Todos perdem com a inadimplência, diz Vera Valente, da FenaSaúde

vera valente Fenasaude

Fonte: FenaSaúde

Em webinar patrocinado pela empresa Bionexo, nesta terça-feira, 5/5, a diretora executiva da FenaSaúde, Vera Valente, cobrou novas formas de atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) durante a pandemia da covid-19. 

Para ela, a agência não deveria ter imposto a exigência de contemplar inadimplentes como contrapartida ao acesso, pelas operadoras de planos de saúde, às reservas e provisões mantidas pelas empresas. 

“Qualquer exigência que venha do órgão regulador tem de considerar o contexto de crise decorrente da pandemia. Colocar a questão da inadimplência como contrapartida [ao acesso às reservas] é um risco que o sistema não pode suportar”, afirmou Vera. 

Para a representante da FenaSaúde, o desconhecimento sobre como funciona a saúde suplementar tem sido bastante prejudicial, não apenas ao setor, mas a toda cadeia de produção da saúde. Um exemplo disso são as muitas iniciativas legislativas que buscam endossar a postergação de pagamentos pelos beneficiados. 

“O que parece ser simpático, na verdade, é catastrófico. O sistema é interconectado. Se você interrompe o fluxo de pagamentos também é interrompida a irrigação para os prestadores, como médicos, enfermeiros, hospitais e laboratórios, num momento em que todo mundo precisa receber e continuar atuando a pleno vapor”, disse. 

Com o tema “Aprendizados da pandemia que ajudam a agir no presente e a pensar o futuro da saúde suplementar”, o webinar teve mediação de Fernando Torelly (CEO do H-Cor) e Ary Ribeiro (CEO do Hospital Sabará). Além de Vera, participaram do debate Rodrigo Guerra (CEO da Central Unimed) e Rodrigo Aguiar (diretor da ANS). A curadoria foi de Maurício Barbosa, fundador da Bionexo. 

“Se esse não é um momento extremo, qual será?”, questionou Guerra, da Unimed, ao comentar a decisão da ANS sobre as provisões. “Respeitosamente, faço um apelo para a ANS revisitar o tema”, sugeriu. 

O diretor da ANS admitiu que o órgão regulador não é historicamente habituado a adotar medidas extremas e urgentes. Para Aguiar, a questão é que faltam informações e é sempre arriscado tomar decisões no curto prazo. Ele garantiu, porém, que a agência está atenta às necessidades dos novos tempos de pandemia: “Agiremos de forma urgente porque o momento requer celeridade”.

Europ Assistance fecha parceria com Carrefour

A Europ Assistance Brasil passa a oferecer seus serviços na plataforma Carrefour Seguro e Serviços. Criado pela Corretora de Seguros do Carrefour, o site visa facilitar o acesso do consumidor a serviços de proteção para todos os seus bens, como a contratação de uma assistência para residência, viagem, celular, entre outros. A iniciativa conta com a parceria de diversas empresas, ficando a cargo da EABR as soluções para as carteiras Auto e Moto.

Os pacotes oferecidos dão direito aos clientes acionarem serviços como guincho, chaveiro, troca de pneu, troca de bateria, entre outros, de acordo com o que for previamente contratado. A plataforma surge para que aqueles que não têm como arcar com outros tipos de proteção possam contratar serviços que tragam mais tranquilidade ao seu dia a dia, sem pesar no bolso. “Se o cliente precisar acionar um guincho de emergência, por exemplo, ao invés de pagar um valor alto de uma vez só pelo serviço, através da plataforma, poderá pagar em pequenas parcelas mensais e acionar o serviço quando precisar”, explica Rogério Guandalini, diretor Comercial e Marketing da EABR e CEABS Serviços, uma empresa do grupo Europ Assistance. 

Para Carlos Mauad, CEO do Banco Carrefour, instituição responsável pela corretora, a chegada da EABR traz novas opções e facilidade para o consumidor. “O foco do trabalho está na busca incessante por soluções que levem praticidade para os nossos clientes, seja em termos de inovação, tecnologia ou serviços. E, neste sentido, a parceria com o grupo Europ Assistance vem exatamente ao encontro do que queremos oferecer”, afirma. 

