Respire para manter a mente tranquila e seguir em paz, diz Monja Coen na live da Zurich

Há coisas extraordinárias que podem acontecer e mudar o rumo da nossa vida. Precisamos estar conscientes para fluir neste momento. E praticar a respiração consciente é o caminho para essa transformação, ensina a monja

Sem perder a calma, Edson Franco, CEO da seguradora suíça Zurich (país conhecido pela pontualidade), ficou por 18 minutos tentando conectar a monja Coen na live pelo Instagram, tendo quase 2 mil pessoas conectadas. Foi um teste de paciência, vencido com louvor por todos, pois o número de pessoas conectadas seguiu numa curva crescente, chegando a 4 mil internautas. “Isso nos mostra que estamos flexíveis para entender os desafios de aprender a lidar com a tecnologia e em aceitar que problemas acontecem o tempo todo, mas são superados”, comentou ele, com alegria ao ver a monja ao vivo no Instagram da seguradora.

As lives da Zurich geralmente tem como pauta conteúdos técnicos. Já foram realizadas duas sobre o tema previdência, com gestores de fundos parceiros. Nas próximas semanas, o seguro cibernético é pauta da série de lives. “Nem todas as empresas e indivíduos dispõem de dispostivos para ter segurança cibernética. Neste momento em que todos trabalham remotamente, se conscientizar e se proteger deste risco é prioridade para todos”, comentou Franco enquanto aguardava a conexão com Coen.

A opção de chamar a monja teve como premissa trazer aos internautas, em sua grande maioria corretores, clientes e parceiros, um tema para provocar uma reflexão individual. “Este momento mundial é muito diferente. Seria um desperdício não aproveitarmos essa oportunidade de retiro espiritual quase obrigatório para nos transformamos em seres melhores”, comentou o CEO da seguradora.

Segundo a monja, a base de tudo nesta jornada, de sermos átomos transformadores de uma sociedade evolutiva, começa com a respiração consciente. “Aprender a respirar é uma benção. Quando respiramos conscientemente, todo o corpo todo se alinha”, disse ela, pedindo que todos a acompanhassem na inspiração e expiração para ativar a tensão dos 18 minutos de problemas tecnológicos e num ambiente mais pleno iniciar seus comentários sobre a oportunidade de aprender a praticar a sabedoria e compaixão nesses tempos de pandemia.

“Este é um momento único. E para aproveitarmos, temos de estar presente. E respirar conscientemente é o caminho para percebermos o que acontece em nós e à nossa volta. O vírus nos mostra que somos todos membros de uma única família: a humana. O universo nos da uma oportunidade e tanto de ficar em casa. Antes reclamávamos que não tínhamos tempo para nada. E agora temos esse tempo para nos aprofundarmos em nós mesmos. Estamos todos juntos neste barco”, comentou.

“O maior presente que damos ao mundo é a nossa presença. E a respiração ajuda muito nesta presença. Quando há muito estresse, precisamos de muito oxigênio no cérebro. E a respiração ajuda nisso”. Depois da respiração, a dica é o acolhimento de si e do próximo. “Escute, sem julgar ou reclamar. Se alguém te procura, acolha”, recomenda.

Conscientes, as pessoas podem perceber coisas incríveis a respeito de si mesmo, do próximo e do ambiente à sua volta. As boas devem ser valorizadas e as “ruins” transformadas. “Para mim, não é errando que se aprende. Estar consciente é o caminho para corrigir um erro. Temos de manter nossa mente onde está o nosso corpo. Perceber o que comemos, o que falamos, o que sentimos, como nos comunicamos. E se algo incomodar, mude. Transforme”, insiste.

