Liberty Seguros reúne mil corretores em webinar sobre economia

Intitulado “Liberty Vai Até Você – Edição Especial”, evento discutiu os principais desafios econômicos do período com a jornalista Denise Barbosa e o economista Antônio Correia de Lacerda

Fonte: Liberty

Com o objetivo de analisar o atual cenário econômico do país durante a pandemia da COVID-19, os efeitos que as mudanças vêm provocando no setor de seguros e as alternativas para superar as adversidades trazidas pela crise, a Liberty Seguros reuniu na última quinta-feira, 06, mil profissionais para um webinar interativo online. O evento, intitulado “Liberty Vai Até Você – Edição Especial: Talk show decifrando a economia para superar a crise”, contou com a participação de Carlos Magnarelli, CEO da seguradora, Dennis Milan, Diretor de Operações e Sinistros e Marcos Machini, Vice-Presidente Comercial.

“Desde o início da pandemia, o principal objetivo da Liberty segue o mesmo: proteger as nossas pessoas. Ampliamos o home office para quase 100% dos nossos colaboradores, simplificamos nossos processos, expandimos nossos serviços digitais e contribuímos com a sociedade através de doações para instituições de saúde e para a alimentação de milhares de pessoas”, afirma Carlos Magnarelli, CEO Liberty Seguros.

O webinar foi mediado pela jornalista Denise Barbosa e contou com insights do economista Antônio Correia de Lacerda. Além das análises do cenário e os impactos da COVID-19 para as empresas, corretores e profissionais do setor segurador também receberam dicas de como explorar oportunidades de negócio nesse cenário, como por exemplo, o crescimento da procura pelos seguros de vida.

“A Liberty Seguros tem investido durante os últimos anos em desenvolvimento de pessoas, novos processos e tecnologias para termos um atendimento ágil e acolhedor para todos os públicos. Por esta estratégia sólida e consistente, conseguimos rapidamente nos adequar aos novos desafios durante este período de quarentena. A companhia já possuía processos digitais eficientes para clientes e corretores que foram essenciais para este momento, como por exemplo, o aviso de sinistro online que já representa 70% do total de avisos e a Auto-Vistoria Prévia por imagem que atingiu 100% das vistorias e resultados em menos de 2 horas, avaliadas pela nossa equipe interna”, afirma Dennis Milan, Diretor de Operações e Sinistros.

Além das contribuições de cada executivo da companhia, o evento também deu espaço para perguntas de corretores de todo o país.

“Para ampliar o conhecimento e as carteiras dos nossos parceiros nesta fase, a Liberty também oferece mais de 100 opções de treinamentos de variados temas, que vão desde mindfulness e inovação a planejamento, gestão estratégica e liderança positiva. Além disso, nossos corretores podem contar com um serviço exclusivo de helpdesk à disposição para auxiliá-los em seu home office”, finaliza Marcos Machini, Vice Presidente Comercial.  

Clique aqui para conferir o Webinar completo gravado.

Coface prevê queda de 6,5% do PIB em 2020

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Um resumo interessante sobre a situação do Brasil elaborado pela seguradora Coface, especialista em seguro de crédito

A seguradora Coface, especialista em seguro de crédito, prevê uma queda de 6,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020.

Veja a análise:

Desde que o primeiro caso de COVID-19 foi registrado no Brasil, no dia 26 de fevereiro 2020, o vírus se espalhou em todos os estados do país. No dia 11 de maio 2020, o Brasil tinha 162.699 casos confirmados e 11.123 mortes. Mas, vale ressaltar que, devido aos testes limitados, o número de casos pode ser substancialmente maior (dificultando traçar uma trajetória precisa da evolução do vírus no país).

Além disso, a má gestão da propagação do vírus coloca o país não apenas como epicentro em nível regional, mas também comparado a outros países emergentes. Considerando o último grupo, em termos de casos confirmados, o Brasil fica atrás só da Rússia, enquanto lidera o ranking em termos de mortes. Além disso, como se a batalha do COVID-19 não fosse suficiente, o ambiente político do país piorou.

No dia 16 de abril 2020, em meio à pandemia, o presidente Bolsonaro demitiu seu popular ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, por causa de fagulhas sobre a gestão de crises em saúde. O ex-ministro defendeu o isolamento social, enquanto Bolsonaro subestimou o COVID-19, defendendo o isolamento apenas pelos grupos de risco. Após uma semana, o país acompanhou mais um confronto político que novamente desviou o foco da emergência de saúde.

No dia 24 de abril 2020, o ministro da Justiça Sergio Moro, conhecido por seu trabalho anterior como juiz envolvido na investigação de corrupção da Lava-Jato, renunciou e acusou Bolsonaro de tentar interferir nas investigações da Polícia Federal. De maneira geral, os fatores mencionados aumentaram o grau de incerteza em relação à governabilidade, ao cenário de crescimento e à dinâmica da dívida pública.

Por quê? – Desde a crise de 2015-2016, quando a economia sofreu uma queda de 6,8%, o PIB do Brasil não decolou (subiu de 1,1% em 2019). No início de 2020, a perspectiva foi um pouco mais otimista impulsionada pela ideia que a aprovação da tão necessária reforma previdenciária de Outubro de 2019 melhoraria a confiança na economia e abriria o caminho para outras reformas pró-negócio (como a reforma tributária e a redução da rigidez dos gastos públicos).