A contratação é feita 100% online, sem intermediários, de forma simples, rápida e intuitiva; ao longo do processo, o cliente pode adicionar outros tipos de proteção às opções padrão que são oferecidas – como carro reserva, motorista amigo etc – de acordo com o segmento, Auto ou Moto. São até cinco serviços que podem gerar um combo com o que mais se aplica às suas necessidades. Além disso, todo cliente Carrefour conta com um benefício adicional de 100 km à sua contratação de guincho, condição oferecida apenas àqueles que compram no site. 

Receitas da AXA avançam 4% no primeiro trimestre, para € 31,7 bilhões

A AXA divulgou sua receita bruta total de € 31,7 bilhões, queda de 9% em relação aos € 35 bilhões do ano passado. Em bases comparáveis, as receitas aumentaram 4% ano a ano. “O grupo teve um bom desempenho no primeiro trimestre de 2020”, disse Thomas Buberl, CEO da AXA. “As receitas aumentaram 4%, mais uma vez com crescimento em todas as linhas de negócios e regiões, suportadas principalmente por um forte ambiente de preços nas linhas comerciais da P&C”.

As receitas totais aumentaram 4% com o crescimento em todas as linhas de negócios, com seguros gerais (+ 3%), impulsionado pelas linhas comerciais (+ 5%), principalmente devido a efeitos positivos de preços; Saúde (+ 8%), com crescimento em todas as geografias; Vida e Poupança (+ 4%).

As receitas de seguros gerais internacionalmente aumentaram 2%, para € 1,1 bilhão, impulsionadas principalmente pelas linhas comerciais, com efeito positivos dos preços na Colômbia em seguros gerais e na Turquia, parcialmente compensados ​​pela perda de um grande contrato no Brasil.

O executivo ressalta que o balanço da AXA permanece resiliente a essas condições voláteis do mercado, com um índice de solvência II em 182% e, após o pagamento da dívida subordinada de 1,3 bilhão de euros em abril, o mecanismo de endividamento da AXA foi reduzido para menos de 28%.

“A crise do Covid-19 criou desafios de saúde, econômicos e financeiros sem precedentes. A prioridade da AXA tem sido proteger a segurança de nossos 160.000 funcionários e parceiros e permitir que eles, assim como nossos distribuidores, continuem fornecendo serviços ininterruptos aos nossos 108 milhões de clientes. Medidas excepcionais foram implementadas para ajudar nossos clientes mais impactados, principalmente as PME”, comenta em nota.

A AXA também alavancou suas redes médicas e serviços de teleconsulta para seus clientes, apoiando respostas médicas nas regiões em que opera. Contribuímos com fundos de solidariedade para apoiar profissionais de saúde, pesquisas, empresas afetadas e recuperação econômica. A AXA iniciou discussões com colegas e autoridades públicas para garantir melhor os riscos futuros à saúde.

Embora as reivindicações relacionadas ao Covid-19 notificadas em março sejam limitadas e as implicações da crise permaneçam incertas nesta fase, acreditamos que os efeitos da crise do Covid-19 terão um impacto em nos ganhos em 2020. “Estamos confiantes em nossa estratégia e sua execução, e a necessidade de cobertura de seguro aprimorada em nossos segmentos preferenciais confirma nosso potencial de crescimento pós-crise. Nos preparamos para um fim seguro e progressivo dos bloqueios globais”, finalizou.

Lucro da Munich Re recua com indenizações por Covid-19

Perdas somam 800 milhões de euros no trimestre, principalmente com de seguro de cancelamento de eventos

A resseguradora alemã Munich Re informou que seu lucro no primeiro trimestre caiu 65,1%, para 221 milhões de euros. Por ação, o lucro líquido foi de 1,57 euros, queda acentuada em relação aos 4,35 euros do ano anterior.

