Susep traz novas estatísticas sobre corretores e já contabiliza 14,3 mil inscritos

O estado com maior número de novos registros é São Paulo, com 6.085 registros, seguido pelo Rio de Janeiro, com 1917 profissionais

A área dedicada aos corretores no site da Superintendência de Seguros Privados (Susep) disponibilizará, a partir de amanhã (5), gráficos com informações estatísticas sobre a categoria. O objetivo é ampliar os benefícios da modernização trazida com a nova plataforma tecnológica e dar condições, por exemplo, ao profissional desta área se “observar” no contexto do setor.

Uma das novidades é a possibilidade de visualizar a distribuição de corretores por estados/regiões do Brasil. Em apenas 10 dias de implementação, o novo sistema já contabiliza mais de 14,3 mil profissionais cadastrados. O estado com maior número de novos registros é São Paulo, com 6.085 registros, seguido pelo Rio de Janeiro, com 1917 profissionais.

A Susep criou esta plataforma exclusiva para o novo sistema, online e gratuita, para garantir o registro aos profissionais com agilidade e eficiência, após o fim da validade da MP 905/2019, e durante a pandemia do Covid-19. Outro avanço do sistema é que inclui identificação por foto (selfie) portanto o documento utilizado na hora de realizar o cadastro, a exemplo das medidas mais atuais adotadas por empresas de tecnologia e instituições financeiras, para garantir mais segurança aos processos.

Para acessar as informações sobre seu setor, basta que o profissional acesse o item “CORRETORES” no menu do site da autarquia http://www.susep.gov.br/.

Fenacor – O movimento da Susep tem sido criticado por Armando Vergilio, presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros ( Fenacor). “Realizamos uma reunião virtual com todos os presidentes de Sindicatos filiados e a decisão foi unânime” revelou o presidente da Federação, Armando Vergilio, ao participar ontem de “live organizada pelo portal CQCS, disse ele. Ele se refere a circular 6061.20 da Susep sobre o recadastramento da categoria, com prazo estipulado até 31 de julho.

“Vamos continuar procurando construir um diálogo com a Susep. Não faz sentido a superintendência simplesmente determinar normas e regras sem o diálogo com o mercado, com os corretores de seguros, de uma forma que não leva em consideração o futuro desse mercado a longo prazo”, destacou ele na live realizada pelo CQCS.

Itaú: lucro do banco recua 43,1% e da seguradora 7,4% no primeiro tri de 2020

A maior carteira da Itaú Seguros é de seguro de vida e prestamista, apólice que garante o crédito em caso de inadimplência do tomador

O Itaú divulgou lucro recorrente do primeiro trimestre de 2020 de R$ 3,91 bilhões, queda de 43,1% na comparativo anual. A Itaú Seguridade registrou queda de 7,4% no lucro líquido recorrente do primeiro trimestre de 2020, para R$ 612 milhões, comparado a mesmo período do ano passado, quando contabilizou R$ 656 milhões. A maior carteira da Itaú Seguros é de seguro de vida e prestamista, apólice que garante o crédito em caso de inadimplência do tomador.

O resultado recorrente das operações de seguros, que consistem nos produtos de bancassurance relacionados aos ramos de vida e patrimoniais, seguro de crédito e seguros de terceiros, aumentou 9,2% em comparação com mesmo período do ano anterior. Esse crescimento é resultado do aumento de prêmios ganhos de seguros prestamista, cartão protegido, de vida e de acidentes pessoais, e de receitas de seguros de terceiros. Esses efeitos foram parcialmente compensados pelo aumento da sinistralidade.

A receita das operações de seguros recuaram de R$ 1,607 bilhão para R$ 1,553 bilhão, devido à redução na margem financeira da previdência e de prêmios ganhos, principalmente pela venda da seguradora no Chile, e por menores vendas de seguros relacionados à crédito.

Em relação ao mesmo período de 2019, o aumento de prêmios ganhos e de receitas de prestação de serviços de seguros de terceiros foram mais que compensados pela menor margem financeira gerencial e pelo aumento de sinistralidade de cartão protegido e de seguros de vida e acidentes pessoais, informa o comunicado que traz os resultados do grupo.

