Lucro da seguradora Tokio Marine avança 14% no semestre, para R$ 792 milhões

por Denise Bueno

A Tokio Marine Seguradora registrou lucro líquido de R$ 792 milhões no primeiro semestre de 2025, 14% acima dos R$ 695 milhões do mesmo período de 2024, e alcançou um faturamento de R$ 7 bilhões, crescimento de 9% em relação ao mesmo período do ano passado. As indenizações pagas no período somaram R$ 3,8 bilhões. “Mesmo em um cenário competitivo e desafiador, conseguimos avançar com consistência em nossas frentes estratégicas e temos a ambição de encerrar 2025 com lucro líquido na casa dos dois dígitos como temos registrado nos últimos anos”, comentou afirmou Daniel Dibe, diretor executivo de Finanças e Administração da Tokio Marine, em entrevista exclusiva. Em 2024 completo, a companhia lucrou R$ 1,4 bilhão.

Com um índice combinado de 89,8%, a companhia manteve uma performance operacional sólida, sustentada por ganhos de eficiência e uma gestão técnica rigorosa de seus riscos. “Nosso resultado reflete o amadurecimento do modelo de negócio, apoiado em inovação, diversidade de portfólio e excelência no atendimento aos parceiros e clientes. O índice combinado mostra que crescemos com sustentabilidade, graças também a não ocorrência de eventos catastróficos, como foi o do Rio Grande de Sul em 2024. Ter um índice de sinistralidade menor contribui para ter uma rentabilidade melhor. O índice de sinistralidade no primeiro semestre de 50,7%, foi uma melhora significativa diante dos 54,9% registrado no fechamento do ano de 2024”, explica.

A Tokio Marine manteve sua posição como terceira maior seguradora do país no segmento de automóveis, com crescimento de 7,9% nos prêmios emitidos, mesmo em um semestre marcado por forte concorrência. A Tokio é superada apenas pela Porto Seguro e HDI, que conquistou a posição com a aquisição da Liberty, consolidada em 2024. “Percebemos nossos competidores crescendo, mas mantemos nosso market share”, acrescentou.

Produtos de nicho também ganharam tração. O seguro para condomínios teve crescimento expressivo de 57,5%, enquanto o Fiança Locatícia cresceu 36,1%, impulsionado por melhorias tecnológicas, como a implementação de biometria facial no processo de contratação. Já o seguro residencial avançou 12,5%. “O desempenho da carteira de massificados comprova a assertividade da nossa estratégia de diversificação, com produtos bem estruturados e foco na experiência do cliente. Buscamos entregar inovação com segurança e simplicidade”, avaliou Dibe.

Na carteira de seguros de pessoas, o crescimento foi de 14,8% no segmento individual, com destaque para os produtos Viagem (+41,6%), Vida Individual (+14%) e Funeral+ (+22,6%). No segmento coletivo, o crescimento foi de 8,5%. Entre as inovações, o Simulador Capital Sob Medida passou a apoiar corretores e clientes na definição do valor ideal de capital segurado, respeitando a privacidade dos dados informados. “Trata-se de uma solução que fortalece o papel consultivo do corretor e permite uma proteção mais adequada à realidade de cada cliente”, disse Dibe.

No segmento de seguros corporativos, a Tokio Marine consolidou-se como a segunda maior do mercado, com forte avanço em nichos como Transporte Nacional (+117,7%), Riscos de Engenharia (+50%) e Garantia para o setor público (+31%). Uma das inovações do semestre foi o lançamento do seguro M&A (fusões e aquisições), em parceria com a HCC, também do Grupo Tokio Marine. A cobertura atende riscos associados a declarações e garantias contratuais durante processos de compra e venda de empresas. “A complexidade do ambiente de negócios demanda soluções técnicas e personalizadas. Nosso objetivo é ser um parceiro estratégico das empresas brasileiras, apoiando-as na mitigação de riscos e na geração de valor”, afirmou Dibe.