Ele citou o filósofo Leandro Karnal. “Ele mencionou recentemente que as classes menos abastadas estão ativas pois precisam correr para achar uma forma de conseguir dinheiro para comer. Já os mais favorecidos estão entediados em casa. Não sabem o que fazer com o tempo que tem disponível. Eis uma boa oportunidade para aprenderem a abrir o portal da mente para a realidade. De perceber que tem uma família, uma casa, conhecimento, saúde. Aprender a rir de si mesmo. E respire. Sempre”, insiste a monja em ensinar algo tão básico, mas pouco praticado, e que traz tantos beneficios para corpo, mente e para a alma.

Com a prática da respiração e da presença, a monja garante que todos perceberão que a única certeza que temos é da impermanência das coisas. “A única coisa permanente nesta vida é a impermanência. Temos a capacidade humana de fluir com a vida e cada ser tem seu estágio de aprendizado”, garante ela, citando os quatro cavalos mencionados por Buda, mas adaptados para os tempos de coronavírus.

Traduzindo para pessoas no cenário de pandemia: O primeiro se refere a pessoa que so de ter conhecimento do inicio da doença já começou a tomar atitudes para evitar passar pelo sofrimento vivido pela cidade. O segundo tipo só age quando morre alguém conhecido. O terceiro toma atitude só quando alguém muito próximo morre. Ai percebe que qualquer um pode ser contaminado a qualquer momento. “E tem outros que só se conscientizam quando a desgraça acontece com ele mesmo. E esta pessoa começa a ser grata a vida e ter novas prioridades. Mas não precisamos chegar ao ponto de perder tanto para nos conscientizar. Podemos aprender como a vida é sagrada muito antes”, disse.

Na opinião da monja Coen, quem se preparar para a mudança do mundo pós pandemia vai seguir com sucesso no mercado de trabalho. Mas quem ignorar por achar que tudo vai ser como antes, enfrentará muitos problemas. “A mudança vai depender de cada um de nós. Estamos em níveis diferentes. Alguns terão o ganho da expansão da consciência. Já outros que não estão amadurecidos devem respirar muito neste momento para aguçar os canais de percepção e ficar mais conscientes para planejar o futuro ao se conhecer melhor. Assim, serão a mudança que querem ver no mundo”.

Outra dica é seguir as regras de São Bento. Ou seja: não resmungar, reclamar. O santo padroeiro da Europa estabeleceu para suas comunidades monásticas que as pessoas deveriam cultivar a paz e o amor para viver de forma harmônica mesmo em um contexto de violência, corrupção e saqueamento que marcava o Império Romano.

“Vamos exercitar o bom humor. O estado de boa vontade é uma forma de auto educar e também de treinamento. Isso nos traz ganhos em todos as áreas da nossa vida, seja individual, familiar, social, profissional”, garante a monja. “Cada um de nós pode fazer a diferença no sociedade. Podemos nos tornar um átomo de transformação no mundo”.

Franco pediu para a monja Coen deixar uma mensagem final sobre como todos podem ajudar a transformar a sociedade. “Apreciem suas vidas. Cada instante é sagrado. Ele não volta. É único. Em cada ação, esteja presente. Preste atenção em cada pensamento. Pense antes de falar. Transmita ternura. Acolha o outro que pensa diferente de você. Aos poucos, com afeto, a gente transforma o mundo. Cative em você a sabedoria e a compaixão para fazer boas escolhas e assim ter respostas para o que o mundo realmente precisa. De amor. Obrigada.”

Respire: A inspiração é passiva, o ar apenas entra. Ao inspirar, perceba que toda caixa torácica se expande em todas as direções. Aí tem uma pequena pausa. Ao expirar, a expiração é bem devagar pela boca. Deixa sair fazendo até um som. Sai pela glote, abre e faz um sonzinho. Deixa esse ar sair o máximo possível. Você percebe que, ao finalzinho, tem uma contração no baixo abdômen. Se você fizer isso umas três vezes, você já recuperou seu eixo de equilíbrio. A indicação é fazer isso de hora em hora. E você pode fazer isso caminhando, sentada. São coisas que não precisa de muita técnica para poder encontrar de novo esse eixo, ressalta.