AIG faz provisões para perdas com Covid-19 e lucro recua no trimestre

A AIG reservou US$ 419 milhões em perdas por catástrofe na unidade, que incluíram US$ 272 milhões em perdas estimadas relacionadas ao COVID-19

A American International Group Inc. (AIG) registrou lucro líquido atribuível aos acionistas ordinários da AIG foi de US$ 1,7 bilhão, ou US$ 1,98 por ação ordinária diluída, no primeiro trimestre de 2020, comparado a US$ 654 milhões ou US$ 0,75 por ação ordinária diluída, no trimestre do ano anterior, impulsionado principalmente por US$ 3,5 bilhões ganhos de capital realizados líquidos de impostos, em comparação com US$ 446 milhões em perdas de capital realizadas líquidas antes dos impostos no trimestre do ano anterior.

Já o lucro líquido registrou queda de 93% no lucro ajustado trimestralmente, ao reservar dinheiro para cobrir reivindicações relacionadas ao surto de COVID-19, que chamou de a maior perda de catástrofe que o setor já teve. O ganho após impostos ajustada atribuível aos acionistas ordinários da AIG foi de US$ 99 milhões, ou US$ 0,11 por ação ordinária diluída, no primeiro trimestre de 2020, em comparação com US$ 1,4 bilhão ou US$ 1,58 por ação ordinária diluída no trimestre do ano anterior. A redução foi justificada principalmente pela menor receita líquida de investimentos, impulsionada por quedas nos mercados de ações e perdas nos títulos do SAV decorrentes do aumento dos spreads nos mercados de crédito e pelo impacto do COVID-19.
 

A AIG registrou uma perda de subscrição de US$ 87 milhões em seus negócios de seguros gerais no primeiro trimestre, em comparação com um lucro de US$ 179 milhões no ano anterior, principalmente devido a perdas relacionadas a pandemia.

A AIG reservou US$ 419 milhões em perdas por catástrofe na unidade, que incluíram US$ 272 milhões em perdas estimadas relacionadas ao COVID-19, como viagens, crédito comercial e remuneração dos trabalhadores. O restante foi principalmente relacionado ao clima, informou a empresa.

“Acreditamos que o COVID-19 será a maior perda de CAT (catástrofe) que o setor já viu”, disse o CEO da AIG, Brian Duperreault, em comunicado. A receita líquida total de investimentos da AIG, ajustada, caiu US $ 1 bilhão, para US $ 2,7 bilhões, de um ano atrás.

O índice combinado de acidentes gerais de seguros da seguradora – que exclui alterações de perdas incorridas nos últimos anos – foi de 95,5% no trimestre, comparado a 96,1% no ano anterior.

Financiamento para insurtechs cai 54% no 1o. trimestre de 2020

insurtech 2020

O estudo cita que o surto de COVID-19 provavelmente prejudicou a atividade de investimento, mas disse que é “muito cedo para dizer qual o impacto de longo prazo

Mais negócios de insurtech foram concluídos no primeiro trimestre, em comparação com o período do ano anterior, mas o financiamento geral caiu 54%, para US $ 912 milhões, em meio à pandemia de coronavírus, de acordo com o Quarterly InsurTech Briefing de Willis Towers Watson, divulgado segunda-feira.

As 96 transações concluídas no primeiro trimestre marcaram um ganho de 10% em relação ao ano anterior, com a queda no financiamento geral atribuída, em parte, a menos transações relevantes.

O primeiro trimestre de 2020 não registrou rodadas de financiamento de “unicórnios” de US$ 1 bilhão ou mais e apenas uma “mega-rodada” – a edição de US$ 100 milhões da Série D da PolicyGenius, segundo o relatório.

Insurtechs focadas em seguros de bens e responsabilidade civil aumentaram sua participação no financiamento total para 83%, a maior lacuna com financiamento de vida e saúde desde o terceiro trimestre de 2016, informou o relatório. As startups com foco na distribuição de apólices estiveram entre as mais importantes rodadas no primeiro trimestre deste ano.

Das 96 transações realizadas neste trimestre, 75% envolveram insurtechs focadas em seguro gerais, segundo o relatório. Os Estados Unidos responderam por 57% dos negócios do primeiro trimestre, o Reino Unido 11%, o Canadá 6% e a China 5%.

O relatório cita que o surto de COVID-19 provavelmente prejudicou a atividade de investimento, mas disse que é “muito cedo para dizer qual o impacto de longo prazo que a pandemia pode ter na nas insurtechs ao redor do mundo. Seria muito fácil sugerir que este é o começo da ladeira descendente.”

