Alper anuncia Guilherme Vergani como novo CFO

alper seguros


A Alper Seguros acaba de anunciar a chegada de Guilherme Vergani como seu novo CFO. O executivo, que tem uma sólida trajetória em finanças, chega para apoiar os próximos passos de crescimento da companhia.

Vergani é formado em Administração de Empresas pela USP e traz na bagagem a experiência de empresas de peso como Pátria Investimentos, Superbid e Tempo Assist. Sua expertise em planejamento financeiro, estratégico e finanças comerciais será fundamental para a nova fase da Alper no mercado.

CNseg: grupo Bradesco Seguros marca presença na Casa do Seguro

alexandre nogueira grupo bradesco seguros


por CNseg

O Grupo Bradesco Seguros estará presente como empoderador da Casa do Seguro, projeto inovador para posicionar o setor segurador como um ator fundamental na busca de soluções para os problemas relacionados ao clima durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em novembro, em Belém. 


A abertura oficial contará com o “Dia Bradesco Seguros”, em 10 de novembro, com programação especial e palestras. “Patrocinar a Casa do Seguro na COP30 é uma oportunidade estratégica de reforçarmos o papel do setor na construção de um futuro mais sustentável. A iniciativa simboliza nosso compromisso com a proteção e com o desenvolvimento de soluções que respondam aos desafios climáticos de forma integrada e responsável”, afirma Alexandre Nogueira, diretor de Marketing do Grupo Segurador.


A Casa do Seguro promoverá a conexão empresarial do mercado de seguros com outros setores econômicos e será um ponto de convergência para discussões sobre o papel do mercado segurador na gestão de riscos climáticos e no financiamento de iniciativas sustentáveis e conectará agentes públicos, privados e da sociedade civil. 


“Como gestores de riscos e investidores institucionais temos a responsabilidade de antecipar os impactos das mudanças climáticas junto aos demais setores. A COP30 representa um marco histórico para o Brasil e uma oportunidade para reafirmarmos nosso compromisso, colaborando para a construção de um futuro mais justo, seguro, justo e sustentável para todos.”, afirma Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.


Dentre as atividades que estarão na agenda da Casa do Seguro, destacam-se os debates e painéis temáticos do setor de seguros; os fóruns multissetoriais, em parceria com organizações e entidades setoriais; as reuniões bilaterais; a demonstração de produtos e serviços; e apresentações culturais. Em comum, elas atuarão nos sete eixos temáticos: proteção social e de investimentos, finanças sustentáveis, infraestrutura resiliente, inteligência climática, seguros & agronegócio, seguros na expansão da frota verde brasileira e seguros para o desenvolvimento industrial sustentável.

Zurich Seguros reforça presença regional com foco no cliente, no corretor e na sustentabilidade

Marcio Benevides

por Zurich

A estratégia de crescimento no varejo e expansão territorial da Zurich Seguros segue em ritmo acelerado. A companhia finalizou o primeiro semestre de 2025 com alta de 24,2% em prêmio emitido via canal corretor em comparação ao mesmo período de 2024, resultado de uma combinação de ações de relacionamento, diversificação de portfólio e reforço da presença regional.

O avanço foi sustentado pela ampliação da base de parceiros, com aumento de 19% no número de corretores cotando Auto Individual – produto considerado chave para o crescimento da companhia no mercado. Essa evolução reflete o estabelecimento de relacionamento próximo com o corretor Zurich e a intensificação da atividade comercial em todas as diretorias comerciais regionais.