AIG amplia as coberturas para riscos de RC para transportadoras logísticas

Nathalia AIG

RC Operações com cobertura RCFV 2º risco tem até R$ 4 milhões de limite segurado

Fonte: AIG

O Seguro de Responsabilidade Civil Operações da AIG voltado ao segmento de transportadoras e empresas com frotas e veículos comerciais, passa a oferecer um escopo bem amplo de coberturas, incluindo as coberturas de subsidiária de cargas e adicional de RCFV 2º risco. Esta última pode ser acionada caso seja necessário complementar o limite original da apólice da frota. São até R$ 4 milhões de limite segurado e 100% de cobertura para danos morais e estéticos. 

Nathália Gallinari, Gerente de Responsabilidade Civil e Ambiental da AIG Seguros, explica que uma maneira que pode facilitar o entendimento é “imaginar um caminhão causando um acidente. Esse veículo pode atingir também um carro com uma família, causando prejuízos materiais ao veículo e lesões corporais nessas pessoas. O mesmo pode ocorrer caso a própria carga transportada atinja os terceiros. Por isso, é fundamental se prevenir desses riscos nos negócios”. 

O seguro indicado para cobrir gastos do cliente sobre Eventual Responsabilidade Civil em decorrência de acidentes envolvendo terceiros é o Responsabilidade Civil Operações, produto que traz cobertura para diversos tipos de ocorrências que possam prejudicar terceiros. Se aplica para indústrias, escritórios, lojas, entre outros, mas também pode ser contratado por empresas logísticas transportadoras, especialmente para os cenários acima descritos. 

“O Seguro AIG oferece as coberturas de RC Operações tradicionais, bem como a cobertura de RCFV 2º risco, em excesso, que só pode ser comercializado mediante a emissão de apólices do RC Operações. Para esta cobertura em específico, cobrimos danos em excesso ao primeiro risco, a partir de R﹩ 200 mil. Ou seja, se o segurado usou R$ 200 mil de danos a terceiros de sua apólice veicular, cobriremos o que exceder esse valor até o limite contratado na apólice”, explica Nathália. 

SulAmérica arrecada R$ 80 mil em doação e incrementa com mais R$ 1 milhão

sulamerica

Valor será destinado a pesquisas sobre o coronavírus e à compra de materiais de segurança para profissionais de saúde 

Fonte: SulAmérica

Graças ao engajamento de seus colaboradores, a SulAmérica conseguiu arrecadar R$ 81.960 para ações de combate ao novo coronavírus e, como anunciado, fez um matching nesta doação, adicionando ao total arrecadado mais R$ 1 milhão. “A participação dos colaboradores, apoiando a cuidar das pessoas, está diretamente ligada à nossa missão”, comenta Patrícia Coimbra, vice-presidente de Capital Humano, Administrativo e Sustentabilidade da SulAmérica. “Por isso, o incremento da companhia é uma forma de mostrar como valorizamos essa atitude solidária.” 

A plataforma online, que funcionou por oito dias, recebeu 1.171 doadores únicos. O montante arrecadado será investido em duas frentes: pesquisas feitas pela FioCruz sobre a COVID-19 e compra, via Comunitas, de EPIs para profissionais de saúde. A ação contra a pandemia não é uma iniciativa isolada da companhia, que, ao lado de parceiros, também realizou doações para entregar mais de 300 novos leitos às cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, sendo 102 para a Santa Casa de Misericórdia paulistana e mais 200 em um hospital de campanha no Rio. 

