Webinar CNseg: seguradoras se debruçam em produtos para atender o pós pandemia

Presidentes das Federações ligadas a CNseg falaram sobre o que está na pauta das seguradoras para driblar as consequências da crise do coronavírus

Quais os produtos estarão na mira das seguradoras para atender à demanda que emanará no pós-coronavírus foi o tema do terceiro webinar realizado no dia 13 de maio, promovido pela CNSeg, a Confederação Nacional das Seguradoras. Marcio Coriolano, presidente da CNseg, foi o mediador do debate do qual participaram os presidentes das quatro Federações que integram a confederação. “Esse é um tema que merece aprofundamento não apenas em relação aos produtos, mas também a respeito das interrelações com os canais de intermediação – os corretores – e com os diferentes perfis de clientes que emanarão após a pandemia”, afirma Coriolano, para quem a participação dos presidentes traz consistência ao debate e respostas mais assertivas para o que ocorrerá em todos os segmentos do setor. 

Ainda não é possível mensurar o impacto da pandemia nessa indústria porque os dados de março e abril só serão consolidados em junho. Certamente o setor será duramente impactado, assim como todos os outros da economia. Em 2019, a indústria movimentou mais de R$ 270 bilhões, com crescimento superior a 12% ante 2018. Em 2020, a pandemia Covid-19 certamente interromperá o ciclo de crescimento observado nos últimos anos. Como resiliência é a palavra chave do setor, todos se movimentam para que o setor siga protegendo a sociedade dos riscos a que está exposta. 

O otimismo de uma retomada, no entanto, é certo, segundo os presidentes. Para eles, a crise despertou a consciência das pessoas sobre riscos e que elas precisam se proteger. Esse aumento, aliado à renda e ao crescimento da economia, vai possibilitar que seguros entre num novo ciclo de crescimento. E isso vale tanto para pessoas físicas como jurídicas. “Temos gargalos de infraestrutura, que devem gerar oportunidades para o setor. É uma questão de tempo para atividades ainda nas mãos do Estado serem transferidas para a iniciativa privada com os programas de privatização”, disse Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros (FenSeg) e CEO da Chubb Seguros Brasil.

Antes de debaterem o tema produtos, os participantes ressaltaram uma das principais preocupação de todos: a interferência dos três poderes (executivo, legislativo e judiciário) no funcionamento do setor, tendo como pano de fundo a existência de mais de 4 mil Projetos de Lei (PL) no Congresso Nacional. “A estabilização financeira é vital para a indústria de seguros. Sem ela, os seguradoras não estarão preparados para responder à crise. Querer que os seguradoras cubram coberturas excluídas em contratos, retroativamente, é colocar em risco a solvência do setor”, comentou Coriolano no início do webinar.

Os PLs tiram o sono dos executivos que atuam com seguros, com destaque para saúde, que concentra quase 1 mil projetos dos 4 mil em andamento. De acordo com o presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), João Alceu Amoroso Lima, e também vice-presidente do Grupo NotreDame Intermédica, “não se muda um setor regido por uma lei especifica por um projeto ou liminar. A judicialização tem um custo caro para todos e isso elitisa o uso do plano de saúde”, afirmou.

Amoroso criticou a gestão unificada dos leitos de UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS) tira o equibilibrio do setor. “Apesar dos desafios, o sistema privado está funcionando bem. O poder público não tem tecnologia nem parâmetros para utilizar este sistema. Não existe um sistema de gestão ou gestores preparados para conduzir uma fila única de UTI de forma eficiente”, afirmou. Ele também disse que o segmento de saude se preocupa com a alta da sinistralidade. “A redução das cirurgias eletivas representam um alívio momentâneo, mas serão retomadas no segundo semestre, o que certamente causará uma sobrecarga do sistema.”

O foco da Agência Nacional de Seguros (ANS) tem sido o de manter o mercado em funcionamento. “A ANS fez uma série de ajustes para fazer face ao isolamento e apoiar a solvência das operadoras segue na pauta do setor e das operadoras.” 