Em destaque, a Diretoria Regional São Paulo apresentou o maior crescimento, com alta de +71,4% em prêmio emitido em relação ao primeiro semestre de 2024. Em seguida, vieram São Paulo Interior (+17,8%) e MG/CO (+14,5%). Confira os principais destaques em cada região:

  • São Paulo Capital: impulsionada por Seguros Corporativos como Patrimonial (+447,7%) e Linhas Financeiras (+162,9%), além do Auto Individual (+59,8%).
  • São Paulo Interior: crescimento sólido com destaque para Garantia (+55,1%) e Residencial (+27,8%); Filial Campinas com ampliação de +21,8% em negócios.
  • Minas Gerais/Centro-Oeste: performance puxada por Garantia (+227,0%) e Frota (+105,5%); Filial Belo Horizonte teve crescimento expressivo de +30,5%.
  • RJ/ES/N/NE: destaque para Patrimonial (+229,2%) e Residencial (+23,9%); Filial Rio de Janeiro registrou expansão de +21,3%.
  • Sul: Garantia (+81,8%) e Residencial (+18,8%) sustentaram o resultado; região mantém perfil multiproduto e forte representatividade no portfólio da companhia.

Com relação aos produtos, os seguros corporativos foram protagonistas no território nacional, em alta se destacaram: Patrimonial (+186,5%), Linhas Financeiras (+112,9%), Frota (+57,7%) e Garantia (+40,4%). Nos seguros pessoais, destacam-se: Residencial (+19,6%), Auto Individual (+11%) e Vida (+6,5%). O auto individual, por sua carteira mais ampla, seguiu como carro-chefe, com crescimento de 13,5% na média diária de cotações e 9,6% na volumetria de itens vigentes.

A Zurich também segue expandindo sua atuação sustentável. Produtos como o Zurich Residência já oferecem diferenciais como descarte ecológico, coberturas para placas solares e carregadores de veículos elétricos, além da compensação de carbono na assistência 24h – benefício também disponível no Zurich Automóvel, em que os serviços de assistência e carro reserva contam com compensação de carbono desde 2023, ampliada para o seguro residencial em 2024.

‘’Esse primeiro semestre comprova que nossa estratégia está no caminho certo: direcionamos a atuação comercial de forma mais estratégica, ampliamos nossa capilaridade e fortalecemos a proximidade com os corretores, que são nossos principais parceiros de negócios’’, afirma Marcio Benevides, diretor executivo de Distribuição da Zurich Seguros.  

Segundo Benevides, a companhia vem evoluindo com muita constância na atividade comercial e na regionalização da marca, tornando a seguradora cada vez mais presente da vida e no dia a dia do corretor e dos clientes.

’Avançamos na execução do nosso plano de expansão geográfica, com a consolidação nacional da Filial Digital e o fortalecimento de regiões-chave, sempre com foco em oferecer uma jornada mais simples, ágil e personalizada. A seguradora tem como objetivo crescer mais do que em números; queremos construir um relacionamento duradouro, diversificando a carteira dos parceiros de negócio e expandindo a presença da Zurich em todo o país”, ressalta o diretor.

Presença nacional com impacto

Marcio Benevides pontua ainda que, para além da presença comercial, a Zurich reconhece a importância de apoiar as comunidades em que a seguradora está presente, em linha com a estratégia de Sustentabilidade adotada há anos pela empresa.

“A companhia mantém projetos de impacto social e ambiental por todo o território nacional, desde o Tocantins, com o projeto Fonte de Futuro, que leva água tratada a escolas públicas sem acesso ao recurso, até Minas Gerais, com o Zurich Forest, projeto que se propõe a restaurar o bioma da Mata Atlântica na região de Aimorés”, relembra o executivo.

Marcio destaca que uma das principais iniciativas da companhia com impacto nacional é o Fundo de Catástrofe, mecanismo empresarial de ajuda humanitária mantido pela Zurich Seguros e a Zurich Santander. O fundo é destinado a situações de calamidade pública e desastres naturais, e já foi mobilizado em diferentes ocasiões, incluindo as enchentes do Rio Grande do Sul em 2024 e 2025, com envio de itens essenciais e apoio à reconstrução. No total, mais de 15 estados já foram contemplados pela iniciativa ao longo de mais de 6 anos.