Ações da SulAmérica durante pandemia

Desde o início do alerta para COVID-19, a SulAmérica vem tomando uma série de medidas para cuidar de seus colaboradores, beneficiários, corretores, parceiros e a socidade. Entre elas, destacam-se: 

· Trabalho remoto (home office ou homeworking) para toda a força de trabalho elegível e terceiros; 
· Manutenção das contratações já previstas e participação no movimento #naodemita; 
· Cancelamento de viagens e adiamento de eventos; 
· Fechamento de escritórios com revisão de processos para manutenção da operação; 
· Acesso ilimitado para beneficiários de seguro saúde usarem o serviço de teleconsulta Médico na Tela por meio do aplicativo SulAmérica Saúde; 
· Criação de Canal Telefônico Exclusivo Coronavírus, também com acesso ilimitado, além de produção de conteúdos relevantes e avaliação preliminar de saúde por inteligência artificial via WhatsApp; 
· Hotsites exclusivos para corretores e beneficiários com todas as informações necessárias para a continuidade dos negócios e dos atendimentos; 
· Ampliação do serviço Psicólogo na Tela (sessões à distância) para todos os beneficiários. 

Liberty Seguros conquista certificação do Great Place to Work

Carlos Magnarelli CEO Liberty

Fonte: Liberty

A Liberty Seguros, um dos maiores grupos seguradores do país, comemora mais uma conquista: a certificação do Great Place to Work, empresa de consultoria que reconhece companhias com os melhores ambientes de trabalho ao redor do mundo.

A seguradora atua no mercado brasileiro desde 1996 e, nos dias de hoje, conta com uma operação de mais de 1.800 funcionários, atendendo a mais de 20 mil corretores parceiros em todo o território nacional. Com o selo do Great Place to Work, a Liberty passa a integrar o grupo das melhores empresas para se trabalhar no país, resultado de um conjunto de iniciativas internas desenvolvidas com foco no bem-estar e desenvolvimento dos funcionários e no ambiente inclusivo criado pela empresa. 

“Um dos principais valores institucionais da Liberty Seguros é colocar as pessoas em primeiro lugar”, diz Carlos Magnarelli, CEO da Liberty Seguros. “Entendemos que nossos funcionários são o que a companhia tem de mais valioso, por isso, não medimos esforços para que tenham a melhor experiência conosco”, comenta.

Dentre as iniciativas da empresa focadas em garantir um excelente ambiente de trabalho, se destacam: home office, disponível desde 2014 e principal formato de trabalho atual para prevenir a transmissão da COVID-19, jornadas de trabalho mais curtas às sextas-feiras, programas de saúde física e mental, projetos de desenvolvimento como treinamentos e cursos de inglês gratuitos, entre outras.

Startup registra aumento de demanda de seguro por pessoas com diabetes

Raphael rosas

A WinSocial conta com a parceria da MAG Seguros e registrou aumento de 60% de novas vendas de seguro de vida em março. Vamos aguardar abril, que é quando as empresas devem sentir o impacto do isolamento

Fonte: MAG Seguros

A WinSocial é uma startup especializada na inclusão e engajamento de pessoas com diabetes. Por meio de uma moderna tecnologia de análise de riscos, a empresa realiza oferta de seguro de vida com cobertura de morte e invalidez para um público que tem dificuldade de encontrar estas soluções no mercado. A WinSocial conta com a parceria da MAG Seguros. Em março deste ano, a startup registrou aumento de 60% de novas vendas de seguro de vida, quando comparado com o mês de fevereiro. 

“As pessoas com diabetes já costumam apresentar uma boa disciplina alimentar e de hábitos de exercício físico. Percebemos, também, que elas estão cada vez mais propensas a pensar no seu futuro. Por serem consideradas como grupo de risco para coronavírus, percebemos uma preocupação ainda maior para este planejamento financeiro, o que acarretou neste aumento significativo na demanda”, explica Rafael Rosas, diretor da WinSocial. 

SulAmérica inicia nova fase da campanha “Cuidado que nos une”

Sulamerica campanha

A SulAmérica traz uma nova fase da campnha que reforça o “cuidado com quem amamos.” O mote da campanha é: Sabia que quanto mais você se cuidar, mais você cuida de quem você ama? Por isso, continue seguindo as orientações e aproveite esse momento para se reinventar e descobrir novas formas de se conectar com as pessoas. Afinal, mesmo à distância, somos mais fortes juntos.