No entanto, a atividade econômica no inicio de 2020 permaneceu no mesmo nível baixo (PIB subiu aproximadamente 0,6% YoY em fevereiro 2020 ou 0,66% no acumulado em 12 meses). Com relação às medidas de contenção do surto e mobilidade da COVID-19, na ausência de medidas nacionais, os governos estaduais começaram a impor bloqueios a partir da segunda quinzena de março 2020.

Isso criou atritos entre Bolsonaro e os governadores, mesmo após o judiciário garantir o direito dos governadores de implantar medidas de isolamento. De fato, a falta de coesão política entre as autoridades ajuda a explicar a aderência relativamente fraca ao Lockdown e, portanto, o aumento exponencial dos casos. De acordo com o rastreador de tendências de mobilidade da Apple, no dia 9 de maio 2020, a movimentação de pedestres estava apenas 47% abaixo do nível pré vírus no país.

Como referência, isso é bem menos do que podemos observar no país vizinho como a Argentina (-75%), que relatou a primeira morte antes do Brasil, mas se saiu muito melhor ao achatar a curva de contágio (6.034 casos e 305 mortes no dia 11 de maio 2020). Além dos indicadores preliminares de alta movimentação para o período COVID-19, houve uma forte contração.

A produção industrial caiu de 9,1% mês-após-mês em março, a segunda queda mais acentuada da história da série (logo acima de maio de 2018, quando uma greve de caminhoneiros atingiu o país). Paralelamente, a produção de veículos caiu 99% ano-após-ano em abril 2020, indicando uma queda ainda mais acentuada do total da produção industrial nesse mês em comparação a março.

Finalmente, o índice de vendas no varejo chamado IGet (com base em dados de transações com cartão de crédito e débito) indica que as vendas oficiais no varejo mais amplas, que incluem materiais de construção e veículos, diminuíram 29,4% mês-após-mês e 41,1% ano-após-ano em abril 2020.

Riscos – Semelhante a outras economias emergentes, o mercado financeiro brasileiro foi duramente atingido pela crise do COVID-19. As saídas líquidas de carteira de investidores estrangeiros do Brasil acumularam US$ 23,4 bilhões nos primeiros quatro meses do ano e o Real (BRL) desvalorizou em cerca de 40% em relação ao dólar (USD).

De um lado, o desempenho negativo acumulado acima do ano anterior é suavizado pela posição externa relativamente forte do Brasil (o governo é um credor líquido em moeda estrangeira e as reservas cambiais cobrem aproximadamente 24 meses de importações). Do outro lado, existem vários riscos adicionais:

• Incerteza quanto à duração da crise do COVID-19: claramente, quanto mais extensa, pior será o impacto na atividade. Como mencionado anteriormente, a falta de uma política nacional clara para combater o vírus tem sido prejudicial. De fato, como o sistema de saúde está considerável sob tensão, os estados estenderam seus bloqueios e, em alguns casos, fortaleceram ainda mais os controles.

• Medidas agressivas de estímulo fiscal e sustentabilidade da dívida: as medidas de estímulo anunciadas até o momento representam cerca de 8% do PIB, das quais o impacto direto no déficit primário de 2020 é estimado em 4,8% do PIB.

Embora a crise inesperada e aguda exija uma rápida resposta contra cíclica dos políticos, isso certamente agravará a já fraca trajetória das contas públicas (a dívida pública bruta atingiu 78% do PIB em março 2020). Além disso, o legislativo aprovou um pacote de ajuda financeira aos estados e municípios para lidar com as perdas de receita tributária durante o período COVID-19 (totalizando aproximadamente 1,7% do PIB). Por fim, a erosão das perspectivas fiscais (e consequente aumento do prêmio de risco) poderia limitar o espaço/silenciar a eficácia da atual política monetária de flexibilização do banco central (taxa de política atualmente no mínimo histórico de 3% p.a.)

• O ambiente político deteriorado ameaça a agenda de reformas e no pior cenário de risco poderia levar a um processo de impeachment. Após a acusação de Moro, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma investigação. Como parte da investigação, Moro testemunhou na polícia federal e afirmou que, em uma reunião dois dias antes de sua demissão, Bolsonaro solicitou a substituição do diretor da polícia federal e pediu acesso aos relatórios de inteligência. No dia 8 de maio 2020, a Advocacia Geral da União entregou ao STF o vídeo da reunião mencionada (o conteúdo está atualmente em sigilo).

O cronograma de investigação ainda é incerto. Entretanto, enquanto isso, Bolsonaro está trabalhando para melhorar sua base aliada no congresso (o legislativo pode destituir um presidente por maioria de dois terços em ambas as casas). Bolsonaro ofereceu posições em seu governo a alguns partidos do ‘centrão’ ideologicamente vazios. Finalmente, porém importante, seu índice de aprovação, embora em declínio, ainda está em um nível decente.