Desafios para o segundo semestre

A companhia, que completa 66 anos de presença no Brasil, segue comprometida com a expansão de sua atuação no país. Até 2026, o plano estratégico “Tokio Transforma” seguirá guiando os investimentos em crescimento sustentável, inovação, produtividade e práticas ESG. “Nosso foco é continuar entregando valor ao mercado brasileiro com soluções completas, sustentáveis e cada vez mais conectadas com as necessidades da sociedade”, destacou o executivo.

Para o segundo semestre, Dibe antecipa um ambiente ainda mais competitivo, o que exigirá disciplina nas despesas e atenção à eficiência operacional. “Temos uma Despesa Administrativa em torno de 8%, o que consideramos um patamar saudável e com margem de manobra. A expectativa é que a concorrência aumente, mas estamos preparados para manter nossa competitividade com equilíbrio técnico e gestão eficiente”, afirmou.

O executivo também observa com cautela o impacto do chamado “tarifaço” sobre o setor, especialmente nos ramos de transporte internacional. “Esse segmento é muito sensível aos preços das commodities. Caso não haja novas alterações tributárias, ainda haverá um período de ajuste, e isso poderá impactar temporariamente o desempenho até que novos mercados sejam explorados. Por enquanto, é preciso observar os reais efeitos dessas medidas”, analisou.

Outro ponto de atenção é o IOF sobre a compra de resseguros internacionais, que passou de 3,39% para 3,5% no primeiro semestre. Segundo Dibe, esse aumento tem impacto mais relevante para produtos de acumulação, como o VGBL, tornando a operação mais cara, mas o grupo não atua nestes produtos. “Nos resseguros, o efeito é mais limitado. As compras locais permanecem, e seguimos atentos ao cenário regulatório”, explicou.

A Tokio também já se prepara para a entrada em vigor do novo marco legal dos seguros, que começa a valer em dezembro de 2025. “Nos produtos massificados, já ajustamos praticamente toda a nossa operação. O desafio agora está em grandes riscos, onde há necessidade de readequar cláusulas contratuais e processos, especialmente no relacionamento com reguladoras de sinistros e resseguradoras. Estamos trabalhando para estar 100% aderentes até dezembro”, afirmou Dibe.

O planejamento da seguradora já inclui também as exigências da reforma tributária, que terá seu impacto pleno a partir de 2027, mas exigirá adaptações já a partir de 2026 — ano considerado de testes para a nova realidade fiscal. “É um desafio para todo o setor. A mudança exige reestruturação de sistemas, ajustes nas relações com fornecedores e parceiros de negócios. Estamos acompanhando de perto a regulamentação e aguardando as instruções da Receita Federal para garantir que todas as adequações ocorram com segurança e dentro dos prazos. A preparação para 2026 é estratégica para que estejamos prontos para a virada de chave em 2027”, afirmou o executivo.

Inovação está entre os destaques do primeiro semestre

Com uma estratégia pautada pela transformação digital, a seguradora vem incorporando tecnologias como inteligência artificial, machine learning e automação em processos críticos. Em janeiro, lançou um novo modelo de IA para orçamentação de sinistros de automóveis em minutos. Em maio, passou a usar IA generativa para leitura de documentos internos, em parceria com a AWS.

Também investiu na implementação da tecnologia Genesys em sua central de relacionamento, otimizando atendimento por meio de reconhecimento de histórico de contatos e análise de sentimentos por “speech analytics”. “Nossa diretriz é ‘AI First’. Acreditamos que a tecnologia é um dos grandes vetores de eficiência, escalabilidade e humanização do atendimento”, comentou o executivo.

Reforçando seu compromisso com a agenda ESG, a Tokio Marine será uma das seguradoras participantes da “Casa do Seguro” na COP-30, que acontece em novembro, em Belém (PA). Também publicou, em junho, seu relatório de sustentabilidade referente a 2024, seguindo padrões do GRI. Entre as ações sociais do semestre estão doações às vítimas das enchentes em Ipatinga (MG), patrocínio a projetos culturais e esportivos e apoio à construção do Ginásio do Paradesporto em São Luís (MA).