“Está claro que o COVID-19 teve um impacto material em investimentos posteriores, e as seguradoras e resseguradoras estão retraidas”, disse Andrew Johnston, chefe global de insurtech na Willis Re. “Apesar da grande porcentagem de queda neste trimestre em comparação com a anterior, ainda estamos vendo uma quantidade enorme de atividade nas rodadas de financiamento em estágio inicial, em um número muito grande de negócios”.

Leia o estudo completo no link acima.

COVID-19: Atendimento registra média de 400 ligações para pedidos do Seguro DPVAT por dia

Ouvidoria DPVAT

Fonte: Seguradora Líder

Com objetivo de garantir que o benefício do Seguro DPVAT continue atendendo às vítimas de acidentes de trânsito durante o período de isolamento social, a Seguradora Líder tem reforçado a utilização do Aplicativo Seguro DPVAT como ferramenta para o envio de pedidos de indenização e também anunciou a Central de Atendimento telefônico como mais um canal para abertura das solicitações de indenização e reembolsos por despesas médicas, conforme a 132ª edição da newsletter Líder Informa. Já são cerca de 400 pedidos cadastrados por dia.

Um dado que chama atenção é que cerca de 80% dos pedidos de indenização realizados por meio da Central de atendimento são analisados e pagos em até 15 dias. Ao entrar em contato com a Central de Atendimento, o beneficiário é orientado pelo atendente sobre as coberturas do Seguro DPVAT e a documentação para dar entrada no pedido de indenização ou de reembolso de despesas médicas (DAMS). Depois de feito um pré-cadastro, o beneficiário deve enviar os documentos por e-mail para finalizar o cadastramento e permitir que a solicitação seja analisada pela Seguradora Líder.

O atendimento está disponível, exclusivamente para as vítimas de acidentes de trânsito e seus beneficiários, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, por meio dos telefones 4020-1596, para capitais e Regiões Metropolitanas, e 0800 022 12 04, para outras regiões.

Além da Central telefônica, outro importante canal para que os beneficiários possam dar entrada em seus pedidos, o aplicativo do Seguro DPVAT já foi baixado mais de 191 mil vezes desde seu lançamento e registrou cerca de 14 mil avisos de sinistros.

Procura por seguro de vida aumenta mas venda ainda é tímida

thinkseg

Marketplace de seguros e produtos financeiros Bidu capta o interesse crescente pelo seguro de vida desde o final de março, quando foi decretado o período de quarentena em diferentes partes do País

Fonte“: Thinkseg

Entre março e abril de 2020, a plataforma Bidu, integrante do Grupo Thinkseg, registra o aumento de 150% no número de consultas e cotações de seguro de vida, comparado ao mesmo período, março e abril de 2019. O percentual mostra que o interesse das pessoas pelo seguro de vida mais do que dobrou. A procura continua alta nos primeiros dias de maio.

A demanda pelo seguro de vida no marketplace Bidu coincide com o período de quarentena ou isolamento social, sugerido pela Ministério da Saúde, para que se evite a transmissão exagerada do vírus Covid-19 no País. Em São Paulo, a orientação para a permanência das pessoas dentro de suas casas começou no dia 24 de março e continua até hoje.

“Por volta de 3 milhões de pessoas deixaram de ter plano privado de saúde nos últimos cinco anos. Na falta dele, a indenização do seguro de vida ajuda a iniciar o tratamento de alguma doença grave, quando infelizmente acontece. Acredito que a preocupação com a pandemia tem levado mais gente a consultar e contratar nosso produto de vida por precaução”, avalia o CEO do Grupo Thinkseg, Andre Gregori. 

As vendas de seguro de vida de março e abril de 2020, comparadas às vendas de março e abril de 2019, aumentaram 340%, informa a empresa, sem citar o número de apólices em carteira. O aumento vem também de um número maior de seguradoras na plataforma ofertando produtos de vida. Além disso, por conta do aumento de consultas em função do Covid-19, o foco neste tipo de produto aumentou, com mais vendas acompanhadas (consultiva). Seguro de vida geralmente tem um prazo mais longo de maturação de vendas, ou seja, da consulta se transformar em venda efetiva. Segundo a Thinkseg, a negociação dura em torno de uma semana para a venda do seguro de vida e o perfil que tem uma conversão mais rápida é o de jovens devido ao custo mais baixo para a idade.