Segundo a pesquisa XP/Ipespe, a soma de pessoas que consideraram o governo bom ou ótimo caiu de 31% no dia 24 de abril 2020 para 27% no dia 30. Como referência, quando a ex-presidente Dilma Rousseff foi cassada em 2016, seu índice de aprovação era de 8%. No entanto, à medida que os efeitos negativos da crise se tornam mais visíveis e as quarentenas começam a diminuir, o descontentamento com o governo pode aumentar ainda mais.   

Tokio Marine amplia serviço de orientação médica online para clientes do seguro residencial

Companhia disponibiliza Einstein Conecta para as categorias de Assistência Especial e VIP do produto

Fonte: Tokio Marine

Em um momento em que a tranquilidade e a segurança estão associadas à prevenção e ao isolamento social, a Tokio Marine, uma das maiores Seguradoras do País, amplia soluções que contribuem para que seus Clientes fiquem em casa com saúde e comodidade. Com esse objetivo, a Seguradora passa a oferecer o serviço de telemedicina do Hospital Israelita Albert Einstein aos contratantes do Seguro Tokio Marine Residencial.

“Acreditamos que a missão do Seguro é oferecer tranquilidade e segurança às Pessoas. Nossos Clientes já conhecem e confiam na nossa atuação protegendo um de seus bens mais valiosos, que é a sua casa. Essa, portanto, é mais uma iniciativa para que nossos Segurados se sintam cada vez mais amparados pela Tokio Marine e desfrutem de saúde e qualidade de vida neste período tão complicado para todos”, explica o Diretor Executivo de Produtos Massificados, Marcelo Goldman. 

Trata-se do Einstein Conecta, serviço de orientação médica a distância com suporte 24 horas por dia, 7 dias por semana, disponível para utilização dentro e fora do Brasil, e realizado pelos médicos do Einstein, profissionais de saúde com ampla experiência e conhecimento 

A Seguradora, que já oferecia o serviço aos produtos Tokio Marine Vida Individual Homem, Mulher e Sênior, o disponibiliza agora também aos titulares das apólices de Seguro Residencial que tenham contratado os planos Especial e VIP de Assistência. Diante de uma indisposição ou mal-estar em que apresente sintomas de baixa complexidade – como febre, gripe, dor de garganta, dor de cabeça, náuseas, alergias, entre outros -, o Segurado poderá utilizar o serviço de orientação médica para obter uma indicação adequada de como agir, de acordo com o quadro. Além disso, o Einstein Conecta ainda oferece o armazenamento das informações sobre o paciente em prontuário eletrônico, ao qual o Segurado terá acesso sempre que precisar e inclui prescrição médica para compra de medicamentos quando necessário, mais um diferencial do serviço. 

Programa de inovação do IRB e MAG Seguros busca respostas ao impacto da pandemia de covid-19

Com foco na transformação digital da indústria e de nossos clientes, estaremos preparados para o pós-crise”, explica o diretor de Estratégia e Inovação do IRB Brasil RE, Lucas Mello

Fonte: IRB

De que forma a inovação e as novas tecnologias podem contribuir para que o mercado de seguros e resseguros supere os desafios pós-pandemia de covid-19? Encontrar respostas para essa pergunta é a missão do primeiro ciclo do Insurtech Innovation Program 2020 – parceria do IRB Brasil RE, MAG Seguros e PUC-Rio -, que tem como meta estruturar sete projetos até julho, com foco em prospecção e vendas.

“Diante desse momento de extrema volatilidade e incerteza, trazido pelo novo coronavírus, nosso programa de inovação aberta é mais uma de nossas iniciativas que buscam soluções, produtos e alternativas para contribuir na superação dos desafios da crise. Com foco na transformação digital da indústria e de nossos clientes, estaremos preparados para o pós-crise”, explica o diretor de Estratégia e Inovação do IRB Brasil RE, Lucas Mello, que também integra o gabinete de crise criado pelo ressegurador em abril para monitorar o mercado e estruturar ações em resposta à pandemia.

Após um período de imersão para entender como o setor funciona, os 20 universitários selecionados pelo Insurtech em fevereiro e profissionais das duas empresas se reúnem diariamente com objetivo de desenvolver produtos e soluções baseados em tecnologias como blockchain, machine learning, inteligência artificial, internet das coisas e realidades virtual e aumentada. Por conta das medidas de isolamento social, os encontros são 100% online e utilizam a metodologia de ensino à distância da PUC-Rio.

A terceira edição do Insurtech Innovation Program acontece até janeiro do ano que vem e planeja produzir até lá 21 projetos em três ciclos diferentes. A iniciativa, que foi lançada em 2018, é multidisciplinar e já envolveu mais de 60 alunos de diversos cursos, como administração, engenharia, desenho industrial, comunicação social, ciências atuariais e psicologia, de universidades como PUC-Rio, UFRJ, UniRio e UFF. Quatro soluções estruturadas pelo programa já estão em desenvolvimento e implantação nas duas empresas.