Com mais de 2,4 mil colaboradores, a Tokio Marine foi premiada pelo GPTW nas categorias Mulher e 50+, reconhecida como uma das melhores empresas para se trabalhar. Também prorrogou as licenças maternidade e paternidade e oferece trabalho remoto opcional no período de adaptação.

Em reputação corporativa, ficou em segundo lugar no ranking da consultoria internacional Caliber, destacando-se em atributos como confiança, integridade e responsabilidade. “O reconhecimento é fruto da consistência dos nossos valores e da atuação ética, próxima e transparente com todos os nossos públicos de interesse”, concluiu Daniel Dibe.

Latin Re viabiliza apólice de seguro garantia para concessão florestal voltada à exploração de créditos de carbono

Por Latin Re

A Latin Re, primeira corretora independente e 100% brasileira a se tornar Lloyd’s broker, viabilizou a emissão da primeira apólice de seguro garantia para uma concessão florestal pública no país com foco na recuperação ecológica e geração de créditos de carbono. O projeto, localizado na Unidade de Recuperação de Triunfo do Xingu, no Pará, prevê a restauração de 10 mil acres da floresta amazônica e tem potencial para remover 761 mil tCO₂e nos primeiros dez anos, com dupla certificação internacional (VCS e CCB).

A operação envolve um contrato de R$ 141.138.172,24, com prazo de 40 anos. A emissão foi estruturada pela Systemica e contou com a expertise da Latin Re em criar soluções sob medida para projetos complexos, reforçando a conexão entre inovação e segurança, impacto ambiental positivo e solidez técnica.

Além de contribuir para as metas climáticas brasileiras no âmbito do Acordo de Paris, o projeto gera benefícios locais como criação de empregos qualificados, inclusão de mulheres e jovens, fortalecimento da bioeconomia regional, apoio à pesquisa, investimentos em infraestrutura e avanços na regularização fundiária.

“Esses resultados mostram como é possível unir restauração ecológica e desenvolvimento local em um mesmo projeto. Ao gerar benefícios duradouros para comunidades e biodiversidade, a Unidade de Recuperação de Triunfo do Xingu amplia os ganhos da mitigação de emissões e posiciona o Brasil como referência em soluções baseadas na natureza. Inserir áreas públicas no mercado de carbono abre uma frente replicável e com grande potencial de atrair capital internacional em um setor que pode movimentar até US$ 12 bilhões até 2030”, afirma Munir Soares, CEO da Systemica, em nota.

Segundo Felipe Aragão, CCO da Latin Re, seguro e sustentabilidade deveriam caminhar lado a lado. Ambos existem para garantir continuidade, resiliência e responsabilidade de longo prazo. “Assim como a sustentabilidade busca preservar recursos para o futuro, o seguro atua como instrumento de proteção e confiança para que projetos — especialmente os mais transformadores — saiam do papel e prosperem. A emissão do seguro garantia da Systemica representa exatamente isso: uma ponte entre inovação e segurança, entre impacto ambiental positivo e solidez técnica. Enquanto muitos ainda tratam o mercado de carbono com receio, a Systemica avança com competência, metodologia e parceiros sérios. É a prova de que é possível, sim, abraçar o futuro com responsabilidade e visão”, comentou em nota.

MAG Seguros lança assistência funeral sustentável  

Com o objetivo de transformar o luto em um legado de transformação e sustentabilidade, a MAG Seguros, seguradora referência em soluções de proteção e previdência com 190 anos de atuação no Brasil, anuncia o lançamento do SAF BioParque, em parceria com o BioParque, um dos principais eco cemitérios do país. A iniciativa, traz um novo olhar para o momento do adeus, que transforma o luto em uma nova vida: o plantio de uma árvore usando as cinzas da cremação. 

O SAF BioParque une as características de um Seguro de Assistência Funeral (SAF) tradicional, agregando uma proposta inovadora e ecológica. É possível escolher uma das espécies arbóreas disponíveis, que serão plantadas em local dedicado no parque. O serviço conta ainda com a realização de cerimônias para o plantio, acompanhamento especializado feito por biólogos e engenheiros agrônomos, além de uma plataforma on-line onde é possível acompanhar o crescimento da muda e construir um livro de memórias. 

