Governo estuda MP para transferir R$ 4,5 bilhões do DPVAT ao SUS

CNN Brasil informa que o governo estuda editar nos próximos dias uma nova Medida Provisória para fortalecer o orçamento do Sistema Único de Saúde. Desta vez, a proposta pretende repassar ao SUS os recursos que o Seguro DPVAT não utilizou para pagamentos de suas obrigações e indenizações. A medida havia sido prometida pelo ministro Paulo Guedes no último dia 16. Segundo ele, a MP injetará R$ 4,5 bilhões na saúde.

A CNN teve acesso a documentos internos do Ministério da Economia sobre a tramitação da proposta de medida provisória. A chamada exposição de motivos do Ministério, documento que enumera as razões para edição da medida provisória, foi encaminhada nesta sexta-feira à Presidência da República. Em um dos arquivos, a Secretaria do Orçamento Federal diz que os repasses de recursos do DPVAT ao SUS ocorrerão sob supervisão da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

Impacto fiscal – De acordo com o Banco Central, os recursos ingressarão no orçamento federal por meio da chamada Conta Única do Tesouro Nacional, que acolhe todos os recursos financeiros disponíveis no governo. Por conta disso, o dinheiro adicional teria impacto positivo no cálculo do resultado primário (a diferença entre as receitas e despesas do governo) de 2020. Vale lembrar que, em virtude do decreto de calamidade pública por conta do novo coronavírus, o governo federal não precisará mais cumprir a meta de R$ 124 bilhões de déficit primário.

Em uma comunicação com o Ministério da Economia, o BC ressalta que “o sistema de seguro envolvendo o DPVAT, embora inclua entes privados, não deixa de ter natureza pública, seja pelo serviço social prestado, seja pelo risco que recai, em última análise, sobre o governo”.

Seguradora de vida recebe primeiros pedidos de indenização por Covid-19

aura rebelo prudential

Prudential do Brasil recebeu nesta semana os primeiros pedidos de indenização de vítimas fatais da pandemia que fez 114 mortos no Brasil até dia 27

A Prudential do Brasil, a maior seguradora independente de vida do país, recebeu nesta semana os primeiros pedidos de indenização por morte de clientes por coronavírus, que já fez mais de 20 mil vitimas fatais no mundo e 114 no Brasil até o último dia 27. Os casos confirmados do coronavírus ultrapassam 465 mil no mundo e no Brasil já superam 4 mil.

Apesar de ter clausula de exclusão para pandemias e endemias, a seguradora fez analises técnicas e solicitou a matriz nos Estados Unidos que autorizasse o pagamento dos beneficios. “Tínhamos exclusão em todas as coberturas de vida individual e vida em grupo. Fizemos um super estudo técnico e aprovamos na matriz nos EUA “, contou Aura Rebelo, vice-presidente de marketing & digital da Prudential Brasil, ao blog Sonho Seguro. A Prudential é uma das principais parceiras de vida da plataforma digital do Itaú.

No ano passado, mais de 89% das indenizações pagas pela empresa foram para casos de sinistros em vida. Entre os principais tipos de coberturas acionadas estão Renda Hospitalar e Doenças Graves, que juntos somaram 87% do total de benefícios concedidos. As principais causas para pedido de indenização do seguro de vida foram por diagnósticos de câncer e infarto, respectivamente, somando 30,9% dos casos. Em relação às faixas etárias que mais comunicaram pedidos de pagamento do capital segurado, a variação foi de 29 a 43 anos englobando ambos os sexos.

Concorrentes – De uma forma geral, as seguradoras de vida informaram que vão pagar as indenizações solicitadas por consequência da pademia Covid-19. MAG Seguros, MetLife, Generali, Sura, Previsul, Caixa e Youse divulgaram nota afirmando que as indenizações serão pagas mesmo se o contrato considerar pandemia como exclusão. Na Icatu não há risco excluído para epidemia para as coberturas de seguros de pessoas decorrentes de morte natural, invalidez funcional por doença, doenças graves e adiantamento por doença terminal.

Em 2019, o seguro de vida movimentou R$ 43,1 bilhões, um crescimento de 14% em relação a 2018. O volume de indenizações pagas nao chegou a R$ 10 bilhões. Neste ano, no entanto, a previsão é de alta significativa. Tanto por mortes como também por inadimplência no crédito em bancos, operação que geralmente conta com um seguro prestamista que é acionado em caso de não pagamento da dívida. Esse seguro tem um peso considerável nas seguradoras ligadas a bancos, que sao as maiores do ranking do setor. A ilustração abaixo mostra o peso do seguro de vida individual (em marrom claro) e do seguro em grupo (marrom escuro) no mix de produtos das maiores seguradoras do Brasil.

