CNSP aprova regras para o sandbox de seguros

susep sandbox

Kakau, Ciclic, ThinkSeg, Too Seguros são algumas das interessadas, segundo apurou o blog Sonho Seguro

O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) aprovou, na última quarta-feira (04/03/20), as condições para que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) possa dar início ao processo de seleção dos projetos do Sandbox. Entre os critérios para escolher as iniciativas que ajudarão a transformar o setor nos próximos anos estão a proposição de novos produtos, novas tecnologias e redução de custos para o consumidor.

Incialmente, a Susep avaliará os dez primeiros projetos que chegarem à autarquia e que atendam aos requisitos do edital de seleção, que ainda será divulgado. Os proponentes precisarão comprovar que possuem produtos ou serviços prontos para entrar no mercado. Kakau, Ciclic, ThinkSeg, Too Seguros e Onsurance são algumas das interessadas, segundo apurou o blog Sonho Seguro.

Capital mínimo reduzido – As empresas que quiserem operar a partir destes projetos terão seu capital mínimo exigido reduzido de R$15 milhões para R$1 milhão. Outras facilidades são a atuação em uma nova plataforma de comunicação tecnológica com a Susep e a redução do número de auditorias exigidas e do custo regulatório de forma geral.

O diretor da Susep Eduardo Fraga explica que a autarquia espera receber produtos e serviços que tragam, de fato, tecnologia diferenciada para o mercado de seguros. “Nosso objetivo é ampliar a cobertura de seguros no País, estimulando a concorrência e a inovação, por meio de uma experiência diferenciada para os segurados”, afirma. “Estamos falando de empresas que venham com novas propostas para subscrição e retenção de riscos”, completa Fraga.

Após a aprovação, a Susep concederá uma autorização para que essas empresas possam operar no setor de seguros com regras diferenciadas por até 36 meses. Entre os critérios de análise técnica e de pontuação dos projetos também está a apresentação de produtos ou serviços que possam ser comercializados em escala. O foco do Sandbox Regulatório está em produtos massificados de curto prazo e, com isso, estão excluídos os segmentos previdência, resseguros, grandes riscos e responsabilidade civil, por exemplo.

KPMG revela que o Brasil tem 113 insurtechs

Insurtech – Levantamento feito pela KPMG em parceria com a Distrito apontou que o número de startups ligadas ao setor de seguros (InsurTechs) aumentou 47% de 2018 até hoje. Segundo o relatório, o Brasil tem atualmente 113 empresas desse tipo, sendo que quase metade delas tem foco em infraestrutura e backend (processo interno) com 47,8% trabalhando em parceria com seguradoras já existentes e resolvendo problemas de eficiência do mercado. As outras atuam com produtos e distribuição (31%), marketplace (mercado de comércio eletrônico), comparação (14,2%) e serviços adicionais (7,1%).

De acordo com o estudo, pela divisão geográfica, três entre quatro insurtechs brasileiras estão localizadas na Região Sudeste, sendo 52,2% delas em São Paulo. O estado representa, por exemplo, metade dos seguros residenciais do país. Do total de startups ligadas ao setor de seguros, 74,3% estão no Sudeste, 17,7% no Sul, 4,45% no Centro-Oeste, 2,7% no Nordeste e 0,9% no Norte.

O levantamento apontou ainda que as insurtechs estão em estágio inicial, sendo que 66% delas têm o faturamento presumido de até R$ 5 milhões. Já cerca de 15 insurtechs têm faturamento presumido de mais de R$ 25 milhões. Com relação ao tamanho, quase 70% (79) delas têm menos de 20 funcionários, sendo infraestrutura e backend a categoria que possui o maior número de colaboradores. Apenas 15 têm mais de 50 funcionários.

Os desafios da nova gestão do IRB

Apesar da demissão de executivos do IRB Brasil Re, o CEO José Carlos Cardoso e Fernando Passos, ex-diretor financeiro, da contratação de  Werner Suffert, que chegou da BB Seguridade, e da teleconferência com analistas, as acoes do maior ressegurador do Brasil recuaram 16% na quinta-feira, com perda de mais R$ 2,8 bilhões em valor de mercado. Na semana, encolheu R$ 13,4 bilhões. “Uma pena que o CFO novo entrou ratificando o passado ao invés de se posicionar como um reformador”, comentou um especialista.