A empresa disse que as perdas relacionadas ao COVID-19 totalizaram cerca de 800 milhões de euros, principalmente em caso de seguro de cancelamento. O resultado operacional do trimestre caiu de 771 milhões de euros para 397 milhões de euros no ano anterior.

No entanto, os prêmios brutos emitidos aumentaram 6,8% ano a ano, para 14,28 bilhões de euros. A Munich Re afirmou que as renovações de abril apresentaram crescimento de 25,7% e aumento de preços de 3,0%.

Devido às incertezas em curso relacionadas à pandemia do COVID-19, a Munich Re não especificará uma nova meta de lucro para o ano fiscal de 2020 no momento. Anteriormente, a empresa previa lucro para o ano em torno de 2,8 bilhões de euros.
 

Justiça Federal mantém recadastramento de corretores pela Susep

Decisão divulgada hoje pela Justiça Federal do Tocantins nega pedido de liminar contra o recadastramento e indefere pedido de urgência para a análise final

Fonte: Susep

A Justiça Federal do Tocantins negou pedido de liminar contra o recadastramento de corretores. Realizado em um novo sistema, o registro é online e gratuito, foi implementado pela Susep no dia 22 de abril e já cadastrou mais de 15,5 mil profissionais, garantindo o exercício pleno e regular da profissão no momento de pandemia do COVID-19. O recadastramento poderá ser realizado até o dia 31 de julho.

O registro para o exercício da atividade de corretor de seguros voltou a ser obrigatório com a revogação da MP 905/2019. Para garantir agilidade e eficiência no processo para a categoria neste momento, a Susep inovou com a plataforma digital. 

Acesse a decisão proferida pelo juiz titular da Segunda Vara Federal do Tocantins neste PDF

(http://www.susep.gov.br/setores-susep/noticias/Decisa303o%20susep%20corretor%20de%20seguros.pdf/at_download/file).

O sistema – Modernização, funcionalidade e segurança são eixos do novo sistema que conta ainda com o sistema de identificação por meio de foto do corretor portando o documento utilizado na hora de realizar o cadastro, a exemplo das medidas mais atuais adotadas por empresas de tecnologia e instituições financeiras. A medida garante mais segurança aos processos, com a utilização de algoritmos de reconhecimento de imagens e comparações; isto, além do cruzamento de dados com bases oficiais. O formato também contribui para a viabilização das novas carteiras digitais de habilitação profissional que os corretores cadastrados receberão em breve. 

Canal exclusivo – Os técnicos da autarquia, desde o início do novo processo, seguem dialogando diretamente com os profissionais para fornecer informações e esclarecer dúvidas por meio do canal corretores@susep.gov.br e também com a realização de lives. A autarquia recebeu neste período   6,3 mil mensagens com dúvidas e sugestões de aprimoramento para a ferramenta, sendo que  mais de 80% já foram respondidas. Ao observar que a maioria das questões são comuns, os técnicos da autarquia prepararam uma seção de perguntas e respostas para facilitar a interação dos usuários com a plataforma, além do Manual do Sistema de Registro de Corretores, disponível na área CORRETOR DE SEGUROS do site da Susep, dedicada aos profissionais do setor.

As evoluções promovidas nesta etapa são parte de um conjunto de ações para a modernização do mercado que vêm sendo implementadas pela autarquia.

Campanha de Páscoa da Zurich e Z Zurich Foundation auxilia 25 mil pessoas

Fonte: Zurich

Para minimizar o impacto da disseminação do vírus e contribuir com a higiene pessoal, a Zurich incentivou a doação de produtos de prevenção (sabonete líquido antisséptico, álcool em gel antisséptico e máscara respiratória-n 95) para que as famílias beneficiadas pelas ONGs apoiadas pela seguradora se mantenham protegidos.