Trindade também teme projetos que tirem o equilíbrio dos contratos. “Isso está muito claro nas apólices e as seguradoras vão seguir o que está escrito. Se tem cobertura indeniza. Se não, não indeniza”, reforçou. Idem Jorge Nasser, presidente da Federação Nacional de (FenaPrevi) e presidente da Bradesco Vida e Previdência e da Bradesco Capitalização. “Não podemos esquecer neste momento que o seguro sempre foi parte da solução. Esse olhar de longo prazo é vital. Precisamos preservar as instituições e seus direitos, bem como entender que estamos em momento de exceção. Precisamos de tempo, entendimento e de diálogo. Essa é grande contribuição do regulador neste momento. Disso depende a nossa capacidade para ofertar novos produtos à sociedade”, disse. 

Os participantes também estavam curiosos para saber mais sobre a posição das seguradoras em relação ao Sandbox, uma espécie de teste para novos produtos e serviços, regulamentada pelo órgão regulador. Por ser uma incubadora de insurtechs, o público queira saber o quanto isso pode impactar as seguradoras tradicionais. “Se o negócio for bom, será desenvolvido no mercado. Ou a empresa testada se junta a uma seguradora ou vai buscar um investidor. Trata-se, na minha opinião, de uma iniciativa saudável para criar novos nichos e formas de operar”, afirmou Trindade.

Sobre a tendência de homeoffice, todos foram unânimes em afirmar que a crise deixou todos mais pobres e isso faz com que todos tenham de se adaptar. A síntese é de que algumas companhias já usavam homeoffice e este processo vai se acelerar. Os escritórios vão encolher para balancear a receita menor, pois trabalham para dar resultado ao acionista. Com isso, o setor se prepara para mudanças tanto na forma de comercialização como também de produtos que atendam as novidades em riscos trazidas por funcionários trabalhando à distancia, entre eles os seguros para riscos contra ataques cibernéticos e também cobertura para equipamentos mais sofisticados instalados nas residências. 

Novo normal – Neste pós pandemia, ninguém sabe ao certo como será a nova sociedade. Mas todos foram unânimes em afirmar a importância do corretor de seguros. Os executivos afirmaram que o profissional precisa estar muito ativo junto aos clientes para saber como assessorá-los neste momento pós pandemia. “Nenhum sistema tecnológico tira do corretor a interação com o cliente. E estar ao lado deles neste momento, ajudando-os com os riscos da retomada, é fundamental”, afirmaram os palestrantes. Boa parte das perguntas aos palestrantes foi direcionada ao o “novo normal” dos consumidores para que se possa criar produtos e serviços adequados, principalmente em saúde, vida e previdência, bens patrimoniais e riscos financeiros, bem como a tendencia dos títulos de capitalização. “Há uma grande incógnita ainda com tudo. Os seguros intermitentes, por exemplo, hoje já em uso em seguro de carro. As pessoas podem passar a usar mais o carro para se protegerem do contato com outras pessoas. Será? Não sabemos”, comentou Coriolano. 

Trindade prevê que o setor passará por uma adaptação, sem grandes revoluções. “Nos todos vamos sair diferentes em função do gigantesco impacto social e econômico que o mundo passa, e vamos perceber a medida que a crise for sendo mais controlada”, comentou. Automóvel, incêndio, transporte e responsabilidade civil são as principais linhas de negócios no escopo da FenSeg. 

Entre os destaques em demanda e soluções no pós crise, Trindade citou seguros cibernéticos com um dos mais promissores, uma vez que o homeoffice traz um risco de conexão que precisa ser gerido de forma mais atenta. Ele também citou o seguro residência, que certamente terão coberturas mais completas com a tendência de homeoffice se consolidando.

O seguro para pequenas e médias empresas, segundo ele, tem um viés de que a crise torna claro a importância da transferência de risco para o setor, o que elevará a demanda pelos seguros empresariais. Incêndio e transporte permanecem com o mesmo perfil já consolidado, mas a incorporado de tecnologias para ajudar na precificação e assim trazer ganhos aos clientes que gerenciam melhor o seu próprio risco.

Outro produto citado por Trindade que deve se consolidar com o aumento de demanda e de concorrência é o seguro viagem. “Será praticamente obrigatório a compra por quem vai viajar, diante da consciência de que fatos totalmente fora do nosso controle podem causar perdas significativas”. 

