-feira (11), do “SulAmérica Direto Curitiba”, plano de saúde personalizado para empresas locais. O produto tem como diferencial o acesso a uma rede qualificada de atendimento, em parceria com hospitais e laboratórios locais, com mensalidades a partir de R$ 142,00. Além da capital, os corretores poderão ofertar o “Direto” a empresas de Almirante Tamandaré, Araucária, Colombo, Fazenda Rio Grande, Pinhais e São José dos Pinhais. 
“Com um portfólio diversificado, como proporciona a família ‘SulAmérica Direto’, o corretor paranaense pode reforçar as vendas e garantir ainda mais negócios ao atrair e fidelizar novos clientes de saúde. Estamos falando de um produto alinhado à sensibilidade da companhia e dos corretores, construído de forma conjunta para atender as novas demandas da sociedade e potencializar o cuidado com as pessoas”, completa André Lauzana, vice-presidente Comercial e de Marketing da SulAmérica. 
O “SulAmérica Direto Curitiba” possui uma rede integrada, qualificada e bem distribuída nos principais municípios da região. São mais de 50 médicos entre clínicos gerais e especialistas. A maior parte destes profissionais já faz parte da rede SulAmérica, trazendo ainda mais segurança aos beneficiários. Para exames diagnósticos, o parceiro é o DASA por meio dos Laboratórios Frischmann Aisengart, que contam com mais de 30 unidades espalhadas pela capital paranaense. No atendimento ambulatorial, a rede credenciada conta com um dos mais bem conceituados hospitais de alta complexidade de Curitiba, o Hospital Santa Cruz, além de instituições especializadas, como Hospital Pequeno Principe, Hospital Médicos dos Olhos, Hospital Erasto Gaertner e Maternidade Santa Brígida. 
O “Direto Curitiba” oferece cobertura para os procedimentos hospitalares, ambulatoriais e laboratoriais previstos no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com opções de internação em enfermaria ou apartamento. Os beneficiários poderão usufruir também dos serviços disponíveis no aplicativo SulAmérica Saúde, como o Médico na Tela, que permite realizar videochamadas com pediatra para orientações de saúde, reembolso digital, acompanhamento de autorizações para procedimentos, Orientação Médica por Telefone (OMT), carteirinha virtual e consulta à rede referenciada por geolocalização. O app também permite consultar o Benefício Farmácia, que concede descontos de até 85% em 3.500 medicamentos e dermocosméticos nas farmácias parceiras. 
“Sustentabilidade é a palavra-chave para definir o ‘SulAmérica Direto’. Oferecemos não apenas um produto, mas uma solução completa e disruptiva para cuidar da saúde dos nossos beneficiários, com rede regional inteligente, qualidade assistencial e estímulo ao uso consciente, oferecendo a melhor experiência com excelente custo-benefício”, afirma Raquel Giglio, vice-presidente de Saúde e Odonto da SulAmérica. 
Desenvolvido para empresas, inicialmente a partir de 30 vidas, entre titulares e dependentes, o plano conta com o instrumento de coparticipação, importante para o uso consciente do seguro. O “SulAmérica Direto Curitiba” estará disponível para comercialização dos corretores a partir de 30 de novembro. Até lá, os parceiros da companhia passarão por uma série de treinamentos para estarem preparados para ofertar o novo produto e atrair ainda mais clientes. 
A família de produtos “SulAmérica Direto” já está presente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, com previsão de chegar a outras localidades de forma gradual, em parceria com prestadores médicos e corretores de seguros nas diversas regiões. 

Bolsonaro: Fim do DPVAT a partir de 2020

A Porto Seguro tem a maior participação na arrecadação do DPVAT, com R$ 125 milhões de janeiro a setembro deste ano, seguida pela Mapfre, Bradesco, Caixa e Banco do Brasil, segundo dados da Susep organizados pela consultoria Siscorp

O presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou nesta segunda-feira (11) a edição de uma medida provisória que extingue o seguro obrigatório DPVAT e o DPEM a partir de 2020. O primeiro indeniza vítimas de acidente de trânsito e o segundo vítimas de danos causados por embarcações. A medida provisória que acaba com o DPVAT e com o DPEM entra em vigor assim que for publicada no “Diário Oficial da União”. Porém, se não for aprovada pelo Congresso em 120 dias perde a validade, destacou o G1.

Faturamento das seguradoras com DPVAT vem caindo desde 2016, segundo dados da Susep analisados pela consultoria Siscorp

“A Medida Provisória tem o potencial de evitar fraudes no DPVAT, bem como amenizar/extinguir os elevados custos de supervisão e de regulação do DPVAT por parte do setor público (Susep, Ministério da Economia, Poder Judiciário, Ministério Público, TCU), viabilizando o cumprimento das recomendações do TCU pela SUSEP”, informou o governo em nota. 

Sobre o seguro DPEM, o governo diz não haver seguradora que o oferte e que o mesmo está inoperante desde 2016. Porém, relacionado ao DPEM, “há o Fundo de Indenizações do Seguro (FUNDPEM), cujo responsável é a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF) e tem por objetivo indenizar os acidentes causados por veículos não identificados e inadimplentes”. 

De acordo com o governo, a medida não vai desamparar os cidadãos em caso de acidentes, já que o Sistema Único de Saúde (SUS) presta atendimento gratuito e universal na rede pública. 