Análise divulgada pela Fitch na semana passada mostrou que no curto prazo, a deterioração dos mercados acionários e o declínio nas taxas de juros pressionarão os lucros, reservas e capital das seguradoras, enquanto também se espera que os ganhos das seguradoras de vida e saúde sejam pressionados pelo efeito direto dos custos elevados de sinistros relacionados ao tratamento de pacientes infectados ou cobertura de benefícios sob políticas de vida, respectivamente.

MAG lança pacote de benefícios para corretores durante pandemia

MAG Seguros CORONAVIRUS

Fonte: MAG Seguros

Na semana em que começou a operar 100% em home office em todo o Brasil em razão da pandemia mundial do novo coronavírus , a MAG Seguros lançou aos seus corretores parceiros um pacote de benefícios que visam, principalmente, a sustentabilidade financeira destes importantes profissionais durante o período de quarentena. 

A seguradora dará o suporte financeiro de R$ 3 mil para os seus corretores fidelizados que necessitem de internação hospitalar superior a dois dias em razão do diagnóstico de COVID-19. O benefício será estendido para cônjuge e filhos destes corretores. 

“Não podemos pensar o mercado de seguros sem a figura do corretor. Por isso, é nosso papel e responsabilidade enquanto seguradora que está sempre ao lado deste profissional zelar pelas suas boas condições para realizar suas atividades e pela sua saúde física e financeira”, explica Osmar Navarini, diretor Comercial da MAG Seguros. 

Dentre as outras iniciativas realizadas pela empresa aos corretores fidelizados estão a antecipação do comissionamento e adiantamento de comissões de angariação. 

Até o final de maio, a companhia também praticará uma bonificação diferenciada aos corretores nas suas principais campanhas de vendas. 

Para incentivar a geração de negócios destes profissionais, e MAG Seguros, que conta com a ferramenta Venda Digital que permite comercialização 100% remota e segura, tem intensificado treinamentos e capacitações que visam colaborar com o corretor para que eles consigam realizar a venda à distância. Como incentivo, a empresa também aumentou o peso de pontuação para as campanhas de vendas para iniciativas de cross sell e up sell . 

“Sem dúvida estas ações vão dar mais tranquilidade para os nossos corretores e para que todos passem por essa situação momentânea de uma forma mais tranquila”, finaliza Navarini. 

SulAmérica lança campanha sobre Covid-19

Neste domingo (29), a SulAmérica lança uma campanha sobre a pandemia de coronavírus. Serão dois filmes, um institucional e um de produto, que se completam e passam uma mensagem única. O lançamento será no intervalo do Fantástico. A empresa não deu mais detalhes, mas pelo teaser já pronto deve ser algo agradecendo todo o empenho dos prestadores de saúde para o combate da pandemia.

Até a última quinta-feira, a Ministério da Saúde informou que contabilizava 2,9 mil registros de pessoas infectadas com o novo coronavírus no país e 77 mortes.

FenaCap fará sorteios substitutos à extração da Loteria Federal para premiar Títulos de Capitalização

Fenacap


Fonte: FenaCap

A partir de hoje, sexta-feira, dia 27 de março, os sorteios que geram os números de premiação dos títulos de capitalização – exceto os da modalidade Incentivo, que têm dinâmica própria – serão operacionalizados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), a entidade representativa do setor, em substituição aos sorteios da Loteria Federal, que foram suspensos por três meses, para conter o avanço do coronavírus. 
Os primeiros sorteios capitaneados pela FenaCap para o mercado de capitalização serão feitos hoje, às 18h, na Caixa Seguradora, em Brasília (DF), substituindo a extração de sábado (21/03) e quarta (25/03) da Loteria Federal. Os demais obedecerão à mesma dinâmica: dois sorteios sempre às sextas-feiras, em substituição às extrações que ocorreriam na quarta e no sábado anteriores.   

Para conferir segurança e transparência ao processo, os sorteios substitutos serão realizados na presença de dois auditores independentes – da Ernst Young, pela FenaCap; e da BDO, pela Caixa Seguradora – com transmissão pela página da FenaCap no Facebook (www.facebook.com/fenacapoficiale pelo canal da Federação no YouTube (FenaCap Brasil ).  

