Apólice de seguro da cervejaria Backer “é ínfima”

Isso [contaminação de dietilenoglicol na produção de cervejas] nunca aconteceu no mundo e a gente nunca imaginou que isso poderia acontecer logo com a nossa empresa”, a sócia e CEO da companhia, Paula Lebbos

O caso da cervejaria Backer é um daqueles que ilustram a importância de um seguro bem feito, pois se for feito de qualquer jeito, melhor nem ter. Em entrevista ao Valor, a sócia e CEO da cervejaria Backer, Paula Lebbos, disse que tem apólice de seguro de lucros cessantes mas que o valor contratado é ínfimo para cobrir os prejuízos. Interditada desde 10 de janeiro por ordem do Ministério da Agricultura após casos de intoxicação e mortes de pessoas que afirmam ter consumido sua cerveja, a cervejaria Backer, de Belo Horizonte, está com o caixa zerado, renegociando dívidas e demitindo funcionários.

A empresária afirmou ao jornal que considera várias hipóteses. Uma delas, erro interno. Outra, que o fornecedor do monoetileno tenha vendido à cervejaria um produto misturado com o dietileno. Outra hipótese ainda, sabotagem.

Segundo a reportagem, a empresa tem uma apólice de seguros de lucros cessantes, mas o valor da cobertura se mostrou pequeno para o tamanho da crise. “Nosso seguro é ínfimo porque isso [contaminação de dietilenoglicol na produção de cervejas] nunca aconteceu no mundo e a gente nunca imaginou que isso poderia acontecer logo com a nossa empresa”, a sócia e CEO da companhia, Paula Lebbos.

Além da apólice de lucro cessantes, que indeniza o prejuízo pelo tempo em que está parada, já se foram dois meses, a empresa pode ser responsável por 30 casos de intoxicações e por seis mortes.

Ontem, o Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor, instaurou processo administrativo contra a Backer. A secretaria diz que empresa decidiu recolher lotes que poderiam ser nocivos à saúde somente depois de ter sido notificada, e não logo após tomar conhecimento dos problemas. Se condenada, a empresa pode ter de pagar multa de R$ 10 milhões.

AM Best eleva de estável para positiva a perspectiva para rating da Austral

Revisão reflete solidez financeira da Austral Re e Austral Seguradora

Fonte: Austral

A AM Best, agência global de avaliação de riscos do segmento de seguros, retirou de observação e afirmou o rating de Força Financeira (FSR) de B++ (Bom) e o Rating de Crédito de Longo Prazo (ICR de Longo Prazo) de “bbb+” da Austral Seguradora e da Austral Re. A perspectiva para ambos os ratings foi elevada de estável para positiva.

Na avaliação da AM Best, a perspectiva positiva reflete a melhora sobre a força do balanço patrimonial das duas companhias, categorizado pela agência como muito forte. Isso se reflete na capitalização ajustada ao risco da Austral, medida pelo Best’s Capital Adequacy Ratio (BCAR), atualmente avaliado no nível mais forte.

O relatório pontua ainda o amplo programa de gerenciamento de riscos das empresas e a sólida estratégia de retrocessão para proteção e mitigação de riscos, em especial com a diversificação de negócios e melhor distribuição geográfica após a fusão da Austral Re e Terra Brasis.

Para a Austral Re, a avaliação é um atestado de eficiência e solidez financeira que credencia a companhia a participar dos principais programas nacionais e internacionais de resseguros e dá sustentação à sua estratégia de expansão dentro e fora do Brasil. Para a Austral Seguradora, a análise reforça a posição competitiva e a expertise em subscrição da equipe.

MDS Brasil é a corretora de seguros do Baile da Vogue 2020

O Seguro RC Eventos oferece cobertura para danos corporais e materiais a terceiros

A MDS Brasil é a corretora de seguros oficial do Baile da Vogue 2020, que este ano acontece pela primeira vez no Rio de Janeiro. O tema do evento é “Jardim das Delícias – uma noite de surrealismo tropical em ode ao Rio de Janeiro”. A tradicional festa carnavalesca será realizada no hotel Copacabana Palace, no dia 7 de fevereiro.

“Nosso Seguro RC Eventos é um grande aliado para situações que fogem do controle durante festas, shows, feiras e outros. Por ser feito sob medida, o produto garante a continuidade dos negócios do segurado”, destaca Thiago Tristão, vice-presidente de Riscos Corporativos e Resseguro da MDS Brasil

Além do Baile, a MDS é a corretora de outros eventos que fazem parte da programação. No sábado (8), a Vogue recebe convidados para feijoada, no recém-inaugurado Hotel Fairmont. Já no domingo (9), prepara um passeio de catamarã pela orla da Cidade Maravilhosa. A parceria é nos seguros obrigatórios.

AGCS e Allianz realizam evento para debater as tendências do mercado dos seguros financeiros

O aumento nos preços das apólices de D&O e os impactos da Lei de Proteção de Dados em Cyber foram os principais temas abordados 

Fonte: Allianz e AGCS

Na última terça-feira, 4 de fevereiro, a AGCS, braço de seguros corporativos do Grupo Allianz e a Allianz Seguros, realizaram o primeiro Experts Meeting – evento no qual especialistas internacionais e executivos do setor discutiram os maiores riscos e as principais tendências para o segmento de Financial Lines na América Latina.

Eduard Folch, CEO da Allianz no Brasil, abriu o evento reforçando a importância da parceria entre as duas empresas do Grupo. “ A troca de conhecimento entre os especialistas internacionais e os profissionais com uma grande expertise sobre o mercado e as regulações nacionais fazem com que a companhia seja um forte player na área de seguros financeiros”.

Já Glaucia Smithson, CEO da AGCS para a América do Sul, complementou que “O conhecimento dos diferentes mercados ao redor do mundo, tanto em seguros como em resseguros, faz com que a AGCS e a Allianz consigam entender mais rapidamente as novas tendências e estejam um passo à frente na compreensão de novos riscos, entregando experiências mais completas aos nossos clientes”.

A primeira apresentação foi feita por João Scandiuzzi, Chief Investment Strategist do BTG Pactual, na qual foi feito um resumo dos desafios econômicos mundiais com um olhar mais apurado para a economia brasileira.  Segundo o especialista, a correta identificação de tendências econômicas, financeiras e concorrenciais é elemento fundamental para o sucesso de empresas a longo prazo. “Ter a oportunidade de discutir o quadro de juros baixos no mundo e no Brasil e seus impactos sobre agentes da cadeia de seguros e resseguros é de suma importância para o desenvolvimento dos negócios”, explica.

O primeiro painel do dia abordou as megatendências no segmento de D&O e contou com a mediação de Alessandro Carrigllio, Regional Head of Financial Lines da AGCS na América do Sul. O debate foi aberto por Shanil Williams, Global Head de Financial Lines da AGCS, que apresentou as principais tendências segundo a seguradora. “O aumento de sinistros ao redor do mundo; os litígios ocasionados pelas mudanças climáticas; o aumento das ações de classe de valores mobiliários; o crescimento das falências; e o financiamento de litígios irão continuar impactando fortemente o mercado nos próximos anos, além de ocasionarem exposições mais sofisticadas em todo o mundo”, explica.

Ainda neste painel, Gustavo Galrão, Head da área na AGCS no Brasil, apontou que o país segue as mesmas tendências mundiais. “Temos o desafio de melhorar a qualidade da subscrição, identificando os principais riscos de cada empresa e buscar precificar de uma forma mais assertiva tanto para as seguradoras quanto para os clientes”. Fez parte do debate também o advogado Ricardo Lewandowski, sócio do escritório Clyde & Co. O especialista em ações de D&O contribuiu com um panorama da modalidade no Brasil. “Há dez anos tínhamos cerca de 100 apólices no país hoje são mais de 7 mil. Há poucos anos quase não tínhamos sinistros, fomos aprendendo os riscos conforme os sinistros aconteciam. Hoje percebemos mais a importância de ajustar as expectativas de cobertura do seguro tanto por parte da seguradora quanto do segurado”, explica.

O segundo e último painel, mediado por Gustavo Galrão, abordou as ameaças cibernéticas. O principal assunto foi como a Lei Geral de Proteção de Dados, que entrará em vigor em agosto desse ano e deve impactar fortemente o mercado. “As empresas brasileiras ainda não estão preparadas para os desafios que a LGPD irá proporcionar e entre as empresas que estão mais preparadas a grande maioria é do setor financeiro, o que já era esperado”, explica Dennys Zimmermann, advogado e sócio do escritório F.Torres Advogados. 

Já Viviane Schmidt, CRC manager da MDD Brasil Consultoria, comparou a diferença entre um sinistro por interrupção de negócio em uma empresa que pega fogo de uma ocorrência de interrupção de negócios por cyber, por exemplo. “Quando uma empresa pega fogo e ocasiona uma interrupção de negócios, você sabe quanto aquilo irá te custar, quanto tempo você levará para reformar o prédio e o que será necessário para aquela empresa voltar a operar. Quando há uma interrupção de negócios em decorrência de um ataque cibernético, primeiro que não é apenas uma fábrica, ou uma unidade de negócios que para, é uma empresa inteira. Além disso, é preciso calcular, por exemplo, quanto se deixou de vender, sem falar nos impactos em reputação, etc.”. 

Leonardo Semenovitch, CEO da Crowford & Company, destacou os tipos mais frequentes de ataques sofridos no país, que é o terceiro no mundo a sofrer ataques ficando atrás apenas de China e Estados Unidos. Paul Schiavone, Global Head of Long Tail Lines & Alternative Risk Transfer na AGCS finalizou o debate pontuando que o mercado de Cyber é um segmento emergente e que deve crescer com uma velocidade maior que o mercado de D&O, por exemplo. “Acredito também que no futuro haverá apenas uma única apólice de cyber e não diversas apólices que incluem a cobertura de cyber”, finaliza o executivo.

Brasilprev anuncia Jorge Marino Ricca como diretor financeiro

Com mais de 20 anos de carreira no mercado financeiro, Jorge Marino Ricca assume este mês a área financeira da companhia

Fonte: Brasilprev

A Brasilprev Seguros e Previdência, especialista e líder do mercado de previdência privada, com mais de 2 milhões de clientes e ativos sob gestão superiores a R$ 289,2 bilhões, anuncia Jorge Marino Ricca, 47 anos, para ocupar o cargo de diretor Financeiro. Ricca substitui Marcelo Wagner, que atuava na liderança da equipe Financeira desde outubro de 2017.

Funcionário de carreira do Banco do Brasil, o novo diretor é formado em Ciências Econômicas pela Universidade Gama Filho – RJ, possui pós-graduação em Finanças e Mercado de Capitais pela PUC-RJ e mestrado em Administração pela Escola Brasileira de Administração Pública e Empresarial da FGV-RJ. Com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, Ricca é especialista na gestão investimentos, principalmente dos ativos de Multimercado. Em seu cargo mais recente, atuou na gerência Executiva de Fundos de Ações, Multimercados e Off Shore da BB DTVM.

Erika Medici é a nova CEO da AXA no Brasil

Ela é a primeira CEO brasileira do grupo que atua em mais de 60 países e foi escolhida entre diversos candidatos de outros países

Um dos maiores grupos seguradores do mundo anunciou a primeira CEO brasileira para liderar a operação local. Erika Medici foi escolhida num concorrido processo seletivo, disputado por diversos executivos de todo o mundo. “Estar entre os seis países prioritários para o grupo AXA já é por si só um chamariz e tanto. Mas liderar uma unidade que tem grande potencial para crescer num país como o Brasil é algo realmente interessante e desafiador”, comentou Matthieu Bébeár, responsável pela estratégia de negócios do Grupo AXA para América Latina, reforçando a posição-chave do Brasil para o desenvolvimento do grupo no continente.

Erika Medici substitui a francesa Delphine Maisonneuve que, em dezembro passado, foi promovida a CEO da AXA Next e Chief Innovation Officer do Grupo AXA. Questionado se ser mulher determinou a escolha, Bébeár acrescentou: “Temos uma política forte de diversidade e queremos chegar a 50% 50% de homens e mulheres no comando. Mas certamente se tivesse um homem com melhores qualificações que ela, seria ele”. Atualmente, o grupo conta com 38% de mulheres em cargos de comando.

Segundo Bébeár, Erika vem demonstrado grande capacidade de liderança e possui uma ampla vivência de mercado, já tendo atuado em diversas frentes – estratégia digital, distribuição, produtos, precificação, processos, resseguros e operações de fusão e aquisições. “Junto à liderança executiva da AXA no Brasil consolidada por Delphine, Erika vai dar continuidade ao plano estratégico já traçado, buscando consolidar a companhia entre as três maiores do país em nossas linhas de atuação prioritárias”, afirma ele em sua primeira visita ao Brasil.

A experiência de Erika, com 18 anos de histórico no mercado segurador brasileiro, foi decisiva. Desenvolveu sua carreira na SulAmérica e foi responsável pela operação de venda da carteira de grandes riscos para a AXA em 2016. Com a operação concluída, liderou a transição de negócios e desde então vem expandindo sua atuação na companhia. Nos últimos dois anos, foi vice-presidente comercial e marketing responsável pela estratégia de vendas, parcerias e marca da AXA Seguros. 

“A ambição do grupo para o Brasil é enorme e vamos continuar perseguindo a expansão comercial com rentabilidade e disciplina técnica. Vamos intensificar o relacionamento com médios e pequenos corretores e buscar novas parcerias com o varejo e instituições financeiras para distribuição de nossos produtos. Conto com o empenho e o engajamento de todo o time para alcançarmos nossos objetivos, fazer um 2020 fenomenal, com crescimento, com rentabilidade e com felicidade. Um time feliz vai muito mais longe”, afirma Erika.

Crescer em parcerias com corretores, varejistas e em todos os nichos do seguro empresarial é o foco de 2020. “Estamos na reta final para consolidar as operações AXA e AXA XL, para que os corretores e parceiros tenham todos os riscos de seus clientes cobertos pelo grupo AXA”, comentou. Ainda neste primeiro semestre as operações da AXA XL estarão instaladas no mesmo prédio da AXA, que tem sede no bairro Itaim, em São Paulo.

Tal crescimento tem como base otimizar a expertise instalada nos últimos anos, mas não descarta a aquisição de carteiras, porfolios e canais de distribuição. Sem poder revelar dados do balanço financeiro que será publicado oficialmente no final de fevereiro, Erika disse apenas que será um resultado consistente e que traz mais força para o crescimento esperado pelo grupo para 2020. “A companhia vem sendo construída ao longo desses cinco anos de Brasil e está pronta para aproveitar todas a oportunidades que o mercado segurador brasileiro oferece. Nossa plataforma digital está pronta para crescermos de forma sustentável e nos torna uma seguradora simples de trabalhar com parceiros de negócios”, afirmou.

Como em todo o mundo, o foco do grupo está em ser rentável. “Não existe mais crescimento a qualquer preço, pois sem dinheiro não há como sobreviver num mercado em plena transformação digital, cultural, e social, o que exige investimentos significativos para seguirmos como líder em diversos aspectos, como inovação e diversidade. Aliado a isso, temos uma realidade de juros baixos em todo mundo, com taxas negativas em alguns países, o que torna a busca por ganho operacional uma questão de sobrevivência, uma vez que o ganho financeiro é um desafio para os gestores das reservas técnicas das seguradoras”, comentou o executivo francês.

Apólice eletrônica entra no ar até março, segundo Susep

O presidente da CNSeg, Marcio Coriolano, alerta que é preciso ”um debate mais aprofundado para evitar que medidas regulatórias possam ser adotadas de forma não produtiva, que podem ter partido de premissas que merecem ser aprofundadas”

Durante evento promovido ontem no Rio de Janeiro, a titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira, defendeu medidas para aumentar concorrência e ampliar uso de tecnologia, segundo divulgou nesta quinta-feira o Valor. O mercado de seguros no Brasil ainda é concentrado e tem baixo uso de tecnologia, o que diminui sua transparência, comentou Solange.

Oficialmente chamada de Sistema de Registro de Operações (SRO), a apólice eletrônica visa dar à autarquia e consumidores o acesso aos seus contratos de forma digital. O objetivo é reduzir o custo de observância, modernizar a captação de dados do setor e diminuir o risco de fraudes. “As plataformas tecnológicas terão de ser alteradas. Temos de discutir como fazer”, afirmou, durante abertura de workshop sobre registro das operações, na Susep. “Temos que correr atrás do tempo que passou. Nessa corrida sobrevivem os melhores e espero que sobrevivamos todos”, registra o Valor.

“A implementação de uma base tecnológica inicialmente é cara. A mudança de plataforma tem um custo inicial e se você não é pressionado pela concorrência é natural que se acomode. Por isso, acho tão importante incentivar a concorrência, criar o mecanismo de sandbox e segmentação para que novas empresas surjam nos mercados e que pressionem as grandes seguradoras a buscar uma mudança no modo de negócios que elas têm hoje.” 

Outro ponto defendido pela economista da Susep é uma menor desintermediação do setor, com a contratação de seguros via corretor de forma voluntária. A MP Verde e Amarela altera a regulação dos corretores, lembra. Em relação a esse tema, um post no Instagram de Dorival dos Santos, da Fenacor, os corretores de seguros vão invadir o Congresso Nacional no dia 11, quando haverá audiência publica na comissão especial da MP 905. 

“Queremos um debate mais aprofundado para evitar que medidas regulatórias possam ser adotadas de forma não produtiva, que podem ter partido de premissas que merecem ser aprofundadas”, disse Coriolano

O presidente da CNSeg, Marcio Coriolano, alerta que é preciso ”um debate mais aprofundado para evitar que medidas regulatórias possam ser adotadas de forma não produtiva, que podem ter partido de premissas que merecem ser aprofundadas”. Para ele, uma referência usada globalmente para aferir a concentração é o índice Herfindahl-Hirschman, que é de 9,7% para o ramo de automóveis no Brasil e de 6,4% nos Estados Unidos – valores abaixo de 25% apontam baixa concentração. No segmento de ramos elementares, o indicador no Brasil é de 5,4% e no Chile, de 8,2%.

Coriolano também defende que a concorrência aumentou nos últimos anos, com a entrada de novos participantes, inclusive Caixa e BB, além de acordos extra societários. “Queremos um debate mais aprofundado para evitar que medidas regulatórias possam ser adotadas de forma não produtiva, que podem ter partido de premissas que merecem ser aprofundadas”, disse. Para ele, não há falta de transparência de informações, mas incapacidade da Susep de trabalhar e divulgar os dados que recebe. O regulador diz que tem investido em tecnologia e elevou a área a um status de diretoria.

Espanha autoriza primeira insurtech a operar como seguradora

A Hello Auto tem o apoio de resseguradoras como Munich RE, Mapfre RE e Swiss RE

Fonte: Eco

O regulador espanhol do setor autorizou uma 1ª insurtech a operar como seguradora. Estruturada com tecnologia própria, a Hello Auto tem o apoio de resseguradoras como Munich RE, Mapfre RE e Swiss RE.

O projeto nasceu em 2017 e é, desde a segunda metade de janeiro de 2020, a primeira ‘neo seguradora’ em Espanha, fornecendo seguros 100% digitais e exclusivamente baseados em tecnologia desenvolvida internamente.

“Somos uma companhia seguradora, não uma corretora nem uma agência de subscrição” realça Martín Martínez, diretor geral de Desenvolvimento da Hello Auto.

Leia o artigo completo no portal português Eco.

Redução da Selic aumenta os desafios das seguradoras em 2020

“Isso acaba impactando fortemente o resultado financeiro. Mas é importante destacar que continuamos prevendo crescimento na seguradora”, disse o presidente do Bradesco em teleconferência

A mais baixa taxa de juros da história do Brasil. É neste cenário que as seguradoras iniciam 2020, o que representa um grande desafio para as companhias de seguros. Em uma decisão unânime, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) cortou de 4,5% para 4,25% ao ano a meta para os juros básicos (Selic) na primeira reunião realizada no ano no dia 5 de fevereiro, com viés de estabilidade. Mas no Brasil, tudo pode acontecer.

Boa parte do lucro proveniente da receita financeira obtida com a aplicação das reservas técnicas, que já superam R$ 1,3 trilhão. Até bem pouco tempo atrás, praticamente 90% do portfolio de investimento estava aplicado em títulos do governo. Do ano passado pra cá, os gestores passaram a diversificar, com a permissão da regulação do setor, e os resultados aparecem já na safra dos balanços financeiros que começam a ser publicados.

Segundo Celso Damadi, vice-presidente de Finanças, Controladoria, Investimento e Planejamento da Porto Seguro, o resultado financeiro da Porto Seguro alcançou R$ 269,7 milhões, queda de 9,3%. Apesar da redução, o executivo citou que os resultado vieram dentro do esperado beneficiado por uma sinistralidade abaixo da média histórica e uma taxa básica de juro mais alta, proporcionando uma rentabilidade melhor ao negócio.

Na Bradesco Seguros a mesma situação. O grupo divulgou lucro líquido de R$ 7,5 bilhões em 2019, expansão de 16,6% em relação ao obtido em 2018. Segundo o grupo, o resultado foi beneficiado pelo crescimento de 12,7% no ganho operacional e pela alta de 10,9% do resultado financeiro. Aqui fica claro a importância do ganho financeiro para a número um do ranking de lucro do setor. As projeções para o resultado com seguros estimam um crescimento entre 4% e 8%.

Octavio Lazari, presidente do banco, disse em entrevista ontem que a manutenção das projeções de crescimento para 2020 acontecem ante um cenário de redução da taxa básica de juros e Selic em patamares historicamente baixos. “Isso acaba impactando fortemente o resultado financeiro. Mas é importante destacar que continuamos prevendo crescimento na seguradora”, disse o executivo em teleconferência.

Na visão de Camilo Cavalcanti, superintendente de investimentos da Infinity Asset, as seguradoras podem ser mais prejudicadas com a queda da Selic. “Normalmente, elas aplicam o dinheiro do seguro em investimentos mais conservadores, como títulos públicos. Então, cada vez que tem corte de juros, tira um pouco do ganho na margem”, disse ele ao portal Exame.

Na opinião do chefe de investimentos da Zurich Brasil, John Liu, “o ambiente de inflação controlada, com os dados de janeiro comportados, somado às expectativas de inflação ancoradas e abaixo da meta de inflação, permitiram ao Copom reduzir a taxa Selic a 4,25%, novo patamar mínimo histórico. Este estímulo monetário adicional irá contribuir para a consecução do cenário benigno de crescimento projetado para 2020.”

“As seguradoras vão continuar a diversificar a gestão das reservas, não só porque a Selic caiu novamente, mas porque a expectativa é de estabilidade nas taxas de juros. Para a sociedade, a queda de juros é benéfica por reduzir os custos dos financiamentos e, juntamente com a inflação baixa, preservar o poder de consumo da população, inclusive em seguros”, afirma Patrícia Pereira, Estrategista da MAG Investimentos.

A queda da taxa de juros é boa para o país, para o consumidor e para as seguradoras também, pois elas dependem do crescimento da economia para vender mais. Por outro lado, afeta o resultado financeiro que vinha sendo beneficiado pela taxa em alta e requer neste momento de nova estratégia. Com a Selic agora neste patamar de baixa histórica, a diversificação da carteira de investimentos será vital para manter a rentabilidade das operações.

O caminho tradicional em cenários de juros baixos é aumentar o conservadorismo na subscrição de riscos para manter a sinistralidade em níveis controlados. No entanto, os riscos existem e as catástrofes naturais chegam sem esperar, como as chuvas que assolaram os estados do Espírito Santo e Minas Gerais no início deste ano.

A busca pela produtividade, com queda dos custos administrativos, é tão importante como o controle dos riscos assumidos.  “Temos capacidade para crescer sem aumentar custo neste ano, com um ganho de produtividade interessante”, afirmou Damadi em entrevista ao blog Sonho Seguro.

Com custos e riscos no radar dos executivos financeiros e administrativos, a área comercial terá que se esforçar para aumentar as vendas. E no final, quem ganha com este cenário de juros baixos é o consumidor, que continuará determinado as regras de produtividade e de rentabilidade das seguradoras. Se o produto não for bom, ele não compra. Se for caro, também não. A saída é proporcionar boas experiencias ao consumidor digital para se manter no jogo de um mercado com imenso potencial de crescimento.

Saúde suplementar fecha 2019 com 47 milhões de beneficiários de planos de saúde

Os dados são divulgados pela ANS, relativos ao mês de dezembro

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) disponibilizou nesta quarta-feira (05/02) os dados do setor de planos de saúde com os números referentes ao mês de dezembro de 2019. No período, o setor totalizou 47.039.728 beneficiários em planos de assistência médica em todo o Brasil, mantendo estabilidade em relação ao mesmo período de 2018.

O segmento exclusivamente odontológico manteve trajetória de crescimento, contabilizando 26.024.494 usuários – expansão de 1.739.649 em relação a dezembro de 2018. 

Destaques por estado – Os dados de dezembro detalhados por Unidade Federativa (UF) mostram que houve aumento na quantidade de beneficiários em planos de assistência médica em 11 estados, sendo Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro os líderes em números absolutos (comparativo com dezembro de 2018).

Na segmentação odontológica, 24 estados e o Distrito Federal registraram aumento no número de beneficiários. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais foram os estados que registraram os maiores aumentos em relação ao mesmo período do ano anterior. A ANS lembra que os números podem sofrer modificações retroativas em função das revisões efetuadas mensalmente pelas operadoras.