Corretores criticam ação da Susep em live

“Titular da Susep deixará um cenário de terra arrasada”, afirma o deputado Lucas Vergílio

Ao participar da “Live do CQCS”, portal que se dedica ao corretor de seguros, no dia 11 de maio, o deputado federal Lucas Vergílio fez duras críticas à superintendente da Susep, Solange Vieira, que, segundo ele, é arredia a qualquer tipo de diálogo com as instituições que representam o setor de seguros e mesmo com o Congresso Nacional: – Sempre que discutimos e sugerimos algo, ela fez o contrário. Fala uma coisa e age diferente. Ela teve passagem trágica na ANAC, depois desejou ser presidente ou diretora do BNDES, não conseguiu, mas ganhou a Susep como prêmio de consolação. Não conhece este mercado. Toma decisões por achismo, não ouve ninguém, parece estar a serviço de grupos ou a mando de quem a colocou na Susep, tudo é possível. Há o risco de ela deixar um cenário de terra arrasada quando deixar o cargo -, alertou Lucas Vergilio, na conversa com o fundador do CQCS, Gustavo Doria Filho.

O repensar do Lloyd’s of London pós Covid-19

“As novas vendas são mais difíceis digitalmente e o mesmo se aplica à venda do risco para um subscritor. . . é mais difícil dizer não cara a cara do que por e-mail ou telefone. ”

Fonte: Financial Times

Em um dia normal, cerca de 7.000 pessoas passavam pelas portas do Lloyd’s de Londres e seguiam para a gigantesca sala de subscrição de quatro andares do mercado de seguros. Lá, eles discutiam apólices para clientes em todo o mundo, faziam novos contatos e acompanhavam as fofocas do setor, assim como há mais de 300 anos, desde que o mercado foi fundado em uma cafeteria.

O Lloyd’s é um dos últimos centros financeiros presenciais, agarrando-se a uma sala de negociação física enquanto outros se tornaram digitais. Muitas vezes, as negociações se espalhavam pelos bares e restaurantes agrupados nas ruas estreitas da City, em Londres.

Mas desde que o surto de coronavírus forçou a Grã-Bretanha a optar pelo lockdown, em março, as portas do Lloyd’s foram fechadas, a sala de subscrição ficou em silêncio e os cafés vazios. Muitos dos corretores e subscritores que trabalham lá agora estão perguntando se as coisas podem – ou deveriam – voltar a ser as mesmas.

“Seria uma enorme oportunidade perdida se voltasse ao normal”, disse Matthew Wilson, executivo-chefe da seguradora Brit. “O Lloyd’s tem uma tradição de 300 anos de negociação presencial, o que serviu bem, mas está em risco de se tornar uma peça de museu”.

Leadenhall Market na City londrina antes do Covid-19 …
e agora no pós pandemia

Steve McGill, executivo-chefe da corretora McGill and Partners, disse que o Covid-19 é um “divisor de águas na maneira como o mercado está indo para o futuro”. “Haverá muitas perguntas sobre a maneira como servimos os clientes”, acrescentou. “O ambiente será profundamente adaptado.”

O coronavírus já trouxe desafios significativos às seguradoras. A crise provavelmente levará a um dos maiores pagamentos de indenizações de todos os tempos, potencialmente superando US$ 100 bilhões, com as apólices de cancelamento de eventos e de crédito comercial citadas entre as mais atingidas. Também existe uma controvérsia crescente sobre se as seguradoras devem pagar as apólices de lucro cessantes.

Mas as seguradoras de Londres – que administram cerca de US$ 90 bilhões em negócios por ano, de acordo com um relatório de 2017 do London Market Group, à frente de outros grandes centros como Bermudas (cerca de US$ 40 bilhões) e Suíça (US$ 31 bilhões) – seriam confrontadas com o obstáculo adicionado a uma mudança forte e rápida na maneira como elas funcionam.

A troca do prédio do Lloyd’s por homeoffice o forçou a finalmente adotar um sistema eletrônico de negociação que foi inicialmente rejeitado por algumas seguradoras e corretoras, que preferiam o processo tradicional em papel. A plataforma PPL, que permite que apólices de seguro sejam criadas eletronicamente, e não no papel, foi introduzida no mercado de seguros de Londres em 2016. Dois anos depois, o Lloyd’s teve que começar a forçar as seguradoras a usá-la.

Mas desde que a crise começou, o uso atingiu um recorde. Há um ano, o sistema estava sendo usado por cerca de 970 apólices por semana no Lloyd’s e no mercado de seguros de Londres. Isso aumentou para quase 3.500. “Houve muita negatividade e barulho em torno do PPL”, disse Wilson, “mas ele se manteve e foi o salvador do mercado de Londres”.

Seguradoras e corretores disseram que, como o sistema podia ser usado em PCs e laptops comuns em casa, eles agora estavam trabalhando quase com a capacidade total. O modelo tradicional do Lloyd’s – por meio do qual os corretores levam propostas de risco de naves espaciais a obras de arte para as mesas dos subscritores, chamadas boxes, para discutir como segurá-las – é exclusivo da City de Londres.

Em outros lugares, não existe um sistema formal para os negócios presenciais. Corretores e subscritores de outros centros de seguros simplesmente se visitam em seus escritórios ou trabalham por telefone e e-mail. A capacidade dos corretores do Lloyd’s de ver várias seguradoras no mesmo local ao mesmo tempo tem sido uma grande vantagem, permitindo que elaborem apólices complexas ou incomuns em um curto espaço de tempo.