“A nova condução reforça a função social da capitalização na medida em que garante a continuidade de distribuição de prêmios em um momento difícil para tantos brasileiros”, assinala Marcelo Farinha, presidente da FenaCap.

Vale lembrar que a Caixa Econômica Federal decidiu suspender os sorteios da Loteria Federal porque eles ocorrem de forma itinerante, em locais de grande aglomeração pública, constituindo um risco neste momento em que a principal medida de prevenção contra o novo coronavírus é o isolamento social. 

MetLife informa que manterá pagamento de indenização de vida

A MetLife publicou em sua página do LinkedIn que irá pagar indenizações de morte, despesas de funeral, diárias pr internação hospitalar, invalidez permanente e viagem que venham ocorrer em decorrência do Covid-19, mesmo com a clausula de exclusão de epidemias e pandemias. A seguradora é parceira de várias instituições, como bancos, concessionarias e varejistas, em apólices de seguro prestamista, entre outras. Veja abaixo:

Conselho do IRB aprova nome de Antonio Cassio dos Santos

Antônio Cássio dos Santos foi aprovado como chairman executivo, presidente do Conselho designado pela União, e diretor presidente designado pelo Conselho em reunião realizada nesta sexta-feira somente para acionistas. Os integrantes afirmaram que ele tem uma missão a sua altura: junto com o Conselho e Diretoria resgatar a imagem da instituição mais importante de resseguro na America Latina.

Consultado, Antonio Cassio está compremetido a levar o IRB para o “next level” em governança, qualidade de serviço e solvência, num compromisso com a transparência e com alinhamento aos clientes, neste caso as seguradoras, bem como com os parceiros de negócios. “A situação atual me faz pensar o quanto é importante para um ressegurador do porte do IRB vir a atuar em linhas de microseguros no futuro além das linhas de grandes riscos, que é a atividade base do IRB”.

Segundo ele, as classes mais vulneráveis necessitam mais do seguro (com custo de centavos) que qualquer outro segmento da sociedade. “Temos que buscar soluções também aos “clusters” populares. Esse é o compromisso, além de todos os outros que cambem a mim aos meus Conselheiros e à Diretoria da Empresa”, afirmou.

Antonio Cassio assume o IRB em uma situação atípa. Além da crise da pandemia Covid-19, o ressegurador enfrenta uma crise de credibilidade desde fevereiro, quando a gestora carioca Squadra questionou dados do balanço financeiro. Esse fato já começou a mexer com os investidores, e a ação do IRB, até então a queridinha dos analistas, começou a cair. Para barrar a queda, ex-CEO e CFO comentaram em reunião com investidores que Berkshire, de Warren Buffett, tinha elevado sua aposta nos papeis. Foi então que o fundo do mega investidor desmentiu que tinha participação no IRB, num comunicado curto e grosso, afirmando que nem pretendia ter. No dia seguinte, as acoes do IRB despencaram.

Com o derretimento da bolsa neste ano — chegou a perder R$ 1 trilhão até 9 de março — como consequência da crise da pandemia Covid-19, a ação do IRB esta cotada a R$ 10,69 no dia 27 de marco deste ano. Longe dos mais de R$ 40 que exibia até o fatídico 9 de fevereiro, quando a Squadra publicou seu primeiro estudo analisando os dados financeiros do ressegurador.

O IRB segue sendo um papel apreciado pelos analistas, que enxergavam, até a crise da pandemia, um cenário muito favorável para o setor de resseguro. No entanto, agora todos aguardam um sinal mais claro da pandemia para fazerem novas previsões e novas apostas. Hoje, por exemplo, o banco Goldman Sachs revisou mais uma vez a projeção do PIB do Brasil, passando de uma queda de 0,9% para recuo de 3,4%, com taxa Selic estimada em 3%.

A boa notícia é que Antonio Cassio está acostumado a volatilidade do mundo. E do Brasil.

Artigo: A economia do seguro e o direito

Os avanços a que assistimos devem nos animar a perseguir melhores soluções para reduzir o conflito ainda existente, através do desenvolvimento científico e do diálogo

por Marcio Seroa de Araujo Coriolano, economista e presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)

No Brasil, vimos assistindo a uma mudança positiva na incorporação, ao direito securitário, dos fundamentos e avanços teóricos e metodológicos da economia dos seguros, o que vem servindo para o melhor debate e superação da judicialização que ainda alcança de forma importante o mercado de proteção de patrimônios e rendas.

Em geral, essa judicialização tem como pano de fundo o que pareceria ser uma grave oposição entre a formulação e as práticas dos contratos de seguros oferecidos e os interesses individuais ou difusos daqueles que compram esses contratos. Entretanto, essa suposta oposição já vem sendo, em muitos casos, dirimida por óticas que integram o direito ao verdadeiro cerne universal da ciência securitária, que consiste na união de todos os que participam da mutualidade intrínseca aos seguros no mesmo destino econômico, exigindo repartição de riscos com sustentação em métodos atuariais fundados na segregação das contribuições baseada na probabilidade de riscos segundo a idade, hábitos, e outros parâmetros mensuráveis.

Em analogia, é a diferença entre uma ótica de equidade absoluta e uma ótica de repartição e contribuição heterogênea para a proteção de riscos, que historicamente diferenciou a mera economia da ampla economia política. É esta última que vem permitindo sustentabilidade dos sistemas de produção, consumo e distribuição de múltiplos setores em escala planetária. Ainda que submetida aos ciclos de progresso e redução de atividades, como o que estamos vivendo atualmente.

E, apenas para evitar alguma interpretação deslocada, a qualificação “política” da economia se refere à filosofia econômica, de Adam Smith aos atuais teóricos, que podem divergir bastante, menos no núcleo dos fundamentos inaugurado pelo primeiro.

Buscando endereçar o assunto de forma mais pragmática, essa mudança positiva de integração do direito à economia política dos seguros, ou macroeconomia como querem outros, pode ser exemplificada pela superação recente, por turma do Superior Tribunal de Justiça, da aplicação de reajustes a contribuições de contratos de seguros coletivos de vida conforme o alcance de idades. Aqui, de novo, não se trataria de busca da equidade a qualquer custo, mas da necessária sustentação, em regime de repartição de riscos, de um sistema de proteção com base nas evidentes e mensuráveis diferenças de riscos entre a população assistida conforme os dados epidemiológicos por idade.

Essa mesma questão pode ser abordada, para fortalecer a presença da economia política dos seguros na preservação do sistema, a partir do conceito de eficiência, tão caro também ao direito securitário. Simplificadamente, em termos econômicos a eficiência é medida pela melhor alternativa existente para a obtenção do mesmo objetivo. Então, na ausência de contratos de seguros coletivos de vida em regime de capitalização – como também são a maioria dos contratos previdenciários -, a adoção dos reajustes de contribuições pelo alcance de idades vem se mostrando como a melhor alternativa para um sistema eficiente. Porque o contrário seria a ruptura do pacto entre gerações resultando em inevitável desequilíbrio estrutural do sistema mutualista. O mesmo entendimento jurídico, é evidente, deveria se aplicar aos contratos de planos e seguros privados de saúde.

Há outras dimensões da integração produtiva, e de óbvio alcance social, entre a economia e o direito securitário. E os avanços a que assistimos devem nos animar a perseguir melhores soluções para reduzir o conflito ainda existente, através do desenvolvimento científico e do diálogo.

Covid-19 testa seguradoras, que respondem com tecnologia e técnica

Obviamente é um setor tradicional. Afinal, administra reservas de clientes. Mas longe de ser obsoleto

Há duas semanas acompanho de perto o clima de guerra das seguradoras para protegerem funcionários, clientes, corretores, prestadores e os acionistas. E o que posso dizer até o momento é que sinto muito orgulho do que vejo, ouço e leio. O Covid-19 veio mostrar o trabalho das seguradoras nos últimos três anos para modernizar o setor.

Quem não trabalha ou acompanha o dia a dia do setor, cai na armadilha de dizer que o setor é obsoleto. Certamente há muito o que aprimorar, mas muito já foi feito, como nos mostra o atual quadro de 90% das companhias trabalhando remotamente. Obviamente é um setor tradicional. Afinal, administra reservas de clientes. Assume riscos hoje para honrar o compromisso de pagar indenizações no futuro, caso os acidentes previstos se concretizem.

Várias matérias internacionais projetam perdas expressivas para a economia com o Covid-19, como 275 bilhões de libras esterlinas em seguro viagem, 251 bilhões de dólares em prejuízos para seguros empresarias nos EUA, e 383 bilhões por mês em interrupções de negócios para as pequenas empresas ao redor do mundo.

Tanto que as agências de classificação de risco já colocaram os mercados da América Latina em perspectiva negativa. Muitas indenizações devem ser pagas e outras tantas recusadas para manter a solvência das seguradoras. Em Londres e Estados Unidos também.

Cientes disso, as agências de regulação dos EUA já começam a se movimentar para alivar os impactos como também monitorar e contribuir para colocar em pratica algumas ideias inovadores que podem surgir. Afinal, o mundo está mais ágil na solução de problemas. Uma rotina imposta pelas startups, que começam a se organizar com as normas divulgadas pela Susep recentemente.

O setor de seguros faz parte do mercado financeiro, aposta em riscos, mas é muito diferente daqueles que apostam em bolsa ou que ganham com taxas de serviços ou juros financeiros. Para cliente de bolsas e bancos, o prejuízo é praticamente certo. Já em seguros, o apoio vem sendo dado. O setor tem como premissa honrar os contratos assinados para ter ajuda na hora do aperto. Isso que sempre me orgulhou em cobrir esse segmento. Estar ao lado do cliente em seu pior momento. Como no programa de seguros dos Jogos Olimpíadas do Japão.

Praticamente todas as seguradoras conseguiram colocar seus funcionários e parceiros em segurança ao promoverem o homeoffice para manter atendimento e vendas à distancia diante do isolamento social solicitado pelo Ministério da Saúde. E haja tecnologia para que isso seja possível. Várias matérias publicadas no blog detalham as iniciativas.

Como se não bastasse, várias seguradoras vieram a público afirmar que vão indenizar clientes no ramo vida, mesmo que nas apólices constem exclusões para epidemias/pandemias, como: MAG Seguros, Previsul, Sura e MetLife, Liberty Seguros, Mapfre, Chubb, BB Seguros, Zurich Santander, Itaú , Mitsui, Tokio Marine, Porto Seguro, entre outras. O Itaú ainda estuda o tema, apesar de inicialmente ter afirmado para a revista Exame que cobriria.

Certamente o futuro nos mostrará uma série de problemas, como antecipou Marcio Coriolano, presidente da CNSeg. Em todos os setores. Em todos os países. E o mercado segurador seguirá seu ritmo e sua história, ao apoiar clientes em momentos de grandes dificuldades.

Parabéns a todos que trabalham neste setor, que vende proteções essenciais para dias ruins, reduzindo os impactos econômicos para a sociedade.

MAG Seguros pagará indenização mesmo se apólice tiver exclusão de pandemia

união seguros covid-19

Até o momento a MAG Seguros não recebeu nenhum aviso de sinistro por morte ou invalidez permanente em decorrência de COVID-19

A MAG Seguros decidiu realizar o pagamento de todos os benéficos para clientes com Covid-19, inclusive para apólices que nao cobrem pandemias, informou Helder Molina, CEO do grupo, em nota no LinkedIn. Segundo ele, a decisão foi tomada com total responsabilidade, baseada em estudos técnicos, que atestam a solvência do grupo.

Segundo Raphael Barreto, CFO da MAG Seguros, desde o início da pandemia por coronavírus, a diretoria Técnica Atuarial da MAG Seguros tem realizado estudos sobre a expectativa de infectados, casos críticos, internações e mortes em decorrência de COVID-19 no Brasil. Para isto, a companhia levou em consideração dados estatísticos americanos e projetou diferentes cenários de agravamento.

Como é uma doença que impacta diferentemente pessoas de diferentes as idades, os estudos consideraram as estatísticas de diferentes faixas etárias e, com base nas idades reais da carteira de clientes da MAG Seguros, foi possível realizar projeções mais aderentes à realidade da companhia.

Dessa forma, foram gerados cenários de expectativas de pagamentos de benefícios para as coberturas de morte e invalidez permanente, ainda que não estivessem cobertas nas condições gerais das apólices. “Após todas estas análises realizadas de forma criteriosa e responsável, a MAG Seguros entendeu que estes valores poderiam ser absorvidos pela companhia sem comprometer a saúde financeira da seguradora”, explicou ao blog Sonho Seguro.

Até o momento a MAG Seguros não recebeu nenhum aviso de sinistro por morte ou invalidez permanente em decorrência de COVID-19.