Quanto a novos produtos, ele acredita que surgirão, principalmente os que usam índices paramétricos, que avançarão do seguro agrícola para outros segmentos. Em relação aos seguros intermitentes, aquele em que o segurado paga somente pelo tempo que usar, o executivo acredita que vieram para ficar. “Este tipo de seguro pode atrair um percentual da população interessa nesta modalidade em auto e residência. O tempo vai dizer como será essa experiência”. 

Segundo Nasser, os brasileiros percebem agora, mais do nunca, a importância do seguro, principalmente de vida e previdência, para mitigar as perdas que muitos estão tendo neste momento. “No novo “normal”, os negócios serão centralizados em ferramentas online, sem intervenção humana. “Qual será o papel do corretor consultor. Vão perder espaço? Para mim, esse novo cenário reforça a importância do corretor, como em muitos momentos da nossa história, como um agente de revolução. E agora com a responsabilidade de ser mais preparado ainda. Por isso, o mundo pós pandemia será mais conectado, com soluções práticas para a nossa operação e para os nossos clientes. Sairemos mais humanos e valorizando a relação humana. E mais uma vez ganha o corretor que agregar mais valor ao seu cliente”, afirmou. 

O presidente da FenaSaúde não acredita que haverá mudanças relevantes nos produtos de saúde que há são ofertados atualmente. Em 2019, o segmento vem reagindo a crise econômica que tirou milhares de pessoas da saúde suplementar com o lançamento de produtos mais acessíveis. Para ele, os grandes vencedores são as soluções digitais entre beneficiários e operadoras. “Ficou claro o salto que o sistema privado deu na digitalização. Também o homeoffice inovação para o setor e o que mais destaco é a telemedicina. Foi regulamentada às pressas e se tornou uma ferramenta de ajuda e suporte aos clientes, reduziu idas desnecessárias ao pronto socorro além de atuar rapidamente até mesmo no diagnostico do coronavírus. Certamente haverá ajustes, do ponto de vista regulatório e ética médica, mas a telemedicina veio para ficar”, segundo Amoroso. 

A capitalização está otimista com o pós pandemia. “Vejo boas mudanças na comercialização dos produtos, que certamente ganharão um formato mais digital e adesão dos corretores neste processo, como também maior demanda por títulos com garantia de crédito, como a fiança locatária”, afirmou Marcelo Farinha, presidente da Federação Nacional de Títulos de Capitalização (FenaCap), e diretor comercial da Brasilcap Capitalização. “A criatividade nasce da angústia e com ela a necessidade de refletir. Aqui temos de contar com a ajuda do regulador, para tornar o produto mais aderente a uma nova realidade de distanciamento social. Somos altamente regulados e temos de preparar as bases para o pós crise. Em fianças locatárias, por exemplo, é preciso reconhecer firma. Precisamos aceitar assinaturas eletrônicas, por exemplo. Entender que mudou precisa ser mudado do ponto de vista legal é uma pauta relevante do nosso segmento”, finaliza Farinha.

Corretores cadastrados terão carteira da Susep em celular

Com download gratuito, a inovação começa disponível via aparelhos com sistema operacional Android e é parte do novo sistema de registro da Susep, que já reúne 21.122 profissionais cadastrados

Fonte: Susep

Registro de corretor e carteira digital, pelo celular, na palma da mão. Esta é a mais recente facilidade que o novo sistema de registro de corretores da Susep leva aos profissionais do setor, a partir de 12/05/2020. A autarquia investiu em tecnologia de ponta, segurança da informação e na experiência do usuário para agilizar a vida do corretor neste momento de desafio da pandemia. A partir de agora, os profissionais podem fazer seu cadastro no celular, checar e compartilhar suas informações com clientes, além de ter à mão um canal direto com o órgão supervisor. Tudo de forma simples, online e gratuita.

Nesta primeira etapa, o app Corretores Susep está disponível para download para todos os aparelhos que operam o sistema Android e na próxima semana para os aparelhos da Apple. A carteira de habilitação digital da Susep viabilizará a identificação dos profissionais cadastrados na autarquia, com foto e o número do registro e será mais uma opção para manter o corretor diretamente conectado com a Susep.

“O aplicativo abre caminho para outras facilidades que a Susep pretende garantir por meio da tecnologia. A partir de agora, serviços como notícias, informações atualizadas e pesquisas de opinião, por exemplo, podem ser operacionalizados através do aplicativo”. Explica o chefe do Departamento de Tecnologia da Comunicação e Informação (DETIC) da Susep, Leonardo Brasil.