“Na MAG acreditamos que cuidar da memória é também cuidar do futuro. O SAF BioParque representa nosso compromisso em oferecer aos clientes uma forma de homenagem que une afeto, sustentabilidade e respeito. Transformar o luto em legado é uma maneira de ressignificar a despedida com sensibilidade e propósito”, reforça Helder Molina, CEO e Chairman do Grupo MAG. 

O produto conta com atuação inicial de corretores selecionados em Minas Gerais, local onde o BioParque está sediado, e já possui previsão de expansão para outros estados. A seguradora, já presente no estado, registrou no último ano mais de 57 mil vidas seguradas e o pagamento de R$61,6 milhões de benefícios pagos no estado. 

Morre Manoel Peres, ex-presidente da Bradesco Saúde

manoel peres bradesco saude

É com grande pesar que o Grupo Bradesco Saúde comunica o falecimento de Manoel Antonio Peres, que exerceu a função de diretor-presidente da Bradesco Saúde entre 2018 e 2024 e, atualmente, ocupava a posição de membro do Conselho de Administração da Companhia.

Ao longo de sua carreira, Manoel Peres – cuja exemplar trajetória pessoal e profissional ficará como referência e legado para todos – contribuiu para o desenvolvimento do ecossistema de saúde suplementar do país. Formado em Medicina e pós-graduado em Administração Hospitalar, o executivo foi um dos líderes mais influentes no setor, tendo atuado, também, como Presidente da FenaSaúde no período de fevereiro de 2022 a fevereiro de 2025. O Grupo se solidariza com seus familiares e amigos.

O velório será realizado, a partir das 23h de hoje, na Casa de Velório Funeral Home, localizada na Rua São Carlos do Pinhal, 376, Bela Vista, São Paulo, CEP.: 01.333-000, e o sepultamento ocorrerá, amanhã, às 10h, no Cemitério do Araçá, situado à Avenida Dr. Arnaldo, 666, Cerqueira Cesar, São Paulo, CEP.: 01.255-000.

Azos anuncia dois executivos para próxima fase de expansão do seguro de vida no Brasil

A Azos, insurtech especializada em soluções para seguro de vida, anuncia a chegada de dois executivos para reforçar sua estratégia de crescimento e inovação: João Levandowski, como diretor comercial, e Heloisa Falcão, como diretora de Produtos. A movimentação acontece em meio a uma fase de expansão acelerada do setor, marcada pelo envelhecimento populacional e pela maior demanda por soluções acessíveis, digitais e conectadas à realidade dos corretores.

Heloisa Falcão tem mais de 17 anos de trajetória no setor, com passagens pela Prudential e MetLife, onde liderou o desenvolvimento e precificação de produtos inovadores. Segundo a executiva, o foco será ampliar a colaboração entre as áreas de Produtos e Comercial. “Vejo a Azos como protagonista de uma nova fase do setor, em que tecnologia e cocriação com os parceiros definem o ritmo de evolução. Nosso objetivo é estruturar soluções que não apenas acompanhem tendências, mas que se antecipem às necessidades de clientes e corretores, criando valor real em um mercado cada vez mais competitivo”, comenta em nota.

Já João Levandowski, com 24 anos de experiência no mercado, atuou como Gerente Comercial Nacional da Sancor Seguros e passou 17 anos na MetLife, além de experiências na Porto Seguro e Bradesco Seguros. Para ele, a área comercial será a peça-chave na consolidação da estratégia de crescimento da companhia. “Vivemos um momento de transformação no mercado de seguros de vida, em que a combinação de relacionamento próximo com o corretor e ferramentas digitais definirá o sucesso. A Azos já mostrou como a tecnologia pode simplificar a experiência de venda, e nosso desafio agora é expandir essa proposta de forma sustentável e cada vez mais próxima das necessidades do mercado”, afirma.