O projeto, chamado Páscoa em Ação, integra um conjunto de ações sociais da Zurich e Z Zurich Foundation relacionadas ao Coronavírus, e arrecadou R$ 22.375,00 desde lançamento da campanha no início de abril. Ao aderir à ação, os participantes escolheram no site (https://zurichsolidaria.abraceumacausa.com.br) um item de higiene pessoal que tinha um valor correspondente a ser doado.  E, para cada R$ 1,00 arrecadado, a Z Zurich Foundation doou mais R$1,00.

Serão beneficiadas pelos recursos financeiros as famílias assistidas pelas ONGs Somar, GRAACC, Locomotiva, Olga Kos e Hurra! e o IPPE (Instituto de Pesquisas e Projetos Empreendedores). Com esta campanha, o objetivo da Zurich e Z Zurich Foundation é auxiliar diretamente 25 mil pessoas.

Artigo: Como ficam os contratos de seguros com exclusão de pandemias?

por Luciana Prado, sócia do Demarest Advogados

Em tempos excepcionais, como o que estamos hoje vivendo, regras e princípios contratuais ganham relevância como forma de endereçar os impactos decorrentes  do Covid-19  nas várias relações negociais.

Nesse cenário, ganham especial atenção as regras contidas nos artigos 421, parágrafo único, e 421-A, III do Código Civil, as quais preveem a excepcionalidade e a limitação da revisão contratual.

Fato é que efetivamente estamos vivendo uma situação excepcional, que permite invocarmos o afastamento desses princípios contratuais em prol da manutenção de um princípio maior trazido pelo nosso ordenamento cível: o princípio da boa-fé, que deve nortear tanto a conclusão quanto a execução de todo e qualquer contrato.

E essa realidade não é diferente quando falamos dos grandes contratos de distribuição de produtos de seguros, capitalização e previdência.

Obviamente tais contratos foram firmados com base em uma perspectiva muito diversa da realidade que estamos enfrentando. As premissas básicas que nortearam a conclusão destes contratos consideravam (quase em sua totalidade) a oferta presencial dos produtos securitários em grandes lojas de varejo e agências bancárias e o crescimento das vendas de tais produtos, aliado a um cenário de recuperação da economia.

Todas as cláusulas contratuais, desde o pagamento de adiantamento ou up fronts, metas e prazos, remuneração, concessão de garantias, investimentos, verbas de marketing, dentre outras, foram elaboradas com base em análises de mercado e premissas macro econômicas fundadas em uma realidade muito distinta da atual, sendo que muitas das disposições então acordadas podem, nesse momento (e durante um prazo que ainda não sabemos ao certo quanto durará), serem difíceis de executar, ou mesmo inexequíveis, e isso se aplica para ambas as partes. 

Imaginemos os valores previstos para investimentos em marketing, que eram pautados em projeções de vendas. A revisão desses montantes é quase certa, tendo em vista que as vendas e metas dificilmente serão alcançadas para se justificar investimentos mais arrojados em um futuro próximo.

O mesmo ocorre com as metas, que obviamente poderão ser revistas, tanto com relação ao racional financeiro quanto em relação à projeção do prazo aplicável para seu atingimento.

Ainda com relação às metas e projeções de venda, importante atentar para os canais de distribuição fixados nos contratos. Muitos deles preveem tão somente canais físicos (lojas, agências bancárias, lotéricas, etc.), sendo que outros incluem a distribuição não presencial ou remota, algumas vezes com metas conjugadas com aquelas relacionadas à venda assim dita física, outras vezes com metas e condições próprias. 

Para aqueles contratos e acordos que ainda não preveem a distribuição de produtos de seguros e previdência por meios remotos, talvez agora seja o momento propício para uma discussão a respeito do tema e inclusão de uma plataforma alternativa de distribuição, sempre observando as normas que regulam o tema, mais especificamente a Resolução CNSP nº. 294, de 6 de setembro de 2013, bem como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. 

Todo esse conjunto de disposições pode ser revisto pelas partes com a finalidade de trazer maior equilíbrio ao contrato e propiciar tanto sua manutenção quanto sua plena execução diante do atual e futuro cenários impactado pelo Covid-19.