Leonardo Brasil explica que o objetivo é que o app também seja uma ferramenta de conexão entre o corretor e o consumidor. “Será possível usar o app para o cliente confirmar o registro do corretor na Susep. E haverá um QR Code exclusivo à disposição dos profissionais, que poderá funcionar como um cartão de visitas digital para o corretor e seus contatos” e no futuro aproveitado para outros processos de identificação do profissional.
Terão direito à habilitação digital da Susep os profissionais em situação regular no novo sistema de registro da Susep. O cadastro é gratuito e pode ser feito através deste link:

O recadastramento pode ser feito até o dia 31 de julho. A autarquia disponibilizou também um canal direto em seu site para dúvidas e sugestões de aprimoramentos: corretores@susep.gov.br.
A nova identidade digital do corretor de seguros é parte de um processo de modernização que a Susep vem implementando em todo o setor. Com esta iniciativa, evitam-se também os custos da emissão de um documento físico, além de permitir agilidade no envio e manutenção das habilitações para os corretores cadastrados.

Especialistas debatem os impactos do coronavírus em diferentes âmbitos

Transmissão realizada pelo Instituto de Liberdades Públicas e Ensino Jurídico Paulo Rangel (ILPEJPAR) abordou as consequências psicossociais e jurídicas do atual momento

Fonte: Qualicorp

O Instituto de Liberdades Públicas e Ensino Jurídico Paulo Rangel (ILPEJPAR), em parceria com a Qualicorp, reuniu nesta segunda-feira (11) quatro especialistas para abordar os impactos Jurídicos e Psicossociais da pandemia do coronavírus. Mediado pelo diretor executivo da Qualicorp, Pablo Meneses, a live trouxe o contexto e as consequências da pandemia em diferentes âmbitos. 

A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, referência nacional no tratamento de transtornos mentais e autora de 12 best-sellers, iniciou o debate abordando os reflexos da pandemia na saúde mental e nos relacionamentos. A especialista colocou em pauta questões emocionais, destacando o peso de passar por uma pandemia em um mundo globalizado, em que há um excesso de dados. “Informação nem sempre é conhecimento, e seu consumo exagerado pode gerar sobrecarga no funcionamento cerebral”, afirmou.

Dra. Ana Beatriz explicou, também, as fases pelas quais a população está passando, como as situações de ameaça, quando os circuitos de sobrevivência ficam muito ativos. “Algumas consequências iniciais são os pensamentos catastróficos, a interpretação da realidade como pior do que realmente é, e ver o outro como inimigo. Vimos pessoas correndo para os supermercados e brigando por produtos, por exemplo”, disse. Já em uma fase mais avançada, como a atual, ela aponta que podem subir os níveis de ansiedade e compulsões de diversos tipos, acentuadas pela longa duração do distanciamento social. A psiquiatra propôs uma reflexão: “até que ponto estamos poupando vidas imediatamente e, ao mesmo tempo, condenando outras milhares?”.

Já o procurador do Ministério Público Federal (MPF), Dr. José Panoeiro, abordou a construção do país a partir da colonização portuguesa para explicar o problema específico da corrupção no Brasil, que teve em suas raízes coloniais um Estado patrimonialista – e porque é preciso pensar nisso durante a pandemia. “Ao longo dos anos, a simbiose entre o público e o privado fez da corrupção uma prática comum entre agentes estatais. Com o passar do tempo, embora fosse punida, a corrupção se tornou, ao lado da fraude, a preferência dos criminosos de colarinho branco. O ambiente jurídico em torno de tais condutas seguem favorecendo suas práticas, o que nos leva a repetir casos de corrupção como se não aprendêssemos com a história”, acrescentou.

Para o Dr. Panoeiro, a pandemia é um momento encarado como oportunidade para pessoas inescrupulosas. “Hoje, há recursos em montante suficiente circulando para atender a uma demanda real, mas que se torna objeto de corrupção. Ao Ministério Público resta uma atuação profilática, diante de casos concretos”, destacou. Já após a pandemia, o especialista afirma que caberá ao MPF trabalhar com os órgãos de controle para verificar contratos nos quais os valores pagos estiverem distorcidos. “Em um mercado que funciona segundo a lei da oferta e da procura, a escassez eleva preços, mas não a valores absurdos”, pontuou.