De acordo com dados da CNseg, o seguro de vida registrou crescimento de 14% em prêmios no primeiro bimestre de 2025, impulsionado justamente pela busca de proteção em um contexto de maior longevidade e desafios financeiros multigeracionais. Com a chegada dos novos executivos, a Azos reforça seu compromisso em acelerar o desenvolvimento de soluções simples, digitais e conectadas à realidade dos corretores e das famílias brasileiras, em um momento em que a longevidade e a pressão financeira multigeracional ampliam a importância do seguro de vida.

“Estamos muito felizes em receber a Heloisa e o João no time. Eles trazem uma bagagem valiosa, que chega em um momento essencial para a nossa próxima fase de crescimento. Mais do que experiência, eles compartilham da nossa visão de simplificar o seguro de vida e aproximar ainda mais a Azos dos corretores e das famílias brasileiras”, conclui Rafael Cló, CEO do Azos.

CNseg: Ary Fontoura integra time de influenciadores de seguros

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No auge dos seus 92 anos, o ator e fenômeno digital Ary Fontoura passa a integrar o time de influenciadores da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) na campanha “Seguro pra Gente”. A partir desta semana e até janeiro de 2026, o ator vai publicar nas redes sociais conteúdos sobre educação e proteção financeira, previdência e vida, sustentabilidade e seguros. A campanha também prevê a participação de Fontoura em evento da entidade e, ainda, a gravação de podcast. 

Ao compartilhar conteúdos com os quase 8 milhões de seguidores – 6,5 milhões no Instagram e 1,4 milhão no Tik Tok -, o astro fará parte da estratégia de democratização do acesso à educação sobre seguros. Ary acredita que pode contribuir para a construção de uma maior cultura de proteção. ‘Faço questão de reforçar em minha página que seguro é para todos. São temas pouco falados e mal explicados, mas quanto mais a gente aborda, mais pessoas entendem a importância do acesso democratizado ao seguro”, reforçou.

Ao lado dele, que atualmente está no ar na novela da TV Globo “Êta Mundo Melhor!”, estão os creators Leo Kazuyo e Marcos Nascimento, que iniciaram a parceria com a CNseg em 2024 e tiveram seus contratos renovados até janeiro de 2026. Juntos, formam um time que alia credibilidade, diversidade e diferentes nichos de público.

Para Carla Simões, superintendente-executiva de Comunicação e Marketing da CNseg, a escolha por Fontoura uniu dois atributos importantes: credibilidade e alcance. “Temos um objetivo claro dentro do Plano de Desenvolvimento do Mercado Segurador, que é levar o setor a 10% do PIB. Para isso, precisamos fomentar o conhecimento sobre seguro nas redes, e Ary Fontoura tem o carisma, a alegria e a confiança do público. Acho que será uma parceria de muito sucesso”, avalia.

O “Seguro pra Gente” tem o objetivo de prestar serviço e informar a sociedade que existe um produto de seguro para cada necessidade e que planejamento financeiro e proteção são fundamentais no dia a dia das pessoas.

Porto Serviço recebe o veículo Zeekr 7X para treinar equipe de assistência

por Porto

A Porto Serviço, unidade de negócios do Grupo Porto especializada em atendimentos emergenciais e de conveniência para a casa e para o carro, recebeu em sua Escola de Serviços, na última semana, o veículo Zeekr 7X, lançamento da marca global premium de veículos eletrificados, Zeekr, para treinar as equipes para o atendimento a elétricos e híbridos. 

O treinamento é uma iniciativa pensada para atender à demanda de veículos elétricos, que está em forte crescimento no Brasil. Só no primeiro semestre de 2025, foram emplacados quase 100 mil elétricos, alta de 89% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). 

“É muito importante capacitar os nossos prestadores de serviços para o atendimento aos veículos elétricos. Esses carros têm especificidades que merecem atenção e cuidado, por isso preparamos esses treinamentos para que não haja surpresa no dia a dia dos socorristas, e para que a gente possa continuar sendo um porto seguro para os clientes na hora do imprevisto”, comenta Marcelo Sebastião, diretor da Porto Serviço. 