Além da queda na bolsa, clientes estão preocupados com seus contratos de resseguros e já começam a questionar a nova direção e também buscar cotações nos concorrentes para uma possível troca de fornecedor de resseguros. “Ainda não houve procuras formais nesse sentido, apenas a expressão de uma preocupação. O cenário ficará mais claro à medida que os contratos forem renovados ao longo do ano. Alguns contratos preveem o direito da seguradora de rompê-los em situações específicas. Mas não saberíamos dizer se seria o caso dada a complexidade envolvida”, informou um executivo que pediu anonimato.

A advogada Marcia Cicarelli, indicada para o conselho fiscal do IRB, divulgou nota reiterando que seu convite para o cargo partiu do própria empresa e não foi uma indicação da Berkshire Hathaway, como chegou a ser comentado.

A vaga da presidência do Conselho do IRB, ocupada interinamente por Pedro Guimaraes, ainda está vaga. Segundo fontes, o nome escolhido deve ser Antonio Cassio, executivo que está deixando a presidência das Américas do Grupo Generali, cargo que ocupa desde abril de 2015. Procurado, ele não confirmou a noticia. Nem para o blog Sonho Seguro e nem para amigos.

Veja os principais trechos da teleconferência liderada por Pedro Guimaraes, presidente interino do conselho do IRB e também presidente da Caixa Econômica Federal:

Quanto aos questionamentos da gestora Squadra: “Os números foram auditados por duas auditorias do ‘big four’. Nunca houve um questionamento, uma ressalva ou ênfase. Se fosse preciso contrataríamos a terceira, quarta auditoria. É credibilidade acima de tudo, mas os balanços não têm ressalva, nem ênfase.”

Quanto a transparência: “Um dos trabalhos do IRB a partir de agora será de aumentar o nível de transparência e incluirá a maior abertura de itens recorrentes e não-recorrentes do demonstrativo financeiro. Suffert terá essa missão: conseguir resgatar a credibilidade do mercado”.

Quanto ao guidance: “É pouco provável que mude e, se mudar, é pouco. Mas em nome da transparência não queremos prometer nada. O nome do jogo é prometer e cumprir”.

Quanto ao programa de bônus: “Os executivos que chegarão a partir de agora terão remuneração de acordo com a prática de mercado, com olhar de longo prazo e de governança”.

Marcia Cicarelli foi indicada ao conselho do IRB pela própria direção

Em teleconferência ontem, o novo presidente interino do IRB Brasil Re, Werner Suffert, disse que a indicação de Márcia Cicarelli também está sob investigação. Ela, que foi indicada para o conselho fiscal do IRB, divulgou nota reiterando que seu convite para o cargo partiu do própria empresa e não foi uma indicação da Berkshire Hathaway, como chegou a ser comentado.

“O convite para integrar o conselho fiscal do IRB foi feito à advogada Marcia Cicarelli pelo próprio IRB em razão de sua experiência no mercado de seguros e resseguros e conhecimento jurídico. Marcia confirmou expressamente à imprensa que não tinha conhecimento de qualquer envolvimento da Berkshire Hathaway International Insurance Ltd, ressegurador eventual de quem é procuradora no país, na indicação de seu nome”, informou a advogada, em nota.

Liberty lança seguro de proteção financeira para imobiliárias

alexandre monteiro liberty seguros

Novidade protege proprietários e inquilinos de dificuldades financeiras inesperadas

Fonte: Liberty Seguros

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), atualmente, dos 71 milhões de domicílios brasileiros, mais de 13 milhões são alugados. Por isso, empresas atuantes no mercado de imóveis e de seguros estão constantemente investindo em produtos e serviços que facilitam a vida e dão segurança a proprietários, imobiliárias e inquilinos.

Atenta às tendências de mercado e oportunidades em novos segmentos, a Liberty Seguros lança o produto Liberty Proteção Financeira. O seguro já está disponível e oferece aos segurados suporte financeiro com o objetivo de garantir amortização do aluguel ou condomínio do cliente. 

“O produto garante ao segurado cobertura em caso de Morte, Invalidez Permanente Total por Acidente, Perda Involuntária de Emprego (CLT) e por Incapacidade Temporária (Acidente ou Doença) e está disponível para contratação dos inquilinos.”