Suhai distribui máscaras para motoboys

A seguradora Suhai distribuiu 7 mil máscaras reutilizáveis em tecido para motoboys de São Paulo. A distribuição começou dia 24 e via até 28 de abril ou até durarem os estoques no Shopping Parque da Cidade e na sede da seguradora. Para garantir que não haja aglomeração, a entrega será realizada em formato drive thru.

“No isolamento, quando precisamos utilizar algum serviço de delivery, percebemos que alguns dos entregadores não estavam utilizando máscaras. Nossa ação foi pensada exatamente para suprir essa necessidade. Garantir a segurança deles e das famílias, quando eles retornam para suas casas”, disse Fernando Soares, CEO da Suhai Seguradora.

Pontos de distribuição:

Dias 24, 25 e 26 de abril –  Shopping Parque da Cidade

Av. das Nações Unidas, 14.401

Dias 27 e 28 de abril –  Sede da Suhai Seguradora

Av. Iraé, 523

Seguradoras enfrentam as maiores perdas de todos os tempos, alerta o chefe de Lloyd’s

John Neal

CEO do mercado londrino prevê que as indenizações aos clientes podem ser superiores aos US$ 50 bilhões do furacão Katrina

O presidente do Lloyd’s em Londres, John Neal, disse ao jornal Financial Times que a pandemia de coronavírus provavelmente será o evento mais caro da história para o setor de seguros, superando outros grandes desastres como o furacão Katrina em 2005 e os ataques terroristas de 11 de setembro.

As seguradoras devem pagar uma ampla gama de apólices, desde o cancelamento de eventos até a responsabilidade administrativa, embora existam disputas crescentes sobre a extensão em que compensarão a interrupção dos negócios.

Neal disse ao Financial Times que a pandemia foi “sem dúvida o maior desafio de seguro que o setor já enfrentou”. “Você está em dezenas de bilhões, senão centenas de bilhões de perdas que serão discutidas ao longo do tempo.”

Ele disse que os pagamentos aos clientes seriam superiores aos US$ 50 bilhões do furacão Katrina. “As chances de o mercado produzir algo além de uma perda notável em 2020 são zero.”

Além de pagar as reclamações dos clientes, as seguradoras também deverão reembolsar alguns prêmios devido à desaceleração geral dos negócios. “Muitas apólices de seguro se ajustam economicamente. . . com base na rotatividade, na rolagem ou na utilização de salários ”, afirmou Neal. Isso levará a centenas de milhões de libras em prêmios a serem devolvidos pelas seguradoras.

O setor foi criticado por sua posição em relação a reivindicações de interrupção de negócios. As seguradoras dizem que as políticas padrão excluem pandemias, mas os clientes e seus advogados dizem que há boas razões para esperar um pagamento.

Na quinta-feira, o Hiscox Action Group, um grupo de mais de 200 pessoas que processa a seguradora, disse que havia nomeado o escritório de advocacia Mishcon de Reya para lidar com suas reivindicações, e estava conversando com um financiador de litígios para financiar uma ação legal.

 A Hiscox sempre disse que suas políticas para pequenas empresas não cobrem pandemias. Em comunicado divulgado na quarta-feira, afirmou estar disposto a trabalhar com “o setor de seguros do Reino Unido, seus reguladores e seus clientes para buscar meios de acelerar a resolução”.

O grupo de ação disse que poderia exigir danos adicionais além dos pagamentos do seguro. A legislação de 2016 permite que as empresas reivindiquem danos às seguradoras por atraso no pagamento.

Os advogados dizem que não houve reivindicações bem-sucedidas por danos por atraso no pagamento desde que a lei foi introduzida, mas que ela poderia ser usada agora. “É um risco que as seguradoras levem em consideração”, disse Richard Mattick, advogado da Covington & Burling.