Alguns membros do setor disseram que há desvantagens em trabalhar remotamente.”Há um sentimento subjacente de que estamos perdendo alguma coisa”, disse Alastair Swift, chefe de risco corporativo da GB e corretor da Willis Towers Watson. “As novas vendas são mais difíceis digitalmente e o mesmo se aplica à venda do risco para um subscritor. . . é mais difícil dizer não cara a cara do que por e-mail ou telefone. ”

Outros disseram que trabalhar em casa era menos eficiente do que ficar sentado na sala de subscrição do Lloyd’s, onde corretores fazem fila para ver os subscritores e as discussões podem durar o tempo que for necessário. Agora, tudo tem que ser agendado. “Algumas reuniões levam cinco ou 10 minutos, mas agora eles precisam colocar horários de meia hora em seus diários”, disse Sheila Cameron, diretora executiva da Lloyd’s Market Association. “Uma fila digital não é tão eficiente.”

O Lloyd’s, que já estava trabalhando em uma série de reformas, está procurando maneiras de colocar a sala de subscrição em funcionamento novamente quando as restrições forem levantadas. “Existem três opções”, disse John Neal, executivo-chefe do Lloyd’s. Uma é para as seguradoras estarem na sala, mas os corretores se juntando virtualmente. A segunda é que apenas determinadas linhas de produtos seriam permitidas na sala de uma só vez. O terceiro é um sistema de reservas para pessoas que desejam usar o prédio.

Permitir que as pessoas retornem a algum tipo de contato pessoal é importante, enfatizou. “As pessoas perdem a velocidade do pensamento ao resolver um problema. . . algo que pode levar um dia no momento pode ser feito em 45 minutos ou uma hora fisicamente.” No entanto, ele acrescentou que a crise havia apresentado uma “oportunidade de reimaginar o que fazemos e. . . ser mais experimental em termos de flexibilidade do espaço ”.

Essa flexibilidade pode significar simplesmente o uso de menos espaço, o que seria benéfico em Londres, onde os custos imobiliários são altos. Também pode significar alterar o layout do edifício. No momento, todas as seguradoras estão sentadas em mesas idênticas e os corretores sentados em bancos ao lado deles. Neal disse que o espaço pode ser menos formal no futuro.

Algumas pessoas querem que o Lloyd’s vá além e elimine totalmente a sala de subscrição.”Não é uma necessidade”, disse Wilson. “[A crise] deu às pessoas tempo para pensar sobre o que é certo a fazer”. Tom Clementi, da MS Amlin, concordou: “Com o tempo, isso desaparecerá, mas não sei se vai demorar dois, cinco ou sete anos”.

Outros alertaram que o comércio eletrônico tinha seus limites e que sempre haveria necessidade de discussões cara a cara. “Existe um valor face a face em áreas grandes ou complicadas ou onde há novos riscos”, disse Richard Dudley, executivo-chefe do centro global de corretagem da Aon no Reino Unido. “É um processo de gerenciamento e elaboração de risco conjunto e é muito mais difícil de fazer se você não estiver cara a cara.”
 

Seguros de eventos e produção de filmes devem retomar crescimento após pandemia

Rodrigo Kihara, diretor executivo da Deal Seguros

Prejuízos causados nos setores alertaram organizadores e produtores sobre a importância dos produtos em qualquer tipo de evento ou produção

Fonte: Deal Seguros

A pandemia provocada pelo Coronavírus trouxe inúmeros prejuízos aos organizadores de eventos e produtores de filmes, independentemente do porte. Nessa época de incertezas, os eventos e produções que contavam com algum tipo de seguro foram os únicos que não ficaram totalmente prejudicados, como aconteceu com o torneio de Wimbledon e o filme Batman.

A crise chamou a atenção para a importância de contar com proteção em momentos como estes e, também, provou que por mais planejamento e experiência que se possa ter no ramo, imprevistos podem ocorrer a qualquer momento. O torneio de Wimbledon, por exemplo, que aconteceria de 29 de junho a 12 de julho foi cancelado pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, mas os organizadores receberam uma indenização de U$ 141 milhões graças à apólice de seguro contra pandemia pela qual pagaram um total de U$ 34 milhões ao longo de 17 anos.

Com o adiamento das Olimpíadas não foi diferente, o Comitê Olímpico conseguiu recuperar boa parte do investimento, cerca de R$ 10 bi por conta do seguro, mas grande parte ainda ficou descoberta porque, de acordo com Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o seguro cobre o cancelamento, mas não o adiamento. O adiamento exigia um acordo com comitê organizador, que precisava estar preparado para seguir por mais um ano e o governo japonês também precisava estar disposto a continuar apoiando os preparativos.

A indústria do cinema também foi prejudicada tanto no lançamento de títulos, incluindo o esperado Batman da Warner Bros., como muitos filmes que estavam em produção e tiveram que interromper as filmagens por tempo indeterminado. Além disso as salas de cinema também contaram com prejuízos imensos desde que tiveram que fechar as portas.