O Liberty Proteção Financeira faz parte do pacote de produtos e serviços imobiliários da Liberty Seguros, que também oferece duas outras coberturas com foco no setor: o Liberty Fiança Locatícia – alternativa para inquilinos sem as garantias financeiras normalmente exigidas para locar um imóvel – e o Liberty Incêndio – cobertura contra incêndios de diversas causas, que pode incluir pagamento de aluguel, danos elétricos, vendaval, impacto de veículos, responsabilidade civil familiar ou operações comerciais e assistência 24 horas.

“Em um cenário crescente de aluguéis de imóveis no Brasil, o objetivo da Liberty Seguros é facilitar a vida dos nossos clientes e trazer tranquilidade para seu dia a dia”, afirma Alexandre Vicente, diretor de seguros de pessoas da Liberty Seguros. “O Liberty Proteção Financeira oferece maior autonomia ao inquilino e mais segurança ao locatário, garantindo que nenhuma das partes seja prejudicada em momentos de dificuldade”, completa.

Arley Boullosa assume gestão comercial na Lojacorr no RJ

A Unidade Rio de Janeiro da maior rede de corretoras independentes do país, tem um novo reforço. Arley Boullosa assume a Gestão Comercial, com objetivo de aumentar a produção com a adesão de novos corretores na expensão dos negócios. Ele é professor, palestrante, diretor comercial da Moby Corretora de Seguros, idealizador da Kuantta Consultoria, do Projeto Kuantta Digital, da Supporty e Diretor de Ensino do Sincor-RJ. Iniciou sua carreira no mercado de seguros na Bradesco Seguros, tendo passagem pelas seguradoras AIG e Allianz Seguros. É especialista em tecnologia, estratégia empresarial e venda de seguros de automóveis pela internet.

CCS-RJ Connection reunirá especialistas em assuntos que mais interessam aos corretores

Fonte: CCS-RJ

O Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ) em parceria com o Educa Seguros reunirá no CCS-RJ Connection – que será realizado no dia 31 de março, no Centro de Convenções do Prodigy Hotel Santos Dumont – os principais especialistas em diferentes assuntos que interessam diretamente aos profissionais do mercado, especialmente nos processos de comercialização, inovação e relacionamento com os clientes. “Esse evento será um marco no fortalecimento do mercado de seguros, conectando todos os seus players, através de palestras e debates de temas relevantes trazidos por profissionais qualificados e de sucesso do setor”, afirma o presidente do CCS-RJ, Fabio Izoton.

Ele acrescenta que a programação inclui ainda a Feira de Negócios, o networking entre os participantes e o momento final de descontração, com “happy hour”. O foco do evento, que conta com o patrocínio de seguradoras, entidades de seguros e empresas parceiras do setor, é totalmente direcionado para o desenvolvimento profissional do corretor de seguros.

A programação contará com as presenças de expoentes do mercado, incluindo o ex-superintendente da Susep e atual presidente do Ibracor, Joaquim Mendanha de Ataídes, participante do painel que abordará o atual cenário do setor, ao lado do fundador do CQCS, Gustavo Doria, e do sócio da Aris Corretora, Thiago Fecher.

Também estão confirmadas as palestras do colunista dos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo e da rádio CBN, Pedro Doria, que abordará o tema “Como o digital está mudando o mundo”; do vice-presidente nacional da ABCOMM – Associação Brasileira de Comércio Eletrônico Rodrigo Bandeira, que apresentará sua visão sobre a importância de conhecer o comportamento do consumidor.

A idealizadora do PACS – Programa de Alta Performance para Corretores de Seguros, líder e fundadora da MegaLuzz Negócios, Bruna Garcia, vai falar sobre resultados e vendas.

Já o sócio-diretor da LUCRUS Treinamentos de Alto Impacto, Founder e Mentor na MENTORCOR, Rodrigo Maia, especialista no desenvolvimento de pessoas com foco em competências relacionadas 

às estratégias do negócio, vai listar para os corretores de seguros presentes argumentos práticos para vender mais.

FEIRA. Outra atração será a “Feira de Negócios” com mais de 20 expositores. Entre os confirmados, estão: Allianz, Bradesco Seguros, ENS, Capemisa, Fator Seguradora, SulAmérica, Carglass, NotreDame Intermédica, MBM Seguros, Previsul e TGL Consultoria.

O encontro também tem o apoio institucional da ABCOMM, Aconseg-RJ, Fenacor e Ibracor, e a parceria da Educa Seguros.

