Chubb lucra US$ 4,4 bilhões em 2019

Evan Greenberg, presidente e CEO da Chubb, afirmou durante teleconferência com analistas que o trimestre foi marcado por um excelente crescimento da receita globalmente

A Chubb obteve lucro líquido de US$ 4,454 bilhões em 2019, acima dos US$ 3,962 bilhões do ano anterior. O lucro operacional foi de US$ 4,641 bilhões comparados com US$ 4,407 bilhões em 2018. O Índice Combinado de P&C foi de 90,6% e o Índice Combinado Global de P&C, excluindo agricultura, foi de 90,3%.

Evan Greenberg, presidente e CEO da Chubb, afirmou durante teleconferência com analistas que o trimestre foi marcado por um excelente crescimento da receita globalmente, impulsionado por um ambiente de preços e subscrição cada vez melhor, que está se espalhando para mais linhas de negócios e mais territórios. “Nosso crescimento orgânico no ambiente de subscrição de linhas comerciais foi o melhor em mais de cinco anos”, comentou.

“Por um lado, nos beneficiamos de menores perdas por catástrofe ano a ano. Metade de nossas perdas totais no trimestre foi de um evento, um tornado que destruiu um bairro afluente nos subúrbios de Dallas, onde a Chubb tinha participação de mercado significativa. Por outro lado, relatamos uma perda de subscrição de US$ 23 milhões no trimestre em nosso negócio de seguros agrícola, atribuível a déficits de rendimento devido a condições difíceis de crescimento prejudicadas com um ganho de subscrição de US$ 161 milhões no quarto trimestre do ano passado”, comentou.

Para resumir brevemente o ano, o lucro operacional principal de US$ 4,6 bilhões subiu mais de 5%; a receita de subscrição da P&C, alta de 4,5%; a receita global de subscrição de P&C, que exclui novamente a agricultura, aumentou 18,5%. Os índices combinados globais de P&C, tanto no calendário como no ano atual de acidentes, foram simplesmente excelentes”, disse ele aos analistas.

“Os prêmios líquidos cresceram 9,8% antes do câmbio, que tiveram menos de um ponto de impacto negativo. O ambiente de preços continuou melhorando trimestre a trimestre, com a taxa de aumento acelerando e se espalhando para mais classes de negócios e tipos de risco. No geral, os preços aumentaram no seguro comercial da América do Norte, que inclui as principais contas e especialidades, bem como o mercado intermediário e o pequeno comercial em 8,3%, contra uma tendência atual de custo de perda de cerca de 4,5%”, acrescentou.

Ele comentou que a mudança de preço de renovação inclui uma taxa de 9% e um ligeiro declínio na exposição de cerca de meio por cento. “Continuamos nos beneficiando do voo com qualidade. Mais negócios continuam a atender aos nossos padrões de subscrição e os clientes novos e existentes escolhem a Chubb. Os novos negócios cresceram quase 10% no trimestre e a retenção de renovações foi excelente, 95,5% em prêmios e 87% em termos de contagem de apólices.”

“Estamos fazendo um grande progresso na reformulação do portfólio para focar mais de perto os clientes que atendem ao nosso perfil de risco. Voltando aos nossos negócios internacionais. O crescimento continua forte em nossas operações de seguros gerais no exterior, com prêmios acumulados em 9% em dólares constantes, e o câmbio teve um impacto negativo, cerca de 2,5 pontos percentuais. Os prêmios líquidos para o nosso negócio de atacado no mercado de Londres aumentaram 22%, enquanto nossa divisão de varejo cresceu quase 8%, com crescimento amplamente distribuído em todo o mundo.

O crescimento em varejo internacional foi liderado pela Europa Continental, um aumento de quase 10,5% e o melhor crescimento em muitos anos; seguido pela América Latina e Asia Pacífico, acima de 9% e 8%, respectivamente, e no Reino Unido, mais de 5,5%. “As taxas gerais em nossos negócios internacionais de varejo aumentaram 10%; propriedade, um aumento de 11%; acidente, até 3%; e linhas financeiras, um aumento de 17%. “Nosso negócio internacional de seguros de vida com foco na Ásia teve um trimestre forte, com prêmios líquidos acima de 14% em dólar constante e uma contribuição para ganhos de US$ 36 milhões, acima de 12% em relação ao ano anterior”, acrescentou.

O texto completo da teleconferência pode ser acessado neste link.