Sob o ponto de vista do Direito Penal, em sua exposição, o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Dr. Paulo Rangel, ressaltou que não se muda um país com Decreto. 

“Há um princípio caro à sociedade, que é o seguinte: não há crime sem lei anterior que a defina. Não se pode colocar em risco os direitos individuais em nome de uma pseudo segurança. Nós vamos precisar reeducar nossos hábitos, andar de máscaras, não vamos mais ficar aglomerados, mas enquanto isso não ocorre, o Direito Penal não pode ser usado como instrumento de opressão, baseado em um discurso do medo e do desespero”, argumentou.

Pablo Meneses, representante da Qualicorp no debate, destacou a importância das parcerias público-privadas, principalmente em um momento de pandemia. “Essas parcerias precisam seguir o princípio da transparência para alcançarem o seu objetivo de acelerar avanços estruturais para a sociedade. As empresas no Brasil se organizam há muito tempo para isso, mas nesse momento esse apoio se mostra ainda mais necessário ”, afirmou, ressaltando que a fiscalização também é um fator essencial para o seu sucesso.

O executivo citou, ainda, algumas das iniciativas da Qualicorp no combate à COVID-19. “A Companhia tem contribuído por meio de diversas ações. Já investimos mais de R$ 10 milhões em iniciativas de apoio à população, como a doação de mais de 300 leitos, em parceria com outras empresas, para atendimento exclusivo a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio de Janeiro e em São Paulo, a doação de 3 mil litros de álcool em gel para comunidades carentes e também a doação de 3 mil testes do coronavírus para profissionais da saúde pública no Rio de Janeiro” finalizou.

O vídeo na íntegra está disponível no canal do ILPEJPAR no YouTube. Para acessá-lo, clique aqui.

AXA oferece cobertura para equipamentos em home office

Portáteis como computadores, tablets e celulares utilizados em home office por colaboradores estão protegidos 

Fonte: AXA

Os clientes dos seguros empresariais da AXA podem contar com cobertura para equipamentos e objetos portáteis usados em home office. Os produtos Empresa Flex e o recém lançado Empresa Slim oferecem a cobertura para as empresas seguradas que têm colaboradores  trabalhando remotamente.

“Estamos sempre atentos para oferecer um pacote de proteção conectado às novas práticas de trabalho e, por isso, e já havíamos inserido essa cobertura no portfólio desde o ano passado. Agora, com a maioria das empresas operando em home office, isso se tornou ainda mais relevante para proteger e ajudar nossos clientes a mitigar os riscos de seus negócios”, afirma Clóvis Silva, superintendente de Seguros Massificados da AXA no Brasil.

O Produto Empresa Flex da AXA são indicados para negócios nos segmentos de comércio e serviços, indústrias e concessionárias de veículos e equipamentos, sendo bastante flexível para atender as necessidades de cada cliente.

O Produto Empresa Slim é indicado para pequenas empresas, com limites até R$ 2 MM, nos segmentos de Comércio e Serviços, como bares, restaurantes e lanchonetes, padarias, pizzarias, consultório médico e odontológico, salões de cabeleireiro, agências de turismo, academias, petshops, clínicas veterinárias, escritórios de advocacia e contabilidade, lojas de roupas e calçados.

AIG Seguros promove treinamento on-line gratuito sobre RCFV

Fonte: AIG

Nesta quinta-feira (14), a AIG Seguros, uma das organizações líderes no mercado securitário internacional e com forte presença no Brasil, irá promover o treinamento online “RCFV – Cobertura nova e cheia de vantagens! Saiba por que contratar o seguro de excesso de limite de 1° risco para transportadores”, com mediação de Luis Delegais, especialista da AIG. 

O evento, que tem início às 10h (horário de Brasília) e acesso gratuito, será realizado por meio da plataforma AIG LAB, central de compartilhamento de ideias, negócios e iniciativas da seguradora. 

Clique para se inscrever no treinamento. 