“O Zeekr 7X é um modelo inovador, com abertura de portas até 90º, dois motores elétricos de 646CV e bateria de 12V de lítio fosfato. Ele acabou de chegar no Brasil, por isso trouxemos para a Escola para atualizar nossos times”, complementa o executivo. 

A Zeekr é parceira da Porto Serviço desde dezembro de 2024 e conta com o suporte emergencial da Companhia aos veículos durante o período de garantia.

Método Lean torna a operação mais fluída, afirma diretor da MAG Seguros

por MAG

O Grupo MAG, especializado em vida e previdência, com 190 anos de atuação ininterrupta no país, esteve no Lean Summit 2025, o maior evento sobre gestão e transformação Lean do mundo. O encontro aconteceu nos dias 26 e 27 de agosto no Distrito Anhembi, em São Paulo, e reuniu líderes e especialistas para discutir as melhores práticas de gestão.
 

Durante o evento, o Grupo MAG foi representado por Marco Giorgetti, Diretor Executivo de Operações, e Rafael Rosas, Superintendente de Produtos Digitais, que palestraram no painel “Pense Lean, seja ágil e use tecnologia” junto ao Head de Lean Digital & Financial Services do Lean Institute Brasil, Erasto Meneses, e Karolina Torres, Head de Assuntos Regulatórios, Qualidade e Lean da Roche Diagnóstica Brasil. 
 

Entre os tópicos abordados na apresentação, destacaram-se as abordagens sobre como o pensamento enxuto orienta a transformação digital com foco em valor; relação entre agilidade, aprendizado rápido e melhoria contínua; uso estratégico da tecnologia para eliminar desperdícios e acelerar fluxos; e integração entre práticas Lean, metódos ágeis e soluções digitais.
 

Durante a apresentação, o Superintendente de Produtos Digitais do Grupo MAG, Rafael Rosas, falou sobre os benefícios da implementação do Gerenciamento Diário (GD) com equipes remotas. “A implementação do GD passou a trazer uma visão mais preventiva dos problemas, com empoderamento dos times para agir de forma tempestiva, possibilitando gerar mais fluidez na prestação de serviços da MAG e visibilidade interna sobre a saúde da operação”, disse o executivo.

Parceria de resultados

O Grupo MAG e o Lean Institute Brasil mantêm parceria desde 2023, com o objetivo de promover a melhoria contínua em seus processos, garantindo mais eficiência, qualidade e agilidade no atendimento aos clientes da seguradora e parceiros de distribuição. Entre 2023 e 2024, sob orientação de profissionais do Instituto, mais de 100 colaboradores foram formados, envolvendo diversas áreas da companhia, com ênfase nas áreas de TI e Operações.

Entre os principais resultados percebidos, destacam-se as soluções digitais e os serviços de integração via API da seguradora de vida, que se tornaram um grande diferencial competitivo da seguradora junto aos parceiros de distribuição, com ênfase na alta disponibilidade dos serviços e qualidade do nosso atendimento. Com isso, o tempo de emissão de uma apólice, que era de duas horas, passou a ser online, a empresa também passou a garantir o pagamento de 100% da comissão no prazo, além de reduzir o esforço do cliente no envio de documentos no aviso de sinistro e evoluir o processo de cobrança digital, assegurando 100% na gestão e eficiência dos pagamentos por PIX e cartão de crédito.
 

“Se não fosse o Lean, não teríamos atingido os resultados. A metodologia nos permite identificar e eliminar desperdícios, otimizando recursos e agregando valor em todas as etapas de nossa operação. Além disso, essa iniciativa reflete nosso compromisso com a inovação e a excelência operacional”, concluiu o Diretor Executivo de Operações do Grupo MAG, Marco Giorgetti.