No caso da indústria cinematográfica, tanto em Hollywood como em Bollywood, na índia, a maioria conta com planejamento de seguros e com apólices que cobrem pandemias, porém muitos dos contratos contemplam apenas filmes lançados, ou seja, os que tiveram que atrasar o lançamento não estarão cobertos e embora as pandemias façam parte das apólices, o coronavírus foi excluído das condições pré-existentes, assemelhando-se ao que acontece com os planos de saúde e doenças pré-existentes.

“Muitas pessoas imaginam que os seguros de eventos e produção de filmes são exclusivos de quem lida com grandes shows ou grandes produções, mas essa é uma ideia equivocada e é importante ter em mente que estes seguros são aplicados desde um seminário ou videoclipe, adaptando-se ao tipo e tamanho”, diz Rodrigo Kihara, diretor executivo da Deal Seguros. Para o executivo, este equívoco faz com que muitos eventos corporativos e gravações de comerciais, fiquem descobertos, contando apenas com a sorte.

O seguro de eventos conta com cobertura desde a montagem até a desmontagem, não se limitando apenas aos equipamentos, valores, objetos cenográficos e decoração, inclui também a responsabilidade civil com extensão para artistas, alimentos, danos morais e até falha profissional. É possível ainda contratar a cobertura de acidentes pessoais e eventuais despesas causadas por cancelamento, adiamento ou interrupção.

Em relação ao seguro de produção de filmes, o produto conta com a cobertura para os equipamentos, figurinos, cenografia em geral, elenco, despesas de refilmagem, despesas extras de produção e responsabilidade civil geral e profissional. 

Assim que essas atividades forem retomadas, estima-se um crescimento das vendas destes produtos no mercado e as seguradoras deverão oferecer produtos mais completos, pensando em possíveis pandemias ou outros desastres que obriguem o cancelamento ou adiamento. Diante de tantos prejuízos pelo mundo afora, acredita-se que a cultura do brasileiro em relação aos investimentos em seguros esteja prestes a mudar.

Arrecadação do setor de seguros cresceu 8,33% em fevereiro

susep previdencia

Nos dois primeiros meses do ano arrecadação alcançou R$ 44,522 bi

Fonte: Agência Brasil

A arrecadação do setor de seguros nacional, excetuando saúde suplementar e o seguro de Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres (Dpvat), foi de R$ 20,9 bilhões em fevereiro, alta de 8,33% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Apesar da redução do faturamento em relação a janeiro de 2020, que registrou alta de 17,6%, o setor segurador fechou o primeiro bimestre com expansão de 13%, comparativamente a igual período de 2019.

A arrecadação nos dois primeiros meses do ano alcançou R$ 44,522 bilhões. Nos 12 meses encerrados em fevereiro, a receita do setor totalizou R$ 275,3 bilhões. A taxa de crescimento da arrecadação do setor caiu em 12 meses de 12,6% em janeiro para 12,2% em fevereiro.

Os dados foram divulgados hoje (13) pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). O presidente da entidade, Marcio Coriolano, observou, em entrevista à Agência Brasil, que o desempenho ainda não reflete efeitos da pandemia do novo coronavírus (covid-19). “O reflexo é muito pequeno. Em fevereiro, já tinha notícias de casos [da covid-19], mas não havia movimento maior”. Coriolano lembrou que as seguradoras só entraram em regime de ‘home office’ (trabalho em casa) a partir de 17 de março passado.

O presidente da CNseg disse que mesmo que os efeitos da pandemia comecem a ser sentidos pelo mercado de seguros a partir de março ou abril, motivados pelo forte movimento de home office e pelo isolamento da população, os efeitos maiores sobre a arrecadação só deverão ser sentidos no segundo semestre, em função principalmente do efeito do carregamento de contratos celebrados em 2019.

Semestre positivo – Marcio Coriolano lembrou que o ano passado começou fraco e só a partir de março ou abril apresentou crescimento bastante sustentável. “No segundo semestre é que o crescimento foi maior”, disse.

Os contratos celebrados no ano passado, em especial aqueles do segundo semestre, têm em geral duração de um ano, renovável. Os contratos celebrados em julho de 2019, por exemplo, só serão encerrados em julho próximo. Com isso, o efeito no mercado de seguros será positivo neste primeiro semestre, explicou Coriolano.

O setor segurador só vai começar a observar o efeito coronavírus mais fortemente no segundo semestre, “quando esses contratos não puderem por algum motivo ser renovados, pela falta de renda das pessoas ou, então, por inadimplência. A gente está supondo que o efeito [do vírus] sobre a produção, sobre o consumo e a renda, é fortíssimo. Então, não deve se repetir este ano o crescimento do ano passado”, disse o presidente da CNseg.

Coriolano salientou, por outro lado, que os resultados das seguradoras já refletem uma face financeira recente, com Bolsa de Valores em queda, taxas de juros caindo também fortemente. “O setor de seguros é de acumulação de reservas, que são remuneradas por uma cesta”. Essa cesta envolve desde a análise de componentes principais, até mercado acionário e a parte de títulos de valores, incluindo também taxa de juros cadente.

Seguros SURA e Grupo Apisul doam cestas básicas para os caminhoneiros

sura seguros

Fonte: Sura

A Seguros SURA uniu forças com o Grupo Apisul, focado na gestão de cargas de operações de transportes, para entregar cestas básicas nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. A iniciativa das empresas foi pensada para apoiar os caminhoneiros que precisam seguir com suas viagens para abastecer as cidades e encontram muitas restrições nas estradas devido ao fechamento temporário de comércios. 