 

Corretora Alper lança plataforma healtech para teleatendimento

A Alper Consultoria em Seguros lançou hoje o Dr. Alper, uma plataforma healthtech de teleatendimento, que prestará o atendimento primário aos usuários. O objetivo é contribuir para que todas as pessoas de uma empresa, colaboradores e dependentes, tenham acesso a um atendimento médico de qualidade. “Nós somos a primeira consultoria a fornecer esse tipo de serviço para os nossos clientes. Essa plataforma permite que o paciente tenha o atendimento primário de qualquer lugar do Brasil ou do mundo”, explica o vice-presidente de Benefícios, André de Barros Martins, ressaltando ainda que o atendimento é feito por teleconferência.

O executivo observa que este é um serviço novo e que as pessoas ainda não estão acostumadas, mas ressalta que à medida que as empresas começarem a informar seus funcionários dos benefícios deste modelo, todos serão beneficiados, pois o principal objetivo dele é educar as pessoas na utilização do plano de saúde e o incentivo ao atendimento primário.

Ele lembra, por exemplo, que muitas pessoas vão ao pronto-socorro porque estão resfriadas, com uma dor de garganta ou de ouvido e, que ao ir ao hospital estão sujeitas a outros vírus, além de também espalhar a doença para várias outras pessoas, sem dizer que muitas vezes a demora para ser atendido pode ser longa.

“Por que não fazer esse atendimento inicial de casa? O médico irá fazer as mesmas perguntas que o médico do pronto-socorro, em caso de suspeita de algo mais grave, encaminhará o paciente ao especialista. Se for apenas uma gripe, o médico recomendará o remédio pela própria chamada de teleconferência. Ou seja, o cliente não precisa sair da sua casa e esperar para ser atendido, é muito mais prático e rápido”, explica. 

Outro importante benefício é que à medida que as pessoas usam menos o pronto-socorro, o custo dos planos de saúde tende a cair. “Hoje, a inflação médica é muito alta em razão do excesso de utilização. Com o teleatendimento isso diminui, e as seguradoras terão espaço para reduzir os custos dos planos de saúde”, observa. 

AIG reverte perda e lucra US$ 3,3 bilhões em 2019

A melhoria do nosso desempenho financeiro ao longo do ano foi de base ampla, com contribuições de todos os nossos segmentos, mas o mais notável foi o retorno à rentabilidade de subscrição em seguros gerais, afirmou o CEO Brian Duperreault

A American International Group (AIG) anunciou hoje lucro líquido atribuível aos acionistas ordinários de US$ 3,3 bilhões, uma grande reversão do resultado comparado a perda líquida atribuível aos acionistas de U$ 6 milhões no ano anterior. A melhora deveu-se, principalmente, à redução nas perdas líquidas por catástrofe de US$ 1,7 bilhão (antes dos impostos) em comparação com o ano anterior; ao impacto favorável das ações de subscrição e resseguro de seguros gerais; e por um aumento na receita líquida de investimentos de US$ 2,1 bilhões (antes dos impostos), refletindo os ativos de crescimento, aumento de retornos alternativos e o impacto de taxas de juros mais baixas na opção de valor justo sobre títulos com vencimento fixo em relação ao ano anterior. 

A receita ajustada deduzidos os impostos atribuível aos acionistas ordinários da AIG foi de US$ 4,1 bilhões comparado a US$ 1,1 bilhão no ano anterior. A melhoria deveu-se principalmente às menores perdas por catástrofe, desenvolimento de reserva líquida de perda favorável em comparação com o desenvolvimento de reserva líquida de perda do ano anterior e maior receita líquida de investimentos. 

Brian Duperreault, CEO da AIG, disse: “Nossos resultados financeiros para o quarto trimestre e para o ano de 2019 refletem o progresso significativo que fizemos ao longo de 2019 em posicionar a AIG para o crescimento em longo prazo, sustentável e lucrativo. Em 2019, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROCE) ajustado foi de 8,3%. A melhoria do nosso desempenho financeiro ao longo do ano foi de base ampla, com contribuições de todos os nossos segmentos, mas o mais notável foi o retorno à rentabilidade de subscrição em seguros gerais. O índice combinado do ano inteiro foi 99,6% e o índice combinado ajustado no ano-acidente foi de 96,0%. Life & Retirement também apresentou resultados sólidos diante de ventos contrários a partir de baixas taxas de juros e ajuste nos spreads de crédito. Por fim, tivemos o prazer de anunciar que chegamos a um acordo para vender nossa participação majoritária na Fortitude Re, nossa empresa de seguros legado, que está programada para ser concretizada no meio do ano, sujeito a aprovações regulatórias”. 