Esta é, com certeza, a maneira mais alinhada ao principio da boa-fé capaz de dar respostas aos eventuais desequilíbrios contratuais oriundos dessa crise que estamos vivendo e, ainda, a forma mais segura para as partes evitarem demandas futuras, que já se projetam, de acordo com diversos juristas, como discussões cuja resolução será difícil de prever em virtude da ausência de precedentes. 

Assim, antes de se avaliar a existência de cláusulas contratuais que liberem as partes de responsabilidades por inadimplemento, como muito se discute sobre a caracterização ou não de caso fortuito ou força maior, ou antes da tentativa de discussão para se aplicar princípios de direito administrativo às relações contratuais, como se tem ouvido sobre o fato do príncipe, ou até mesmo antes de invocar revisões judiciais ou pedidos de encerramento do pacto baseados na teoria da imprevisão e da onerosidade excessiva (disposições, diga-se de passagem, distintas e que possuem aplicabilidade também não análogas), cabe partirmos para soluções mais simples e pautadas no princípio macro que rege todas as relações contratuais, qual seja,  o princípio da boa-fé.

Ao final, o que todos pretendem nesse momento é que tudo passe e que possamos, na medida do possível, voltar à normalidade de nossas vidas e de nossos negócios e, para isso, o importante é que não se rompam ou se estressem relações, mas sim que se abram portas para negociá-las, sempre com o intuito de não se aplicar a solução mais gravosa, que é uma resolução contratual com potencial de gerar uma longa discussão judicial ou arbitral. 

Open banking começa em novembro, com seguros e previdência previstos para 2021

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Banco Central e CVM definiram regras. Na ultima fase está prevista a entrada de seguros e previdência complementar aberta, tanto no que diz aos dados acessíveis ao público quanto aos dados de transações compartilhados entre instituições participantes

Fonte: BC

A regulamentação do Open Banking cria um ambiente propício para o surgimento de novas soluções de serviços inclusivos, competitivos, seguros e customizados ao perfil de clientes. É um passo importante no processo de digitalização do sistema financeiro, promovendo melhor e maior acesso das famílias e empresas aos serviços e produtos financeiros e representa uma das principais ações da agenda BC#.

A nova regulamentação permite, desde que haja prévio consentimento do cliente, o compartilhamento padronizado de dados e serviços por meio de abertura e integração de sistemas, por instituições financeiras, instituições de pagamento e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. 

O Open Banking visa permitir a integração de serviços financeiros às diferentes jornadas digitais dos clientes e reduzir a assimetria de informações entre os prestadores de serviços financeiros, favorecendo assim o surgimento de novos modelos de negócios e de novas formas de relacionamento entre instituições e entre essas e seus clientes e parceiros. Nesse contexto, são exemplos de novos serviços que podem ser ofertados: comparadores de produtos e serviços financeiros, de serviços de aconselhamento financeiro, de gestão financeira e de iniciação de transação de pagamento em um ambiente mais familiar e conveniente para os consumidores. 

As premissas do modelo de Open Banking que será implantado no País são de que o cliente pessoa natural ou jurídica é titular dos seus dados pessoais e de que a sua experiência no processo de solicitação de compartilhamento deverá se dar de forma ágil, segura, precisa e conveniente, por meio de canais eletrônicos das instituições.

A partir dessas premissas, os atos normativos aprovados trazem regras a respeito do escopo de dados e serviços abrangidos, das instituições participantes, do consentimento do cliente e de autenticação, da convenção a ser celebrada entre as instituições participantes para definir os padrões técnicos e procedimentos operacionais para implementação do Open Banking. Além disso, dispõe sobre a responsabilidade das instituições, inclusive no que diz respeito à disponibilidade e à performance das interfaces e ao atendimento de demandas de clientes e ao suporte às demais participantes.

A disciplina do Open Banking será implementada de forma faseada, iniciando em 30 de novembro de 2020 e concluindo em outubro de 2021, com base nas seguintes fases:

Fase I: acesso ao público a dados de instituições participantes do Open Banking sobre canais de atendimento e produtos e serviços relacionados com contas de depósito à vista ou de poupança, contas de pagamento ou operações de crédito;

Fase II: compartilhamento entre instituições participantes de informações de cadastro de clientes e de representantes, bem como de dados de transações dos clientes acerca dos produtos e serviços relacionados na Fase I;

Fase III: compartilhamento do serviço de iniciação de transação de pagamento entre instituições participantes, bem como do do serviço de encaminhamento de proposta de operação crédito entre instituição financeiras e correspondentes no País eventualmente contratados para essa finalidade; e

Fase IV: expansão do escopo de dados para abranger, entre outros, operações de câmbio, investimentos, seguros e previdência complementar aberta, tanto no que diz aos dados acessíveis ao público quanto aos dados de transações compartilhados entre instituições participantes.

AXA no Brasil anuncia mudanças na estrutura

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Igor Di Beo passa a acumular as áreas também Comercial e Marketing, antes lideradas por Erika Medici, CEO da companhia desde fevereiro

A AXA no Brasil anunciou alterações em sua estrutura organizacional. Igor Di Beo passa a liderar as áreas Comercial e Marketing, que se somam à estrutura de Subscrição que já era de sua responsabilidade. Assim, o cargo do executivo passa a ser vice-presidente de Subscrição, Comercial e Marketing. 

A área de Sinistros, antes sob comando de Igor, foi assumida por Arthur Mitke, promovido a Diretor de Sinistros, reportando-se diretamente para Erika Medici, CEO da AXA no Brasil. 

O escopo de responsabilidades de Sébastien Guidoni e de Alexandre Campos, ambos com reporte direto para a CEO, também foi alterado. Sébastien continua a ser responsável pelas áreas Financeira e de Estratégia e passa a ocupar-se também da frente de Parcerias. Alexandre, por sua vez, acumula os departamentos Jurídico, Compliance e continua na liderança da área de Recursos Humanos.

“As movimentações refletem nossa política de reconhecimento dos talentos internos, todos com vários anos de casa, e garante que a estratégia da companhia construída em conjunto com este time continue a ser implementada, acelerando nosso crescimento. Temos o desafio de aumentar nossa base de corretores, com um portfólio focado nas necessidades de pequenas e médias empresas, além dos seguros massificados distribuídos através de parcerias com varejistas, instituições financeiras e de serviços. Desejo a todos muito sucesso em suas novas atribuições”, afirma Erika.

O Comitê Executivo da companhia permanece com a mesma formação. Com Erika Medici no comando, o grupo é formado por Igor Di Beo, vice-presidente de Subscrição, Comercial e Marketing, Sébastien Guidoni, diretor Financeiro, Estratégia e Parcerias, Alexandre Campos, diretor de Recursos Humanos, Jurídico e Compliance, Fernanda Cortese, diretora de Tecnologia e Operações e Alexander Galli, diretor de Riscos.

Lucro global da Mapfre recua 32% no 1o. trimestre; no Brasil avança 18%

No Brasil, a depreciação do real (16,3%) afeta significativamente a evolução dos prêmios, que caíram 13,3%, para 838 milhões de euros. O lucro, no entanto, aumentou 18%, para 29 milhões de euros

O lucro líquido da Mapfre nos primeiros três meses deste ano recuou 32%, para 127 milhões de euros. O resultado foi reduzido pelo impacto do terremoto em Porto Rico no início do ano, cujo impacto chega a 54 milhões de euros, e pelos efeitos da tempestade Gloria, na Espanha, com um impacto de 14 milhões de euros. As moedas dos países emergentes também tiveram um impacto negativo, retendo mais de 6 milhões do resultado líquido. Excluindo o impacto desses eventos catastróficos, o resultado ajustado seria acima de 190 milhões de euros, com crescimento superior a 3%.

A receita, por sua vez, ficou em 7,3 bilhões de euros, 4,5% a menos que entre janeiro e março de 2019, e os prêmios caíram 4,7%, para 6 bilhões de euros. Essa queda é explicada principalmente pela depreciação em relação ao euro das principais moedas da América Latina e à lira turca (12%). De fato, a taxas constantes, a redução de receita e prêmios teria sido de 1,6 e 1,5%, respectivamente.

Embora o confinamento decorrente da crise do coronavírus tenha reduzido a contratação de novos seguros, a crise econômica e de saúde ocorreu na Europa e na América, principalmente no mês de abril, de modo que o efeito nas contas do primeiro trimestre será limitado.

No entanto, espera-se um aumento na taxa de sinistralidade nos ramos diretamente relacionados à doença, como saúde, morte e vida. A desaceleração econômica e o confinamento se traduzirão, no curto prazo, em uma redução de sinistros nas linhas de seguro automóvel e geral e, a médio e longo prazo, em uma redução na receita de prêmios.

O índice combinado da Mapfre no final de março era de 100%, aumentando 4,1 pontos. No entanto, o índice combinado da unidade de seguros é de 97,2%, o que representa um aumento de menos de um ponto, apesar do impacto do terremoto em Porto Rico.

A forte queda nas bolsas de valores e a depreciação das moedas em vários países emergentes afetaram o valor dos ativos e do capital do grupo. Assim, os ativos administrados diminuíram 6,9%, para 59,2 bilhões, e os fundos próprios atingiram 7,8 bilhões, 11,2% a menos que em dezembro de 2019.

O índice Solvência II ao final de dezembro de 2019 era de 187%, ante 195% em setembro. É importante ressaltar que tanto a posição de capital quanto a solvência do grupo permanecem excelentes, com exposição limitada ao risco de taxa de juros, dado o alto percentual (56%) de dívida soberana na carteira de investimentos da Mapfre. Os investimentos do grupo atingem 50,2 bilhões de euros, dos quais, além de 56% em dívida soberana, 18% são em renda fixa corporativa e 4% em renda variável.

O grupo também destaca a flexibilidade financeira e altos níveis de liquidez, aspectos que garantem a resiliência da Mapfre na situação atual: a maioria dos ativos financeiros é líquida e a posição de caixa é relevante (mais de 2,7 bilhões e 5% do total de investimentos) e, além disso, existem linhas de crédito disponíveis e financiamento bancário pré-negociado, mas não formalizado.

Brasil – No Brasil, a depreciação do real (16,3%) afeta significativamente a evolução dos prêmios, que caíram 13,3%, para 838 milhões de euros. O lucro, no entanto, aumentou 18%, para 29 milhões de euros, e o índice combinado melhorou 0,4 ponto, para 95%, o que mostra a resiliência dos negócios nessa região.

A Mapfre Brasil apresentou lucro de 29 milhões de euros (cerca de R﹩ 174 milhões) durante os três primeiros meses de 2020. O crescimento, estimado em 18%, não foi amplamente impactado pela pandemia do novo coronavírus, que começou a avançar de forma mais intensa no país a partir da segunda quinzena de março. 

Apesar no número positivo, a depreciação em 16,3% da moeda nacional frente ao euro, impactou nos prêmios da companhia, que recuou em 13%, totalizando 838 milhões de euros – ou mais de R﹩ 5 bilhões. Já a taxa combinada melhorou 0,4 pontos, passando para 95%, o que mostra a resiliência do negócio no país. 

Para Fernando Pérez-Serrabona, CEO da Mapfre Brasil, os números reforçam a importância da participação brasileira nos resultados globais da companhia. “O Brasil é o segundo maior mercado da Mapfre fora da Espanha e tem grande potencial de crescimento do setor de seguros. Mesmo em momentos de crise, demonstramos nossa capacidade de transformação e nossa solidez, devolvendo aos nossos clientes e à sociedade a confiança que eles nos depositam”, pontua. 