Para Amilcar Spencer, Diretor de Solução de Transportes e Gerenciamento de Riscos da Seguros SURA, a ação em apoio aos caminhoneiros “é também uma forma de agradecimento e solidariedade ao trabalho fundamental que realizam para garantir a continuidade das entregas em todo o País”.  

Ainda em apoio aos motoristas, recentemente a Seguros SURA disponibilizou o serviço de proteção à carga aos seus segurados do Seguro de Transportes. A medida funciona para os casos em que os motoristas forem acometidos pela COVID-19 e necessitarem de atendimento ou repouso imediato. Neste caso, a recomendação é que o motorista acione o sinistro para que a segurança da carga e do veículo seja resguardada por até 48 horas. 

SulAmérica: lucro líquido recua 64%, para R$ 79,8 milhões no primeiro trimestre

sulamerica

Receitas operacionais somam R$ 5,6 bilhões, alta de 7,2%

A SulAmérica divulgou lucro líquido de R$ 79,8 milhões, uma redução de 64% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O lucro foi impactado pela queda de 77% no resultado financeiro, que atingiu R$ 39,3 milhões ante R$ 171,3 milhões um ano antes, devido à deterioração das condições de mercado com a crise da covid-19. O índice de sinistralidade subiu 3,4 pontos em um ano, para 78,6%.

Apesar do cenário global adverso, as receitas operacionais mantiveram o ritmo dos últimos períodos e registraram alta de 7,2%, somando R$ 5,6 bilhões. A eficiência operacional – que será ainda mais importante nesse cenário desafiador de 2020 – tem sido um dos grandes focos da companhia. “A disciplina para manter as despesas administrativas sob controle foi mantida, mesmo com investimentos importantes em tecnologia e inovação. Vale ressaltar que mesmo durante esse período mantivemos nosso processo de separação da operação de Automóveis e Ramos Elementares para conclusão da venda desses segmentos para a Allianz, conforme anunciada no ano passado”, afirma Gabriel Portella, presidente da SulAmérica. 

“Tínhamos o desafio de superar um dos melhores primeiros trimestres da nossa história, que foi o caso em 2019, mas tivemos um impacto relevante em nosso resultado financeiro com a deterioração do mercado de capitais por conta da pandemia”, diz Ricardo Bottas, vice-presidente de Controle e de Relações com Investidores da SulAmérica. “Nossa pequena exposição em ativos de renda variável (cerca de 1% do portfólio) apresentou forte desvalorização no período, acompanhando o movimento de mercado em março, o que, somado à redução da taxa Selic média no período, levou a uma redução de 77% no resultado financeiro do trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior.” 

De acordo com Portella, a resposta da companhia em meio ao aumento dos casos de COVID-19 foi ágil e assertiva, graças a um plano de continuidade de negócios efetivo. “Nossos investimentos em tecnologia, inovação, colaboração e mobilidade, os quais sempre faço questão de ressaltar trimestralmente, foram fundamentais nesse momento. Montamos operações remotas funcionais para nossos colaboradores, corretores e demais públicos. Os aplicativos da SulAmérica estão sendo cada vez mais utilizados no contexto da pandemia e distanciamento social. A Orientação Médica Telefônica expandiu sua capacidade de atendimento em 20 vezes e o Médico na Tela, em 40 vezes”, explica o executivo. “Acreditamos, inclusive, que a telemedicina será um dos legados dessa pandemia.” 

As operações de Saúde e Odonto, ainda sem impacto relevante da pandemia, registraram aumento de 12,1% da base de clientes, sobretudo a carteira empresarial, somando 3,9 milhões de beneficiários. 

As receitas operacionais do segmento aumentaram 9,1% em relação ao 1T19, alcançando R$ 4,6 bilhões no primeiro trimestre de 2020. O destaque foi o crescimento de 39,7% em odonto, impulsionado pelos resultados da Prodent, cuja aquisição foi concluída no 3T19. A sinistralidade do trimestre apresentou aumento de 3,0 p.p. para 82,5%. No acumulado de 12 meses entretanto, o crescimento da sinistralidade foi de 0,9 p.p. atingindo 79,7%. 

Importante destaque ao final deste 1T20 a evolução dos beneficiários acompanhados dentro da estratégia do Cuidado Coordenado, que representaram cerca de 450 mil pessoas (+103% em relação ao 1T19) dentro de um universo de 2,3 milhões de beneficiários de saúde da Companhia. 

A operação de Automóveis e Ramos Elementares apresentou redução de 5,5% das receitas operacionais em relação ao 1T19, totalizando R$ 658,3 milhões no trimestre, influenciada principalmente pelo cenário de melhor risco vigente, com a continuidade da queda nos níveis de roubo e furto em diversas regiões. As chuvas recordes ocorridas em janeiro e, principalmente, fevereiro na região Sudeste, onde a SulAmérica possui maior exposição, foram um dos principais motivos para o aumento de 4,1 p.p. da sinistralidade no trimestre, que foi de 63,6%. A menor circulação de veículos, iniciada no final de março, reduziu a frequência de sinistros, mas não foi suficiente para compensar tais efeitos. 