Neal exortou as seguradoras a lidar com a questão da interrupção dos negócios: “Vamos estabelecer mecanismos rapidamente para que, se houver uma disputa, ela não dure meses ou até mais”.

Ele acrescentou que as seguradoras precisam chegar a um acordo com o governo sobre como qualquer segunda onda de casos de coronavírus poderia ser coberta. “Temos semanas, não meses para resolver alguns desses problemas imediatos.”

O Lloyd’s reservou 15 milhões de libras para financiar pesquisas sobre como lidar com pandemias e outros grandes eventos no futuro.

Thinkseg registra aumento de consultas e vendas mesmo com lockdown por Covid-19

thinkseg pay per use

Orçamento mais apertado e pouco uso do carro, consumidor busca alternativas ao seguro tradicional

Nascer digital trouxe um ganho e tanto para algumas companhias. Uma delas é a insurtech Thinkseg. Segundo o CEO Andre Gregori, as operações 100% digitais estão registrando aumento de demanda no Brasil e no mundo. Ele cita dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), que apontam que algumas lojas virtuais chegaram a registrar um aumento de mais de 180% em transações em categorias  como alimentos, bebidas, beleza, saúde e eletrônicos. “Seguindo esta tendência, a Thinkseg, como operação digital com proposta inovadora, também registra o aumento de consultas e vendas 100% online de seus serviços. Um dos destaques é o seguro auto Pay Per Use (PPU)”, conta ele nesta entrevista exclusiva ao blog Sonho Seguro.

A Thinkseg entrou nesta crise de forma diferenciados por já nascer digital?

Exatamente isso. O time de 60 profissionais da Thinkseg está trabalhando 100% em home office. Toda essa adaptação, com equipamentos, aplicativos e internet na casa de cada um deles foi executada em um final de semana. Temos facilidade, pois nascemos digitais. Vídeo conferência, home office, comunicação via aplicativo slack, tudo integrado, por exemplo, já faziam parte da cultura da empresa.

Quais os efeitos sentidos nestes 35 dias de isolamento que pararam a economia?

As vendas na segunda metade de março do PPU superaram em 150% a quinzena anterior. E, agora, observa-se que segunda metade de abril – ainda sem acabar – já supera em 170% as vendas dos primeiros quinze dias deste mês. O ritmo de incremento tem ocorrido com constância semanal. Isso porque, aos poucos, as famílias estão percebendo que levará tempo para a antiga rotina ser retomada e,  mesmo depois que retornem às atividades, vêem no modelo PPU uma forma de manter seu patrimônio protegido, porém sem pagar mais por isso. De concreto, hoje, temos as escolas cumprindo o planejamento com aulas online e os pais estão trabalhando em home office. E o carro está ali parado na garagem, praticamente, sem rodar.

O orçamento reduzido das famílias tem ajudado na busca de novas alternativas de seguros…

Sim. Quando a família pesquisa cortes nas despesas do orçamento familiar, descobre o seguro auto Pay Per Use, agora, com assinatura básica mensal de R$ 25,00 para carros populares. Funciona nos moldes da assinatura da Netflix ou Spotfy, com diferentes faixas de planos. No PPU, a assinatura e os kms rodados do período são cobrados mensalmente. Por isso que se a pessoa rodar poucos kms vai pagar muito menos. Vale a pena para aqueles que vão sair pouco de casa com o carro.

Com qual cenário trabalha para definir suas estratégias para a companhia?

As pessoas vão ganhar menos nos próximos meses e também vão evitar a circulação em locais movimentados até que se descubra alguma vacina ou medicamento eficaz contra o Covid-19. Até lá, vamos priorizar produtos com tíquetes baixos que caibam no bolso do consumidor. Todos sempre com contratação 100% online, adquiridos  de modo rápido, em questão de minutos.

O que já fez para clientes, parceiros e funcionários?