Negócios – Os prêmios da Unidade de Seguros entre janeiro e março totalizaram 5,09 bilhões de euros (-5,2%), enquanto o lucro atribuível cresceu 10%, atingindo 197 milhões de euros. Na Área Regional da Península Ibérica (Espanha e Portugal), os prêmios foram de 2,4 bilhões de euros, o que representa uma queda de 4,4%, em comparação com uma queda do setor na Espanha de 6,8%. Os efeitos da tempestade Gloria diminuem o benefício desta área regional, que é de 103 milhões de euros, 13,7% a menos, e aumenta a relação combinada em 3,9 pontos, situando-se em 96,5%.

Os negócios na Área Regional Latam Norte cresceram 20%, para 484 milhões de euros. Essa área regional continua mantendo um caminho positivo em termos de rentabilidade e seu lucro aumentou em 74%, para 23 milhões de euros, destacando o bom desempenho do México e dos países da América Central. A relação combinada, entretanto, melhora significativamente (5,3 pontos), situando-se em 90,9%.

Os prêmios da Área Regional da América do Sul foram de 371 milhões de euros, representando uma redução de 6,7%. No entanto, destaca-se a evolução do seu lucro, que aumentou 24,4%, para exceder 13 milhões de euros, com um índice combinado de 97,3%.

Na área regional da América do Norte, os prêmios excederam 510 milhões de euros (-7,3%) no final de março. O lucro, que inclui um ganho de capital líquido de 14 milhões com a venda de um edifício, registrou um aumento de 79%, para 24 milhões de euros, apesar do impacto negativo do terremoto em Porto Rico.

Os prêmios na área regional da Eurásia caíram 10%, para 473 milhões de euros, fortemente impactados pela depreciação da lira turca (12%). Destaca-se a melhora nos resultados na Itália e na Turquia, que se traduz em um lucro de 5 milhões de euros nessa área regional, comparado às perdas de março do ano anterior. As medidas adotadas no âmbito da estratégia de crescimento rentável refletem-se na evolução do índice combinado, que melhora 7 pontos.

Os prêmios da Unidade de Resseguro ao final do primeiro trimestre deste ano eram de 1.064 milhões (-18%), com resultado negativo de 22 milhões de euros devido, entre outros impactos, ao terremoto em Porto Rico. Por outro lado, os prêmios Mapfre Global Risks aumentaram 41,6%, para 349 milhões de euros, e seu resultado negativo de 8 milhões corresponde quase inteiramente ao terremoto em Porto Rico.

Por fim, os prêmios da unidade Assistência caíram 5,6%, para 220 milhões de euros devido ao impacto da paralisação do turismo mundial, e seu resultado (-12 milhões) foi especialmente afetado pela cobertura seguro de viagem também devido ao Covid-19.

Covid-19 – O surgimento do coronavírus foi um antes e um depois nos negócios, seguros e atividades sociais e, desde a segunda quinzena de março, marcou uma situação sem precedentes. Nesse contexto, a Mapfre desenvolveu uma série de medidas que visam garantir a segurança de seus funcionários e colaboradores e garantir a continuidade das operações, mantendo o atendimento aos seus clientes. As ações mais relevantes foram:

Ativação do plano de continuidade de negócios em todos os países e unidades, adaptando-o à singularidade da crise do Covid-19, através do teletrabalho de cerca de 90% dos funcionários em todo o mundo, e manutenção de serviços essenciais (guindastes, oficinas) , reparos domésticos, centros médicos, casas funerárias …)

Avaliação dos riscos decorrentes da crise e adoção de uma estratégia destinada a proteger o balanço patrimonial, principalmente investimentos, e preservar o capital do Grupo, possuindo a liquidez e o financiamento necessários para neutralizar qualquer estresse monetário, principalmente em operações em países emergente.

Mobilização de recursos e transferência de recursos para a economia, através de doações diretas à sociedade e medidas para o segurado, bem como através da concessão de ajuda e financiamento adicional a agentes, fornecedores diretos e clientes, com atenção especial aos trabalhadores independentes e PME. Essas ações são complementadas pelo trabalho social adicional fornecido pela Fundación Mapfre para enfrentar esta crise.