“Ao olhamos para 2020, continuaremos focados na execução de nossa estratégia para posicionar a AIG como uma seguradora líder e uma empresa de alto desempenho, comprometida em atingir um ROCE ajustado de 10% até o final de 2021. Além da continuação do trabalho como parte da recuperação deGeneral Insurance, a iniciativa AIG 200 será prioridade. O AIG 200 é o nosso programa de transformação para toda a empresa, focado no longo prazo e posicionamento estratégico da AIG, rumo à excelência operacional. Estou confiante de que estamos no caminho certo e tenho muito orgulho do que nossos colegas têm feito desde minha chegada à AIG em 2017. Entramos começando 2020 com grande entusiasmo sobre o que o futuro reserva para a AIG”, acrescentou Duperreault. 

SulAmérica conclui investimento na Órama e passa a deter 25% no capital social

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O Grupo SulAmérica anuncia a conclusão do acordo para aporte de R$ 100 milhões na plataforma digital de investimentos Órama. Com a conclusão do processo, que passou peloCADE e instâncias do Banco Central, o Grupo passa a deter 25% de participação na Órama. “Este é um passo importante, que está em linha com nosso posicionamento estratégico de transformação digital, diversificação de canais de distribuição, geração de novos negócios e aumento de acesso para pessoas que queiram investir”, afirma o presidente da SulAmérica, Gabriel Portella. “O negócio é interessante para as duas empresas, unindo expertises em prol de um objetivo comum”, completa. 

Habib Nascif, CEO da Órama, reforça a importância de explorar as sinergias entre as duas companhias. “Com a parceria, a disseminação da educação financeira ganha ainda mais amplitude, em linha com nosso propósito de construir um novo mercado financeiro para todos, rompendo barreiras entre as pessoas e o dinheiro”, avalia. “A conclusão do negócio também revela o quanto pode ser feito a partir da inovação. É o tipo de movimento transformador, já que somos uma empresa de tecnologia que fornece acesso a produtos financeiros.” 

A gestão da Órama continuará com o atual grupo de controladores, passando a contar com representantes indicados pela SulAmérica na diretoria e no conselho de administração. Fundada em 2011, a Órama foi uma das pioneiras a oferecer investimento digital no Brasil em território nacional. O propósito da plataforma, que está em linha com os valores defendidos pela SulAmérica, é democratizar o acesso dos brasileiros aos produtos de investimentos, prestando serviços para que possam investir de forma consciente e transparente. 

Chuvas em São Paulo: seguradoras dão suporte à população

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Empresas reforçaram suas equipes para atender pedidos de indenização após as fortes chuvas que atingiram o estado

Fonte: FenSeg

As seguradoras montaram uma força-tarefa em São Paulo para fazer frente às ocorrências relacionas às chuvas que atingiram o estado nos últimos dias. As empresas reforçaram as suas equipes de Assistência 24 horas para atender aos segurados que necessitam de ajuda ou tiveram seus veículos danificados pelas chuvas e enchentes. Esse mesmo esforço contemplou também os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, por ocasião das recentes chuvas.

 De acordo com a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), a cobertura compreensiva do Seguro Automóvel – a mais completa, que engloba a maioria das apólices – garante indenização ao segurado em caso de prejuízos provocados por enchentes e eventos climáticos. A cobertura compreensiva vale também para os veículos danificados em estacionamentos e garagens subterrâneas. Nesses casos, proprietários de veículos terão suas perdas cobertas pelo seguro. O pagamento de indenização é feito após a entrega da documentação completa e análise da seguradora.

Para a FenSeg, entidade que representa as seguradoras, o mais importante é garantir agilidade e segurança no atendimento aos clientes, como forma de minimizar as perdas. Daí a importância de entrar logo em contato com a seguradora e comunicar o sinistro. Basta informar todos os dados do veículo, explicando exatamente o que ocorreu. Além do acesso via central de atendimento, várias empresas já oferecem atendimento pela Internet ou pelo aplicativo do telefone celular.

No caso do Seguro residencial, Condomínio e Empresarial, existem coberturas adicionais de alagamento que podem indenizar os prejuízos causados por eventos climáticos, como chuvas fortes e trombas d’água. Algumas apólices também podem cobrir os danos causados por entupimentos de bueiros e transbordamentos de rios, córregos ou similares.

O segurado pode ficar confiante. Aquele que contrata seguro não deixará de receber sua indenização. Para fazer frente aos pedidos de indenização, as seguradoras contam com reservas técnicas e a supervisão da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), órgão vinculado ao Ministério da Economia. É importante registrar que as empresas seguradoras são previamente autorizadas a operar de acordo com a legislação vigente, seguindo exigências de patrimônio para garantia do cumprimento de todas as responsabilidades com os seus segurados.

Susep quer o fim da corretagem obrigatória

A expectativa com as medidas é obter um crescimento maior do mercado e o consequente aumento do número de postos de trabalho no setor

Fonte: Susep

Desburocratizar o mercado de corretores de seguros brasileiro, permitindo mais oportunidades de emprego nesta área. Esta é uma das metas da Superintendência de Seguros Privados (Susep) com o tratamento dado ao segmento na MP 905/2019, que institui o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo. A proposta de abertura do mercado extingue a necessidade de habilitação e registro dos corretores pela autarquia e promove a autorregulação da atividade, o que era uma demanda antiga da categoria. Deste modo, a fiscalização que o órgão já realiza nesta área se dará por meio das seguradoras e autorreguladoras. O projeto facilita a entrada de novos profissionais no setor e potencializa o surgimento de novos postos de trabalho.

As ações propostas pela autarquia para a desburocratização do mercado de corretores de seguros foram apresentadas pela superintendente do órgão, Solange Vieira, durante a audiência pública da Comissão Mista que examina a MP 905/2019, que ocorreu ontem, no Senado Federal.

Outro avanço desse processo é que o recolhimento da corretagem deixa de ser compulsório e será pago somente quando o consumidor demandar o serviço. Atualmente, no Brasil, as taxas de comissão/corretagem podem chegar a 59% do custo final do seguro. Como pode ser observado no gráfico a seguir, nos ramos mais populares é onde estão as taxas mais elevadas.

As medidas detalhadas na MP são parte de um elenco de ações que vêm sendo implementadas pela Susep, desde o ano passado, para aumentar a eficiência regulatória, a modernização tecnológica e normativa do setor e promover o crescimento do mercado.

SulAmérica aposta em sucessão e treina nova geração de corretores

Foco do programa, que acontece duas vezes por ano, é desenvolver profissionalmente familiares jovens de corretores de todo o país 

Fonte: SulAmérica

Até 14 de fevereiro, a SulAmérica realiza a 14ª edição do Corretor Nova Geração, programa que receberá, durante uma semana, 36 jovens de diferentes regiões do Brasil, parentes de corretores de todo o país para uma jornada de conhecimento, aperfeiçoamento e capacitação. Esses novos profissionais vão se reunir com executivos da seguradora e especialistas de áreas diversas em uma programação eclética e dinâmica, com foco em inovação e novos negócios.

Neste sétimo ano de evento (são duas edições anuais), a empresa apresenta, também, uma novidade no formato: ao final de todos os dias, os futuros corretores se reunirão em times e participarão de desafios. No último dia, uma equipe da SulAmérica vai avaliar e premiar o melhor projeto. 

“Esse pitch é um formato novo e interessante que oferecemos a esses jovens que vamos receber e treinar com todo comprometimento que é intrínseco à SulAmérica. O grupo acredita e investe no futuro da profissão de corretor de seguros. Nosso programa contribui para que a continuidade dos negócios familiares nesse segmento de mercado esteja em linha com os desejos da atual geração. Falamos sobre inovação, novas tecnologias, estratégias de venda, entre outros”, explica André Lauzana, vice-presidente Comercial e de Marketing da SulAmérica.

Segundo ele, é fundamental que a nova geração de corretores esteja a par de estratégias de venda e inovação, de forma que consigam alcançar grande sucesso profissional. “Nós já treinamos mais de 500 filhos de jovens corretores e, a cada edição, aprendemos muito com eles. A troca de informações é sempre muito relevante. Não há outra iniciativa como essa no mercado de seguros.” 

Nos cinco dias de evento, os jovens vão participar de palestras, bate-papos, visitar as dependências da empresa e conhecer os produtos da seguradora (Saúde e Odonto, Auto e Massificados, Investimentos, Vida e Previdência). Os jovens corretores também passarão por temas ligados a técnicas e planejamento de vendas, noções de marketing e experiência do cliente — aspectos que permeiam o trabalho de inovação desenvolvido pela companhia. “Além de todo o aprendizado formal, com workshops e dinâmicas, considero que o grande diferencial do programa é a oportunidade de troca de experiências e informações entre colegas de todo o Brasil”, afirma Lauzana. 

MP pede US$ 300 milhões de indenização por acidente com a Chapecoense

De acordo com o MPF, as “seguradoras e resseguradoras estavam cientes da má condição financeira da companhia aérea, que tinha dificuldades para se manter em operação”.

Fonte: Agência Senado

O procurador da República Carlos Prola Júnior revelou nesta terça-feira (11), na CPI do Acidente Aéreo da Chapecoense, que a partir da atuação do Senado e as informações que foram colhidas por familiares foi possível ajuizar uma ação com a perspectiva de tutela dos interesses de consumidores. Segundo ele, vítimas e familiares são protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). O pedido inicial, feito pelo Ministério Público Federal (MPF), é de uma condenação global de US$ 300 milhões para custear as indenizações de todas as famílias, já que esse é o valor previsto na apólice inicial da companhia aérea LaMia, empresa boliviana proprietária do avião que caiu em 2016 na Colômbia, matando 71 pessoas.

O procurador mostrou indignação com o termo de pagamento de “suposta ajuda humanitária” que foi oferecido às famílias das vítimas. Segundo ele, o termo conta com diversas cláusulas abusivas que abrem mão de todos os direitos de indenização devidas. Essa seria uma tentativa, disse, de resolver a situação por um valor abaixo da própria apólice mínima que foi contratada com a empresa LaMia e, a partir disso, exonerar seguradora, corretora e demais envolvidos.

Prola Junior afirmou que houve resistência da seguradora em dar cumprimento às apólices de seguro da aeronave. Assim, foi possível identificou que havia culpa extracontratual por parte da corretora e da seguradora que conduziram o processo de renovação do seguro da LaMia de forma irregular.

— Eles foram reduzindo a cobertura, reduzindo o limite da apólice, que era de 300 milhões de dólares, e chegaram a US$ 25 milhões, menos de dez vezes o valor inicial que havia segurado aquela aeronave. Agindo dessa forma, permitiram a retomada da atividade de uma companhia que não tinha a mínima condição de operar —, disse.

Por este motivo, o MPF entrou com a ação que visa responsabilizar não apenas as seguradoras, mas também a corretora de seguros envolvida, a corretora boliviana e a própria empresa LaMia. Além das empresas sediadas no exterior, as subsidiárias desses grupos  que operam no Brasil também estão sendo responsabilizadas. Segundo o procurador, uma delas é o grupo Tokio Marine, que atua no mundo inteiro.

— O MPF pede nessa ação que sejam condenados todos os envolvidos, inclusive a corretora e a resseguradora envolvida, e as empresas subsidiarias no Brasil desses grupos econômicos, tanto pela responsabilidade contratual, pelos seguros que foram firmados, tanto pela responsabilidade extracontratual, por derem causa a esse evento. A atuação dessas empresas não foi exatamente regular e eles deram causa a esse acidente no momento em que permitiram, firmando uma apólice muito abaixo do mínimo necessário para cobrir os riscos —, afirmou.

O senador Espiridião Amin destacou que nenhum atleta ou turista questiona as condições da aeronave antes de embarcar.

— O fato é que foi autorizada a decolagem de um avião que ia representar o país, a CBF, em uma competição internacional. Se a autoridade chapa branca autorizou a decolar, é porque estão satisfeitas as condições para o voo.

A audiência pública foi realizada em caráter interativo, por meio do Portal e-Cidadania, do Senado. Do Mato Grosso, o Edson Nolasco perguntou “qual atitude o governo brasileiro tomou ou poderá tomar contra a empresa estrangeira responsável pelo acidente”

Em resposta ao questionamento, o presidente da CPI, senador Jorginho Mello (PL-SC), disse que já falou com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para que o governo brasileiro assuma essa luta em favor das vítimas e das famílias das vítimas.

A comissão aprovou também 20 requerimentos de convocação de pessoas ligadas às seguradoras, entidades esportivas e à companhia LaMia, entre outros depoentes. Foi aprovado convite apenas ao diretor de Relações Institucionais da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marcelo Aro. Os pedidos de convocação foram apresentados pelo relator, senadores Izalci Lucas (PSDB-DF), e pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO).  