Com a pandemia, foram tomadas três medidas no grupo Thinkseg: 

1)redução significativa da mensalidade do seguro auto Pay Per Use e também do valor cobrado nos quilômetros rodados;

2)negociação de redução de percentual dos salários dos funcionários;

3)aumento de parcerias para colocação de mais produtos Pay Per Use em outros ramos de seguro por meio da plataforma de marketplace Bidu

4) Criação do Canal Bidu ao Vivo para o produto de Vida, onde uma consultora especializada tira dúvidas do Seguro de Vida todos os dias, ao vivo, através das plataformas digitais de comunicação e redes sociais, como Youtube e Facebook.  

Aderiu à algum movimento como doações, não demita ou recontrate?

Os acionistas da Thinkseg têm feitos doações para as pessoas mais necessitadas, mas pede para que isso não seja mencionado. 

Os bancos temem uma forte inadimplência nos empréstimos pessoais e corporativos pela queda de renda. Isso afetará as seguradoras também, não acha?

Com certeza no que diz respeito ao tamanho do mercado. Já estamos vendo notícias que o setor diminuiu cerca de 35% pelo menos. O que se vê é um movimento de “proteção de portfolio” e outras medidas que visam à eficiência operacional, principalmente, a digitalização em prol da manutenção dos colaboradores, assim como fizemos. Na Thinkseg, entre março e abril, a assinatura mensal na faixa básica do Pay Per Use, voltada aos carros populares, caiu de R$ 85,00 para R$ 25,00 para os clientes novos e os antigos. Também houve redução do valor do quilômetro rodado, apurado por inteligência artificial. Considerando o menor valor de assinatura e o desconto no quilômetro, registramos redução de preço em até 70%, conforme a categoria do Pay Per Use, para ficar adequado a esse momento difícil da economia.

E os outros seguros?

É importante ressaltar que nem todas as modalidades de seguros são afetadas em momentos de crise. A demanda por cyberseguros continua alta. O seguro de garantia judicial está sendo bastante demandado. Também vemos aumento de interesse pelo seguro de vida por conta da cobertura de “doenças graves”, como por exemplo, embolia pulmonar que pode ser consequência do Covid-19. O fato é quando a economia não cresce, há menos consumo. Então, as seguradoras buscam alternativas, com produtos adequados ao momento do cliente.

Concorrentes revelam que as vendas caíram 70% no ramo auto tradicional. E na Thinkseg?

Na Thinkseg, o seguro auto Pay Per Use, por ser diferenciado e adequado ao isolamento social (as pessoas rodam pouco com o carro), as consultas e as vendas estão aumentando a cada quinzena. Houve 150% vendas a mais na segunda metade de março, quando comparada aos primeiros 15 dias do mês. Já em abril, observamos que a segunda quinzena (ainda sem acabar) superou em 170% a primeira metade deste mês.  Esses números mostram que as pessoas, em casa, estão pesquisando produtos adequados, considerando preço e rodagem,  ao estilo de vida delas nos momento.

O que espera deste ano?

Os números do Banco Central já indicam economia sem crescimento no País e até recessão. As pessoas terão dificuldade de crédito. Continuaremos com foco em produtos com baixo tíquete, no modo “Pay Per Use”(Pague pelo Uso) em outros segmentos que ainda não podem ser divulgados.

Operadoras da FenaSaúde decidem não aderir ao programa de R$ 15,5 bilhões da ANS

Comunicado à imprensa informa que a adesão se tornou inviável devido às contrapartidas determinadas pela ANS.

Leia a íntegra:

Ao longo das últimas semanas, a FenaSaúde, representando 16 grupos de operadoras de seguros e planos de assistência à saúde privados, empregou seus melhores esforços para tornar viável a proposta de utilização de parte das reservas e provisões mantidas pelas associadas para fazer frente a situações de excepcionalidade como a que estamos vivendo.

A FenaSaúde reconhece a dedicação e o empenho da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na busca por alternativas para conciliar a adequada manutenção da solvência das operadoras que atuam no setor com as demandas que a pandemia causada pelo novo coronavírus exige. 