Icatu Seguros assume operações de seguros do Banco do Nordeste

Distribuição, que deve gerar mais de 5 milhões de certificados por ano, será uma das maiores do mundo em microsseguros

Fonte: Icatu

A Icatu Seguros assumiu nesta segunda-feira, 11, toda a operação de Seguros de Vida, Prestamista e Previdência Privada do Banco do Nordeste (BNB). Após vencer o processo de concorrência e assinar o contrato em fevereiro de 2020, a seguradora dá início a exclusividade na distribuição dos produtos em todos os canais do banco – físicos e digitais – pelos próximos 20 anos.

Especialista em pessoas, a Icatu é a maior entre as seguradoras independentes, considerando o consolidado das linhas de negócio e está presente em todo o Brasil através de escritórios, corretores e parceiros comerciais. Com mais de 4 milhões de clientes, o BNB é considerado o 3° maior banco de microfinanças e o 5° maior operador de microsseguros do mundo.

Tanto o microsseguro quanto o microcrédito são ferramentas que auxiliam no combate à pobreza e redução da desigualdade social, levando opções de proteção contra riscos de flutuação de renda e iniciativas para concessão de crédito a famílias e microempreendedores brasileiros.

“Tivemos todas as áreas da companhia trabalhando juntas, mesmo em formato remoto, para iniciar essa grande operação que trará mais de 5 milhões de certificados por ano, contribuindo para democratizar o acesso a soluções de planejamento e proteção financeira a cada vez mais brasileiros”, afirma Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros.

Para o diretor regional da Icatu no Nordeste, Henrique Jenkins, a iniciativa vai ampliar a atuação da seguradora no Nordeste e no mercado de microfinanças e microsseguro. “Vamos contribuir para a proteção das famílias e do planejamento financeiro dos clientes do BNB, que é referência no país ao atuar como agente do desenvolvimento sustentável da região”, finaliza.

Webinar CNseg: Produtos de seguros pós-Covid-19: Adaptação ou Revolução

Esse é o tema do webinar que a CNseg promoverá nesta quarta-feira, às 11 horas. Inscreva-se neste link

O terceiro encontro da série ‘CNseg Webinars’ tratará dos produtos de seguros pós-Covid-19: adaptação ou revolução? Como serão estes produtos no cenário que se formará no Brasil? Quais serão as interrelações com os canais de intermediação e com os diferentes clientes?

Confira abaixo os convidados do webinar:

– Marcio Coriolano (Presidente da CNseg e Diretor-Presidente da Fenaseg)
– Antonio Trindade (Presidente da FenSeg e CEO da Chubb Seguros Brasil)
– João Alceu (Presidente da FenaSaúde e Vice-Presidente do Grupo NotreDame Intermédica)
– Jorge Nasser (Presidente da FenaPrevi, Presidente da Bradesco Vida e Previdência e Bradesco Capitalização)
– Marcelo Farinha (Presidente da FenaCap e Diretor Comercial da Brasilcap Capitalização)

IRB republica fato relevante

IRB

A ação do IRB caiu 14,8% ontem. No ano, acumula desvalorização de 80%, a pior performance do Ibovespa. Os papéis eram cotados a R$ 7,70. O Ibovespa caiu 1,49% e marcou 79.064 pontos. Hoje pela manhã, o ressegurador corrigiu o press release de ontem. Havia uma pequena imperfeição no texto, que dava a interpretação de insuficiência das provisões. Na verdade é dos ativos garantidores.

Veja a nova versão do fato relevante:

FATO RELEVANTE

Rio de Janeiro, 11 de maio de 2020 – O IRB-Brasil Resseguros S.A. (B3: IRBR3) (“IRB” ou “Companhia”), nos termos da Instrução CVM no 358/02, comunica a seus acionistas e ao mercado o que se segue:

A Companhia foi oficiada pela SUSEP, informando da decisão de instauração de Fiscalização Especial, nos termos do artigo 89 do Decreto Lei no 73/66 (“Decisão”), em razão de apresentar insuficiência na composição dos ativos garantidores de Provisões Técnicas e consequentemente da liquidez regulatória. A Decisão poderá ser revertida assim que a cobertura das Provisões Técnicas se adequar às normas vigentes, a critério da SUSEP.