“O Fundo de Catástrofe nasceu para dar uma resposta rápida e efetiva diante de tragédias climáticas e humanitárias. Estamos olhando para as regiões com um olhar para além do seguro, atuando para proteger e apoiar pessoas em situações de vulnerabilidade, principalmente aquelas que não podem contar com um seguro”, destaca Marcio.

Na visão da Zurich, o cenário segue favorável ao crescimento no canal corretor. O foco será intensificar o relacionamento com parceiros estratégicos, estimular a diversificação do portfólio e ampliar a capilaridade regional. “Nossa ambição permanece clara: ser a melhor seguradora para o corretor operar no Brasil. Com uma estrutura pensada para o dia a dia do corretor varejo, queremos ser uma seguradora que o corretor confia, recomenda e prioriza”, finaliza Marcio.

Porto participa da 11ª Jornada do Patrimônio com ação no bairro Campos Elíseos

por Porto

A Porto participou da 11ª edição da Jornada do Patrimônio, realizada nos dias 16 e 17 de agosto, que este ano teve como tema “Tempo em sentidos”. O projeto, que busca valorizar e aproximar a população da história e da memória de São Paulo por meio de atividades gratuitas, contou com a participação da companhia nesta edição, reunindo cerca de 150 pessoas nos dois Casarões Porto, no bairro Campos Elíseos.
 

Durante o fim de semana, os visitantes puderam conhecer a história do espaço em tours guiados, participar de um sarau musical, assistir à uma apresentação cênica, além de uma oficina de café que remeteu aos tempos dos Barões do Café. As inscrições se esgotaram rapidamente, reforçando o interesse das pessoas em se conectar com a cultura e a memória coletiva da região.
 

Além dos Casarões, a Porto também mantém, no centro de São Paulo, o Teatro Porto. Moradores do entorno do espaço têm 50% de desconto em até dois ingressos e clientes do Porto Bank, mais um acompanhante, contam com 50% de desconto, enquanto clientes Porto, também com direito a acompanhante, têm 30% de desconto.
 

Construído em 1895 e restaurado pela empresa em 1993, o Casarão é símbolo da revitalização do bairro e da preservação do patrimônio cultural paulistano. Para conhecer mais sobre sua história, acesse: Link

Envelhecimento da população impacta setor de Seguros

por Wiz Co

O envelhecimento da população brasileira está avançando significativamente e isso tem impactado a economia do País. De acordo com estimativas do IBGE, até 2060, 25% da população terá 60 anos ou mais, o que pode causar um déficit maior na Previdência Social, redução da força de trabalho, entre outros fatores.

O mercado de Seguros é um dos setores que enxergam de perto os efeitos desse fenômeno. A Wiz Co (B3: WIZC3) – corretora completa de seguros especializada em bancassurance e distribuidora de consórcios e crédito -, por exemplo, notou um crescimento de cerca 10% ao ano no consumo de produtos voltados para o público 50+, durante o período pós pandemia. Além disso, dentro do ecossistema da Wiz Co foram lançadas soluções que melhor atendem essa população.

“Temos presenciado um cenário que demonstra maior atenção e cuidado com esse público, pois percebemos que – até então – os instrumentos e coberturas de saúde que tínhamos, no setor como um todo, não eram tão eficazes para essa população. Contudo, considero que essa experiência trouxe maturidade para todos, incluindo as indústrias de seguridade, que agora buscam facilitar a vida de seus segurados”, comenta Marcus Vinícius de Oliveira, CEO do grupo Wiz Co.

Segundo ele, de todos os negócios da Wiz Co cerca de 75% são provenientes de seguros de vida e correlatos.

Impactos da longevidade

De acordo com Marcus, entre os principais impactos da longevidade estão a pressão na previdência x volume de aposentados e a permanência de 50+ no mercado ativo de trabalho. “As empresas terão que se adaptar à mescla intergeracional, que pode gerar aumento dos custos com saúde”, explica. “Além disso, com a força de trabalho mais sênior serão necessárias políticas de combate ao etarismo”, completa o executivo.

Por outro lado, o especialista destaca muitas oportunidades, tais como: maior oferta de emprego ligados à saúde e qualidade de vida, produtos decorrentes da transformação de perfil de consumo, investimentos em saúde mental, novos produtos prensados em cultura, lazer e cursos de aperfeiçoamento, atenção diferenciada à segurança, mobilidade e infraestrutura. “Especificamente em seguridade, enxergo os produtos de vida, saúde e previdência, os que precisarão ser alvo e maior cuidado e criatividade com coberturas que contenham fidelização em vida para maior percepção de valor desse novo grupo segurado”.

Ele ainda avalia que “toda indústria de seguros e assistência deverá ter um  olhar especial ao uso de dados e IA, por exemplo, contando com o esforço regulatório e de flexibilidade de produtos”, finaliza.

Novas modalidades de seguros de vida

No ano passado a Wiz Co, por meio da sua unidade de seguros BRB  Seguros, lançou o seguro de vida Crédito Protegido Sênior. Segundo a companhia, o Crédito Protegido Sênior é um seguro de vida inovador e diferenciado no mercado, especialmente desenvolvido para o público acima de 70 anos. A contratação é possível para pessoas com até 81 anos e a vigência do seguro se estende até os 86 anos.

“Nosso seguro oferece cobertura a um grupo de pessoas que não possuíam acesso a esse tipo de proteção, ao mesmo tempo em que gera novas oportunidades de negócio no setor corporativo e na área de seguros de vida”, explica Marcus.

Além disso, o executivo comenta que há diversas movimentações das seguradoras em prol de modernizar e deixar mais atrativo os seguros de vida. “Muitas companhias estão incluindo outros benefícios dentro da apólice de seguros de vida, como a telemedicina, por exemplo, para conquistar o público”, finaliza.

Zurich e Ouze renovam parceria

A Ouze, administradora de cartões e serviços financeiros distribuídos nas lojas Studio Z Calçados (STZ), acaba de renovar a parceira com a Zurich para a comercialização de seguros nas lojas físicas e canais digitais do grupo por mais cinco anos. 

Parceiros desde 2019 (quando a financeira ainda se chamava Calcard), as empresas estão renovando o acordo para a distribuição dos produtos bolsa protegida (indenização em caso de roubo e furto de bolsas e mochilas, incluindo itens como celular), seguro prestamista (que garante o pagamento de dívidas em caso de infortúnio pessoal, neste caso para faturas e empréstimos) e seguro de acidentes pessoais com assistência residencial (proteção financeira em caso de acidentes).  

Fundado em 1975 em Várzea Grande (MT), o grupo ao qual pertence a Ouze conta atualmente com mais de 100 lojas em 16 estados, com forte presença nas regiões Centro-Oeste e Sul. Com mais de 4 milhões de clientes, a empresa é um parceiro estratégico para a atuação regional da Zurich, especialmente com foco na ampliação da proteção do seguro para as camadas mais jovens da sociedade, além de fortalecer a presença da seguradora em um segmento estratégico, que é o da moda. 

“O novo contrato, conta com a reformulação do portfólio de produtos, que agora contam com mais proteções para o cliente Ouze, além da inclusão do seguro de Empréstimo Pessoal”, explica Ricardo Vianna, diretor comercial de Parcerias da Zurich Seguros. “A Ouze atende a um público diverso, mas a prevalência de jovens entre os clientes traz a oportunidade de focar em pessoas que buscam uma experiência digital completa, com preço justo e variedade de produtos, além da facilidade e agilidade nos serviços contratados”, complementa o executivo. 

Segundo Eduardo Guirado, diretor de Serviços Financeiros da Ouze, “a Studio Z acredita que moda é também sobre viver com mais liberdade, segurança e estilo. Por isso, seguimos confiando na parceria entre Ouze e Zurich, que reforça nosso compromisso com soluções que protegem nossos clientes e suas jornadas, dentro e fora das nossas lojas. São mais cinco anos de inovação, cuidado e proximidade com quem está sempre em movimento.” 

Geração Z enxerga na previdência privada um caminho para seu futuro financeiro

Formada por jovens nascidos entre 1995 e 2010, a chamada Geração Z chega ao mercado de trabalho com novos valores, priorizando autonomia, bem-estar e segurança, e buscando mais do que bons salários: quer equilíbrio, propósito e liberdade para traçar a própria jornada. E sinaliza que, apesar da pouca idade, não tem o planejamento financeiro como uma preocupação distante. 

De acordo com a edição 2025 da pesquisa global Gen Z and Millennial Survey, elaborada pela Deloitte com mais de 23 mil participantes, 48% dos jovens dessa geração não se sentem financeiramente seguros e, na mesma proporção, apontam a preocupação com o futuro financeiro a longo prazo como um dos cinco fatores causadores de ansiedade e estresse. Essa insegurança também afeta o bem-estar: entre os que não se sentem financeiramente seguros, apenas 28% se dizem felizes com a vida, o que demonstra o peso que o planejamento financeiro tem na saúde emocional desses jovens. Além disso, quatro em cada dez entrevistados revelaram ter medo de não conseguirem se aposentar com tranquilidade.  

“As projeções demográficas do IBGE indicam que, em 2050, cerca de 23% da população brasileira terá mais de 60 anos, praticamente o dobro dos atuais 12,9%. Essa transformação na pirâmide etária exercerá forte pressão sobre o sistema previdenciário público, evidenciando a urgência de alternativas complementares de proteção financeira”, alerta Marcelo Rosseti, superintendente sênior de Negócios da Bradesco Vida e Previdência.  

Rosseti avalia que esse perfil da nova geração, voltado à busca por protagonismo, liberdade e poder de decisão sobre o próprio futuro, está em sintonia com os principais atributos da previdência privada. “Por ser um produto de longo prazo, com características que a diferenciam dos demais investimentos, como o benefício fiscal, a previdência privada surge como alternativa natural para complementar a renda provida pelo INSS. E, dada a sua flexibilidade, estende seus benefícios para além da aposentadoria, podendo ser programada, por exemplo, para custear uma especialização no exterior, um período sabático, uma transição de carreira, a abertura de um negócio ou mesmo a aquisição de um imóvel”, destaca. 

Outro estudo, a 8ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, elaborada pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), revela que 10% da Geração Z investe com foco na aposentadoria, o que pode ser considerado um sinal de maturidade financeira, dado que, em uma faixa etária mais próxima dessa fase da vida, como a Geração X (44 a 63 anos em 2024), a intenção é de 12%. 

Atualmente, segundo a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), apenas 7% da população adulta brasileira possui um plano de previdência privada. “É um número que mostra o quanto ainda podemos avançar em educação financeira e acessibilidade. Diferentemente do que muitos pensam, esse produto não exige investimentos elevados, nem está restrito à parcela de maior renda da população. A Bradesco Vida e Previdência, por exemplo, oferece planos com aplicação inicial a partir de R$ 50, o que possibilita que mais pessoas possam dar o primeiro passo para a construção de uma reserva financeira”, complementa Rosseti. 

CNseg: seguros e agronegócio entre os setores mais ameaçados pela crise climática 

por CNseg

As mudanças climáticas já não são apenas uma preocupação científica ou ambiental: seus efeitos estão remodelando setores inteiros da economia. Quem fez o alerta foi o físico e professor da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Artaxo, em apresentação no 3º Workshop de Seguros para Jornalistas, promovido pela CNseg no dia 22 de agosto.
 

Segundo ele, diferentes áreas serão afetadas de forma desigual, mas algumas estão sob risco mais imediato. “O setor de seguros é um dos mais vulneráveis às mudanças climáticas”, afirmou, lembrando que desastres naturais de grande porte, como as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em 2024, abalam a confiança da sociedade e pressionam as empresas a reverem modelos de negócio.
 

O impacto, contudo, vai muito além. Artaxo ressaltou que o planeta já se aqueceu 1,55°C em média, mas como 75% da superfície terrestre é coberta por oceanos, os continentes, onde vivem as populações e se concentram as atividades econômicas, já ultrapassaram 2,2°C de aumento. “Provavelmente, chegaremos a um aumento médio de temperatura da ordem de 3°C ao longo deste século. No Brasil, isso significa até 4°C a mais, em algumas regiões”, alertou.
 

Eventos extremos cada vez mais frequentes

Um dos pontos centrais da fala foi o avanço dos eventos climáticos extremos. O IPCC estima que um fenômeno que no passado ocorria uma vez a cada 50 anos poderá se tornar 39 vezes mais frequente e cinco vezes mais intenso se o planeta aquecer 4°C. Esse cenário já encontra reflexo no presente: 2024 foi o ano mais quente já registrado no Brasil, com aumento expressivo de ondas de calor, secas prolongadas e chuvas intensas
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Na cidade de São Paulo, por exemplo, o número de dias com chuva superior a 80 mm, que é um volume suficiente para causar enchentes, se multiplicou por quatro desde 1935. Já no Cerrado, 76% dos municípios perderam recursos hídricos nos últimos 30 anos, segundo dados do MapBiomas citados por Artaxo.
 

Pressão sobre saúde e alimentos

O professor destacou ainda que as mudanças climáticas são hoje uma das maiores ameaças à saúde humana, segundo a Organização Meteorológica Mundial. Na Europa, uma onda de calor em 2003 provocou 70 mil mortes; em 2022, o número chegou a 60 mil. No Brasil, estudo da UFRJ, baseado em dados do SUS, calculou cerca de 48 mil mortes adicionais associadas ao calor em regiões metropolitanas. “Muitas vezes, as populações mais pobres e vulneráveis são as mais atingidas, com índices de mortalidade quatro vezes maiores”, disse.
 

A crise climática ameaça também a produção de alimentos. O Fórum Econômico Mundial já apontou que, em um planeta 3°C mais quente, a produtividade agrícola cairá nas regiões tropicais, incluindo o Brasil, cuja economia é fortemente baseada no agronegócio. A redução das chuvas no Brasil central e no Nordeste, além da elevação do nível do mar, que pode chegar a 1,5 metro até 2100, tendem a pressionar ainda mais a segurança alimentar. Para o especialista, essa situação levanta uma questão crucial: “Um Brasil baseado no agronegócio pode não ser um país tão viável já nas próximas décadas”.
 

Limites do “net-zero” e a saída possível

Artaxo foi categórico ao afirmar que os compromissos de neutralidade de carbono até 2040, 2050 ou 2060 não são realistas no atual ritmo de emissões. Ele lembrou que a produção de alimentos sozinha responde por 25% dos gases de efeito estufa, e que a perda de biodiversidade e os impactos socioeconômicos tornarão ainda mais difícil atingir o “net-zero”.
 

Diante do cenário, deixou uma reflexão: “A gente vai sair dessa? E a resposta é sim. Nós vamos sair dessa. Mas será preciso construir uma sociedade baseada nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, disse. Para ele, a mudança climática deve ser vista como parte de uma transição da humanidade para um mundo mais sustentável.
 

A COP30 como oportunidade

Ao concluir sua apresentação, Artaxo lembrou a importância da próxima Conferência do Clima, a COP30, em Belém, que deve ser “a COP da virada”. Segundo ele, será necessário reduzir emissões tanto de combustíveis fósseis quanto do desmatamento, estruturar mecanismos de financiamento climático para países em desenvolvimento, investir em adaptação e reforçar o multilateralismo.
 

“O modelo socioeconômico que nos trouxe até aqui não é sustentável sequer a curto prazo. É urgente mudar a trajetória”, disse. E reforçou: “A mensagem principal é que o setor de seguros é um dos mais vulneráveis para as mudanças climáticas.”

Seguradoras ampliam lucro em 16% no 1º semestre de 2025, para R$ 16,5 bilhões

por Denise Bueno

O setor de seguros manteve trajetória de crescimento no primeiro semestre de 2025, registrando lucro líquido consolidado de R$ 16,5 bilhões, alta de 16% em relação ao mesmo período de 2024, quando o resultado havia sido de R$ 14,2 bilhões, segundo levantamento da Siscorp com base em dados da Susep, que excluem saúde. A expansão reflete, sobretudo, ganhos de escala dos grandes conglomerados financeiros, melhora dos índices técnicos e um ambiente de menor volatilidade em algumas carteiras de risco.

Na liderança do ranking, houve troca de posições entre os dois maiores grupos do mercado. O Banco do Brasil assumiu a dianteira com R$ 3,2 bilhões de lucro até junho, avanço de 26% sobre 2024. O Bradesco, que havia liderado no ano anterior, caiu para a segunda posição, com R$ 2,4 bilhões, queda de 12%. Embora a metodologia da Siscorp considere apenas as operações supervisionadas pela Susep, é importante destacar que, no consolidado geral do setor, incluindo a área de saúde, fiscalizada pela ANS, o grupo Bradesco Seguros mantém a liderança. A companhia registrou um lucro líquido de R$ 4,737 bilhões no primeiro semestre de 2025, alta de 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo balanço divulgado em 30 de julho.

A Caixa Econômica Federal manteve a terceira colocação, com R$ 2,05 bilhões (+23%), seguida por Itaú Unibanco (R$ 1,26 bilhão, +18%). Entre os grupos estrangeiros, destaque para a SulAmérica, que subiu do oitavo lugar em 2024 para a quinta posição, com lucro de R$ 852 milhões – crescimento expressivo de 74%.

O ranking também mostrou movimentações importantes. A Porto Seguro e a Tokio Marine mantiveram posições de destaque na disputa pela sexta colocação. A Porto alcançou R$ 832 milhões de lucro no semestre, enquanto a Tokio registrou R$ 792 milhões. Como o avanço de SulAmérica, Porto, Tokio, a Prudential, que havia ocupado a quinta posição em 2024, com R$ 792 milhões, caiu para a oitava em 2025, com lucro de R$ 757 milhões, retração de 4%.

Outro destaque foi o desempenho do Zurich, que praticamente dobrou seu lucro, saindo de R$ 347 milhões em 2024 para R$ 520 milhões em 2025, subindo uma posição no ranking. Já a Seguros Unimed apresentou avanço expressivo, passando do 14º para o 12º lugar, com R$ 385 milhões (+96%), e a Icatu também melhorou sua colocação, alcançando o 13º posto com R$ 340 milhões (+3%).

Na parte inferior da lista, algumas companhias ainda enfrentam desafios. A Starr Seguros, que havia registrado prejuízo em 2024 (-R$ 3,1 milhões), reverteu o resultado e apresentou lucro de R$ 20 milhões em 2025. Já a AXA, que havia lucrado R$ 10 milhões no ano anterior, voltou ao vermelho, com prejuízo de R$ 8,5 milhões.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) médio das 50 maiores seguradoras passou de 25% em 2024 para 28% em 2025, evidenciando melhora na rentabilidade. Destaque para Banco do Brasil, com ROE de 88%, e para a XP Vida e Previdência, que, embora ainda em posição intermediária, mostrou um dos maiores avanços percentuais, com ROE de 41%.

Analistas apontam que a tendência para o segundo semestre é de continuidade do movimento de expansão, mas em ritmo mais moderado, diante das incertezas macroeconômicas, da concorrência crescente em produtos de vida e previdência e dos impactos regulatórios do novo marco legal dos seguros, que entra em vigor em dezembro. Também influencia no crescimento de arrecadação a tributação do IOF sobre o VGBL.

Segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), a captação líquida – resultado dos aportes menos os resgates – foi negativa em R$ 3,1 bilhões. O resultado é 170,8% abaixo do registrado em junho de 2024, ou seja, R$ 7,5 bilhões a menos. Os prêmios e contribuições totalizaram R$ 8,2 bilhões, queda de 44,9% frente ao mesmo mês de 2024, ao passo que os resgates subiram 7,6%, com R$ 11,4 bilhões.

O presidente da Fenaprevi, Edson Franco, afirma que a cobrança de IOF no VGBL interrompeu o fluxo de novas contribuições, em razão da instabilidade regulatória e da insegurança gerada por decretos sucessivos e suas repercussões no Legislativo e no Judiciário, o que trouxe grandes desafios operacionais para as empresas do setor.

“A Fenaprevi segue convicta de que o IOF no VGBL deveria ser revogado e o produto incentivado por ser o instrumento de proteção previdenciária mais inclusivo do mercado ao atender a todas as modalidades de emprego, principalmente considerando o contexto demográfico, de envelhecimento da população, as novas relações do mercado de trabalho e os desafios do sistema de previdência pública”, pontua Franco.  Vale lembrar que o setor administra R$ 1,7 trilhão em ativos, fruto do esforço contínuo das mais de 11 milhões de pessoas que buscam a proteção de longo prazo.

A CNseg, confederação das seguradoras, ainda não divulgou uma nova projeção do crescimento do setor para 2025. Antes da tributação do VGBL, que é a maior carteira de arrecadação do setor (sem considerar saúde), a expectativa era de avanço de 10% para o ano, impulsionado por um cenário económico com inflação sob controlo e avanços no varejo e na indústria. Entre as prioridades da CNseg estão a preparação para o novo Marco Legal dos Seguros, o acompanhamento da regulamentação da reforma tributária e iniciativas para a agenda climática, como o Seguro Social de Catástrofe e a participação na COP30 em Belém. 

De qualquer forma, o resultado geral do setor mostra a solidez e a capacidade de adaptação das seguradoras brasileiras a pressão regulatória e macroeconômica do país, mas também revela concentração crescente nos grandes grupos financeiros, que detêm as maiores fatias de lucro do setor, segundo análise do relatório da Siscorp. “Se comparado com o volume de vendas, a curva do lucro está em outra direção, sinalizando melhoria nos processos e aumento de preço para garantir a margem”, comenta Dawson Henriques, sócio diretor da Siscorp.

O levantamento também evidencia uma diferença estrutural entre bancos e seguradoras independentes. Enquanto os conglomerados financeiros — caso de Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Caixa — concentram os maiores volumes absolutos de lucro e apresentam retornos robustos, sustentados pela diversificação em previdência e canais bancários de distribuição, grupos independentes como SulAmérica, Porto Seguro, Tokio Marine e Prudential vêm ganhando terreno pela eficiência operacional e capacidade de adaptação a novos nichos. Essa dinâmica reforça a concentração do mercado, mas também revela espaço para estratégias diferenciadas de crescimento fora do eixo bancário.

HDI Global nomeia novo Head de Marine Global Risk

A HDI Global anunciou a nomeação de Nikita Tikhonov como novo Head de Marine Global Risk, a partir de 1º de setembro. Ele ficará baseado na matriz de Hannover e se reportará a Carsten Schulte, Head de Marine Underwriting.

Tikhonov iniciou sua carreira como subscritor de Marine e Property na Rússia e ingressou na HDI Global em 2018, com passagem pela área de Marine Cargo e de Acidentes & Saúde. Atualmente, atua como underwriter de Global Risk, apoiando filiais da companhia em todo o mundo no desenvolvimento do portfólio automotivo.

Ele sucede Felix Cassau, que deixará a HDI para novos desafios na Hannover Re. “Estou muito grato e entusiasmado com esta oportunidade, acredito que será uma jornada fascinante”, disse Tikhonov.

Segundo Schulte, “Nikita traz forte expertise, energia e uma nova perspectiva. Estou confiante de que, sob sua liderança, continuaremos a ser o parceiro preferencial de clientes e corretores em Marine Global Risk”.