“Para os segurados do INSS, também há a cobertura do auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-acidente e de pensão por morte. E mesmo para aqueles que não são segurados do INSS, o Governo Federal também já oferece o Benefício de Prestação Continuada – BPC, que garante o pagamento de um salário mínimo mensal para pessoas que não possuam meios de prover sua subsistência ou de tê-la provida por sua família, nos termos da legislação respectiva”, afirma o governo. 

Os acidentes ocorridos até 31 de dezembro ainda seguem cobertos pelo DPVAT, de modo que a atual gestora do seguro, a Seguradora Líder, continuará até 31 de dezembro de 2025 responsável pelos procedimentos de cobertura dos sinistros ocorridos até 31 de dezembro de 2019. 

Após o dia 31 de dezembro de 2025, a União sucederá a seguradora nos direitos e obrigações envolvendo o DPVAT. 

Segundo o governo, o Consórcio do DPVAT contabiliza um total de R$ 8,9 bilhões; sendo que o valor estimado para cobrir as obrigações efetivas do seguro até o fim de 2025 é de aproximadamente R$ 4,2 bilhões. 

“Quanto ao valor restante, cerca de R$ 4,7 bilhões, para o qual não há previsão de pagamento de indenização, será destinada, em um primeiro momento, à Conta Única do Tesouro Nacional, sob a supervisão da SUSEP, em três parcelas anuais de R$ 1,2 bilhão, em 2020, 2021 e 2022. Tais parcelas são suficientes para compensar as estimativas de repasse ao SUS e ao Denatran, em atendimento ao art. 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal”, explica o governo em nota. 

O governo afirma que, caso a seguradora Líder não esteja atendendo aos interesses públicos na defesa dos recursos remanescentes do DPVAT, a Susep deverá transferir as pendências para outra administradora. 

Em 2019, o valor a ser pago pelo seguro DPVAT varia de R$ 16,21 (automóveis e camionetas ​​particulares /oficiais, missão diplomática, corpo consular e órgão internacional, táxis, carros de aluguel e aprendizagem) a R$ 84,58 no caso de motos e similares. 

Por lei, o DPVAT protege motoristas, passageiros e pedestres em caso de acidente de trânsito em todo o território nacional. As indenizações podem ser requeridas em casos de: morte, invalidez permanente ou para pagamento de despesas médicas suplementares. 

No ano passado foram arrecadados R$ 4,6 bilhões com o seguro obrigatório DPVAT. Do valor arrecadado: 

  • 45% foram usados no financiamento do SUS: R$ 2,1 bilhões;
  • 5% foram usados pelo Denatran para financiamento de programas de educação no trânsito: R$ 233,5 milhões;
  • 50% foram usados para pagamentos de prêmios do DPVAT: R$ 2,3 bilhões. 

Também em 2018, de acordo com a seguradora Líder, foi pago um total de R$ 1,9 bilhões em 328.142 indenizações. Foram identificados também 11.898 casos de fraude no seguro. De 2008 a 2018, o Fundo Nacional de Saúde (do SUS) recebeu R$ 33,3 bilhões do DPVAT. 

De acordo com a Seguradora Líder, gestora do DPVAT, no primeiro semestre de 2019 foram pagas: 

  • 18.841 indenizações por morte;
  • 103.068 indenizações por invalidez permanente;
  • 33.123 indenizações para despesas médicas

A Porto Seguro tem a maior participação na arrecadação do DPVAT, com R$ 125 milhões de janeiro a setembro deste ano, seguida pela Mapfre, Bradesco, Caixa e Banco do Brasil, segundo dados da Susep organizados pela consultoria Siscorp.

Susep deixa de regular corretores de seguros

A autorregulação trará mais eficiência e mais liberdade ao setor de seguros, afirma Susep. Alexandre Camillo, presidente do Sincor-SP, se reúne nesta terça-feira com Armando Vergilio, presidente da Fenacor

Com o objetivo de gerar mais eficiência à gestão pública e concentrar esforços em atividades que demandem regulação específica, a Superintendência de Seguros Privados (Susep), por meio de Medida Provisória expedida pela Presidência da República, deixa de regular a categoria de corretores de seguros.

A iniciativa vem com o entendimento que a categoria está madura para atuar em um ambiente mais flexível, sem a presença do regulador, assim como acontece em diversos outros setores da economia. A autorregulação trará mais eficiência e mais liberdade ao setor de seguros.

Os corretores de seguros não estão mais sujeitos à habilitação e ao recadastramento, antes realizados pela Susep, o que representa menos custos para as duas partes.

Nos últimos anos, com a limitação nos gastos públicos e cortes orçamentários frequentes, a Susep tem buscado aumentar a sua eficiência regulatória. A autorregulação dos corretores aparece como uma opção viável dentro deste processo.

Hoje, os corretores representam cerca de cem mil registros, entre pessoas físicas e jurídicas. Entende-se que o desenvolvimento do setor será mais promissor se for permitido que a própria categoria se organize em torno da atividade de autorregulação, estabelecendo procedimentos próprios.

A autorregulação é um pleito antigo da categoria de corretores e a medida trará benefícios aos próprios profissionais e ao mercado de forma geral, beneficiando, em última instância, os consumidores de seguros.

Veja a mensagem de Alexandre Camillo, presidente do Sincor-SP:

Prezados,


Em razão das dúvidas e incertezas por conta das recentes manifestações da SUSEP, informo que amanhã estarei em reunião na Fenacor com Presidente Armando Vergilio e assessoria jurídica tratando do tema e suas consequências a categoria.
Tenham certeza que iremos agir sem medir esforços, por favor aguardem nossas manifestações e orientações.
Abraços
Camillo
Sincor SP