A Companhia avaliou a questão, inclusive em reunião extraordinária do Conselho de Administração em 08/05/2020, no sentido de prover alternativas para solucionar a cobertura das Provisões Técnicas, de acordo com a legislação vigente. Tal situação decorre, em especial, dos efeitos da variação cambial sobre as Provisões Técnicas da Companhia em moeda estrangeira, tendo em vista o cenário causado pelo Covid- 19. Outro fator identificado foi o aumento das Provisões de Sinistros a Liquidar durante o primeiro quadrimestre de 2020.

A Companhia observa elevado índice de solvência e de volume de ativos livres. Em virtude de determinadas características, esses ativos não são aceitos pelo órgão regulador (SUSEP) para os fins previstos na Resolução CNSP 321/2015, que dispõe sobre coberturas das Provisões Técnicas e da Margem Adicional de Liquidez Regulatória. Neste sentido, a Companhia está comprometida e empenhada em encontrar alternativas para solucionar a questão, com a maior brevidade possível, mesmo no atual cenário adverso motivado pelo COVID19.

O IRB compromete-se a auxiliar a SUSEP no que for necessário; a manter o mercado informado; e entende que a Decisão não afeta a administração regular dos seus negócios.

IRB-BRASIL RESSEGUROS S.A.

Werner Romera Süffert
Vice-Presidente Executivo Financeiro e de Relações com Investidores

MAG Seguros aposta no segmento de cooperativismo

Carolina Vieira MAG Seguros

Fonte: MAG

A MAG Seguros, seguradora especializada em vida e previdência, tem apostado forte no segmento de cooperativismo em 2020. A empresa apresentou, no primeiro trimestre deste ano, um crescimento de 65,9% na comercialização de seguro de vida e previdência para este mercado em relação ao mesmo período de 2019. 

“Este segmento tem mais de seis mil cooperativas no país, o que impacta, pelo menos, 14 milhões de pessoas. Esse crescimento é reflexo do nosso investimento em uma forte estrutura e de um completo portfólio de soluções voltadas e pensadas exclusivamente para este canal de distribuição”, explica Carolina Vieira, diretora de Projetos Estratégicos da MAG Seguros. 

Para o ano de 2020, a seguradora projeta um crescimento consolidado de 60%. 

Disputa de seguradoras por clientes em seguro de carro tem um apelo mais popular

Com a queda de 76% na venda de carros novos, companhias passam a olhar para proprietários de veículos com mais de 5 anos de uso

É praticamente uma unanimidade entre os executivos de seguros que o segmento de automóvel vai sofrer perdas mais acentuadas em 2020 do que já vinha registrando nos últimos anos. Boa parte, até então, justificada pela queda de vendas de carros novos. A partir de agora há mais um ingrediente para acirrar a concorrência: a crise trazida pelo Covid-19.

Segundo a Fenabrave, as concessionárias registraram apenas 55,7 mil veículos novos vendidos em abril, número considerado o pior resultado mensal para o setor desde fevereiro de 1999. O número do mes mostra uma queda de 76% em relação a abril do ano passado e 66% ante março, quando começaram as restrições para abertura da indústria e do comércio. E era aqui, na venda de novos, que se concentrava boa parte dos clientes das seguradoras e também a disputa mais acirrada entre elas. Afinal, um carro zero é menos visado pelas quadrilhas de roubo e também tem um índice de colisões bem inferior comparado aos carros com mais de 5 anos de uso.

A disputa trouxe mudanças no ranking de auto do setor, segundo dados da consultoria Siscorp elaborados a partir do banco de dados estatísticos da Superintendência de Seguros Privados (Susep). A Porto Seguros segue na liderança absoluta, com R$ 1,5 bilhão em vendas no primeiro bimestre de 2020. O que lhe confere 28% de participação dos R$ 5,5 bilhões em prêmios arrecadados neste segmento. No mesmo período ao ano passado foram R$ 5,6 bilhões.

A Tokio Marine galgou duas posições, saindo do quarto lugar para figurar logo abaixo da Porto Seguro, com R$ 564 milhões em vendas nos dois primeiros meses deste ano, com 10% de market share. Apenas R$ 13 milhões a separaram da terceira colocada, a Bradesco, com R$ 551 milhões neste período, que manteve a mesma colocação do ano passado.

A Mapfre, que ocupava a segunda colocação do ranking de auto em 2019, agora está em quarto lugar, com R$ 509 milhões em vendas. A Liberty Seguros saltou da sétima em 2019 para a quinta colocação em 2020, com prêmios passando de R$ 449 milhões para R$ 492 milhões .

Segundo especialistas, tanto Tokio como Liberty foram beneficiadas pela agilidade em colocar no mercado produtos mas acessíveis para a sociedade cada dia com orçamento mais apertado com a crise econômica que se arrasta desde 2014 e agora agravada com as consequências da pandemia Covid-19 que assola o mundo. A previsão de analistas é de queda de 5% no Produto Interno Bruto (PIB). O Bank of America revisou de 12,6% para 14% a estimativa para a taxa média de desemprego neste ano, devido a evidências de impacto negativo na economia brasileira.

Entre as 10 maiores de auto, seis registraram queda nas vendas no primeiro bimestre. Tem alguns pontos fora da curva, como o crescimento de 234% da Cardif e a queda de 40% da Assurant, ambas com forte atuação em carteiras de varejo e afinidades. Ou ponto fora da curva é da Allianz, que registra alta de 42%. Além de ter investido forte em publicidade no início deste ano, está previsto para agosto o fechamento da aquisição da carteira da SulAmerica, anunciado no ano passado.

A Suhai avançou 43% no primeiro bimestre deste ano. A seguradora tem carteira com 300 mil clientes e oferece “seguros compactos”, só para roubo e furto, o que permite preço inferior ao de companhias que só oferecem cobertura total. Essa estratégia tem atraído entregadores e motoristas de serviços de aplicativos que tiveram demanda ampliada com a epidemia da covid-19, informou a companhia em recente entrevista.

Outras companhias tem se beneficiado de vender apenas o serviço de prestação de assistência 24 horas, como serviços de guincho, por exemplo. Tal estratégia é vista como uma tendencia para atender aqueles que não tem orçamento para o seguro, mas querem garantir a remoção do veiculo em caso de pane ou quebra. O produto tem sido usado pelas varejistas como uma solução aos clientes de menor poder aquisitivo.

Os dados do primeiro trimestre das vendas de seguro de carro ainda não foram divulgados pela Susep. Tomando-se por base a Porto Seguro, que divulgou neste mês o balanço dos três primeiro meses do ano, o impacto do confinamento social para conter a pandemia já dá sinais claros. O seguro auto recuou 2,8% justificado principalmente pela intensificação do ambiente competitivo, mas espera-se um impacto significante pela medidas de quadrante e isolamento social pelo coronavírus.

Outra discussão no setor está em curso é se as companhias seguiram o exemplo de outros países no tocante a devolver aos clientes parte do valor pago pelo seguro, uma vez que as pessoas ficaram impossibilitadas de usar o carro neste período de quarentena, o que reduziu muito o risco para as seguradoras. Nos EUA, as líderes de mercado já adotaram algumas políticas de agradar clientes, como devolver parte do valor pago, dar desconto em renovação ou outros serviços como uma forma de compensar a situação.

No Brasil, apesar de os clientes estarem atentos, nenhuma companhia ainda se manifestou neste assunto. O que se vê por aqui é apenas uma significativa queda do índice de sinistralidade — indicador sempre citado para justificar aumento de preço — , sem a contrapartida da redução do valor do seguro. Várias seguradoras anunciaram, como uma excelente notícia, a manutenção do preço do seguro na renovação para aqueles que não tiveram acidentes no ano anterior e algumas vantagens para estimular os corretores, como pagamento da comissão em um prazo bem curto.

No entanto, o cliente já tem à sua disposição várias plataformas para comparar preços. E certamente, quem não tiver um produto acessível ao bolso dos que ainda tem carro e emprego, certamente sofrerão mais do que as que já se adaptaram. Ganha o cliente que tiver um bom corretor para saber diferenciar aquela companhia que baixou o preço para ganhar mercado, sem a contrapartida de melhores serviços e atendimento, e aquela que baixou o preço como uma consequência de ter investido em tecnologia e processos que geraram condições de aprimorar o serviço prestado pelo ganho de produtividade trazido pela inovação e modernização.

2020 será um ano e tanto. Ganhará quem souber conquistar clientes com produtos acessíveis. Se aprovados pelo consumidor, também será pelos corretores.

A primeira tabela se refere ao primeiro bimestre de 2020 e a segunda ao primeiro bimestre de 2019: