Susep quer o fim da corretagem obrigatória

A expectativa com as medidas é obter um crescimento maior do mercado e o consequente aumento do número de postos de trabalho no setor

Fonte: Susep

Desburocratizar o mercado de corretores de seguros brasileiro, permitindo mais oportunidades de emprego nesta área. Esta é uma das metas da Superintendência de Seguros Privados (Susep) com o tratamento dado ao segmento na MP 905/2019, que institui o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo. A proposta de abertura do mercado extingue a necessidade de habilitação e registro dos corretores pela autarquia e promove a autorregulação da atividade, o que era uma demanda antiga da categoria. Deste modo, a fiscalização que o órgão já realiza nesta área se dará por meio das seguradoras e autorreguladoras. O projeto facilita a entrada de novos profissionais no setor e potencializa o surgimento de novos postos de trabalho.

As ações propostas pela autarquia para a desburocratização do mercado de corretores de seguros foram apresentadas pela superintendente do órgão, Solange Vieira, durante a audiência pública da Comissão Mista que examina a MP 905/2019, que ocorreu ontem, no Senado Federal.

Outro avanço desse processo é que o recolhimento da corretagem deixa de ser compulsório e será pago somente quando o consumidor demandar o serviço. Atualmente, no Brasil, as taxas de comissão/corretagem podem chegar a 59% do custo final do seguro. Como pode ser observado no gráfico a seguir, nos ramos mais populares é onde estão as taxas mais elevadas.

As medidas detalhadas na MP são parte de um elenco de ações que vêm sendo implementadas pela Susep, desde o ano passado, para aumentar a eficiência regulatória, a modernização tecnológica e normativa do setor e promover o crescimento do mercado.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

9 COMENTÁRIOS

  1. Atuo no Ramo há 34 anos e até agora não fui convencido de que essas Ações irão aumentar o número de negócios ou de empregos no Setor. Me parece que a Susep, na pessoa de sua Presidente, quer criar um fantasioso Círculo Virtuoso onde as comissões são ceifadas, o preço do seguro cai, o consumo aumenta e junto com ele o Faturamento do Setor, passando a ser mais representativo no PIB. Isso é um sonho quase paranóico de todos que já passaram pela gestão da Susep. Só esqueceram de avisar pra ela que caso isso aconteça, metade das milhares de Corretoras irão fechar e o mercado ficará infestado de pseudo Corretores de Pastinha fazendo atrocidades pelas ruas. Ahh. . . mas aí a Susep não estaria mais regulando essa bagunça, não é mesmo ??!!

  2. A Susep quer é facilitar a venda direta pelas seguradoras.

    A comissão média é irrelevante, visto que as seguradoras irão reter a comissão. Os prêmios não irão diminuir.

    Essa medida vai acabar com os corretores pequenos.

  3. Antes eu tinha uma desconfiança que a Susep não gostava dos corretores de seguro, pois esta autarquia nunca defendeu a venda direta de seguros feita pelos bancos estatais, agora eles aproveitaram a onda para poder mostrar a sua verdadeira cara, nós corretores de seguros somos co-rresponsáveis na negociação e defesa do cliente, sem este profissional haverá meros vendedores ou atravessadores empurrando um produto que o cliente desconhece. Meus 30 anos de experiência pra eles não representa nada.

  4. Sou Corretor de Seguros cerca de 20 anos e é minha única fonte de subsistência. Fiz o curso sou habilitado em todos os ramos e gostaria de saber quem vai pagar a pensão Alimentícia da minha filha? Acredito que isso dará brecha para muitos processos trabalhistas. Pois alguém vai ter que se responsabiliza.

  5. Garantia Estendida é praticada por grandes Magazines que ofertam compulsoriamente o Seguro com venda casada para seu clientes sem o menor conhecimentos por parte de seus vendedores.

  6. Quanta mentira. A “desburocratização” foi encomendada pelos bancos e grandes seguradoras. O governo segue o seu projeto de enriquecer os mais ricos e massacrar os menores, nesse caso os corretores de seguros.
    A extinção dos corretores de seguro entraram na barganha com os banqueiros e grandes grupos econômicos. Ah e a taxa média é de comissão hoje é entre 10 e 15%. Inverdades nessa matéria.

  7. 59% no Garantia Estendida, quem pratica? É o corretor mesmo?
    Quando a SUSEP colocou esta imagem está mostrando uma meia verdade, pois faltou expandir o assunto e mostrar quem realmente atua no mercado de Garantia Estendida.
    É de conhecimento comum que grandes varejistas atuam neste mercado e até efetuam vendas “casadas” sem o conhecimento do Comprador.
    Então mostrar quem são os verdadeiros “vendedores” de seguro com esta comissão é o que falta.
    No caso do AUTO e Seguros de Pessoas aonde uma boa parte de Profissionais Habilitados atuam a pergunta que fica é. Desta comissão dita abusiva quanto é gerado de impostos a serem pagos ao Governo?
    Assim a SUSEP faltou explicar a parte de ganhos do Governo no dito “Comissão Abusiva” e mostrar quem realmente vende a 59% na ponto ao consumidor final.

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