Susep regulamenta registro de operações em seguros

A medida, que ainda depende de regulamentação complementar, valerá inicialmente para o seguro garantia

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) iniciará a operação do sistema de registro de operações no setor de seguros. A norma determina que as entidades supervisionadas pela autarquia efetuem o registro de suas operações de seguro, previdência complementar aberta, capitalização e resseguro em sistemas de registro previamente homologados pela autarquia.

A medida, que ainda depende de regulamentação complementar, valerá inicialmente para o seguro garantia e se estenderá progressivamente para outros segmentos. A implementação completa se dará em até três anos. Conforme a resolução, as entidades supervisionadas devem efetuar o registro de suas operações em sistemas de registro previamente homologados e administrados por entidades registradoras credenciadas pela Susep.

O modelo adotado pela Susep toma como referência sistemas e normas já adotados no Brasil por instituições como o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Uma das metas do projeto é garantir maior transparência ao mercado e ao consumidor. “O registro de operações permitirá a modernização sistemática da forma como os dados são enviados para a Susep”, explica o diretor Vinícius Brandi. “Espera-se que o envio se torne mais ágil e eficiente”, diz.

A efetivação da automatização, demanda que tramitava por mais de uma década na Susep, está sendo viabilizada pelo investimento em modernização e tecnologia que a organização vem implementando desde o ano passado. “A redução de custos de observância é um dos objetivos do projeto, bem como a eficiência em processos como o monitoramento. Através dos dados, a Susep poderá estabelecer políticas regulatórias mais assertivas”, informa o chefe do Departamento de Tecnologia da Informação da autarquia, Leonardo Brasil. “A transparência é um dos pilares da Susep”, lembra.

O conteúdo do registro deverá conter, no mínimo, informações que permitam a apuração dos riscos inerentes à operação, segmentados de acordo com principais características dos objetos segurados e das coberturas contratadas, a apuração dos fluxos financeiros da operação, identificação das partes envolvidas e das características dos eventos e transações registrados. Os prazos para o registro são estabelecidos conforme a complexidade das operações.

A Susep avançará ainda na regulamentação complementar, indicando, por exemplo, as regras de credenciamento das entidades registradoras e de homologação dos sistemas de registro, entre outras determinações.

COVID-19: PIB brasileiro tem previsão de queda de 0.7% para 2020

Economistas da Euler Hermes divulgam nova análise sobre os impactos do corona vírus na economia mundial

Fonte: Euler Hermes

O grupo de economistas internacionais da Euler Hermes, especialista líder mundial em seguro de crédito e especialista em seguro garantia, lançou nessa segunda-feira (23) um novo comunicado atualizando informações sobre o cenário econômico global em face do efeito cascata gerado pelas medidas para conter o avanço do COVID-19.

Em documento assinado pelo economista-chefe da Euler Hermes, Ludovic Subran, Alexis Garatti (Chefe de Pesquisa Econômica), Ana Boata (Chefe de Pesquisa Macroeconômica) e Eric Barthalon (Chefe de Pesquisa de Mercado de Capitais), a previsão é que o surto de COVID-19 forçará os governos a colocar o mundo em uma pausa sem precedentes, por pelo menos três meses, para achatar a curva de contágio.

De acordo com o documento, medidas extraordinárias foram adotadas em tempos extraordinários para aplainar a curva de recessão e os economistas esperam uma forte recessão global no primeiro semestre de 2020 na grande maioria das economias desenvolvidas e emergentes. Na América Latina, a previsão é de que o PIB tenha uma queda de -1.2pp e para o Brasil a expectativa é de 0.7% para 2020.

Para os economistas, a recuperação em todo o mundo deve ser em forma de “U”. Isso por conta das inúmeras medidas tomadas ao longo das últimas semanas. Desde 1,11 bilhão de euros do BCE às provisões de liquidez de 1,5 bilhão de dólares do Fed, até respostas fiscais favoráveis às empresas em todo o mundo, fornecendo de 0,5 a 1,2pp de alívio ao crescimento, dependendo do país, o objetivo tem sido enfrentar a crise do fluxo de caixa. No entanto, o custo de contenção pode chegar a um choque de 20 a 30% para cada economia por um mês, tomando como exemplo a situação chinesa.

Além disso, o custo de um quarto de interrupção no comércio global deve ser de US $772 bilhões, já que a UE e os EUA adotam fortes medidas de confinamento, incluindo severas restrições nas fronteiras. Segundo os analistas, a recuperação, iniciada no segundo semestre de 2020, certamente será proporcional ao choque, com um excesso inflacionário temporário.

Expectativas de queda

Os resultados dos economistas da Euler Hermes sugerem que, para cada mês de confinamento, o PIB real pode cair de -7% a -10%, com uma perspectiva de retorno gradual aos níveis normais de atividade até o final de junho, com metade das perdas mensais restauradas em maio e 80% a 90% das perdas restauradas em junho.

Swiss Re tem exposição de US$ 250 milhões no cancelamento dos Jogos Olímpicos

Fonte: Com agências internacionais

A Swiss Re tem uma exposição de cancelamento de eventos de US$ 250 milhões aos Jogos Olímpicos de Verão de Tóquio e enfrenta outros passivos em potencial após o surto de coronavírus. A resseguradora com sede em Zurique também possui outros milhões de “três dígitos” em exposições a eventos programados e uma participação de mercado geral de cerca de 15% em relação ao gerenciamento e cancelamento de eventos, a coberturas de eventos específicas que poderiam ser reivindicadas devido ao COVID-19, disse o diretor financeiro do grupo, John Dacey, durante a teleconferência anual da Swiss Re em 2019.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, pediu ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para adiar a realização dos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, por um ano devido à pandemia do coronavírus, segundo a emissora pública japonesa “NHK”.

Dacey assumiu que, embora seja muito cedo para prever as perdas relacionadas com o seguro de interrupção de negócios, “a grande maioria das coberturas de bens e interrupção de negócios tem como base para serem acionadas a existência de danos físicos”. Os cancelamentos por conta da Covid-19 não seriam ativados por danos físicos ou materiais e, por isso, “podem ter sublimites específicos que preveem coberturas modestas, independentemente das perdas físicas”, esclareceu.

Sura posterga pagamento de seguro para empresas durante a pandemia

Seguros SURA divulga novas medidas visando apoio e a continuidade dos negócios de seus clientes afetados pela crise do coronavírus

A  Seguros SURA  facilitou o pagamento do Seguro Empresarial para que as empresas continuem a conduzir seus negócios com segurança. Os atuais clientes do segmento Empresarial terão seus boletos com vencimento entre a última sexta-feira, 20 de março, e o dia 30 de junho de 2020 postergados por 90 dias. A mesma condição é válida para os clientes que renovarem ou contratarem o Seguro Empresarial dentro deste período, com pagamento da primeira parcela após 90 dias. Os clientes que renovarem o seguro Empresarial a partir de 1 de julho terão 10% de desconto no valor da apólice.

“Entendemos a situação real que muitas empresas vão enfrentar com a crise e nos antecipamos para apoiar nossos clientes neste momento delicado, e vamos continuar estudando cenários para cuidar da saúde das pessoas e da sustentabilidade dos negócios, confiantes de que enfrentaremos esses desafios juntos”, conclui Thomas Batt, CEO da Seguros SURA no Brasil.

Fitch revisa perspectiva de seguros na AL devido a pandemia de coronavírus

Fonte: Fitch Ratings
 
A Fitch Ratings revisou sua perspectiva para os fundamentos subjacentes dos setores de seguros da América Latina (LatAm) para negativos e estáveis ​​(Perspectivas do Setor). A revisão do setor deve-se a preocupações crescentes com a pandemia de coronavírus e impactos relacionados à qualidade de crédito das companhias de seguros na região.

A perspectiva da Fitch para os níveis de classificação nos setores da região permanece estável (Perspectiva de Rating), embora a Fitch espere revisar as Perspectivas de Rating como seu trabalho analítico relacionado aos avanços no coronavírus.
 
Atualmente, a Fitch acredita que os ratings das seguradoras não-vida da América Latina serão menos afetados pela pandemia de coronavírus do que os das seguradoras de vida e saúde. A Fitch também acredita que o impacto da pandemia de coronavírus pode variar de país para país, se as taxas de infecção permanecerem variadas na região.
 
No curto prazo, a deterioração dos mercados acionários e o declínio nas taxas de juros pressionarão os lucros, reservas e capital das seguradoras, enquanto também se espera que os ganhos das seguradoras de vida e saúde sejam pressionados pelo efeito direto dos custos elevados de sinistros relacionados ao tratamento pacientes infectados ou cobertura de benefícios sob políticas de vida, respectivamente.

A Fitch acredita que as exposições de sinistros para seguradoras não-vida serão mais abafadas. A longo prazo, a Fitch espera que o potencial de uma interrupção sustentada na economia em geral possa causar deterioração nos mercados de crédito, o que levaria a um aumento no inadimplemento de títulos e empréstimos e a mais pressão nos níveis de capital.
 
A agência realizará revisões separadas para seus ratings de seguro na região em relação a suposições relacionadas à pandemia de coronavírus em ambientes operacionais e perfis financeiros devido à volatilidade do mercado de capitais, ambientes de baixa taxa de juros, pressões de liquidez do mercado e evolução de sinistros / reservas segurados.

Quaisquer mudanças nos ratings soberanos também podem servir de ponto de pressão para as seguradoras da América Latina que investem pesadamente na dívida do soberano local. A Fitch comparará o perfil pró-forma de uma seguradora em relação aos ratings existentes de sensibilidade estabelecidos pela agência. Se as sensibilidades forem notadamente violadas, as classificações serão colocadas em Observação de classificação negativa ou rebaixada. A Fitch está nos estágios iniciais desta revisão.
 
Perspectivas do setor revisados de estável para negativo:
–Mexico
–República Dominicana
–Panamá
–Seguro não vida colombiano
–Brasil
 
Perspectivas atuais negativas:
–Seguro de Vida e Não Vida no Chile
–Seguro de vida colombiano
–Nicaragua

Abrapp e Ancep pedem prorrogação de prazo para demonstrações financeiras dos fundos de pensão

Fonte: Abrapp

A Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementa) e a Ancep (Associação Nacional dos Contabilistas das Entidades de Previdência) encaminharam correspondência para a Previc com solicitação de prorrogação do prazo para envio das Demonstrações Contábeis e aprovações dos Conselhos Deliberativo e Fiscal das Entidades Fechadas de Previdência Complementar referente ao fechamento de 2019, que termina no próximo dia 31 de março. A proposta das associações é adiar o prazo máximo para envio das informações, no mínimo, em mais 30 dias, ou seja, para o dia 30 de abril, em virtude das dificuldades impostas ao setor por conta da pandemia de coronavírus (Covid-19).

“É uma solicitação para ampliação do prazo para o envio das informações devido às dificuldades de assinaturas de atas e reuniões dos Conselhos Deliberativo e Fiscal. As entidades estão adotando planos de contingência para proteger seus colaboradores e dirigentes e, por isso, estão receosas de não conseguirem cumprir os prazos legais”, explica Luís Ricardo Marcondes Martins, Diretor Presidente da Abrapp. 

O tema foi levado para discussão em reunião ordinária do Conselho Deliberativo da Abrapp, realizada por videoconferência. O Conselho é composto por 25 entidades, com grande representatividade do sistema, e por unanimidade, manifestaram preocupação com o prazo. Por isso, orientaram o Diretor Presidente a apresentar o pleito à Previc. A Abrapp tem recebido inúmeras manifestações das associadas, reforçando a necessidade de dilatação do prazo,.

Agências de rating e investidores avaliam impactos do Covid-19 em seguros

Seguradoras poderão sofrer impacto reputacional caso o volume de pedidos de indenização cresça em proporção do número de tomadores de seguro não esclarecidos sobre a exclusão do risco de pandemia

Fonte: Blog Sonho Seguro com agências internacionais e locais

Dois sérios impactos da pandemia do novo coronavírus no mercado segurador preocupam investidores e órgãos reguladores: mortes e o impacto nas reservas técnicas com a queda das bolsas e das taxas de juros. Além desses dois pontos, obviamente todos buscam avaliar os impactos da recessão da economia, do desemprego, dos saques em planos de previdência, tanto por investidores assustados com a queda da rentabilidade por conta do derretimento das bolsas como para fazer frente às necessidades dos investidores. A preocupação com a queda das vendas de seguros pela perda de renda da população também consta na lista das questões debatidas por executivos nas telas do app Zoom, utilizado para fazer reuniões a distância em tempos de #ficaemcasa.

O presidente da corretora XP, principal marketplace de investimentos do Brasil, Guilherme Benchimol, comentou em reunião com empresários no último domingo, projetar 40 milhões de desempregados em todo o Brasil em decorrência da pandemia. Ele defendeu a criação de um “plano Marshall”, aos moldes do pacote de reconstrução da Europa depois da Segunda Guerra. Ou seja, a situação e séria e afeta a todos. Na corretora XP, que administra cerca de R$ 22 bilhões em reservas de previdência, o comportamento dos clientes tem sido positivo até a última sexta-feira, 20 de marco. Praticamente sem saques, segundo informou uma fonte.

As agências de classificação financeira chamam atenção para as seguradoras que atuam no segmento de vida, de saúde, de eventos e de interrupção de negócios. Basicamente a totalidade dos contratos tem exclusão para pandemias. Ou seja, as seguradoras não são obrigadas a pagar danos causados por pandemias. Um comunicado da Moody’ s Investors Services salienta que, embora com exposição limitada em termos de indemnizações diretas, as seguradoras poderão sofrer impacto reputacional caso o volume de pedidos de indenização cresça em proporção do número de tomadores de seguro não esclarecidos sobre a exclusão do risco de pandemia.

Por outro lado, as agencias afirmam que a desvalorização de ativos aplicados na bolsa e os recentes cortes nas taxas de juros vão pressionar rentabilidades de investimento, reservas e capital das seguradoras de vida, destaca a Fitch Ratings, antecipando ainda que o ramo Vida deverá enfrentar um potencial pico de mortes causadas pela pandemia.  

As agências de crédito AM Best e Fitch Ratings rebaixaram as perspetivas para as seguradoras de vida dos EUA de estável para negativas. Na Suíça, a “susep local”, conhecida como Finma, chamou Zurich Insurance, Swiss Life e Swiss Re com o objetivo de garantir monitorização conjunta da evolução nos mercados financeiros. As agências de crédito também pedem às companhias avaliadas para anunciar aos investidores de que a pandemia terá impacto limitado no negócio.

No Brasil, Marcio Coriolano, presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg), ao comentar os resultados do setor de seguros no mês de janeiro, afirmou que não se pode esperar bons resultados do setor no ano de 2020. “Os efeitos negativos do novo coronavírus para a economia e sociedade brasileiras são evidentes. E afetarão fortemente o setor de seguros após o ciclo de contratações de 2019”, disse. Ele prevê que a restrição da circulação geral para a prevenção do COVID 19 afetará os seguros com efeitos visíveis no segundo semestre de 2020.

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) ainda não se pronunciou ao pedido de entrevista feito na quinta-feira passada. Com base nas entrevistas sobre o resultado financeiro de 2019, algumas companhias citaram que conseguiram reduzir a queda do ganho financeiro com a redução da taxa Selic ao criarem um portfólio mais dinâmico, com ações e outros papeis no mercado de capitais.

A SulAmérica se antecipou e na semana passada comunicou o mercado que a partir de consequências diretas e indiretas da pandemia, notadamente em função da restrição de demanda, dos cenários macroeconômicos incertos e de uma expectativa de desaceleração econômica global e local, a companhia poderá ter impactos negativos em suas receitas e/ou em seus custos.

A pandemia já acumula mais de 150 mil mortes em todo o mundo. No Brasil, o impacto ainda é pequeno. Ontem à tarde o Brasil registrava 25 mortes causadas pelo novo coronavírus. De acordo com o Ministério da Saúde, havia 1.546 casos confirmados de contaminação, um aumento de 37% em relação a sábado.

Via de regra, pandemias são excluídas de pagamentos de indenização nos contratos de seguros. No entanto, algumas seguradoras locais afirmam que por ora vão manter o pagamento, como a Previsul, do grupo Caixa Seguros, informou em nota na semana passada. Segundo noticiou o Valor, a seguradora francesa CNP e a Caixa Econômica Federal, vai liberar indenizações no caso de morte causada pelo coronavírus, medida que deve ser seguida por concorrentes do mercado.“Mesmo não tendo a obrigação legal, pagaremos as indenizações”, disse Laurent Jumelle, presidente da Caixa Seguradora.

A MAG Seguros também está estudando incluir as coberturas nas apólices em que ela não está prevista, no caso dos seguros de vida. “Uma parte significativa do nosso portfólio garante eventos decorrentes de pandemia. Para os demais, estamos em tratativas junto aos nossos resseguradores e ao mercado a fim de encontrar uma solução”, disse Nuno Pedro David, diretor de marketing da MAG Seguros, ao Valor.

Homeoffice – O ministro Dias Toffoli, em entrevista na semana passada, levantou a bola sobre o grande número de acoes judiciais que podem vir a tona com a pandemia. Diante disso, o especialista Aparecido Rocha faz alguns alertas importantes. Em artigo ele cita que na hipótese da ocorrência de acidentes em home office, a seguradora estará isenta de responsabilidade por eventuais pedidos de indenização. Para que haja cobertura de seguro, as empresas precisam documentar a decisão de colocar os funcionários em home office e solicitar às seguradoras endossar as apólices com garantia também para acidentes em locais de terceiros, no caso a residência de seus empregados.

Para cobrir perdas e danos dos equipamentos da empresa utilizados por funcionários em regime de trabalho em home office, será preciso endossar a apólice do seguro empresarial com a inclusão de cobertura para bens em locais de terceiros. Caso a empresa queira também cobertura para os equipamentos de seus próprios funcionários em uso a serviço da empresa, como aparelhos de comunicação, telefones, celulares, computadores e notebooks, deverá negociar uma cláusula particular indicando os endereços de seus funcionários, descrição dos equipamentos e valores. “O seguro não é a cura para os problemas sociais, mas é um remédio poderoso para manter uma empresa viva e gerando empregos”, finaliza. 

Wilson Toneto assume como vice-presidente Executivo de Riscos e Conformidade do IRB Brasil RE

O economista Wilson Toneto é o novo vice-presidente Executivo de Riscos e Conformidade do IRB Brasil RE. O executivo foi eleito para o cargo por unanimidade pelo Conselho de Administração da companhia, após decisão de desligar a então vice-presidente Lúcia Maria da Silva Valle.

“Wilson chega para aportar em nossa companhia sua grande experiência e capacidade na área, tendo como missão assegurar e fortalecer a gestão de riscos e as práticas de compliance consolidando-as como referência no mercado nacional e internacional”, afirma o CEO interino do IRB, Antônio Cássio dos Santos.

Wilson Toneto foi vice-presidente de Administração, Controle e Finanças do Grupo Mapfre, tendo assumido, em 2011, o cargo de CEO da Mapfre Brasil. Atuou ainda como presidente do Conselho de Administração do Grupo Segurador BB e Mapfre e membro do Comitê Executivo Global do Grupo Mapfre, se desligando, nesta ocasião, do Conselho da Seguradora Líder, bem como de outros conselhos consultivos dos quais participa, para assumir a nova função no IRB. É, ainda, membro do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) e possui a certificação de Conselheiro de Administração com Experiência (CCIe), fazendo parte de um seleto grupo de aproximadamente 100 profissionais no Brasil.

O Conselho de Administração do IRB informou também que recebeu documento com a decisão que permite o vice-presidente Executivo, Financeiro e de Relações com Investidores, Werner Süffert, tomar posse. O executivo, que era ligado à BB Seguridade, foi eleito para o cargo no último dia 04/03 pelo órgão.

Artigo: Concentração e competitividade no setor segurador

Marcio Coriolano cnseg

por Marcio Seroa de Araujo Coriolano, economista, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)

Nos últimos anos, com a crescente globalização e integração de mercados, a preocupação com o nível de concentração e de competitividade entre empresas de setores econômicos tem sido mais presente. O setor segurador brasileiro, por desempenhar importante papel para a acumulação de capitais, proteção de patrimônios e rendas de empresas e famílias, e progresso econômico, tem estado na mira das autoridades reguladoras quanto à avaliação de seu padrão concorrencial.

A concentração pode ser medida, sem maior rigor, pelo Concentration Ratio (CR), índice que expressa a participação das “n” maiores empresas em dado setor. Não obstante, índices de concentração como esse não distinguem situações em que existem poucas empresas daquelas em que há muitas empresas com fatias menores de mercado, além de não levar em consideração a distribuição entre as participações relativas.

Já o índice Herfindahl-Hirschman (HHI), utilizado pelos governos americano e inglês para avaliar fusões e incorporações de empresas, resolve esses problemas com um resultado que pode variar de uma escala de zero a 100%. O Departamento de Justiça dos EUA considera que um HHI inferior a 15% representa um mercado com baixa concentração empresarial, entre 15% e 25%, um mercado moderadamente concentrado e, superior a 25%, um mercado altamente concentrado.

Quando o HHI é aplicado ao setor segurador brasileiro em comparação com os EUA, a maioria dos segmentos analisados fica na faixa considerada de baixa concentração. Como exemplos, em 2018 os seguros de patrimônios e responsabilidades nos EUA apresentaram um índice de concentração de 3%. No Brasil, esse índice foi levemente mais alto — ficou em 4,9%. Dentro dos seguros de patrimônios, o seguro de automóveis ficou em 6,4% nos EUA e 9,6% no Brasil; já os seguros residenciais atingiram 6% nos EUA e 10,4% no Brasil.

No caso dos seguros de vida, os EUA foram classificados com índice de 2,8% e o Brasil com 7,5%, de novo, ambos na faixa de baixa concentração.Mesmo com números na mesma escala, é ainda importante ressaltar que as frequentes comparações com os Estados Unidos não consideram fatores externos à metodologia do HHI, como características sociais, culturais e econômicas de cada país.

Pelo lado dos que compram seguros, segundo dados do Banco Mundial, os americanos têm renda média sete vezes maior do que a brasileira, e essa renda é menos concentrada. Pelo lado de que oferece, a facilidade de fazer negócios nos EUA é muito maior que no Brasil. Pelo índice ase of Doing Business, também do Banco Mundial, numa escala que vai de 0 a 100, o Brasil é avaliado com nota 59, e os EUA com nota 84.Além disso, os EUA têm estrutura regulatória peculiar, com um órgão regulador do mercado de seguros para cada estado, o que influenciou decisivamente a formação de um padrão de concorrência local, de modo diverso do Brasil.

É importante também ressaltar que alguns seguros podem ter maior grau de concentração empresarial simplesmente porque são mercados em que a mera presença de poucos ofertantes dispostos a competir não implica menor eficiência. Um exemplo é a experiência do Chile após a reforma da previdência, que resultou em muitas empresas fracas, que acabaram quebrando.

Outro exemplo são os segmentos com grande participante estatal, como, no Brasil, o seguro habitacional e o seguro rural. Nesses casos, o governo pode fazer muito mais pela concorrência do que as empresas privadas.Finalmente, e segundo estudos econométricos promovidos pelo European Centre for International Political Economy (Ecipe), níveis elevados de regulação de mercados estão associados a níveis mais altos de concentração e mais baixos de competitividade, ou seja, o ativismo regulatório dos governos exerce impacto direto no nível de concorrência.

Cenário como esse tende a amedrontar potenciais novos entrantes e, indiretamente, sedimentar posições dos existentes, desestimulando a competição baseada na eficiência, que sempre traz positivas inovações relacionadas aos produtos e aos canais de sua distribuição. 

Bradesco Saúde lança hotsite exclusivo sobre informações do Coronavírus

Plataforma disponibiliza conteúdo atualizado sobre a doença, além de dicas práticas de prevenção e orientações

Fonte: Bradesco Saúde

A Bradesco Saúde e Mediservice lançaram o site www.bradescosaude.com.br/coronavirus, criado para oferecer acesso fácil a conteúdo útil envolvendo o novo Coronavírus para atender os beneficiários, com orientações sobre a doença. 

Neste canal, o beneficiário encontrará informações qualificadas e atualizadas sobre o tema, além das medidas que a Bradesco Saúde e Mediservice vêm adotando como recomendações para ajudar a conter a transmissão. 

O site traz a cartilha digital desenvolvida pela área Médica da Bradesco Saúde, com informações sobre a doença, as formas de transmissão, os principais sintomas e como se prevenir. Este material foi divulgado aos segurados, corretores e estipulantes no início do ano, e vem sendo atualizado constantemente. Além disso, estão disponibilizadas perguntas e respostas sobre o Coronavírus, e orientações práticas nos casos em que há indicação médica para o isolamento domiciliar. 

Para facilitar a procura por atendimento na rede de prestadores médico-hospitalares por pessoas que apresentarem os sintomas relacionados à doença, o site disponibiliza também a relação de clínicas referenciadas, com endereço e telefone, que atuam no modelo de pronto atendimento, sem necessidade de agendamento prévio.