MetLife e Mercado Pago se unem para oferecer seguro prestamista em empréstimos pessoais

Breno Metlife

A MetLife, uma das maiores empresas de serviços financeiros do mundo, firmou uma parceria estratégica com o Mercado Pago, banco digital do Grupo Mercado Livre, por meio da sua unidade de negócios digitais na América Latina – MetLife Xcelerator – para oferecer seguro prestamista totalmente digital no Brasil, e integrado à jornada de contratação de crédito pessoal aos clientes do Mercado Pago.

Essa colaboração representa um grande passo na ampliação do acesso à proteção financeira no Brasil, ao incorporar o seguro em um dos momentos mais importantes da vida do cliente: a tomada de crédito pessoal. O novo produto oferece cobertura para situações como falecimento, desemprego involuntário, hospitalização e incapacidade temporária, ajudando as pessoas a protegerem seus compromissos financeiros.

Com 68 milhões de usuários ativos na América Latina, o Mercado Pago é um dos bancos digitais mais relevantes do Brasil e a parceria com a MetLife tem como objetivo gerar impacto real em escala para os brasileiros, especialmente em um contexto em que o crédito cumpre papel relevante no financiamento das famílias e pequenos negócios.

No Brasil, o crédito ampliado às famílias totaliza cerca de R$ 4,5 trilhões – aproximadamente 36% do PIB, segundo o Banco Central (julho/25), um crescimento de 11,9% nos últimos doze meses. Esse volume reflete a importância que o crédito pessoal tem na vida financeira de milhões de brasileiros, reforçando a necessidade de contar com soluções voluntárias de proteção que acompanhem esse acesso.

“A MetLife e o Mercado Pago uniram forças para democratizar o acesso ao seguro no Brasil. Acreditamos que o seguro precisa estar onde o cliente está. Por isso, desenvolver soluções integradas em grandes plataformas é uma prioridade estratégica para nós. Essa parceria nos permite escalar com tecnologia, simplicidade e impacto social”, explica Breno Gomes, Country Manager da MetLife Brasil. De acordo com pesquisa recente da MetLife, cerca de 61% dos brasileiros afirmam acreditar que precisam estar preparados caso algo ruim aconteça, o que reforça a importância de parcerias que levam proteção em vida para mais famílias.

Seguro opcional, transparente e 100% digital

O novo seguro é 100% digital — da contratação à ativação — totalmente incorporado ao aplicativo do Mercado Pago. A jornada do cliente foi desenhada para ser fluida, intuitiva e adaptada ao contexto financeiro de cada usuário, com total transparência em todas as etapas: o cliente terá sempre a opção de contratar ou não o serviço e será informado das condições no momento em que realizar o empréstimo no aplicativo.

“Hoje, considerando as apólices oferecidas no ecossistema do Mercado Livre, somos o banco digital que mais distribui seguros de forma 100% online na América Latina e seguimos expandindo nossa atuação. Temos orgulho de firmar esta parceria com a MetLife Xcelerator para oferecer aos nossos clientes uma nova camada de proteção — simples, acessível e totalmente digital”, afirma Daniel Issa, head de Insurtech do Mercado Pago no Brasil.

A aliança está alinhada aos objetivos estratégicos de ambas as organizações: escalar com inovação, abrir novos canais e fontes de valor digitais, e promover inclusão financeira com tecnologia e foco no cliente no centro de tudo.

Para os usuários, o valor é evidente: a proteção é oferecida exatamente quando mais importa – no momento da solicitação de crédito – sem burocracia ou complexidade. O produto é acessível, fácil de contratar e garante aos usuários mais segurança diante de imprevistos.

“O seguro não precisa ser complexo para ser eficaz,” afirma Javier Cabello, Head da MetLife Xcelerator para a América Latina. “Nos últimos dois anos, já alcançamos mais de 5 milhões de pessoas com soluções digitais da Xcelerator na região, oferecendo proteção de forma simples, voluntária e no momento certo. Estamos alcançando pessoas que talvez nunca tivessem considerado contratar um seguro”, finaliza Javier.

Infraestrutura, clima e seguro: lições do aeroporto de Porto Alegre após as enchentes de 2024

por CNseg

A paralização do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, após as enchentes do ano passado no Rio Grande do Sul, virou um alerta nacional sobre a importância de repensar contratos de concessão e incluir o seguro de forma mais efetiva no planejamento de infraestruturas. O diagnóstico foi feito por Helena Venceslau, diretora de Assuntos Econômicos da Secretaria Executiva do Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR), durante o painel “Desafios legislativo, executivo e regulatórios para enfrentamento das mudanças climáticas”, realizado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) em 22 de agosto, no Rio de Janeiro, dentro do 3º Workshop de Seguros para Jornalistas.

Helena lembrou que a apólice contratada previa cerca de R$ 240 milhões em cobertura, mas o prejuízo ultrapassou R$ 1 bilhão. “A grande pergunta é: quem paga essa diferença? No fim, sobrou para o governo”, afirmou. Para ela, o episódio revelou falhas graves na matriz de risco do contrato de concessão. “Com um investimento preventivo de R$ 100 milhões em obras de adaptação, teríamos evitado um prejuízo bilionário. O seguro precisa estar na mesa das agências reguladoras, como ferramenta estratégica e não apenas uma formalidade contratual”, completou.

O peso da conta climática

O moderador do painel, Alexandre Leal, diretor técnico de Estudos e Relações Regulatórias da CNseg, reforçou a dimensão do problema. No caso das enchentes gaúchas, as perdas econômicas chegaram a R$ 100 bilhões, mas apenas R$ 6 a 7 bilhões estavam segurados. “A conta é alta e recai sobre toda a sociedade, sobretudo sobre os mais vulneráveis”, destacou.

Seguro como política pública

No Congresso, a preocupação também está presente. O deputado federal Fernando Monteiro (Republicanos-PE) defendeu a criação de um seguro catástrofe de abrangência nacional, de contratação simplificada, como já ocorre em países como Chile e Japão. “Precisamos abandonar a cultura de que tudo é responsabilidade do governo. O seguro é uma ferramenta social que pode garantir indenizações rápidas e aliviar o peso fiscal em momentos de crise”, afirmou.

Seguro e desenvolvimento sustentável

O subsecretário de Regulação Financeira do Ministério da Fazenda, Vinicius Ratton Brandi, destacou que não há como pensar em desenvolvimento sustentável sem a participação ativa do setor de seguros. “O seguro dá segurança para famílias protegerem suas casas e empreendedores arriscarem em novos negócios. Já as empresas podem investir em projetos de longo prazo sabendo que terão respaldo caso algo saia do previsto”, explicou.

Ele ressaltou ainda o papel das seguradoras como investidores institucionais, com ativos próximos a R$ 2 trilhões aplicados na economia. “É uma parcela relevante da poupança doméstica, que pode e deve ser direcionada a iniciativas sustentáveis. O seguro não é só um amortecedor de perdas, mas também um motor de transformação para um país mais preparado”, afirmou.

O desafio do gap de cobertura

Participando de forma on-line, Diogo Ornellas Geraldo, da Susep, alertou para o enorme gap de cobertura no Brasil, superior a 90% em casos de desastres climáticos. “No Rio Grande do Sul, apenas uma fração mínima das perdas estava segurada. Precisamos ampliar o acesso ao seguro, especialmente para segmentos mais vulneráveis, como famílias, pequenos negócios e produtores rurais”, disse.

Segundo ele, inovações como o seguro paramétrico podem ajudar a acelerar indenizações, trazendo maior previsibilidade e eficiência em situações de crise.

Convergência de alertas

O painel mostrou um consenso entre Executivo, Legislativo e setor segurador: o Brasil precisa fortalecer a cultura de prevenção e expandir o acesso ao seguro. O caso do aeroporto de Porto Alegre, lembrado por Helena Venceslau, cristalizou o risco de manter contratos frágeis e de subestimar o papel da proteção securitária.

“Investir em prevenção reduz o custo da indenização e facilita o acesso ao seguro. É uma escolha que precisamos fazer como país”, resumiu Alexandre Leal, encerrando o debate.