Todas as informações sobre ingressos, programação e patrocínios estão disponíveis no site: https://ccsrj.com.br/connection. Acompanhe todas as novidades por meio das redes sociais do CCS-RJ:

Facebook: www.facebook.com/ccsriodejaneiro.

Instagram: https://www.instagram.com/ccsrj/

SERVIÇO |

Data: 31 de março

Horário: das 8h às 17h

Local: Centro de Convenções do Prodigy Hotel Santos Dumont

PROGRAMAÇÃO |

08h00 – Credenciamento (Faça seu check-in com antecedência, chegue cedo ao evento)

09h00 – Abertura – participação de Anderson Ojope (Educa Seguros)

09h10 – Conectando Pessoas – Fábio Izoton, Sonia Marra e Luiz Mário Rutowitsch

09h30 – Palestra – “Mude seus hábitos e transforme seus resultados”

– Objetivo: tirar o corretor da zona de conforto.

Bruna Garcia – Idealizadora do PACS – Programa de Alta Performance para Corretores de Seguros; Líder e fundadora da MegaLuzz Negócios, empresa criada e desenvolvida para transformar a realidade de pequenas, médias e grandes empresas por meio do seu principal ativo: pessoas.

10h20 – Feira de negócios

10h55 – Produtividade

11h05 – Painel – Mercado de Seguros: As atualidades

O INTERLOCUTOR

Gustavo Doria – Fundador da Essenius Inclusão & Conectividade e do CQCS – Centro de Qualificação do Corretor de Seguros (www.cqcs.com.br), que conta com mais de 90.000 inscritos e tem mais de 25.000 participantes ativos. Atua há mais de 30 anos no mercado de seguros, passou por algumas seguradoras, corretoras de seguro, inclusive Bankassurance, corretor de resseguros, 1º especialista no Brasil em Resseguro Saúde, com diversas formações no mercado Londrino e Americano.

A AUTORREGULAÇÃO

Joaquim Mendanha – Foi superintendente da Susep, presidente do Sincor-GO e diretor secretário na FENACOR. Atualmente, é o presidente do IBRACOR. Corretor de Seguros desde 1989. Graduado em Administração e Marketing pela Universidade Católica de Goiás (PUC- GO) e Pós graduado em Seguros e Resseguros pela ENS.

A LGPD

Thiago Fecher – Coordenador da Comissão de Seguros de Transportes do Sincor/SP, membro da cátedra de Educação em Seguros da ANSP, sócio da Aris Corretora de Seguros e ex-diretor de Cultura e Ética do Clube dos Corretores de Seguros do Grande ABC. É corretor de seguros e advogado com atuação voltada para seguros empresariais e de transporte. Possui experiência em análise e gestão de risco em empresas que possuem aceitação restrita no mercado de seguros e presta serviço de consultoria para outras corretoras de seguros sem expertise nestes ramos.  

INOVAÇÃO NO MERCADO DE SEGUROS

Silvio Andrade – Com mais de 18 anos de experiência como gestor de empresas de tecnologia. Silvio Andrade é focado em projetos digitais e inovação, se dedica cada vez mais em observar os impactos da evolução de novas tecnologias, o surgimento e atuação dos novos empreendimentos digitais.

12h00 – Almoço – Feira de negócios

14h00 – Oportunidades

14h10 – Palestra: Como o digital está mudando o mundo

TRANSFORMAÇÕES TECNOLÓGICAS DO ÚLTIMO SÉCULO E LGPD

Objetivo: trazer um panorama do que está acontecendo no mundo

Pedro Dória – Co-fundador do Meio, uma startup de jornalismo que conta todo o essencial do dia em apenas 8 minutos. É também colunista dos jornais O Globo, O Estado de S. Paulo e da rádio CBN. Em suas palestras, trata do período radical de inovação que vivemos, juntando sua larga experiência com tecnologia digital, gestão, política e história. É autor de sete livros. O último é “Tenentes, A Guerra Civil Brasileira”.⠀

15h15 – Feira de negócios

15h50 – Transformação Digital

16:05 – Palestra: Você conhece o seu cliente? Entenda mais sobre o comportamento do consumidor

Objetivo: capacitar o corretor para identificar o cliente que está preparando para comprar

Rodrigo Bandeira – Vice-presidente da ABCOMM – Associação Brasileira de Comércio Eletrônico. Formado em Publicidade e Propaganda, pela Faculdade FACHA, com MBA em comércio eletrônico da INFNET. O especialista é professor e palestrante da Escola de Negócios e Seguros (ENS).

16h55 – Sucesso na Prática

17h05 – Palestra – Venda, causa ou consequência? Como manter o foco mesmo diante das turbulências do mercado

Objetivo: oferecer ao corretor argumentos práticos para vender mais

Rodrigo Maia – Sócio-diretor da LUCRUS Treinamentos de Alto Impacto, Founder e Mentor na MENTORCOR. É especialista no desenvolvimento de pessoas com foco em competências relacionadas às estratégias do negócio. Também certificado em coaching pelo Integrated Coaching Institute.

18h10 – Happy Hour

Artigo: Direito aplicado ao seguro

Por Walter Polido, docente da Unisincor

O segmento de seguros apresenta crescimento acentuado no Brasil e tem acervo próprio, tanto de legislação como de regulamentação. Ambas não conhecidas de forma ampla pelos operadores do direito. A jurisprudência dos tribunais é também vasta neste setor e são muitas as questões que merecem estudos mais aprofundados sobre elas.

O contrato de seguro, embora um modelo tipificado pelo Código Civil, não é estudado nas faculdades de graduação em Direito no Brasil, sendo que os operadores se vêm, a cada dia, mais envolvidos com demandas dessa área, apesar de não possuírem conhecimento especializado. Essa realidade, a qual envolve muito mais os segurados, na medida em que as seguradoras dispõem de rede de profissionais especializados que as assistem, pode prejudicar os interesses envolvidos.

Os corretores de seguros, muitas vezes, se veem diante da necessidade de indicar advogado para seus clientes e também não encontram especialistas no setor, mormente em razão da localização, em cujas cidades não estão disponíveis cursos dessa área.

O contrato de seguro e seus vários ramos apresentam especificidades que não podem ser resolvidas apenas sob o olhar dos aspectos e da prática processual, na medida em que requerem conhecimentos especializados. Entre as diversas questões, estão presentes os princípios norteadores do contrato de seguro na atualidade, assim como o pensamento contratual vigente, o qual impõe limites objetivos de atuação na atividade securitária, não mais persistindo o domínio pleno da vontade da seguradora nas relações.

O Código de Defesa do Consumidor também tem forte influência no setor, sendo que as normas de interpretação dos contratos de seguros apresentam especificidades que requerem sejam absorvidas pelo operador do direito. Conhecer o contrato de seguro e o direito que o envolve, pode trazer vantagens profissionais aos operadores do direito, uma vez que o segmento tem forte presença na sociedade  contemporânea, com tendência de ser ampliado a cada dia. Importante, também, para o corretor de seguros adquirir esse tipo de habilidade, na medida em que profissionalmente ele deve prestar o melhor serviço possível aos seus clientes e também no momento crucial do sinistro, sendo que conflitos podem acontecer nas relações segurado-seguradora.

O tema direito do seguro não se limita, portanto, aos advogados. Os conceitos apreendidos pelos corretores de seguros durante a habilitação devem ser reciclados, com aprimoramento.

De modo a possibilitar o contato direto com essa matéria, a Unisincor-Conhecer Seguros criou o curso de direito voltado ao seguro, semipresencial e intensivo, buscando oferecer visão global da estrutura formal do contrato de seguro na atualidade, com ênfase nos dispositivos comuns a todos os tipos ou ramos de seguros, passando pela formação do contrato.

O curso trata, ainda, das práticas usuais do mercado nacional, inclusive sobre os conflitos jurídicos que elas podem refletir. Os módulos buscam analisar de maneira crítica as bases contratuais vigentes, com visão propositiva na busca de soluções adequadas ou, ainda, preventivas. Adicionalmente, proporcionará visão ampla sobre o Código de Processo Civil e sua aplicação específica no segmento securitário. Esse curso pode ser realizado por advogados e (ou) operadores do direito, corretores de seguros, peritos, reguladores de sinistros e profissionais de seguradoras.

ANS afirma que planos de saúde devem cobrir tratamento de coronavírus

SulAmérica decidiu oferecer a seus segurados acesso ilimitado a consultas por vídeo e ligação telefônica no período de alta proliferação

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que está garantida a cobertura, pelos planos de saúde, de tratamento aos pacientes diagnosticados com o novo coronavírus, de acordo com a segmentação do convênio médico (ambulatorial ou hospitalar). Segundo o órgão, “o tratamento independe do resultado laboratorial e deve ser indicado a partir do diagnóstico clínico, feito pela equipe médica de atendimento”, ressaltou, em nota.

A ANS destacou, porém, que não está prevista a cobertura pelos planos de exames para detectar a Covid-19. Os exames estão a cargo dos laboratórios da rede pública. “O acompanhamento do Covid-19 segue os protocolos e as diretrizes do Ministério da Saúde, autoridade sanitária responsável pela resposta brasileira à doença”, ressaltou. A ANS acrescentou que está alinhada, participando das reuniões e colaborando na estratégia e disseminação de informações.

“Todos aqueles que estão em território nacional que forem enquadrados na definição de casos suspeitos, o que inclui os beneficiários de planos de saúde, terão o teste laboratorial para coronavírus realizado por um dos laboratórios públicos de referência”, acrescentou a agência. 

A coluna Painel S/A, da Folha de S.Paulo, registra que por causa do coronavírus, a SulAmérica decidiu oferecer a seus segurados acesso ilimitado a consultas por vídeo e ligação telefônica no período de alta proliferação.

A Bradesco Saúde informou que, em caráter preventivo, divulgou aos seus segurados, corretores e estipulantes uma cartilha educativa com orientações sobre a doença, as formas de transmissão, os principais sintomas e como se prevenir. “Estamos monitorando a evolução e aguardando eventuais novas orientações do Ministério da Saúde ou da ANS.”

Nancy Green, vice-presidente de Soluções de Commercial Risk da Aon e líder da força-tarefa COVID-19 da empresa, lembra que surtos ocorrem e “mesmo que não possamos prever quando e em qual escala, podemos nos preparar para o impacto”. Em um mundo conectado, onde negócios e viagens globais são a norma, surtos mundiais de doenças são inevitáveis. As empresas devem antecipar a ameaça e avaliar o impacto econômico e financeiro que uma doença pandêmica ou infecciosa pode ter em suas organizações.

As principais etapas incluem a atualização dos planos de gerenciamento de crises e continuidade de negócios, conforme necessário, e a implementação de planos de contingência e comunicação para lidar com o impacto de um surto. Compreender os possíveis impactos nas cadeias de suprimentos e mitigá-los conforme necessário também é essencial. Além disso, as organizações devem considerar como os métodos de transferência de risco, como o seguro, podem responder aos custos relacionados à pandemia.

Por fim, é importante lembrar que, em tempos de crise, nem tudo ocorre conforme o planejado. “Quando planos são testados por eventos como uma pandemia”, explica Green, “pode ser um mecanismo de força que reúne equipes para desenvolver ainda mais as capacidades, manter um bom ambiente de tomada de decisão durante uma situação em evolução e, finalmente, se preparar para o impacto, construindo um caminho para a resiliência juntos”, finaliza a executiva em post do grupo empresarial.

Artigo: Os impactos da longevidade no mercado segurador brasileiro

Nilton Molina MAG

Por Nilton Molina, presidente do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon

No último trimestre de 2019, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou estudo que revelou, novamente, que estamos vivendo cada vez mais. Segundo o Instituto, a expectativa de vida média do brasileiro ao nascer em 2018 chegou em 76,3 anos. Esse resultado representa um aumento de três meses e quatro dias no intervalo de um ano. A boa notícia é que não vamos parar por aí. Segundo as estimativas demográficas, a expectativa é de que este indicador, projetado para o ano de 2042, supere os 80 anos de idade. É importante incluirmos ao debate outro dado relevante. Também segundo o IBGE, a expectativa de sobrevida média à idade alcançada de uma pessoa de 70 anos em 2015 é de mais 15 anos. Há 20 anos, ou seja, em 2000, esse mesmo indicador apontava para uma sobrevida média de 12 anos. Quando projetamos a análise mais para frente, especificamente no ano de 2060, a expectativa média de sobrevida para um indivíduo de 70 anos será de mais 17,5 anos. É a manifestação clara e evidente do fenômeno da longevidade.

Mas, afinal, de que país estamos falando? Enquanto especialista e estudioso em longevidade, previdência e demografia, afirmo sem sombra de dúvidas: deixaremos de ser um país jovem nos próximos 40 anos. Este cenário traz impactos para vários segmentos econômicos. Neste momento, no entanto, vou especificar a minha análise ao mercado em que atuo há mais de 50 anos: o de seguros de vida e de previdência, ramo que, segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), representou 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no período de janeira a novembro de 2019.

O primeiro aspecto da minha análise é o da previdência social. Eu posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que o fenômeno da longevidade exigirá reformas cada vez mais frequentes. A matemática é simples: se vamos viver mais, é preciso garantir o pagamento da chamada aposentadoria por mais tempo. Consequentemente, será fundamental, minimamente, contribuir por mais tempo. Adiciona-se a isso mais um ingrediente: a queda na taxa de reposição, fator que aliado às melhorias da saúde impulsionam a longevidade.

Isso revela uma oportunidade grande e única para o segmento de previdência complementar. No entanto, é preciso ressaltar uma questão importante. O esforço de poupança do brasileiro pensando a longo prazo, ou seja, para o futuro, mesmo na iniciativa privada, deverá ser ainda maior em volume e em tempo de contribuição para garantir a reserva financeira mais adequada na hora de desacelerar a rotina de trabalho.

Já quando olhamos o mercado seguro de vida, podemos visualizar algumas possibilidades de análises. Pelo ponto de vista dos produtos de risco de morte, a longevidade e o aumento da expectativa de vida da população favorecem diretamente que essas soluções fiquem, na verdade, mais baratas para o consumidor.

Quando temos tábuas atuarias mais atualizadas, o mercado pode oferecer seguro de vida cada vez mais competitivo, uma vez que o tempo de vida do indivíduo passa a ser maior, tendo impacto direto no preço. Ou seja, se tem a expectativa de viver mais, o cliente pagará mais tempo e, consequentemente, pagará um valor menor referente a esta proteção.

Outra questão é que as pessoas estão cada vez mais ativas. Dessa forma, permanecerão por mais tempo no mercado trabalho, o que tornará cada vez mais recorrente e crescente a contratação de produtos e soluções garantidoras da renda. São exemplos de seguros para esta finalidade o Diária por Incapacidade Temporária (DIT), Diária de Internação Hospitalar (DIH) e Renda por Invalidez.

O mercado de seguro de vida e previdência tem crescido ano a ano e de forma consistente. Não há dúvidas de que a longevidade, juntamente com a maior conscientização financeira da população e a estabilidade econômica, serão fatores que certamente contribuirão para alavancar ainda mais esta indústria e fazer com que esse segmento alcance patamares históricos.

Werner Suffert assume como VP executivo, financeiro e de RI do IRB Brasil RE

Suffert foi eleito pelo Conselho de Administração da companhia após as saídas de José Carlos Cardoso, presidente, e Fernando Passos, até então vice-presidente Executivo, Financeiro e de Relações com Investidores, ocorridas nesta quarta-feira

O administrador Werner Suffert é o novo vice-presidente Executivo, Financeiro e de Relações com Investidores do IRB Brasil RE. O executivo, que ocupou o posto de CFO e diretor de Relações com Investidores da BB Seguridade pelos últimos seis anos, também assume a posição de CEO interinamente, até a nomeação de um profissional para a função.

“Werner é um profissional extremamente qualificado, reconhecido e reputado pela sua trajetória, que será fundamental para a boa relação do IRB Brasil com os acionistas e mercados em geral”, diz Pedro Guimarães, presidente interino do Conselho de Administração do IRB Brasil, que completa: “Sua extensa experiência no setor de seguros será fundamental para a sequência da companhia, que trilha o caminho da solidez e dos bons resultados”.

Administrador de empresas com mestrados pela Fipe e Coppead/UFRJ, Suffert iniciou sua carreira no Banco do Brasil, onde atuou em diversas áreas. Na Brasilseg, foi membro do Comitê Financeiro, e presidente também do Comitê Financeiro na Brasilcap. Foi membro de diversos conselhos da Brasilprev, incluindo o de Administração. Na BB Seguridade, além de CFO, também foi CEO durante um breve período. Suffert também foi membro do Conselho de Administração do IRB Brasil até fevereiro deste ano.

Suffert foi eleito pelo Conselho de Administração da companhia após as saídas de José Carlos Cardoso, presidente, e Fernando Passos, até então vice-presidente Executivo, Financeiro e de Relações com Investidores, ocorridas nesta quarta-feira. Ambos apresentaram suas cartas-renúncia, que foram aceitas pelo Conselho.