No entanto, infelizmente, a extensão e a natureza das contrapartidas apresentadas pela ANS para o acesso aos recursos destas reservas e provisões acabaram por tornar inviável a sua utilização, nos moldes propostos.

As provisões técnicas são formadas ao longo do tempo exclusivamente com recursos das próprias operadoras. Sua importante função é garantir a solvência da operadora, algo particularmente relevante e necessário em momentos como os que estamos atravessando.

Diante das perspectivas de elevação significativa de gastos assistenciais no curto prazo, o desafio das associadas tem sido, cada vez mais, adequar seu fluxo de receitas, que tende a ser agravado pelo aumento da inadimplência, com a necessidade de continuar garantindo suporte financeiro tempestivo à rede de prestadores de serviços médico-hospitalares.

Os valores que vêm sendo mencionados, dando conta de uma suposta liberação de R$ 15 bilhões para as operadoras de planos e seguros de saúde privados, dão a falsa impressão de que se trata de recursos disponíveis e já liberados. Nem uma coisa, nem outra. Na realidade, a maior parte destes valores não seria “liberada” para uso das operadoras, mas tão somente teria permitida a gestão e movimentação de seus ativos garantidores, havendo sempre a necessidade de sua tempestiva recomposição.

Mediante o exposto, e sob criteriosa e detida análise, as associadas da FenaSaúde entenderam que não poderão assumir o compromisso de manter a cobertura ou deixar de cancelar contratos inadimplentes de forma indistinta até 30 de junho, como proposto pela ANS. 

A ampliação dos níveis de atrasos de pagamento e de inadimplência teria duplo e indesejável efeito: não só oprimiria o fluxo de caixa das empresas como também requereria esforço financeiro adicional das operadoras para ampliar os valores constituídos a título de provisão de devedores duvidosos, em estrita observância a normas prudenciais, contábeis e atuariais estabelecidas pela própria ANS.

Consideramos, pois, que o compromisso, nos termos propostos, poderia deflagrar uma crise de liquidez de proporções inestimáveis e certamente bastante danosas para o setor de saúde suplementar e, consequentemente, para o sistema de saúde brasileiro como um todo – com risco de escassez de recursos para o pagamento de hospitais, laboratórios, médicos, enfermeiros e demais prestadores e fornecedores da cadeia produtiva de saúde.

Assim, dentro do escopo proposto pelas contrapartidas estabelecidas no referido Termo de Compromisso, não haverá, neste momento, por parte das associadas à FenaSaúde uso dos recursos atualmente vinculados a reservas e provisões técnicas cuja liberação se pleiteava. 

É importante ressaltar que a decisão de não assinar o Termo de Compromisso foi tomada de maneira individual pelas operadoras, sem qualquer orientação da FenaSaúde.

Os recursos permanecerão onde estão: provisionados (de acordo com as normas contábeis, regulatórias e melhores práticas atuariais) para caso, em algum momento futuro, seja necessário fazer frente a incertezas relacionadas, entre outros riscos, a situações econômicas adversas. Não há, portanto, que se falar em “liberação” desses ativos, já que esta não mais ocorrerá, nas condições presentes.

Não obstante a não assinatura do termo, grande parte das operadoras associadas à FenaSaúde suspendeu por 90 dias, a partir de 1° de maio próximo, os reajustes das mensalidades dos planos médicos-hospitalares dos contratos individuais, coletivos por adesão e empresariais com até 29 beneficiários.

A FenaSaúde e suas associadas se manterão atentas à evolução do cenário de pandemia no país, permanecendo em busca de soluções junto ao órgão regulador para a estabilização do fluxo de caixa das operadoras – impactado por atrasos de pagamentos, cancelamentos de contratos inadimplentes e suspensão temporária de reajustes – para manter adiantamentos e pagamentos da rede de prestadores de serviços médico-hospitalares, assim como fazer frente à elevação esperada da sinistralidade decorrente da covid-19.