É a cobertura adicional para “doenças graves”, opção encontrada no seguro de vida, que mais tem despertado a atenção das pessoas.  Importante ressaltar que a cobertura de doenças graves – câncer, infarto, insuficiência renal, acidente vascular cerebral (AVC), paralisia, cegueira, mal de parkinson, alzheimer, entre outras – é adicional no seguro de vida. Para ter a cobertura adicional, é necessário contratar antes as coberturas básicas do seguro de vida (acidentes pessoais e morte). Também é preciso cumprir um período de carência para o segurado ter direito à indenização por doença grave. Esse prazo pode variar de 90 a 120 dias, dependendo da seguradora.

Na plataforma Bidu, advogados, médicos e outros profissionais liberais, preocupados com o surto de pandemia, lideram as consultas sobre o seguro de vida com a cobertura de doença grave que inclua males do coronavírus. Foi um movimento rápido das seguradoras no Brasil para incluir a indenização por acidentes e afastamento de doença causada por coronavírus, como embolia pulmonar.  Em determinadas seguradoras, a indenização fica limitada a 30% da renda da pessoa.

A mensalidade do seguro de vida pode variar de R$ 60,00 a R$ 80,00, dependendo da seguradora, se considerada uma pessoa de 35 anos que contrata o valor de R$ 50 mil de indenização para o tratamento de doenças graves, como embolia pulmonar que possa ter sido causada por coronavírus. 

Diante da procura crescente pelo seguro de vida, a plataforma digital Bidu  – integrada às seguradoras  – tem realizado diariamente uma consultoria sobre seguro de vida ao vivo e grátis nas suas redes sociais Youtube e Facebook. Uma especialista da Bidu conversa, diariamente, com os visitantes durante 30 minutos, no “Bidu Descomplica”.

Desde 2017 até hoje, vem ocorrendo um incremento significativo e consistente de seguros para pessoas em relação ao seguro para patrimônio (carro, casa etc). O segmento para pessoas envolve coberturas de proteção para a vida, acidentes pessoais, viagens, doenças graves, auxílio funeral, prestamista, entre outros.

THB Brasil apresenta Enzo Mario Ferracini como VP

Executivo terá como missão estruturar uma equipe especializada na prestação de consultoria de riscos e seguros

A THB Brasil, empresa especializada em Gestão de Riscos, Consultoria de Benefícios e Corretagem de Seguros e Resseguros, apresenta Enzo Mario Ferracini como novo Vice-Presidente Specialty da companhia.

Com mais de 24 anos atuando no mercado de seguros, a maior parte do tempo na equipe comercial de grandes corretoras locais e internacionais, Enzo atuou na liderança de importantes equipes comerciais e no atendimento a clientes corporativos em empresas como Lockton, Interbrok, AON e JLT. 

Na THB o executivo tem a missão de estruturar a nova divisão de Specialty formando um time de experts que será responsável por desenvolver soluções de seguros para setores que demandam maior especialização e conhecimento técnico específico para elaboração de um programa de seguros adequado.

Enzo Mario Ferracini esclarece que a nova divisão de Specialty da THB contará com um time altamente  qualificado e especializado na prestação de consultoria de riscos e seguros e incialmente atendendo a quatro setores: Infraestrutura, Power e Energy; Agronegócio, Alimentos e Bebidas e Varejo; Portos e Logística;  Química e Farma. 

“Cada equipe será liderada por um head da divisão e terão em sua estrutura executivos técnicos e comerciais para atendimento aos clientes de seu setor econômico. Estamos engajados e motivados em montar um time com características de riscos e seguros para cada especialidade”, afirma o executivo. 

Eduardo Lucena, CEO da THB Brasil, destaca a importância da especialização da equipe. “Temos como objetivo com a chegada do Enzo estruturar um time comprometido em atender setores econômicos que exigem maior especialização e profundo conhecimento técnico e operacional de suas particularidades. Prover soluções diferenciadas e assertivas para a atividade de cada cliente é o nosso compromisso. “ explica.

BB Seguridade lucra R$ 882,7 milhões no trimestre, recuo de 12,9%

BB Seguridade

A BB Seguridade resgistrou queda de 12,9% no lucro liquido do primeiro trimestre de 2020 em comparação ao mesmo período anterior, com ganho de R$ 882,7 milhões. Os números do trimestre refletem, principalmente, o desempenho até a primeira quinzena de março, antes do início da crise.

Dois motivos justificam a baixa do ganho: “o descasamento temporal na atualização de ativos e passivos [de planos de previdência de benefício definido], e a alienação da participação no IRB Brasil RE, que havia contribuído com R$ 49,4 milhões no resultado de investimentos em participações societárias no primeiro trimestre de 2019”, informa em release.

Um dos pontos negativos dos resultados veio pela linha do resultado financeiro, que caiu 84% ante os três primeiros meses de 2019. Foram R$ 49 milhões em 2020, frente a R$ 297 milhões um ano antes.

O resultado operacional combinado das empresas do conglomerado cresceu 19,6% na comparação anual. Conforme a BB Seguridade, o aumento teve como principais fatores a redução da sinistralidade de seguros, o desempenho comercial no seguro rural e no prestamista e uma maior arrecadação em planos de previdência. As receitas operacionais consolidadas, porém, recuaram 6,3% no primeiro trimestre, ante o mesmo período de 2019, para R$ 1,169 bilhão, devido a um recuo do resultado de investimento em participações societárias.

Segundo nota divulgada pela companhia, já em meados de março, logo após a decretação da pandemia da covid-19, observou-se uma rápida desaceleração do faturamento a partir da segunda quinzena de março, principalmente nos seguros de vida, na previdência e na capitalização, com reflexos nas receitas de corretagem da BB Corretora”.

O volume total de prêmios emitidos de seguros, contribuições de previdência e arrecadação com títulos de capitalização alcançou R$ 13,3 bilhões no primeiro trimestre de 2020, avanço de 19% em relação ao mesmo período do calendário anterior.

Os prêmios emitidos de seguros vieram 15,9% acima do primeiro trimestre de 2019. O volume alcançou R$ 2,2 bilhões. A receita com corretagem também subiu fortemente, para R$ 883 milhões no período, com alta anual de 15,8%.

Diante das incertezas trazidas pela covid-19, a BB Seguridade suspendeu o “guidance” para 2020. Em fato relevante divulgado pela empresa, o cenário da pandemia “acarretou mudanças significativas nas premissas que embasaram as projeções iniciais. Tal cenário ainda não permite que a companhia tenha clareza quanto à evolução e a duração dos impactos na atividade econômica e, por conseguinte, em seus negócios”, informa no documento enviado à CVM.

A companhia informa que as projeções serão retomadas “tão logo haja redução no nível de incerteza quanto aos impactos da pandemia na economia e às repercussões em seus negócios”. O guidance suspenso estabelecia crescimento para o resultado operacional não decorrente de juros ajustados (ex-holdings) na faixa entre 7% e 13%, alta de prêmios emitidos pela Brasilseg de 5% a 10% e subida de reservas de planos de previdência PGBL e VGBL da Brasilprev de 10% a 13%.

Lucro da Porto Seguro recua 23,8%, para R$ 228,4 milhões no trimestre

porto seguro

Segundo o grupo, a diversificação dos negócios é crucial para mitigar riscos de carteiras mais afetadas

O lucro líquido da Porto Seguro atingiu R$ 228 milhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 23,8% comparado ao mesmo período anterior. O ROAE foi de 12,3 no período. Excluindo o efeito do excesso de capital e considerando uma remuneração de 100% do CDI para os investimentos, a rentabilidade dos negócios da Empresa seria de 19,4% no trimestre.

A Porto Seguro, ainda que impactada pelo desempenho dos investimentos em renda variável, decorrente dos efeitos da pandemia do Covid-19 na economia global, registrou alta de 52% no resultado operacional do primeiro trimestre deste ano, comparado a mesmo período do ano passado. O bom desempenho foi creditado a melhora na operação de Seguros e da expansão relevante dos Negócios Financeiros e Serviços. A diversificação dos negócios tem desempenhado papel relevante para sustentar o crescimento e mitigar os riscos da companhia, informou em release.

