Erika Medici é a nova CEO da AXA no Brasil

Ela é a primeira CEO brasileira do grupo que atua em mais de 60 países e foi escolhida entre diversos candidatos de outros países

Um dos maiores grupos seguradores do mundo anunciou a primeira CEO brasileira para liderar a operação local. Erika Medici foi escolhida num concorrido processo seletivo, disputado por diversos executivos de todo o mundo. “Estar entre os seis países prioritários para o grupo AXA já é por si só um chamariz e tanto. Mas liderar uma unidade que tem grande potencial para crescer num país como o Brasil é algo realmente interessante e desafiador”, comentou Matthieu Bébeár, responsável pela estratégia de negócios do Grupo AXA para América Latina, reforçando a posição-chave do Brasil para o desenvolvimento do grupo no continente.

Erika Medici substitui a francesa Delphine Maisonneuve que, em dezembro passado, foi promovida a CEO da AXA Next e Chief Innovation Officer do Grupo AXA. Questionado se ser mulher determinou a escolha, Bébeár acrescentou: “Temos uma política forte de diversidade e queremos chegar a 50% 50% de homens e mulheres no comando. Mas certamente se tivesse um homem com melhores qualificações que ela, seria ele”. Atualmente, o grupo conta com 38% de mulheres em cargos de comando.

Segundo Bébeár, Erika vem demonstrado grande capacidade de liderança e possui uma ampla vivência de mercado, já tendo atuado em diversas frentes – estratégia digital, distribuição, produtos, precificação, processos, resseguros e operações de fusão e aquisições. “Junto à liderança executiva da AXA no Brasil consolidada por Delphine, Erika vai dar continuidade ao plano estratégico já traçado, buscando consolidar a companhia entre as três maiores do país em nossas linhas de atuação prioritárias”, afirma ele em sua primeira visita ao Brasil.

A experiência de Erika, com 18 anos de histórico no mercado segurador brasileiro, foi decisiva. Desenvolveu sua carreira na SulAmérica e foi responsável pela operação de venda da carteira de grandes riscos para a AXA em 2016. Com a operação concluída, liderou a transição de negócios e desde então vem expandindo sua atuação na companhia. Nos últimos dois anos, foi vice-presidente comercial e marketing responsável pela estratégia de vendas, parcerias e marca da AXA Seguros. 

“A ambição do grupo para o Brasil é enorme e vamos continuar perseguindo a expansão comercial com rentabilidade e disciplina técnica. Vamos intensificar o relacionamento com médios e pequenos corretores e buscar novas parcerias com o varejo e instituições financeiras para distribuição de nossos produtos. Conto com o empenho e o engajamento de todo o time para alcançarmos nossos objetivos, fazer um 2020 fenomenal, com crescimento, com rentabilidade e com felicidade. Um time feliz vai muito mais longe”, afirma Erika.

Crescer em parcerias com corretores, varejistas e em todos os nichos do seguro empresarial é o foco de 2020. “Estamos na reta final para consolidar as operações AXA e AXA XL, para que os corretores e parceiros tenham todos os riscos de seus clientes cobertos pelo grupo AXA”, comentou. Ainda neste primeiro semestre as operações da AXA XL estarão instaladas no mesmo prédio da AXA, que tem sede no bairro Itaim, em São Paulo.

Tal crescimento tem como base otimizar a expertise instalada nos últimos anos, mas não descarta a aquisição de carteiras, porfolios e canais de distribuição. Sem poder revelar dados do balanço financeiro que será publicado oficialmente no final de fevereiro, Erika disse apenas que será um resultado consistente e que traz mais força para o crescimento esperado pelo grupo para 2020. “A companhia vem sendo construída ao longo desses cinco anos de Brasil e está pronta para aproveitar todas a oportunidades que o mercado segurador brasileiro oferece. Nossa plataforma digital está pronta para crescermos de forma sustentável e nos torna uma seguradora simples de trabalhar com parceiros de negócios”, afirmou.

Como em todo o mundo, o foco do grupo está em ser rentável. “Não existe mais crescimento a qualquer preço, pois sem dinheiro não há como sobreviver num mercado em plena transformação digital, cultural, e social, o que exige investimentos significativos para seguirmos como líder em diversos aspectos, como inovação e diversidade. Aliado a isso, temos uma realidade de juros baixos em todo mundo, com taxas negativas em alguns países, o que torna a busca por ganho operacional uma questão de sobrevivência, uma vez que o ganho financeiro é um desafio para os gestores das reservas técnicas das seguradoras”, comentou o executivo francês.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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