Mapfre registra lucro 79% maior no Brasil em 2019

Fernando Pérez-Serrabona

O volume de prêmios alcança R$ 17,5 bilhões no país. Em todo o mundo, valor chegou a € 23 bilhões, alta de 2,2%

Fonte: Mapfre

A Mapfre Brasil apresentou lucro de R$ 427 milhões em 2019, um crescimento de 80% em relação a 2018. O desempenho foi impulsionado pela evolução positiva de Seguros Gerais e de Automóvel, que melhorou seu índice combinado em mais de seis pontos percentuais. O ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) evoluiu em mais de quatro pontos, chegando a 9,6.

O volume de prêmios subiu 2%, totalizando R$ 17,5 bilhões, sendo o negócio de Seguros Gerais responsável pelo maior resultado (R$ 7,2 bilhões), seguido pelo de Vida (R$ 6,6 bilhões) e o de Auto (R$ 3,7 bilhões).

Em 2019, a regional brasileira indenizou R$ 3 bilhões a seus segurados. Também realizou mais de 1 milhão de assistências a pessoas, residências e veículos e recebeu 5 milhões de ligações em suas centrais de atendimento.

Para Fernando Pérez-Serrabona, CEO da Mapfre Brasil, o desempenho positivo reflete o foco da companhia na otimização de seus processos, com adoção de mais tecnologia e do aumento de sua eficiência operacional. “Em 2019, evoluímos nos indicadores de satisfação de clientes e distribuidores, assim como no índice de qualidade de nossos serviços. Para melhorarmos  ainda mais esses resultados em 2020, além das medidas já implantadas, seguiremos na redução do índice combinado de automóvel e na ampliação das carteiras de Seguros Gerais e de Vida – segmento com maior potencial de crescimento no país”, afirma.

A MAPFRE no Mundo – A receita da Mapfre em 2019 foi de € 28,5 bilhões de euros, 7% a mais do que em 2018, graças ao aumento de 2,2% nos prêmios, que alcançaram € 23 bilhões de euros, e a maiores receitas financeiras. O lucro líquido da companhia ficou em € 609 milhões de euros (aumento de 15%).

O índice combinado da Mapfre é de 97,6%. Este indicador apresentou melhoria no Brasil, Estados Unidos e demais países da América do Norte, graças às medidas adotadas para o crescimento rentável da companhia.

O patrimônio atribuível do grupo no final de 2019 era de € 8,8 bilhões de euros, 10,8% a mais que no ano anterior. O total de ativos cresceu 7,8%, atingindo € 72,5 bilhões de euros.

Os investimentos do grupo aumentaram 8,6% no último ano, atingindo € 53,5 bilhões de euros. O índice Solvência II ao final de setembro de 2019 era de 195%, comparado a 198% em junho.

Saiba mais sobre as coberturas do seguro em caso de alagamentos

Presidente dos corretores de seguros de SP esclarece dúvidas. A perspectiva é de que mais de 5 mil veículos segurados tenham sido danificados somente na capital

A tempestade que assolou São Paulo, e algumas cidades do interior, transbordou rios, causou alagamentos nas principais avenidas, além de vias e estacionamentos. Nessa hora, o consumidor se pergunta: o meu seguro cobre? Em entrevista ao Jornal Record News, apresentado por Heródoto Barbeiro, o presidente do Sindicato de Empresários e Profissionais Autônomos da Corretagem e da Distribuição de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor-SP), Alexandre Camillo, explica as coberturas do seguro automóvel para intempéries.

“A perspectiva é de que mais de 5 mil veículos segurados tenham sido danificados somente na capital. E, certamente esse número poderá subir muito mais”, ressalta Camillo. Segundo o presidente, o alagamento gera danos irreparáveis, como os elétricos, que podem afetar todo o funcionamento do veículo.

“A maioria dos seguros de automóvel possuem a cobertura compreensiva, que cobre situações como essa, como alagamentos e enchentes. Além da cobertura para o reparo desses danos, tem também a assistência oferecida pela seguradora, que tem sido muito útil para o segurado e para o poder público, pois retira os veículos de vias alagadas”, completa.

Camillo ainda lembra a importância do corretor de seguros nesse momento, pois é ele quem sabe das principais coberturas e assistências oferecidas pelas seguradoras. “Algumas oferecem o serviço de higienização do veículo, em casos de danos não tão graves. Por isso, o segurado deve procurar o seu corretor e se informar”.

O presidente também alertou para casos de agravamento do risco, quando o motorista tenta atravessar ruas alagadas, por exemplo. “É importante lembrar que não pode ter o agravamento do risco. Portanto, o segurado deve evitar as zonas de alagamento, pois pode não ter cobertura”.