As aplicações financeiras foram impactadas pela queda no preço dos ativos de renda variável, reflexo de uma das maiores e mais rápidas quedas na história da bolsa, afetada pelos efeitos decorrentes da pandemia Covid-19. Ainda assim, mesmo com o retorno negativo das alocações em ações, o resultado das aplicações (excluindo  Previdência) foi positivo em R$ 23,5 milhões, correspondendo a um retorno de 0,3% (29,3% do CDI). O resultado financeiro total foi R$ -1,5 milhão no trimestre.

Os prêmios de seguros (excluindo DPVAT) encerraram o trimestre com uma evolução de 2,3% em comparação ao mesmo período anterior, alavancados pelo forte desempenho dos seguros de Saúde (+19,6%), Vida (+12,3%) e Riscos Financeiros (+29,6%), além da contribuição resultante do aumento dos prêmios do Patrimonial (+5,6%). O seguro Auto, por sua vez, recuou 2,8% justificado principalmente pela intensificação do ambiente competitivo.

O índice combinado de seguros atingiu 94,1% no 1T20, uma melhora de 1,1 p.p. em comparação com o 1T19, decorrente da melhora nos índices de sinistralidade, despesas administrativas e operacionais. O índice de despesas administrativas e operacionais trimestral recuou 0,5 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior. O patamar atual representa o melhor índice para um primeiro trimestre em mais de 10 anos, resultado da realização de investimentos em tecnologia combinados com o foco em melhorias e automatização de processos. A sinistralidade total recuou 1,5 p.p., explicado principalmente pela melhora de 1,9 p.p. na sinistralidade do Auto, beneficiada pela redução das frequências de sinistros.

Nos Negócios Financeiros e Serviços, as receitas trimestrais cresceram 15,4% (vs. 1T19), enquanto o aumento das despesas foi de 2,0% no período. Esse desempenho é explicado tanto pela consistência dos Negócios Financeiros quanto pela melhora de Serviços, alinhados à estratégia de diversificação dos negócios adotada pela Empresa.

A Porto Seguro ressaltou diversas iniciativas adotadas para apoiar seus stakeholders e a sociedade em geral neste momento de pandemia, tais como proteção dos colaboradores através de ações de isolamento social, com cerca de 95% dos funcionários trabalhando em regime de home office e comprometimento público em não demitir por causa da crise; complementação da renda dos prestadores de serviços através do adiantamento de pagamento de serviços; abertura e ampliação de linhas de crédito para corretores, comerciantes no entorno de seu complexo matriz e clientes; prorrogação do vencimento de parcelas de seguros, empréstimos e financiamentos para seus clientes; fornecimento de suprimentos e equipamentos para redes hospitalares; intensificação no apoio a pessoas carentes; doação de alimentos a entidades assistenciais, entre outras.

“A empresa está bem posicionada para enfrentar este momento desafiador, com base no seu elevado nível de caixa e margem de solvência, e segue confiante na solidez do seu modelo de negócios, com a certeza de sair da crise atual mantendo a robustez de suas operações e bem posicionada para seguir em sua trajetória de crescimento e de entrega de resultados consistentes”, afirmou o grupo em nota.

Principais destaques 1T20
Receita Total: 4,5 bilhões (+3,7% vs. 1T19)
Prêmios Emitidos: R$ 3,7 bilhões (+2,3% vs. 1T19)
Receita Negócios Financeiros e Serviços: R$ 715 milhões (+15,4% vs. 1T19)
Resultado Financeiro: R$ -1,5 milhão (-100,6% vs. 1T19)
Índice Combinado: 94,1% (-1,1 p.p. vs. 1T19)
Lucro Líquido: R$ 228 milhões (-23,8% vs. 1T19)

Fórum da Susep para esclarecer dúvidas do Sandbox vai de 4 a 8 de maio

sandbox seguradoras susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) promoverá um fórum para o esclarecimento de dúvidas sobre a iniciativa, que constitui um ambiente regulatório experimental, no qual as companhias participantes possuem, por um prazo limitado, condições especiais, limitadas e exclusivas para operar. O canal para envio de perguntas será em ambiente totalmente digital, entrará no ar no dia 4 de maio e ficará disponível até o dia 8 de maio.

O objetivo da Susep em promover o fórum é tornar o processo o mais transparente possível. As dúvidas deverão ser enviadas através do site: http://sandbox.susep.gov.br/

O site estará disponível a partir de 4 de maio, dia da abertura do canal. As questões serão respondidas pelas equipes técnicas no mesmo ambiente.