Vale lembrar que no 1T20, o segmento de Automóveis e Ramos Elementares, cujo acordo de venda foi anunciado em agosto de 2019, passou por uma etapa essencial para a conclusão da transação: a segregação da operação em uma nova seguradora, ainda operando dentro do Grupo SulAmérica. A transação segue dentro do cronograma estabelecido originalmente, com os resultados dos segmentos sendo reconhecidos pela Companhia até seu fechamento, previsto para o 3T20. 

Em Vida e Previdência as receitas operacionais foram de R$ 116,9 milhões, uma ligeira redução de 1,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior, já impactada pela pandemia da COVID-19, principalmente no seguro viagem. A sinistralidade no trimestre alcançou 49,1%, o que representa um ganho de 0,6 p.p. em relação ao 1T19. A melhora na sinistralidade entre os períodos impactou positivamente as despesas operacionais e, consequentemente, a margem bruta da carteira, que somou R$ 12,7 milhões, expansão de 28,4% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. 

SulAmérica Investimentos, gestora de ativos da Companhia, encerrou o primeiro trimestre de 2020 com mais de R$ 43 bilhões em ativos sob gestão, 6% maior se comparado ao 1T19. O avanço foi impulsionado principalmente por ativos de terceiros (+7,9%) e reservas de previdência (+7,7%). 

As receitas operacionais cresceram 26,7% e a margem bruta apresentou uma melhora de 22,3%, somando R$ 15 milhões no período. O volume total de recursos de terceiros seguiu com a maior parte alocada em fundos de renda fixa (49,1%), com fundos multimercado representando 45,2% do portfólio. A alocação nos fundos de ações apresentou aumento, representando 5,6% do total, seguindo a tendência observada no final de 2019. 

As despesas administrativas representaram 8,2% das receitas operacionais no 1T20, ligeira melhora de 0,1 p.p. na comparação com o mesmo trimestre de 2019. Em termos absolutos, houve aumento de 5,6% em relação ao 1T19, justificado, principalmente, por um maior quadro de colaboradores – aproximadamente 200 funcionários a mais, alocados basicamente em projetos estratégicos de inovação e transformação digital, bem como no avanço da estratégia de Cuidado Coordenado. 

Pandemia coronavírus

Além dos resultados financeiros, vale destacar que a SulAmérica tomou uma série de medidas para cuidar de seus colaboradores, beneficiários, corretores, parceiros e da sociedade em geral por conta da pandemia do novo coronavírus, além de garantir a sustentabilidade de suas operações e minimizar potenciais impactos, onde se destaca: 

– Trabalho remoto para toda a força de trabalho elegível e terceiros, com quase 100% dos colaboradores trabalhando de casa desde o início do período de quarentena e isolamento social; 
– Manutenção das contratações já previstas e participação no movimento #NÃODEMITA; 
– Cancelamento de viagens e eventos nacionais e internacionais; 
– Antecipação da campanha de vacinação contra gripe para colaboradores e seus dependentes (mediante agendamento prévio e por meio “drive thru”) com distribuição de máscaras e incentivo ao cuidado e prevenção ao novo coronavírus; 
– Suspensão temporária, por 90 dias, da aplicação do reajuste anual das mensalidades dos planos médico-hospitalares individuais, coletivos por adesão e PME (até 29 vidas), sendo a recomposição do reajuste prevista para ocorrer a partir de outubro de 2020, contribuindo com milhares de empresas e famílias a manterem sua cobertura neste momento de crise; 
– Acesso ilimitado para beneficiários de saúde utilizarem o serviço de Médico na Tela; 
– Criação de Canal Médico Telefônico Exclusivo Coronavírus, também com acesso ilimitado e expandido para clientes de planos odontológicos; 
– Avaliação preliminar de saúde por inteligência artificial via WhatsApp e chat no aplicativo de Saúde e Odonto, auxiliando na triagem de beneficiários seguindo os protocolos do Ministério da Saúde; 
– Ampliação do serviço Psicólogo na Tela (sessões de videoconferência) com mais de 600 psicólogos e terapeutas para todos os beneficiários de saúde, em uma iniciativa pioneira no país; 
– Produção de conteúdos informativos relevantes para os beneficiários de saúde tanto no aplicativo quanto no hotsite www.sulamerica.com.br/coronavirus
– Campanha para arrecadar fundos para combater o novo coronavírus em duas frentes, com doações sendo feitas por colaboradores e corretores para um fundo emergencial por meio da plataforma Bsocial, criada por um grupo de lideranças da sociedade civil. O valor arrecadado, com reforço da doação pela SulAmérica de 20 vezes, está sendo destinado a duas frentes: pesquisas feitas pela Fiocruz sobre a COVID-19 e compra de Equipamentos de Proteção Individual – EPIs para profissionais de saúde; 
– Em projetos coordenados pela Rede D’Or e em cooperação com outros parceiros da iniciativa privada, a Companhia também realizou doações para entregar cerca de 290 novos leitos hospitalares nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, destinados a atender pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde).